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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ESTUDOS PARA CASAIS - ESTUDO 040 — COMO O EVANGELHO TRANSFORMA CASAMENTOS


Imagem relacionada

Estes estudos são parte de uma série de palestras que estamos ministrando nas reuniões de casais da nossa igreja. Os estudos anteriores podem ser encontrados nos links mais abaixo:


O artigo abaixo foi publicado pelo site da Editora FIEL. O mesmo é da autoria de Erik Raymond.

3 maneiras pelas quais o evangelho muda o casamento

Quando um novo líder é nomeado em uma organização, a mudança é inevitável. O novo chefe definirá a política, estabelecerá o tom e refletirá uma atitude em sua organização. O mesmo é verdade quanto aos nossos casamentos. O novo líder a quem me refiro aqui não é um novo marido, mas sim o verdadeiro marido, o Senhor Jesus Cristo.

Pelas Escrituras, nós sabemos que um casamento cristão nunca é simplesmente uma união de duas pessoas, mas duas pessoas unidas em Jesus Cristo. Esta é outra maneira de dizer que Jesus é a nossa cabeça, o Senhor e o que concede vida ao nosso casamento. Quando um homem e uma mulher abraçam a verdade do evangelho, seja na conversão ou na santificação, sempre há mudanças correspondentes relacionadas a Jesus ser o cabeça do casamento. Abaixo estão três das mudanças mais comuns que Cristo opera em um casamento enquanto o governa por meio do evangelho.

1. Do egoísmo ao serviço

Cada pecado flui do reservatório do eu. Nós abandonamos Deus e os outros em favor de nós mesmos. Isso é desastroso e doloroso. Em nenhum lugar essa inversão é mais evidente e prejudicial do que no casamento. Porém, quando o evangelho alcança o lar, há nítidas mudanças nesse contexto. A esposa irritável se torna paciente e bondosa com seu marido porque Jesus foi paciente e bondoso com ela. O marido autocentrado encontra mais alegria em aprender sobre os interesses da sua esposa do que sobre a história dos seus atletas favoritos. Isso é porque ele percebe que ela foi feita por Deus e para Deus, bem como a verdade que o Espírito continua a operar poderosamente mais de Cristo na vida da sua esposa. Isso é atraente e animador de uma forma que dribles e gols nunca podem ser. O evangelho alcança o lar e afasta os nossos corações de nós mesmos (egoísmo) em direção ao nosso cônjuge (serviço).

2. Da preguiça ao comprometimento

Se você não acha que a preguiça é um problema na América, considere o fato de que temos uma cadeira chamada La-Z-boy que é adaptada e comercializada para o homem americano. E ela vende! A preguiça, assim como o egoísmo, é inclinada para o eu, mas recebe as suas instruções de ação a partir do comando do conforto. Nós desejamos a comodidade e nos recusamos a fazer qualquer coisa difícil porque poderia ser desconfortável. A preguiça se relaciona principalmente sobre a preservação e promoção da percepção de conforto pessoal. E a preguiça mente muito. Sabemos que há um problema em nosso casamento, mas também sabemos que isso exige uma mudança, talvez até mesmo uma mudança dolorosa. Então, o que acontece? A preguiça diz: “Oh, eu farei isso em outro momento”. Ou a preguiça diz convincentemente: “Isso não é tão ruim. Eu ficarei bem”. Mas isso é a preguiça falando e não Jesus, o governador das nossas vidas. Sem dúvida, você pode imaginar como isso poderia minar o plano de Jesus para o crescimento e mudança em você e seu casamento. Mas quando o evangelho da graça alcança o lar, nos tornamos comprometidos em nosso casamento. Não somos mais espectadores passivos esperando manter uma cultura de conforto e segurança através da mediocridade disfarçada. Em vez disso, nos aproximamos do que Jesus é: buscamos a semelhança com Cristo por meio de, dolorosamente, mortificar o pecado.

3. Da justiça própria à humildade

A justiça própria é aquela mentalidade diabólica de que possuímos mérito em nós mesmos que nos recomenda diante de Deus e dos homens. Enquanto o egoísmo ama se retrair para o eu, a justiça própria ama se gloriar do eu. Em sua essência, isso se opõe ao evangelho que gira em torno da nossa necessidade e recebimento da justiça imputada de Cristo. A justiça própria em um casamento é tão sutil quanto uma sobrancelha erguida, enquanto a humildade é tão perceptível quanto a feição alegre. Durante uma discussão, uma esposa pode comunicar algumas preocupações ao seu marido. Se ele é justo em si mesmo, pode começar a contradizê-la com “dura” evidência. Se as coisas ficarem difíceis, seu ousado advogado interior articulará poderosamente a sua inocência enquanto também apresenta acusações contra sua esposa. A justiça própria no casamento está sempre na defensiva porque percebemos que sempre estamos sob ataque. Isso deve ser contrastado com o evangelho que nos ensina que já fomos suficientemente atacados, criticados e julgados. A cruz é o veredito. Nós somos culpados. Mas a beleza do evangelho é que, enquanto éramos infinitamente pecaminosos, também fomos profundamente amados. Isso produz humildade e segurança. Quando o evangelho alcança o lar em um casamento, nós silenciaremos mais rapidamente nossos advogados internos, enquanto desfrutamos a verdade do evangelho. É somente aqui que nós podemos, humildemente, crescer juntos na semelhança de Cristo.

Quando o evangelho vem ao lar e ao casamento há uma mudança definitiva no modo de funcionamento, tom e atitude. O casamento começa a ter as características do seu líder. No caso do evangelho, não pode haver melhor líder e nenhuma mudança mais importante para nós e nosso casamento.

Por: Erik Raymond. © Ligonier Ministries.Website: ligonier.org. Traduzido com permissão. Fonte: 3 Ways the Gospel Changes Marriage

Original: 3 maneiras pelas quais o evangelho muda o casamento. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Camila Rebeca Teixeira. Revisão: William Teixeira.

Erik Raymond
O rev. Erik Raymond é o pastor titular da Emmaus Bible Church em Omaha, Nebraska. Ele escreve no site The Gospel Coalition e em ordinarypastor.com.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


ESTUDOS ANTERIORES SOBRE O RELACIONAMENTO A DOIS

000 – NÃO DEIXE SEU CASAMENTO NAUFRAGAR

001 – DIFERENÇAS ENTRE O HOMEM E A MULHER – PARTE 1

002 – DIFERENÇAS ENTRE O HOMEM E A MULHER – PARTE 2

003 – NECESSIDADES E PROBLEMAS DA MULHER – PARTE 1

004 – NECESSIDADES E PROBLEMAS DA MULHER – PARTE 2

005 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 1

006 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 2
007 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 3

008 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 4

009 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 5

010 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 6

011 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 7 — Final

012 — O HOMEM COM GUARDADOR E CULTIVADOR DO CASAMENTO

013 — ENTENDENDO A SUBMISSÃO DO PONTO DE VISTA BÍBLICO

014 — ENTENDENDO QUE HOMENS E MULHERES SÃO IGUAIS, MAS DIFERENTES

015 — SEGREDOS, SEGREDOS, SEGREDOS: O MAIOR DE TODOS ELES

016 — COMO OS MARIDOS MAGOAM AS ESPOSAS – PARTE 1

017 — COMO OS MARIDOS MAGOAM AS ESPOSAS – PARTE 2

018 — COMO SER A MULHER QUE DEUS DESEJA QUE VOCÊ SEJA — PARTE 1

019 — COMO SER A MULHER QUE DEUS DESEJA QUE VOCÊ SEJA — PARTE 2

020 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 1

021 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 2

022 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 3

023 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 001 — O CIÚME

024 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 002 – AS MULHERES E O RELACIONAMENTO COM SEUS PAIS

025 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 003 – ELEVANDO NOSSO GRAU DE TOLERÂNCIA

026 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 004 – CUIDANDO DAS NECESSIDADES DO OUTRO PARA EVITAR O DIVÓRCIO

027 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 001 — LIDANDO COM O CIÚME

028 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 002

029 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 003

030 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 004

031 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 005

032 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 001

033 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 002
034 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 003

035 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 004

036 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 005 — OS MALES QUE O ADULTÉRIO TRAZ

037 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 006 — A NECESSIDADE DE VERDADEIRO ARREPENDIMENTO EM CASOS DE ADULTÉRIO

038 — DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS ENTRE AS NECESSIDADES DOS HOMENS E DAS MULHERES

039 — A IMPORTÂNCIA DA AUTOIMAGEM NO CASAMENTO — PARTE 001 — COMO VOCÊ SE VÊ?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/estudo-040-importancia-da-autoimagem-no.html

040 — COMO O EVANGELHO TRANSFORMA OS CASAMENTOS

041 — ENTENDENDO O CHAMADO DE DEUS PARA A VIDA A DOIS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/estudo-041-importancia-da-autoimagem-no.html

042 — A IMPORTÂNCIA DA AUTOACEITAÇÃO NO RELACIONAMENTO A DOI
Shttp://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/09/estudos-para-casais-estudo-042.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos 

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.             

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A FORÇA DO ENTRETENIMENTO NA DESTRUIÇÃO DA CRISTANDADE



Entretenimento até a Morte

ATENÇÃO: PARA MELHOR ENTENDIMENTO DESSE MATERIAL RECOMENDAMOS QUE SE FALA, ANTES, A LEITURA DO ARTIGO ANTERIOR QUE PODERÁ SER ACESSADO POR MEIO DESSE LINK AQUI:


INTRODUÇÃO

“Respeitável Publico”, essas eram as palavras que davam início ao maior espetáculo da terra. Lembro-me, como menino, o assombro que senti ao ver, pela primeira vez as duas motocicletas no impressionante “globo da morte”. Também jamais me esquecerei do famoso “Circo Mágico Tihany”. Mas tudo isso é passado agora. Desde o advento da televisão, até o próprio circo foi homogeneizado e pasteurizado nas impecáveis apresentações do canadense “Cirque du Soleil”. Todavia, devemos nos lembrar que foi Deus mesmo quem nos capacitou com todas essas incríveis habilidades que temos de inventarmos diferentes formas de entretenimento. Entre essas formas nós podemos citar os esportes de verão, de inverno, aquáticos, olímpicos; a gastronomia tão rica e variada e etc. Além disso, Deus nos colocou em um planeta com condições geográficas e variações tão dramáticas que nos permitem viajar e conhecer lugares que são realmente de “tirar o fôlego”. Temos ainda as estações do ano com suas mudanças maravilhosas, que encantam a todos. O rei Salomão entendeu que todas essas coisas são dons de Deus e só podem ser devidamente apreciadas, em comunhão com o Criador.

Eclesiastes 2:24—25

24 Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus,

25 pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?

Mas com o ser humano caído e carecendo da glória de Deus — Romanos 3.23 — era de se esperar que essa área de entretenimento também fosse profundamente afetada por aquele que controla as mentes e os corações dos incrédulos

Efésio 2:1—3

1  Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2  nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3  entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. 



I. O mundo do entretenimento

Não existe ninguém que seja capaz de negar que nos dias de hoje, os meios de comunicação tornaram-se a fonte, por excelência, de entretenimento entre os seres humanos. Eles conseguem provocar fascínio, entusiasmo e interesse em praticamente todas as pessoas. Eles são, de fato, onipresentes. Isso está acontecendo porque tudo na mídia é feito para entreter. Até mesmo a discussão de questões tão importantes como as relacionadas ao aborto, ao uso de embriões humanos no desenvolvimento de pesquisas científicas, a adoção da eutanásia e da ortotanásia como métodos “humanos” de assassinar os seres humanos, são vistos como meros flashes, dum plano bem orquestrado e executado, quando apresentados através dos meios de comunicação. O mesmo acontece com as decisões políticas e econômicas que afetam milhões de pessoas. Por todos esses motivos, e pela velocidade com que somos expostos a uma gama tão imensa de assuntos simples e complexos, em questão de segundos, o simples ato de pensar torna-se realmente desnecessário. Mas o próprio Jesus nos manda julgar tudo segundo a reta justiça

João 7:24

Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça.

Isso implica em: escolher, aprovar, estimar, preferir, ser de opinião, pensar, determinar, resolver, decretar, etc.

A mídia consegue prender nossa atenção mediante o uso de vários truques. Entre esses podemos citar o uso de pessoas bonitas, talentosas e muito bem produzidas do ponto de vista do penteado, da maquiagem e do uso de roupas impecáveis. Mas o maior de todos os truques é a mudança veloz com que as imagens são apresentadas. De acordo com o escritor e crítico cultural Neil Postman, morto em 2003, a duração média de uma imagem na TV estadunidense é de apenas 3,5 segundos visando fazer com que nossos olhos sejam incapazes de descansar e tenham sempre algo novo para ver.[1] Em tudo isso existe uma mensagem: as coisas se tornam cansativas quando não estão visualmente em movimento. Não deve, portanto, nos surpreender que nossas crianças não conseguem se concentrar na escola, nem na conversa que estamos tentando manter ao redor da mesa, na hora das refeições.


Falta típica de concentração e interesse.

Por outro lado, a Bíblia nos ensina que existem muitas coisas que precisam ser discutidas e as mesmas não podem ser confundidas com entretenimento. O profeta Ezequiel repreendeu o povo de Israel porque desejavam tratar os pregadores e os profetas apenas como parte de algum show. Ele diz:

Ezequiel 33:30—32

Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto aos muros e nas portas das casas; fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi qual é a palavra que procede do SENHOR. Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro. Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra.

O que Deus está nos dizendo aqui é que nem tudo deve ser tratado como entretenimento. Algumas coisas são sérias demais para serem tratadas como espetáculo. A mídia nos envia tantas mensagens que somos incapazes de parar para pensar, como podemos fazer agora mesmo com essa leitura do Blog, para refletir um pouco sobre aquilo que estamos lendo.


Quando não temos tempo de pensar ou refletir, acabamos tomando decisões por impulso, baseadas unicamente em nossos sentimentos. Por outro lado a Bíblia nos ordena a usar nossas mentes para pensar em coisas que sejam: verdadeiras, respeitáveis, justas, puras, amáveis, em tudo que for de boa fama e tudo em que existir alguma virtude ou louvor — Filipenses 4:8.

Se formos honestos conosco mesmo e uns com os outros, então teremos que admitir que não é nada fácil obedecer a esse mandamento nos dias de hoje. A poderosa mídia tem inúmeros recursos a seu dispor para nos alcançar com situações que representam o exato oposto da vontade revelada de Deus para as nossas vidas. Por esse motivo, Paulo nos aconselha em


Romanos 12:1—2

1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

a tomarmos decisões conscientes, depois de analisar os fatos

II. O mundo do opcional

O mundo da mídia é um mundo de opção por excelência. De repente, saltamos de uma meia dúzia de canais de TV para mais de trezentos. Além disso, a introdução da internet multiplicou pelas centenas as opções jornalísticas, e o surgimento da chamada “blogsfera” acabou por possibilitar o acesso à produção de muita gente hábil e inteligente e que instigam nossa capacidade de pensar e refletir. Devemos nos lembrar que uma das nossas maiores responsabilidades diante dessa situação toda é: Julgai todas as coisas, retende o que é bom — 1 Tessalonicenses 5:21). O advento das redes sociais — Facebook, Twitter, Google +1 etc., representa outro desafio para nós como cristãos. Além de analisarmos o conteúdo que está sendo colocado diante dos nossos olhos, existe outra questão fundamental, que diz respeito ao tempo que gastamos envolvidos com os meios de comunicação. E não é difícil perceber como a grande maioria das pessoas se deixa arrastar por esses meios por horas sem fim. Os produtores envolvidos em todas essas formas de comunicação têm à sua disposição verdadeiros exércitos de psicólogos, sociólogos, marqueteiros e analistas suprindo as informações necessárias para a elaboração de programas que realmente possam atrair e prender a atenção das pessoas.

Relacionamentos

Vamos usar a TV para ilustrar o que estamos dizendo. Por incrível que pareça, a TV procura suprir nossa necessidade de relacionamentos através das novelas e do imenso volume de seriados que apelidamos de “enlatados”. A idéia é bem simples: criar personagens que, de alguma maneira, façam com que todos os telespectadores se identifiquem com um ou outro. Assim, aqueles que assistem acabam vivendo um relacionamento fantasioso com seu personagem favorito. Quanto aos outros personagens, com os quais não nos identificamos, nada nos impede de manter um “relacionamento” com eles também. Isso é possível porque podemos criticá-los, julgá-los, condenar ou aprovar suas atitudes, como se estivéssemos nos relacionando com eles. De repente, descobrimos que é bem mais fácil nos relacionar com os personagens da TV do que com as pessoas na vida real. Afinal de contas, nós podemos sempre desligar a TV ou mudar o canal caso estejamos enfrentando alguma situação incomoda nesses “relacionamentos”. Mas não podemos nunca nos esquecer que estamos em um mundo real no qual os dois maiores mandamentos são:

Lucas 10:27

Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

Não podemos menosprezar a força da mídia em perverter a revelação de Deus nos fazendo trocar os relacionamentos verdadeiros por meras ilusões sem nenhuma consistência.

III. O que fazer?

Esse assunto relacionado à mídia com todas suas variadas formas de meios de comunicação, especialmente esses que surgiram nos últimos 40 anos, é bastante controverso, até porque o próprio elemento que estamos discutindo é capaz de levantar as mais violentas paixões de amor e ódio dentro de nós. Temos, portanto, que ser bastante cautelosos aqui, sem manifestar nenhum tipo de farisaísmo. Acho que todos somos capazes de reconhecer que um dos itens mais comuns e mais onipresentes em todos os meios de comunicação é a tentativa de vender alguma coisa — senão prá que tanta propaganda, não é mesmo? Mas devemos nos lembrar das palavras do Senhor quando nos adverte que a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que possui

Lucas 12:15

Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e 
qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.

O apóstolo Paulo também nos oferece preciosas instruções a esse respeito em


1 Timóteo 6:6—10 e  17—19

6 De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.

7 Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele.

8 Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.

9 Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.

10 Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.

17 Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento;

18 que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir;

19 que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.

Por outro lado, é lógico pensarmos que aqueles que estão envolvidos em todos os meios midiáticos têm uma agenda e que essa agenda não concorda, necessariamente, com a nossa fé cristã. Pelo contrário, ela é muitas vezes, frontalmente adversa. Então precisamos ser honestos e procurar entender com o que estamos lidando de fato. Temos que admitir que existem muitas coisas boas, de fato,  tanto na TV, como na Internet e nos outros meios de comunicação. Não creio ser necessário enfatizar demais que devemos evitar nos envolver com conteúdos pornográficos ou com violência gratuita e bastante real. Certamente podemos usar o conteúdo de Filipenses 4:8 como um excelente guia para dirigir nossos passos em todas essas questões. Se somos novas criaturas e vivemos pelo Espírito Santo, então devemos andar, dia a dia, deixando nos guiar por esse mesmo Espírito:


Gálatas 5:25

Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

Como mencionamos acima não é só o conteúdo que deve nos preocupar. A quantidade de tempo que estamos gastando envolvidos com esses meios é também da maior importância, pois somos chamados a fazer o melhor uso do tempo possível —


Efésios 5.16

Remindo o tempo, porque os dias são maus.

Quantas vezes deixamos de ir adorar o Senhor e manter comunhão com os irmãos porque, de uma forma miserável, optamos pela companhia da TV ou da Internet. O fato é que todos esses meios nos afetam e muito. Mas como nos dias em que a Bíblia foi escrita, esses meios ainda não existiam, então não temos uma palavra direta vinda de Deus nos dizendo como proceder com relação aos meios de comunicação. Devemos respeitar as opiniões uns dos outros, sem nunca justificar práticas pecaminosas, e aplicar os princípios ensinados por Paulo em:

1 Coríntios 6:12 e 10:23

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.

Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam.


IV. A importância de Jesus

Acima de tudo devemos considerar como o Senhor Jesus vê nossas práticas relacionadas à mídia. Jesus exige pleno domínio sobre nossas vidas. Esse é o motivo porque o chamamos de Senhor

Lucas 6:46

Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?
Jesus é a verdade encarnada:

João 14.6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

Se o amamos, se amamos a verdade, então iremos nos empenhar em sermos obedientes aos seus mandamentos

João 14:15, 21

15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Além do mais, quando abrimos nossos corações para as Escrituras, elas são capazes de nos ajudarem a discernir aquilo que é verdadeiro daquilo que é falso, inclusive no que diz respeito a nossos pensamentos mais íntimos —


Hebreus 4:12—13

12 Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.

13 E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.

Estamos apenas nos enganando a nós mesmos quando lemos a Bíblia e não a colocamos em prática —

Tiago 1:22

Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.

Paulo diz que nós temos a mente de Cristo em 1 coríntios 2:16, e isso nos faz pessoas únicas nesse mundo que jaz no maligno —

1 João 5:19

Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.

Como cristãos estamos todos “em Cristo”, unidos a ele e uns aos outros, de modo tal, que dependemos tanto dele quanto uns dos outros. Portanto, temos que ter consciência de que nossas decisões não acontecem num vazio, mas afetam nosso relacionamento com o Senhor e com os nossos irmãos e irmãs.

A pessoa de Jesus é tão importante no contexto dessa discussão que vale à pena notarmos aquilo que o sociólogo e teólogo Frances Jacques Ellul escreveu sobre Jesus:

A encarnação é o ponto onde a aparência deixa de ser um desvio da verdade e onde a verdade deixa de ser o julgamento decisivo das aparências. Neste momento, o Verbo pode ser visto. O Verbo se fez carne. A visão pode ser crível, porque, na encarnação, e somente nela, a visão está relacionada à verdade.[2]

Temos que nos lembrar que, acima de tudo, aquilo que a mídia nos oferece pode não passar apenas de uma grande ilusão. Ao passo que o Senhor Jesus representa a realidade última e a verdade absoluta. Como não podemos ver a Jesus nesses dias é da maior importância que nos voltemos para a Palavra de Deus onde ele também está revelado, para podermos encontrar a plena satisfação que nossas almas anseiam


Mateus 11: 28-30

28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.

30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

Conclusão

Estamos chegando ao final desses dois importantes estudos acerca do poder da mídia e de sua influência na destruição da cristandade. Seria uma grande ingenuidade da nossa parte, ignorar o poder que a mesma tem sobre nossa sociedade no tempo presente e até mesmo sobre nossas vidas como cristãos. O desafio diante de nós, apesar de bastante complexo, começa a ser solucionado mediante a resposta a uma simples pergunta: quanto tempo passamos lendo a Bíblia, em oração e em comunhão com os irmãos e quanto tempo gastamos envolvidos com os meios de comunicação? Temos que ser sinceros nessa resposta se quisermos fazer nossas vidas avançarem na profundidade do nosso relacionamento com Deus e com os irmãos —

Efésios 4:11—16

11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,

12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,

13 Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,

14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.

15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,

16 de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

Perguntas para Refletir

1. Falando francamente, você percebe a influência da mídia em sua vida de modo:

a. Muito claro, e gostaria de discutir mais sobre esse assunto.

b. Pouco claro e gostaria de entender melhor esse assunto.

c. Indiferente e não tem nenhum interesse em se aprofundar nessas questões.

d. Preocupante e gostaria de manter uma posição mais equilibrada, mas não sabe como fazer.

2. Quando Jesus disse que todo aquele que deseja segui-lo deve negar-se a si mesmo e dia a 
dia tomar sua própria cruz, como você entende essas palavras com relação aos teus hábitos relacionados aos meios de comunicação?

3. Como você se sentiria usando um meio de comunicação e Jesus viesse se sentar ao teu lado?


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA PODEROSA MÍDIA


http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/a-forca-do-entretenimento-na-destruicao.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


[1] Postman, Neil. Amusing Ourselves to Death: Public Discourse in the Age of Show Business (Divertindo-nos até à morte: Discurso Público em uma Era de Show Business). Harmondsworth, Penguin Books, 1986. 

[2] Ellul, Jacques. A Palavra Humilhada. São Paulo, Edições Paulinas, 1986.