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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS– ESTUDO 013 —




NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.

A ESCOLHA OU ELEIÇÃO DIVINA — EFÉSIO 1:4 — CONTINUAÇÃO

3. João 6:39 –  E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.

E a vontade de quem me enviou — A expressão “vontade” refere-se ao propósito, desejo ou intenção de Deus Pai. Como esta é a vontade do Pai e como Jesus veio para fazer a vontade do Pai —

João 6:38

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. 

nós podemos ter certeza absoluta de que o que está proposto, que é a nossa salvação, será plenamente concretizado. A vontade de Deus é sempre soberana e sempre certa e Deus é poderoso o suficiente para fazer Sua vontade prevalecer. Jesus, pela Sua fidelidade, assumiu uma posição na qual “toda autoridade lhe foi dada tanto nos céus quanto na terra” — ver Mateus 28:18. Dessa maneira nós podemos ter a certeza de que a vontade do Pai confiada às poderosas mãos de Jesus será completamente realizada.

Que nenhum eu perca — Literalmente “que eu não destrua nenhum dos que o Pai me Deus”. Jesus reafirma nesse versículo que Ele irá nos preservar para a vida eterna. Mesmo que o crente morra, e que seu corpo retorne a ser pó, ainda assim ele não será destruído. O Redentor promete manter estrito controle sobre o destino do crente até o dia marcado para a ressurreição dos justos! Essa afirmativa é verdadeira acerca de todos aqueles que foram confiados pelo Pai ao Senhor Jesus. Nas palavras do próprio Senhor Jesus, nós temos:

João 6:40

De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

De todos os que me deu – ver comentário de João 6:37 no item 2 no estudo anterior.

Pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia — Esta frase “no último dia” aparece exclusivamente no Evangelho de João! Os judeus acreditavam que os justos seriam ressuscitados quando do aparecimento do Messias. Jesus fala de uma ressurreição futura e declara que os justos serão ressuscitados no último dia — o dia do Juízo Final. Muitos mestres judeus também sustentavam a idéia de que os ímpios não poderiam ser ressuscitados. Isto se devia ao fato deles creditarem a ressurreição à presença do Espírito Santo na vida da pessoa e como os ímpios não possuíam o Espírito Santo a conclusão deles era que os ímpios não iriam ressuscitar.  Mas Jesus já havia abordado este assunto em outras ocasiões —

João 5:28—29

28 Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão:

29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.

Daniel 12:2

Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.

4. João 6:44 – Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

Ninguém pode vir a mim — No início desta passagem Jesus havia feito uma declaração impressionante —–

João 6:35

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. 


Os judeus que ouviram aquelas palavras e as afirmações seguintes de Jesus —

João 6:37—40

37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.

38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.

39 E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.

40 De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.


começaram então a murmurar contra Jesus —

João 6:41

Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. 

Esta murmuração tinha a ver com o fato de Jesus reivindicar ser maior do que Moisés e, para os Judeus, que o consideravam um mero homem, essa afirmação não podia ser verdadeira. Alguns grupos de judeus ortodoxos acreditam até hoje que o Messias, quando vier, será inferior a Moises! Jesus os confronta pedindo-lhes que não murmurassem —

João 6:43

Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.

Jesus admite que essas verdades não são fáceis e conclui que se alguém acredita em Suas palavras,  isso é uma prova de que Deus, o Pai, inclinou o coração desta pessoa para tal. Não se esperava que aceitassem a doutrina por si mesmos. A implicação é clara: todos os que creem são influenciados por Deus. Quais seriam as razões porque os judeus resistiam a aceitar as verdades propostas por Jesus?

a. Em primeiro lugar existia aquela consideração imprópria concernente a Moisés no sentido de que ninguém poderia ser superior a ele.

b. Em segundo lugar havia uma clara falta de vontade em acreditar em Jesus devido o fato de Jesus ser sabidamente filho dum carpinteiro. Como poderia Jesus ser superior a Moisés?

c. Em terceiro lugar temos as palavras de Jesus que explicam a resistência dos judeus como algo que contradizia a vontade deles. Ou seja, não queriam aceitar o que Jesus dizia por que não estava de acordo com o que eles queriam ouvir ou aceitar — ver João 5:39—47 e comparar com Deuteronômio 18:13—19.


Como podemos ver nos versos acima as dificuldades não tinham a ver com a falta de capacidade intelectual ou falta de poder — força — para cumprir com suas obrigações. Mas tinham a ver com opiniões erradas, orgulho, obstinação, autoengano e tudo isto estava associado a um profundo desprezo para com o “filho do carpinteiro”. A situação vivida entre os judeus e o Senhor Jesus era semelhante àquela vivida por José e seus irmãos —

Gênesis 37:4

Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.

Vir a mim – o mesmo que “acreditar em mim”.

Se o Pai, que me enviou, não o trouxer — É o Pai quem traz! É evidente que essa palavra denota a influência de Deus que garante o resultado final que é o coração inclinado a crer na pessoa de Jesus. Mas a maneira como essa influência se torna efetiva não está implícita na palavra ἐλθεῖν — eltheîn — trouxer, infinitivo aoristo de ἑρχομάι — erchomái — vir. Essa palavra é usada somente 6 vezes no Novo Testamento e seu uso tem muito a nos ensinar:


a. Atos 16:19 — Faz referência a Paulo e Silas sendo “arrastados”! Mas temos que nos lembrar que o autor de Atos é Lucas e não João. Todas as outras referências estão no Evangelho de João.

b. João 21:6 e 11 — Estes versos fazem menção a “puxar” a rede de pescar.

c. João 18:10 — A palavra é usada para se referir ao ato de “puxar da espada”.

d. João 12:32 — “ E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”. Que corresponde ao uso que encontramos em João 6:44.

e. O significado da palavra ἐλθεῖν — eltheîn — trouxer neste versículo, estará condicionado pelos fatos associados à conversão dos pecadores. Lemos o seguinte em

João 6:40

De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

f. Os judeus que foram contemporâneos do Senhor Jesus tiveram a chance de vê-lo, mas isto somente não era suficiente para garantir a salvação deles. Era necessário crer em Jesus para ter a vida eterna. Mas para crer em Jesus torna-se necessário que Deus ilumine — ensine - a compreensão humana —


João 6:45

Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim.


g. Como é que Deus influencia a mente humana?

i. Em primeiro lugar e também aquela que é a maneira mais importante é a que diz respeito à ação do Espírito Santo na vida das pessoas. O Espírito Santo age aplicando a verdade de Deus à mente humana e trazendo convicção da necessidade que o pecador tem do Salvador Jesus.


ii. Em segundo lugar Deus influencia as pessoas mediante Sua Palavra contida nas Escrituras Sagradas do Antigo e do Novo Testamentos. Em Sua palavra Deus nos fala de Sua Lei, do Seu amor, de Suas promessas e das terríveis consequências da desobediência à Sua pessoa.

iii. Deus também fala ao coração humano pelo desejo que existe em todos nós de sermos felizes. Junte-se a isto à consciência que temos do perigo e de como precisamos depender de Deus. Mesmo os ateus possuem esta consciência!

Agostinho de Hipona, citando um poeta dos seus dias, costumava dizer que: “o homem é atraído por tudo aquilo em que pode encontrar deleite — gozo íntimo e suave”. Mostre um punhado de mato verde a uma ovelha e a mesma se sentirá atraída pelo mesmo; mostre algumas balas ou doces a uma criança e ela se sentirá atraída. Ovelhas e crianças são sempre atraídas pelos elementos que citamos acima. Elas se sentem atraídas, mas não são forçadas a seguir; buscam alcançar o que se lhes oferece porque percebem algo em que podem encontrar deleite. Da mesma maneira Deus nos atrai para Si mesmo. Deus nos mostra aquilo de que temos necessidade. Deus nos mostra o Salvador que nos tem dado; o homem se sente e sabe ser um pecador perdido. O homem deseja escapar de ir para o inferno e deseja ir para o céu e então se aproxima de Cristo para ser justificado — declarado justo — pelos méritos do Senhor Jesus. Se Deus não nos atrair, nenhum homem jamais irá ao encontro do Senhor Jesus. Isto acontece porque sem esta atração nenhum ser humano seria capaz de sequer sentir a necessidade de um Salvador.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 003 — Como a Unidade Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 004 — Como o Amor Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 005 — Unidade em Meio à Diversidade

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 006 — Unidade Com Variedade Mas com Harmonia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 007 — A Igreja Como o “Mistério” de Deus e Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 008 — Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 011 — Nossa Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — Parte 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 013 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 003

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 014 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 004

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 017 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 007 — O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimardis 

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Desde já agradecemos a todos.      

terça-feira, 4 de agosto de 2015

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDOS 034 — JOSÉ NÃO TENTOU SE DEFENDER DAS FALSAS ACUSAÇÕES



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.
José Como Tipo de Cristo — Estudos 034

34. José Não Tentou se defender das Falsas Acusações — Gênesis 39:19.

Gênesis 39:19

Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira.

Chega a ser quase incompreensível como podem existir pessoas assim como José e Jesus que, mesmo diante das mais descaradas e falsas acusações conseguem manter firme a decisão de não abrirem suas bocas para se defender.

José não abriu sua boca diante de toda a violência que sofreu nas mãos de seus irmãos. De modo semelhante ele agora nada diz para se defender das falsas acusações levantadas contra ele, pela mentirosa mulher de Potifar. Em nenhuma das duas ocasiões, também não ouvimos da boca de José nenhuma palavra de murmúrio ou de queixa.

O mesmo é verdadeiro com relação ao Senhor Jesus. O profeta Isaías nos diz o seguinte acerca do Servo Sofredor do Deus Eterno: 

Isaías 53:7

Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.

E o apóstolo Pedro nos diz o seguinte acerca de Jesus: 

1 Pedro 2:21—23 —

21  Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos,

22 o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca;

23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente.

O apóstolo Paulo reconhece que essa também é a verdadeira condição do crente diante de todas as forças hostis do mundo, apesar de reconhecer também que não estamos sós. Deus está conosco e, por isso, somos sempre MAIS que vencedores.

Romanos 8:35—37

35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

Que possamos aprender com José e Jesus a confiar em Deus e em seu cuidado constante, pois como podemos ler nenhum dos dois foi abandonado pelo Pai. O Senhor estava com José na prisão — ver Gênesis 39:21. E Jesus, fez a seguinte e confiante afirmação em João 12:27. Da mesma forma, o autor de Hebreus nos exorta com palavras semelhantes em Hebreus 13:6.  

José é Lançado na Prisão.

Gênesis 39:20

E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão.

A mulher de Potifar usou a roupa que José havia deixado para trás, primeiro para convencer os outros empregados e depois para convencer o próprio marido que José havia mesmo tentado seduzi-la. Com isso ela montou um sólido caso contra o escravo hebreu. A forma como ela se referiu a Potifar diante dos outros empregados da casa, nos mostra o caráter que ela tinha —
Gênesis 39:14
Chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz.

e também nos serve de indício de como as coisas caminhavam naquele casamento. A história de José também serve como uma reversão daquela registrada no capítulo 38 de Gênesis onde Judá é o grande culpado e sua nora inocente. José é apresentado como um modelo do homem temente a Deus —

Provérbios 1:7

O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.

que é totalmente leal e confiável e, por isso merece todo respeito e consideração da parte dos homens —

Provérbios 3:3—4

3 Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração

4 e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens.
e que não se deixa seduzir pela lábia da mulher adúltera —

Provérbios 5:3

Porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite.

Provérbios 6:26.

Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão, mas a adúltera anda à caça de vida preciosa.

No reverso da moeda a mulher de Potifar é o exemplo típico da mulher estrangeira cuja moral é sempre suspeita. O fato também de Potifar ter apenas lançado José na prisão e não ter mandado executá-lo é outro indício que o relacionamento de Potifar com sua mulher não ia muito bem.  Para livrar sua cara, Potifar tinha que fazer alguma coisa, mas o que ele faz acaba nos contando uma história muito pertinente ao atual estado em que se encontrava seu casamento. A nítida impressão que temos é que Potifar tinha sérias dúvidas sobre a narrativa de sua mulher no que diz respeito ao caso com José.

Mesmo assim, José de forma injusta e sendo inocente das acusações foi lançado na prisão, mas não numa prisão comum e sim na prisão onde ficavam os próprios prisioneiros do Faraó. Note a similaridade com o julgamento de Jesus que foi sentenciado por um homem que declarava o seguinte:

Lucas 23:20—24

20 Desejando Pilatos soltar a Jesus, insistiu ainda.

21 Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o!

22 Então, pela terceira vez, lhes perguntou: Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte; portanto, depois de o castigar, soltá-lo-ei.

23 Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o seu clamor prevaleceu.

24 Então, Pilatos decidiu atender-lhes o pedido.

As atitudes de Potifar e de Pilatos são incrivelmente paralelas. É evidente que Potifar não acreditava em sua mulher, pois como já dissemos, José não escaparia da morte se ele desse crédito às acusações dela. Pilatos também não acreditava na culpa de Jesus —

Mateus 27:17—18

17 Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?

18 Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado.

Isso o levou a tentar libertá-lo de vários modos, mas a turba controlada pelos maiorais dos judeus prevaleceu até o dramático gesto de Pilatos “lavar suas mãos” — ver Mateus 27:19—26. Pilatos conhecia bem o caráter criminoso da liderança judaica, sendo ele mesmo um assassino frio. Mas para salvar as aparências, como aconteceu com Potifar, ele concordou em ordenar o assassinato de um homem que sabia ser inocente. A palavra definitiva dos judeus veio quando disseram a Pilatos o seguinte: “Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César!” — ver João 19:12—19.

A liderança dos judeus sabia muito bem o que estava fazendo ao dizer a Pilatos:

Mateus 27:25

Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos.

José escapou da morte, mas Jesus seguiu seu caminho até a cruz do Calvário onde se entregou pelos pecados de todos nós.



OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

domingo, 12 de janeiro de 2014

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS - ESTUDO 020 - TIAGO 5:19 - NÃO VOS QUEIXEIS UNS DOS OUTROS


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Não Faça dos Irmãos um Alvo.

Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

Texto: Tiago 5:9

Introdução.

• Situações difíceis ou irritantes podem trazer à tona tanto o melhor quanto o pior em nós.

• Nós podemos:

 Suportar estas coisas com paciência e amor, esperando em Deus que todas as coisas irão contribuir, de alguma maneira, para o bem.

 Ou podemos reclamar, murmurar e nos queixar, suspirando do fardo que temos de carregar.

• O apóstolo Tiago, que escreveu a mais prática de todas as epístolas do Novo Testamento, deu especial atenção a estes aspectos que são tão comuns em nossas vidas e, que destroem a comunhão cristã. Foi Tiago quem nos lembrou que:

 Não devemos julgar uns aos outros.

 Não devemos falar mal uns dos outros.

• Mas Tiago também sabia, além disso, que muitas vezes, nos temos a tendência de descontar em outros nossas frustrações, irritações e impaciências.

• Nós agimos assim quando culpamos os outros pelas nossas atitudes ou quando achamos que os outros estão se aproveitando de nós.

• Quando isto acontece, nós nos queixamos, murmuramos e reclamamos a outros, acerca de como certo irmão ou irmã nos feriu ou nos prejudicou etc. Para todos estes casos, as palavras de Tiago são as seguintes:

Não vos Queixeis uns dos Outros

I. O Perigo que o Novo Testamento quer Combater.

• Infelizmente, este é um mandamento muito necessário para a Igreja em todas as eras.

• O ato de nos queixar uns dos outros é a maneira mais rápida e certeira de disseminar entre nós:

 Os ressentimentos.

 As contendas.

 As Porfias.

 As dissensões.

 As facções.

 Os partidarismos.

 As inimizades.

 Os ciúmes.

 As iras.

 As discórdias.

• Este ato, junto com os dois anteriores – julgar e falar mal uns dos outros – nos coloca na condição de juiz uns dos outros e, como nos casos anteriores, nos faz assumir a posição que pertence, exclusivamente, a Deus.

• Esta prática indica que não somos nem honestos nem abertos o suficiente de uns para com os outros.

• Para curar todos estes males, somos ordenados...

II. O Mandamento e Suas Implicações.

Irmãos, não se queixem uns dos outros para não serem julgados por Deus. O Juiz está perto, pronto para vir – Tiago 5:9.

Queixar-nos uns dos outros é o mesmo que expressar descontentamento, impaciência ou desagrado contra outro irmão ou irmãos, de modo secreto ou encoberto.

Comentário Acerca deste Mandamento.

• O resultado prático do ato de se queixar é, de fato, exercer juízo sobre outra pessoa.

• Neste sentido, queixar é semelhante a julgar e falar mal uns dos outros.

• Estes três são pecados e atos que desagradam muito a Deus. São atitudes que não deveriam existir dentro do corpo de Cristo, a Igreja.

• A ênfase do verbo στενάζω – stenázo – queixar, está relacionada com a impaciência e a natureza secreta do falar.

Conclusão:

1. O mandamento de reciprocidade negativo que nos ordena a não nos queixar uns dos outros, possui as seguintes implicações:

• Nós precisamos reconhecer que dificuldades e provações são, geralmente, usadas por Deus para fortalecer a provar nossa fé em Deus, bem como nossa dependência de Deus para viver a vida Cristã imitando o Senhor Jesus – Tiago 1:2—3.

• Não devemos acusar nossos irmãos de causarem ou de influenciarem uma situação difícil ou uma circunstância irritante. Não é nossa responsabilidade julgar os motivos ou atitudes. Pelo contrário, nossa responsabilidade é reagir e tratar estas coisas todas de um modo que seja agradável a Deus – ver Tiago 5:10—11. Exceção deve ser feita a falsos ensinamentos e falsos mestres, porque eles destroem a comunhão de outras formas.

2. Como devemos agir quando tivermos motivo ou motivos de queixa de uns contra os outros?

• Colossenses 3:13 - Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.

 Romanos 15:14 - E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.

3. Queixar-nos uns dos outros é pecado muito sério porque:

• Semeia discórdia entre nós, o povo de Deus.

• Faz com que atiremos uns contra os outros, nós que somos membros do Corpo de Cristo.

4. O Corpo de Cristo não pode funcionar de modo apropriado quando estamos empenhados em atacar uns aos outros em vez de nos empenhar a favor uns dos outros.

5. Mas quando damos ouvidos à Palavra de Deus e evitamos este pecado então, nos livrarmos das contendas, da desunião, e da falta de capacidade de funcionar de modo apropriado.

6. Em vez destas práticas grosseiras que apenas nos dividem, nós devemos procurar edificar e servir uns aos outros.

Que o Senhor, o verdadeiro juiz de todos nós, possa se compadecer de nós e nos estender Sua graciosa mão e nos abençoar com paciência e verdadeiro amor de uns para com os outros, de uma tal forma, que nunca mais venhamos a nos queixar uns dos outros.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS.

001 — O Custo do Discipulado =

002 — Uma Proposta de Vida =

003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

008 — Amai-vos uns aos outros — Parte 1 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

009 — Amai-vos uns aos outros — Parte 2 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

010 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 3

011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — 1 Coríntios 12:24—25 — Tande o Mesmo Cuidado Uns Para Com os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Efésios 5:18-21 — Sujeitai-vos ou Submetei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06

014 — Efésios 4:1—3 — Suportai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 07

015 — Tiago 5:16 — Confessai Vossos Pecados uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 08

016 — Colossenses 3:12—13 — Perdoai uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 09

017 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte A — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10A

018 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte B — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10B

019 — Tiago 4:11 — Não faleis Mal uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS AOS OUTROS — Parte 11

020 — Tiago 5:9 — Não Vos Queixeis uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 12

021 — Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 13

022 — Gálatas 5:25—26 — Não Provoqueis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 14

023 — Gálatas 5:25—26 — Não Invejeis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 15

024 — Colossenses 3:9—10 — Não Mintais uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 16

025 — Romanos 14:29 e 1 Tessalonicenses 5:11  — Edificar uns aos outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 17

026 — Colossenses 3:16  — Instruí-vos Mutuamente — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 18

027 — 1 Tessalonicense 5:1 e Hebreus 3:12—13  — Consolai-vos e Exortai-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 19

028 — Romanos 15:14 e Colossenses 3:16 — Admoestai-vos ou Aconselhai-vos uns aos outros —  AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 20 — SERMÃO 028

029 — Efésios 5:18—20 e Colossenses 3:16 — Falando entre vós com... — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 21 — SERMÃO 029

030 — Gálatas 5:13—14 — Sede Servos Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — SERMÃO 030

031 — Gálatas 6:2 — Levai as Cargas Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 23 — SERMÃO 031

032 — 1 Pedro 4:7—10 — Sede Mutuamente Hospitaleiros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 24 — SERMÃO 032

033 — Efésios 4:31—32 — Sede Benignos Uns Para Com Os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 25 — SERMÃO 033

034 — Tiago 5:16 — Orai Uns Pelos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 26 — SERMÃO 034

Que Deus Abençoe a todos.

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Desde já agradecemos a todos.