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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 10:25—37 — A PARÁBOLA DO SAMARITANO — SERMÃO 027G — PARTE 007 — O PAGAMENTO FINAL


Réplicas de moedas da época de Cristo 

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

As partes anteriores da Parábola do Samaritano poderão ser encontradas por meio dos links abaixo:

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1
027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote
027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O Transporte Até a Hospedaria


027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final


Sermão 027G

A PARÁBOLA DO SAMARITANO — PARTE 7 — o pagamento final

lUCAS 10:25—37

25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.

28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás.

29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;

35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

Continuação

7. O Pagamento Final

 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar — verso 35.

E assim a história se completa. É a inversão de temas nas estrofes dessa balada parabólica que deixa bem clara a razão e a intenção de Jesus nessa última cena. Como história, a parábola poderia muito bem ter terminado quando o homem ferido foi levado para um local seguro. Mas não é isso o que acontece. Depois de ter compensado as atitudes pecaminosas e criminosas — omissão de socorro — do levita e também do sacerdote, o samaritano, por fim, oferece uma compensação inclusive pelo que os ladrões haviam levado! A forma como o samaritano reverte o dano causado pelos ladrões pode ser visto no quadro abaixo:

Os Ladrões
O Samaritano
Roubam o homem
Paga pelas despesas do homem
Deixam o homem como morto
Cuida do homem e toma providências para que o cuidado continue
Abandonam o homem
Promete retornar

Essa comparação revela toda a beleza da forma como Jesus construiu a parábola e a transmitiu a seus ouvintes. O local mais óbvio para levar o homem ferido seria a casa de algum conhecido ou até mesmo à sua própria casa. Mas a forma como a parábola é desenvolvida é que cria a possibilidade para o surgimento dessa última cena. É óbvio que o samaritano não poderia pagar nem aos parentes nem aos amigos do homem para que cuidassem dele. E também não faria nenhum sentido ele prometer que voltaria, caso a história tivesse terminado com o homem ferido em segurança.

Todavia, não devemos entender a narrativa de Jesus aqui como alguém que deseja apenas preencher um espaço vazio. Todos os fatos narrados por Jesus são retirados da vida real da Palestina do primeiro século. O homem ferido não tem dinheiro — foi roubado. Se ele não puder pagar sua conta na estalagem quando sair da mesma, ele poderá ser denunciado e até mesmo preso. Estalajadeiros do primeiro século tinham uma fama muito ruim. Dessa forma, o homem ferido não pode esperar que lhe seja estendido qualquer favor, como um ato de nobreza, vindo do dono do local onde ele estava hospedado. De outra parábola de Jesus não sabemos de pessoas que são lançadas na prisão por não conseguirem pagar suas dívidas — ver Mateus 18:23—35.

É claro que o homem roubado e ferido não tinha nenhum recurso que pudesse usar para pagar pela sua dívida. Dessa forma, se o samaritano não assumisse o compromisso de saldar a dívida total do homem ferido, ele não teria condições de sair da hospedaria até alguém aparecer para quitar sua dívida. A atitude do samaritano supre a verdadeira condição de liberdade para o homem ferido. E mais, se a relação fosse entre judeus, o que ajudou poderia cobrar o valor da ajuda daquele que foi ajudado. Mas sendo o ajudador um samaritano, e o ajudado, provavelmente um judeu, tal opção estava completamente descartada. O samaritano não tem nenhuma forma legal de exigir ser reembolsado por quem quer que seja. O samaritano é apenas um desconhecido estranho. Independentemente, do tempo gasto, do empenho e do esforço físico, do dinheiro gasto e do risco que assumiu, ainda assim, o samaritano demonstrou amor para um desconhecido em necessidade. Não é exatamente esse o mesmo tipo de amor que Deus nos oferece graciosamente em Jesus?

A exegese dos primeiros séculos identificou o samaritano com a própria pessoa de Jesus. De fato, em João 8:48, nós podemos ler as seguintes palavras proferidas contra Jesus pelos judeus com os quais debatia um assunto:

João 8:48

Responderam, pois, os judeus e disseram-lhe: Não dizemos nós bem que és samaritano e que tens demônio?

Mas o que deve nos chamar mais a atenção é o fato da custosa demonstração de amor demonstrada de forma totalmente inesperada. O samaritano surge na cena de forma totalmente surpreendente e inesperada, vindo de fora para agir de modo a salvar o perdido. Os líderes tradicionais da comunidade judaica são um fracasso vergonhoso, mas o agente enviado por Deus entra na cena, para trazer o socorro necessário.  

Comentando sobre essa entrada súbita do samaritano na cena, Karl Barth diz o seguinte:

O bom samaritano... não está muito distante do próprio doutor da lei. A exegese primitiva do texto estava, fundamentalmente, correta. O doutor da lei encontra-se presente diante daquele que se encarnou em forma humana; apesar de estar oculto aos olhos do doutor da Lei, na forma de alguém a quem ele acha que deveria odiar, como os judeus odiavam os samaritanos”.[1]

Em outras parábolas já tivemos a oportunidade de notar cerca cristologia funcional — ver, por exemplo, Lucas 7:36—50. Nessa parábola, todavia, os tons marcantes da cristologia encontram-se na própria parábola, e não na estrutura da mesma suprida pelo evangelista ou pela fonte que ele tenha usado. Aqui, com certeza podemos entrar em contato e até mesmo tocar o entendimento que o Senhor Jesus tinha acerca da exclusividade do ministério que Deus lhe havia atribuído como servo sofredor.
De que maneira essa parábola funciona no diálogo entre Jesus e o mestre da Lei? O texto final será analisado no próximo estudo.  

CONTINUA...  



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Barth, Karl.  The Doctrine of the Word of God. Volume i Parte II em Churrch Dogmatics. Nova Edição por  Hendrikson Publishing Company, Peabody, 2012.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 10:25—37 — A PARÁBOLA DO SAMARITANO — SERMÃO 027C — PARTE 003 — O LEVITA

,
Levitas Modernos. Descendentes de Levi? 

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

As partes anteriores da Parábola do Samaritano poderão ser encontradas por meio dos links abaixo:

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

Sermão 027C

A PARÁBOLA DO SAMARITANO — PARTE 3 — O LEVITA

LUCAS 10:25—37

25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.

28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás.

29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;

35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

Continuação

3. O Levita

Tanto o Levita como o sacerdote são descritos por Cristo como agindo dentro de um mesmo padrão que foi primeiro estabelecido pelos ladrões: eles veem, vêm e vão embora. Pode não parecer mais tal descrição torna o sacerdote e o levita em pessoas semelhantes aos ladrões! Eles contribuem para aumentar o mal e a dor do homem ferido, por causa da negligência que demonstram.

A expressão grega ὁμοίως — omoíos — traduzida por “de igual modo” no verso 32, indica que o Levita estava seguindo na mesma direção do sacerdote. Ou seja, ele estava indo de Jerusalém para Jericó. É muito provável que o levita tivesse ciência que o sacerdote estava indo adiante dele. O autor J. D. M. Darrett imagina que o próprio samaritano tinha conhecimento que os outros dois — o sacerdote e o levita estavam indo à sua frente pelo caminho, e que tinham passado pelo homem ferido à beira da estrada.[1] A velha estrada romana ainda está visível e pode ser percorrida por turistas mais aventureiros. Pelo fato da estrada ter sido criada nas encostas das montanhas é possível, de qualquer parte mais alta, enxergar trechos da mesma mais abaixo, como acontece, por exemplo, com a Via Anchieta em São Paulo ou a estrada do Corcovado no Rio de Janeiro.

Além do mais, todos os viajantes naqueles dias, tinham extremo interesse em saber quem mais estava indo pelo caminho, exatamente, porque era possível a presença de salteadores. Era sobre esse tipo de conhecimento que, muitas vezes, a vida e a segurança de um viajante dependiam. 

No caso da parábola que estamos estudando, assumir o fato que os viajantes mencionados tinham ciência da presença dos outros adiante deles, é, em nossa opinião, parte da trama da estória que Jesus está contando.

Os levitas não estavam obrigados aos mesmos e inúmeros regulamentos que escravizavam os sacerdotes. O levita sempre poderia lançar mão de uma latitude maior em suas ações do que aquelas que um sacerdote era capaz. O levita estava obrigado a manter-se cerimonialmente puro somente durante os dias de serviço no templo em Jerusalém. Por esse motivo, como ele já tinha cumprido seu período de serviço, ele poderia muito bem prestar socorro ao homem caído à beira da estrada. E, no caso do homem já estar morte, ou caso morresse em seus braços as repercussões seriam de pouca importância.

É curioso notarmos que Jesus nos diz que, ao contrário do sacerdote, o levita se aproxima do homem caído. Isso está refletido na expressão “chegando àquele lugar”. Enquanto, do sacerdote, Jesus diz apenas que: “vendo-o passou de largo”. Não são poucos os comentaristas que concordam que a expressão “chegando àquele lugar” indica que o levita se aproximou do homem caído. Desse modo, é possível que o levita tenha ido além da linha limite da contaminação, que era de 4 cúbitos — algo entre 1,80 e 2 metros — com o objetivo de satisfazer sua curiosidade. Mas depois de tudo isso, ele tomou a decisão de se afastar sem fazer nada para ajudar. Medo de se contaminar, não pode ser aceito como uma justificativa aceitável para a ação do levita. Medo de ladrões é possível. Mas o mais provável é que ele esteja seguindo o “mau” exemplo estabelecido pelo sacerdote que era seu superior. É fácil a gente racionalizar atitudes erradas quando vemos pessoas superiores agindo de forma errada. Mas como diz R. C. Trench: “o levita, por sua vez, pode ter pensado que não era sua obrigação se envolver numa questão tão delicada e perigosa, situação essa, que até mesmo um sacerdote tinha evitado se envolver. Não se tratava de uma questão de dever, caso contrário o sacerdote jamais teria se omitido de oferecer socorro. Para o levita se envolver agora nessa situação corresponderia a afrontar seu superior, o sacerdote, que havia se recusado a fazer qualquer coisa, de ter um coração duro e de praticar um ato desumano”[2].

Mas, mais do que acusar o sacerdote de dureza de coração, se o levita tivesse ajudado o homem caído estaria acusando o sacerdote de não saber a interpretar a Lei de Deus, a qual ele, o sacerdote, era responsável de ensinar ao povo de Israel.
Tal qual o sacerdote, o levita também não tem como saber se o homem caído à beira da estrada é seu próximo — no caso um judeu. Esse talvez seja um dos motivos porque ele se aproxima do homem caído. Talvez o homem caído possa falar? Não conseguindo fazer uma identificação positiva, ele prefere virar às costas ao necessitado e seguir seu caminho. Seja qual for sua verdadeira motivação, o resultado final é o mesmo; apesar de toda sua orientação religiosa, não existe nada nessa orientação que o leve a ajudar o homem ferido e necessitado.

O levita, sendo parte de uma classe social inferior à do sacerdote, está, provavelmente, andando pelo caminho. Mesmo sem ter condições de transportar o homem necessitado para um lugar seguro, ele ainda assim, poderia ter prestado um mínimo de socorro ao mesmo. Mas em vez disso, ele apenas segue seu caminho.

Na próxima parte vamos falar do samaritano.

Continua...


OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

 Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Darret, J. D. M. Law in The New Testament. Darton, Longman and Todd, London, 1970.
[2] Trech. Richar Chenevix. Notes on The Parables of Our Lord. D. Appleton and Company, New York, 1881. Citado por Bailey, Kenneth E., em Through Peasant Eyes – More Lucan Parables. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1980.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 10:25—37 — A PARÁBOLA DO SAMARITANO — PARTE 002 — SERMÃO 027B - O SACERDOTE




Representação Artística de Sacerdotes Típicos do Judaísmo

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A primeira parte da Parábola do Samaritano poderá ser encontrada por meio do link abaixo:

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1


Sermão 027B

A PARÁBOLA DO SAMARITANO — PARTE 2

LUCAS 10:25—37

25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.

28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás.

29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;

35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

Continuação

O doutor da Lei pergunta a Jesus:

Lucas 10:29

Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?   

A esperança da autojustificação é algo sempre entesourado pelo ser humano. Por esse motivo a pergunta do doutor da lei, não tem a intenção de apresentar uma desculpa para Jesus, uma vez que ele sabe muito bem o que Jesus pensa, mas tem a intenção de manifestar sua mais profunda esperança de que exista alguma coisa, qualquer coisa, que ELE possa fazer para ser merecedor da vida eterna.

O opinião de Karl Barth é pertinente nesse contexto: “O doutor da Lei não entende ainda, que é apenas por meio da misericórdia de Deus que se pode viver aqui e, no futuro herdar a vida eterna. Mas ele não deseja viver amparado pela misericórdia de Deus. De fato, ele não tem a menor ideia do que tal misericórdia significa. Nesse exato momento o doutro da Lei está vivendo com base em algo completamente diferente da misericórdia de Deus. Ele está baseando sua vida em suas próprias intenções e habilidades em se apresentar diante de Deus como um homem justo”.[1]

O verdadeiro interesse do doutor da Lei ao fazer tal pergunta era tentar conseguir alguma forma pela qual ele pudesse se apresentar, completamente justo, diante de Deus. Ele sinceramente esperava que Jesus adota-se a postura padrão dos rabinos judaicos acerca da interpretação de

Levítico 19:17—18

17 Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado.

18 Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

De acordo com os rabinos as expressões: “teu irmão, teu próximo, os filhos do teu povo e teu próximo” incluíam todos os judeus. Até mesmo os prosélitos estavam incluídos nesse meio. Mas, de forma definitiva, essas expressões não incluíam os gentios.

Assim, a pergunta do doutor da Lei foi feita num contexto onde existiam muitas interpretações acerca de quem era, realmente, o próximo de alguém.

E é nesse contexto que Jesus apresenta sua parábola do Semeador com a intenção específica de obter uma resposta do doutor da Lei, para a pergunta que o Senhor Jesus tinha para fazer para ele.

AS PARTES DA PARÁBOLA

1.  Os Ladrões e Homem Atacado

Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

O caminho que se estende entre Jerusalém e a cidade de Jericó serpenteia pela encosta da montanha, com muitos pontos cegos e com condições imprevisíveis. Sua extensão é de pouco mais de 27 quilômetros.

Em sua narrativa Jesus não nos informa quem era o homem que descia para Jericó. Nada sabemos acerca de sua idade, de sua profissão, se era casado ou não e etc. Mas de alguma maneira a audiência judaica estava acostumada a entender que em tais casos tratava-se, sem sombra de dúvida, de um homem judeu. Nosso texto é claro: ele caiu nas mãos dos salteadores, foi despojado de seus pertences, foi espancado e, por fim, abandonado como se estivesse morto.

O fato dele ter sido espancado é uma indicação que esse homem entrou em luta corporal contra os que queriam assaltá-lo. Eles o machucaram tanto que foi deixado “meio morto” que é o estágio que os rabinos judeus qualificam como sendo aquele que precede, imediatamente, a própria morte. O homem assim agredido está inconsciente e não pode se identificar. Ele também não pode ser identificado por nenhuma pessoa viajando pela mesma estrada.

A descrição feita por Jesus não é acidental. Tudo o que Senhor menciona é proposital e tem um objetivo: o homem está despido e inconsciente. Esses detalhes são usados por Jesus para criar a tensão necessária para o drama à medida que o mesmo vai se desenrolando.

A Palestina naqueles dias estava repleta das mais variadas comunidades e nem todos que trafegavam por suas estradas eram, necessariamente, judeus. Era importante poder identificar o estranho na estrada, algo que poderia ser feito por meio das roupas que ele usava e também por estabelecer algum tipo de contato verbal. Mas nosso homem descrito na parábola está despido e não está em condições de falar. Fica então muito difícil, senão impossível, identificá-lo.

Nessas condições esse homem não pode ser identificado como alguém pertencendo a algum grupo seja étnico, seja religioso. Ele é apenas um home ferido à beira da estrada. Ele está próximo da morte e precisa, desesperadamente, de socorro. A grande questão é: quem irá socorrer esse homem nessas condições?

2.  O Sacerdote

E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

É muito provável que o sacerdote mencionado por Jesus estivesse montado — em um jumento — já que pertenciam à classe mais abastadas e tinham recursos para adquirir animais que servissem como meio de transporte. Até hoje, na Palestina, ninguém que tenha posses caminha 27 quilômetros. Apenas os pobres e os destituídos andavam e andam até os dias de hoje. Então, parece que todos os ouvintes de Jesus assumiam essa realidade tornando a menção da mesma dispensável.

Por outro lado, o samaritano também estava montado, mas esse fato não é revelado logo de cara. O animal do samaritano terá um papel fundamental mais para frente, mas quando ele surge no cenário seu animal não é mencionado.

Assim temos motivos de sobra para assumir que a atitude do sacerdote é tanto mais condenável, porque o mesmo tinha meios de transportar o homem caído à beira da estrada. Era sua obrigação sepultar o homem caso estivesse morto, mesmo que isso representasse ficar cerimonialmente impuro por 7 dias,  ou socorrê-lo caso ainda se encontrasse vivo. Os rabinos ensinavam que recusar ajuda a alguém machucado era tornar-se responsável por tudo o que pudesse acontecer com aquela pessoa. Mas escritos como o livro de Sabedoria de Ben Sirach — ver Sabedoria 12:1—7 — ensinava que não se devia socorrer o “pecador” — odiado por Deus — sob nenhuma hipótese. Então podemos entender que o sacerdote estivesse dividido, do ponto de vista teológico entre esses dois ensinamentos, mas as Escrituras hebraicas exigiam dele que socorresse o homem necessitado.

Mas como podemos ler sua atitude não é nem uma nem a outra. A parábola assume que aquilo que o samaritano fez era o mínimo que o próprio sacerdote também poderia ter feito. Mas a impressão que temos é que o sacerdote montado vê o homem caído a certa distância e decide dirigir seu animal no sentido de se afastar o mais possível do necessitado.

O maior problema do sacerdote está no fato dele não ter visto o que aconteceu. Então como ele poderia ter certeza que aquele homem caído à beira da estrada era realmente seu próximo, conforme as definições que mencionamos acima? Diante de um corpo despido e mudo o sacerdote fica completamente paralisado, no que diz respeito a fazer o bem. Consequentemente, ele opta por fazer o que é errado. Além do mais, se o homem estivesse morto isso tornaria o sacerdote cerimonialmente impuro e ele não poderia funcionar como sacerdote em sua cidade — recebendo, distribuindo e se alimentando de dízimos — e isso poderia ser um grande problema tanto para ele quanto para sua família como para seus servos. Mas, no fundo, tudo isso prova que o sacerdote de Deus não confiava em Deus para seu sustento!

O dízimo de todos os dízimos era oferecido pelos levitas para o sustento dos sacerdotes e de seus lares. Tais ofertas eram chamadas de “ofertas movidas”. Os mesmos só poderiam ser recebidos e comidos num estado de pureza cerimonial. Além disso, enquanto estivesse cerimonialmente impuro, por ter entrado em contato com um cadáver, o sacerdote não podia executar nenhuma função sacerdotal nem usar seus filactérios durante as orações diárias.

As Escrituras apresentam uma lista de cinco coisas que tornam uma pessoa cerimonialmente impura: entrar em contanto com um cadáver estava no topo da lista — ver Números 19:11. Os judeus arrogantes como eram acrescentaram a essas cinco, quatro outras coisas das quais a mais importante era entrar em contato com algum gentio! Sendo assim, o sacerdote estava em vias de tornar-se cerimonialmente impuro, da forma mais grave, tanto pelas Escrituras, quanto pelas tradições orais dos judeus.

Aqui entra a perversidade do coração humano. O sacerdote em todos esses seus arrazoados deseja acalmar sua consciência que, na realidade, ao agir dessa maneira ele está desejoso de viver em santidade para Deus e evitar qualquer tipo de contaminação! Naqueles dias a purificação só podia ser realizada no próprio templo em Jerusalém e a mesma representava uma profunda humilhação, especialmente no caso do sacerdote que se deixara contaminar. Quanta hipocrisia. Quanta cegueira. Quanta distância dos ensinamentos do Antigo Testamento por desejarem obedecer a suas próprias invencionices! Se o sacerdote estava indo de Jerusalém para Jericó, isso indica que o mesmo já tinha cumprido suas duas semanas de serviços conforme a escala estabelecida. Agora seria muito vergonhoso para tal homem, depois de ter servido durante duas semanas na adoração do templo ter que retornar ao mesmo e se posicionar entre aqueles que precisavam ser purificados.

A lei oral também estabelecia que era necessário manter uma distância de 4 cúbitos — 2 metros aproximadamente — de um cadáver para não se deixar contaminar pelo mesmo. E esse sacerdote teria que cruzar tal limite, apenas para se certificar se o homem caído estava vivo ou morto. Caso o homem estivesse morto, então o sacerdote deveria em primeiro lugar rasgar suas vestes como uma forma de chamar a atenção para o fato que havia se tornado cerimonialmente impuro.

O certo é que sua família, seus servos e seus companheiros não o condenariam por ter feito o que fez. Pelo contrário, eles iriam aplaudi-lo. Os fariseus também achariam justificado o ato de não parar para ajudar o homem caído. Afinal de contas, o mandamento de amar o próximo era condicional, enquanto que o mandamento de manter-se puro cerimonialmente era incondicional.

Sem desejar desculpar o sacerdote, temos que admitir que o mesmo era, por sua própria opção, vítima das regras teológicas e éticas do sistema oral, inventado para resolver as inúmeras novas questões que a vida insistia em apresentar a cada novo dia. A vida do sacerdote era um código de “faça e não faça”. Essa mentalidade ridícula é a mesma adotada pelas igrejas legalistas que pretendem possuir uma resposta rápida e certeira para todas as perguntas e problemas da vida. O seguidor de tais regras está sempre seguro de sua posição, até que encontra um homem inconsciente caído à beira do caminho. Quando isso acontece então a agenda religiosa assume o controle e ordena que o mesmo siga as instruções recebidas para sua própria segurança, em vez de lançar mão da liberdade do amor e se dispor a ajudar o necessitado. É essa dinâmica que parece ter dominado o sacerdote e o faz dirigir seu animal para longe do homem ferido.

CONTINUA...



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037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Barth, Karl. The Doctrine of the Word of God, Volume I, Parte II, p. 417 em Church Dogmatics. Hendrickson Publishers, Marketing, LLC, Peabody, 2010.