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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

PASTORES SÃO PECADORES E NÃO PODEM TER ILUSÕES ACERCA DISSO


Resultado de imagem para perdão de todos os pecados

O artigo abaixo é de autoria de Dave Harvey e foi publicado no site da Editora FIEL

3 distorções que podem destruir seu ministério
Dave Harvey

Há certas coisas que você pode ter certeza que irão acontecer. O Vasco dificilmente ganha um campeonato. O filme “Rocky” sempre será ótimo. As pessoas em Fortaleza vão sempre dirigir bem devagar (descobri esse fenômeno raramente percebido no Nordeste do Brasil, chamado “dirigir no limite de velocidade”). Paul McCartney sempre será um grande compositor de músicas.

E, se você é um pastor (ou planeja ser um), você irá pecar e pecarão contra você. Citando Bruce Hornsby: “é bem assim que as coisas são”. Jogue um tanto de pecadores junto numa igreja, nomeie alguém para liderá-los, e tão certo quanto os impostos e a morte, o pecado acontece.

Então, aí é que está: se você quer ser frutífero ou efetivo no ministério pastoral, você deve aprender a arte bíblica do perdão. Ser incapaz de perdoar irá aleijar seriamente você no ministério.

Porque o perdão é um aspecto tão crucial do ministério pastoral, Satanás e a sua natureza pecaminosa conspirarão juntos para afastar você dele. Especificamente, eles se valerão de três distorções, num esforço de conduzir você para fora do caminho do perdão e para dentro do pântano da amargura.

DISTORÇÃO #1 – EU NÃO SOU UM PECADOR, SOU UMA VÍTIMA

Em Mateus 18.28, um servo que acabara de ter sido perdoado de uma dívida imensa (10 mil talentos) encontrou alguém que lhe devia uma quantia pequena de dinheiro. Quando ele viu aquele servo, um interruptor foi acionado na cabeça dele, e aí ele virou o jogo para com esse servo:

Mas quando aquele mesmo servo saiu, ele encontrou um de seus conservos, o qual devia a ele 100 denários, e o segurando, começou a segurá-lo pela garanta dizendo: ‘pague o que me deve’.”

O primeiro servo foi perdoado de uma grande dívida, mas ele esqueceu de tudo aquilo quando viu o segundo servo, o qual devia a ele uma quantia relativamente pequena. O primeiro pensamento dele foi: “ele me machucou, defraudou-me e me vitimou. Portanto, ele me deve!”. Ele pegou seu status de ofendido, sacou a carta de vítima e saiu de si numa fúria descontrolada.

Como um aspirante a pastor, você deve sempre lembrar: o status que nós conferimos a nós mesmos deve começar com o evangelho e não com nossas experiências, nossa dor, nossa história ou com as ações ou as omissões dos outros. Essa é uma realidade difícil porque, temos que reconhecer, o pecado pode ser horrível! Vivemos em um mundo de abusos, molestações, estupros e assassinatos. Talvez você tenha sido tocado por uma dessas tragédias, e se eu ouvisse sua história, choraria com você. Essas tragédias são reais, dolorosas e significativas.

Mas, na Escritura, “pecar contra você” não é o status primeiro e primário do cristão. Ao invés disso, nosso status primário é primeiro e principalmente: “amados por Deus, ainda que pecadores”. É importante afirmar esse status porque nos define na relação com Deus. Esse status nos traz, particularmente, face a face com uma realidade teológica que oferece perspectiva enquanto consideramos como pecaram contra nós. Nós pecamos contra Deus muito mais do que qualquer pessoa tenha pecado contra nós. Leia isso de novo, mais devagar dessa vez. Isso significa que nosso problema mais profundo não é que os outros pecaram contra nós, mas que nós pecamos primeiro contra Deus.

Você já percebeu que quando pensamos em nossas histórias, estamos sempre de pé no centro do palco, sem termos cometido pecado? Outras pessoas se juntam ao nosso drama entrando em nossa história e cometendo pecados ou omitindo coisas que deveriam ter feito. Mas, e quanto a nós? Nós somos apenas pessoas que têm boas intenções, que abençoam outros e espalham alegria. Nós somos boas pessoas, e parece que sempre acontecem coisas ruins conosco. Vivemos como se pecassem contra nós para sempre!

Mas a Escritura não nos descreve primariamente como pessoas contra as quais os outros pecam. Em 1Timóteo 1.15, Paulo diz o seguinte sobre ele mesmo: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”.

Apesar de muitas pessoas terem pecado contra Paulo (inclusive o apedrejando quase até a morte, e o agredirem com varas!), ele não se via primariamente como uma vítima. Ao invés disso, ele se identificava como um pecador que havia sido salvo por Cristo.

Se você se vê primariamente como uma vítima e não como um pecador salvo pela graça, você nunca aprenderá como ajudar pessoas enraizadas na amargura ou presas pelos seus próprios sensos de vitimização. O evangelho não fluirá através de você até que ele seja aplicado primeiramente em você.

DISTORÇÃO #2 – CLARO QUE SOU UM PECADOR, MAS OS SEUS PECADOS SÃO PIORES QUE OS MEUS

No coração do ressentimento, está um status que determinamos a nós mesmos (pecaram contra mim!) e uma dívida que negamos (claro que pequei contra Deus, mas você viu como pecaram contra mim?). Essa distorção faz com que os pecados das outras pessoas pareçam grandes e os seus, pequenos. Mais significativamente, isso rega as sementes da autojustificação em nossa alma.

O homem que se autojustifica diz: “Claro que sou um pecador, mas sou melhor que você. De fato, minha superioridade moral providencia um ponto de vantagem para diagnosticar e avaliar o seu coração autoritativamente”. Na verdade, pode ficar muito feio. Autojustificação converte cristãos em fariseus. Ou, a autojustificação se infiltra na arena do discernimento. Essa é a área na qual eu mais frequentemente sou culpado. Minha autojustificação pecaminosa faz com que eu eleve minha própria interpretação de uma situação e dispense a opinião de outra pessoa.

Autojustificação cria uma troca na qual nós nos tornamos os juízes, ao invés de Deus. Nossas opiniões se transformam de caridosas em um padrão “objetivo” pelo qual outras pessoas são medidas.

É o patrão que só verá um empregado como preguiçoso porque o empregado se atrasou uma vez, e o patrão nunca se atrasa. É a mãe que acredita que todos os filhos dela deveriam concordar com as opiniões dela, e se não o fizerem, sentem a sua desaprovação. É o homem que se recusa a perdoar alguém mesmo depois que a pessoa confessou o pecado dela porque a confissão não lhe pareceu “sincera o suficiente”.

Autojustificação distorce nossa perspectiva. Ao invés de vivermos como “eu fui perdoado de uma grande dívida”, nós vivemos como “claro que pequei, mas olhe para você!”. Poucas coisas afundarão um pastor mais rápido do que autojustificação. Se você está querendo ser frutífero no ministério pastoral, deve aprender a ver as pessoas mais através da graça de Deus do que através dos pecados dela. E você deve aprender a concordar com Paulo: “que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1Timóteo 1.15).

DISTORÇÃO #3 – NÃO SOU UM PECADOR, SOU UM CUMPRIDOR DA LEI

No coração da falta de perdão está a suposição que nós temos o direito de conferir falta e então exigir uma penalidade. Assumimos que nosso status de ofendidos nos dá o direito de exigir vingança. É exatamente o que o servo que não perdoou fez em Mateus 18.28. O referido servo acabara de ser perdoado de uma enorme dívida, mas quando encontrou um conservo que devia a ele uma quantia menor, exigiu a penalidade para a menor dívida. O servo que não perdoou assumiu que ele tinha o direito de se vingar.

O que devemos entender é que a cruz nos alivia de nossa escravidão de exigir punição para dívidas pequenas. Como ela faz isso? Nivelando o campo de jogo. A cruz nos lembra que Deus nos perdoou de um débito incompreensível. Por causa do seu amor espantoso, Deus agora nos envia para passar adiante a mesma bênção, não a punição, que recebemos.

Nós não somos árbitros de penalidades, mas devedores que foram perdoados de uma grande dívida. É por sermos pecadores perdoados que perdoamos.

A única forma de afastar as distorções de nossas vidas é pelo poder purificador do evangelho. Ser lembrado constantemente de que você foi perdoado da maior dívida irá libertar você de se sentir como se tivesse que exigir vingança pelos pecados que foram cometidos contra você.

No coração do evangelho está uma grande injustiça. Aquele que verdadeiramente era o cumpridor da lei escolheu não exigir a pena pelos nossos pecados, mas ao invés disso escolheu suportá-los, penalizando a ele mesmo na cruz.

2 Coríntios 5.21 coloca dessa forma:

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

 AFASTANDO AS DISTORÇÕES

A cruz não ignora ou nega o pecado. Ao contrário, ela encara corajosamente nossos piores momentos e diz: “sua história não acaba aqui”. Para seguir adiante das distorções que podem afligir seu ministério, você deve vir a enfrentá-las com a grande dívida que você tinha, a qual Deus perdoou.

Se você entrar no ministério pastoral, as pessoas pecarão contra você, mas aqueles momentos não precisam definir você. Por quê? Porque eles são parte da obra de Deus em sua alma e recorrem à sua vida. Pecadores perdoados perdoam o pecado. E pastores perdoados os amam e os ajudam, enquanto eles fazem isso.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Autor

Dave Harvey

Dave Harvey é pastor na Convenant Fellowship Church, Pennsylvania (EUA), que faz parte da família de igrejas do ministério Sovereign Grace.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 10:25—37 — A PARÁBOLA DO SAMARITANO — SERMÃO 027H — PARTE 008 — O DIÁLOGO FINAL ENTRE JESUS E O DOUTOR DA LEI


Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

As partes anteriores da Parábola do Samaritano poderão ser encontradas por meio dos links abaixo:

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1
027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote
027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O Transporte Até a Hospedaria


027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final
Sermão 027H

A PARÁBOLA DO SAMARITANO — PARTE 8 — O DIÁLOGO FINAL ENTRE JESUS E O DOUTOR DA LEI

lUCAS 10:25—37

25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.

28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás.

29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;

35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

Final

8. O DIÁLOGO FINAL ENTRE JESUS E O DOUTOR DA LEI

29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

No centro desse diálogo nós vemos como Jesus, sabiamente, redireciona a pergunta do doutor da Lei de tal  maneira que obriga o mesmo a fornecer a resposta certa para, a pergunta que havia feito no início — verso 29 —, e cujo intuito era evitar assumir qualquer responsabilidade pelo próximo. Note que Jesus não está disposto a fornecer ao doutor da Lei uma lista de coisas para fazer. Cristo também se recusa a afirmar quem é e quem não é o verdadeiro próximo de qualquer um de nós. Pelo contrário: a pergunta original — que é o meu próximo? — torna-se agora: De quem eu devo me tornar próximo. É a essa pergunta que, talvez até sem perceber, que o doutor da Lei supre sua tão preciosa resposta — verso 37a.

Agora nós não podemos nos deixar enganar nesse ponto crucial. A última afirmação de Jesus — verso 37b — não é uma admoestação geral para se fazer boas obras e sim, a única resposta adequada à pergunta feita pelo doutor da Lei, que dizia respeito, originalmente, à questão da autojustificação. 

O diálogo inicial — versos 25—28 — termina com um mandamento para fazer algo. Da mesma forma, assim também termina o segundo diálogo — verso 37. No primeiro diálogo o doutor da Lei está interessado em saber QUANTAS pessoas ele precisa amar para alcançar a justificação diante de Deus por seus próprio méritos. Mas a resposta de Jesus deixa bem claro que se não considerarmos qualquer pessoa ao alcance das nossas mãos como nosso próximo, jamais poderemos herdar a vida eterna. Esse é o verdadeiro significado do amor ao próximo: estar disponível para ajudar qualquer pessoa em necessidade que esteja ao alcance das nossas mãos. Sem essa disposição pode esquecer qualquer esperança de ir para o céu.

Mas a pergunta que precisamos fazer agora é: Quem é suficiente para essas coisas? Quem pode, realmente, viver de acordo com esse padrão? Nossa reação pode ser muito semelhante àquela da multidão que se perguntava: “Quem, então, pode ser salvo”? — conforme Lucas 18:26. Nessa parábola, cada metade dos dois diálogos caminha nessa direção e dessa forma os dois terminam, exatamente, com a mesma conclusão. O que posso fazer para herdar a vida eterna? O que posso fazer para me autojustificar? A única e honesta conclusão a que podemos chegar é: Tudo isso está muito além da minha capacidade. Em não tenho como me justificar a mim mesmo, MAS todas as coisas são possíveis para Deus — conforme Lucas 18:27.

Conclusão:

A que conclusão o doutor da Lei pode chegar? O que Jesus deseja, exatamente, ensinar a ele e a todos nós ao contar essa história? Somos todos pressionados a entender o seguinte:

1. A parábola deixa claro que toda e qualquer tentativa de autojustificação está fadada ao mais completo fracasso. O padrão é elevado demais. A vida eterna não pode ser conquistada ou adquirida.

2. Por outro lado, a parábola nos mostra um padrão ético que devemos procurar alcançar e manter, mesmo que não seja possível concretizá-lo por inteiro. È como o mandamento “Sê perfeito”. É um padrão, mas que não pode ser manifestado em toda sua plenitude, por ser excessivamente alto.

3. Um livro contendo um código de ética como os fariseus estavam desenvolvendo é completamente inadequado.

4. O samaritano, um odiado estrangeiro, demonstra o amor compassivo que a situação requeria; Dessa forma a parábola transforma-se em um agudo ataque contra todo tipo de preconceito seja de uma comunidade ou racial. É esse tipo de preconceito que está guiando o atual primeiro ministro do Estado de Israel a propor a transformação de Israel de uma “democracia” — que não é de fato — num estado puramente racial judeu.

5. Para Jesus, o amor se manifesta em ações práticas acompanhadas ou não de profundos sentimentos de compaixão.

6. A parábola nos supre com uma definição dinâmica de “próximo”. A pergunta “Quem é meu próximo”?,  é transformada em: “ De quem eu preciso me tornar próximo”? A resposta, por sua vez é: de qualquer um que esteja precisando de minha ajuda, mesmo que seja meu inimigo.

7. A soberania de Deus não está limitada pela liderança espiritual da comunidade, seja qual for a mesma. Quando tal liderança fracassa, como aconteceu com o sacerdote e o levita, Deus ainda é soberano para levantar outros agentes para satisfazer seus propósitos.
8. Dois tipos de pecado e dois tipos de pecadores são apresentados na narrativa de Jesus — os ladrões e os líderes religiosos. Os ladrões ferem o homem pelo uso da violência. Os líderes religiosos o machucam pela negligência. A história deixa clara a culpa de todos eles. A oportunidade desperdiçada para se fazer o bem torna-se num mal inominável e terrível.

9. Essa passagem de Lucas também faz uma afirmação acerca da salvação. A salvação alcança o homem ferido por meio de uma custosa e inesperada manifestação de amor compassivo. Nesse meio, parece fazer uma referência ao próprio Salvador. Conforme João 1:11 Jesus veio para os seus, mas foi considerado como um estranho e endemoninhado! Jesus é a própria personificação do estrangeiro rejeitado, e ele não se envergonha de assumir esse papel, que lhe permite surgir, de forma dramática e inesperada na cena, cuidar do homem ferido como o enviado EXCLUSIVO de Deus, com uma custosa demonstração do amor de Deu.



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 10:25—37 — A PARÁBOLA DO SAMARITANO — SERMÃO 027C — PARTE 003 — O LEVITA

,
Levitas Modernos. Descendentes de Levi? 

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

As partes anteriores da Parábola do Samaritano poderão ser encontradas por meio dos links abaixo:

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

Sermão 027C

A PARÁBOLA DO SAMARITANO — PARTE 3 — O LEVITA

LUCAS 10:25—37

25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.

28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás.

29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;

35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

Continuação

3. O Levita

Tanto o Levita como o sacerdote são descritos por Cristo como agindo dentro de um mesmo padrão que foi primeiro estabelecido pelos ladrões: eles veem, vêm e vão embora. Pode não parecer mais tal descrição torna o sacerdote e o levita em pessoas semelhantes aos ladrões! Eles contribuem para aumentar o mal e a dor do homem ferido, por causa da negligência que demonstram.

A expressão grega ὁμοίως — omoíos — traduzida por “de igual modo” no verso 32, indica que o Levita estava seguindo na mesma direção do sacerdote. Ou seja, ele estava indo de Jerusalém para Jericó. É muito provável que o levita tivesse ciência que o sacerdote estava indo adiante dele. O autor J. D. M. Darrett imagina que o próprio samaritano tinha conhecimento que os outros dois — o sacerdote e o levita estavam indo à sua frente pelo caminho, e que tinham passado pelo homem ferido à beira da estrada.[1] A velha estrada romana ainda está visível e pode ser percorrida por turistas mais aventureiros. Pelo fato da estrada ter sido criada nas encostas das montanhas é possível, de qualquer parte mais alta, enxergar trechos da mesma mais abaixo, como acontece, por exemplo, com a Via Anchieta em São Paulo ou a estrada do Corcovado no Rio de Janeiro.

Além do mais, todos os viajantes naqueles dias, tinham extremo interesse em saber quem mais estava indo pelo caminho, exatamente, porque era possível a presença de salteadores. Era sobre esse tipo de conhecimento que, muitas vezes, a vida e a segurança de um viajante dependiam. 

No caso da parábola que estamos estudando, assumir o fato que os viajantes mencionados tinham ciência da presença dos outros adiante deles, é, em nossa opinião, parte da trama da estória que Jesus está contando.

Os levitas não estavam obrigados aos mesmos e inúmeros regulamentos que escravizavam os sacerdotes. O levita sempre poderia lançar mão de uma latitude maior em suas ações do que aquelas que um sacerdote era capaz. O levita estava obrigado a manter-se cerimonialmente puro somente durante os dias de serviço no templo em Jerusalém. Por esse motivo, como ele já tinha cumprido seu período de serviço, ele poderia muito bem prestar socorro ao homem caído à beira da estrada. E, no caso do homem já estar morte, ou caso morresse em seus braços as repercussões seriam de pouca importância.

É curioso notarmos que Jesus nos diz que, ao contrário do sacerdote, o levita se aproxima do homem caído. Isso está refletido na expressão “chegando àquele lugar”. Enquanto, do sacerdote, Jesus diz apenas que: “vendo-o passou de largo”. Não são poucos os comentaristas que concordam que a expressão “chegando àquele lugar” indica que o levita se aproximou do homem caído. Desse modo, é possível que o levita tenha ido além da linha limite da contaminação, que era de 4 cúbitos — algo entre 1,80 e 2 metros — com o objetivo de satisfazer sua curiosidade. Mas depois de tudo isso, ele tomou a decisão de se afastar sem fazer nada para ajudar. Medo de se contaminar, não pode ser aceito como uma justificativa aceitável para a ação do levita. Medo de ladrões é possível. Mas o mais provável é que ele esteja seguindo o “mau” exemplo estabelecido pelo sacerdote que era seu superior. É fácil a gente racionalizar atitudes erradas quando vemos pessoas superiores agindo de forma errada. Mas como diz R. C. Trench: “o levita, por sua vez, pode ter pensado que não era sua obrigação se envolver numa questão tão delicada e perigosa, situação essa, que até mesmo um sacerdote tinha evitado se envolver. Não se tratava de uma questão de dever, caso contrário o sacerdote jamais teria se omitido de oferecer socorro. Para o levita se envolver agora nessa situação corresponderia a afrontar seu superior, o sacerdote, que havia se recusado a fazer qualquer coisa, de ter um coração duro e de praticar um ato desumano”[2].

Mas, mais do que acusar o sacerdote de dureza de coração, se o levita tivesse ajudado o homem caído estaria acusando o sacerdote de não saber a interpretar a Lei de Deus, a qual ele, o sacerdote, era responsável de ensinar ao povo de Israel.
Tal qual o sacerdote, o levita também não tem como saber se o homem caído à beira da estrada é seu próximo — no caso um judeu. Esse talvez seja um dos motivos porque ele se aproxima do homem caído. Talvez o homem caído possa falar? Não conseguindo fazer uma identificação positiva, ele prefere virar às costas ao necessitado e seguir seu caminho. Seja qual for sua verdadeira motivação, o resultado final é o mesmo; apesar de toda sua orientação religiosa, não existe nada nessa orientação que o leve a ajudar o homem ferido e necessitado.

O levita, sendo parte de uma classe social inferior à do sacerdote, está, provavelmente, andando pelo caminho. Mesmo sem ter condições de transportar o homem necessitado para um lugar seguro, ele ainda assim, poderia ter prestado um mínimo de socorro ao mesmo. Mas em vez disso, ele apenas segue seu caminho.

Na próxima parte vamos falar do samaritano.

Continua...


OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

 Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Darret, J. D. M. Law in The New Testament. Darton, Longman and Todd, London, 1970.
[2] Trech. Richar Chenevix. Notes on The Parables of Our Lord. D. Appleton and Company, New York, 1881. Citado por Bailey, Kenneth E., em Through Peasant Eyes – More Lucan Parables. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1980.