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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS - SERMÃO 002 — CONFIANDO NAS PROMESSAS DE JESUS


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Esta é uma série que trata do maravilhoso tema de como Jesus conforta seus discípulos em meio às tribulações dessa vida. Ao compartilhar esses estudos nossa intenção é que todos possam encontrar em Jesus, o conforto necessário para todas suas tribulações.

Texto: João 14:2—3
Introdução.

A. Na mensagem anterior falamos acerca da importância de confiarmos na presença e na companhia de Jesus, independentemente das circunstâncias pelas quais estejamos passando. 
B. Jesus prometeu estar conosco sempre, até o fim dos tempos. 
C. O autor de Hebreus nos diz que o Senhor promete nunca nos deixar e nunca, jamais nos abandonar. 
D. Tais afirmações devem nos levar sempre a afirmar e reafirmar nossa confiança no Senhor, independentemente das circunstâncias que existirem em nossas vidas. 
E. Hoje queremos continuar falando acerca de confiar não apenas na pessoa do Senhor Jesus, mas de confiar também em Suas promessas. 
F. É nesse contexto que Jesus oferece uma série de palavras de consolação ou de como devemos — 
CONFIAR NAS PROMESSAS DE JESUS
I. A Preparação dos Céus para Nos Receber — João 14:2

A. Em João 14:2 Jesus promete que iria se ausentar para preparar um lugar para os discípulos na Casa do Seu Pai. Os discípulos certamente foram consolados porque, apesar de Jesus falar em se ausentar, tal ausência seria para garantir plena comunhão entre Ele e os discípulos. O céu ou a casa do Pai é importante pela presença de Jesus lá e não por qualquer outro fator.

B. Essa promessa deu aos discípulos uma nova perspectiva.

C. Vamos falar um pouco acerca do céu, de acordo com o que temos revelado nas Escrituras.

1. Como nosso futuro lar é caracterizado no Novo Testamento.

a. É chamado de cidade para indicar sua imensa e variada população —

Hebreus 11:9—10

9 Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;

10 porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.

b. É chamado de pátria como forma de indicar a variedade de seus cidadãos —

Hebreus 11:16

Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.

c. É chamado de reino porque nele a vontade de Deus é obedecida de modo perfeito —

Mateus 4:17

Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.

d. Também é chamada de paraíso por causa de sua exuberante beleza —

Lucas 23:43

Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

e. Mas o que é mais importante é o que está afirmado por Jesus em João 14:2. O céu é a casa ou o lar do nosso Pai. Ir para o céu é como voltar para o nosso lar. Que gostoso!

2. A estrutura do nosso lar celestial

a. De forma equivocada muitos cristãos se referem ao céu como lugar onde existem mansões celestiais. Mas note que não é isso que Jesus afirma. Ele diz que: Na casa de meu Pai há muitas moradas. A expressão grega μοναὶmonaì — é traduzida por morada, porque esse é o exato significado da mesma. Nada de mansões celestiais.

b. A expressão moradas indica que no céu nós iremos viver ao redor da casa do Pai, como uma grande família que habita numa única casa e não em mansões separadas e isoladas uma das outras.

3. A vida em nosso lar celestial

a. É no livro do Apocalipse que encontramos uma pequena explicação de como será a nossa vida no céu —

Apocalipse 21:3—7

3 Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.

4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

5 E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.

6 Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.

7 O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.

b. O resumo de tudo o que dissemos até aqui é o seguinte: nos precisamos começar a pensar mais no céu e precisamos nos apegar mais ao céu, pois: i) É o lar do nosso Pai celestial; ii) É o lar onde estaremos para sempre com o Senhor Jesus; iii) É o nosso lar doce lar; iv) É onde nosso nome se encontra escrito, é onde teremos nossa herança eterna e onde reside nossa verdadeira cidadania.

II. O Plano de Jesus Para Nos Receber — João 14:3

A. Nesse verso Jesus faz uma nova promessa. Jesus não apenas se ausentaria para preparar um lugar para nós, como Ele também prometeu que voltará para nos levar para o lar do Pai celestial.

B. Note que Jesus virá nos buscar pessoalmente. Isso indica o quão importante nós somos para Ele.

C. Mas além de fazer uma nova promessa, Jesus também afirma qual é Sua vontade: Virei buscá-los para que onde Eu estou, estejais vós também. Ele não expressou essa vontade apenas para os discípulos, mas também expressou a mesma para Seu Pai em —

João 17:24

Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.

Conclusão:

A. Na mensagem anterior fomos instruídos a confiar na presença do Senhor Jesus em nossas vidas — tempo presente. Hoje fomos instruídos a confiar nas preciosas promessas que Jesus quanto à nossa vida no céu — tempo futuro.

B. Para que não tenhamos nenhuma dúvida acerca da certeza daquilo que o Senhor Jesus nos promete, eu quero destacar essa frase retirada de —

João 14:2

Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.

C. Jesus fala sempre a verdade. Mas nesse caso específico, ele faz questão de reafirmar essa verdade por meio das palavras que usou ao dizer: Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.

D. Jesus veio a este mundo com o propósito específico de dar testemunho acerca da verdade. Ele deixou isso bem claro em seu diálogo com Pôncio Pilatos, quando disse:

João 18:37

Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.

D. Paulo escrevendo aos Colossenses exortou os mesmos para que buscassem e pensassem nas coisas lá do alto, que é onde Jesus está preparando um lugar para nós. Paulo diz que devemos agir assim, porque somos novas criaturas em Cristo —

Colossenses 3:1—2

1 Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.

2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra.

Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras de verdadeira consolação.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS

SERMÃO 001 — CONFIANDO NA PRESENÇA DE JESUS

SERMÃO 002 — CONFIANDO NAS PROMESSAS DE JESUS



Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A ORAÇÃO DO “PAI NOSSO" - SERMÃO 009 — O REINO DE DEUS — Mateus 6:10


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Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados. 


Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13 


Introdução:

A. Nas duas últimas mensagens nós tivemos a oportunidade de considerar a petição de Jesus que diz: SANTIFICADO SEJA O TEU NOME.

1. Na primeira mensagem nós vimos as implicações que existem em tal petição, no que diz respeito ao fato de Deus demonstrar a santidade de Seu Nome através de atos de juízo divino.

2. Na segunda mensagem, nós vimos como Deus apenas é capaz de reconciliar as exigências de Sua santidade e Sua justiça com o grande amor que ele tem por nós.

Ver lista de todos os estudos dessa série mais embaixo.   

B. O local e o momento histórico em que isso aconteceu foi quando Jesus foi crucificado na Cruz do Calvário, satisfazendo assim a santidade ofendia de Deus e Sua justiça e provando, ao mesmo tempo, o imenso amor que Deus nutre por nós suas criaturas perdidas, ao perdoar todos os nossos pecados.

C. Também vimos como tal santidade, justiça e amor foram ilustrados na vida do profeta Oséias e de uma prostituta de nome Gômer. Os que tiverem interesse em conhecer melhor essa história basta ler os primeiros capítulos do livro do profeta Oséias.  

D. Hoje queremos voltar nossa atenção para a segunda petição de Jesus que diz:

VENHA O TEU REINO

E. Para entender melhor essa petição é importante entendermos um pouco de filosofia da história.

I. TRÊS VISÕES DISTINTAS DA HISTÓRIA

A. Primeira Visão

1. A primeira dessas visões nos diz que: A HISTÓRIA NÃO TEM NENHUM SIGNIFICADO. Se existe um Deus, então ele é como um relojoeiro que fabrica um relógio, dá corda no mesmo e depois o abandona até que a falta de corda o faça parar por completo. 

2. Deus abandonou o universo à sua própria sorte e à medida que o sol vai se esfriando, a vida na terra será insustentável. Mas, por favor, não se desespere, o ponto de esfriamento do sol que ira impedir a vida no planeta terra está estimado para ocorrer apenas daqui a dois ou três bilhões de anos! Esse processo de esfriamento é científico e recebe o nome de “ENTROPIA DO UNIVERSO”. Isso quer dizer que um dia a temperatura de todo o universo será uma só. Quando isso acontecer o universo será frio demais para sustentar qualquer vida em qualquer lugar. Diante disso, é apenas lógico, assim nos dizem, concluir que a HISTÓRIA NÃO TEM NENHUM PROPÓSITO OU SIGNIFICADO.

3. Mas a ideia é antiga: William Shakespeare em sua, Macbeth, em seu quinto ato, na cena quinta coloca essas palavras na boca do protagonista:

Macbeth: Deveria ter morrido mais tarde. Haveria então lugar para uma tal palavra!...O amanhã, o amanhã, o amanhã avança em pequenos passos, de dia para dia, até a última sílaba da recordação e todos os nossos ontens iluminaram para os loucos o caminho da poeira da morte. Apaga-te, apaga-te, tocha fugaz! A vida nada mais é do que uma sombra que passa, um pobre histrião que se pavoneia e se agita uma hora em cena e, depois, nada mais se ouve dele. É uma história contada por um idiota, cheia de fúria e tumulto, nada significando.

B. A Segunda Visão
  
A Segunda visão era promovida já nos dias de Jesus pela filosofia grega, que acreditava que a história é uma série de eventos se movendo em círculos. O que já aconteceu, tornará a acontecer. Assim, concluíam os gregos: Nossas vidas podem estar cheias de fúria e tumulto — alô? Dr. Shakespeare? — mas tudo isso não tem nenhum significado.

C. A Terceira Visão

1. A terceira visão pode ser encontrada na Bíblia.

a. De acordo com o Antigo Testamento a história é como uma flecha que se move em direção a um alvo chamado de: “O Dia do SENHOR”, de acordo com

Amós 5:18

Ai de vós que desejais o Dia do SENHOR! Para que desejais vós o Dia do SENHOR? É dia de trevas e não de luz.

b. No Novo Testamento esse alvo é chamado de Reino de Deus conforme

Marcos 1:15

O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.
  
2. Essa é a única visão em que a História tem rumo e significado. Mesmo que muitas vezes não consigamos perceber nem entender o que está, realmente acontecendo, nós, os crentes, temos plena certeza que existe UM que sabe!

3. Aqueles que adotam essa terceira visão da história podem viver suas vidas em um confiança calma e segura que AQUELE que segura o leme da História não cochila nem se distrai. É com base nessa confiança que Jesus nos ensina a orar dizendo: VENHA O TEU REINO. Todas as pessoas serão levada às margens da eternidade para comparecer diante de Deus gostem ou não dessa ideia, ou acreditem ou não nela.

4. Mas, dentro dessa nossa esperança enquanto oramos: “VENHA O TEU REINO”, precisamos entender que o Reino de Deus é algo muito paradoxal.

II. TRÊS PARADOXOS ACERCA DO REINO DE DEUS.

O que é um paradoxo: Por definição nós podemos dizer que um paradoxo afirma uma verdade de duas formas opostas que não podem ser reconciliadas de forma lógica. Assim temos que:

Toda a questão que trata do Reino de Deus torna-se muito complexa por causa das afirmações paradoxais de Jesus acerca do reino que dominam a discussão. A literatura é vasta e os títulos podem ser contados na casa dos milhares.

Quais são então esses paradoxos?

A. O PRIMEIRO PARADOXO

1. O primeiro paradoxo em termos do Reino de Deus é que: ESSE REINO JÁ VEIO NA PESSOA DE JESUS, mas ao mesmo tempo é UM REINO AINDA FUTURO.

2. Esse paradoxo pode ser ilustrado da seguinte maneira: primeiro temos a afirmação de Jesus em

Lucas 11:20

Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós.

3. Por outro lado Jesus nos ensina a orar dizendo: VENHA O TEU REINO.

4. Dessa maneira podemos concluir que o Reino de Deus é algo presente agora, mas não ainda.

B. O SEGUNDO PARADOXO

1. O segundo paradoxo afirma que o Reino de Deus está PRÓXIMO, e mesmo assim, o mesmo ainda está LONGE.

2. Esse paradoxo pode ser ilustrado pelo seguinte:

3. Paulo no Novo Testamento costuma expressar uma confiança de que o fim de todas as coisas estava PRÓXIMO. Por exemplo:

Romanos 13:12

Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.

1 Coríntios 7:29—30

29  Isto, porém, vos digo, irmãos: o tempo se abrevia; o que resta é que não só os casados sejam como se o não fossem;

30  mas também os que choram, como se não chorassem; e os que se alegram, como se não se alegrassem; e os que compram, como se nada possuíssem.

1 Coríntios 10:11 —

Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado.

4. Por outro lado, na parábola das dez minas, Jesus procura dissuadir seus discípulos de pensarem que o Reino de Deus estava para se manifestar imediatamente — ver Lucas 19:11—27.

5. Nessa parábola Jesus ensina seus discípulos e todos nós por extensão que: a vinda do Reino de Deus ainda estava num futuro não especificado, mas enquanto aguardavam, os discípulos tinhas obrigações e responsabilidades que precisavam cumprir. O REINO ESTÁ PRÓXIMO, NO ENTANTO AINDA ESTÁ LONGE.

C. O TERCEIRO PARADOXO

1. O terceiro paradoxo envolvendo a vinda do Reino de Deus tem a ver com a série de sinais que Jesus deu aos discípulos — ver, por exemplo, Lucas 21:5—36 — que descrevem a aproximação do Reino e, para finalizar, a sessão Jesus diz que apenas o Pai tem domínio sobre tais detalhes de quando, exatamente, o Reino chegará —

Marcos 13:32

Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.

2. Assim temos que o TEMPO ou MOMENTO da vinda do Reino de Deus é desconhecido e impossível de ser sabido e, no entanto, eis aqui alguns SINAIS que antecedem a chegada do mesmo. 


Conclusão

A. Jesus nos manda orar dizendo: “VENHA O TEU REINO”. Isso deve ser feito porque o Reino de Deus dá propósito e direção para a história. No entanto...

B. O Novo Testamento faz as seguintes afirmações acerca do Reino de Deus:

1. O mesmo já está presente em nosso meio, mas não ainda.

2. O mesmo está próximo, mas ainda encontra-se distante.

3. Existem sinais da proximidade do mesmo, mas é impossível saber com exatidão quando o mesmo irá chegar.

4. Como são tolos aqueles que pretendem saber mais do que o próprio Jesus!

D. Qual é o propósito desse ensino paradoxal vindo da parte do Senhor? Eu creio, por um lado, que Jesus nos mandou orar: “VENHA O TEU REINO” para nunca nos esquecermos dessa realidade: DEUS ESTÁ O TEMPO TODO NO CONTROLE, INDEPENDENTEMENTE DAS DIFICULDADES, DAS TRAGÉDIAS E SOFRIMENTOS QUE TENHAMOS QUE ENFRENTAR. Nossa oração é uma manifestação aberta e constante da nossa inabalável confiança no controle e na soberania de nosso Deus sobre a História. Portanto devemos sempre dizer: “VENHA O TEU REINO”.  

F. O segundo motivo, eu creio, tem a ver com o ensinamento de Jesus em Marcos 13:33—37

33 Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo.

34 É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie.

35 Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã;

36 para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo.

37 O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!

G. Devemos então, meus irmãos e irmãs, sempre orar: “VENHA O TEU REINO”, enquanto nos mantemos expectantes e vigilantes. 

H. Na próxima mensagem iremos falar das características do Reno de Deus para nós e para a eternidade.  

I. Enquanto isso, continuemos orando: “VENHA O TEU REINO” e nos mantenhamos VIGILANTES todo o tempo.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 — MATEUS — PARTE 005 - PROPÓSITO, DESTINATÁRIOS E ORIGEM - PARTE 001



Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. O EVANGELHO DE MATEUS

F. O Propósito, os Destinatários e o Lugar de Origem

1. O propósito — Quanto ao propósito do Evangelho de Mateus, nós precisamos destacar que em nenhum lugar do Evangelho nós encontramos uma afirmação inequívoca acerca do seu propósito. Caso o leitor já tenha ouvido que o propósito desse Evangelho é do tipo A ou do Tipo B e etc., precisa ser lembrado que essas afirmações são produzidas por meio da comparação de como Mateus e os outros evangelhos sinóticos tratam temas semelhantes. Os temas que encontramos em Mateus são diversos, complexos e, muitas vezes, contestados sem grandes dificuldades. Por esses motivos todas as tentativas de determinar o propósito do livro estão fadadas ao fracasso.
Isto posto, existem certas características bem marcantes em Mateus, quando comparado como os outros dois sinóticos, que devemos alistar para o conhecimento de todos:
1. Mateus não tem nenhuma preocupação em explicar usos e costumes, preceitos e termos judaicos. Exemplos disso podem ser encontrados nas seguintes passagens:

Mateus 15:2 — ver Marcos 7:1—13

Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem.

Mateus 23:5

Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas.

Mateus 23:24

Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!

Mateus 23:27

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!

Mateus 5:22 na Almeida Revista e Corrigida — ARC

Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.

Mateus 27:6

E os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.

2. Mateus tem a tendência de adotar formulações argumentativas tipicamente rabínicas em vez de adotar formas mais diretas como encontramos no Evangelho de Marcos.

Mateus 19:3

Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?

Marcos 10:2

E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher?

Mateus 19:9

Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério.

Marcos 10:11

E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela.

3. Mateus também apresenta uma série de afirmações que parecem apoiar a ideia da permanência e continuidade da Lei de Moisés.

Mateus 5:19

Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.

Mateus 23:3

Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem.

4. Mateus favorece as palavras de Jesus que circunscrevem suas atividades ao povo de Israel, mas não sempre.

Mateus 10:5—6

5 A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos;

6 mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel;

Mateus 15:24 — esse verso está ausente na narrativa de Marcos

Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.

5. Mateus prefere usar a expressão Reino dos Céus — 30 vezes — contra Reino de Deus — apenas 4 vezes. A expressão Reino de Deus nunca aparece nos Evangelhos de Marcos e Lucas.

6. Mateus também está carregado de citações do Antigo Testamento quando coparado com os outros sinóticos.

Essas características de Mateus têm levado muitos ao conceito que Mateus escreveu seu evangelho, prioritariamente, para os judeus. Mas cremos que tal convicção se sustenta apenas se fizermos uma enorme violência aos contextos onde os textos mencionados acima aparecem, isso para não falar no contexto maior do próprio Evangelhos de Mateus que tem seu ponto central na afirmação de —

Mateus 21:43

Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado — dos judeus — e será entregue a um povo — os gentios — que lhe produza os respectivos frutos.

E cujo final é completamente universalista em seu tom —

Mateus 28:19—20

19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Muitos outros intérpretes de Mateus preferem ver esse Evangelho como tendo o propósito específico de apresentar uma defesa da pessoa e da obra de Jesus Cristo. Certamente s narrativas da infância de Jesus tinham esse propósito contra as falsas acusações da parte de judeus despeitados. O mesmo pode ser dito acerca de certos aspectos da narrativa da ressurreição de Jesus que podem ser encontrados apenas em Mateus. Mas esses são pequenos aspectos dentro do quadro maior representado pelo Evangelho.

Para concluir podemos adotar dois comedimentos sugeridos por D. A. Carson em seu comentário acerca do Evangelho de Mateus. Ele diz:

1. Não é sábio especificar com muita precisão um motivação e propósito , pois aumenta a probabilidade de erro e de direção quando deixamos de lado evidências concretas para adotar suposições.

2. Não é sábio especificar apenas um propósito; o reducionismo não faz justiça à diversidade de temas em Mateus.[1]

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/introducao-ao-novo-testamento-estudo_3.html

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Carson, D. A. O Comentário de Mateus. Shedd Publicações, São Paulo, 2010.