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domingo, 17 de setembro de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 C


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.  

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Nessa discussão nós também precisamos destacar que os materialistas precisam se manifestar não apenas com uma sólida evidência contra a vida consciente após a morte, mas que eles também precisam dar uma explanação plausível do como e do porque tal crença é tanto antropologicamente quanto geograficamente falando, universal. Até hoje nenhuma explicação ou teorias plausíveis foram apresentadas.

Quando nos voltamos para a história da filosofia — com uma quantidade de compêndios e coleções cada vez mais numerosas — para descobrirmos o que as melhores mentes humanas têm descoberto, nós nos damos conta que desde os filósofos gregos clássicos a te os dias de hoje, a imortalidade da alma tem sido aceita como razoável e, virtualmente, autoevidente. A lista desses filósofos inclui desde Sócrates até os maiores expoentes do tempo presente. O mesmo pode ser afirmado acerca dos grandes cientistas do passado e do presente acerca da crença na imortalidade. Nesse caso a lista se estende de Aristóteles até os cientistas dos nossos dias. É claro que, como acontece em qualquer áreas, sempre existirão exceções ao padrão geral.

Também estamos cientes que essa linha de argumentação pode ser considerada como uma forma de apelo às chamadas autoridades. Também estamos cientes que muitos mestres de lógica consideram qualquer apelo à autoridade como algo inválido. Todavia, quando questionamos em que base eles se recusam a aceitar o apelo às autoridades, de modo surpreendente, eles apelam para sua própria autoridade ou mesmo para a autoridade de terceiros! Hipocrisia explícita maior ainda está para ser observada. Esse é o motivo porque nos recusamos a nos deixar convencer por esses clichês ridículos. Autoridade e fé encontram-se na base de todo tipo de conhecimento, porque todos os sistemas têm início com suposições baseadas em algum tipo de autoridade. Filosofia e ciência estritamente empíricas existem apenas em livros de tória. A realidade é algo distinto.

Ainda assim é comum ouvirmos bobagens do tipo:

1. Apenas pessoas ignorantes e sem estudo suficiente acreditam na vida depois da morte.

2. A ciência já provou que não existe vida depois da morte.

3. Filósofo não podem jamais aceitar o conceito de vida depois da morte.

Será que devemos mesmo acreditar que todos os filósofos e cientistas que acreditavam na vida depois da morte eram pessoas ignorantes e incultas? Será que esses homens e mulheres aceitariam um conceito acerca do qual não existisse nenhuma evidência? Será que os materialistas dos nossos dias são mais inteligentes do que toda a humanidade que os antecedeu? Em que base eles desprezam algo que tem sido crido pela humanidade por milênios?

Estudiosos da história da Igreja, como C. S. Lewis e outros, têm ensinado que: os documentos cristãos mais antigos indicam com clareza a crença que a parte não material dos seres humanos sobrevive à morte do corpo.

É impossível negar que nos últimos dois mil anos da nossa história, com algumas exceções é claro, os cristãos têm crido na imortalidade da alma. Teólogos clássicos tanto da Europa quanto das Américas têm defendido esse conceito bíblico. Católicos e protestantes não têm apenas defendido tal ensinamento, mas o mesmo tem sido proclamado dos mais diversos púlpitos ao redor do mundo.

As coisas mudaram de fato quando os materialistas assumiram o controle da educação e isso fez com que, lamentavelmente, alguns teólogos adotassem o discurso em voga para não darem a impressão que estavam querendo nadar contra a maré.

Desejosos de ganharem a aprovação geral no meio acadêmico, teólogos modernistas adotaram o materialismo como método de analisar as escrituras e como isso, se viram forçados a negar qualquer manifestação sobrenatural, primeiro na Bíblia — negando os milagres — e depois nos seres humanos — negando a imortalidade dos mesmos. Dessa forma, a Bíblia foi reduzida a ser apenas um livro em muitos outros, enquanto os seres humanos foram reduzidos a serem apenas animais no meio de muitos outros animais.

O que podemos dizer desses teólogos modernos? Seguem algumas sugestões:

1. Primeiro, o relacionamento entre a religião e o materialismo não é possível, porque o materialismo não pode nuca gerar princípios morais, valores ou significados, que são essenciais para qualquer religião. Para os materialistas somos apenas animais.

2. É necessário que os mesmos parem de alegar que encontram fontes para o materialismo dentro da própria Bíblia. Em vez disso, eles deveriam deixar que os autores bíblicos falem por si mesmos.

3. Em terceiro lugar é importante que sejam honestos. Sem o elemento sobrenatural tanto a Bíblia quanto os seres humanos perdem seu significado.

4. Depois, eles não deveriam usar linguagem religiosa para manipular as pessoas. Imitando os rabinos de todas as épocas, os teólogos modernistas adoram redefinir as palavras para fazê-las dizerem exatamente o contrário do que tem sido o entendimento das mesmas.


OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
Estudo 001 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas
Estudo 002 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 002
Estudo 003 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 003
Estudo 004 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 001
Estudo 005 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 002
Estudo 006 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 003
Estudo 007 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Unidade e Diversidade nos Seres Humanos — Parte 001
Estudo 008 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 001
Estudo 009 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 002
Estudo 010 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 003
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή — Psiché
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoíaφρόνημα — frónemaνοήμα — noémaνοῦς  nous — Mente.
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html

Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/09/vida-morte-estado-intermediario-e.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 — MATEUS — PARTE 005 - PROPÓSITO, DESTINATÁRIOS E ORIGEM - PARTE 001



Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. O EVANGELHO DE MATEUS

F. O Propósito, os Destinatários e o Lugar de Origem

1. O propósito — Quanto ao propósito do Evangelho de Mateus, nós precisamos destacar que em nenhum lugar do Evangelho nós encontramos uma afirmação inequívoca acerca do seu propósito. Caso o leitor já tenha ouvido que o propósito desse Evangelho é do tipo A ou do Tipo B e etc., precisa ser lembrado que essas afirmações são produzidas por meio da comparação de como Mateus e os outros evangelhos sinóticos tratam temas semelhantes. Os temas que encontramos em Mateus são diversos, complexos e, muitas vezes, contestados sem grandes dificuldades. Por esses motivos todas as tentativas de determinar o propósito do livro estão fadadas ao fracasso.
Isto posto, existem certas características bem marcantes em Mateus, quando comparado como os outros dois sinóticos, que devemos alistar para o conhecimento de todos:
1. Mateus não tem nenhuma preocupação em explicar usos e costumes, preceitos e termos judaicos. Exemplos disso podem ser encontrados nas seguintes passagens:

Mateus 15:2 — ver Marcos 7:1—13

Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem.

Mateus 23:5

Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas.

Mateus 23:24

Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!

Mateus 23:27

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!

Mateus 5:22 na Almeida Revista e Corrigida — ARC

Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo, e qualquer que chamar a seu irmão de raca será réu do Sinédrio; e qualquer que lhe chamar de louco será réu do fogo do inferno.

Mateus 27:6

E os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.

2. Mateus tem a tendência de adotar formulações argumentativas tipicamente rabínicas em vez de adotar formas mais diretas como encontramos no Evangelho de Marcos.

Mateus 19:3

Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?

Marcos 10:2

E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher?

Mateus 19:9

Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério.

Marcos 10:11

E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela.

3. Mateus também apresenta uma série de afirmações que parecem apoiar a ideia da permanência e continuidade da Lei de Moisés.

Mateus 5:19

Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.

Mateus 23:3

Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem.

4. Mateus favorece as palavras de Jesus que circunscrevem suas atividades ao povo de Israel, mas não sempre.

Mateus 10:5—6

5 A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos;

6 mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel;

Mateus 15:24 — esse verso está ausente na narrativa de Marcos

Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.

5. Mateus prefere usar a expressão Reino dos Céus — 30 vezes — contra Reino de Deus — apenas 4 vezes. A expressão Reino de Deus nunca aparece nos Evangelhos de Marcos e Lucas.

6. Mateus também está carregado de citações do Antigo Testamento quando coparado com os outros sinóticos.

Essas características de Mateus têm levado muitos ao conceito que Mateus escreveu seu evangelho, prioritariamente, para os judeus. Mas cremos que tal convicção se sustenta apenas se fizermos uma enorme violência aos contextos onde os textos mencionados acima aparecem, isso para não falar no contexto maior do próprio Evangelhos de Mateus que tem seu ponto central na afirmação de —

Mateus 21:43

Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado — dos judeus — e será entregue a um povo — os gentios — que lhe produza os respectivos frutos.

E cujo final é completamente universalista em seu tom —

Mateus 28:19—20

19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Muitos outros intérpretes de Mateus preferem ver esse Evangelho como tendo o propósito específico de apresentar uma defesa da pessoa e da obra de Jesus Cristo. Certamente s narrativas da infância de Jesus tinham esse propósito contra as falsas acusações da parte de judeus despeitados. O mesmo pode ser dito acerca de certos aspectos da narrativa da ressurreição de Jesus que podem ser encontrados apenas em Mateus. Mas esses são pequenos aspectos dentro do quadro maior representado pelo Evangelho.

Para concluir podemos adotar dois comedimentos sugeridos por D. A. Carson em seu comentário acerca do Evangelho de Mateus. Ele diz:

1. Não é sábio especificar com muita precisão um motivação e propósito , pois aumenta a probabilidade de erro e de direção quando deixamos de lado evidências concretas para adotar suposições.

2. Não é sábio especificar apenas um propósito; o reducionismo não faz justiça à diversidade de temas em Mateus.[1]

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/introducao-ao-novo-testamento-estudo_3.html

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Carson, D. A. O Comentário de Mateus. Shedd Publicações, São Paulo, 2010.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

JESUS E AS MULHERES - SERMÃO 003 – JESUS PREGAVA TANTO PARA HOMENS QUANTO PARA MULHERES

Concepção artística de Jesus pregando para homens e mulheres

Jesus e as mulheres é um tema importante dentro do contexto do Novo Testamento. As denominações históricas aos poucos vão se libertando de seus próprios preconceitos, ao passo que nas denominações evangélicas, em muitos casos, os homens abriram mão completamente de suas responsabilidades a favor das mulheres, o que tem proporcionado uma verdadeira inundação de bobagens sem fim. Nossa série de estudos procura entender o papel da mulher como visto e como foram tratadas pelo Senhor Jesus. Para isso convidamos todos os leitores a fazerem uma análise desapaixonada do material da mesma.

Texto: Vários  
Introdução.

A. Na mensagem anterior nós falamos acerca de uma realidade pouco comentada: o fato de que Jesus tinha discípulas. 
B. Ele tinha discípulas tanto no meio da multidão como também entre o pequeno grupo que viajava com ele, de cidade em cidade e de vila em vila, pregando o Evangelho. 
C. Falamos também como várias dessas mulheres discípulas ajudavam a sustentar o ministério de Jesus com suas próprias economias. 
D. Hoje queremos prosseguir em nossas descobertas da forma como Jesus percebia as mulheres, notando outro fato que também, muitas vezes nos passa despercebido, que é: Jesus costumava falar muito acerca de mulheres em suas pregações e ensinamentos. O costume rabínico era falar apenas de homens. Mulheres eram mencionadas apenas para serem ridicularizadas, humilhadas e etc. Lembre-se da alegada mulher pega em flagrante adultério — ver João 8! 
E. Muitas vezes, como iremos notar, Jesus selecionava imagens e criava parábolas com a intenção deliberada de comunicar sua mensagem para as mulheres que o ouviam, em um nível mais profundo do que o destinado aos homens. 
F. A seguir, vários exemplos retirados diretamente do Evangelho de Lucas onde Jesus prioriza sua intenção de comunicar não apenas com os homens, mas também com as mulheres.    

O ENSINO DE JESUS ERA VOLTADO TAMBÉM PARA AS MULHERES

I. Exemplos do Ensino de Jesus Voltado Para as Mulheres 
A. Na sua primeira pregação feita na sinagoga em Nazaré, Jesus narra duas histórias: 1) primeiro ele fala da viúva da cidade de Sarepta, algo que, sem nenhuma dúvida, estava dirigido, prioritariamente, para as mulheres; 2) Em seguida ele narra a história do general sírio, Naamã — 
Lucas 4:25—27 
Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 
B. Aqui devemos notar duas coisas que são muito importantes para nós ao estudarmos essa série sobre as mulheres, que é a relação do que Jesus descreve com o que Maria sua mãe cantou — como vimos na primeira mensagem dessa série — e que, provavelmente, ensinou para seu filho. Essas duas coisas são: 
1. Deus tem misericórdia de todos os que o temem — 
Lucas 1:50 
A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. 
2. Deus não tem misericórdia apenas sobre Abraão e seus descendentes, mas de Abraão e sua descendência: 
Lucas 1:55 
A favor de Abraão e de sua descendência 
C. Ademais devemos notar que os dois que foram ajudados pelos profetas Elias e Eliseu eram gentios — estrangeiros — e não judeus. 
D. Quando Jesus ensina sobre a novidade representada pelo reino dos céus, ele usa duas ilustrações: uma voltada para as mulheres e outra voltada para os homens —
Lucas 5:36—39 
Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos e ambos se conservam. E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente. 
E. Jesus demonstra profunda compaixão por pecadores arrependidos. Especialmente por aqueles que eram desprezados pelos hipócritas fariseus dos sus dias. Dois casos nos chamam a atenção: 
1. Primeiro temos a história da mulher na casa de Simão, fariseu — Lucas 7:36—50. 
2. Depois temos a história do fariseu e do publicano em Lucas 18:9—14. 
F. Jesus também ensinou duas parábolas para ilustrar o fato que Deus responde nossas orações: 
1. Primeiro temos a parábola do “Amigo Inoportuno” em Lucas 11:5—8. 
2. Depois temos a parábola do juiz iníquo que se recusa a julgar a causa de uma mulher em Lucas 18:1—8. 
G. A parábola do grão de mostarda está vinculada com a parábola do fermento — 
Lucas 13:18—21 — 18 
E dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? É semelhante a um grão de mostarda que um homem plantou na sua horta; e cresceu e fez-se árvore; e as aves do céu aninharam-se nos seus ramos. Disse mais: A que compararei o reino de Deus? É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado. 
H. Em Lucas 15 nós encontramos a parábola da ovelha perdida por um homem e a parábola da moeda perdida por uma mulher — Lucas15: 3—11. É curioso notar que por volta do segundo século d.C. um rabino judeu chamado Finéias, contou uma história semelhante da perda de uma moeda, mas o personagem principal da história é um homem e não uma mulher. Nessas duas parábolas devemos notar, todavia, um diferença sutil na reação do homem e da mulher: 
1. O homem diz o seguinte no final da sua parábola:
Lucas 15:6
E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Note que em nenhum momento ele admite qualquer culpa.

2. Já a mulher diz: 
Lucas 15:9 
E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Ela assume a culpa pela perda da dracma. 
I. Com isso Jesus exalta a humildade da mulher em reconhecer seu erro, ao passo que o homem, mais orgulhoso, não admite nenhuma culpa. 
J. Por fim Jesus usa uma mulher para ilustrar o verdadeiro ato de contribuir financeiramente com a obra de Deus em — 
Lucas 21:1—4 
1  Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. 
2  Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; 
3  e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. 
4  Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.

II. Jesus Ensina a Total Igualdade entre Homens e Mulheres no Reino dos Céus 
Lucas 20:34—36 
Então, lhes acrescentou Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.
Conclusão:

A. Começando com sua primeira pregação, Jesus deixa claro que Deus se compadece tanto de homens como de mulheres, sem dar preferência para esses últimos. Diante de Deus e, porque estamos em Cristo, não podem mais existir distinções entre homens e mulheres!

B. Deve ficar evidente para todos que Jesus escolheu cuidadosamente seus elementos de ensino para falar tanto ao coração dos homens quanto aos corações das mulheres. Algo que era desprezado pelos rabinos e mestres judeus.

C. É marcante que esse cuidado de Jesus não tenha passado despercebido por aqueles que foram inspirados pelo Espírito Santo para registrar, por escrito, tais ensinamentos.

D. Lendo o Evangelho de Lucas eu consegui fazer uma lista de 27 paralelos entre homens e mulheres, começando com o aparecimento do Anjo Gabriel a Zacarias, pai de João Batista e também a Maria, mãe de Jesus e terminando com a retirada do corpo de Jesus da cruz e seu transporte até o túmulo, feito por homens e o corpo de Jesus sendo preparado para seu sepultamento pelas mulheres.

E. Como Jesus nos ensina, homens e mulheres são iguais no Reino dos Céus. Que tal começarmos a nos tratar dessa maneira, já que o Reino de Deus está dentro de cada um de nós.

Que Deus abençoe a todos.



Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O FUTURO DO POVO DE ISRAEL PROFETIZADO EM GÊNESIS 38


Mural Comemorativo da vitória dos romanos sobre os judeus em Roma

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudo 025B

Esse estudo é realmente um parêntese em nosso estudo de José como tipo de Cristo, porque trata do capítulo 38 do livro do Gênesis que revela o futuro de Israel como um povo.

É algo muito marcante que Gênesis 38 registre a história de Judá, pois muito tempo antes do מְשִׁיחַ Meshiyah — Ungido ser rejeitado pelos judeus, o reino de Israel — que representava a congregação de 10 tribos dos filhos de Jacó — deixou de ter uma história individual e separada. Nesse momento, em Gênesis 38, Judá nos serve como ilustração da história de todo povo judeu a partir do momento em que o mesmo recusou seu Salvador conforme João 1:11 — Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. As verdades estão todas lá para aqueles que têm olhos para enxergar as mesmas. Vejamos o que diz

Gênesis 38:2

Ali viu Judá a filha de um cananeu, chamado Sua; ele a tomou por mulher e a possuiu.

Note o significado dos seguintes temos:

·     כְּנַעֲנִי kena`aniy — cananeu cujo significado é: mercador ou comerciante.

·       שׁוּעַ Shuwa` — Sua cujo significado é: riqueza.

É mesmo surpreendente que esses dois nomes descrevam, de forma tão precisa, aquilo no que a maioria dos judeus se transformou desde a rejeição e a morte de Jesus na cruz no monte Calvário. Eles deixaram, definitivamente, a vida tranquila de antes, como agricultores e criadores de gado, para ser tornarem comerciantes ao redor do mundo. Seu objetivo é um só: RIQUEZAS. Mas as coisas não param por aí. Judá teve três filhos com a filha de Sua:

·    עֵר `Er — cujo significado é acordado, no sentido de manter sua posição contra um inimigo.

·      אוֹנָן ‘Ownan — Onan cujo significado é forte.

·        שֵׁלָה Shelah — Selá cujo significado é “uma petição”.

Assim temos que os nomes dos três filhos de Judá com a filha de Sua representam bem o povo judeu como alguém que está sempre bem desperto para combater a verdade revelada através de Jesus. Eles são de fato “fortes” e cada vez mais, com o irrestrito apoio dos Estados Unidos da América. É vergonhoso, mas temos que admitir que o grupo que decide as eleições hoje em dia nos EUA é composto por sionistas pseudo-cristãos, grupo esse, que congrega evangélicos, Mórmons, Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo dia, etc., todos radicais apoiadores do regime nazista que controla o moderno estado de Israel. Não nos esqueçamos das palavras de Paulo no estudo anterior que não hesita em chamá-los de “inimigos de todos os homens” — ver 1 Tessalonicenses 2:15.

Nem das palavras que se encontram em seus livros acerca de Jesus, Maria, dos cristãos e dos gentios em geral. Eis o que eles dizem:[1]

1. De acordo com os rabinos judeus o Talmude é constituído de uma coleção de tradições fornecidas por Moisés de forma oral, não escrita. Foi contra essas tradições que Cristo lutou toda sua vida, porque elas tinham um único propósito: destruir a autoridade da Palavra de Deus. O famoso “jeitinho” brasileiro foi inventado, há milênios, pelos judeus conforme denúncia do próprio Jesus em Marcos 7:1—13. Desde os dias anteriores aos de Jesus os fariseus já haviam se especializado em ensinar os mandamentos dos rabinos e não a Lei de Deus.

2. Seguem alguns ensinamentos do Talmude:

A. Pergunta: Onde um judeu deve praticar o mal?
Resposta: Moed Kattan 17a = Se um judeu for tentado a fazer algo mal, o mesmo deve se dirigir para uma cidade onde não seja conhecido e praticar o mal ali.

B. Pergunta: Qual é a pena para quem desobedece a um rabino judeu?
Resposta: Erubin 21b = Qualquer pessoa que desobedece a um rabino judeu merece a morte e seu castigo será o de ser lançado num tacho com fezes ferventes no inferno — não sabemos bem porque, mas os judeus adoram fezes fervendo como forma de castigo. Parece que o Dr. Freud e sua “faze anal” poderiam lançar luzes sobre essa questão.

C. Ensinamento: Agredir um judeu é o mesmo que agredir Deus.
Sanhedrin 58b = Se um pagão ou gentio agredir um judeu o mesmo deve ser morto.

D. É certo enganar um não judeu?
Sanhedrin 57a = Um judeu não está obrigado a pagar um gentio — termo censurado pelos rabinos e alterado para “cuteano” que é a mesma coisa — o salário devido por algum serviço prestado.

E. Os Judeus possuem condição legal superior.
Bab Kamma 37b = Se o boi de um judeu matar o boi de um cananeu, nenhuma restituição é necessária. Mas se o boi de cananeu matar o boi de um judeu, uma indenização plena é requerida.

F. Os judeus podem roubar não judeus?
Baba Mezia 24a = Se um judeu encontrar algo perdido por um gentio o mesmo não está obrigado a devolver aquilo que foi achado. Em outra divisão, Sanhedrin 76a = Deus não irá perdoar um judeu que der sua filha em casamento para um homem bem mais velho, ou que tomar uma esposa para seu filho ainda criança ou aquele que retornar algo que foi perdido por um gentio.

G. Judeus podem roubar e matar não judeus?
Sanhedrin 57a = Quando um judeu matar um gentio não haverá pena de morte. Tudo o que um judeu roubar de um gentio ele poderá guardar.
Baba Kamma 37b = Os gentios se encontram do lado de fora da proteção da Lei e Deus disponibilizou todo dinheiro deles para Israel. Mesmo conceito adotado pelos falsos pregadores da prosperidade que alardeiam que o evangélico pode tomar o dinheiro do incrédulo sem enfrentar nenhuma consequência.

H. Judeus podem mentir para não judeus?
Baba Kamma 11a = Judeus poder fazer uso de mentiras ou subterfúgios para se livrarem dos gentios.

I. Como são vistas as crianças dos não judeus pelos judeus?
Yebamoth 98a = Todos os filhos dos gentios são apenas animais.
Abodah Zara 36b = As filhinhas dos gentios encontram-se em um estado de niddah — imundície — desde o nascimento.
Abodah Zara 22a—22b = Os gentios preferem fazer sexo com vacas do que com mulheres.

J. Insultos contra a Virgem Maria
Sanhedrin 106a = Afirma que a mãe de Jesus era uma prostituta: “Aquela que descendeu de príncipes e governadores gostava de se prostituir com carpinteiros”. Ainda na nota de rodapé #2 da divisão Shabbath 104b da edição de Socino do Talmude, afirma-se que: no texto sem censura do Talmude está escrito que a mãe de Jesus era: “Miriam, a cabeleireira, a qual mantinha relações sexuais com muitos homens”.

K. Regozijo acerca da morte de Jesus porque aconteceu quando ainda era um homem novo

Uma passagem de Sanhedrin 106 se regozija pelo fato de Jesus ter morrido com pouca idade. O texto diz: “Você ouviu como o velho Balaão era? — para evitar perseguições os rabinos se referem muitas vezes a Jesus pelo nome de Balaão. Ele respondeu: “Não está realmente afirmado, mas uma vez que está escrito “Homem sanguinário e enganador não chegará a viver nem a metade de seus dias, segue-se que ele tinha 33 ou 34 anos”.

L. Terríveis Blasfêmias Contra o Senhor Jesus Cristo.

Enquanto por um lado o padrão oficial de comportamento dos apologistas judeus quando o assunto é Jesus Cristo é o da desinformação total, negando terminantemente, que o Talmude contenha qualquer referência indecente ou grosseira acerca do Senhor Jesus, por outro lado certas organizações de judeus ortodoxos são mais honestas e admitem que o Talmude não apenas faz referências a Jesus, mas que, inclusive, deprecia o mesmo chamando-o de “feiticeiro” e de “uma demente aberração sexual”. Tais afirmações vindas dessas organizações de judeus ortodoxos estão firmadas na convicção que elas têm, que a supremacia judaica está tão solidamente estabelecida nos dias de hoje, que eles não têm absolutamente nada a temer quanto a uma reação adversa, iguais as que aconteceram centenas de vezes no passado.

Como exemplo nós podemos citar o site oficial da Organização Hassídica Lubavitch — uma das maiores do mundo — onde podemos encontrar as seguintes afirmações, completas com citações do Talmude e tudo mais:

“O Talmude Babilônico registra outros pecados de Jesus, o Nazareno”:

1) Jesus e Seus discípulos praticavam a bruxaria e a magia negra e, com isso, desviaram muitos judeus para praticarem a idolatria. Eles eram patrocinados por poderes gentílicos estrangeiros com o propósito de subverter a adoração judaica — Sanhedrin 43a.

2) Jesus era um homem imoral, do ponto de vista sexual, adorava estátuas feitas de pedra — um tijolo é mencionado — e foi cortado do povo judeus por sua maldade e por recusar se arrepender — Sanhedrin 107b e Sotah 47a.

3) Jesus aprendeu feitiçaria no Egito e, para fazer milagres usava procedimentos que envolviam o ato de cortar-se a si mesmo, algo que é, explicitamente, banido pela Escrituras — Ahabbos 104b.

Para evitar controvérsias futuras o autor imprimiu uma cópia em 11/11/2012, diretamente do site acima mencionado — http://www.noahide.com/yeshu.htm — contendo essas mentiras, como garantia caso tais informações venham ser alteradas ou até mesmo apagadas.

O Dr. Israel Shahak[2] professor da Universidade Hebraica em Jerusalém afirma o seguinte em seu livro: História dos Judeus, Religião dos Judeus: “De acordo com o Talmude Jesus foi executado por ordens de uma corte rabínica legalmente constituída sob as acusações de: praticar a idolatria, atrair outros judeus à prática da idolatria e por desprezar a autoridade dos rabinos. Todas as autoridade judaicas clássicas que mencionam a execução de Jesus sentem-se orgulhosas de assumirem toda a responsabilidade pela mesma; nas narrativas que encontramos no Talmude, os romanos não são sequer mencionados como se tivessem tomado parte na execução de Jesus”.

“As narrativas mais populares — as quais também são levadas à sério — tais como uma intitulada ‘Toldot Yeshu’ são ainda piores, pois em adição aos crimes mencionados acima acusam também Jesus de práticas de feitiçaria. O próprio nome ‘Jesus’ era para os judeus um símbolo de tudo o que era abominável e essa tradição popular persiste até os dias de hoje.”

“A forma hebraica do nome Jesus — Yeshu — foi interpretada como um acrônimo para se proferir uma maldição: ‘Que seu nome e memória sejam obliterados’. Essa maldição é utilizada como uma forma de abuso extremo. De fato, em literatura produzida por judeus ortodoxos antissionistas — tais como o grupo Naturey Quarta — encontramos referências a Theodor Herlz — fundador do movimento sionista judaico moderno — como ‘Herlz Jesus’ e eu tenho encontrado na literatura produzida por sionistas religiosos as expressões ‘Nasser Jesus” e mais recentemente ‘Arafat Jesus’[3]. Ainda de acordo com o Dr. Shahak, as tropas de ocupação israelenses destruíram centenas de Novos Testamentos encontrados durante a ocupação da Palestina iniciada em, 1967.

Quando lemos passagens como Mateus 15:1—20 podemos entender o ódio que os judeus religiosos — herdeiros dos fariseus — sentem por Jesus e pelos crentes até os dias de hoje

O capítulo 38 de Gênesis termina com a sórdida história de Judá e Tamar, a qual, como não poderia deixar de ser, prenuncia as condições dos judeus nos final dos tempos. A parte da narrativa que nos interessa se estende de

Gênesis 38:27—30

27 E aconteceu que, estando ela para dar à luz, havia gêmeos no seu ventre.

28 Ao nascerem, um pôs a mão fora, e a parteira, tomando-a, lhe atou um fio encarnado e disse: Este saiu primeiro.

29 Mas, recolhendo ele a mão, saiu o outro; e ela disse: Como rompeste saída? E lhe chamaram Perez.

30 Depois, lhe saiu o irmão, em cuja mão estava o fio encarnado; e lhe chamaram Zera.

onde somos informados que Tamar estava grávida de gêmeos, além de outros detalhes importantes. Esses gêmeos anunciam, através de seus nomes, a condição dos judeus nos últimos dias antes da volta do Senhor Jesus. Eles representam dois grupos de pessoas – como também acontece com toda a humanidade:

·                   פָּרֶץ Paretz — cujo significado é brecha e é um indicativo que a maior parte da nação de Israel ira “romper” ou abrir uma “brecha” no seu relacionamento com o Deus ETERNO, afastando-se do mesmo. Esses são os que receberão o Anticristo e farão um acordo com ele a ponto de adorá-lo — ver 2 Tessalonicenses 2:3—4 e Apocalipse 13:3—4.

·                   זָרַח Zarach — cujo significado é nascente, representa o remanescente de Israel que será salvo nos últimos dias, do mesmo modo como Raabe, a prostituta, foi a única pessoa — ela e sua família — a escapar com vida da destruição da cidade de Jericó por causa do fio escarlate – ver Josué 2:17—18 e comparar com Gênesis 38:28. O fio escarlate — cor vermelha muito viva — é representativo do sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário a nosso favor, para que pudéssemos receber o perdão dos nossos pecados.

Bem, vamos agora retomar nossa leitura do livro de Gênesis começando com o capítulo 39. A história narrada daí em diante é, de fato, uma continuação do final do capítulo 37, onde foi interpolado o capítulo 38, pelos motivos que já temos visto. Gênesis 39 é como um novo início na narrativa de José como tipo de Cristo, fazendo referências à encarnação de Jesus e traçando a experiência de Cristo a partir duma perspectiva diferente. Desse modo podemos observar o seguinte:

CONTINUA NO PRÓXIMO ESTUDO

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.    




[1] Todo o material abaixo foi traduzido do artigo escrito pelo jornalista e historiador Michael Hoffman II intitulado “The Truth About The Talmud” — A verdade Sobre o Talmude — e esse material tem copyright do autor original e direitos reservados pelo mesmo.
[2] Shahak, Israel. Jewish History, Jewish Religion. Pluto Press. Londres, 1994.
[3] Referência ao falecido presidente do Egito Gamal Abdel Nasser. Referência ao falecido líder do povo Palestino Yasser Arafat.