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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

EDUCAÇÃO CRISTÃ - ESTUDO 018 - O QUE O NOVO TESTAMENTO ENSINA SOBRE A IGREJA - PARTE 006 - HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS


Isaac Newton showed that a prism of glass can separate white light into a spectrum of colors.
O Espírito Santo é a luz e os dons são a manifestação do espectro de cores. O prisma é a Igreja.

O propósito dessa série é introduzir o leitor na vasta gama de materiais relacionados à Educação Cristã. Nosso foco central estará sempre localizado nos chamados “Ministérios da Igreja” que refletem a vida prática ou o dia a dia do que deve estar acontecendo em todas as igrejas locais.

V. O Ensinamento do Novo Testamento Acerca da Igreja — Parte 006


III. AS METÁFORAS ACERCA DA IGREJA DE JESUS CONTINUAÇÃO.


C. Como a unidade funciona na prática?

1. Existem dois elementos fundamentais para que a unidade funcione: humildade e amor.

2. Como Jesus, o apóstolo Paulo também desejava a unidade entre os cristãos —

Filipenses 2:1—5

1 Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias,

2 completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.

3 Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.

4 Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

A humildade está enfatizada, especialmente, nos versos 3 e 4.

3. O resumo dos versículos citados acima está em Filipenses 2:5: “tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” — literalmente uma mente como a de Cristo. E no que consistia a mente de Cristo?

4. Filipenses 2:6—8

6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;

7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,

8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

Note especialmente as palavras: “subsistindo em forma Deus... a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo... a si mesmo se humilhou tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Essa era a mente de Cristo: humildade e desejo de servir o Pai de forma incondicional.

5. Nós precisamos ser como Cristo e dizer: “eu não estou preocupado comigo, tudo o que me interessa é o teu bem estar irmã(o)”. A unidade brota espontaneamente quando pensamos nos outros em vez de pensarmos em nós mesmos — ver a atitude de Paulo em

Filipenses 2:17

Entretanto, mesmo que seja eu oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, alegro-me e, com todos vós, me congratulo.

Quando agimos assim, não há espaço para “egos feridos”. De fato, não há espaço para o próprio ego — palavra transliterada do grego Ἐγὼ `Egò — EU. Temos que começar a aprender a estender nossas mãos e tocar a vida das outras pessoas ao nosso redor. Somos um — unidade — e o ponto de contato, onde nos encontramos, é a humildade. Temos que ter disposição para sofrer até danos pessoais — lembre-se de Cristo e de Paulo — se isto contribuir para a manutenção da unidade! —

1 Coríntios 6:7

O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?

6. A segunda qualidade que se compõe com a humildade é o amor. Jesus disse:

João 13:37

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

7. No que consiste a novidade do mandamento que Jesus nos deixou? Consiste exatamente nisto: Jesus não ordenou apenas que nos amássemos uns aos outros, isto seria meramente a repetição do mandamento dado por Deus em Levítico 19:18. Jesus nos ordena que devemos amar uns aos outros, assim como Ele mesmo nos amou.

8. E como foi que Jesus nos amou? João nos diz em seu evangelho que:

João 13:1

Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.

Jesus amou os discípulos até ao fim. Em outras palavras, isto quer dizer que Jesus amou de forma perseverante e incondicional.

8. Quando dizemos para um irmão “eu te amo em Cristo” é o mesmo que dizer: “irmão eu te odeio”! O “eu te amo em Cristo” não existe, não é Bíblico. Ou nós amamos de verdade ou não estamos amando de jeito nenhum. E mais, amar os irmãos não é uma opção e nem um favor, e sim, um mandamento.

9. Este amor perseverante e incondicional não existe naturalmente em nós. Ele só é possível porque:

a. Somos nascidos de Deus —

1 João 4:7—8

7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.

8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.


b. É Deus quem derrama Seu amor em nossos corações —

Romanos 5:5

Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.
c. Nós podemos amar somente porque Deus nos amou primeiro —

1 João 4:19

Nós amamos porque ele nos amou primeiro.


d. Jesus nos deu o mandamento de amar uns aos outros como ele mesmo nos amou e nos capacitou. Veja as implicações graves desta falta de amor como ordenado em

1 João 4:20—21

20 Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.

21 Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.

10. Quando amamos uns aos outros de forma perseverante e incondicional — Pedro chama isto de amar “ardentemente” e de “amor intenso” —

1 Pedro 1:22

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente.

1 Pedro 4:8

Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.

as consequências são logo percebidas pelas pessoas que não creem —

João 13:34—35

34 Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

11. Paulo orou para que os Tessalonicenses pudessem crescer e aumentar no amor —
1 Tessalonicenses 3:12

E o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco.

E João nos diz que esta tem sido a mensagem cristã desde o início: que devemos nos amar uns aos outros —

1 João 3:11

Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros.

D. Como o amor funciona na prática?

Quando olhamos ao nosso redor — na nossa comunidade em particular e nas comunidades em geral — será que estamos vendo aqueles que se dizem cristãos, amar como Jesus nos amou? Ou o que temos visto são cristãos tão protetores de seus egos que assim que se percebe que algo não vai bem ou que algo está errado reagem de forma vingativa e amargurada? O que fazem os cristãos quando as coisas não andam do jeito que eles acham que deveriam andar? Quando o irmão beltrano ou a irmã fulana fazem algo que os irrita e incomoda? Tornam-se raivosos e amargurados? Ou procuram ser carinhosos e amorosos não se importando com as circunstâncias?

O verdadeiro amor entre os crentes deve nos conduzir a procurar uns aos outros e dizer: “Irmã(o), eu tenho guardado uma bronca ou aborrecimento ou mágoa contra você e por esse motivo gostaria que você me perdoasse. Eu quero começar a te amar de verdade”. O verdadeiro amor reage a esse tipo de atitude dizendo: “Irmã(o) eu te perdoo”.  O verdadeiro amor sabe dizer: “Irmã(o) me desculpe, eu estava errado”. O verdadeiro amor não critica os outros visando parecer ser melhor do que eles. Se o que temos no coração por outro crente for menos do que o amor perseverante e incondicional de Deus então precisamos, de forma urgente, orar, nos arrepender na presença de Deus e confessar nosso pecado. Em seguida precisamos procurar nosso irmão e acertarmos a situação. Somente quando agirmos desta maneira, o corpo de Cristo será saudável. Caso contrário, a descrição que Isaías fez do povo e nação de Israel pode, muito bem, ser aplicada às nossas comunidades —

Isaías 1:5—6

5 Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo.

6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo.
Em vez do povo de Deus representar um corpo sadio, tudo o que se via eram feridas do topo da cabeça até a planta dos pés. Qual é a aparência das nossas comunidades hoje?

F. Unidade em Meio à Diversidade.


1. Nossa unidade é um fato consumado, pois está garantida pela ação do Espírito Santo em nossas vidas. Mas nem sempre, na prática, experimentamos essa unidade, a qual, diga-se de passagem, precisamos nos esforçar — ver Efésios 4:3 — para manter. Um dos motivos pelo qual não experimentamos está unidade é o fato de não entendermos que cada um de nós é diferente dos outros. Os cristãos são diferentes uns dos outros.

2. Um dos erros mais graves que cometemos como cristãos é desejar que as outras pessoas sejam “como nós somos”. É esse nosso desejo, muitas vezes inconsciente, que nos leva a inventar tantas regras e modismos. A imposição da vontade de um irmão ou irmãos sobre o resto da comunidade demonstra falta de compreensão daquilo que somos como cristãos — um corpo com muitos membros — e é a causa de muitas, senão todas, as divisões que existem na ἐκκλησία ekklissía — Igreja ou Comunidade daqueles chamados por Deus — ou Igreja do Senhor.

3. Como a graça de Deus funciona na ἐκκλησία ekklissía — Igreja do Senhor? 

1 Pedro 4:10

Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

a. A graça de Deus é multiforme, multifacetada ou multicolorida. Deus derrama sua χάρις cháris — graça, sobre sua ἐκκλησία ekklissia — Igreja, e esta graça se manifesta na forma de muitos e variados χαρίσματαcharísmata — dons. Podemos dizer que o efeito da graça de Deus derramada sobre o povo de Deus é semelhante àquele da luz ao passar por um prisma! A luz é uma só, mas se decompõe em muitas e variadas cores, que vão desde o vermelho até o violeta. 

Romanos 12:4—6

4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,

5 assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,

6 tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé.

b. Somos um só σῶμά sômá — corpo e como tal somos membros uns dos outros e temos diferentes χαρίσματαcharísmata — dom(dons) de acordo com a χάριςcháris — graça que nos foi dada. De que maneira podemos enfatizar o suficiente o que esses versos querem dizer? Nós precisamos uns dos outros. Nós dependemos uns dos outros. Quando qualquer um de nós não funciona de maneira apropriada, isto é, quando qualquer um de nós não faz aquilo que a graça de Deus nos habilitou a fazer em benefício do σῶμάsômá — corpo, então esse mesmo corpo é traído, não funciona como deve funcionar e sofre!

1 Coríntios 12:4

Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.

c. χαρίσματαcharísmata — dom(dons) são diferentes, mas o πνεῦμα pneûma — espírito é um só. Esta diversidade de — χαρίσματα — dom ou dons existe porque o σῶμά sômá — corpo do Senhor precisa de todos e de cada um deles. Como crentes, nós existimos para complementar uns aos outros. Nenhum de nós pode ser, nem fazer todas as coisas sozinho! Eu tenho um dom e você tem um dom e cada um de nós tem um dom e nós precisamos ministrar nossos dons ἀλλήλον allélon — uns aos outros.

4. A falta de compreensão das verdades apresentadas acima tem causado os seguintes males à  ἐκκλησίαekklissía — Igreja do Senhor:

a. Divisões de todas as espécies. Irmãos que se consideram melhores que outros irmãos. Irmãs que pensam que podem agradar mais a Deus do que outras irmãs. Essas atitudes, por sua vez, demonstram...

b. Falta de humildade e amor fraternais que causam o surgimento de panelas e atitudes de favoritismo, que acabam por aleijar o funcionamento normal do σῶμάsômácorpo do Senhor.

c. Outro elemento da maior gravidade é o surgimento de castas sacerdotais, sejam eles sacerdotes, ou anciãos, ou pastores, ou reverendos, pouco importa. Estas castas além de criar uma separação perversa entre “nós e eles”, alimentam intermináveis lutas pelo poder.  Essas lutas pelo poder, que não podem ser vencidas em caráter definitivo por ninguém, escandalizam, aleijam e destroem as pessoas pelas quais Jesus derramou Seu precioso sangue.

A cegueira e arrogância das lideranças no meio da ἐκκλησίαekklissía — Igreja do Senhor são o maior empecilho ao desenvolvimento sadio do σῶμά sômá — corpo. Nossa cegueira se manifesta no próprio fato de transformarmos nossos irmãos, aos quais estamos irremediavelmente unidos pelo Espírito Santo, em nossos inimigos. Não existe nada pior nem mais destrutivo.

G. Unidade na Diversidade, mas com Harmonia.

1. O Espírito de Deus nos une em um só  σῶμάsômá — Corpo do Senhor, distribui a cada um de nós seus χαρίσματαcharísmata — dom ou dons mediante Sua cháris — graça e harmoniza tudo isso de tal maneira que a ἐκκλησίαekklissía — igreja, pode manifestar e compartilhar a vida que recebe diretamente de Deus.

2. Para funcionar como deve, a ἐκκλησία ekklissía — Igreja, precisa que cada membro seja atuante. Precisamos que cada membro funcione de modo correto e apropriado. A última coisa de que precisamos é de mais estrutura e de mais organização.

3. A unidade cristã é aquela do πνεῦμα pneûma — Espírito e não da denominação ou da organização.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

001 — A Excelência da Vida Pessoal Daqueles que Desejam Ensinar — PARTE 001

002 — A Excelência da Vida Pessoal Daqueles que Desejam Ensinar — PARTE 002

003 —A Excelência da Vida Pessoal Daqueles que Desejam Ensinar — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS

007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

011 — A PALAVRA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003

016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE

017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ

018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-018-o-que-o-novo.html
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/educacao-crista-estudo-019-o-que-o-novo.html
020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-020-o-que-o-novo.html
021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-021-o-que-o-novo.html
022 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/educacao-crista-estudo-022-os.html
023 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 002
Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

SERMÃO EM ÁUDIO — UMA IGREJA COMPROMISSADA COM DEUS


Você poderá ouvir o sermão de domingo pregado na Igreja Presbiteriana Boas Novas que tratou do tema: UMA IGREJA COMPROMISSADA COM DEUS. Foi uma mensagem voltada para celebrar o aniversário da igreja e incentivar os membros a viverem nos caminhos do SENHOR. Para ter acesso basta clicar no link abaixo - a mensagem começa por volta do minuto 10 - para ser direcionado diretamente para a página do sermão em áudio. Se desejar você também poderá fazer o download do mesmo.


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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domingo, 21 de fevereiro de 2016

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 044 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

II. O Prólogo do Evangelho de João – João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 – Continuação.

4. João 1:4 — A vida estava nele e a vida era a luz dos homens – Continuação.

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas — 2 Coríntios 5:17.

Eis que se fizeram novas — Todas as coisas se fizeram novas quer dizer que são percebidas como tais pela mente. O propósito da vida, os sentimentos do coração, os princípios que guiam as ações. Tudo se fez novo. O entendimento é consagrado a novos objetivos, o corpo é usado no serviço de um novo Senhor e o coração se apega a novos objetivos —

Romanos 6:11—14

11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.

12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;

13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.

14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. 

Estas são as únicas palavras que podem descrever o que acontece na conversão do pecador. Tudo se faz novo. Existe uma nova visão de Deus e do Senhor Jesus Cristo; uma nova visão deste mundo e do mundo vindouro; uma nova visão acerca da verdade e da responsabilidade e todas as coisas passam a ser encaradas de forma diferente e com novos sentimentos.

Antes da nossa conversão tudo era caótico e desordenado. Agora somos novas criaturas — literalmente uma nova criação — e devemos tudo isto a Deus mesmo, que olha para nós e diz que tudo é muito bom. Essa novidade de vida segue em direção à Nova Jerusalém e aos Novos Céus e Nova Terra nos quais habita a justiça —

2 Pedro 3:13

Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.

A Vida era a Luz dos Homens – A definição de “luz”, de acordo com o dicionário Aurélio Século XXI é como segue: Radiação eletromagnética capaz de provocar sensação visual num observador normal; radiação eletromagnética de comprimento de onda compreendido aproximadamente entre 4.000Å e 7.800Å[1]. A luz primária e mais fundamental percebida pela mente humana é aquela que nos chega da nossa estrela hospedeira, o Sol. A luz do Sol, viajando a 300.000 quilômetros por segundo, demora cerca de 8 minutos para viajar do Sol até nosso planeta. É essa luz que nos permite, a maior parte do tempo, discernir as formas, a distância, a magnitude e todas as relações que existem entre os objetos. É a luz que previne todas as situações de perplexidade e perigo que existem em um estado de trevas.

Por causa do que acabamos de dizer acima, a luz tem sido vista em todas as culturas como sinônimo de “conhecimento”. É o conhecimento que nos habilita a discernir nossas responsabilidades e obrigações. É também o elemento principal quando falamos acerca de evitar aquelas coisas que nos podem ser prejudiciais, inclusive a ignorância que nos conduz ao erro. A Bíblia fala muito acerca da luz como sinônima de conhecimento. Mas não apenas do conhecimento como buscado pelas pessoas em geral, e sim do conhecimento como consequência não da iluminação produzida pelo Sol e sim, da verdadeira iluminação produzida pela revelação de Deus, especialmente esta revelação que nos veio por meio do Senhor Jesus Cristo. Entre as muitas passagens nós podemos citar:

Efésios 5:13

Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz.

A palavra grega traduzida por manifestas é φανεροῦτα faneroûta. Essa é uma palavra muito poderosa e seus múltiplos significados são como seguem:

1) Tornar manifesto ou visível ou conhecido o que estava escondido ou era desconhecido, manifestar, seja por palavras, ou ações, ou de qualquer outro modo:

1a) Tornar atual e visível, perceptível.

1b) Tornar conhecido pelo ensino.

1c) Tornar manifesto, ser feito conhecido.

2) Acerca de uma pessoa:
  
2a) Expor à visão, tornar manifesto, mostrar-se, aparecer.

2b) Tornar-se conhecido, ser claramente identificado, totalmente entendido.

2c) Quem e o que alguém é.[2]

É exatamente nesses poderosos sentidos que Jesus se refere ao Espírito Santo em —

João 16:5—15

5 Mas, agora, vou para junto daquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais?

6 Pelo contrário, porque vos tenho dito estas coisas, a tristeza encheu o vosso coração.

7 Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.

8 Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:

9 do pecado, porque não crêem em mim;

10 da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais;

11 do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.

12 Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora;

13 quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.

14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

15 Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

É também neste sentido que Jesus nos promete que não devemos temer aqueles que nos atacam ou mesmo maquinam coisas más contra nós pois tudo será revelado ou trazido à plena luz —

Mateus 10:26

Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido.

A revelação de Deus, especialmente através de Jesus e da ação do Espírito Santo possui em si mesma, este poderoso elemento: trazer à luz a verdadeira natureza das coisas. O diálogo grafado em João 8:12—20 é uma das mais pujantes provas que temos em todas as páginas das Escrituras Sagradas, acerca destas verdades que estamos falando. Ali, como não poderia deixar de ser, Jesus se apresenta como sendo a “Luz do Mundo” e deixa bem clara a triste condição de todos aqueles que O rejeitam como o único mensageiro realmente enviado pelo Deus verdadeiro. Podem falar o que quiserem, mas a verdade permanece: quem não conhece a Jesus não tem a menor possibilidade de conhecer o Deus verdadeiro. É Jesus, como “Luz do Mundo” que nos capacita a enxergar a verdadeira natureza das coisas e das ações das pessoas. Essas coisas e pessoas possuem uma natureza tal que imaginam, de si mesmas, que não podem ser conhecidas. As pessoas sem a luz da revelação de Jesus estão com relação a essa mesma luz imersas em trevas. Mas quando a luz brilha sobre eles podemos ver claramente o que são de verdade.  O próprio Senhor Jesus nos revela o motivo porque as pessoas não se sentem atraídas para a verdadeira luz ao dizer:

João 3:19

O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

Em João 3:20—21 Jesus prossegue dizendo o seguinte:

Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.

Note que o mal a que Jesus se refere como sendo “o mal” — com artigo definido e tudo — não se trata de nenhum dos grandes crimes cometidos contra outros seres humanos e sim, o mal — o maior mal — que é recusar crer em Jesus Cristo. E a motivação das pessoas para justificar tal descrença outra não é que a verdadeira paixão que possuem por seus caminhos, suas idéias e suas próprias maneiras de ser e pensar. Sem a revelação de Deus estão em trevas, mesmo que luz lhes seja prometida. O engano é sutil. Paulo nos revelou que:

2 Coríntios 11:14

E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.

CONTINUA...

Outros estudos acerca da vida de Jesus podem ser encontrados nos links abaixo:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

021 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 18

022 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 19

023 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 20

024 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 21

025 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 22

026 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 23
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001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
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002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
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004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
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005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
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007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
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007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
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007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
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21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
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022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
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023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
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024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
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025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
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26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.    



[1] - Angstrom = Unidade de medida de comprimento, equivalente a 10-10 m.
[2]Strong, J. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2000 – 2005.