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sexta-feira, 24 de junho de 2016

SERMÃO EM ÁUDIO — UMA IGREJA COMPROMISSADA COM DEUS


Você poderá ouvir o sermão de domingo pregado na Igreja Presbiteriana Boas Novas que tratou do tema: UMA IGREJA COMPROMISSADA COM DEUS. Foi uma mensagem voltada para celebrar o aniversário da igreja e incentivar os membros a viverem nos caminhos do SENHOR. Para ter acesso basta clicar no link abaixo - a mensagem começa por volta do minuto 10 - para ser direcionado diretamente para a página do sermão em áudio. Se desejar você também poderá fazer o download do mesmo.


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

sábado, 3 de outubro de 2015

A GANÂNCIA IMORAL DOS BANCOS BRASILEIROS


O artigo abaixo foi publicado pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo Osasco e Região como parte de sua campanha salarial para o ano 2105. O artigo traz diversas informações, a maioria desconhecidas de todos nós.


Os 7 pecados do capital

A Campanha Nacional Unificada 2015 dos bancários adotou o mote "Exploração Não Tem Perdão". E motivos não faltam. Sejam bancários, clientes ou a sociedade inteira, explorar é o verbo mais conjugado pelos banqueiros no país inteiro.

Depois de muito analisar - afinal são muitos os "maus caminhos" trilhados pelos bancos - a categoria destacou sete os maiores pecados cometidos pelo setor que caracterizam essa exploração sem limites.

Abaixo, todos bem explicadinhos.

Para combatê-los, os bancários precisam ir além de uma "reza braba". Só com muita mobilização, unidade e participação iremos conseguir avançar em temas como emprego, remuneração, saúde e condições de trabalho, segurança, igualdade de oportunidades, dentre outros.


Não é segredo para ninguém que os bancos brasileiros, principalmente os maiores, têm lucratividade astronômica. Para dar uma ideia, somente nos seis primeiros meses deste ano, Banco do Brasil, Caixa, HSBC, Itaú, Bradesco e Santander engordaram seus cofres em R$ 36,4 bilhões, montante 27,5% maior do que já haviam lucrado no mesmo período do ano passado.

Só com tarifas, por exemplo, arrecadaram juntos R$ 56,7 bilhões neste mesmo primeiro semestre e conseguem quitar, com folgas, toda a folha de pagamento só com a receita advinda dessas taxas.

Apesar disso, têm chegado à mesa de negociações da campanha com o “não” pronto para responder às reivindicações dos trabalhadores.

Os bancários rebatem com forte mobilização: exploração não tem perdão!


É um dos piores males que a classe trabalhadora enfrenta. Os terceirizados ganham em média 27% menos que os bancários, têm menos direitos e jornada semanal até três horas e meia maior, alta rotatividade que desorganiza as categorias, ainda mais adoecimentos e mortos por acidentes.

Os bancos ano a ano veem seus lucros crescer mais e mais. Arrancam essas fortunas da sociedade, por meio de cobranças de tarifas e juros exorbitantes, e da exploração dos trabalhadores. Ou seja, deveriam contratar cada vez mais bancários para dar atendimento correto aos usuários, cujo número não para de crescer, elevar o nível de emprego no país e a qualidade de vida da classe trabalhadora, garantindo a todos os funcionários do setor os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Dinheiro não falta, afinal, só com tarifas conseguem cobrir toda a folha de pagamento e com bastante folga. Mas não: demitem e terceirizam. Exploração que não tem perdão!


A sanha infinita por lucros exorbitantes alimenta um dos principais problemas enfrentados pela categoria: o assédio moral.

O modo de gestão dos bancos pressiona ao extremo os trabalhadores pelo cumprimento de metas cada vez maiores e abusivas.

O resultado: cada vez mais bancários doentes, vítimas de transtornos mentais e de Ler/Dort. Segundo o INSS, a categoria é a que mais se afasta em função de problemas psicológicos.

Além do assédio moral, este ano os bancários denunciam também o aumento de casos de assédio sexual. Segundo a consulta realizada com trabalhadores de todo o Brasil, 12% disseram já ter sido vítimas desse crime.

Os bancários avisam: exploração não tem perdão!



Os bancos adoram dizer para todo mundo que têm agências de primeira linha, como o Estilo, do Banco do Brasil, Personalitè, do Itaú, Van Gogh, do Santander, Prime, do Bradesco, dentre outras, para atender clientes de alta renda.

O que eles não gostam que conte é o péssimo atendimento dado a usuários de baixa renda, frequentemente impedidos de entrar nas agências e forçados a ir ao autoatendimento ou correspondentes bancários.

Ora, os bancos são concessões públicas e, para recebê-las, têm o compromisso de prestar atendimento de qualidade para qualquer pessoa. Não podem ostentar o tapete vermelho para uns e tratar outros como capacho.

Por isso os bancários avisam que exploração dos clientes também não tem perdão!


Não há metas abusivas? Nem assédio moral? E que tal ouvir dos bancos que não podem pagar o que é justo aos seus trabalhadores mesmo apresentando lucros bilionários? Ou que as demissões no setor, que em 2014 somaram mais de 5 mil postos de trabalho extintos, são apenas reestruturação? Assim como os admitidos ganharem 58% menos que os desligados (de janeiro a junho de 2015).

Chamar as conquistas dos trabalhadores – como PLR, auxílio-creche, bolsas de estudo, abono-assiduidade, vale-alimentação, vale-cultura –, de benefícios concedidos pela boa vontade dos próprios bancos também está no rol das inverdades. Todos esses direitos foram garantidos pelos trabalhadores após muita luta, sacrifício e greves que quase sempre acompanham as Campanhas Nacionais.

Chega de mentira! Exploração não tem perdão e os bancários vão deixar isso claro!



O mundo do trabalho está impregnado por discriminações de todos os tipos e no setor financeiro não é diferente. Negros, mulheres, pessoas com deficiência (PCDs), LGBTs encontram dificuldades para progredir na carreira nos bancos, independentemente de mérito e esforço pessoal.

As mulheres, 52,3% da categoria, recebem em média 68% da remuneração dos homens. Os negros representam 24,7% dos trabalhadores dos bancos e raramente estão nas funções de chefia. PCDs são 3,6%, quando a lei determina a proporção de 5%.

Além disso, discriminam clientes, obrigando bancários a fazer barreiras de acesso às agências: só entra quem tem dinheiro. Prestação de serviço, função primordial do setor, fica em último plano.

A categoria repete sem cansar: exploração não tem perdão!



O setor financeiro age de forma irresponsável. Com uma mão demite e sobrecarrega seus trabalhadores e com a outra esfola correntistas e usuários cobrando juros e tarifas exorbitantes. Por exemplo: uma pessoa com uma dívida de R$ 100 no cartão de crédito teria de pagar, após um ano, R$ 434,84. Entretanto, alguém que aplicar R$ 100 na poupança teria, no mesmo período, míseros R$ 108,65.

Lucram muito e prejudicam a sociedade. Entre 2012 e 2014 somente o lucro dos sete principais bancos (BB, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Safra) cresceu 18%, indo de R$ 52 bilhões para R$ 62 bilhões. Mas de janeiro de 2012 até junho de 2015, o setor (exceto a Caixa) cortou 22.136 empregos.

Sem falar que se enquadram nas empresas com grave risco de acidente de trabalho ou doença ocupacional. Foram mais de 20 mil bancários afastados somente em 2013. Chega de irresponsabilidade! Exploração não tem perdão!

O artigo original poderá ser lido por meio desse link aqui:


PARA REFLETIR

A Bíblia diz:

Provérbios 1:19

Tal é a sorte de todo ganancioso; e este espírito de ganância tira a vida de quem o possui.

Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

QUAL É O OBJETIVO DO CASAMENTO GAY?



O material abaixo foi publicado pelo site da Editora FIEL e é de autoria de David P. Murray.

O Objetivo do Casamento Gay não é o Casamento Gay

O objetivo do casamento gay não é, primariamente, o casamento gay; é principalmente o silenciamento de consciências gays.

Dado o fato de que tão poucos homossexuais de fato se casam quando têm a oportunidade legal, sua vigorosa e, muitas vezes, violenta campanha pelo casamento gay sempre me deixou confuso. Após ler o artigo de Brendam O’Neill The Trouble With Gay Marriage (O Problema com o Casamento Gay), não estou mais confuso. Embora O’Neill não faça uma abordagem a partir de uma perspectiva cristã, seu artigo pós-referendo sobre a atitude da República da Irlanda de legalizar o casamento gay lança uma forte luz sobre o objetivo último da maioria daqueles que fazem campanha pelo casamento gay — e não é o casamento gay.

Validação e reconhecimento

O’Neill começa observando quão pouca conversa ou quão poucos comentários houve sobre o casamento gay após o resultado favorável. Como ele coloca: “Ao invés de dizer: ‘Finalmente podemos nos casar’, a resposta mais comum ao resultado do referendo de ambos os líderes da campanha pelo “sim” e seu considerável exército de apoiadores na mídia e nas classes políticas foi: ‘Gays finalmente foram validados’. Toda a conversa foi a respeito de ‘reconhecimento’, não casamento”.

Ele empilha citação acima de citação para provar seu ponto. Por exemplo:

• A Vice-Primeira-Ministra da Irlanda Joan Burton disse que a votação favorável se tratava de ‘aceitação em seu próprio país’.

• Escrevendo para o jornal Irish Examiner, um psicoterapeuta disse: ‘o referendo se tratou de mais do que igualdade no casamento… era uma questão de plena aceitação [dos gays]’.

• O Primeiro-Ministro Enda Kenny também disse que o referendo tratava de mais do que casamento — era uma questão das ‘frágeis e profundamente pessoais esperanças’ dos gays sendo percebidas.

• Nas palavras do romancista Joseph O’Connor, a votação favorável foi um ato de ‘empatia social’ com parte da população.

• A campanha oficial pelo “sim” até mesmo descreveu a vitória do “sim” como um aumento da saúde e do bem-estar de todos os cidadãos irlandeses, especialmente os gays.

• Um colunista do Irish Times descreveu a ‘sombra de preocupação’ sobre seus amigos gays antes do referendo como um ‘sentimento de que [são] inferiores de alguma maneira’, e afirmou que a vitória favorável finalmente confirmou que eles agora podem desfrutar do apoio, da bondade e do respeito da sociedade.

• Fintan O’Toole disse que a vitória favorável foi uma questão de fazer os gays se sentirem ‘plenamente reconhecidos’.

• ‘Meu país reconheceu que nós existimos’, disse um empresário gay irlandês.

Votar para se sentir bem

O’Neill diz que “resumindo, o resultado favorável fez as pessoas se sentirem bem”, e que o que se buscava “não era realmente o direito de se casar, mas validação sociocultural do estilo de vida de uma pessoa — ‘empatia social’ — especialmente do Estado”. Ele ressalta literatura mais antiga sobre o casamento gay que também demonstrou que “os primeiros levantadores da questão do casamento gay pareciam primariamente preocupados com ‘atenuar a ansiedade adulta’”.

Por que validação, empatia, aceitação, reconhecimento e aprovação sancionados pelo Estado são tão importantes para aqueles que fazem campanha pelo casamento gay? Por que isso é tão mais importante do que, de fato, ter a permissão para casar?

Medidas desesperadas

A resposta se encontra em Romanos 1.18-32, onde o apóstolo Paulo explica que medidas desesperadas homossexuais (e outros pecadores impenitentes) tomam para silenciar a voz da consciência. Eles ouvem a proibição de Deus e a condenação em suas consciências, a odeiam e fazem tudo o que podem para calá-la — incluindo, nos nossos próprios dias, tornar o casamento gay legalizado em todo lugar, mesmo se relativamente poucos fazem uso dele. Porque, na maioria dos casos, não se trata do direito de casar; é principalmente uma tentativa vã de abafar a voz interna da consciência ao multiplicar e amplificar as vozes externas de aprovação.

Se estou errado, então porque eles não deixam em paz a suposta minoria que ainda desaprova o casamento gay? Por que eles não toleram dissidentes? Ativistas gays têm a mídia do seu lado, têm a indústria do entretenimento do seu lado, têm o estabelecimento educacional do seu lado, têm as empresas do seu lado, têm a maioria dos políticos do seu lado, assim como a maioria dos juízes. Isso não é o suficiente? Se eles estão tão certos da justiça de sua causa, por que não podem tolerar algumas poucas vozes aqui e ali que ainda insistem: “Isso é errado”?

Proteção sem precedentes

Não há quase nenhum grupo no mundo que tem o nível de aceitação, validação, aprovação e empatia do público que os homossexuais hoje desfrutam. Eles certamente têm mais reconhecimento, proteção e promoção do que os cristãos evangélicos em qualquer lugar. Então por que não podem deixar os cristãos em paz? O que mais eles querem ou do que mais precisam?

Somente Romanos 1.18-32 pode explicar isso. Com efeito, diz que mesmo que o casamento gay seja legalizado em todos os lugares e mesmo se cada voz destoante seja extinguida, as consciências gay ainda gritarão “Errado!” e “Culpado!”. No seu íntimo, eles ainda conhecerão “a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam” (Rm 1.32). Essa é a “sombra de preocupação” que espreita para sempre a consciência gay.

Paz através da cruz

A mensagem cristã para a comunidade gay é que ela abandone sua tentativa fútil de garantir paz de consciência através dos tribunais, da mídia e dos milhares de votos. É muito melhor trazer tais consciências pesarosas à cruz de Cristo para plena cura e permanente silenciamento vindo do próprio Deus, através da fé e do arrependimento. Isso fará um trabalho muito melhor para remover a ansiedade, as sombras e os medos do que qualquer quantidade de referendos ou falência de padarias e floristas. Também abrirá caminho para experimentar a imensurável largura, altura e profundidade do amor de Deus.

E para cristãos que estão sofrendo ou ainda sofrerão as consequências da desaprovação da sociedade ou do Estado sobre essa questão, confie no poder de uma boa consciência. Somos zombados, desaprovados, menosprezados, marginalizados, caricaturados e rejeitados mais do que qualquer outro grupo na sociedade. Somos chamados de intolerantes, homofóbicos e cheios de ódio. Mas ter uma consciência através da qual Deus demonstra sua aprovação e aceitação a nós significa que podemos continuar nos levantando por aquilo que é certo e verdadeiro, não importa quantas vozes de intolerância e ódio gritem contra nós.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


O autor: David P. Murray serviu como pastor da Locharron Free Church of Scotland de 1995 até 2000 e, posteriormente, na Stornway Free Church of Scotland entre 2000 e 2007. David Murray é professor de Antigo Testamento e Teologia Prática no Puritan Reformed Theological Seminary, em Grand Rapids, Michigan. Murray escreve no blog "Head, Heart, Hand: Leadership for Servants."

O artigo original de Brendan O'Neill pode ser acessado por meio desse link aqui:

http://www.spiked-online.com/newsite/article/the-trouble-with-gay-marriage/17016#.VYxNLRtVhBc


ROMANOS 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

MULHERES PASTORAS COMEÇAM A SE REFERIR A DEUS COMO “ELA”


Emma Percy, uma das líderes do movimento pela igualdade de gênero para Deus - Reprodução/Twitter(@emmapercy3)

A notícia abaixo foi publicada no site do Jornal o Globo e é de autoria de Fernando Moreira.

Cristãs lançam campanha para se referir a Deus como 'Ela'

Um grupo de cristãs lançou campanha para incentivar os fiéis a se referirem a Deus como "Ela".

Batizado de Watch e mais conhecido como Mulheres e a Igreja, o grupo afirma que usar apenas o "Ele" nos rituais e nas orações faz com que Deus seja mais parecido com homens, o que configura um caso de sexismo.

Uma das líderes do movimento é a pastora anglicana Emma Percy, responsável pela capela do Trinity College, em Oxford (Inglaterra). Ela disse ao "Sunday Times":

"Quando usamos apenas o masculino para Deus reforçamos a ideia de que Deus é como um homem. Assim, sugerimos que Deus é mais semelhante aos homens do que às mulheres".

Outra pastora, Kate Bottley, já está retirando, quando possível, todas as referências a "Ele" e "Dele" durante as pregações, contou o "Metro".


Muito popular nas redes sociais, Kate Botley (entre noivos) já se refere a Deus como 'Ela' em pregações - Reprodução/Twitter(@revkatebottley)

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

JESUS E AS MULHERES - SERMÃO 003 – JESUS PREGAVA TANTO PARA HOMENS QUANTO PARA MULHERES

Concepção artística de Jesus pregando para homens e mulheres

Jesus e as mulheres é um tema importante dentro do contexto do Novo Testamento. As denominações históricas aos poucos vão se libertando de seus próprios preconceitos, ao passo que nas denominações evangélicas, em muitos casos, os homens abriram mão completamente de suas responsabilidades a favor das mulheres, o que tem proporcionado uma verdadeira inundação de bobagens sem fim. Nossa série de estudos procura entender o papel da mulher como visto e como foram tratadas pelo Senhor Jesus. Para isso convidamos todos os leitores a fazerem uma análise desapaixonada do material da mesma.

Texto: Vários  
Introdução.

A. Na mensagem anterior nós falamos acerca de uma realidade pouco comentada: o fato de que Jesus tinha discípulas. 
B. Ele tinha discípulas tanto no meio da multidão como também entre o pequeno grupo que viajava com ele, de cidade em cidade e de vila em vila, pregando o Evangelho. 
C. Falamos também como várias dessas mulheres discípulas ajudavam a sustentar o ministério de Jesus com suas próprias economias. 
D. Hoje queremos prosseguir em nossas descobertas da forma como Jesus percebia as mulheres, notando outro fato que também, muitas vezes nos passa despercebido, que é: Jesus costumava falar muito acerca de mulheres em suas pregações e ensinamentos. O costume rabínico era falar apenas de homens. Mulheres eram mencionadas apenas para serem ridicularizadas, humilhadas e etc. Lembre-se da alegada mulher pega em flagrante adultério — ver João 8! 
E. Muitas vezes, como iremos notar, Jesus selecionava imagens e criava parábolas com a intenção deliberada de comunicar sua mensagem para as mulheres que o ouviam, em um nível mais profundo do que o destinado aos homens. 
F. A seguir, vários exemplos retirados diretamente do Evangelho de Lucas onde Jesus prioriza sua intenção de comunicar não apenas com os homens, mas também com as mulheres.    

O ENSINO DE JESUS ERA VOLTADO TAMBÉM PARA AS MULHERES

I. Exemplos do Ensino de Jesus Voltado Para as Mulheres 
A. Na sua primeira pregação feita na sinagoga em Nazaré, Jesus narra duas histórias: 1) primeiro ele fala da viúva da cidade de Sarepta, algo que, sem nenhuma dúvida, estava dirigido, prioritariamente, para as mulheres; 2) Em seguida ele narra a história do general sírio, Naamã — 
Lucas 4:25—27 
Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou por três anos e seis meses, reinando grande fome em toda a terra; e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom. Havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. 
B. Aqui devemos notar duas coisas que são muito importantes para nós ao estudarmos essa série sobre as mulheres, que é a relação do que Jesus descreve com o que Maria sua mãe cantou — como vimos na primeira mensagem dessa série — e que, provavelmente, ensinou para seu filho. Essas duas coisas são: 
1. Deus tem misericórdia de todos os que o temem — 
Lucas 1:50 
A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. 
2. Deus não tem misericórdia apenas sobre Abraão e seus descendentes, mas de Abraão e sua descendência: 
Lucas 1:55 
A favor de Abraão e de sua descendência 
C. Ademais devemos notar que os dois que foram ajudados pelos profetas Elias e Eliseu eram gentios — estrangeiros — e não judeus. 
D. Quando Jesus ensina sobre a novidade representada pelo reino dos céus, ele usa duas ilustrações: uma voltada para as mulheres e outra voltada para os homens —
Lucas 5:36—39 
Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos e ambos se conservam. E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente. 
E. Jesus demonstra profunda compaixão por pecadores arrependidos. Especialmente por aqueles que eram desprezados pelos hipócritas fariseus dos sus dias. Dois casos nos chamam a atenção: 
1. Primeiro temos a história da mulher na casa de Simão, fariseu — Lucas 7:36—50. 
2. Depois temos a história do fariseu e do publicano em Lucas 18:9—14. 
F. Jesus também ensinou duas parábolas para ilustrar o fato que Deus responde nossas orações: 
1. Primeiro temos a parábola do “Amigo Inoportuno” em Lucas 11:5—8. 
2. Depois temos a parábola do juiz iníquo que se recusa a julgar a causa de uma mulher em Lucas 18:1—8. 
G. A parábola do grão de mostarda está vinculada com a parábola do fermento — 
Lucas 13:18—21 — 18 
E dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? É semelhante a um grão de mostarda que um homem plantou na sua horta; e cresceu e fez-se árvore; e as aves do céu aninharam-se nos seus ramos. Disse mais: A que compararei o reino de Deus? É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado. 
H. Em Lucas 15 nós encontramos a parábola da ovelha perdida por um homem e a parábola da moeda perdida por uma mulher — Lucas15: 3—11. É curioso notar que por volta do segundo século d.C. um rabino judeu chamado Finéias, contou uma história semelhante da perda de uma moeda, mas o personagem principal da história é um homem e não uma mulher. Nessas duas parábolas devemos notar, todavia, um diferença sutil na reação do homem e da mulher: 
1. O homem diz o seguinte no final da sua parábola:
Lucas 15:6
E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Note que em nenhum momento ele admite qualquer culpa.

2. Já a mulher diz: 
Lucas 15:9 
E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. Ela assume a culpa pela perda da dracma. 
I. Com isso Jesus exalta a humildade da mulher em reconhecer seu erro, ao passo que o homem, mais orgulhoso, não admite nenhuma culpa. 
J. Por fim Jesus usa uma mulher para ilustrar o verdadeiro ato de contribuir financeiramente com a obra de Deus em — 
Lucas 21:1—4 
1  Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. 
2  Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; 
3  e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. 
4  Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento.

II. Jesus Ensina a Total Igualdade entre Homens e Mulheres no Reino dos Céus 
Lucas 20:34—36 
Então, lhes acrescentou Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.
Conclusão:

A. Começando com sua primeira pregação, Jesus deixa claro que Deus se compadece tanto de homens como de mulheres, sem dar preferência para esses últimos. Diante de Deus e, porque estamos em Cristo, não podem mais existir distinções entre homens e mulheres!

B. Deve ficar evidente para todos que Jesus escolheu cuidadosamente seus elementos de ensino para falar tanto ao coração dos homens quanto aos corações das mulheres. Algo que era desprezado pelos rabinos e mestres judeus.

C. É marcante que esse cuidado de Jesus não tenha passado despercebido por aqueles que foram inspirados pelo Espírito Santo para registrar, por escrito, tais ensinamentos.

D. Lendo o Evangelho de Lucas eu consegui fazer uma lista de 27 paralelos entre homens e mulheres, começando com o aparecimento do Anjo Gabriel a Zacarias, pai de João Batista e também a Maria, mãe de Jesus e terminando com a retirada do corpo de Jesus da cruz e seu transporte até o túmulo, feito por homens e o corpo de Jesus sendo preparado para seu sepultamento pelas mulheres.

E. Como Jesus nos ensina, homens e mulheres são iguais no Reino dos Céus. Que tal começarmos a nos tratar dessa maneira, já que o Reino de Deus está dentro de cada um de nós.

Que Deus abençoe a todos.



Alexandros Meimaridis

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domingo, 18 de janeiro de 2015

EU SOU CHARLIE E A HIPOCRISIA OCIDENTAL


Paris
Por enquanto, grandes emoções prevalecem

Que ninguém pense, nem por um segundo, que o Blog o Grande Diálogo concorda com o assassinato de qualquer pessoa, seja ela quem for. Condenamos com toda veemência os acontecimentos ocorridos na França nos últimos dias.

Por outro lado, ficamos estarrecidos de ver as manifestações hipócritas expressadas nos discursos, nas vigílias, nas velas acesas, nas flores colocadas em memoriais improvisados, apenas, e somente apenas, porque as vítimas nesses casos eram cidadãos de nacionalidade francesa. Tudo isso nos lembrou a gigantesca mentira e hipocrisia que foi encenada no 11 de Setembro de 2001.

Num primeiro momento pensamos em escrever um artigo todo nosso, mas como o tempo andou meio escasso para coletarmos todos o material necessários preferimos optar por reproduzir uma análise de alguém que escreveu o muito que nós mesmos gostaríamos de ter escrito.

O material abaixo foi publicado no site da Revista Carta Capital e é de autoria de Giani Carta.

Chore por mim, França

Há muitas razões para justificar as lágrimas

por Gianni Carta 


Um Profeta chora na charge na capa da edição de quarta-feira 14 de Charlie Hebdo. Exibe um cartaz, “Je suis Charlie”. Mais: “Tudo está perdoado”. Luz, 43 anos, autor da caricatura, diz à imprensa  ter chorado ao desenhar Maomé. Chorou a morte de cinco companheiros cartunistas, entre os melhores chargistas do país, e de mais cinco pessoas e dois policiais. Aconteceu na quarta-feira 7, na redação do Charlie Hebdo. Armados de Kalashnikovs e um lança-granadas, os irmãos parisienses Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, convertidos ao Islã radical e treinados no Iêmen, concluíram a chacina em dez minutos.

Durante a fuga dos Kouachi, entrou em ação Amedy Coulibaly, outro francês convertido ao radicalismo, de 32 anos, e o provável líder da célula. Segundo o diário Le Figaro, os irmãos haviam recebido 20 mil dólares no Iêmen para agir com Coulibaly. Esperaram, portanto, a saída dele da prisão, onde cumpria pena por roubo. Coulibaly assassinou uma policial ao sul de Paris e mais quatro homens em um supermercado kosher. Quando a polícia ainda procurava a mulher de Coulibaly, Hayat Boumediene, ela já estava na Síria. Com Hayat foi identificado um rapaz, aparentemente envolvido na operação, Mehdi Sabry Belhoucine, cidadão francês de 23 anos. No meio-tempo, Nasser ben Ali al-Anassi, líder do Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa), reivindicou os atentados para “vingar” o Profeta.

Luz, o decano a substituir outros caricaturistas talentosos como Cabu e Wolinski, chorou como tantos franceses sob estado de choque. A França viveu o seu 11 de Setembro. Um ataque à República, não contra a imprensa livre, como insiste a vasta maioria. Segundo o Alcorão, Alá e o Profeta não podem ser retratados. Isso fica claro no capítulo 42, versículo 11: “(Alá) é o criador dos céus e da terra ... não há nada que se assemelhe a ele”. E eis o capítulo 21, versículos 52 a 54: “(Abraão) disse ao pai e ao povo: ‘Por que a adoração por essas imagens que vos unem? ‘Eles disseram: Vemos nossos pais a adorá-las. Ele disse: Certamente vocês têm cometido, juntamente com vossos pais, em erro manifesto”. Para resumir, na religião muçulmana imagens não podem ser idolatradas, e sim o divino. É preciso respeitar as religiões. Vale lembrar que a velha redação de Charlie Hebdo já tinha sido destruída em um atentado em novembro de 2011. Seu editor, Charb, de 47 anos, estava sob proteção policial. Idem a redação, que havia sido transferida para um pequeno prédio nas proximidades da Praça da Bastilha. Charb aceitou o risco.

No momento, gestos guiados pelas grandes emoções prevalecem sobre aqueles ancorados na razão. Por essas e outras, representantes da mídia e o governo deram ajuda financeira ao Charlie Hebdo. Disse o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve: “Denfendemos a imprensa livre”. Na quarta-feira 14, 3 milhões de exemplares, em vez dos costumeiros 60 mil, estavam esgotados às 10 da manhã. Uma hora antes fui a cinco bancas, algumas delas com cartazes nos quais se lia: “Charlie Hebdo esgotado”. Indaguei  uma mulher, a empunhar um exemplar, onde ela tinha conseguido o dela: “Fiquei em uma fila desde as 6 da manhã”. Mais 2 milhões de exemplares, com charges inéditas dos cartunistas mortos, seriam impressos nos próximos dias. O diário italianoIl Fatto Quotidiano teve direito a reproduzir um suplemento com as 16 páginas do Charlie Hebdo. Disponíveis mais de 10 mil cópias do semanário satírico na Alemanha em francês e alemão. No mundo árabe, o quadro é diferente: proibidas as vendas no Egito, na Argélia etc. Quase 2 mil manifestantes gritaram em uníssono nas Filipinas: “Je ne suis pas Charlie”.

Um contraste com o povo a gritar “Je suis Charlie. Nous sommes touts Charlie”,  na marcha pela liberdade no domingo 11. Mais de 1,5 milhão de parisienses de um total de 3,7 milhões de cidadãos França afora foram às ruas para protestar contra o terrorismo e pela liberdade de imprensa, inclusive aquela de retratar agressivamente, no país da liberté, o Profeta. Não escassearam velas, buquês de flores nos lugares onde houve atentados. Desfilaram importantes símbolos da República: a tricolor, Joana D’Arc, e Marianne, a simbólica mãe da nação a encarnar os valores Égalité, Liberté et Fraternité. Cidadãos de todas as inclinações ideológicas e crenças mostraram aos radicais islamitas que não se dobram diante do terrorismo.  O presidente François Hollande exprimiu-se com dignidade e no tom apropriado. Naqueles momentos de emoção à flor da pele reinava o patriotismo. Perigoso a curto prazo, quando a sobriedade pouco a pouco volta à tona.

Sob escolta policial e a viver com a família em endereços desconhecidos desde a publicação  de um texto seu criticando o Profeta publicado pelo diário Le Figaro em 2006, o filósofo Robert Redeker enviou, a meu pedido, um texto sobre os eventos. Nele se compara ao filósofo comunista Georges Politzer, fuzilado em maio de 1944, durante a Resistência, a entoar a Marselhesa. Mais: “Eles (os caricaturistas) morreram pela França”. São heróis. O artigo de Redeker, entrevistado em diversas ocasiões por CartaCapital, contrasta com a entrevista telefônica com Magid Shihade, professor visitante de ciências políticas da Universidade da Califórnia. Diz Shihade: “Assassinatos perpetrados por militantes treinados pelos EUA contra cidadãos inocentes no Afeganistão são acidentes colaterais e não têm repercussão alguma para americanos, europeus e as autoridades israelenses”. Por outro lado, observa Shihade, “essa violência simbólica, como desenhos animados ou queimar o Alcorão, são mais importantes do que matar milhões no Afeganistão, Iraque, Síria, Líbano e Palestina. Por quê?

Embora tenha ganhado popularidade com os atentados, Hollande tem pela frente uma dura luta contra a legenda de extrema-direita Frente Nacional, de Marine Le Pen. Do seu canto, ela tem inflamado o povo com o costumeiro desdém pelo muçulmano. De qualquer modo, as gafes dos líderes moderados já começaram. Após a inflamada frase “A França é capital do mundo”, que parece conferir demasiado mérito à capital francesa, críticos perceberam o óbvio: várias autoridades convidadas às pressas eram líderes em cujos países o termo “liberdade” é palavrão. Com a exceção de alguns premiers, como o italiano Matteo Renzi e o britânico David Cameron, o israelense Benjamin Netanyahu, sem contar alguns líderes árabes, causou constrangimento. Às vésperas das eleições em Israel, Netanyahu foi, cercado de cem agentes do Mossad, ao supermercado kosher, onde morreram quatro  judeus. Anunciou: “Venham viver em Israel, terra dos judeus”. Irritado, rebateu o premier francês Manuel Valls: “Eles são franceses e judeus, esta é a terra deles”. Vários judeus franceses são antissionistas. Ou ateus e agnósticos. Como se isso não bastasse, Netanyahu entrou em outra polêmica: comparou os terroristas franceses com os integrantes da legenda com braço armado Hamas, em Gaza, e com o Hezbollah, a legenda xiita libanesa também com braço armado. E aproveitou para fundir todos os grupos terroristas no Hamas. Detalhe: este foi tirado da lista de grupos terroristas pela União Europeia. Observa Shihade: “Naturalmente, as autoridades israelenses estão felizes com o atual contexto, porque podem utilizar os atentados na sua manipulação cínica de tentar unir o mundo inteiro contra os palestinos”. Ao mesmo tempo, negam a violência de Israel e o “choque de civilização”, tese do sionista Samuel Huntington. “Nesse meio-tempo, os palestinos continuam subjugados à repressão e assassinatos, assim como milhões de árabes e muçulmanos.”

Luz substituiu Cabu e Wolinski para desenhar a charge da edição pós-massacre e vender 3 milhões de exemplares até 10h da manhã.

Luz
Luz substituiu Cabu e Wolinski para desenhar a charge da edição pós-massacre e vender 3 milhões de exemplares até 10h da manhã

Por outro lado, a França não é tão liberal, no sentido político, quanto parece. Em 20 de julho de 2014, Valls proibiu os protestos pró-Palestina, então sofrendo baixas de civis por conta de ataques israelenses, e da violência de alguns manifestantes. Outro motivo: o crescente antissemitismo nas redes sociais. Os manifestantes foram adiante. Ao norte de Paris, no bairro de Barbès, houve um confronto com a polícia: pedras e garrafas contra bombas de gás lacrimogêneo. Cenário de guerrilha urbana. Sob pressão de organizações muçulmanas, o governo cedeu. Fui a dois protestos, em agosto. Não houve nenhum conflito com a polícia.

Ex-ministro do Interior, Valls, como Nicolas Sarkozy, diz: “A França está em estado de guerra”. Slogans, inclusive Je suis Charlie. “São importantes porque definem as causas pelas quais lutamos.” Talvez Valls precise aprender um pouco sobre o tema. Como a direita reacionária, o conservador Valls certamente deve ser favorável a um Patriot Act francês. Em suma, uma legislação de exceção provisória, em princípio. Nos EUA, qualquer suspeito pode acabar em Guantánamo. Treze anos após ter sido aprovado, o Patriot Act continua em vigor. Na França haverá um “estado de urgência” com “centros de detenção”. Resta saber o quão o “estado de urgência” se assemelha ao Patriot Act. Em entrevista ao diário italiano La Repubblica, o filósofo Giorgio Agamben explica que se entende por “guerra” conflitos entre potências e, portanto, a palavra não se aplica ao caso do terrorismo. Agamben emenda que foi esse “equívoco” o motivo a ter levado George W. Bush, a invadir o Iraque em 2003. Matou “dezenas de milhares de pessoas”, cujas mortes provavelmente provocaram os assassinatos “pelos quais hoje chora Paris”.

Outra questão espinhosa: a França não tem uma lei contra a blasfêmia, como a Irlanda e a Grécia. No entanto, o racismo e a incitação racial são proibidos. Difícil distinguir entre as duas definições. Joelle Fiss, especialista em Direitos do Homem, explica em uma coluna no Libération: ao contrário da incitação racial e religiosa, o insulto não gera consequências. No entanto, Fiss parece não acreditar que a blasfêmia pode ser tida como incitação religiosa.

Encontro uma professora de nível colegial para entender como ela explica os atentados radicais para seus alunos. “Mostro para eles as caricaturas, digo que a França é um país livre. Os cartunistas não mereciam ser assassinados, mas exageraram.” A professora diz que, quando mostra as caricaturas de Maomé, alguns alunos ficam chocados, especialmente, é claro, os de origem árabe. “Eles até certa idade compreendem melhor a imagem, e muito menos a abstração.” O problema – continua a professora – é que seus alunos em uma escola dos subúrbios, especialmente os de origem árabe, sentem-se marginalizados. Acrescenta: “Do meu subúrbio, verdadeiro gueto, não há metrô direto para Paris”. Um jovem tem de tomar dois, três ônibus para vir paquerar em Paris. “Lembro de um deles, anos atrás, menino bonito, perdido, mais tarde sem emprego. Disse que encontrou na religião muçulmana um norte. Será que ele não poderia ter se radicalizado e ser hoje um jihadista?”

Quinta 15. O estado de alerta máximo continua. Mais de 10 mil policiais e soldados armados de metralhadoras em Paris testemunham o temor de uma nova onda de atentados. Em entrevista ao diário Libération, a brigada criminal de Paris fala em “um, dois, 12 cúmplices”. A polícia estaria atrás de um quarto terrorista, provável responsável pelo ataque com uma arma de fogo contra um homem que praticava jogging em um parque. Ele se locomoveria por Paris com um Mini Cooper, cuja dona seria Hayat, a mulher de Coulibaly. Antes de entrar em estado de coma, o atingido teria feito um retrato para a polícia que não corresponde a nenhum dos três terroristas mortos pela polícia.

O artigo original de Carta Capital pode ser visto por meio desse link aqui:



NOSSO COMENTÁRIO:

A PSEUDOLIBERDADE HUMANA E A VERDADEIRA LIBERDADE CRISTÃ

A liberdade pretendida pelos seres humanos, especialmente no ocidente é uma liberdade onde vale tudo, desde que tenha origem no próprio oriente. Ela não é uma liberdade aceitável se tiver origem em outros lugares.

A grande verdade que nós como crente devemos usar para pautar o uso da liberdade está bem caracterizado pelo que disse o apóstolo Paulo quando escreveu:

1 Coríntios 8:13

E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.

Ou seja, o cristão tem a obrigação de evitar fazer qualquer coisa que ele sabe ira escandalizar seu irmão e, certamente, isso pode ser estendido ainda mais para os incrédulos a quem queremos ganhar para Cristo e não escandalizá-los.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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