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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus – ESTUDO 014 — A ESCOLHA OU ELEIÇÃO DIVINA — PARTE 004




NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.

5. João 6:45 –  Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim.

Está escrito nos profetas – Os Judeus dividiam as Escrituras Sagradas em três partes, a saber: תּוֹרָה Torá — instrução ou ensino ou lei, que é composta pelos cinco primeiros livros do Antigo Testamento escritos por Moisés; depois vem os נְבִיאִים neviyiym — os Profetas, composto pelos profetas Anteriores e pelos Profetas Posteriores; e por último, os כְּתוּבִים ketubiym — os Escritos. Conforme mencionamos há pouco, os נְבִיאִים neviyiym — os Profetas estavam divididos em Profetas Anteriores e Profetas Posteriores conforme a sequência abaixo:

Profetas Anteriores: Josué, Juizes, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis e 2 Reis

Profetas Posteriores: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

A que passagem dos profetas Jesus estava se referindo exatamente não podemos precisar pelo vocabulário utilizado. Existe uma similaridade muito grande com o que lemos em Isaías 54:13 que diz:

Todos os teus filhos serão ensinados do SENHOR; e será grande a paz de teus filhos.

Mas existem duas outras passagens que também podem ter servido de base para as palavras do Senhor. Estas são:

Jeremias 31:34

Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Miquéias 4:2

Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião procederá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém.

E serão todos ensinados por Deus — Temos que ser ensinados por Deus porque os caminhos de Deus são inescrutáveis — impenetráveis — e insondáveis — que não se pode encontrar o fundo, inexplicáveis e incompreensíveis —

Romanos 11:33—36

33 Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!

34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?

35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?

36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!


Portanto se Deus não se revelar Ele jamais poderá ser encontrado! Somos ensinados pelo Espírito de Deus. Toda a verdade seja ela de que tipo for — científica, geográfica, histórica, teológica e etc — só pode se aprendida se for revelada pelo Espírito de Deus, porque toda a verdade é primeiramente verdade divina, ou seja, tudo o que é verdade, seja em que área for, é antes de tudo verdade de Deus e precisa ser comunicada pelo Espírito de Deus. Do ponto de vista teológico, o Espírito Santo nos ensina a verdade acerca de nós mesmos, de que somos pecadores perdidos —

Romanos 3:10—12

10 Como está escrito: Não há justo, nem um sequer,

11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;

12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

que Jesus Cristo é o Salvador —

Atos 4:12

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

bem como que todas as coisas que são pertinentes à nossa salvação eterna estão ordenadas por Deus. O Espírito também nos ensina acerca das imensas riquezas que são nossas por estarmos “em Cristo” —
Efésios 3:8
A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo

1 Coríntios 2:9—12

9 Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

10 Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.

11 Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.

12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.

O “todos” a que o versículo se refere diz respeito àqueles que já foram mencionados anteriormente nos versos 35, 37, 39 e 44 de João capítulo 6, e que já discutimos nos estudos anteriores — ver lista completa no final desse estudo. São aqueles que foram trazidos pelo Pai ao Senhor Jesus Cristo, são aqueles que a Bíblia chama de “Filhos de Deus” —

João 1:12

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome;

São esses que, mais cedo ou mais tarde, são ensinados, de uma maneira especial, por Deus. Esse ensinamento não diz respeito somente à forma externa do ensino, já que verdadeiras multidões ouvem esses ensinamentos, mas nunca manifestam fé em Cristo, e sim àqueles que são acompanhados do poder da graça divina e do poder do Espírito Santo que é quem nos conduz em toda a verdade espiritual e salvadora. Quando Jesus diz que seremos ensinados por Deus está certamente se referindo às verdades concernentes ao Evangelho, ou seja, às Boas Novas acerca da salvação pela graça de Deus em Cristo Jesus —

Isaías 54:5.

Porque o teu Criador é o teu marido; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; ele é chamado o Deus de toda a terra.

Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim - Isto é, todos os que ouvem à voz de amor, graça e misericórdia do Pai através do chamado do Evangelho de Jesus Cristo; todos que ao ouvir a voz de Deus têm aprendido acerca do caminho da salvação, da paz e da vida eterna; todos os que sob a influência da ação da graça salvadora de Deus e do Seu Santo Espírito são atraídos ao Senhor Jesus; e todos os que se sentem encorajados pelas afirmações e promessas da graça. Esses são os que vêm a Cristo e entregam a segurança eterna de suas almas às Suas poderosas mãos. São esses os que confiam e dependem da Pessoa de Jesus, de Seu sangue. De Sua justiça e do Seu sacrifício para serem justificados, perdoados, remidos e aceitos por Deus. São estes que irão gozar a vida eterna.

CONTINUA... 

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 003 — Como a Unidade Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 004 — Como o Amor Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 005 — Unidade em Meio à Diversidade

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 006 — Unidade Com Variedade Mas com Harmonia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 007 — A Igreja Como o “Mistério” de Deus e Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 008 — Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 011 — Nossa Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — Parte 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 013 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 003

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 014 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 004

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 017 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 007 — O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html

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Alexandros Meimardis

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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

SALMO 1 – O SER HUMANO FELIZ SERMÃO 003 – O QUE O BEM-AVENTURADO DEVE PRATICAR



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Esse artigo é parte da série onde expomos o Salmo 1 e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nesse Salmo, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior.


Texto: Salmo 1:2  
Introdução.

A. No sermão anterior nos tivemos a oportunidade de falar acerca de três coisas que o bem-aventurado — a pessoa verdadeiramente feliz — deve evitar: 
1. A primeira coisa a evitar é ouvir os conselhos dos ímpios. Eles não têm, realmente, nada bom para nos oferecer. 
2. A segunda era não parar ou não nos deter no caminho dos pecadores. Quem gasta tempo andando nesses caminhos acaba praticando as mesmas coisas que essas pessoas, que odeiam a Deus, praticam. 
3. A terceira e última é que não devemos nos assentar na roda dos escarnecedores, pois são pessoas que estão sentadas bem nas portas do inferno. 
B. Hoje queremos falar de algumas outras verdades reveladas no Salmo 1, que caracterizam o verdadeiro crente. Vamos falar de algumas 

coisas que o verdadeiro bem-aventurado deve praticar
C. As coisas negativas que vimos antes preparam o caminho para as ideias positivas que vem em seguida. Conforme Salmos 1:2 essas coisas positivas são duas: 
I. Devemos Ter Nosso Prazer na Lei do Senhor. 
A. Uma das coisas que a vida dos ímpios nos oferece é prazer. O prazer pode ter várias origens: pode ser derivado da música, da TV, do álcool, das drogas, do sexo etc. Mas a característica desses tipos de prazer é que eles não satisfazem nossas verdadeiras necessidades e então estamos naquilo que o cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe — mais conhecido como Jaguar — batizou de BIP = Busca Incessante pelo Prazer.  
B. Mas na Bíblia a expressão חֶפְצוֹ chefetso — significa deleite ou prazer no sentido de algo em que alguém, verdadeiramente, se deleita, porque satisfaz. 
C. E nesse contexto, o que realmente satisfaz as necessidades mais profundas das nossas almas é a תוֹרַת towrat — traduzida aqui por Lei, mas cujo significado inclui instrução ou conselho. Aqui a Palavra de Deus é colocada em direta oposição ao chamado “conselho dos ímpios” do verso 1. 
D. Nos dias que o Salmo 1 foi escrito a Lei ou instrução do Senhor se resumia ao PENTATEUCO — ou os cinco livros escritos por Moisés. Mesmo assim eles eram suficientes para Deus fazer a seguinte promessa em 
Josué 1:8 
Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.
E. Imagine quanto mais prazer verdadeiro nós podemos derivar da Palavra de Deus, agora que temos completos tanto o Antigo quanto o Novo Testamento — a Palavra Escrita de Deus.
F. Mas, muito mais do que isso, nós temos a Palavra Viva de Deus que é o Senhor Jesus habitando em nossas vidas, pelo poder do Espírito Santo:
João 14:6
Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

G. Quando entendemos essa verdade então não existe limite para o prazer, a alegria, o gozo, o deleite que podemos experimentar em conhecer Jesus e tudo o que ele fez por nós.

H. Mas muitos crentes não leem suas Bíblias, não aproveitam as oportunidades de estudo bíblico — temos estudo bíblico semanais de segunda, quarta, sexta, sábado e domingo. O que não falta é estudo bíblico. Falta sim, crentes para participarem nos mesmos. Depois, muitos desses se queixam que as coisas não vão bem. Mas a promessa da bênção está atrelada ao nosso apego a Jesus — a Palavra Viva de Deus — e à Palavra escrita de Deus como vimos em Josué 1:8.

I. Não basta não dar ouvido aos conselhos dos ímpios. É necessário dar ouvido aos conselhos de Deus!

II. Devemos nos Ocupar em Meditar na Lei do Senhor de Dia e de Noite
A. A expressão hebraica הְגֶּה heggeh — é uma palavra tão complexa que a mesma possui os seguintes significados: gemer, rosnar, proferir, cismar, resmungar, meditar, inventar, conspirar, falar. 
B. Portanto, o ato de meditar envolve uma série de atitudes de nossa parte que incluem as seguintes ações: falar, gemer, proferir, rosnar, cismar, resmungar e etc. Ou seja: a meditação é algo que fazemos com todo o ímpeto, algo que envolve todo nosso ser e não tem nada a ver com aquelas imagens de meditação calma, serena, tranquila e passiva.  
 C. Muitos de nós inventamos desculpas que a palavra de Deus é muito difícil de ser entendida. Mas que lorota! O que pode existir de tão difícil de entender em: 
1. Não dê ouvidos aos conselhos dos ímpios. 
2. Não pare nem se detenha no caminho dos pecadores. 
3. Não se assente na roda dos escarnecedores. 
4. Tenha seu prazer na Palavra de Deus. 
5. Medite na Palavra de Deus. 
D. Diga-me, sinceramente, o que existe de tão difícil de entender nessas simples frases?
Conclusão:
A. A lei de Deus — como ilustrativa da Bíblia — é nosso pão diário. Devemos comer, diariamente, uma farta porção da mesma até nossas almas se sentirem saciadas.
B.  Muitos crentes hoje em dia vivem vidas muito semelhantes àquelas vividas pelos filhos de Israel nos dias do profeta Ageu. Por não buscarem a direção para suas vidas na Palavra do Senhor o profeta descreve a vida daquele povo da seguinte maneira:

Ageu 1:6

Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado.


C. Faça uma pergunta para você com toda sinceridade: eu tenho me empenhado em ler a Bíblia e frequentar às reuniões de estudos bíblicos? Ou eu estou me enganando a mim mesmo dizendo que:

1. Essas coisas não são tão importantes assim.

2. Estou realmente muito ocupado para participar dessas reuniões.

3. Eu acho que realmente não preciso estudar a Bíblia.

D. Mas além de não ler nem estudar, nós ainda comentemos um agravo maior a Deus e Sua Palavra: nós não meditamos na mesma. Não vemos nada na Bíblia que nos seja realmente atraente. Mas eu digo: comece a meditar na Bíblia como falamos antes e logo você irá perceber que a luz que brilha em você tem a mesma intensidade da luz do sol.

E. Sem meditação não existe crescimento na graça, a vida de oração e louvor é apática e as práticas cristãs têm pouco proveito.

6. Ah! Sim. Eu quero admitir e lembrar a todos vocês que existem mesmo algumas passagens na Bíblia que são mais difíceis de entender. Mas foi para isso que Deus deu à sua igreja homens capacitados para o ensino, de tal maneira que todos podemos ser ensinados e crescer, como lemos em

Efésios 4:11—14

 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.

OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO SALMO 1

001 — Salmos 1:1a — O BEM-AVENTURADO — Salmo 1 — O SER HUMANO FELIZ – SERMÃO 001

002 — Salmos 1:1b — AS COISAS QUE O BEM-AVENTURADO DEVE EVITAR — Salmo 1 — O SER HUMANO FELIZ – SERMÃO 002

003 — Salmos 1:2 — AS COISAS QUE O BEM-AVENTURADO DEVE PRATICAR — Salmo 1 — O SER HUMANO FELIZ – SERMÃO 003

004 — Salmos 1:3 — AS COISAS QUE O BEM-AVENTURADO PRODUZ — Salmo 1 — O SER HUMANO FELIZ – SERMÃO 004

005 — Salmos 1:4 — OS ÍMPIOS SÃO COMO A PALHA — Salmo 1 — O SER HUMANO FELIZ – SERMÃO 005

006 — Salmos 1:5 — OS ÍMPIOS NÃO PREVALECERÃO — Salmo 1 — O SER HUMANO FELIZ – SERMÃO 005

007 — Salmos 1:6 — O SENHOR CONHECE TODOS OS CAMINHOS — Salmo 1 — O SER HUMANO FELIZ – SERMÃO 006
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/01/salmo-1-o-ser-humano-feliz-sermao-007-o_4.html

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Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 8 de julho de 2014

SINAL DOS TEMPOS: JUDEUS ADMITEM PRIMEIRA MULHER ESCRIBA




O material abaixo foi publicado pelo site da revista ÉPOCA.

“Ajudei a escrever a primeira 'Torá' das mulheres”

Na tradição judaica, o trabalho de copista do Pentateuco é o ofício mais sagrado. Mulheres não eram consideradas confiáveis para fazê-lo. Fui a primeira mulher do mundo a receber um diploma de escriba

EM DEPOIMENTO A RUAN DE SOUSA GABRIEL

As mulheres da minha família sempre foram um pouco revolucionárias. Nunca se encaixaram no estereótipo da “mulherzinha” que depende do marido. Minha avó, nascida em 1901, na Itália, já trabalhava fora. Era contadora. Minha tia, Dorina Epps, formou-se médica nos anos 1950. Foi professora da Universidade de São Paulo (USP) e, dois anos, atrás ainda trabalhava. Participou da luta pelo direito à cirurgia de mudança de sexo no SUS. Esse protagonismo feminino era normal na minha família e enchia a todos de orgulho. No campo da religião, era mais complicado. Para que mexer nisso? Religião não precisava mudar, todo mundo já estava contente. O desconforto para lidar com o tema é compreensível numa geração que precisou emigrar por causa da perseguição religiosa.

RACHEL REICHHARDT
Nasceu em 8 de julho de 1959.  É professora de hebraico desde a juventude e trabalha com educação judaica na Comunidade Shalom, em São Paulo. Em 2004, recebeu o diploma de escriba da Torá"

Sempre gostei de rituais e da vida religiosa. Meu engajamento inicial foi no judaísmo ortodoxo, que eu conhecia. Sempre buscava respostas a meus questionamentos, até que um dia percebi ter ido longe demais. No início dos anos 1980, participava de um grupo de estudos, em Israel, com o rabino Meir Kahane (1932-1990), que chegou a ser eleito para uma cadeira no Parlamento israelense. Ele dizia que, para sermos bons judeus, tínhamos de matar dois árabes por dia. Fiquei assustada: a própria Bíblia não diz que é proibido matar? Ele respondeu que tínhamos de ler tudo com parcimônia. Deus só se revelou a Moisés depois que ele matara um egípcio e fugira para o deserto. Do mesmo modo, dizia Kahane, se quiséssemos que Deus se revelasse a nós para libertar nosso povo, deveríamos seguir o exemplo de Moisés e matar dois árabes por dia. Esse discurso entusiasmou todo mundo. Fiquei apavorada! A Bíblia podia ser lida daquele jeito? Aquilo era muito diferente do que tinha aprendido em casa, com meus pais. Preferia a Bíblia da minha casa.

Meus questionamentos continuaram. Ainda em Israel, trabalhei como babá na casa de um rabino reconstrucionista, uma linha judaica menos conservadora. Ele me indicou várias leituras que respondiam às minhas questões.  Em 1984, fui para o Rio de Janeiro, onde comecei a frequentar a comunidade do rabino Nilton Bonder, cujas propostas eram parecidas com as que encontrara nos livros em Israel. Construímos a primeira sinagoga igualitária do Brasil, onde homens e mulheres participavam dos rituais e sentavam-se lado a lado.

PIONEIRA A escriba Rachel Reichhardt na Comunidade Shalom, em São Paulo. Ela participou da primeira Torá escrita por mulheres (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
PIONEIRA: A escriba Rachel Reichhardt na Comunidade Shalom, em São Paulo. Ela participou da primeira Torá escrita por mulheres (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)

Quando comecei a participar dos rituais, lembrei-me de uma escultura que vira pela primeira vez no Museu do Cairo, em 1983. Era um escriba. A figura do escriba sempre me fascinou. A tradição bíblica, que impacta toda a nossa civilização, foi transmitida por um homenzinho que, nos museus, é representado por uma escultura minúscula. Ninguém se dá conta da existência desse ser, ainda que ele tenha nos transmitido as bases da cultura ocidental. Também queria ser escriba, ou melhor, soferet, como se diz em hebraico, o mais sagrado dos ofícios para a religião judaica. Só havia um problema: na tradição judaica, o trabalho de copista da Torá (o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia, conhecido como Pentateuco) é restrito a homens. Não judeus, crianças, escravos, imberbes e mulheres são proibidos de escrever os pergaminhos do Pentateuco. Esses grupos não são considerados confiáveis para pôr na forma de letras o nome de Deus neste mundo.

Em 1999, fiz um curso de caligrafia judaica na Universidade Hebraica de Jerusalém, onde pude escrever o rolo de Ester, único livro da Bíblia hebraica que não registra o nome de Deus e, por isso, pôde ser escrito por mulheres ao longo da história. Cinco anos depois, no Seminário Rabínico Latino-Americano, em Buenos Aires, conheci o rabino Abraham Skorka, uma referência no judaísmo na América Latina. Ele concordou em pesquisar comigo os motivos da proibição às mulheres. Depois de estudar toda a Bíblia, todo o Talmude (comentários rabínicos à Torá também considerados sagrados), ver todas as vírgulas, ele concluiu que sim, uma mulher poderia se tornar escriba. Segundo a cultura que escreveu as leis talmúdicas, mulheres e outros grupos tinham responsabilidade para entender o que significava a perpetuação do texto da revelação divina. Concluímos que meu compromisso de décadas com a religião e o compromisso que eu mesma assumira com a perpetuação do texto sagrado me tornavam confiável e apta para esse trabalho. Foi o próprio rabino Skorka quem assinou meu diploma. O primeiro diploma de escriba concedido a uma mulher no mundo.

Diplomada, lembrei que uma amiga me contara sobre uma mulher que sonhava com uma Torá escrita apenas por mulheres. Só me lembrava do sobrenome dela: Guggenheim, como o famoso museu de Nova York. Depois de várias pesquisas, o Google me dirigiu para a página de uma comunidade judaica de Seattle, nos Estados Unidos, que financiava o Women’s Torah Project (Projeto Torá das Mulheres). Mandei um e-mail mencionando que tinha um diploma e gostaria de contribuir com o projeto. No mesmo dia recebi a resposta de Shoshana Guggenheim. Impressionada com uma mulher ter conseguido um diploma de uma instituição rabínica, ela me convidou para participar.

Entre 2004 e 2010, com outras cinco escribas de Israel, Canadá e EUA, participei da confecção da primeira Torá escrita por mulheres. Era a única escriba diplomada no projeto. A parte que me coube do Pentateuco foi o livro do Êxodo, que conta a história da libertação dos judeus da escravidão no Egito.

A Torá consiste em 65 pergaminhos, com 72 linhas de altura cada um. Existem mais de 4 mil leis que ditam como ela deve ser escrita. Todas as letras têm de ser escritas na ordem do texto original. Se, ao final da linha, eu perceber que cometi um erro no começo, tenho de apagar toda a linha, não apenas a letra errada, pois é proibido inverter a ordem da revelação. Ao escrever o nome Deus, primeiro é preciso anunciar em voz alta, em hebraico, que será escrito o nome sagrado, limpar a pena e trocar de tinta. A pena precisa ter um sexto do tamanho da linha. A observância de todas essas regras por escribas de primeira viagem – algo que todas nós éramos – explica a demora em completar o projeto. Apesar de árduo, é um trabalho gratificante. Ao escrever, você se relaciona de uma maneira especial com o texto. O Êxodo tem uma passagem que todo escriba adoraria escrever: a abertura do Mar Vermelho. A diagramação do texto em três colunas permite ao escriba ver o mar se abrir.

Entre 2004 e 2010, com cinco escribas de Israel, Canadá e Estados Unidos, participei da confecção da primeira Torá das mulheres. Eu era a única escriba diplomada no projeto (Foto: arq. pessoal)
Entre 2004 e 2010, com cinco escribas de Israel, Canadá e Estados Unidos, participei da confecção da primeira Torá das mulheres. Eu era a única escriba diplomada no projeto (Foto: arq. pessoal)

A Torá das mulheres foi entregue em 15 de outubro de 2010, em Seattle. Foi lá que nós, as escribas, nos encontramos pela primeira vez e costuramos os rolos da Torá. Levei uma comitiva comigo: meus pais, minha irmã e duas amigas. Foi muito especial ter meus pais a meu lado. Foi naquele momento que caiu a ficha para eles do que aquilo representava para mim. Era um momento histórico no judaísmo.

Meu objetivo não é romper paradigmas. Gosto de pensar que podemos transformar as tradições quando estamos dentro do sistema. Mesmo sistemas tão fechados, como as religiões, podem ser transformados. O que não podemos mais é ouvir que a mulher não pode. A mulher pode.

O artigo original da ÉPOCA poderá ser visto por meio desse link aqui:

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/07/ajudei-escrever-bprimeira-tora-das-mulheresb.html

OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL





















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sábado, 24 de novembro de 2012

INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO - PARTE 1




Este estudo é parte de uma breve introdução ao Antigo Testamento. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da Antiga Aliança. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo 

Capítulo 4 – Introdução ao Pentateuco

O Nascimento do Povo de Deus

שְׁמַע יִשְׂרָאֵל יְהוָה אֱלֹהֵינוּ יְהוָה אֶחָד
                    Ehad   Adonai  Eloheinu   Adonai   Israel     Shemá
              
                   Um é  O SENHOR Nosso Deus O SENHOR Israel Ouve


Deuteronômio 6:4
I. O que é o Pentateuco?

O termo πεντάτευχος  pentáteucos — Pentateuco refere-se aos primeiros cinco livros do da Bíblia. Esta palavra é uma combinação de - πέντε  pénte - cinco e τευχος — teuchos - rolos. Há evidências bíblicas que confirmam a idéia que os livros de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio formam juntos uma unidade literária. Quando lemos no Antigo Testamento expressões tais como:

·       Livro da lei de Moisés – ver 2 Reis 14:6. 

·       Livro da lei” - ver Josué 1:8.

elas, provavelmente, referem-se ao Pentateuco. O Novo Testamento, por sua vez, refere-se a esses livros como “Lei”, na expressão “A lei e os profetas” – ver Lucas 16:16. Portanto, não devemos, necessariamente, ver o Pentateuco como cinco livros separados e sim como um conjunto. É bem possível que o tamanho limitado dos rolos antigos tenha tornado necessária a divisão em um formato com cinco livros.

No Pentateuco nós podemos encontrar a história que vai desde o começo dos tempos — desde antes da Criação — até quando Israel conquista a terra prometida, sem incluir, porém, esse último acontecimento que está descrito no Livro de Josué. Essa terra prometida tornar-se-ia, mais tarde, a terra de Israel. Excluindo, por hora, os capítulos de Gênesis 1—11, a história é basicamente sobre uma família que cresceu e, pela graça de Deus, transformou-se em Seu povo. Deus salvou essa nação da agonia da escravidão no Egito — ver Deuteronômio 4:20 onde encontramos a expressão “fornalha de ferro do Egito” —  de modo dramático e miraculoso e assumiu um compromisso de intimidade com Seu povo. Depois de muitos anos de peregrinação pelos desertos da região — por culpa do próprio povo que sofria de uma incredulidade inacreditável, os israelitas chegaram, finalmente, à terra que Deus havia prometido a seus ancestrais. Por todos estes motivos a história que temos descrita de Gênesis a Deuteronômio constitui-se em uma narrativa que possui um começo bem estabelecido, uma trama principal complexa associada a muitas outras tramas secundárias e terciárias, e um final bem decisivo.

Os Livros de Moisés

O termo judaico para esses livros é a palavra hebraica תּוֹרָה  toráh — instrução ou ensino. Apesar de normalmente traduzirmos essa palavra como “lei”, ela tem um significado muito maior. Como se origina da palavra “ensinar” pode e deve ser melhor compreendida como “instrução”. “Torá”, portanto, é um nome apropriado para esses cinco primeiros livros da Bíblia, pois eles contêm instruções precisas acerca de como se relacionar tanto com o Deus vivo e verdadeiro bem como com os outros seres humanos. Os cinco livros de Pentateuco nos oferecem uma compreensão fundamental para todo o resto da Bíblia.

II. Do que trata o Pentateuco?

O Pentateuco narra, basicamente, a história dos descendentes de Abrão, o povo de Deus na Antiga Aliança, a nação de Israel. Ele nos explica como surgiu esta nação, como Deus a salvou da extinção e as lutas de seu relacionamento com Deus, marcadas por uma constante desobediência aos Seus Mandamentos. Mas o Pentateuco não pretende ser simplesmente uma “história” de Israel. Nele nós vamos encontrar muitos dados que são inesperados para a história de uma nação, bem como a omissão de certos detalhes que, de um modo geral, seriam considerados historicamente pertinentes. Tudo isto acaba por transformar o Pentateuco em um documento singular entre os documentos da Antiguidade.

Além do mais, para nós que somos crentes, o Pentateuco não é só um documento que tem como finalidade específica nos oferecer apenas informações importantes e verdadeiras. Ele foi também escrito com o objetivo de fortalecer a nossa fé. A principio, ele foi elaborado para encorajar os israelitas a acreditar e confiar em Deus por causa da Aliança e do relacionamento de fidelidade entre Deus e os ancestrais desse povo. Assim, sem ter a intenção de apresentar uma completa “história de Israel”, o Pentateuco acaba por colocar as ações de Deus e de Israel dentro da História. Por mais de três milênios, aqueles que creem encontraram importantes e transformadoras verdades históricas, religiosas e teológicas nesses livros. Os que não creem são sistematicamente surpreendidos com a historicidade dos mesmos, como pode ser facilmente comprovado pelas constantes descobertas arqueológicas.


A história dos começos

A história se inicia com um livro sobre “os começos”. “Gênesis” vem de uma palavra grega e significa “origens”. Os primeiros onze capítulos de Gênesis descrevem o começo do universo, da humanidade, do pecado e do castigo. Esses capítulos de abertura são cruciais para a compreensão do restante da Bíblia porque revelam a natureza de Deus, o papel do universo que ele criou e o posicionamento da humanidade dentro desse universo.

Acima de tudo, Gênesis 1—11 apresenta um problema. Deus criou o universo que foi avaliado como sendo “bom” — aceitável a Deus — em cada fase de sua criação. Mas a humanidade arruinou o que ele havia criado. Depois que Adão e Eva trouxeram o pecado para o mundo — ver Gênesis 3 — suas consequências tornaram-se óbvias de imediato. Os efeitos do pecado ficaram evidentes em todos os aspectos da criação de Deus e tornaram-se progressivamente piores. Depois que a humanidade resistiu a outras tentativas de eliminar a onda de maldade, Deus escolheu um único homem e sua família como solução para a terrível situação então existente. Este homem foi Noé.

Gênesis 12—50 conta a história de Abraão e sua família em sua jornada de fé. Sua história trata de valores perenes, pois eles responderam a Deus com fidelidade. O texto apresenta cada personagem de forma honesta, sem tentar esconder suas falhas. Gênesis 12—50 nos mostra que essas pessoas criam em Deus e ele usou a fé dessas pessoas como solução para o problema do pecado no mundo, ou melhor, como o começo da solução. Assim, o primeiro livro da Bíblia nos fala dos primórdios do mundo e do povo de Deus. Gênesis descreve o começo de tudo, exceto de Deus.

Na conclusão de Gênesis, Deus livrou seu povo da fome de forma miraculosa e eles estão vivendo pacificamente no Egito. Mas muitos anos depois, os egípcios oprimiram toda a população israelita e os forçaram à escravidão. Da mesma forma que Gênesis, o livro de Êxodo começa com um problema. O povo de Deus está sofrendo sob o domínio egípcio e seu plano de usar esse povo como solução para o problema do pecado parece impossível. Mas assim como antes, Deus escolheu lidar com o problema chamando uns poucos indivíduos que eram fiéis para servi-lo incondicionalmente.

 
Israel no Egito

Êxodo relata a preparação e o chamado de Moisés, bem como seu papel de liderança na saída do povo do Egito — a expressão grega para “Êxodo” significa “saída ou partida”. Esse livramento miraculoso do povo de Deus é um acontecimento formativo na história de Israel e o melhor exemplo do poder e da graça de Deus. Assim sendo, o êxodo é no Antigo Testamento o equivalente à cruz no Novo Testamento. O livro também descreve o novo relacionamento de comprometimento entre Deus e o seu povo — uma aliança — capítulos 19—40.

O Sacerdócio Levítico

O terceiro livro do Pentateuco é Levítico. Esse livro parece interromper o fluxo do pensamento histórico e dá a muitos leitores modernos a impressão de ser estranho. Mas Levítico — relacionado aos filhos de “Levi”, ou sacerdotes e levitas — é indispensável para a mensagem geral do Pentateuco. Ele conclama o povo de Deus à pureza ritual e moral. Em Êxodo, Deus libertou Israel do cativeiro e estabeleceu um relacionamento singular com o povo. O foco de Levítico está em como o povo pode manter esse relacionamento. Ele instrui os sacerdotes em como oferecer a Deus os sacrifícios apropriados e a forma apropriada de fazê-los. Assim, esse livro dedica-se a preservar o caráter moral e sagrado de Israel, servindo de auxílio à adoração e ao gozo no Senhor e em suas bênçãos.

O livro de Números dá continuidade à história da jornada de Israel à terra prometida. O livro começa com os complicados preparativos — incluindo o censo do povo — daí o nome “Números” — para deixar o Monte Sinai, onde havia sido feita a aliança com Deus. Mas então, o livro descreve acontecimentos nos quais o povo escolhe desobedecer a Deus. A desobediência de Israel lhes custa caro, tendo em vista que Deus não permite que eles entrem imediatamente na terra prometida. O livro de Números relata como o povo de Deus vagou, tragicamente, pelo deserto durante quarenta anos, incapaz de conseguir alcançar o que estava reservado para eles.

A segunda Lei

Deuteronômio, o último livro do Pentateuco, é uma série de discurso de despedida feitos por Moisés. Nas planícies de Moabe, separado da terra prometida apenas pelo rio Jordão, Moisés fala ao povo de Deus preparando-o para o futuro. Ele reafirma a lei da aliança — “Deuteronômio” significa “segunda lei” — e os adverte sobre os perigos e as consequências de se afastarem de Deus para adorar outras divindades. O livro tem por objetivo restabelecer a aliança entre Deus e o seu povo.

Podemos traçar um sumário do Pentateuco como segue:

·       Gênesis é o livro das origens. Ele descreve os começos do universo e as origens do povo de Deus. 

·       Êxodo fala da salvação desse povo, que não pode salvar a si mesmo. 

·       Levítico é um chamado a santidade como único modo de vida natural para os israelitas e a única resposta possível à graça de Deus. 

·       Números é o livro em que o povo está vagando, sofrendo as consequências de sua incredulidade. 

·       Mas a história termina em um tom positivo, quando Deuteronômio apresenta o caminho para a renovação.

Outros artigos acerca da Introdução ao Antigo Testamento

A. O Texto do Antigo Testamento

001 – O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO

002 – A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

003 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 1 = Os Escribas e O Texto Massorético — TM

004 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 2 = O Texto Protomassorético e o Pentateuco Samaritano

005 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 3 = Os Manuscritos do Mar Morto e os Fragmentos da Guenizá do Cairo

006 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 4 = A Septuaginta ou LXX

007 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 5 = Os Targuns e Como Interpretar a Bíblia

B. A Geografia do Antigo Testamento

001 – INTRODUÇÃO E MESOPOTÂMIA

002 – O EGITO

003 – A SÍRIA—PALESTINA

C. A História do Antigo Testamento

001 — OS PATRIARCAS DA NAÇÃO DE ISRAEL

002 — NASCE A NAÇÃO DE ISRAEL

003 — A NAÇÃO DE ISRAEL: O REINO UNIDO

004 — O REINO DIVIDIDO E O CATIVEIRO BABILÔNICO

D. A Introdução ao Pentateuco

001 — O PENTATEUCO — O QUE É E DO QUE TRATA O PENTATEUCO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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O material contido neste estudo foi, em parte, adaptado e editado das seguintes obras, que o autor recomenda para todos os interessados em aprofundar os conhecimentos acerca do Antigo Testamento:

Bibliografia


Arnold, Bill T. e Beyer, Bryan E. Descobrindo o Antigo Testamento. Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2001.

Archer, Gleason L. Jr. A Survey of the Old Testament. The Zondervan Corporation, Grand Rapids, 1980.

Champlin, Russel Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia, e Filosofia. Editora Hagnos, São Paulo, 6ª Edição, 2002.

Francisco, Edson de Faria. Manual da Bíblia Hebraica – Introdução ao Texto Massorético. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 1ª Edição, 2003.

Harrison, Roland Kenneth. Introduction to the Old Testament. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1979.

The Fundamentals. Edição Eletrônica disponível na Internet, 2006.

Walton, John H. Chronological Charts of The Old Testament. The Zondervan Corporation, Grand Rapids, 1978.

Würthwein, Ernst. The Text of the Old Testament. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Reprinted, 1992.

Enciclopédias e Softwares

__________Biblioteca Digital da Bíblia. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2006.

__________The Lion Handbook to the Bible. Lion Publishing, Herts, 1978.

__________The New Encyclopaedia Brtannica. Encyclopaedia Britannica Inc., Chicago, 15th Edition, 1995.