sexta-feira, 22 de julho de 2016

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004



ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA, A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA SOTERIOLOGIA DE PAULO

1 Coríntios 1:12—19

12 Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?

13 E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou.

14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;

15 e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.

16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.

18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.

19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

Uma leitura cuidadosa de 1 Coríntios 15 irá demonstrar que a totalidade do argumento de Paulo a favor de ressurreição reside, por completo, em sua tese acerca dos primeiros frutos como indicado no estudo anterior que tratou de 1 Coríntios 15:20. Aquele estudo poderá ser visto por meio desse link aqui:

1 Coríntios 15 é uma discussão acerca da ressurreição de Cristo e a forma como a ressurreição do Senhor se relaciona com a ressurreição dos cristãos.

Essa ênfase pode ser vista na passagem que estamos estudando agora de 1 Coríntios 15:12—19. Até o verso 19 Paulo ainda não chegou à sua afirmação “mais de fato”  feita em —1 Coríntios 15:20

Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

Esse é o motivo porque em nosso texto principal Paulo argumenta, de forma hipotética. Ele parte da premissa da ressurreição de Jesus para chegar na ressurreição dos crentes. Se Cristo ressuscitou, então a ressurreição geral não pode ser colocada em dúvida, como alguns estavam fazendo — 1 Coríntios 15:12. De modo semelhante, negar a ressurreição de Cristo é negar a ressurreição dos próprios crentes. Se tal negação for verdadeira indica que a pregação de Paulo é vazia, o mesmo acontecendo com a fé dos cristãos, que se torna algo vão e inútil — 1 Coríntios 15:14, 17.

A maior consequência de negar a ressurreição de Jesus é que os crentes continuam mortos em seus próprios pecados e sem nenhuma esperança. E mais, os que morreram em Cristo, não têm nenhuma esperança de voltarem a viver, mas pereceram por completo — 1 Coríntios 15:17, 19. Por outro lado, Paulo também argumenta de modo reverso, partindo da negação da ressurreição dos crentes até chegar à negação da ressurreição do Senhor Jesus — 1 Coríntios 15:13, 15—16.

Existem dois fatores da maior importância em todo esse argumento para os quais desejamos chamar a atenção dos nossos leitores:

1. O primeiro é que em toda a extensão de 1 Coríntios 15 nos deparamos com a pressuposição dominante que trata da unidade entre a ressurreição do Senhor Jesus e  ressurreição dos crentes. Uma não pode existir sem a outra. De fato uma depende da outra. Desse modo, crer numa delas implica, de forma automática, a crença na outra. Sem esse entendimento básico da união existente entre as duas ressurreições, as palavras de Paulo soariam apenas com retórica sem fundamento.

2. O argumento de Paulo está estruturado para que possa funcionar nos dois sentidos: pode começar com a ressurreição de Jesus e terminar com a ressurreição dos crentes ou de forma reversa. A negação da ressurreição de Jesus também funciona, exatamente, da mesma forma e também pode ser revertida. Isso demonstra a maneira firme como essas ideias encontram-se unidas na mente de Paulo, não existindo nenhum espaço para qualquer outra alternativa. Para Paulo a ressurreição do Senhor Jesus e a ressurreição dos Crentes não são dois acontecimentos separados, mas apenas dois episódios de um único evento.

Outras duas referências importantes dentre desse contexto são:
  
2 Coríntios 4:14

Sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco.

1 Tessalonicenses 4:14

Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001


Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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