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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

EDUCAÇÃO CRISTÃ - ESTUDO 016 - O QUE O NOVO TESTAMENTO ENSINA SOBRE A IGREJA - PARTE 004


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O propósito dessa série é introduzir o leitor na vasta gama de materiais relacionados à Educação Cristã. Nosso foco central estará sempre localizado nos chamados “Ministérios da Igreja” que refletem a vida prática ou o dia a dia do que deve estar acontecendo em todas as igrejas locais.

V. O Ensinamento do Novo Testamento Acerca da Igreja — Parte 003


E. Entendendo Melhor o Que é a Igreja

3 – A Igreja como πλήρωμαplíroma — pleroma.[1]

Nesta secção vamos apresentar o significado de Cristo ser o cabeça de todas as coisas e as implicações de Cristo ser a cabeça da Igreja.

Ao lermos a Epístola de Paulo aos Colossenses ficamos com a nítida impressão que os irmãos estavam se sentindo oprimidos por uma heresia, que os levava a um temor perverso dos poderes espirituais que os cercavam. Contra essa heresia, que tem sido reinventada nos nossos dias, o ensino do apóstolo é bem claro: Cristo é superior a todo principado, autoridade, poder ou domínio espiritual ou estrutura institucional. Vejamos o que a Bíblia ensina acerca deste fato:

a. Todos os principados, autoridades, poderes e domínios devem submissão à Cristo e estão, de fato, submetidos a Ele —

Efésios 1:21

Acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro.

Colossenses 1:16

Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

Colossenses 2:10.

Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

b. Essa superioridade, que foi conferida a Cristo por Deus quando da exaltação do Nosso Senhor —  

Efésios 1:20

O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais.

tem íntima relação com aquela referente a “todas as coisas” que eram de Cristo quando da criação, no princípio —

Colossenses 1:15—20

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,

19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude

20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

c. Agora, para satisfazer o desejo e o prazer Divinos, tal submissão absoluta e completa foi renovada

Efésios 1:9—10

9 Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,

10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra;
d. Tudo isto é expresso de forma clara quando se diz:

Colossenses 1:19

Porque aprouve a Deus que, nele, i.e., em Cristo, residisse toda a plenitude.

e. Outro verso que exprime de maneira bastante clara esta verdade é:

Colossenses 2:9

Porquanto, nele (em Cristo), habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

f. Como consequência disso tudo, Cristo é o cabeça de “todas as coisas” — ver Efésios 1:22 — ou “o cabeça de todo principado e potestade” — ver Colossenses 2:10 — e em virtude da glória que lhe foi dada por Deus, Cristo

Efésios 4:10

Subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.

No Antigo Testamento, o Deus Eterno, afirma que Ele enche os céus e a terra —

Jeremias 23:24

Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? —diz o SENHOR; porventura, não encho eu os céus e a terra? — diz o SENHOR.

Diante desse fato a divindade de Cristo é inescapável. Mas um dia o próprio Senhor Jesus Cristo se sujeitará novamente ao Pai para que —

1 Coríntios 15:28

Deus seja tudo em todos.

Enquanto isso, a Igreja é exortada a permanecer firme em Cristo e não se deixar abalar pelas

Colossenses 2:8

Filosofias e vãs sutilezas das tradições dos homens e dos rudimentos do mundo.

Tudo isto é para nos dizer que não existe vida ou poder independente ou acima de Deus. Nós temos que entender que a Igreja está numa posição de:

Efésios 3:18—19

Compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.

Essa mesma glória de Cristo como “o cabeça de todas as coisas”, determina sua posição como “cabeça da Igreja”.
A linguagem da “plenitude” é retorna quando o assunto é o relacionamento de Cristo com a Igreja. A igreja é o πλήρωμα plíroma — pleroma de Cristo —

Efésios 1:23

A qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.

Isto é, a área ou domínio completamente preenchidos por Cristo. A mesma linguagem ocorre em Colossenses 2:10 onde após afirmar que em “Cristo, habita, corporalmente toda a plenitude da Divindade” o apóstolo Paulo continua e afirma que: “em Cristo nós (a Igreja) estamos aperfeiçoados”. A mesma ideia é repetida em Efésios 3:19 e Efésios 4:7 em diante. Nessa última passagem nós somos lembrados que o cabeça de todas as coisas, como cabeça da Igreja, tem proporcionado a essa mesma Igreja tudo o que é necessário para o crescimento dela, até que cada indivíduo, na totalidade do corpo, atinja a estatura de varão perfeito.

Assim temos que, se por um lado Cristo enche todas as coisas, com sua presença gloriosa, conforme Efésios 1:23 e Efésios 4:10 — por outro lado, a igreja é chamada de seu πλήρωμα plíroma — pleroma, ou seja, aquele local especial cheio e destinado a ficar cada vez mais cheio, com Sua gloriosa presença.

Todavia, parece haver uma distinção na forma como Cristo enche todas as coisas e como ele enche a Igreja. No primeiro caso, fala-se do Seu poder e do fato de que todas as coisas estão contidas ou submetidas a Ele. No caso da Igreja, o enchimento ocupa o lugar da nossa responsabilidade, no sentido que temos que ir nos apropriando de cada um e de todos os dons com que Cristo encheu a Igreja. Nós podemos ver isso, claramente, em Efésios 4:7—16, onde a afirmação acerca da posição de autoridade de Cristo sobre todas as coisas é imediatamente seguida pelo desejo desse mesmo Cristo de suprir sua Igreja com tudo que ela precisa para atingir a maturidade. O propósito dessas afirmações é, por um lado, impedir a Igreja de cair na tentação de que pode existir algo maior que Cristo e ela não possua, no seu Senhor, tudo o que é necessário para seu i.e., da Igreja, aperfeiçoamento e, por outro lado, incentivar a Igreja a buscar a mesma plenitude que existe naquele que é sua cabeça, a saber, Cristo. Essa plenitude que existe em Cristo, e que a Igreja deve se empenhar em fazer sua própria experiência, deve conduzir a Igreja á maturidade, ajudá-la a encontrar em Cristo tudo o que é necessário para seu crescimento, de tal forma que, em sua fé e conhecimento de Cristo, a Igreja, nunca venha ser “agitada de um lado para o outro e levada ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” — Efésios 4:14, mas que a Igreja possa estar “arraigada e alicerçada em amor” — Efésios 3:17.

À medida que a Igreja se apropria mais e mais da plenitude que está em Cristo, fica mais evidente o plano de Deus de “mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça” conforme Efésios 2:7. E, por essa mesma apropriação, “pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais” — Efésios 3:10. Na sua própria existência e nas suas relações com o mundo a Igreja precisa mostrar-se a si mesma como a Igreja daquele que é o cabeça de todas as coisas. A Igreja precisa amadurecer, de forma constante, permanente, incessantemente.

Mas mesmo que Cristo já tenha derrotado o inimigo, pois em Colossenses 2:15 nós lemos: “e despojando os principados e potestades, publicamente o expôs ao desprezo, triunfando dele na Cruz”, isso não quer dizer que esses principados e potestades sejam inofensivos. Nós somos advertidos, de forma contínua, que a nossa “luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” —Efésios 6:12. Mas não estamos sozinhos e nem abandonados. Parte daqueles dons que o Senhor está desejoso de fornecer à Sua Igreja na sua plenitude, incluem uma completa armadura tão rica e poderosa que, revestidos com ela, podemos “resistir no dia mau e, depois de termos vencido tudo, permanecer inabaláveis” — Efésios 6:13—20.

Diante de tudo o que vimos até agora, temos que a igreja não poder ser considerada um plano alternativo ou de contingência, da parte de Deus, e nem pode estar, como de fato não está, submetida a nenhum tipo de manipulação por aqueles que, de forma equivocada, acham que são “os donos da igreja”. Papa nenhum, bem como nenhum presidente ou secretário executivo de supremo concílio nenhum, apóstolo, profeta, bispo ou o que for possuem prerrogativas sobre a Igreja do Senhor. Como acabamos de mencionar, a Igreja é do Senhor. É o corpo do Senhor. O Senhor é o único cabeça da Igreja. Tudo o que é pertinente ao Senhor é pertinente à Sua Igreja. É impossível privilegiar a um sem privilegiar o outro. Por semelhante modo, é impossível querer prejudicar a um sem prejudicar o outro — ver Atos 9:1—6. Vejam em que situação delicada se colocam esses homens, com seus pomposos títulos, quando se arrogam o direito de saberem o que é o melhor para a igreja. Quando tomam decisões que são frontalmente contrárias à vontade revelada do Senhor e contida na Bíblia. Quando se empenham em prejudicar crentes individuais por não concordarem com seus — deles — desmandos. Quando ensinam o erro e pretendem que estão falando em nome do Deus verdadeiro. É realmente uma situação muito precária e eles terão, como de fato darão contas à Deus de cada um dos seus atos perversos. E tudo isso, para que fique o mais evidente possível, para todo o Universo criado, que é “pela igreja, que a multiforme sabedoria de Deus se torna conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais” — conforme Efésios 3:10.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

001 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 001

002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002

003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS

007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

011 — A PALAVRA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003

016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE

017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ

018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-018-o-que-o-novo.html
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/educacao-crista-estudo-019-o-que-o-novo.html
020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-020-o-que-o-novo.html
021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-021-o-que-o-novo.html
022 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/educacao-crista-estudo-022-os.html
023 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 002
Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.




[1] De acordo com o Dicionário Aurélio século XXI: Pleroma: Do latim. Científico. Pleroma. Latim tardio: pleroma, 'plenitude'; grego: pléroma, 'tudo o que é completo'. 


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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ANDREW MURRAY – ESTUDO 008 - FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE



ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Lucas 22:41—42

41 Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava,

42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.

O jardim do Getsêmani pode ser considerado o Santo dos Santos da vida do Senhor Jesus Cristo. O santuário no qual Ele viveu, talvez mais intensamente nossa redenção, do que a própria cruz do no monte Calvário. O calvário mostrou o aspecto externo da intensa luta travada no Getsêmani para fazer a vontade do Pai. Os acontecimentos passados no Getsêmani nos revelam o que se passou entre o Pai e o Filho, o preço que o Filho tinha que pagar, e que deu ao Seu sacrifício um valor eterno. No centro de tudo isso, estão as palavras que queremos entender “não se faça a minha vontade”.

Que minha alma possa se acalmar. Que possa ponderar e orar enquanto contemplo o que aconteceu quando meu Senhor aprendeu a falar essas palavras, que por sua vez, ele deseja ensinar a cada uma de nós.
Hebreus 5:7—9

7 Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,

8 embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu

9 e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,

Hoje queremos falar de quatro das maiores maravilhas de toda eternidade.

1. A primeira é esta: O Pai oferece o cálice da Sua ira para que o Filho beba. É algo impressionante que a Bíblia mencione apenas dois cálices. Existe o cálice da bênção ou de ações de graças conforme podemos ver em:

Salmos 16:5

O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte.

Salmos 23:5
Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

Salmos 116:13

Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR.

1 Coríntios 10:16

Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?
E também existe o cálice do tremor e da desolação em —

Salmos 11:6

Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice.

Isaías 51:17, 22

17 Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que da mão do SENHOR bebeste o cálice da sua ira, o cálice de atordoamento, e o esgotaste.

22 Assim diz o teu Senhor, o SENHOR, teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice de atordoamento, o cálice da minha ira; jamais dele beberás.

Ezequiel23:33

Encher-te-ás de embriaguez e de dor; o copo de tua irmã Samaria é copo de espanto e de desolação.

É a vontade do Pai que o Filho beba esse último cálice para que a reconciliação entre nós e Deus seja concretizada pela necessidade criada por nossos pecados. O Pai coloca o cálice de Sua ira contra o pecado nas mãos do Seu Filho para que Ele beba.

2. A segunda maravilha é que o Filho de Deus, alguém que nunca conheceu pecado e que sempre foi obediente, precisa agora tomar e esgotar o cálice da maldita morte dos seres humanos pecadores.

Ele implora que seja poupado de ter que beber esse cálice. Ele experimenta a repulsa de sua vontade humana e sabe que essa vontade humana não é a mesma que a vontade divina de Seu Pai. Jesus tem verdadeiro pavor da morte. Mas Ele sente um pavor maior ainda de ser desobediente a Deus. E, enquanto diz “não se faça a minha vontade”, sua luta é tão intensa que seu suor se transforma em grandes gotas de sangue.
3. A terceira maravilha é o fato de que o pai não atende ao pedido do Filho nem aceita fazer Sua vontade. Não é a vontade do Pai que o cálice passe pelo Filho sem que o mesmo seja bebido até o fim.

4. A quarta maravilha é o fato do Filho aceitar o cálice que é tão repugnante à sua alma. Ele sacrifica Sua própria vontade. Ele se levanta e segue na direção que inclui fazer a vontade do Pai. Beber o cálice da ira de Deus até a última gota, até o ponto de ser abandonado pelo próprio Pai.

Todas essas maravilhas estão nessa frase “não se faça a minha vontade”. Era isso que o Pai desejava do Filho. E essa obediência foi que fez o Filho tão glorioso diante dos olhos do Pai. O desejo de fazer a própria vontade estava na raiz do primeiro pecado, como está na raiz de todo pecado. Somente as palavras “não se faça a minha vontade”, são capazes de vencer e fazer evaporar o pecado. Somente uma atitude como essa é capaz de nos abrir e nos mostrar o caminho de volta para Deus: que, independentemente do custo, ele possa dizer “não se faça a minha vontade”. Jesus proferiu essa frase todos os dias de sua vida. Dia após dia ele agiu assim e graças a Deus que não foi diferente no Getsêmani, e assim ele conquistou a salvação a nosso favor.

Não se faça a minha vontade”. Essas palavras são o segredo e a chave da nossa salvação. Foram essas três palavras de obediência da parte de Jesus que se transformaram no poder capaz de expiar nossos pecados. Por causa dessas palavras, todo nosso pecado, produto da nossa própria vontade pode ser perdoado para sempre.

E agora essas palavras se transformaram em vida para nossas almas. O que se constituiu em poder redentor, em Cristo, é também nossa própria fonte de poder. Nós fomos crucificados com Cristo; nós compartilhamos com ele Sua vontade de carregar a cruz a nosso favor e, por meio dEle e com Ele nós também podemos dizer até nossa própria morte “não se faça a minha vontade”. Essa é a verdadeira vida cristã. Foi pelo Espírito Eterno que Cristo Se ofereceu a Deus, sem pecado, especialmente no Getsêmani. E esse mesmo espírito vive e agem em nós a por meio de nós. E, em nós, como também em Cristo, a palavra chave do Espírito Santo é a expressão de Jesus que diz: “não se faça a minha vontade”.

Nós precisamos entender que sem o Espírito Santo a frase “não se faça a minha vontade”, parece um fardo insuportável. Mas Deus não deseja que falemos tais palavras com base em nossas próprias forças. Mas a alegria do Espírito Santo em nós torna as mesmas possíveis e fáceis. Do mesmo modo que Filho, com essas palavras, se ofereceu ao Pai e Deus como um sacrifício agradável, eu também posso usar essas mesmas palavras para colocar minha vida sobre o altar de Deus, como um sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor.

Caro cristão, deixe-me perguntar: Esse Cristo, para o qual a expressão “não se faça a minha vontade”, era Sua própria vida e alegria, é Ele o Cristo que você conhece como Salvador e Senhor? É ele o Cristo para o qual você tem oferecido sua vida, de forma tal, que ele possa transformar as palavras “não se faça a minha vontade” em tuas palavras também?  Essas palavras de Cristo, que o glorificaram diante de Deus, também o glorificam diante dos teus próprios olhos, ao mesmo tempo em que Ele te chama e te fortalece para seguir em seus passos? Eu te imploro: se você realmente deseja conhecer a vida abençoada pelo amor de Deus, deixe que esse Cristo, o Cristo de “não se faça a minha vontade”, viva em teu coração. Nas coisas grandes e pequenas em teu relacionamento com Deus e com teus companheiros humanos, que isso seja sempre teu amor e tua própria vida: “não se faça a minha vontade” — dia após dia, em Cristo, pelo poder do teu Espírito Santo.

Peço que te ajoelhes diante do teu precioso Senhor, e diga-lhe agora que, pela fé em Deu triunfo, no Getsêmani, assim será!         

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

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