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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ANDREW MURRAY – ESTUDO 008 - FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE



ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Lucas 22:41—42

41 Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava,

42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.

O jardim do Getsêmani pode ser considerado o Santo dos Santos da vida do Senhor Jesus Cristo. O santuário no qual Ele viveu, talvez mais intensamente nossa redenção, do que a própria cruz do no monte Calvário. O calvário mostrou o aspecto externo da intensa luta travada no Getsêmani para fazer a vontade do Pai. Os acontecimentos passados no Getsêmani nos revelam o que se passou entre o Pai e o Filho, o preço que o Filho tinha que pagar, e que deu ao Seu sacrifício um valor eterno. No centro de tudo isso, estão as palavras que queremos entender “não se faça a minha vontade”.

Que minha alma possa se acalmar. Que possa ponderar e orar enquanto contemplo o que aconteceu quando meu Senhor aprendeu a falar essas palavras, que por sua vez, ele deseja ensinar a cada uma de nós.
Hebreus 5:7—9

7 Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,

8 embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu

9 e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,

Hoje queremos falar de quatro das maiores maravilhas de toda eternidade.

1. A primeira é esta: O Pai oferece o cálice da Sua ira para que o Filho beba. É algo impressionante que a Bíblia mencione apenas dois cálices. Existe o cálice da bênção ou de ações de graças conforme podemos ver em:

Salmos 16:5

O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte.

Salmos 23:5
Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

Salmos 116:13

Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR.

1 Coríntios 10:16

Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?
E também existe o cálice do tremor e da desolação em —

Salmos 11:6

Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice.

Isaías 51:17, 22

17 Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que da mão do SENHOR bebeste o cálice da sua ira, o cálice de atordoamento, e o esgotaste.

22 Assim diz o teu Senhor, o SENHOR, teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice de atordoamento, o cálice da minha ira; jamais dele beberás.

Ezequiel23:33

Encher-te-ás de embriaguez e de dor; o copo de tua irmã Samaria é copo de espanto e de desolação.

É a vontade do Pai que o Filho beba esse último cálice para que a reconciliação entre nós e Deus seja concretizada pela necessidade criada por nossos pecados. O Pai coloca o cálice de Sua ira contra o pecado nas mãos do Seu Filho para que Ele beba.

2. A segunda maravilha é que o Filho de Deus, alguém que nunca conheceu pecado e que sempre foi obediente, precisa agora tomar e esgotar o cálice da maldita morte dos seres humanos pecadores.

Ele implora que seja poupado de ter que beber esse cálice. Ele experimenta a repulsa de sua vontade humana e sabe que essa vontade humana não é a mesma que a vontade divina de Seu Pai. Jesus tem verdadeiro pavor da morte. Mas Ele sente um pavor maior ainda de ser desobediente a Deus. E, enquanto diz “não se faça a minha vontade”, sua luta é tão intensa que seu suor se transforma em grandes gotas de sangue.
3. A terceira maravilha é o fato de que o pai não atende ao pedido do Filho nem aceita fazer Sua vontade. Não é a vontade do Pai que o cálice passe pelo Filho sem que o mesmo seja bebido até o fim.

4. A quarta maravilha é o fato do Filho aceitar o cálice que é tão repugnante à sua alma. Ele sacrifica Sua própria vontade. Ele se levanta e segue na direção que inclui fazer a vontade do Pai. Beber o cálice da ira de Deus até a última gota, até o ponto de ser abandonado pelo próprio Pai.

Todas essas maravilhas estão nessa frase “não se faça a minha vontade”. Era isso que o Pai desejava do Filho. E essa obediência foi que fez o Filho tão glorioso diante dos olhos do Pai. O desejo de fazer a própria vontade estava na raiz do primeiro pecado, como está na raiz de todo pecado. Somente as palavras “não se faça a minha vontade”, são capazes de vencer e fazer evaporar o pecado. Somente uma atitude como essa é capaz de nos abrir e nos mostrar o caminho de volta para Deus: que, independentemente do custo, ele possa dizer “não se faça a minha vontade”. Jesus proferiu essa frase todos os dias de sua vida. Dia após dia ele agiu assim e graças a Deus que não foi diferente no Getsêmani, e assim ele conquistou a salvação a nosso favor.

Não se faça a minha vontade”. Essas palavras são o segredo e a chave da nossa salvação. Foram essas três palavras de obediência da parte de Jesus que se transformaram no poder capaz de expiar nossos pecados. Por causa dessas palavras, todo nosso pecado, produto da nossa própria vontade pode ser perdoado para sempre.

E agora essas palavras se transformaram em vida para nossas almas. O que se constituiu em poder redentor, em Cristo, é também nossa própria fonte de poder. Nós fomos crucificados com Cristo; nós compartilhamos com ele Sua vontade de carregar a cruz a nosso favor e, por meio dEle e com Ele nós também podemos dizer até nossa própria morte “não se faça a minha vontade”. Essa é a verdadeira vida cristã. Foi pelo Espírito Eterno que Cristo Se ofereceu a Deus, sem pecado, especialmente no Getsêmani. E esse mesmo espírito vive e agem em nós a por meio de nós. E, em nós, como também em Cristo, a palavra chave do Espírito Santo é a expressão de Jesus que diz: “não se faça a minha vontade”.

Nós precisamos entender que sem o Espírito Santo a frase “não se faça a minha vontade”, parece um fardo insuportável. Mas Deus não deseja que falemos tais palavras com base em nossas próprias forças. Mas a alegria do Espírito Santo em nós torna as mesmas possíveis e fáceis. Do mesmo modo que Filho, com essas palavras, se ofereceu ao Pai e Deus como um sacrifício agradável, eu também posso usar essas mesmas palavras para colocar minha vida sobre o altar de Deus, como um sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor.

Caro cristão, deixe-me perguntar: Esse Cristo, para o qual a expressão “não se faça a minha vontade”, era Sua própria vida e alegria, é Ele o Cristo que você conhece como Salvador e Senhor? É ele o Cristo para o qual você tem oferecido sua vida, de forma tal, que ele possa transformar as palavras “não se faça a minha vontade” em tuas palavras também?  Essas palavras de Cristo, que o glorificaram diante de Deus, também o glorificam diante dos teus próprios olhos, ao mesmo tempo em que Ele te chama e te fortalece para seguir em seus passos? Eu te imploro: se você realmente deseja conhecer a vida abençoada pelo amor de Deus, deixe que esse Cristo, o Cristo de “não se faça a minha vontade”, viva em teu coração. Nas coisas grandes e pequenas em teu relacionamento com Deus e com teus companheiros humanos, que isso seja sempre teu amor e tua própria vida: “não se faça a minha vontade” — dia após dia, em Cristo, pelo poder do teu Espírito Santo.

Peço que te ajoelhes diante do teu precioso Senhor, e diga-lhe agora que, pela fé em Deu triunfo, no Getsêmani, assim será!         

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

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sábado, 27 de junho de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013F — PECADO E CASTIGO — PARTE F



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13F. Pecado e Castigo — PARTE F

CONTINUAÇÃO...

MARCOS 14:38—42

Verso 41

E veio pela terceira vez e disse-lhes: Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora; o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.

Jesus, pela terceira vez fala aos discípulos, e lhes diz com surpresa “Ainda dormis e repousais”. Como podeis dormir nesta hora de grande perigo! A hora predita por Jesus e organizada por Judas Iscariotes e os líderes judeus havia chegado —

Mateus 26:2 e 14—15

2 Sabeis que, daqui a dois dias, celebrar-se-á a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

14 Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs:

15 Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.

O Mestre os notifica de que os inimigos se aproximavam e é possível que já pudessem ser vistos, pois carregavam tochas e deviam estar fazendo barulho. Note como Jesus caracteriza esta turba e aqueles que os haviam enviado: “pecadores”. Jesus estava se referindo às mais altas autoridades religiosas dos seus dias começando pelo sumo sacerdote e também aos Romanos que estavam sempre aquartelados em Jerusalém em números bem maiores durante os festivais religiosos e que seriam, em última instância, a mão que, conduzida pelas lideranças judaicas, mataria o Senhor Jesus Cristo. Os sofrimentos que Jesus tinha que enfrentar não eram surpresa para Ele; Ele sabia exatamente o que e o quando e o como tinha que sofrer. Mas neste momento, a situação mais angustiante que Jesus havia enfrentado é deixada para traz e Ele se prepara com uma coragem incomum para enfrentar seus algozes.

Verso 42 - Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.

Jesus manda os discípulos se levantarem, não para fugir, mas para ir ao encontro do traidor. Até há poucos momentos Jesus estava grandemente angustiado pelo que iria lhe acontecer, mas agora tudo isto havia ficado para traz. Seus medos e temores foram deixados para trás completamente. Os discípulos por sua vez, haviam desperdiçado aquela oportunidade para se preparar para o que estava por vir e agora eles serão tomados por grande pavor. Jesus teve sua oração respondida e por este motivo ele está possuído de uma coragem firme. Os discípulos, como não oraram, colhem o fruto do seu próprio sono. A chance de demonstrar simpatia pelo Mestre havia passado. Jesus havia conseguido a vitória sem o auxílio dos discípulos. Jesus está pronto para enfrentar qualquer situação.

Dessa maneira nós podemos ver as graves consequências que nossos pecados impuseram sobre nosso Senhor Jesus. Graças a Deus Jesus não fugiu da sua missão por pior que ela fosse. Como dissemos anteriormente a agonia e Jesus no Getsêmani — lugar onde se espreme — e sua crucificação no Gólgota — lugar da caveira — constituem a única vez em que a ira de Deus se manifestou sem limites e eternamente. Jesus sorveu a totalidade do cálice da ira de Deus a nosso favor. Foram nossos pecados que o colocaram nesta posição tão precária. Não que ele não tivesse se oferecido voluntariamente para esse serviço, mas conforme diz Isaías Ele “foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades”. Como falamos ainda, o pecado precisa ser punido — não pode ficar impune. Como uma afronta à infinita majestade de Deus, o pecado demanda um castigo também infinito e sem limites. E este castigo infinito foi o sofrimento que Jesus experimentou. Tudo por causa dos nossos pecados. Mas temos que no relembrar que todos os nossos pecados têm uma origem comum: o pecado original

O pecado original é a fonte de todos os outros pecados e estes são tantos e tão diversos que é impossível enumerá-los ou nomeá-los, no entanto, cada um deles nos diz algo acerca da complexa natureza do pecado. Em vista dessa complexidade não é surpreendente que a Bíblia utilize uma variedade grande de palavras para se referir ao pecado. O pecado é, portanto, no contexto bíblico entre outras coisas chamado de: incredulidade, desconfiança, ingratidão, falta de amor, ódio. O maior pecado que pode ser cometido por alguém é sua reação à cruz de Cristo. Isto acontece porque é na Cruz de Cristo que o pecado é revelado em todos os seus terríveis aspectos e o pecado original e todas as suas manifestações históricas posteriores é vencido e perdoado pela ação graciosa de Deus através de Jesus Cristo. O grande pecado é, portanto, rejeitar o Cristo crucificado porque é este mesmo Cristo que irá julgar todos os seres humanos de acordo com o Evangelho que, diga-se de passagem, está a serviço da graça de Deus. O Novo Testamento está cheio de advertências acerca da arrogância humana manifesta na rejeição de Cristo e Sua obra redentora:

João 3:18—19

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

João 3:36

Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

João 5:39—43

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida. Eu não aceito glória que vem dos homens; sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis.

João 8:24

Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados.

João 8:46

Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes?

João 11:46—48

Outros, porém, foram ter com os fariseus e lhes contaram dos feitos que Jesus realizara. Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação.

João 12:37 e 48

E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele,... Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.

Atos 13:46

Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios.

1 Coríntios 1:18 e 23

Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. ...mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.

2 Pedro 2:1

Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.

Judas 4

Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013ª — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 16 de junho de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 005


Concepção artística de Cristo suando gotas de sangue.

O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

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Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”
– Lucas 22:44 –

Agonia de Cristo

Jonathan Edwards

CONTINUAÇÃO...

II. Que o conflito que a alma de Cristo então suportou foi ocasionado por aquelas visões e apreensões. A tristeza e angústia que a Sua alma sofreu nesta ocasião, surgiu a partir daquela visão plena e vigorosa, e imediata que Ele teve, assim, oferecida a Ele sobre aquele cálice de ira; pelo que Deus o Pai fez como que colocar o cálice diante dEle, para que Ele o tomasse e bebesse. Alguns têm perguntado o que ocasionou aquela angústia e agonia, e muitas especulações têm existido sobre isso, mas o relato que a própria Escritura nos dá é suficientemente completo nesta matéria, e não deixa espaço para a especulação ou dúvida. A única coisa pela qual a mente de Cristo estava tão cheia naquela época era, sem dúvida, o mesmo com que a Sua boca estava tão cheia; era o receio que Sua fraca natureza humana tinha daquele cálice terrível, que era muito mais terrível do que a fornalha ardente de Nabucodonosor. Ele teve, então, uma visão próxima da fornalha de ira, na qual Ele devia ser lançado; Ele foi levado para a boca da fornalha para que Ele pudesse olhar para ela, e permanecer e ver as chamas furiosas, e ver as brasas de Seu calor, a fim de que Ele pudesse conhecer para onde estava indo e o que Ele estava prestes a sofrer. Isso foi o que encheu a Sua alma de tristeza e escuridão, esta visão terrível como que o dominou. Pois, o que era a natureza humana de Cristo diante de tão poderosa ira como esta? Esse era, em si mesmo, sem os auxílios de Deus, apenas um fraco verme de pó, uma coisa que foi esmagada pela traça, nenhum dos filhos de Deus já teve tal cálice colocado diante de si, como sendo este o primeiro que qualquer criatura já teve. Mas, para não insistir por mais tempo sobre isso, apresso-me a mostrar,

III. Que o conflito na alma de Cristo, nessa visão de Seus últimos sofrimentos, era terrível, além de toda expressão ou concepção. Isso será evidenciado:

1. A partir do que é dito de Seu horror, pela história. Por um evangelista nos é dito, (Mateus 26:37): “começou a entristecer-se e a angustiar-se muito”. E por outro, (Marcos 14:33): “E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se”. Estas expressões expõem a intensa e avassaladora angústia em que estava Sua alma. As expressões de Lucas de Seu ser estar em agonia, conforme o significado da palavra no original, implica não em um nível comum de sofrimento, mas tal angústia extrema que Sua natureza teve um violentíssimo conflito com isso, como um homem que luta com todas as suas forças com um homem forte, que labuta e emprega a sua força máxima para conquistar uma vitória sobre ela.

2. A partir do que o próprio Cristo diz sobre isso, que não era acostumado a ampliar as coisas para além da verdade. Ele diz: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo” (Mateus 26:38). Que linguagem poderia expressar mais fortemente o mais extremo grau de tristeza? Sua alma não estava apenas “triste”, mas “cheia de tristeza”; e não somente isso, mas porque isso não expressa plenamente o nível de Sua tristeza, Ele acrescenta, “até a morte”; o que parece sugerir que as próprias dores e sofrimentos infernais, da morte eterna, haviam se apossado dEle. Os Hebreus estavam acostumados a expressar o maior nível de tristeza que qualquer criatura pudesse ser passível pela frase: a sombra da morte. Cristo tinha agora, por assim dizer, a sombra da morte trazida sobre a Sua alma pela visão próxima que Ele tinha do cálice amargo, que agora estava posto diante dEle.

3. A partir disso temos o efeito que isto teve sobre Seu corpo, causando aquele suor de sangue que lemos no texto. Em nossa tradução diz-se, que “o Seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão”. A palavra traduzida como “grandes gotas” é no original θρόμβοι — thómboi —, que significa propriamente caroços ou coágulos; pois podemos supor que o sangue que foi pressionado para fora através dos poros de Sua pele pela violência daquela luta interna e conflito, de forma que quando chegou a ser exposto ao ar fresco da noite, congelou e endureceu, como é a natureza do sangue, e por isso caiu dEle não em gotas, mas em coágulos. Se o sofrimento de Cristo houvesse ocasionado apenas um suor violento, isto teria mostrado que Ele estava em grande agonia; pois deve ser um sofrimento extraordinário e exercício da mente que faz com que o corpo esteja todo suado e exposto ao ar livre, em uma noite fria, como aquela era, como é evidente em João18:18: “Ora, estavam ali os servos e os servidores, que tinham feito brasas, e se aquentavam, porque fazia frio; e com eles estava Pedro, aquentando-se também”. Esta era a noite em que Cristo teve a Sua agonia no jardim. Mas a angústia e tristeza interior de Cristo não foram meramente as causas que o levaram a um suor violento e universal, mas, o que o fez suar sangue. A aflição e a angústia de Seu espírito eram tão indescritivelmente extremas como para forçar o sangue através dos poros de Sua pele, e isto tão abundantemente como a cair em grandes coágulos ou gotas de Seu corpo ao chão. Venho agora mostrar,

IV. O que se pode supor ser a finalidade especial de Deus em dar a Cristo de antemão essas visões terríveis de Seus últimos sofrimentos; em outras palavras, por que foi necessário que Ele deveria ter uma visão mais completa e extraordinária do cálice que devia beber, um pouco antes que Ele bebesse, como Ele jamais havia tido antes; ou por que Ele devia ter uma tal antecipação da Ira de Deus a ser suportada na Cruz, antes que o tempo viesse em que ele, de fato, a suportaria?

Resposta. Isto foi necessário, a fim de que Ele pudesse tomar o cálice e bebê-lo, sabendo o que Ele faria. A menos que a natureza humana de Cristo tivesse uma extraordinária visão dada a Ele de antemão do que Ele devia sofrer, Ele não poderia, como homem, conhecer totalmente, de antemão, o que Ele estava a sofrer, e, portanto, não poderia, como homem, saber o que Ele faria quando Ele tomasse o cálice para bebê-lo, porque Ele não conheceria plenamente o que era o cálice – sendo este um cálice que Ele nunca bebeu antes. Se Cristo houvesse mergulhado a Si mesmo nesses sofrimentos terríveis, sem estar de antemão totalmente sensível de sua amargura e horror, Ele teria feito, o que Ele não sabia. Como homem, Ele teria mergulhado a Si mesmo em sofrimentos de quantidade que Ele era ignorante, e assim teria agido de olhos vendados; e, claro, Sua apreensão sobre esses sofrimentos não poderia ter sido tão plenamente Seu próprio ato. Cristo, como Deus, perfeitamente sabia o que eram aqueles sofrimentos; porém foi mais necessário também que Ele conhecesse como homem; pois Ele devia sofrer como homem, e o ato de Cristo em tomar esse cálice foi o ato de Cristo como Deus homem.

Mas o homem Cristo Jesus, até então, nunca havia tido a experiência de tais sofrimentos como Ele deveria agora suportar na cruz; e, portanto, Ele não poderia conhecer plenamente o que eram antes, senão por ter uma visão extraordinária deles estabelecida diante dele, e um extraordinário sentido deles impresso em Sua mente. Temos ouvido falar de torturas que os outros sofreram, mas nós não sabemos completamente o que eram, porque nunca experimentamos; e é impossível que devamos conhecer plenamente o que eram, senão em uma dessas duas maneiras, seja por vivenciá-las, ou por ter sido oferecida uma visão delas, ou um sentido delas impressas de uma forma extraordinária em nós. Tal sentido foi impresso na mente do homem Cristo Jesus, no jardim do Getsêmani, sobre Seus últimos sofrimentos, e isso causou a Sua agonia. Quando Ele teve uma plena visão dada a Ele daquela Ira de Deus que Ele devia sofrer, a visão foi esmagadora para Ele; o que fez a Sua alma cheia de tristeza até a morte. Cristo estava para ser lançado em uma fornalha terrível da ira, e não era apropriado que Ele mergulhasse nela de olhos vendados, como não conhecendo quão terrível era a fornalha. Portanto, para que Ele não o fizesse, Deus em primeiro lugar, o trouxe e o colocou na boca da fornalha, para que Ele pudesse olhar para dentro, e permanecer e ver as ardentes e furiosas chamas, e pudesse ver para onde estava indo, e pudesse entrar voluntariamente nela e suportá-la pelos pecadores, como sabendo o que era.

Esta visão Cristo teve em Sua agonia. Em seguida, Deus trouxe o cálice que Ele devia beber, e o colocou diante dEle, para que Ele tivesse uma visão completa do mesmo, e contemplar o que era, antes que Ele tomasse e bebesse. Se Cristo não tivesse totalmente conhecido o que o horror daqueles sofrimentos eram, antes que Ele os levasse sobre Si, Seu tomá-los sobre Ele não poderia ter sido totalmente Seu ato próprio como homem; não poderia ter havido nenhum ato explícito de Sua vontade sobre o que Ele era ignorante; não poderia ter havido nenhum julgamento adequado, se Ele estaria disposto a submeter-se a tais sofrimentos terríveis ou não, a menos que Ele soubesse de antemão quão terrível eles eram; mas quando viu que eles eram, por ter oferecido a Ele uma visão extraordinária deles, e, em seguida, aceitou suportá-los; então, Ele agiu como conhecendo o que Ele fez; assim tomando esse cálice, e tendo tais sofrimentos terríveis, foi corretamente Seu próprio ato de uma escolha explícita; e assim o Seu amor para com os pecadores, esta escolha dEle foi maravilhosa, como também a Sua obediência a Deus nela. E era necessário que essa visão extraordinária que Cristo teve do cálice que devia beber fosse dada neste momento, pouco antes de ser preso. Este foi o momento mais adequado para isso, pouco antes que Ele tomasse o cálice, e enquanto Ele ainda tinha a oportunidade de recusar o cálice; pois antes que Ele tivesse sido detido pela companhia liderada por Judas, Ele teve a oportunidade de fazer a Sua fuga à vontade de Deus. Pois o lugar onde Ele estava, era fora da cidade, onde, absolutamente, Ele não estava confinado, e era um lugar deserto e solitário; e era o período da noite; de modo que Ele poderia ter fugido daquele lugar par aonde ele quisesse, e Seus inimigos não teriam sabido onde o encontrar. Essa visão que Ele teve do cálice amargo foi-lhe dada enquanto Ele ainda estava totalmente em liberdade, antes de ser entregue nas mãos de Seus inimigos. O entregar-se de Cristo nas mãos de Seus inimigos, como Ele o fez quando Judas veio, o que foi logo após a Sua agonia, foi propriamente Seu ato de tomar o cálice, a fim de bebê-lo; pois Cristo conhecia que a questão do que seria a Sua crucificação no dia seguinte. Essas coisas podem nos mostrar a finalidade da agonia de Cristo, e a necessidade que havia de tal agonia antes de Seus últimos sofrimentos:

CONTINUA...



OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-uma-breve-biografia.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 24 de março de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013C — PECADO E CASTIGO — PARTE C




Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13C. Pecado e Castigo — PARTE C

CONTINUAÇÃO...

Não existem palavras mais apropriadas para descrever como Jesus estava se sentindo naquele momento do que Suas próprias palavras quando disse:

Verso 34

E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.

Certamente os três discípulos, Pedro, Tiago e João, conheciam bem o Mestre e podiam perceber que ele estava apavorado e angustiado. Mas Jesus prefere não esperar que eles entendam apenas pelo que estão vendo e decide colocar em palavras o que estava sentindo. Jesus diz:

“A minha alma está profundamente triste. Profundamente, ou seja: avassalada, completamente coberta, completa e irremediavelmente tomada até à morte”. Nesse instante, mais do que em qualquer outro, Jesus, que foi amaldiçoado por causa dos nossos pecados percebe a extensão da maldição e se sente avassaladoramente tomado pela mesma —

Gálatas 3:13

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),

Esta conscientização não o deixará até que ele clame na cruz a(s) palavra(s) final da nossa redenção Τετέλεσται tetélestai — ESTÁ CONSUMADO — João 19:30.

Cristo sabia que estava entregando sua vida como resgate de muitos — ver Marcos 10:45. Sabia que Ele “aquele que não conheceu pecado” estava se tornando, Ele mesmo, pecado e recebendo vicariamente — como nosso substituto — a ira santa e justa de Deus de forma eterna e sem limites ver —
2 Coríntios 5:21

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

A dor e a morte são duas das mais terríveis experiências pelas quais o ser humano pode passar. Sansão se sentiu extremamente incomodado pela insistência de Dalila em saber o segredo da sua força, a ponto de sentir-se angustiado até a morte —

Juízes 16:16

Importunando-o ela todos os dias com as suas palavras e molestando-o, apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar.

Mas Jesus experimenta essas angústias de uma maneira distinta daquela experimentada por Sansão. O que Jesus realmente queria dizer é: “eu estou tão triste, que poderia morrer agora mesmo”.

É nesse instante de tristeza absoluta, de tristeza tão profunda, que se um socorro não chegar imediatamente a única saída possível será a morte, que Jesus assume a plenitude do seu ofício sacerdotal. É neste momento que Ele inicia a oferta do seu próprio corpo, de seu ser, como oferta pelo pecado como havia mencionado na ceia pascal poucas horas antes —

Marcos 14:22

E, enquanto comiam, tomou Jesus um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo.

Jesus, o cordeiro de Deus apontado por João Batista — João 1:29 — iniciava agora este processo de remoção dos pecados pegando o preço requerido. Na opinião do bispo metodista Adam Clarke a principal parte do processo de redenção aconteceu no meio desta agonia indescritível e sem precedentes.

Apesar de não temer a morte, até porque Ele sabia que ao terceiro dia iria ressuscitar —

Mateus 12:40

Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.

mas sabemos que a morte em si era também responsável por este pavor e angústia. Mas, se ele não tinha medo da morte porque a angústia e porque o pavor? Aqui, temos que perguntar: Que tipo de morte Jesus iria experimentar? Morte física somente? Morte espiritual? Morte Eterna?

Com certeza, ele experimentou a morte física que é a separação entre a parte física — o corpo — e a parte não física — alma/espírito — que fazem nós sermos o que somos como seres humanos —

Marcos 15:37

Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.

Mas teria Jesus também experimentado a morte espiritual? Se definirmos a morte espiritual como “viver separado de Deus é estar morto”, nossa resposta precisa ser um enfático NÃO. Esta é a condição em que se encontra a raça humana caída — Efésios 2:1 — mas Jesus tendo sido gerado pelo Espírito Santo não estava contaminado pelo pecado como todos os descendentes de Adão. As passagens a seguir nos mostram claramente a verdade de que Jesus, por não ter nunca cometido um único pecado, não experimentou o que estamos chamando de morte espiritual:

João 8:46

Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes?

Atos 3:14

Vós, porém, negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida.

2 Coríntios 5:21

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Hebreus 4:15

Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.

1 Pedro 2:22

O qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca.

1 João 3:5

Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.

Mas, ao mesmo tempo em que Jesus NÃO experimentou a morte espiritual, e experimentou a morte física, Ele também experimentou a morte eterna. Mas o que queremos dizer por morte eterna? Se, ao atribuirmos a Jesus a morte eterna, estivermos querendo dizer que, durante toda sua vida na terra e especialmente no Getsêmani e na Cruz, Jesus sofreu a plena extensão do que seu próprio povo deveria sofrer, caso não houvesse um substituto para sofrer no lugar deles, então, sim, foi exatamente esta morte que Jesus experimentou. Em outras palavras, o inferno veio sobre Jesus no Getsêmani e no Gólgota e Jesus experimentou a plenitude dos seus terrores. Não admira os termos usados por Marcos de “angústia e pavor”.

Salmos 22:14 mostra de maneira absoluta o que estava se passando dentro de Jesus naqueles momentos —

Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.

O Saltério da Igreja Cristã Reformada, na seção que trata da Santa Ceia diz: “Jesus suportou a ira de Deus, sob a qual nós deveríamos sofrer por toda a eternidade, do início da sua encanação até ao fim da sua vida na terra quando ele bradou “está consumado”. Jesus cumpriu, em nosso lugar, tudo o que a lei exigia em termos de obediência e justiça, especialmente quando a combinação do peso dos nossos pecados e da ira de Deus o espremeram a ponto de suar gotas de sangue, onde ele foi aprisionado para que nós pudéssemos ser postos em liberdade. Que ainda mais, Jesus sofreu tremendamente nas mãos de homens perversos, para que nós não fossemos confundidos, sendo Jesus humilhado ainda mais quando experimentou a angústia do inferno, tanto no seu corpo físico como na parte não física — alma/espírito — especialmente na Cruz do Gólgota — lugar da caveira, onde Ele clamou “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” E isto tudo para que pudéssemos ser aceitos por Deus e nunca fossemos esquecidos...”

Jesus mesmo se refere a estes momentos com as seguintes palavras em —

Lucas 22:53

Diariamente, estando eu convosco no templo, não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas.

Esta é a hora a que Ele havia se referido em João 12:31 acerca da expulsão do príncipe deste mundo e em João 14:30—31 acerca do momento que se aproximava do acerto de contas com o príncipe desse mundo. Muitos teólogos cristãos acreditam que foi durante estes momentos que aconteceu o que está escrito em Apocalipse 12 que descreve a batalha entre Miguel e os anjos celestiais e o Diabo e seus anjos:

Apocalipse 12:7—10

Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.

Jesus pede que Sua pequena companhia fique ali e vigie com ele. Mesmo sabendo que seus discípulos falhariam miseravelmente na missão de confortá-lo, ainda assim Jesus nos mostra que Ele sentia necessidade de comunhão o que deve nos ensinar uma lição definitiva acerca da necessidade absoluta que temos uns dos outros. Existe um grande bem na comunhão cristã e Jesus reconhece e se sente abandonado pelos seus. É muito bom ter e, portanto somos exortados a buscar esse bem que é a assistência de nossos irmãos em tempos de angústia, pois “melhor e serem dois do que um – ver Eclesiastes 4:9”. O profeta Isaías descreve o fato de Jesus estar sozinho, sem que existisse um único companheiro para interceder por Ele como algo surpreendente, mas acrescenta que na falta deste apoio o próprio braço do Senhor causou a salvação —

Isaías 59:15—18

15 Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O SENHOR viu isso e desaprovou o não haver justiça.

16 Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve.

17 Vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na cabeça; pôs sobre si a vestidura da vingança e se cobriu de zelo, como de um manto.

18 Segundo as obras deles, assim retribuirá; furor aos seus adversários e o devido aos seus inimigos; às terras do mar, dar-lhes-á a paga.

Agora, vamos voltar à passagem de Marcos 14:35—42.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013ª — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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