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sábado, 8 de novembro de 2014

OS EVANGÉLICOS E A CULTURA BRASILEIRA


O Congresso Mundial Pentecostal, realizado em São Paulo pela Assembléia de Deus. A igreja tornou-se bastante conhecida, inclusive em outras religiões, pela grandiosidade de seus templos e eventos. 
O Congresso Mundial Pentecostal, realizado em São Paulo pela Assembleia de Deus. A igreja tornou-se bastante conhecida, inclusive em outras religiões, pela grandiosidade de seus templos e eventos.

O artigo abaixo foi escrito por Alice Melo e publicado na Revista História

No ritmo de Jesus

Donos de uma expressiva indústria gospel, os evangélicos vêm tentando se firmar como produtores de cultura brasileira

Alice Melo

Diante da multidão, sob os holofotes coloridos, ela canta, pula e dança no ritmo do calipso paraense – gênero conhecido em alguns estados do Brasil como brega. Ao contrário do que acontece no espetáculo que ficou famoso na voz de Joelma e nos acordes estridentes da guitarra de Chimbinha, a performance de Mylla Karvalho dispensa o excesso de purpurinas e lantejoulas, shorts curtos e tops que mostram a barriga. Em suas apresentações atuais, a hoje pastora de uma igreja neopentecostal em Palmas (TO) canta apenas músicas de adoração ao Senhor. Nem sempre foi assim: antes de encontrar Jesus, ela fazia parte da banda secular Companhia do Calypso, sucesso no circuito de entretenimento do Norte. Em 2007, após a decisão de se converter ao Evangelho, tornou-se a primeira pessoa a adaptar a batida regional à música gospel, e rapidamente conquistou uma legião de fãs.

“Deus habita em meio a louvores. As pessoas podem até não gostar de religião, mas quem não gosta de música ou mensagens de amor?”, comenta a loura, que em 2013 vai lançar um DVD com seus mais recentes hits, como “Se joga, minha vida” e “Eu acredito em Deus”. Segundo ela, a maior estrela de seus shows é Cristo, e por isso se apresenta de forma mais comedida, sem o remelexo sensual característico de suas antigas aparições nos palcos. “Através da nossa música, muita gente tem sido liberta. Sempre ouço testemunhos de pessoas que achavam gospel careta, que não sabiam que tinham esses ritmos e que, por meio dos encontros, se sentiram tocadas e foram levadas para a igreja. A Bíblia diz que os ritmos são de Deus, o diabo é quem copia, que transforma, perverte”. Afinal, “na casa do Senhor não existe Satanás”, como alertava o famoso bordão baiano.

A ideia passada por Mylla Karvalho está cada vez mais presente no discurso de uma nova geração de evangélicos que vem se adaptando às necessidades específicas de algumas localidades e contribui para que dogmas, antes rigorosos, sejam modificados. Nessa esteira de transformação e assimilação cultural, bailes funk, rodas de samba e pagodes de Jesus começam a pipocar e a atrair multidões no Sudeste; festas de forró animam arrasta-pés de Cristo no Nordeste; e canções sertanejas em ode ao Senhor, tocadas no Centro-Oeste, se tornam cada vez mais comuns, principalmente em zonas pobres das cidades. Sucesso que dá lucro: o mercado gospel movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano, sendo 10% apenas com a indústria musical.

As cerimônias organizadas pelas igrejas descendentes do protestantismo se tornam sinônimo de uma diversão inocente – sem bebida alcoólica, drogas e sexo – e vêm atraindo centenas de milhares de jovens não religiosos para perto dos ensinamentos cristãos. A meta é a mesma de outrora: a conversão e a pregação da palavra sagrada. A pesquisadora Magali do Nascimento Cunha, professora da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, classifica o fenômeno como uma modernização conservadora e reforça a existência de uma “cultura do não”, baseada na negação do prazer pelo corpo.  “A igreja é o espaço sagrado, mas recebe o divertimento. Se é um show gospel, o fiel pode ir; se é um culto profano, não”. Mas a abertura existe, e ao mesmo tempo que as igrejas evangélicas se transformam com o balanço da sociedade brasileira, a sociedade vai mudando seu jeitinho com as vozes destas religiões, que, historicamente, não eram sua principal matriz.

Ubirajara Calmon Carvalho, teólogo e professor da UnB, associa o crescimento das igrejas evangélicas à criação de redes acolhedoras em um ambiente social hostil. Isto aconteceria por causa da adoção de um discurso popular, voltado para as necessidades locais: “Ao entrar numa igreja evangélica, a pessoa é recebida na porta, como se estivesse sendo recebido na própria casa. É conhecida pelo nome, e é prometida a ela a bênção divina”. Ora, isso não acontece muito na Igreja Católica, por exemplo, que mantém uma distância de seus crentes, demonstrada pelo anonimato dos fiéis.

Mas esta rigidez aparente da Igreja de Roma também vem sendo influenciada pela malemolência do neopentecostalismo: sua produção cultural tem bebido na fonte do mercado evangélico. A historiadora Karina Bellotti, professora da Universidade Federal do Paraná, lembra que “a atuação das igrejas neopentecostais tem mudado a dinâmica religiosa no Brasil, imprimindo uma competitividade que mobilizou a Igreja Católica para investir mais na evangelização e nos meios de comunicação, além da maior presença do carismatismo”. Ela ainda chama atenção para a disseminação de práticas pentecostais entre antigos adeptos de outras religiões e outras confissões evangélicas: “Esse crescimento tem diminuído o número de terreiros em alguns lugares do Brasil pela conversão de muitas mães e pais de santo, assim como também vemos a incorporação de dons de cura e profecia, e até descarrego e cultos de libertação e ideias de prosperidade em igrejas evangélicas que historicamente não o faziam”.

Outro exemplo de adaptação dos evangélicos ao “mundo”: na década de 1960, a guitarra elétrica era considerada um instrumento do Diabo pela moral cristã, assim como a bateria. Hoje, incorporados por bandas que acompanham o coro de algumas igrejas, até mesmo das mais tradicionais, os instrumentos têm uma utilização sacra. Na contramão do jogo de influências culturais, a música erudita das igrejas chamadas de “protestantes históricas” motiva milhares de jovens a continuar estudando notas e partituras e aplicando seu conhecimento fora da esfera religiosa. Na Orquestra Sinfônica Brasileira, um terço dos músicos é de evangélicos, incluindo o maestro Roberto Minczuk. Religioso assumido, ele lembra que aprendeu as primeiras notas na igreja evangélica que frequentava, em São Paulo. Seu pai regia o Coro da Polícia Militar e pegava emprestados alguns instrumentos para incentivar os jovens da vizinhança. “Lá toquei bombardino, trompete, e só quando estava maior comecei a tocar trompa. A música sempre esteve presente nos cultos, e sem essa relação não teríamos o privilégio de ter compositores geniais como Johann Sebastian Bach, por exemplo, que dedicou grande parte de sua obra aos ofícios religiosos”, conta.

As trocas culturais não se restringem à música e tampouco à ordem dos espetáculos, como teatro, cinema, dança, ou mesmo aos esportes. Elas alcançam facilmente a esfera econômica e política. “O movimento é plástico”, observa a socióloga Maria das Dores Campos Machado, professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ao comentar que há uma reconfiguração dos grupos religiosos em função das mudanças da sociedade. “Quando um grupo cresce, ele tende a perder a capacidade de controle sobre si mesmo. Diante da mudança social, os religiosos acabam fazendo uma reconfiguração das ideias e valores ou assumindo uma posição contrária à sociedade. O pentecostalismo brasileiro já se liberalizou. Nos anos 1970, por exemplo, viam-se fiéis da Assembleia de Deus com cabelos compridos, saias abaixo do joelho. Hoje, há cultos dentro de salão de beleza”.

O crescimento que motiva a mudança é visível: de acordo com dados do Censo de 2010, coletados pelo IBGE, os evangélicos representam 22,2% da população brasileira, ou seja, 42,3 milhões de pessoas. Um aumento de 6,8% em uma década, diante do recuo do catolicismo, que passou, no mesmo período, de 73,6% para 64,6% da população. Os números são muito comentados pela mídia, como se fizessem parte de uma explosão, mas, na verdade, indicam um crescimento de anos. Para Machado, todo esse alarde se relaciona com o fato de os evangélicos estarem se institucionalizando, principalmente na política. A formação de uma bancada evangélica no Congresso, com interesses morais e econômicos rígidos, que vem conseguindo pôr em prática suas promessas de campanha, chama a atenção.

Na verdade, o que estaria acontecendo agora seria a retomada de uma “agenda moral”, deixada em segundo plano por anos, diante de outras preocupações assumidas pelos religiosos com um pezinho na política – ou mesmo políticos regidos pelas doutrinas cristãs. A socióloga explica: “Em tempos de ditadura, o principal assunto no Brasil era a luta pela democratização e defesa dos Direitos Humanos. A sociedade está cada vez mais secularizada, e as diferentes formas de comportamento são regulamentadas pela esfera jurídica; as decisões passam ao largo das igrejas”. O caminho que os religiosos encontram para voltar a reger a moral pública, portanto, não é o da palavra sagrada, mas o da participação no Poder Legislativo. Por isso passou a ser comum a discussão legal sobre o aborto, o casamento gay, a eutanásia, temas que têm ligação direta com a interpretação do certo e do errado que se faz a partir da leitura da Bíblia.

A cultura gospel também conquista seu espaço na institucionalização da fé com uma mãozinha da política. Em janeiro deste ano, por exemplo, foi sancionada pela Presidência da República a lei que reconhece a música gospel como manifestação cultural, permitindo que este tipo de produto se beneficie da Lei Rouanet, de incentivo fiscal à cultura. Um ano antes, em Belém, as comemorações do centenário da Assembleia de Deus no Brasil renderam bons frutos: a igreja central fundou seu próprio Museu Histórico Nacional, integrado ao circuito cultural municipal, que chegou a ser reconhecido como Patrimônio Cultural do estado do Pará. Instalado em um prédio secular cedido pela prefeitura na cidade antiga, o museu conta não apenas o passado da igreja de missão, mas também o da cidade, por meio de objetos, documentos, livros e fotografias do acervo.

É uma tentativa de fazer parte da história oficial, de se reconhecer como parte de um passado social e de ser reconhecido socialmente como sujeito ativo que constrói diariamente uma cultura dinâmica – como tem sido, há séculos, a cultura brasileira.

Saiba Mais - Bibliografia

BELLOTTI, K. K. Delas é o Reino dos Céus. São Paulo: Annablume/Fapesp, 2010.

MACHADO, Maria das Dores Campos. Carismáticos e Pentecostais: Adesão Religiosa e seus Efeitos na Esfera Familiar.Campinas: Editora Autores Associados/Anpocs, 1996.

MAFRA, Clara. Os Evangélicos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

O artigo original da revista História poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RICARDO GONDIM É UM VERDADEIRO PINÓQUIO



Não costumo ler nada escrito por Ricardo Gondim, a menos que duas circunstâncias aconteçam:

• Alguém me empreste um exemplar da revista Ultimato onde seus artigos são puro tédio e rancor.

• Alguém me envie, via e-mail, alguma das suas muitas bobagens que costuma escrever em seu site.

Fora dessas duas situações, não tomo conhecimento nem me interesso pelo que ele faz ou escreve.

Um dia desses a segunda situação aconteceu. Uma pessoa lá de Portugal, me mandou no e-mail um link para um artigo escrito pelo Ricardo.

O Artigo se chama “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico” e foi publicado em 7 de Fevereiro de 2011. Nesse artigo, da maneira mais descarada e mentirosa ele afirma que a atual situação do evangelho no Brasil é devida “a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico”.

Ora, o mínimo que se pode esperar de alguém que pretende escrever com base no “soli Deo gloria”, ou seja, escreve com a pretensão de promover a glória de Deus, é que fale a verdade e não mentiras.

Esse Senhor sabe muito bem que aquilo que ele chama de “Movimento Evangélico” não tem nada de reformado e menos ainda de cristão, nem em suas doutrinas nem em seus costumes e práticas. Tem sim, tudo a ver com o movimento Pentecostal, que em meros 100 anos abriu as portas para todas essas aberrações que estamos vendo aí. Aliás, Gondim foge de suas responsabilidades porque é pastor pentecostal e, antes de perder a fé de que a salvação é exclusivamente por Jesus Cristo, ele foi um grande propagador das mentiras pentecostais. A principal dessas mentiras é o alegado batismo com o Espírito Santo acompanhado do falar em línguas estranhas. Ele mesmo declara que passou por essa falsa experiência. Digo que é falsa, porque o Batismo com o Espírito Santo não é experimental e não existe nenhuma manifestação perceptível atrelada ao mesmo. Não nego, entretanto, que o mesmo tenha passado por algum tipo de experiência real e verdadeira com o Espírito Santo, tal como, ter sido enchido pelo mesmo. Mas que ele nunca experimentou o Batismo com o Espírito Santo. Isso ele não experimentou mesmo.

Os próprios apóstolos do Senhor só foram reconhecer que haviam sido batizados com o Espírito Santo muito tempo depois dos eventos narrados em Atos 2. Desafio a qualquer um a me provar, usando exclusivamente o texto de Atos 2, de que o Batismo com o Espírito Santo aconteceu naquele dia. Em primeiro lugar, a expressão nem é mencionada em Atos 2. Muito estranho mesmo que tivesse acontecido e não fosse sequer mencionada pelos apóstolos e registrada pelo Dr. Lucas, mesmo diante das palavras do Senhor Jesus em Atos 1:5, de que eles seriam batizados com o Espírito Santo, não muito depois daqueles dias. No entanto, quando transcorreram os eventos narrados em Atos 2, Pedro disse que aquilo era o cumprimento da promessa feita através do Profeta Joel. Nem ele, nem ninguém relacionou os eventos de Atos 2 com o Batismo com o Espírito Santo prometido por Jesus. Tempos depois, em Atos 11:16, quando Pedro estava na casa de Cornélio e viu as manifestações do Espírito Santo que eram semelhantes àquelas que tinham acontecido em Atos 2, ele diz que só então se lembrou das palavras de Jesus em Atos 1:5. Ou seja, Pedro e toda a igreja de todos os tempos foram batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecostes – ver 1 Coríntios 12:13. Mas eles não perceberam isso, porque o Batismo com o Espírito Santo é um ato de ato de Deus na história que:

• Em primeiro lugar cria a Igreja, o Corpo de Cristo e coloca todos os crentes, de todas as épocas nesse corpo onde eles estão individualmente ligados, de modo indelével, a Cristo. Assim nos tornamos completamente dependentes de Cristo.

• Em segundo lugar o Batismo com o Espírito Santo une os crentes uns aos outros, também de modo indelével, de tal forma, que nos tornamos dependentes uns dos outros para nossa felicidade e realização como cristãos

Essas verdades bíblicas são muito diferentes das mentiras inventadas pelo senhor Charles Fox Parham, que alegou que o Batismo com o Espírito Santo ficou esquecido por dezoito séculos, e que foi reinaugurado na era moderna, no dia 1º de Janeiro de 1901, se manifestando através de uma moça chamada Ages Ozman, que era uma de suas alunas numa escola em Topeka, no Kansas. Dali a pretensão se espalhou para a Califórnia onde, de 1906-1909 foi ensinada 24 horas por dia no chamado “reavivamento da rua Azuza”. Todavia, o líder do movimento da rua Azuza era um negro – William Joseph Seymour - e isso era intolerável para o racista Parham, que tinha até mesmo certas simpatias pela Ku Klux Klan. Para encurtar uma longa história, os pastores brancos acabaram se distanciando do negro Seymour e também de Charles Hanson Manson, outro negro, fundador da “Church of God”, que havia adotado o o formato pentecostal de Batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas estranhas. Esses pastores brancos criaram sua própria denominação, com uma liderança exclusivamente de brancos. Essa nova denominação foi chamada de “Assemblies of God”. Não é difícil perceber que esse pessoal das Assembléias de Deus – todas elas – tem muito o que responder a Deus por causa dessa prática de racismo descarado. No fim da sua vida, completamento abandonado pelos amigos pregadores brancos de outrora, o velho e, praticamente cego, Seymour, finalmente “enxergou” a verdade: o Batismo com o Espírito Santo não tinha nada a ver com falar em línguas estranhas, e sim, com a união de todos os crentes em Cristo, independente da cor da pele inclusive. Mas ai, o estrago já estava feito e hoje envolve mais de quinhentos milhões de pobres iludidos por uma mentira muito bem engendrada e propagada. É no ramo Pentecostal da Cristandade que estão penduradas todas as aberrações que vimos no século XX:

• O Movimento das últimas chuvas.

• O Movimento carismático que causou divisões sem fim por onde se manifestou, algo que dificilmente pode ser atribuído ao Espírito Santo que veio nos unir a Cristo e uns aos outros.

• O Movimento da terceira onda. Esse tem muitos desdobramentos. Desde as “sessões de desemcapetamento total” até a adoração de réplicas da “Arca da Aliança”, passando pela crença de que é possível o crente, habitado pelo Espírito Santo, ser possuído por um demônio imundo e muitas outras sandices.

Agora, em pleno século 21, vem esse indivíduo dizer que os protestantes são os responsáveis por essas imoralidades. Gondim, como sabemos através do que ele escreve, tem sérios problemas com os reformados, a quem se refere, com uma evidente ponta de inveja, como sendo pós doutorados em Teologia. Pergunto: o que a formação teológica de alguém tem a ver com a verdade? Absolutamente nada! Não Sr. Ricardo, os verdadeiros responsáveis por essa situação que enfrentamos no Brasil hoje não tem nada a ver com os reformados. Mas tem tudo a ver com pessoas como você mesmo e com as igrejas de vocês que devem suas existências ao movimento racista iniciado no início do século XX e que atende pelo nome de pentecostalismo. E tudo isso, é claro, feito em nome do Espírito Santo. Como o senhor odeia os reformados e começa a cuspir no prato que comeu do pentecostalismo e seus desdobramentos, não tem para onde ir, então precisa se agarrar no que há de mais ridículo procedente das terras do norte nesse momento, que é a doutrina da chamada “igreja emergente”.

Os reformados não são perfeitos. Longe disso. Mas é injusto atribuir a eles as mazelas daquilo que Gondim chama de “Movimento Evangélico” contemporâneo no Brasil. Como sempre acontece é mais fácil atacar as pessoas das quais não gostamos e Gondim é um homem profundamente rancoroso contra os reformados, os puritanos e outros grupos assemelhados, como pode ser facilmente notado em seu artigo mencionado acima. Mas, apesar de todas as suas mazelas, esses grupos continuam proclamando Jesus como o único Salvador, continuam acreditando que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo Pai de Jesus Cristo e continuam abominando todo tipo de pretensão, hipocrisia e mentira.

Quanto a Ricardo Gondim, não crê que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo Pai de Jesus Cristo, não crê que a salvação é exclusivamente pela fé em Jesus, o Filho de Deus, e hoje ele adora uma divindade pífia que é incapaz, em suas próprias palavras, de saber o que vai acontecer no futuro.

Alexandros Meimaridis 

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Para aqueles que querem pesquisar mais acerca de alguns fatos narrados nesse artigo o autor recomenda:

1. Fire from Heaven de Harvey Cox.

2. Modern Christian Revivals editado por Edith L. Blumhofer e Randall Balmer.

3. Teologia do Espírito Santo de Frederick Dale Bruner.

4. Strange Fire de Eric E. Wright.

5. Sinais dos Apostólos de Walter Chantry.

6. Counterfeit Revival de Hank Hanegraaff.