Mostrando postagens com marcador Igreja Católica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Igreja Católica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de março de 2016

IGREJAS EVANGÉLICAS E O TRAFICO DE DROGAS


Christina Vital da Cunha no lançamento do livro Oração de Traficante (Foto: Divulgação)
Christina Vital da Cunha no lançamento do livro Oração de Traficante (Foto: Divulgação).



O artigo abaixo foi publicado pelo site G1 e é de autoria de Gabriel Barreira

Relação do tráfico no Rio com igrejas evangélicas em favelas é tema de livro.
Autora cita templos que rejeitam e que aceitam 'salvação' de criminosos.
'Alguns pastores apresentavam a alternativa de salvação moral', relata.

Por Gabriel Barreira

O livro "Oração de Traficante" se propõe a discutir um tema polêmico e inédito: o crescimento das igrejas evangélicas nas periferias do Rio, chegando às associações de moradores e, finalmente, ao tráfico de drogas. A obra é da pesquisadora e professora adjunta do Departamento de Sociologia na Universidade Federal Fluminense (UFF) Christina Vital da Cunha e foi lançada em novembro do ano passado.

A tese de doutorado foi financiada e publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Nela, a autora mostra a resistência de certos templos pentecostais, nos quais a conversão dos criminosos era tida como imoral. Mas mostra também o outro lado: como traficantes aderiram à religião e financiaram eventos religiosos nas comunidades — distribuindo dinheiro através do dízimo.

Com idas a Acari, no Subúrbio, entre 1996 e 2009 e ao Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul, entre 2005 e 2009 a doutora chegou a testemunhar a "salvação" através da fé. Mas diz que a saída não é fácil e vê uma relação conturbada entre a religião e o crime.

Confira trechos da entrevista com a autora Christina Vital da Cunha:

MUNDO EVANGÉLICO X MUNDO DO TRÁFICO

Christina: Os evangélicos, sobretudo os pentecostais, pensam o mundo como uma guerra espiritual. A partir desta batalha, existe uma correspondência entre os mundos [do tráfico e da igreja].

REJEIÇÃO DE EVANGÉLICOS AO MUNDO DO TRÁFICO

Christina: Havia evangélicos que negavam [rejeitavam] essa proximidade com o tráfico, dizendo que [os traficantes] poluíam moralmente os 'verdadeiros evangélicos'. No termo nativo, era um 'mau testemunho' que estes cristãos estavam dando. Há tensionamentos nesta equação. Há os que aderem e os que refutam, não há um consenso sobre isso. Embora seja complexo, de algum modo punha em risco a moral ilibada dos evangélicos.

A 'SALVAÇÃO'

Christina: Alguns pastores apresentavam a alternativa de salvação moral, de [os traficantes] se renovarem, deixarem de carregar o estigma do criminoso e se tornar uma pessoa de bem. Muitos deles [traficantes] fizeram esta passagem, mas muitos deles que entrevistei em 2009 não conseguiram sair. Não conseguiram por [conta de] um estilo de vida, pela atração dos ganhos proporcionados. É importante frisar como as pessoas têm medo desta passagem. Em termos sociais, [os traficantes] emergem como inimigo número um da sociedade. De alguma maneira, se sentem muito protegidos naquele enclausuramento que é a favela. Muitos deles têm muito dinheiro, postos de gasolina, fazendas.

FINANCIAMENTO PARA SAIR DO CRIME

Christina: Os traficantes passam a financiar cultos ao ar livre, pagar artistas de projeção nacional para irem fazer show gospel na favela. Pagavam dízimo às igrejas. Houve cultos de graça, existia engajamento dos traficantes com igrejas evangélicas locais. Operavam com a expectativa de sair a qualquer momento da vida do crime e os evangélicos ajudaram muitos traficantes.

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES

Christina: Acompanhei como as lideranças de associações de moradores começaram a ter um perfil evangélico. Todos os líderes de associação em Acari nos anos 2000 eram ligados a Igrejas Evangélicas e tinham 'empoderamento' dos evangélicos no local, com a ocupação de lugares políticos. Embora seja controverso, houve o 'empoderamento' dos evangélicos com os traficantes. [Mas] Os evangélicos não cresceram porque os traficantes se aproximaram.

SISTEMA DE PUNIÇÃO 'PACIFICADO'

Christina: O modo de vida nas favelas é sempre tenso. Há muito espaço de afetividade, de troca intensa, mas é um ambiente tenso. Antes não tinha 'desenrolo', era logo morte, quando pegavam alguém usando crack em Acari, por exemplo. [Mas] Como alguns chefes do tráfico viviam a proximidade dos evangélicos, houve a 'pacificação' de traficantes, era o que eles diziam: iam à casa do familiar do usuário e diziam que não poderia fazer isso. Correspondia a um comportamento que não era esse de irromper a violência.

CRESCIMENTO EVANGÉLICO X QUEDA CATÓLICA

Christina: A partir dos anos 2000, a Igreja Católica começa a se redistribuir nas periferias. O padre que assumiu a paróquia de Acari era um padre midiático, fez o casamento do Luciano Huck com a Angélica. Era uma estratégia da Igreja Católica. Outra dinâmica era o retraimento de casas de umbanda e terreiros nas favelas. No Santa Marta, que era marcado por uma força católica, os festejos locais católicos começam a perder força e os evangélicos começam a ganhar mais espaço. A partir daí, comecei a entender as dinâmicas relacionadas a crime, religião e sociabilidade.

ATRAÇÃO PELO DINHEIRO

Christina: A teologia da prosperidade, por exemplo, é outra correspondência dos dois mundos. Os traficantes gostam de dinheiro e atuam na vida do crime, onde rola muito dinheiro. E os evangélicos não negam o dinheiro. Então, a passagem da vida do crime para a vida moral não implica abrir mão do que conseguiu. Todo aquele dinheiro vai ser purificado. O mundo é uma batalha, mas, por outro lado, não precisa se recusar o dinheiro. No catolicismo, a gente não deve buscar bens na terra e deve privilegiar coisas no céu. Os evangélicos dizem: não, aqui também. Mostrar o dinheiro é uma forma de mostrar a graça de Deus na vida.

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Christina: Há contextos em que traficantes expulsaram religiosos de matriz africana de certas localidades. Agora, na maior parte das favelas em que você tem relação dos traficantes com universo evangélico não aconteceu isso. Não aconteceu, mas religiosos de matriz africana são muito desprestigiados e vitimizados por intolerância religiosa não pelo tráfico, mas por muitos moradores evangélicos. Há uma identificação de que esses religiosos são moralmente inferiores e ligados ao mal. A intolerância religiosa é praticada, muitas vezes, não pelos traficantes, mas pelo coletivo.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos. 


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ESCÂNDALOS DE PEDOFILIA: UMA FERIDA AINDA ABERTA NA IGREJA CATÓLICA




O artigo abaixo foi publicado pela revista Carta Capital.

‘O Clube’ traz visão impiedosa sobre escândalos católicos

DIEGO OLIVARES

NOSSA OPINIÃO

Nota – 10.0

Em tempos em que o Papa Francisco parece não medir esforços para exibir uma faceta mais descolada e próxima das novas gerações, disposto a aparecer em manchetes ‘viralizáveis’ como a gravação de um disco de rock, o cinema não quer deixar esquecer os aspectos mais sombrios da Igreja Católica.

Dois filmes bastante elogiados em festivais internacionais deste ano (o norte-americano Spotlight e o chileno O Clube, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim) tratam dos escândalos de abuso sexual e pedofilia, que recentemente motivaram inclusive a criação de um novo tribunal do Vaticano para julgar estes crimes, ação idealizada por Francisco e exigida há tempos pelas vítimas.

Rodado antes do anúncio desta espécie de mea-culpa, o filme de Pablo Larraín retrata uma tentativa da instituição em varrer o problema para debaixo do tapete, transformando uma pequena casa num vilarejo litorâneo em um barril de pólvora movido a segredos, culpas e pecados inconfessáveis.

Neste lar de paredes amarelas mora um grupo formado por quatro padres e uma freira. Afastados da convivência paroquial, seu isolamento é uma advertência por condutas indevidas, um tempo que deveria ser dedicado à penitência e arrependimento.

Porém, o clima amistoso da casa mais se assemelha a um spa, ou a uma colônia de férias. O álcool corre solto em refeições sempre fartas, e eles até arrumam um jeito de levantar dinheiro, vindo das corridas de cachorro vencidas por Rayo, seu animal de estimação. A paz só termina quando surge lá um sacerdote mais jovem, com o objetivo de investigar um incidente que acaba de acontecer.

Neste momento, O Clube coloca em choque a velha Igreja, acostumada a adotar uma postura autossuficiente e acima de qualquer lei terrena, contra a nova, preocupada em controlar crises e a evitar manchas em sua imagem perante à opinião pública. O embate adiciona tensão, à medida que a postura incisiva do recém-chegado gera desavenças.

Do lado de fora, a figura de um sujeito perturbado, molestado quando criança pelos padres de sua cidade, ronda como ameaça constante. É um esqueleto que saiu do armário, com o qual nenhum deles consegue lidar.

Larraín envolve tudo isso numa espécie de neblina. O sol quase nunca dá as caras durante o filme, afinal de contas, logo como anuncia a citação inicial, trata-se de uma história de trevas, e não de luz. Para reforçar o impacto de suas imagens, o cineasta usou lentes anamórficas antigas, modelos preferidos do russo Andrei Tarkovsky.

Neste conto impiedoso repleto de violência psicológica e física, é o desfecho amargo que dá o golpe final em uma instituição que entrou para história por, diante das maiores barbáries da civilização, optar por virar o rosto e lavar as mãos.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:

http://telatela.cartacapital.com.br/o-clube-traz-visao-impiedosa-sobre-escandalos-catolicos/

O trailer do filme poderá ser visto por meio desse link aqui:

https://www.youtube.com/watch?t=5&v=7tTs6rTUkZo

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA



































































Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 


Desde já agradecemos a todos.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

BEATOS CATÓLICOS VOLTAM A CHAMAR A ATENÇÃO


O material abaixo foi publicado pelo site da Revista ISTOÉ.

Os beatos que atraem multidões

Quem são os videntes católicos que afirmam ver e conversar com Maria e reúnem milhares de pessoas pelo País

Helena Borges (helenaborges@istoe.com.br)

Aos 43 anos, o advogado carioca Pedro Siqueira tem, à primeira vista, um cotidiano comum. Casado, pai de um menino de 3 anos, ele trabalha na Advocacia-Geral da União (AGU), é fã de esportes e enfrenta diariamente os problemas de quem vive em uma grande cidade. A diferença é que Siqueira afirma ver e falar com Nossa Senhora. O advogado chega a reunir dez mil pessoas em celebrações nas quais reza o terço e profere mensagens que são atribuídas a Maria. E ele não é o único. No interior do Espírito Santo, a pacata cidade de Serra, com pouco mais de 400 mil habitantes, também virou ponto de peregrinação porque no jardim de uma casa são recolhidas folhas com desenhos e mensagens feitos por formigas a pedido de Nossa Senhora, segundo Maria Aparecida D’Ávilla, 56 anos, que cuida do santuário. Dona de casa, ela diz que vê e fala com a Virgem nas situações mais corriqueiras, como durante as compras no supermercado. Na Bahia, Pedro Regis, 45 anos, é seguido por multidões de até 50 mil pessoas quando narra, em tempo real, palavras que afirma receber da mãe de Jesus. Casado e pai de duas filhas, ele já deu palestras sobre o fenômeno na França, em Portugal e Israel. Juntos, esses três videntes lideram, ao ano, peregrinações de mais de um milhão de fiéis pelo Brasil.

01.jpg

Além da particularidade do contato direto com a mãe de Jesus, eles têm em comum o fato de serem católicos “leigos”, que não fazem parte da hierarquia da Igreja. Isso não quer dizer que entrem em conflito com padres ou bispos. Ao contrário, costumam contar com a compreensão dos representantes oficiais. O papa João Paulo II (1920-2005), por exemplo, era devoto de Nossa Senhora de Fátima, à qual se referia como “Senhora da Mensagem”. O pontífice chegou a se encontrar com Irmã Lúcia (1907-2005), uma dos três jovens que dizem ter visto Maria na Cova da Iria, em Portugal, em 1917. Já o papa Francisco não se diz contra, mas adota uma postura mais cautelosa em relação aos videntes. “Eventos extrassensoriais acontecem. Há inúmeros relatos de pessoas que os sentem ou presenciam. Ninguém os pressupõem”, afirma dom Aldo di Cillo Pagotto, arcebispo da Paraíba.

O carioca Siqueira diz ver Nossa Senhora desde criança. Segundo o advogado, ela surge de uma janela espiritual que se abre no teto, veste bata e véu em tons claros, tem os pés descalços, os cabelos escuros e mantém o olhar muito sereno. Em volta dela, anjos e uma aura colorida descem até o plano terreno, sem tocar o chão. Essas experiências já renderam três livros sobre fé católica e suas vivências espirituais.

02.jpg

Para não confundir a intenção de ajudar o próximo com a pretensão de ser considerado um clérigo ou santo, o baiano Pedro Regis faz questão de ter um padre ao seu lado sempre que organiza suas orações. Regis conta que muitas pessoas relatam curas de doenças ou resolução de problemas após irem aos encontros promovidos por ele. “Mas se teve algum milagre, foi de Nossa Senhora. Sou apenas um instrumento. Sou pecador, como todas as pessoas”, diz. Nesses eventos, uma cruz é carregada pela multidão e, após as orações, ele repete o que afirma ouvir de Maria. As aparições começaram aos 18 anos, quando Regis passou mal na rua e uma jovem o ajudou a voltar para casa – ela seria Maria. Desde então, ele contabiliza ter recebido mais de quatro mil mensagens da mãe de Jesus.

Na região metropolitana de Vitória (ES), Serra também virou local de peregrinação. Lá, em um jardim, que já ganhou fama de santuário, as folhas caem na grama e são atacadas por formigas, que formam com suas pequenas mordidas desenhos do perfil de Nossa Senhora ou mensagens creditadas a ela. O acontecimento já levou zoólogos da Universidade Federal do Espírito Santo a realizarem testes nos rastros deixados – eles concluíram que o tipo de marca não é característica de uma mordida de formiga, mas sim de perfurações por objetos pontiagudos. A dona de casa capixaba Maria Aparecida, destinatária das mensagens deixadas nas folhas, afirma ver Maria em diferentes situações. “Ela é de poucas palavras, mas é brava. De vez em quando fico até sem graça, porque bem no dia em que as folhas são lidas na missa ela me manda uma mensagem de correção”, diz, referindo-se às celebrações realizadas na igreja ao lado do jardim. Duas vezes por mês algumas folhas são lidas por um padre.

03.jpg

A igreja tem uma postura cautelosa em relação aos videntes. Quando aparecem relatos de fiéis que viram e ouviram santos e anjos ou receberam revelações da Virgem Maria, o bispo da região designa uma comissão para analisar o caso, composta por padres, psicólogos e médicos. Observam-se, então, as condições psicológicas e de saúde da pessoa e se o tipo de mensagem que ela está passando vai ao encontro dos princípios cristãos. Só após esse processo, que leva anos, o Vaticano se posiciona a favor ou contra a “credencial”. O coordenador do curso de pós-graduação em ciência da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, Emerson Silveira, afirma que não é possível falar de um católico brasileiro com um perfil único. “Há aqueles ligados à Teologia da Libertação e às Comunidades Eclesiais de Base, que colocam em segundo plano ou não prezam a crença em milagres e intervenções de santos, anjos ou Virgem Maria”, diz. Se as mensagens são reais ou não, afirma Silveira, quem julga é a multidão que os segue. O teólogo Afonso Murad, doutor pela Pontíficia Universidade Gregoriana, em Roma (ITA), conta que esse tipo de contato com o divino é aceito com maior facilidade no País pela influência do movimento carismático forte. Mas essa abertura não é necessariamente 100% positiva, já que é preciso ter crivo para aceitar ou refutar algum evento como milagre. “Quando aparecem videntes fanáticos, com mensagens apocalípticas e moralistas que não estão em sintonia com o evangelho e a caminhada da Igreja, não devem ser aceitos como legítimos.”

04.jpg
Foto: Pedro Dias/Ag. Istoé, Airam Asil; Gabriel Lordello/Mosaico Imagem; PAULO NOVAIS/EFE; Manuel Romano/NurPhoto; Jeremy Horner/Getty Images

O artigo original do site da ISTOÉ poderá ser visto por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA




























































Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:



Desde já agradecemos a todos. 



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A BÍBLIA SAGRADA É A PLAVRA DO DEUS VIVO E VERDADEIRO




TODA PESSOA deve amar a Bíblia. Toda gente deve lê-la assiduamente. Todos devem esforçar-se por viver seus ensinos. A Bíblia precisa ocupar o centro da vida e da atuação de cada igreja, e de cada púlpito.

O ÚNICO MISTER DO PÚLPITO É O ENSINO SIMPLES E EXPOSITIVO DA PALAVRA DE DEUS[1]

Recentemente comecei a ler o livro de Daniel P. Fuller intitulado, a Unidade da Bíblia. É muito difícil eu falar de algum livro de modo tão direto assim, porque não queremos dar a impressão nem que estamos promovendo tal livro, nem que estamos sugerindo que nossos leitores comprem o mesmo.

Mas Fuller trata, a seu próprio modo, de muitas das acusações que são costumeiramente lançadas em nossa direção, atacando a Bíblia e a Fé Cristã. A maioria das acusações modernas — do século XVIII em diante — dizem respeito aos seguintes pontos:

1. A Bíblia foi escrita por homens. OK! Talvez alguns dos nossos críticos gostariam que a mesma tivesse sido escrita por lesmas ou lagartas! Talvez, desse modo, seria mais fácil aceitar que a mesma é a verdadeira Palavra de Deus. Vamos falar sério, vai. É claro que foi por homens. Os seres humanos são os únicos criados à imagem e semelhança de Deus e os únicos seres com capacidade de se expressar de forma escrita. Portanto, Deus usou sim seres humanos.


Atanásio de Alexandria - concepção artística

2. A Igreja manipulou os textos originais — normalmente se referem à Igreja Católica Romana — apesar do Cânon do Antigo Testamento ter sido finalizado pelos estudiosos Judeus na cidade de Jâmnia por volta do ano 90 d. C. e o Cânon do Novo Testamento ter sido finalizado em uma compilação feita por Atanásio de Alexandria, que viveu entre os anos 296—373 d.C, em sua tradicional carta pascal do 367. Portanto peço desculpas aos que acham que foi a Igreja Católica quem decidiu que livros deveriam fazer ou não parte do Cânon do Novo Testamento. É óbvio que a lista de Atanásio, que difere da forma tradicional como temos os livros organizados em nossas Bíblias modernas, não foi uma decisão particular de sua parte e sim um reflexo do que já era considerado consenso pela verdadeira igreja espalhada por toda a Bacia do Mediterrâneo. É importante destacarmos que Atanásio lista exatamente os mesmos 27 livros que temos em nossos Novos Testamentos. Outro fator importante aqui, é que a tal da “Igreja Romana”, que ainda não existia, não tinha como manipular os textos, já que por esses dias — século IV — já existiam muitas cópias dos livros do Novo Testamento, inclusive em outros idiomas, além do grego”. Ver o item 5 adiante.

3. É muito importante que os leitores em geral, mas os cristãos em particular, tenham conhecimento dos seguintes fatos históricos, antes dos primeiro espalharem mentiras acerca de coisas que não entendem e os segundos sintam-se acuados, porque pensam que as acusações mentirosas possuem algum valor.

4. O material escrito e que poderia, eventualmente, fazer parte do cânon tem sido catalogado da seguinte forma por vários séculos agora:

a. Livros autênticos que se autovalidaram pelo conteúdo ou por conhecer-se seu verdadeiro autor.

b. . Livros Apócrifos ou escondidos que foram e continuam sendo descobertos aqui e ali, e que, normalmente, trata-se de literatura romanceada e muito distante dos fatos que pretendem narrar.


Cópia fragmentada do pseudoepigráfico Evangelho de Tomé

c. Livros pseudoepigráficos que são uma volumosa coleção de materiais produzidos em diversos idiomas, mas cujo o verdadeiro autor não é quem o livro apresenta como autor. Normalmente esses livros poderiam ser classificados numa espécie de “Biblioteca de Literatura Fantástica”, que é, por sinal, de onde Hollywood retira a vasta maioria dos roteiros de seus filmes que falam de demônios, anjos, anjos caídos e coisas do gênero. Quando a igreja resolveu dispensar esses livros o fez porque os mesmos não tinham nada que pudesse justificar sua inclusão no Cânon das Sagradas Escrituras. 

Talvez o exemplo mais marcante que podemos oferecer e um dos meus favoritos é uma passagem do chamado “Evangelho de Tomé”, um livro sem a mínima condição, mas que muitos “estudiosos” fazer questão de afirmar que o tal evangelho deveria, com certeza, pertencer ao corpo de Evangelhos do Novo Testamento. De que jeito se o pseudo autor escreveu pérolas como essas: por favor note que: Simão = Simão Pedro, Jesus = o Próprio e Maria = Maria Madalena. Segue o texto de falso Tomé:

114 Simão Pedro disse a eles: "Maria deveria deixar-nos, pois as mulheres não são dignas da vida". Jesus disse: "Eu a guiarei para fazer dela homem, de modo que também ela possa tornar-se um espírito vivo semelhante a vocês homens. Pois toda mulher que se torna homem entrará no reino do céu".

Ora isso não passa da mais grossa misoginia. Como poderiam nossos irmãos permitir que tal idiotice fosse colocada ao lado da sobriedade de Marcos ou da sublimidade de João? Vamos falar sério.

5. Outra acusação muito comum é que os textos originais foram manipulados por pessoas sem escrúpulos que inventaram o Novo Testamento. Mas quanta bobagem reunida numa única frase. Leia para aprender: cada cópia, seja total ou parcial do Novo Testamento, ou de um grupo de livros, como os Evangelhos ou as Epístolas de Paulo, ou até mesmo um único livro ou fragmentos de toda natureza, são chamados de “testemunhas”, porque elas dão testemunho que existiu outro documento que as antecedeu e do qual tais testemunhas foram copiadas. Agora, aqui vai o que a maioria das pessoas não sabe e os críticos se aproveitam para infiltrar suas mentiras:


a. Existem catalogados hoje em dia perto de 11000 testemunhas referentes ao Texto do Novo Testamento. Tais testemunhos vão desde Novos Testamentos completos do século IV — anos 300 — até pequenos fragmentos de papiros, alguns datados do primeiro século da era cristã. Se você não prestou atenção o número original foi de 11000. Isso quer dizer apenas uma coisa: NÃO EXISTE NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE NENHUM OUTRO DOCUMENTO DA ANTIGUIDADE QUE SEJA TÃO BEM ATESTADO QUANTO O NOVO TESTAMENTO. Mesmo assim ainda tem muitos idiotas que preferem duvidar. Bem, fazer o quê?

b. Como contrapartida eu gostaria de lhes oferecer o seguinte acerca do meu compatriota Heródoto, que teria vivido entre 484—425 a.C., e é considerado o Pai da História. Heródoto produziu uma grande narrativa história da antiguidade. Sabe quantas cópias existem da obra de Heródoto: 49 fragmentos de papiro e algo perto de 60 manuscritos não feitos de papiro. Agora vem a parte mais interessante da comparação. O documento mais antigo que temos acerca do material atribuído a Heródoto é do século X d.C. Ou seja, está distante cerca de 1400 anos dos fatos que pretende narrar.

Codex Sinaiticus


Códex Vaticanus

c. Enquanto isso nós temos dois códices ,  material em forma de livro, contendo o Novo Testamento inteiro — datados do século IV — anos 300: o Código Vaticano e o Código Sinaítico — portanto, muito próximos dos eventos que narram se levarmos em conta que o apóstolo João viveu até perto do ano 100 d.C. É claro que maioria das pessoas não sabem esses fatos e eu tenho dúvidas que até mesmo muitos historiadores conheçam tais detalhes, já que manuscritos bíblicos não é mesmo a praia deles.

6. Outra questão levantada pelos críticos são as alegadas contradições encontradas na Bíblia. São tantas que para respondê-las foram necessários inúmeros volumes, mas nada ficou sem resposta. Mas tais alegadas contradições não passam de uma grande bobagem porque tais pessoas nunca leram a Bíblia com seriedade, nem se preocupara em entender, realmente, o que está escrito. Uma idiotice típica repetida inclusive por um notório pastor é de que nem todos morreram no dilúvio como a Bíblia afirma, mas que certos gigantes conseguiram escapar ao dilúvio ou que o mesmo não teria sido global. Um leitor defensor do espiritismo me escreveu sob o título “A Farsa da Bíblia”, trazendo as acusações de praxe: de como a Igreja Romana manipulou os manuscritos – risos – e também de como a Bíblia está errada ao afirmar que todos os seres humanos pereceram no dilúvio, com as exceções conhecidas. de praxe: de como a Igreja Romana manipulou os manuscritos - risos. Gostaríamos de responder a esses tipos de tolices, algo que é muito fácil de fazer quando se conhece as Escrituras Sagradas e se confia que elas são a Verdadeira Palavra do único Deus Vivo! Bem vamos por parte:

Para os que têm duvidas quanto ao fato se o dilúvio foi global ou não, recomendamos:
a. Primeiro a leitura os versos bíblicos abaixo:

Gênesis 6:12—13

12 Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra.

13 Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra.

Gênesis 7:1

1  Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração.

Gênesis 7:17—23

17 Durou o dilúvio quarenta dias sobre a terra; cresceram as águas e levantaram 
a arca de sobre a terra.

18 Predominaram as águas e cresceram sobremodo na terra; a arca, porém, vogava sobre as águas.

19 Prevaleceram as águas excessivamente sobre a terra e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu.

20 Quinze côvados acima deles prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.

21 Pereceu toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de animais domésticos e animais selváticos, e de todos os enxames de criaturas que povoam a terra, e todo homem.

22 Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.

23 Assim, foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da terra; o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus foram extintos da terra; ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.

Gênesis 8:15—16

15 Então, disse Deus a Noé:

16 Sai da arca, e, contigo, tua mulher, e teus filhos, e as mulheres de teus filhos.

b. Diante disso, independentemente de quem quer que seja ou do que se afirme, o fato é que os únicos sobreviventes humanos depois do dilúvio foram Noé, sua esposa, seus três filhos e as esposas deles.

 A Tábua das Nações conforme Gênesis 10

c. Gênesis capítulo 10 — geralmente chamado de “A TÁBUA DAS NAÇÕES“ descreve como as gerações dos filhos de Noé se espalmaram pela terra. Temos que nos lembrar que antes do dilúvio, bem como imediatamente após o mesmo, havia muito casamento entre membros de uma mesmo família, inclusive de primeiro grau. Os que sobreviveram ao dilúvio, certamente traziam em seu DNA informações acerca dos gigantes, portanto, os mesmo voltaram a aparecer aqui e ali por meio das relações sexuais naturais entre homens e mulheres. Nenhum gigante sobreviveu ao dilúvio, mas pessoas levando informações sanguíneas para reproduzi-los, sobreviveram ao dilúvio, dentro da arca é claro! Portanto é conveniente parar de falar bobagem e ver chifre na cabeça de cavalo. Os gigantes que são mencionados após o dilúvio — que não são tantos assim — são descendentes dos descendentes dos filhos de Noé.

d. Em segundo lugar, quanto ao dilúvio recomendamos a leitura do nosso artigo acerca desse tema que poderá ser visto por meio desse link aqui:


Isso é apenas uma pequena forma de como podemos provar que Bíblia é a Palavra de Deus e deixar bem evidente a desonestidade intelectual daqueles que se levantam para atacá-la sem conhecer o suficiente das ciências bíblicas, das ciências em geral e da história, em particular.

Cada página da Bíblia e cada Palavra nela registrada trás a marca inconfundível do seu inspirador: o Espírito Santo. Por isso, ela é A PALAVRA DE DEUS.

7. Outra coisa que percebemos ser muito comum é a tentativa de comparar as Escrituras Sagradas do Deus da Bíblia com outras escrituras de outras religiões. O abismo é tão grande quando colocadas lado a lado que nos perguntamos como é que as pessoas têm coragem de propor tais ideias? Em outros artigos pretendemos comparar a Bíblia com os escritos do islã e do hinduísmo.

8. Todas as acusações que dizem que a Bíblia copiou suas histórias, especialmente do início do livro de Gênesis, de outras religiões foram provadas falsas e o texto bíblico é geralmente reconhecido como sendo mais antigo que aqueles textos que supostamente teriam sido copiados pelos seus escritores. Ah, sim, muitos irão alegar que apesar das cópias existentes serem mais recentes que o material bíblico, os originais que estão perdidos certamente eram mais antigos que a Bíblia. Mas como esses originais não estão aí, então nada pode ser provado. Mas todos são livres para acreditarem no que quiserem. Para os que tiverem interesse em aprofundar essas questões gostaríamos de sugerir uma leitura continuada de nossos artigos onde expomos o Livro do Gênesis. O primeiro artigo dessa série poderá ser acessado por meio desse link e dentro de cada estudo existem links para outros estudos na sequência:

001 – Introdução e Esboço do Livro do Gênesis


Nesse material nos discutimos acerca das histórias bíblicas copiadas por outras culturas e deixamos provada a maravilhosa revelação de Deus. Um único exemplo deve bastar: enquanto as culturas ao redor de onde o povo de Deus se originou no Antigo Testamento — incluindo grandes civilizações — adoravam o sol e a lua como verdadeiras divindades, o Deus da Bíblia inspirou Moisés a não usar os nomes tradicionais pelos quais o sol e a lua eram conhecidos, inclusive como divindades, mas chamá-los apenas de “luzeiros”. É isso mesmo: “luzeiros”. Objetos criados pelo Deus todo poderoso e não divindades de nenhuma forma ou espécie. Ou seja, quando Moisés grafou essas palavras ele desmoralizou com todos os sacerdotes e o com todos os adoradores do sol e da lua. Veja com seus próprios olhos o que a Bíblia diz, enquanto os povos ao redor se curvavam diante do Sol e da lua:

Gênesis 1:14—18

14 Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.

15 E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez.

16 Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.

17 E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra,

18 para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.

Note que em nenhum momento no texto acima Moisés faz qualquer menção ao sol ou à lua, para não dar a ideia de que ele também achava que esses seres criados eram alguma espécie de divindades. Isso é proposital da parte de Moisés, porque sua intenção era humilhar os tolos e exaltar a glória do Deus Todo-Poderoso na Criação.

A Bíblia é o único livro que conhecemos que chama para si mesma a prerrogativa de ter sido escrita pelo próprio Deus. Por isso não se engane, nem duvide: A BÍBLIA É MESMO A PALAVRA DE DEUS.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

O material acima, como já havíamos definido nos comentários do artigo A Farsa do Espiritismo - ver aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/01/a-farsa-do-espiritismo.html

é nossa resposta a um ridículo copiador que se esconde por trás do nome Ben Hur que retirou seu material de um, das centenas de sites anticristãos que copiam e copiam, ad infinitum, os materiais publicados uns pelos outros. O material copiado pelo tal Ben Hur segue abaixo, indicando inclusive a fonte de onde ele copiou suas tolas mentiras, devidamente respondidas em nosso artigo acima:

A Farsa da Bíblia

O cristianismo(*), assim como a Bíblia, é um embuste. O imperador Constantino (272 a 337) e um grupo de pessoas extremamente ambiciosas apossaram-se e distorceram a mensagem crística, passada a nós através de uma filosofia de vida ensinada por Yeshua, e criaram o cristianismo, atualmente difundido no mundo inteiro, e a “Palavra de Deus” dentro dos moldes da fé romana, adulterando textos, documentos históricos, removendo, acrescentando ou mantendo o que lhes era conveniente, e etc.
Toda farsa tem contradições e a Bíblia é cheia delas.

Além das múltiplas interpretações de alguns trechos, a Bíblia tem muitas contradições. Isto é um fato. Basta ler com atenção e raciocinar, para ver as contradições claramente. Por exemplo:

1) Gn 7:21-23 afirma que todos os seres viventes pereceram no Dilúvio, exceto os que estavam na arca de Noé. Nm 13:33 narra o relatório feito pelos espiões de Moisés na “terra prometida”, Canaã. Segundo este trecho, eles viram gigantes. A história de Moisés ocorrera muito tempo depois do Dilúvio, depois da Terra ter sido renovada e repovoada, segundo o Velho Testamento. Segundo o livro de gênesis, existiam gigantes antes do Dilúvio, mas eles não foram escolhidos para sobreviverem na arca e Deus matou todos os seres viventes que existiam sobre a face da Terra. Porém, quem estava na arca escapou. Isto quer dizer que apenas os familiares de Noé e os animais da arca sobreviveram e repovoaram a Terra. Mas Noé não era gigante ou descendente de um, nem nenhum de seus familiares. A lógica seria a não existência de gigantes após o Dilúvio, mas na época de Moisés existiam gigantes, segundo o livro de números. Isto é uma contradição;

(*) Trata-se do “cristianismo” propalado pelas inúmeras facções que se fundamentam e seguem exclusivamente a Bíblia: Catolicismo e protestantismo (pentecostais e neopentecostais, vulgos evangélicos). A Bíblia é um embuste como Palavra de Deus, ou seja, a Bíblia é um livro rico em histórias, fábulas e trechos que a invalidam como Palavra de Deus. As demais religiões abraâmicas e suas escrituras também se enquadram neste contexto

Fonte: http://www.clubedeautores.com.br/book/41787--QUIMERA


[1] Halley, Henry H. Manual Bíblico. Edições Vida Nova, São Paulo, 1998,