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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SALMO 130 - SERMÃO 004 – PERDÃO E TEMOR – SALMOS 130:4


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O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De Profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.

“DE PROFUNDIS”

Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130


Introdução

A. O Salmista que escreveu o Salmo 130 estava no “abismo” de sua própria pecaminosidade. Ele havia se distanciado de Deus e agora clama por socorro, desejando voltar à comunhão com o SENHOR.

B. Ainda bem que Deus é capaz de ouvir nosso clamor, independente de onde estejamos.

1. Das profundezas da sua pecaminosidade o Salmista Clama a Deus reconhecendo, que é pecador e que muitos são os seus pecados.

C. O Salmista sabe que não merece nada de Deus e clama amparado apenas na bondade e misericórdia de Deus.

D. De acordo com Salmos 130:4 ele teme a Deus e por esse motivo se aproxima do SENHOR buscando perdão e reconciliação.

E. O Salmista tem plena consciência de que as palavras de Isaías são verdadeiras em todas as circunstâncias, quando diz:

Isaías 59:2

Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

Isso acontece quando não existe arrependimento. Mas Davi reconheceu o seguinte:

Salmos 51:17

Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.

F. Daí o Salmista clamar para que Deus, pelo menos ouça seu clamor. Uma vez sabedor de que Deus ouve seu clamor, o Salmista confessa seu profundo temor a Deus e busca pelo perdão do Todo Poderoso.

G. Como sabemos, temer a Deus é o princípio da sabedoria. Aqueles que temem a Deus farão de tudo para evitar o pecado. Mas se pecarem sabem que podem encontrar pleno perdão em Deus, pois como nos diz

Isaías 55:7

Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.

F. É sobre isso que queremos falar hoje:

O MARAVILHOSO PERDÃO DE DEUS

O Salmista diz: Contigo, porém, está o perdão, para que te temam.
Vejamos então aquilo que a Bíblia tem para nos ensinar acerca do perdão de Deus
Nós vamos fazer isso, organizando uma série de versículos bíblicos em quatro categorias e uma conclusão. Nesse processo nós iremos levar em conta o fato de que é prerrogativa de Deus perdoar e ele Se deleita em poder exercer essa prerrogativa.

I. Os Pedidos do Povo de Deus

Salmos 25:7 — Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR.

Salmos 51:9 — Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades.

Salmos 79:9 — Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.

A natureza de Deus é ser misericordioso, por isso ele tem todo interesse em perdoar todos os que dEle se aproximam confessando seus pecados.

II. Como Deus Reage Diante dos Pedidos do Seu Povo

Salmos 85:2 — Perdoaste a iniquidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos.

Salmos 103:10 — Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades.

Colossenses 2:13 — E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.

A. Quando somos perdoados por Deus nós aprendemos realmente a temer o SENHOR por causa da Sua bondade para conosco.

B. É o fato de Deus ser gracioso que nos conduz a uma atitude de santo respeito pelo SENHOR e um santo temor de ofendermos um Deus que é tão generoso. QUANTO MAIS TEMEMOS A DEUS, MAIS O AMAMOS, POIS MAIS NOS EMPENHAMOS EM GUARDAR SEUS MANDAMENTOS. Jesus disse o seguinte em

João 14:15

Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

III. O Que Deus Tem Prometido Fazer — Note bem os superlativos utilizados!

Isaías 1:18 — Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.

Isaías 38:17 — Eis que foi para minha paz que tive eu grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados.

Isaías 43:25 — Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.

Isaías 44:22 — Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.

Jeremias 31:34 — Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Miqueias 7:19 — Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.

Hebreus 8:12 — Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Hebreus 10:17 — Acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre.

O profeta da Daniel reconhece essa realidade ao dizer: Daniel 9:9 — Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele.

IV. Uma Última Palavra

1 João 2:12 — Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome, i.e., O NOME DE JESUS CRISTO.

Obras humanas e todo e qualquer tipo de mérito humanos estão completamente excluídos do processo de salvação.

Conclusão

A. Todos concordamos que aquilo que atraiu o filho pródigo de volta para o Pai foi sua certeza de que o Pai o amava — ver Lucas 15. Também temos essa mesma realidade na história da prostituta que lavou os pés de Jesus com suas próprias lágrimas, porque sabia que Ele era capaz de perdoá-la — ver Lucas 7:40—50. O mesmo é verdadeiro com relação ao paralítico na narrativa de Mateus 9:1—8.

B. Todos concordam que o ideal mesmo seria se todo mundo fosse obediente aos mandamentos do Senhor. Certo?

C. . Então que tal começarmos por mim e por cada um de vocês. Façamos nossas as palavras do Salmista que diz no —

Salmo 119:8

Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais, e vejamos a diferença que este tipo de oração pode fazer em todas nossas vidas.

D. Ainda no Salmo 119 o Salmista pede que Deus o proteja da única coisa que ele realmente teme e que é ser desobediente aos mandamentos do Senhor, e à vergonha proveniente de tal desobediência. O Salmista via a desobediência aos mandamentos de Deus, aos quais ele se refere como “sendo bons”, como um verdadeiro opróbrio, ou seja, como algo do que se envergonhar. Veja o que ele diz em:

Salmos 119:31

Aos teus testemunhos me apego; não permitas, SENHOR, seja eu envergonhado.

Salmo 119:39

Afasta de mim o opróbrio, que temo, porque os teus juízos são bons.

E. O Salmista suspirava pelos mandamentos do Senhor. De vez em quando aparecem pessoas assim. Pessoas que se deixam consumir pelo desejo de ver a palavra de Deus sendo praticada. Jesus disse que:

Mateus 5:6

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Nada poderia descrever melhor nossos desejos por algo do que as expressões ter fome e ter sede!

F. Que Deus nos ajude a sermos sempre obedientes aos seus mandamentos e, quando formos desobedientes, que nos apropriemos de todas as verdades que aprendemos hoje acerca do MARAVILHOSO PERDÃO DE DEUS. Deus nos perdoa porque como Pai ele se compadece de Seus filhos —

Salmos 103:13

Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 6 de maio de 2017

SALMO 130 - SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO — SALMOS 130:3


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O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De Profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.

“DE PROFUNDIS”

Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130

Introdução

A. Na última mensagem nos falamos acerca do fato que aquilo que realmente importa no nosso relacionamento com Deus, quando oramos, não é tanto que Deus responda nossas orações, mas que tenhamos a certeza de que Ele nos ouve. O Salmista clama a Deus:  שָׁמָע shama`— “ESCUTA” — Salmos 130:2

B. Uma vez que temos certeza de que Deus nos ouve, nós podemos descansar tranquilos sabendo que O SENHOR irá sempre responder às nossas orações com base em duas verdades:

1. Deus responde nossas orações de acordo com aquilo que ele sabe ser o melhor para nós.

2. Deus responde nossas orações de acordo com aquilo que irá produzir a maior glorificação do seu nome.

C. O autor desse Salmo tinha plena consciência de sua real e desesperada condição como pecador diante de Deus. Ele sabia o que era: PECADOR. Ele também sabia o que Deus era: UM DEUS ABSOLUTAMENTE SANTO. Esse dois fatores incomodavam o Salmista profundamente.

D. No Salmo 130:3 o Salmista reflete acerca de outra realidade: TODOS SÃO PECADORES DIANTE DE DEUS E SE DEUS LEVAR EM CONTA SOMENTE OS NOSSOS PECADOS, E ELE MESMO NÃO FIZER NADA PARA NOS AJUDAR, ENTÃO, NINGUÉM SOBREVIVERÁ! 

E. É em cima das palavras do Salmo 130:3 que queremos meditar hoje, acerca

DA NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO DIANTE DE UM DEUS SANTO

I. Quem é Pecador?

A. O termo hebraico שָׁמָר shamar — traduzido por “observares” indica uma observação diligente capaz de reter em perpétua memória tudo o que os seres humanos fazem. Mas note como Jó, já possuía uma compreensão da misericórdia de Deus:

Jó 14:15—17

15 Chamar-me-ias, e eu te responderia; terias saudades da obra de tuas mãos;

16 e até contarias os meus passos e não levarias em conta os meus pecados.

17 A minha transgressão estaria selada num saco, e terias encoberto as minhas iniquidades.

B. Se Deus exercer sua justiça de forma estrita e chamar cada ser humano para comparecer diante dEle, nossa reação seria como aquela descrita no Apocalipse que diz:

Apocalipse 6:15—17

15 Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes

16 e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro,

17 porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?

C. É verdade que Deus tem um registro rigoroso de tudo o que fazemos, pensamos, dizemos ou deixamos de fazer. Todavia, Ele não reage imediatamente. Deus é paciente, é longânimo, é misericordioso e, por isso, deixa o julgamento sempre para mais adiante, enquanto nos dá oportunidade de nos arrependermos. É como diz o Salmista:

Salmos 103:10

Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades.

D. O Salmista do nosso Salmo tem plena consciência dessas realidades, mas ele sente o peso do seu próprio pecado e é isso que o faz não apenas clamar com um suplicante, mas confessar reconhecendo-se um pecador diante de Deus.

E. A convicção da sua própria pecaminosidade lhe dá plena certeza que nenhum ser humano pode יַעֲמֹד `amad — subsistir, no sentido de manter-se firme em pé diante do Deus que é Santo, como os homens de Bete-Semes haviam reconhecido nos dias do profeta Samuel:

1 Samuel 6:20

Então, disseram os homens de Bete-Semes: Quem poderia estar perante o SENHOR, este Deus santo? E quem subirá desde nós?

F. O Salmista sabe que:

1 João 5:19

Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.

G. O pior erro que uma pessoa pode cometer é se autoiludir pensando que não é pecadora e que não se encontra sob a ira do Deus Todo Poderoso.

H. A resposta a nossa pergunta do início — Quem é Pecador? — já tem sua resposta: Todos nós somos pecadores.

II. Sendo Pecadores, Quem Poderá Subsistir Diante do Deus Santo?

A. Absolutamente ninguém poderá subsistir diante de um Deus Santo, se o próprio Deus não fizer nada a nosso favor. Nossa condição é bem descrita pelo apóstolo Paulo que faz um apanhado de vários Salmos e do profeta Isaías, quando diz:

Romanos 3:10—18

10 Como está escrito: Não há justo, nem um sequer,

11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;

12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,

14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;

15 são os seus pés velozes para derramar sangue,

16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;

17 desconheceram o caminho da paz.

18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.

B. O texto de Paulo é compilado dos seguintes Salmos e de Isaías:

1. Romanos 3:10—12 de Salmos 14:1—3; 53:1—3.

2. Romanos 3:13 de Salmos 5:9; 140:3.

3. Romanos 3:14 de Salmos 10:7.

4. Romanos 3:15—17 de Isaías 59:7—8

5. Romanos 3:18 de Salmos 36:1.

C. Deus, o SENHOR, irá certamente nos trazer diante do seu tribunal, crentes e incrédulos. Nesse sentido eu concordo com o nosso irmão Júlio Xavier quando diz: “Todos os caminhos conduzem realmente para Deus, i. e., para o grande Juízo de Deus!”

D. Existem apenas duas maneiras de comparecer diante de Deus no dia do Juízo:

1. Revestido de Cristo — vamos falar mais sobre isso na conclusão.

2. Vestido com as próprias obras que a Bíblia chama de trapos de imundícia.

Isaías 64:6

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.

E. Mas, no próximo verso, que iremos ver na mensagem seguinte, o Salmista irá nos mostrar que existe um caminho para sair das profundezas.

Conclusão

A. Quando nos aproximamos de Deus devemos ter três coisas em mente:

1. Em primeiro lugar precisamos reconhecer que nosso Deus é Santo e Justo e ele será reto Juiz de todos os nossos pensamentos e atos de comissão ou omissão.

2. Depois precisamos reconhecer que somos pecadores terríveis, mesmo que não cometamos pecados como assassinatos, estupros e etc.

3. Por fim precisamos reconhecer que Deus nos ama e porque Ele nos ama, foi que enviou Seu único Filho — Jesus, o Cristo — para ser nosso Salvador.

B. Como Jesus se tornou nosso único Salvador? Ele fez isso através de 4 grandes atos de Deus na história. Esses atos foram únicos, exclusivos e não podem ser repetidos. Nós estamos falando que nossa salvação foi alcançada da seguinte maneira:

1. CRUCIFICAÇÃO — RECONCILIAÇÃO COM DEUS — Romanos 5:10; 2 Coríntios 5:18—19.
Nossa crucificação com Cristo representa nossa vitória constante sobre a carne.

2. RESSURREIÇÃO — RENASCIMENTO ESPIRITUAL — Romanos 6:4.
Nossa ressurreição com Cristo representa nossa capacidade constante de viver em novidade de vida.

3. ASCENSÃO — REPRESENTAÇÃO NO CÉU. LIBERTAÇÃO E VITÓRIA LEGAL SOBRE SATANÁS — Romanos 6:14; Colossenses 2:13—15.
Nossa ascensão com Cristo representa nossa libertação contínua de influência satânica.

4. PENTECOSTES — O MINISTÉRIO DE BATISMO, UNÇÃO, SELAGEM E PENHOR DO ESPÍRITO SANTO — 1 Coríntios 12:13; 2 Coríntios 1:21—22; Efésios 1:13—14.
Nossa participação no ministério do Espírito Santo representa nossa capacitação constante para viver e servir a Deus.

C. Por causa da obra de Cristo nós podemos se aproximar de Deus, ou antes, Deus mesmo veio buscar e salvar o que estava perdido.

Lucas 19:10

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

D. Por causa de Cristo não temos nada o que temer. Pelo contrário, somos convidados a comparecer diante de Deus todas as vezes que necessitarmos:

Hebreus 10:19—22

19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,

20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne,

21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus,

22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.

E. Porque nossos pecados ofendem a Deus por toda a eternidade era necessário que Deus também nos oferecesse um perdão que se estendesse pelo mesmo período

Hebreus 9:11—12

11 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação,

12 Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO



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Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

SALMOS 130 - SERMÃO 002 – AS SÚPLICAS DO SALMISTA AO DEUS TODO-PODEROSO


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O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De Profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.


“DE PROFUNDIS”
Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130


Introdução

A. O Salmo 130 é um dos 15 Salmos — do Salmo 120 até 134 — que são conhecidos como “Cânticos de Romagem”.

B. Esses salmos eram cantados pelo povo de Israel durante a viagem que tinham que fazer, três vezes por ano, até o local apontado por Deus para celebrar as festas nacionais:

1. Páscoa.

2. Primeiros Frutos ou Pentecostes

3.Tabernáculos

B. Conforme vimos na mensagem anterior o Salmista encontra-se “nas profundezas”. Tais profundezas são bem descritas nas seguintes passagens do Salmo 69

Salmos 69:1—2

1 Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma.

2 Estou atolado em profundo lamaçal, que não dá pé; estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge.

Salmos 69:14—15

14 Livra-me do tremedal, para que não me afunde; seja eu salvo dos que me odeiam e das profundezas das águas.

15 Não me arraste a corrente das águas, nem me trague a voragem, nem se feche sobre mim a boca do poço.

C. As “profundezas” a que o Salmista se refere e onde se encontra dizem respeito, como irá ficar cada vez claro à medida que avançamos em nossa exposição, à sua condição desesperadora como pecador diante de Deus. Ele sabia o que era: PECADOR. Ele também sabia o que Deus era: UM DEUS ABSOLUTAMENTE SANTO. Esse dois fatores incomodavam o Salmista profundamente

D. Quando as pessoas se encontram em condições como estas, a pior coisa que podemos fazer por elas é oferecer um evangelho de “Auto Ajuda” ou promessas vazias de uma vida vitoriosa que irá alcançá-las de forma mágica.

E. Quando alguém se encontra nessa situação ela precisa ouvir a verdade do Evangelho, que além de libertação, inclui também humilhação, arrependimento diante de Deus, sofrimento e sacrifício pessoal.

F. Autopiedade funciona apenas em lugares rasos. Nas profundezas precisamos da ajuda do Deus Todo-Poderoso.

G. Esse é motivo porque o Salmista em Salmos 130:2 dirige suas תַּחֲנוּנָי tachanunay — súplicas a Deus. Súplicas são orações intensas por uma necessidade específica. Nesse caso o Salmista precisava do perdão e de reconciliação com o Deus Todo-Poderoso.   Ele procede assim por que:

OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS Á NOSSAS SÚPLICAS

I. O Clamor Vindo das Profundezas.

A. A frase do Salmista: “Escuta Senhor a minha voz” é tudo o que mais ansiamos na vida. Que Deus se digne a ouvir nossas orações.

B. Se Deus ouvir nossa voz, nós já estaremos contentes em deixar que o próprio Senhor, em sua amorosa sabedoria, decida como irá responder.

C. Para nós é mais importante termos nossas orações ouvidas do que respondidas. É nisso que o Salmista está centrado: “Escuta Senhor a minha voz”. Note que ele não diz: RESPONDE, e sim ESCUTA!

D. Se Deus nos desse a absoluta certeza de que responderia a todas as nossas orações conforme pedimos, isso seria uma verdadeira maldição sobre nossas vidas, pois Deus estaria jogando a responsabilidade final das nossas vidas sobre nós mesmos e isso provocaria uma ansiedade insuportável.

E. Estamos dizendo isso porque devemos considerar o que a Bíblia nos diz a esse respeito:

Romanos 8:26

Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.

Tiago 4:3

Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.

F. Devemos estar contentes em saber que Deus ouve nossas orações e que Suas respostas são sempre de acordo com duas verdades:

1. Deus responde nossas orações de acordo com aquilo que ele sabe ser o melhor para nós.

2. Deus responde nossas orações de acordo com aquilo que irá produzir a maior glorificação do seu nome.

II. Os Ouvidos de Deus Estão Atentos à Nossas Súplicas.

A. Quando nos aproximamos de Deus devemos estar conscientes de nossa condição. Somos pecadores, não merecemos nada senão a condenação eterna, mas Deus é compassivo e misericordioso e está sempre pronto a ouvir:

Salmos 30:10

Ouve, SENHOR, e tem compaixão de mim; sê tu, SENHOR, o meu auxílio.

B. Não devemos temer importunar a Deus, quando nossa atitude for apropriada. Nós oramos, porque Deus é um Deus gracioso e ouve os humildes e quebrantados de coração:

Isaías 57:15

Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.

C. Essa era a condição do Salmista: ele estava profundamente enredado em seus próprios pecados. Estava confuso, humilhado. Precisava do socorro que só o SENHOR podia lhe dar. Nós só entendemos a grandeza do que Deus pode fazer a nosso favor quando entendemos a verdadeira dimensão da nossa condição desesperadora.

D. Depois de orarmos uma vez acerca da nossa condição nós devemos continuar orando sobre nossas orações anteriores. Quando não temos mais palavras, podemos insistir com o Senhor com aquelas que usamos antes.

E. Mesmo sabendo que se encontrava em um grande abismo, acima de tudo o Salmista insistia com Deus porque, no fundo — desculpem o trocadilho — ele sabia que as promessas de Deus dependem exclusivamente do próprio Deus para serem cumpridas, e não dependem nada de nós suas criaturas pecaminosas. Oh! DEUS SEJA LOUVADO!

Conclusão

A. Hoje em dia as pessoas não valorizam a obra de Jesus. Sabem por que isso acontece? É porque elas não entendem a verdadeira condição desesperada em que se encontram. Mas quando entendemos que sem Cristo, nós estamos completamente perdidos e condenados ao fogo eterno do inferno, então rapidinho, as palavras do Salmista fazem sentido para nós: “Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas.”

B. Falando acerca dessa condição desesperada em que nos encontramos o profeta Ezequiel, inspirado pelo Espírito Santo disse:

Ezequiel 36:31

Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações.

C. Jó quando entendeu sua real condição diante de Deus fez a seguinte afirmação:

Jó 42:5—6

Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.

D. Na mensagem anterior — ver link abaixo — nós mencionamos a parábola que Jesus contou — a parábola do Juiz Iníquo — acerca do dever de orar sempre e nunca esmorecer. Então, quando obedecemos a esse preceito, o de orar sempre sem esmorecer, nós podemos ter certeza que o Senhor vira ao nosso socorro para fazer cumprir Suas próprias promessa:

Jeremias 29:13

Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.
Jesus nos fez uma promessa semelhante:

Mateus 7:7—8

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.

E. Como o Salmista devemos ter nossos corações sempre quebrantados diante de Deus e dizer como ele faz em:

Salmos 28:2

Ouve-me as vozes súplices, quando a ti clamar por socorro, quando erguer as mãos para o teu santuário.

F. Os que entendem essas verdades e as praticam estão a caminho de tornarem-se as pessoas mais felizes que podem existir sobre a face da Terra.

G. Na próxima mensagem vamos começar a falar das Misericórdias de Deus.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO



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Alexandros Meimaridis

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