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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SALMO 130 - SERMÃO 004 – PERDÃO E TEMOR – SALMOS 130:4


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O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De Profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.

“DE PROFUNDIS”

Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130


Introdução

A. O Salmista que escreveu o Salmo 130 estava no “abismo” de sua própria pecaminosidade. Ele havia se distanciado de Deus e agora clama por socorro, desejando voltar à comunhão com o SENHOR.

B. Ainda bem que Deus é capaz de ouvir nosso clamor, independente de onde estejamos.

1. Das profundezas da sua pecaminosidade o Salmista Clama a Deus reconhecendo, que é pecador e que muitos são os seus pecados.

C. O Salmista sabe que não merece nada de Deus e clama amparado apenas na bondade e misericórdia de Deus.

D. De acordo com Salmos 130:4 ele teme a Deus e por esse motivo se aproxima do SENHOR buscando perdão e reconciliação.

E. O Salmista tem plena consciência de que as palavras de Isaías são verdadeiras em todas as circunstâncias, quando diz:

Isaías 59:2

Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

Isso acontece quando não existe arrependimento. Mas Davi reconheceu o seguinte:

Salmos 51:17

Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.

F. Daí o Salmista clamar para que Deus, pelo menos ouça seu clamor. Uma vez sabedor de que Deus ouve seu clamor, o Salmista confessa seu profundo temor a Deus e busca pelo perdão do Todo Poderoso.

G. Como sabemos, temer a Deus é o princípio da sabedoria. Aqueles que temem a Deus farão de tudo para evitar o pecado. Mas se pecarem sabem que podem encontrar pleno perdão em Deus, pois como nos diz

Isaías 55:7

Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.

F. É sobre isso que queremos falar hoje:

O MARAVILHOSO PERDÃO DE DEUS

O Salmista diz: Contigo, porém, está o perdão, para que te temam.
Vejamos então aquilo que a Bíblia tem para nos ensinar acerca do perdão de Deus
Nós vamos fazer isso, organizando uma série de versículos bíblicos em quatro categorias e uma conclusão. Nesse processo nós iremos levar em conta o fato de que é prerrogativa de Deus perdoar e ele Se deleita em poder exercer essa prerrogativa.

I. Os Pedidos do Povo de Deus

Salmos 25:7 — Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR.

Salmos 51:9 — Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades.

Salmos 79:9 — Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.

A natureza de Deus é ser misericordioso, por isso ele tem todo interesse em perdoar todos os que dEle se aproximam confessando seus pecados.

II. Como Deus Reage Diante dos Pedidos do Seu Povo

Salmos 85:2 — Perdoaste a iniquidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos.

Salmos 103:10 — Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades.

Colossenses 2:13 — E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.

A. Quando somos perdoados por Deus nós aprendemos realmente a temer o SENHOR por causa da Sua bondade para conosco.

B. É o fato de Deus ser gracioso que nos conduz a uma atitude de santo respeito pelo SENHOR e um santo temor de ofendermos um Deus que é tão generoso. QUANTO MAIS TEMEMOS A DEUS, MAIS O AMAMOS, POIS MAIS NOS EMPENHAMOS EM GUARDAR SEUS MANDAMENTOS. Jesus disse o seguinte em

João 14:15

Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

III. O Que Deus Tem Prometido Fazer — Note bem os superlativos utilizados!

Isaías 1:18 — Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.

Isaías 38:17 — Eis que foi para minha paz que tive eu grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados.

Isaías 43:25 — Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.

Isaías 44:22 — Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.

Jeremias 31:34 — Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Miqueias 7:19 — Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.

Hebreus 8:12 — Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Hebreus 10:17 — Acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre.

O profeta da Daniel reconhece essa realidade ao dizer: Daniel 9:9 — Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele.

IV. Uma Última Palavra

1 João 2:12 — Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome, i.e., O NOME DE JESUS CRISTO.

Obras humanas e todo e qualquer tipo de mérito humanos estão completamente excluídos do processo de salvação.

Conclusão

A. Todos concordamos que aquilo que atraiu o filho pródigo de volta para o Pai foi sua certeza de que o Pai o amava — ver Lucas 15. Também temos essa mesma realidade na história da prostituta que lavou os pés de Jesus com suas próprias lágrimas, porque sabia que Ele era capaz de perdoá-la — ver Lucas 7:40—50. O mesmo é verdadeiro com relação ao paralítico na narrativa de Mateus 9:1—8.

B. Todos concordam que o ideal mesmo seria se todo mundo fosse obediente aos mandamentos do Senhor. Certo?

C. . Então que tal começarmos por mim e por cada um de vocês. Façamos nossas as palavras do Salmista que diz no —

Salmo 119:8

Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais, e vejamos a diferença que este tipo de oração pode fazer em todas nossas vidas.

D. Ainda no Salmo 119 o Salmista pede que Deus o proteja da única coisa que ele realmente teme e que é ser desobediente aos mandamentos do Senhor, e à vergonha proveniente de tal desobediência. O Salmista via a desobediência aos mandamentos de Deus, aos quais ele se refere como “sendo bons”, como um verdadeiro opróbrio, ou seja, como algo do que se envergonhar. Veja o que ele diz em:

Salmos 119:31

Aos teus testemunhos me apego; não permitas, SENHOR, seja eu envergonhado.

Salmo 119:39

Afasta de mim o opróbrio, que temo, porque os teus juízos são bons.

E. O Salmista suspirava pelos mandamentos do Senhor. De vez em quando aparecem pessoas assim. Pessoas que se deixam consumir pelo desejo de ver a palavra de Deus sendo praticada. Jesus disse que:

Mateus 5:6

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Nada poderia descrever melhor nossos desejos por algo do que as expressões ter fome e ter sede!

F. Que Deus nos ajude a sermos sempre obedientes aos seus mandamentos e, quando formos desobedientes, que nos apropriemos de todas as verdades que aprendemos hoje acerca do MARAVILHOSO PERDÃO DE DEUS. Deus nos perdoa porque como Pai ele se compadece de Seus filhos —

Salmos 103:13

Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 15 — UMA EXEGESE ACERCA DA CONDIÇÃO DE PERDIÇÃO DA RAÇA HUMANA — O AMBIENTE E O ARRANJO DE LUCAS 15 — PARTE 002 — SERMÃO 036




Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

CONTINUAÇÃO...

Porém a parte mais importante ainda do assunto tratado por Jesus em Lucas 15 envolvendo todas as suas relações internas — de uma história com a outra — a questão mais fundamental que permanece é: a associação permanente de Jesus com publicanos — coletores de taxas — e pecadores em geral. Isso era, para os judeus daqueles dias, especialmente para a elite em Jerusalém, algo completamente inaceitável.  Vamos notar algumas passagens que nos ajudam a entender essa realidade —

Mateus 9:9—13

9 Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.

10 E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos.

11 Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?

12 Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento.

Marcos 2:13—17

13 De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e ele os ensinava.

14 Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.

15 Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam.

16 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?

17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores. 


Lucas 5:27—32

27 Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me!

28 Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.

29 Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa.

30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?

31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.

Mateus 11:9

Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.

Lucas 7:34
Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! 

Mateus 21:31—32

31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus.

32 Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo

Lucas 7:29

Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João.

Lucas 15:1—2

1 Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir.

2 E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.

Lucas 18:9—14

9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros:

10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.

11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;

12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!

14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.

Lucas 19:1—10

1 Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade.

2 Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico,

3 procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.

4 Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar.

5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.

6 Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria.

7 Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador.

8 Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.

9 Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.

10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

Pelos versos acima fica evidente que Jesus considerava sua missão principal como sendo buscar e salvar os perdidos. Todos os perdidos. Assim, paralelo com a murmuração dos escribas e dos fariseus que temos em Lucas 15:1—2 é a murmuração do filho mais velho na Parábola dos Dois Filhos Perdidos e a murmuração e o ciúmes manifestados pelos trabalhadores na vinha na Parábola que descreve os mesmos — apesar que nesse último caso é minha convicção pessoal que Jesus não estava se referindo tanto aos escribas e fariseus e sim contra as murmurações que ele percebia existir entre os discípulos —

Mateus 20:11—12

11 Mas, tendo-o recebido, murmuravam contra o dono da casa,

12 dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia.

De modo semelhante, existe um claro paralelo com a murmuração do fariseu Simão acerca da mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus — Lucas 7:36—50 —, o desdém do fariseu, na Parábola do Fariseu e do Publicano — Lucas 18:11 —, a murmuração que acontece quando Jesus faz sua refeição com Zaqueu — Lucas 19:7 —, e de modo muito especial a murmuração feita pelos fariseus e os escribas quando Jesus participou duma refeição na casa do publicano Mateus junto com outros publicanos e pecadores de todos os tipos — Lucas 5:27—32. A similaridade dessa última passagem referida com Lucas 15:1—2 marca a importância desse tema para o evangelista Lucas.

Acerca de conexões dentro do próprio capítulo 15 de Lucas a mais evidente é a murmuração dos fariseus em Lucas 15:1—2 e a do filho mais velho na Parábola dos Dois Filhos Perdidos — versos 29—30. A reivindicação do filho mais velho de nunca ter transgredido contra o Pai — verso 29 — faz um paralelo perfeito com o justo que não precisa de arrependimento conforme o verso 7. A alegria celebrada nos versos 5—7 e 9—10 é paralela com a alegria vista no retorno do filho pródigo — Lucas 15:22—27, 32. A celebração e a alegria são dois grandes temas de Lucas 15.

As duas primeiras parábolas de Lucas 15 nos falam de algo que foi perdido e depois achado, algo que mais tarde é tomado como um verdadeiro refrão — estava perdido e foi achado — nos versos 24 e 32 na Parábola dos dois filhos perdidos. Se existe alguma dúvida, é pequena, quanto ao fato das três parábolas aqui em Lucas 15 transmitirem uma mesma mensagem. Mas existem diferenças! Nenhuma falta é atribuída nem à ovelha ou a moeda, apesar do foco das duas primeiras parábolas estar no ato do arrependimento. Já o pródigo admite, por duas vezes, que pecou — Lucas 15:18, 21. Tanto o pastor quanto a mulher buscam por algo que se perdeu, mas esse não é o caso do Pai. Desse único fato, alguns deduzem que as duas primeiras parábolas enfatizam a iniciativa divina, enquanto a última nos fala da responsabilidade humana, mas tal distinção não é suficiente para fixar esse ponto. Apesar do Pai não ir atrás do pródigo o texto nos mostra, claramente que ele vai ao encontro dos dois filhos perdidos! Encontramos, virtualmente, frases idênticas na parábola da Ovelha Perdida e na Parábola da Moeda Perdida. Homem e mulher por sua vez chamam seus amigos e amigas para se alegrarem juntos pelo achados, mas, ainda assim, temos diferenças nelas também. O pastor abandonando as noventa e nove ovelhas não encontra paralelo no caso da moeda perdida. Nessa última parábola nós podemos notar que um esforço muito maior foi feito pela mulher para encontrar a moeda perdida do que pelo pastor para encontrar a ovelha perdida. As duas descrições de alegria pelos achados também são diferentes. Também na Parábola da Moeda Perdida não temos nenhuma referência a necessidade que alguém tem de se arrepender.

Em resumo dessa parte introdutória nós podemos afirmar que os elementos dominantes nas Boas Novas proclamadas por Jesus têm a ver com: celebração, compaixão, a restauração de Israel e o Reino de Deus tanto no presente quanto no futuro. As parábolas que temos em Lucas 15 são a maior evidência do Evangelho de Cristo centrado em celebração e compaixão. Os outros dois temas mencionados acima estão apenas implícitos. Como resultado final, esse capítulo é a mais vibrante descrição do fato que existe um Deus que está buscando pecadores, algo que se revela na conversão dos mesmos.

No próximo artigo falaremos da Parábola da Ovelha Perdida.




OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
Que Deus Abençoe a todos. 
Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.      

sábado, 7 de novembro de 2015

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 003 — O Pai Nosso — Parte 2 — Mateus 6:9



Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados 


Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13



Introdução:

A. Em nossa apresentação da “Oração do Pai Nosso”, nós temos afirmado e reafirmado que através dela Jesus mudou, por completo, o modelo ou paradigma de oração usado pelos Judeus.

B. Essas mudanças podem ser facilmente vistas no seguinte:

1. Enquanto os Judeus gostavam de orar em pé nas praças e nas sinagogas para serrem vistos por todos — ver Mateus 6:5. Jesus, por sua vez nos ordena orar em secreto e nos garante que essa é a oração que Deus ouve e atende – ver Mateus 6:6.

Mateus 6:5—6

5 E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.

6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

2. Os judeus tinham por costume orar três vezes ao dia, ao passo que em Cristo nós somos livres para orar quantas vezes quisermos durante o dia.

3. Os judeus tinham um conjunto fixo de 18 orações, além do Shemá. Jesus passava noites inteiras em oração, o que indica que ele não estava limitado a repetir, ad infinitum, orações decoradas. Suas orações refletiam a profunda comunhão que tinha com o Pai.

4. Os judeus oravam exclusivamente em hebraico, a única língua que eles achavam Deus entendia. Jesus nos ensina que Deus é Espírito e devemos orar na língua do nosso coração. Jesus ensinou seus discípulos a orar na língua aramaica, porque essa era a língua que eles usavam no dia a dia. O Novo Testamento registra várias orações dos apóstolos feitas na língua grega.

5. Jesus ensinou seus discípulos a orarem a Deus como Pai — Abba em aramaico. Como iremos ver hoje, o uso dessa expressão representava o rompimento definitivo com a língua e a cultura hebraica por parte de Jesus Cristo.

6. Vamos então passar a análise de como os judeus se referiam a Deus como Pai e a diferença, fundamental, que o ensinamento de Jesus trouxe a esse entendimento.

PAI NOSSO

I. Como os Judeus Usavam a Expressão Pai no Antigo Testamento

A. Já mencionamos que em 2 orações das chamadas tefillah — orações diárias — os judeus iniciavam a mesma com a expressão “Pai Nosso” que traduz a expressão hebraica “Abinu”.

B. A palavra hebraica para pai em sua raiz mais simples é אָב`ab — Pai. Nesse sentido a expressão é usada mais de 1200 vezes no Antigo Testamento. De todas essas vezes, apenas 12 fazem referência a Deus como “Pai do povo de Israel”. Essa paternidade foi forjada quando da libertação do povo da escravidão do Egito como podemos ler em:

Deuteronômio 7:6—8

Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito.

Deuteronômio 14:2

Porque sois povo santo ao SENHOR, vosso Deus, e o SENHOR vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serdes seu povo próprio.

Isaías 63:15—16

Atenta do céu e olha da tua santa e gloriosa habitação. Onde estão o teu zelo e as tuas obras poderosas? A ternura do teu coração e as tuas misericórdias se detêm para comigo! Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade.

Isaías 64:8

Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.

C. Apesar do fato que nem todos esses versos usam a expressão “Pai”, é bem evidente que foi nisso mesmo que Deus se tornou — PAI — quando adotou o povo hebreu como Seu povo.

D. Os judeus se dirigiam a Deus como Pai de forma litúrgica onde era chamado de Abinu — Pai nosso — ou de Abi — Meu Pai. Mas nunca, nunca se referiam a Deus usando a forma familiar אַבָא`aba`— Pai pois consideravam a expressão vulgar e despretensiosa para ser usada com relação ao Deus Todo Poderoso.  

E. Agostinho diz em seu Comentário no Sermão Montanha o seguinte: “Entretanto, em nenhuma parte do Antigo Testamento encontramos nenhum mandamento ordenando ao povo de Israel que se dirigisse a Deus como Pai ou o invocasse como Pai nosso”.

F. O uso que os judeus faziam da expressão pai estava restrita às seguintes formas:

1. Como uma símile, i.e., “Isto é como Aquilo” com, por exemplo, em —

Salmos 103:13

Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.

2. E, ocasionalmente como uma metáfora, como vimos nos versos de Isaías acima.

G. Mas não existe nenhuma referência onde Deus seja, diretamente, referido, como Pai no Antigo Testamento, por algum de todos os personagens que encontramos em suas páginas.

H. No Antigo Testamento a expressão Pai é usada apenas para designar o que Deus é com relação ao povo de Israel, mas para Jesus, quando ele chama Deus de Pai em aramaico, Ele o faz usando tal expressão como um título.

I. Ao agir assim Jesus estava no limite da impiedade ao se dirigir a Deus de forma que os judeus consideravam imprópria — uma forma nunca vista e nunca praticada. Mas essa foi a expressão que Jesus usou: ABBA — Pai.

J. Mas quando Jesus usou o termo infantil ABBA, Ele o fez como uma expressão de confiança e obediência para com o Pai. Os judeus apenas pretendiam manter um relacionamento com Deus. O relacionamento de Jesus era íntimo e verdadeiro. Esse é o motivo porque Ele deseja usar esse termo pueril de “papai” para se referir a Deus!

II. A Expressão Aramaica ABBA

A. A expressão aramaica Abba manifesta um profundo relacionamento entre duas pessoas. Como já dissemos é um termo infantil cujo significado é “papai”. Esse é o motivo porque a igreja primitiva adotou essa expressão em suas orações. A mesma expressa o nível — a profundidade — do relacionamento que existe entre o crente e Deus por meio de Jesus Cristo.

B. Era costume da Igreja Primitiva sempre orar o Pai Nosso antes da celebração da Santa Ceia!

C. A igreja primitiva também procurava desestimular o uso da expressão ABBA por aqueles que não eram ainda convertidos.

D. Em nossos dias existe um grande debate acerca da validade do uso da expressão Pai para nos referirmos a Deus:

1. Em primeiro lugar nós temos os mulçumanos que alegam que chamar Deus de “Pai, Meu Pai ou Nosso Pai”, faz com que o adorador use um modelo humano para se referir a Deus — mesmo problema dos judeus nos dias de Cristo. De acordo com o Islamismo esse tipo de prática, certamente, irá degenerar em grossa idolatria. Eles dizem: “Deus é Deus e não devemos nos referir a Ele usando termos humanos. Podemos usar adjetivos, mas nunca metáforas”. Assim, nós podemos chamar Deus de:

a. Rahman ou misericordioso.

b. Raheen ou compassivo.

c. Akbar ou Todo Poderoso.

d. `Allim ou onisciente.

2. Mas nunca podemos chamá-lo de “Pai”.

E. Mas o fato que temos diante de nós é que Jesus nos ordenou chamar Deus de Pai. A pergunta que precisamos fazer aqui é a seguinte: Jesus, em algum momento de seus ensinamentos definiu a expressão “Pai”?

III. Como Jesus Definiu Expressão Aramaica ABBA

A. Creio que muitos de vocês já pensaram na resposta apropriada. Sim, Jesus definiu o termo Pai quando contou a Parábola do Filho Pródigo ou dos Dois Filhos Perdidos . Naquela parábola Jesus rompeu com todos os conceitos patriarcais da cultura de seus dias para nos apresentar uma figura de um pai que vai muito além daquilo que se esperava de um pai humano.

B. Na parábola do Filho Pródigo, Jesus não descreve um pai como era conhecido naqueles dias, mas, pelo contrário, ele cria uma nova imagem de Pai, a qual pretende usar como modelo para Deus.

C. A impressão que eu tenho é que Jesus se inspirou para criar a Parábola do Filho Pródigo na narrativa de Oséias 11:1—11, onde Deus se descreve a si mesmo como um pai compassivo enquanto Israel se debate na terrível angústia causada pelo pecado.

D. Me chama muito a atenção de

Oséias 11:9

Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira.

E. Nos versos de Oséias 11:1—8 nós vemos um Deus terno e pai amoroso que tem um filho, extremamente rebelde. O pai tem todo o direito de reagir com ira e castigo, mas ele opta por agir de forma amorosa.

F. A partir de Oséias 11 não é difícil entendermos que é possível que Jesus tenha se inspirado nessa narrativa para criar sua magnífica Parábola do Filho Pródigo.

G. Para Jesus, Deus é acima de tudo um Pai amoroso e o próprio Jesus nos dá uma demonstração clara disso na Parábola do Filho Pródigo. Essa é a única forma lícita de entendermos o sentido que Jesus queria dar para a expressão “Pai Nosso” e qualquer outra definição é uma rejeição do ensinamento de Jesus e uma traição à Sua pessoa.

H. A advertência islâmica permanece com uma possibilidade real, mas quando permitimos que o próprio Jesus defina o termo “Pai”, então a comunidade cristã evita a idolatria e pode usar e expressão de forma metafórica sabendo, exatamente, o que ela significa: que temos um Deus amoroso, compassivo, onisciente, Todo Poderoso e etc., com o qual mantemos um profundo relacionamento

I. O segundo aspecto desse debate será discutido na próxima mensagem.

Conclusão

A. A expressão aramaica Abba é a primeira palavra que as crianças aprendem em lugares tais como a Síria, a Palestina, o Líbano e Jordânia, apesar da língua oficial desses países todos ser o arábico.

B. Jesus inaugurou um novo modelo de oração ao ensinar seus discípulos a orarem em aramaico, que era a língua dos seus corações.

C. Com isso Jesus colocou de lado a “preciosa herança sagrada dos judeus” representada pela língua e pela cultura hebraica, assumindo o papel que o próprio Deus lhe havia conferido, de tornar-se o Salvador do mundo conforme lemos em —

Isaías 49:6

Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.

D. Porque Jesus é o Salvador do Mundo Inteiro, todas as línguas e culturas são válidas diante de Deus como formas de expressar oração e adoração genuínas. Deus seja louvado.

E. A palavra escolhida por Jesus para iniciar o novo modelo de oração foi ABBA — PAI — que é um título que nos afirma e reafirma o profundo relacionamento que temos com Deus, o Nosso Pai. Daí o apóstolo Paulo concluir o capítulo 8 de Romanos com essas palavras:

Romanos 8:31—39

31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.

34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.

35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,

39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.


OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO —
Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM
A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-010-o.html
011 — O PAI NOSSO — PARTE 010 — A VONTADE DE DEUS

Que Deus abençoe a todos 
Alexandros Meimaridis 

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