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segunda-feira, 15 de maio de 2017

O DISCIPULADO CRISTÃO - SERMÃO 002 – UMA PROPOSTA DE VIDA


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Nossa série acerca do Discipulado Cristão irá apresentar os elementos fundamentais para uma vida cristã que agrada a Deus e que realmente vale a pena ser vivida. Infelizmente, o discipulado cristão tem sido esquecido e completamente abandonado pela vasta maioria do povo chamado cristão, que prefere trocar o seguir a Cristo por frequentar cultos de cura, de libertação e de prosperidade e também cultos que não passam de verdadeiro entretenimento puro e simples. Precisamos retornar, com urgência, ao verdadeiro chamado do que significa ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo. Que Deus abençoe a todos à medida que acompanham e compartilham esses estudos uns com os outros.


VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS

Texto: Apocalipse 1:4—9 e Outros
Introdução.

A. Na mensagem anterior nós falamos acerca da importância de nos transformarmos de seguidores ocasionais em verdadeiros discípulos de Jesus Cristo.
B. Vimos que para isto começar a se tornar uma realidade é necessário dar ouvidos às palavras de Jesus como registradas em Marcos 8:34—38 e que dizem:
34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Que daria um homem em troca de sua alma?
38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
C. Temos, portanto, que tomar uma decisão. Queremos de fato nos tornar em verdadeiros discípulos de Jesus? Se sim, então temos que tomar a decisão de:
1. Negar a nós mesmos — isto inclui negar nossos planos, nossos projetos, nossos sonhos, nossas vontades etc. E isto tudo para nos concentrarmos em uma e, uma coisa apenas: fazer a vontade do Senhor.
2. Tomar a Cruz — Isto representa o firme desejo de nossa parte de ter nossa vida “terminada” para podermos...
3. Seguir após o Mestre. E que mestre que nós possuímos! O apóstolo João disse em Apocalipse que:
Apocalipse 1:5
Jesus nos amou e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados.
D. Se temos um Mestre tão amoroso e tão dedicado, deve ser apenas natural, segui-lo. O caminho, certamente, não é fácil, pois o mesmo apóstolo nos diz que ele era nosso —
Apocalipse 1:9
Irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus.
E. Nessas palavras do apóstolo João nós temos...

UMA VERDADEIRA PROPOSTA DE VIDA

Introdução.
A. O convite que Jesus nos faz, e é sempre um convite, pois ninguém é obrigado nem forçado a seguir a Jesus, está como tudo nesta vida, cercado de privilégios e de responsabilidades, e está sujeito a muitas dificuldades e tribulações.
B. Não devemos nunca falsear a verdade de que a vida Cristã NÃO é um mar de rosas.
C. Seguir a Jesus implica em assumir grandes responsabilidades e em grande e graves renúncias e sacrifícios.
D. Mas, seguir a Jesus também implica em grandes privilégios.
E. Vamos considerar hoje, por um pouco, alguns destes privilégios. As responsabilidades, nós trataremos mais adiante.

I. Os Privilégios
A. Não estamos sozinhos nesta caminhada.
1. Jesus está Conosco a cada Passo.
Jesus Cristo ao se despedir dos discípulos, imediatamente antes de subir aos céus disse a eles as seguintes palavras:
Mateus 28:18—20
18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.
19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
2. E Jesus é fiel em todas as suas palavras. Veja alguns exemplos retirados do livro dos Atos dos Apóstolos:
Atos 2:46—47
46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,
47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
Atos 3:12—13
12 À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: Israelitas, por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?
13 O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo.
Atos 4:1—4
1 Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus,
2 ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos;
3 e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até ao dia seguinte, pois já era tarde.
4 Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil.
Atos 4:8—10
8 Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos,
9 visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado,
10 tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós.
Atos 4:18—20
18 Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus.
19 Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus;
20 pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.
Atos 5:14 e 42
14 E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor.
42 E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.
Atos 7:59—60
59 E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!
60 Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.
Atos 8:1—3
1 E Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.
2 Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto sobre ele.
3 Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.
Atos 9:3—5
3 Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor,
4 e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
5 Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
2. Não estamos sozinhos, porque o próprio Senhor Jesus está conosco todos os dias.
B. Deus, em Sua Graça nos Concede muitos Irmãos e Irmãs na Fé.
1. Temos que admitir que nos últimos tempos muitos daqueles que se chamam irmãos e irmãs têm sido mais motivo de tropeço do que de esperança na nossa caminhada cristã.
2. Talvez você e eu também estejamos nessa categoria. Temos que encarar essa pergunta: Eu sou motivo de ânimo, de entusiasmo, de esperança, de força e etc., para os meus irmãos na fé? Nessa questão nossa responsabilidade é individual.
3. Mas o Senhor em Sua sabedoria e bondade, nos colocou juntos aqui nesta comunhão com um propósito. Qual é esse propósito? Que cada um faça a sua parte para o progresso do Evangelho, tanto no que diz respeito ao evangelismo dos perdidos quanto para a edificação dos Santos —
Efésios 4:15—16
15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
16 de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
C. Somos Todos companheiros na tribulação, no reino e na perseverança.
1. Independente do que nos digam os falsos pregadores acerca da “vida de saúde e prosperidade” alguns fatos permanecem:
a. O mundo nos odeia:
1 João 3:13
Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia.
João 15:18—19
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.
2. Enquanto estivermos neste mundo sofreremos tribulações – adversidades, contrariedades, aflições etc. Mas podemos encontrar plena consolação nas palavras de Jesus quando disse:
João 16:33
Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
3. O apóstolo Paulo quando fortalecia as igrejas do primeiro século não procurava enganar as pessoas prometendo um evangelho de saúde e prosperidade. Pelo contrário, de acordo com —

Atos 14:21 – 22
E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade — Derbe — e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.
4. Por esses motivos tomar a cruz e seguir a Jesus é uma caminhada que exige muita perseverança. O autor de Hebreus nos incentiva dizendo:
Hebreus 12:1—4
1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,
2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.
4 Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue.

Conclusão.
A. O autor de Hebreus nos lembra que:
Hebreus 13:8
Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.
B. Além do mais, Jesus nos prometeu o seguinte em —
João 14:15—18
15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos.
16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,
17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.
18 Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA SÉRIE “O DISCIPULADO CRISTÃO”

ESTUDO 001 — O CUSTO DO DISCIPULADO

ESTUDO 002 — UMA PROPOSTA DE VIDA
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

RELIGIOSOS EM GERAL EXPLORAM A FÉ EM BUSCA DE CARGOS ELETIVOS


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O artigo abaixo foi publicado pelo site do G1 e é de autoria de João quero.

Alcunhas religiosas

Número de candidatos pastores cresce 25% em quatro anos

Alcunhas religiosas

O número de candidatos que usam o título de pastor no nome de urna cresceu 25% em comparação com as últimas eleições municipais, em 2012, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 2016, 2.759 candidatos utilizam a palavra “pastor” no nome de campanha, 557, “pastora” e 15 usam variações como “pastorzinho” e “pastorzão”. Outros 39 candidatos utilizam nome em referência a outro pastor, como por exemplo, “Raquel do Pastor João”.

Também estão concorrendo 2.186 candidatos registrados como “irmão” e 841 como “irmã”. Existem 150 candidatos que utilizam o termo "padre" antes do nome e 44 políticos que utilizam algum padre como referência no nome da urna.

Há ainda 63 "pais", 37 "mães", seis "freis" e 62 "bispos", totalizando mais de 6.600 nomes com referências religiosas diretas.

O levantamento leva em conta apenas palavras que não fazem parte do nome ou do sobrenome de registro do candidato.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:



Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 014 — PECADO PARA A MORTE — PARTE C — INTERPRETAÇÕES CENTRADAS NOS DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O PECADO IMPERDOÁVEL



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

14C. Pecado Para a Morte — PARTE C

3 - Interpretações centradas em diferentes tipos de pessoas.

A passagem de João 3:18—21 é na opinião de vários estudiosos a que melhor explica a diferença entre “pecado não para a morte e pecado para  morte”. O texto de 1 João 5:16 atribui o pecado não para a morte a um “irmão”, i.e. a alguém que pertence à comunidade Joanina e que merece receber a intercessão de outros cristãos. Aqui temos que notar que o escritor cristão John Stott, no seu comentário nas Epístolas Joaninas, acredita que João não está se referindo literalmente a um irmão na fé, mas que João teria usado esse termo duma forma mais abrangente querendo significar “vizinho”, ou em relação a um cristão nominal, membro da igreja e que professe ser um “irmão”, mas não é irmão de verdade. Para dar sustentação à sua posição, Scott cita o uso que João faz da palavra “irmão” em — 

1 João 2:9—11: 

Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos. 

Neste contexto fica implícito que João pode estar se referindo àquele que odeia a seu irmão, como sendo alguém que pertence à comunidade, mas que não é irmão genuíno. Na opinião de Stott tanto o “irmão” que comete pecado não para a morte como aquele outro — que não é chamado diretamente de irmão — e que comete o pecado para a morte são incrédulos e perdidos, sendo que para o primeiro, existe a possibilidade de salvação, o que é negado ao segundo. Essa interpretação parece boa e pode até mesmo ser aceita de modo geral, não fosse um pequeno detalhe. Pessoas incrédulas, perdidas ou não cristãs, sejam pagãos ou judeus, não são o assunto tratado por João em suas epístolas, conforme até já mencionamos anteriormente. Não existe nenhum motivo que indique ou justifique João introduzir um assunto tão diverso daquele que ele vinha tratando durante toda a epístola, que eram os problemas causados por falsos irmãos que haviam abandonado a comunidade e tornaram-se inimigos da mesma, exatamente agora no final da epístola. 

No dualismo Joanino a vida eterna é possuída somente por aqueles que acreditam no nome do filho de Deus e o pecado para a morte é um pecado que só pode ser cometido por não irmãos, i.e., por aqueles que não acreditam no nome do filho de Deus. É neste sentido e baseado nas palavras de Jesus em —

João 16:8—9

Quando ele vier (o Espírito Santo), convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim. 

que João pode estar se referindo ao que ele chama de pecado para a morte. Outras passagens do Evangelho de João enfatizam essa verdade: 

João 8:17—21

Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim. Então, eles lhe perguntaram: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai. Proferiu ele estas palavras no lugar do gazofilácio, quando ensinava no templo; e ninguém o prendeu, porque não era ainda chegada a sua hora. De outra feita, lhes falou, dizendo: Vou retirar-me, e vós me procurareis, mas perecereis no vosso pecado; para onde eu vou vós não podeis ir.

E novamente:

João 15:20 – 23

Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isso, porém, vos farão por causa do meu nome, porquanto não conhecem aquele que me enviou. Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado. Quem me odeia odeia também a meu Pai.       

Nessas duas passagens Jesus esta se referindo às pessoas incrédulas, e cuja atitudes de incredulidade estavam colocando-as na perdição e sem nenhuma desculpa possível que fosse aceitável. 

Em toda a extensão da primeira epístola de João aqueles que não crêem são sempre “ex-irmãos” que abandonaram a comunidade. Esses podem até pensar que são cristãos, mas na estimativa do apóstolo João eles não possuem a verdadeira vida — 1 João 3:12—18 —; são estes que abandonaram a comunhão (koinonia) com o Pai e o Filho — 1 João 1:2—3. De acordo com João aqueles que abandonam a comunhão são caracterizados como pertencendo ao reino das trevas, da mentira, do maligno e da morte. Dessa maneira faz sentido o autor desencorajar orações por este tipo de pessoas. Provavelmente João achava que orações por essas pessoas eram inúteis. Jesus mesmo, em Sua oração sacerdotal, se recusou a orar pelo mundo — João 17:9 — e de acordo com 1 João 4:5 estas pessoas pertencem ao mundo.

A parte final da primeira epístola de João visa encorajar os seguidores do autor, que são todos aqueles que possuem a vida verdadeira. A intenção de João é deixar claro para seus discípulos que o pecado não pode destruir todas as oportunidades para que a verdadeira vida se manifeste. Mas ao mesmo tempo em que insiste nesta verdade, João não tira os olhos de cima dos seus adversários e insiste que seus discípulos não devem orar pelos adversários, da mesma maneira que em 2 João 10—11 insiste que tais pessoas não devem sequer ser saudadas ou recebidas nos lares. 

Por se recusarem a crer em Jesus como o Cristo encarnado, bem como Filho de Deus — ver1 João 2:22; 3:23; 4:2—3; 5:1, 5, 10 — eles preferem as trevas em vez da luz. Essas pessoas que abandonaram a comunhão (koinonia) são os exemplos vivos e contínuos daqueles que Jesus mesmo condenou – ver João 3:18— 21. Ao mencionar a recusa dessas pessoas de crerem em Jesus como sendo “o pecado para a morte”, João está trazendo sobre eles a herança judaica do pecado deliberado, que não pode ser perdoado porque vai contra a Lei de Deus e envolve uma blasfêmia contra o nome de Deus. Por outro lado, João também está trazendo sobre eles a herança cristã do pecado imperdoável contra o Espírito Santo, que é atribuir ao diabo aquilo que pertence ao Cristo. Note bem, não estamos aqui contradizendo o que falamos anteriormente. Continuamos afirmando que João não está necessariamente falando dos mesmos pecados referidos tanto pela tradição judaica como pela tradição cristã. Estamos apenas querendo dizer que essas tradições suprem o fundo histórico necessário bem como a terminologia que permite a João passar um julgamento severo sobre essas pessoas. João está levando em conta que seus leitores conhecem tanto o fundo histórico como a terminologia e como essas se aplicam às pessoas que abandonaram a koinonia. João deseja que seus leitores resistam a qualquer tentação que os conduza a demonstrar uma afeição desordenada por estas pessoas orando por elas.

A conclusão a que estamos chegando, que João caracteriza o pecado para a morte como sendo a atitude de pessoas que tendo convivido na koinonia cristã se afastaram dessa mesma koinonia e passaram a atacá-la, está em perfeita harmonia com o dualismo Joanino mencionado há pouco. As tentativas de atribuir o pecado para a morte a algum tipo de pecado dentro da comunidade cristã decorre de uma compreensão equivocada de que esse pecado pode se cometido por um irmão verdadeiro. O que temos que nos lembrar é que o assunto central das Epístolas de João é a atitude de ex-irmãos cristãos que, tendo uma vez abandonado a koinonia, agora se voltam contra essa mesma koinonia procurando destruí-la.   

Conforme mencionamos antes essas pessoas são verdadeiros “anticristos”. Ao negarem o Filho mostravam que não possuíam também ao Pai — ver 1 João 2:22 —23; 2 João 9. Eles eram filhos do diabo e não filhos de Deus — ver 1 João 3:10. É verdade que essas pessoas foram a um tempo membros da congregação visível e passaram por irmãos verdadeiros. Mas abandonaram a comunidade e sua saída é uma prova contundente de que eles nunca foram dos “nossos” — ver 1 João 2:19. Uma vez que estas pessoas rejeitaram o Filho de Deus, abriram mão também da vida eterna — ver 1 João 5:12. O pecado que essas pessoas haviam cometido era, sem sombra de dúvida, o pecado acerca do qual João desaconselhava orar: o pecado para a morte.


OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013ª — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
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Alexandros Meimaridis 

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quarta-feira, 25 de março de 2015

ANDREW MURRAY - ESTUDO 003 -FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS



ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Mateus 12:50

Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.

Será que aprendemos bem as duas primeiras lições? As mesmas poderão ser vistas por meio dos links abaixo:

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

A primeira tratou da Vontade de Deus — A Glória da Vida Celestial. E a segunda similar à primeira foi acerca de Fazendo a Vontade de Deus — a única forma de entrar no céu. Que possamos orar de todo coração para que o Espírito Santo trabalhe em nossos corações, de um modo tal, que todo pensamento relacionado à alegria celestial e todo desejo em participar da mesma possa ser permeado pelo entendimento de que, seja na terra ou no céu, a verdadeira alegria só poderá ser encontrada se praticarmos a vontade de Deus. Quanto mais próximos da vontade de Deus, maior será nossa alegria. Todos os que seguram firmes esses fatos aprendem a abrir mão de todas as coisas para permanecer dentro da vontade de Deus.

Mas vamos entrar em nossa terceira lição. Fazer a vontade de Deus é o elo que no une ao Senhor Jesus Cristo. Jesus fala de seus irmãos e irmãs como sendo pessoas que têm o mesmo Pai que Ele tem. Além disso, esses também têm a mesma origem e natureza celestial que Ele tem. E qual é a característica dessa nova natureza que eles têm em comum com ele? É esta: Como Ele, eles também vivem para fazer a vontade de Deus. Jesus não veio a esse mundo para fazer sua própria vontade, mas para fazer a vontade de Deus. Esse é o Espírito que ele sopra para dentro daqueles que Lhe pertencem. Esse é o verdadeiro significado de sermos como Ele é. Aqueles que fazem a vontade do Pai são, de fato, seus irmãos e irmãs. Todos eles têm um Pai, um só Espírito, uma única vontade. Ser um em vontade com o Pai é a característica mais marcante do primogênito — Jesus — e de todos seus irmãos.

Você anseia por uma comunhão mais profunda com o Senhor Jesus? Você lamenta porque não está experimentando Sua proximidade? Você se pergunta como poderá ter certeza de Seu amor, e como ter certeza que Ele te chama pelo teu nome? Ele te vê e cuida de você como um verdadeiro irmão ou irmã. Você tem buscado certeza por meio de ponderações e meditações. Você tem esperado descobri-Lo por meio de sentimentos de felicidade?  Ou tem tentado, em vão, alcançá-lo por meio de atividades na igreja? Você nunca entendeu que se trata de uma mera questão de obediência. É na Sua vontade que eu posso encontrar Deus. É absorvendo Sua vontade em minha vida e fazendo a mesma que a bênção e a vida virão sobre mim. Amar a vontade do Pai, escolher obedecer ao Senhor de modo deliberado, conhecer do que se trata e fazer a mesma — essa é a única forma de promover verdadeira comunhão com o Senhor Jesus. Ele veio fazer a vontade de Deus e nos ensinar como nós também podemos cumprir a mesma. O sacrifício da vontade humana e a consagração à vontade divina é a característica fundamental do Filho de Deus e de todos os seus irmãos e irmãs como ele mesmo disse:

Mateus 12:50

Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.

Quando agimos assim, nós compartilhamos uma vida, um Espírito, um amor!

Essas palavras do Senhor Jesus, brilham em nossos corações como um poderoso farol. Será que nosso relacionamento com o Senhor Jesus está mesmo firmado nesse grande princípio: fazer a vontade do Pai? Não estamos falando apenas de desejar ou mesmo de orar para que a vontade do Pai seja feita, mas de nos empenharmos para fazer a mesma! Será que consideramos a vontade de Deus, tão gloriosa e tão preciosa para nós que, estamos dispostos a sacrificar nossa própria vontade completamente com o objetivo de fazer a vontade do Pai? É essa, verdadeiramente, a condição abençoada e feliz que experimentamos nos Senhor Jesus Cristo? Ou, para tornar a questão ainda mais aguda: Fazer a vontade de Deus é mesmo o maior alvo da minha vida, todos os dias, de tal modo que desejo isso como minha maior fonte de alegria? Leia as pergunta outra vez, e deixe tua alma responder as mesmas. Uma vez ouvi um missionário contar sua experiência de conversão e como lhe ajudou repetir as seguintes palavras a cada manha: “Hoje eu vou tentar fazer a vontade de Deus em todas as coisas até o meio do dia”. Bem, a verdade é que todos os que começam assim acabam por perceber que podem fazer a vontade de Deus o dia todo e todos os dias.

Meu Deus, eu te peço que o Senhor abra meus olhos para que eu possa enxergar que esse é o único segredo da verdadeira comunhão com o Senhor Jesus Cristo. Ele viveu com o objetivo de fazer, exclusivamente, a tua vontade. Essa era Sua maior glória, que foi usada para nos ofertar a salvação gratuitamente. Hoje, Jesus vive em nossos corações, por meio do Espírito Santo, para cumprir esse mesmo propósito: ajudar-nos a fazer a vontade de Deus sempre. Pai, eu professo que também sou teu filho — um irmão ou irmã do Senhor Jesus Cristo. Desperta em mim o mesmo desejo, de tal modo que eu possa viver como um verdadeiro irmão ou irmã do Senhor Jesus, de modo que o Senhor mesmo possa me guiar para que durante toda a minha vida eu não tenha a pedir, senão que possa fazer Tua perfeita vontade. Amem.      
OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 9 de março de 2015

EXORTAÇÕES DO NOVO TESTAMENTO PARA AS IGREJAS DE HOJE PARTE 008 — TRABALHAR COM RESPONSABILIDADE E RESPEITAR OS SUPERIORES



Uma das questões mais perturbadoras dos nossos dias é a insistência dos chamados evangélicos em querer defenderem as próprias causas, ao mesmo tempo em que não demonstram nenhum interesse em obedecer aos mandamentos de Deus. A seguir apresentamos alguns mandamentos do Novo Testamento que caíram em completo esquecimento ou desuso por parte dos chamados evangélicos.

Tito 2:6

Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos.

1 Tessalonicenses 4:11—12

11 E a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos;

12 de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.

2 Tessalonicenses 3:11—12

11 Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia.

12 A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranquilamente, comam o seu próprio pão.


1 Timóteo 6:1—2.

1 Todos os servos que estão debaixo de jugo considerem dignos de toda honra o próprio senhor, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados.

2 Também os que têm senhor fiel não o tratem com desrespeito, porque é irmão; pelo contrário, trabalhem ainda mais, pois ele, que partilha do seu bom serviço, é crente e amado. Ensina e recomenda estas coisas.




Que Deus Abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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