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segunda-feira, 30 de maio de 2016

ANDREW MURRAY - ESTUDO 013 - CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS



ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES


Romanos 2:17—21

17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;

18 que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei;

19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas,

20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade;

21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?

Você se lembra o modo solene como Jesus nos advertiu que nem todos os que dizem ”Senhor! Senhor!”, mas apenas os que fazem a vontade do Pai entrarão no reino dos céus? (Mateus 7:21). Nos versos de Romanos acima, Paulo nos faz uma advertência semelhante. Ele diz para os judeus, que se orgulhavam em conhecer a Deus e que colocavam sua confiança naquele conhecimento, que o mesmo não tem nenhum proveito a menos que o conhecimento seja transformado em prática. Nos dias do nosso Senhor, esse tipo de orgulho era característico daqueles que estudavam as Escrituras. Eles estavam orgulhos do conhecimento que tinham da Palavra. Esse é também um dos grandes perigos da nossa leitura regular da Bíblia e da frequência à igreja: nós gostamos de adquirir compreensões novas e claras das verdades de Deus e até nos sentimos abençoados porque as coisas são assim. Tudo isso, enquanto fazemos pouco progresso em praticar Sua vontade. Nós apreciamos conhecer mais a vontade de Deus do que fazê-la. Nossa religião é algo que está em nossas cabeças bem mais do que em nossos corações. Esse é um perigo assustador.

Não há como evitar esse perigo, exceto mantendo claro em nossas mentes, à medida que lemos a Palavra de Deus, que o motivo porque Ele tornou Sua vontade conhecida é que nós sejamos obedientes à mesma. E que tudo o que Ele revela acerca de Sua vontade eu devo desejar praticar. Apenas conhecer Sua vontade só pode produzir tristeza e o engano representado pela aparência da piedade. Também isso causa o endurecimento da desobediência em mim se não praticar aquilo que eu sei. Deus faz sua vontade conhecida na expectativa que eu obedeça. Fazer a vontade de Deus é a única forma de agradá-Lo e tornar-me receptivo a Sua santidade e Seu amor.

A única razão porque eu quero conhecer a vontade de Deus e para que eu possa praticá-la. Se esse é teu desejo sincero, pode ser uma boa ideia escrever o seguinte numa página da tua bíblia: “Do mesmo modo que eu quero crer, com todo meu coração em todas as promessas de Deus encontradas nesse livro, eu também desejo de todo meu coração praticar cada um e todos os mandamentos de Deus que encontro nele”.

Leia essa frase todas as vezes que você abrir a sua bíblia e pense nela todas as vezes que você ouvir a Palavra sendo pregada. Esteja alerta para capturar as indicações relativas à sua vontade e aprenda a dizer com humildade: “eu descobri algo que Deus deseja que eu faça, e eu vou me empenhar imediatamente em obedecer Sua vontade”. Não leia uma porção muito extensa de uma vez; em vez disso, pondere cada revelação da vontade de Deus e permita que a mesma entre profundamente em teu coração. No Salmo primeiro, nós lemos:

Salmos 1:2

Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

Medite em cada mandamento com alegria e amor até seu rico significado e beleza se expandir diante de seus olhos. E então, acima de tudo, ore para que o Espírito de Deus implante essa verdade em seu coração

O motivo porque nos falta força para fazer a vontade de Deus, e que nos leva até mesmo a pensar que não podemos ou que não temos a obrigação de obedecer ao Senhor, é porque nós recebemos Sua revelação com nosso entendimento. Isso transforma a Bíblia numa letra morta. É o Espírito que dá vida a palavra “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (João 6:63). O Espírito Santo precisa revelar a Palavra de Deus aos nossos corações; Ele precisa transformá-la em espírito e vida. A lei não pode vivificar a Palavra; os mandamentos conduzem para a morte todas as vezes que procuramos entendê-los com base na compreensão humana e obedecê-los baseados em nossa própria força.

Coloque-se silenciosamente diante da presença de Deus; deixe o Espírito Santo trabalhar em seu coração; consagre-se por completo, a fazer a vontade de Deus; ore humildemente para que o Espírito que está em você transforme as palavras que você lê em espírito e vida. Ele irá fazer exatamente isso. Tal conhecimento de Deus irá tornar-se um conhecimento vivo. Que satisfaz nossos anseios e o amor de nossos corações, e que, verdadeiramente, une a nossa vontade com a de Deus. E assim, nos dá o desejo e a força para colocá-la em prática. Você é um cristão. Você se gloria em Deus; você conhece Sua vontade; mas você está praticando a mesma? Essa é a pergunta. Decida em sua mente que você não irá continuar permitindo a discrepância entre seu conhecimento e seu modo de andar. Que você não irá permitir que seu conhecimento esteja tão a frente de sua prática. O Espírito Santo pode fazer com que esses dois aspectos andem de mãos dadas. Aquilo que Ele nos ensina a enxergar, Ele também nos ensina a fazer. Ele é um único Espírito — de luz e poder. Se você conhece a vontade de Deus apenas em sua mente, você não pode praticá-la. Mas se ela for ensinada a você pelo Espírito Santo, então Ele também te dará o poder para colocá-la em prática. Assim, você experimentá-la a benção do Salmo primeiro —

Salmo 1:1—3

1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.    
OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.      

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Gênesis Estudo 030 — Gênesis 6:5 — A PERVERSIDADE HUMANA: A MALDADE DOS SERES HUMANOS


Cena do filme "Laranja Mecânica" de Stanley Kulbrick que discute a "maldade humana"

Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 
O Livro do Gênesis
O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
      Eretz ha  ve-et  Hashamaim  et  Elohim     Bará     Bereshit
      Terra a  e      céus     os   Deus       criou   princípio No
     Gênesis 1:1

E. Gênesis 6:5 — A MALDADE DA RAÇA HUMANA 

Gênesis 6:5 

Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração. 

O mundo primevo deveria ser mesmo um grande evento desenrolando-se diante dos “olhos” do criador. E o que Deus vê não é nada recomendável! Em meros 15 séculos, se a contagem desde Adão até Noé for contínua, o ser humano passou de “coroa da Criação” para: 

A. Um ser absolutamente “carnal” — 

Gênesis 6:3 
Então, disse o SENHOR: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos. 

Esta expressão בָשָׂר basar — carne, indica que os seres humanos haviam se transformado em seres completamente sensuais, com os desejos da mente completamente subjugados pelos desejos da carne. Eles haviam perdido a capacidade da alma de discernir o propósito maior da criação — conhecer a Deus e viver para sempre em Sua presença. Pelo contrário, tanto se imiscuíram com as coisas exclusivamente terrenas que se tornaram absolutamente sensuais e brutalizados. 

B. As consequências diretas desta brutalização entre os seres humanos é que a terra ficou completamente subvertida, corrompida e cheia de violência. A corrupção era completa internamente e completamente injusta externamente. Certamente já não existiam mais lembranças das práticas de comunhão com Deus. Vida de santidade? O que é isso? Palavras de sabedoria e bondade? Nunca ouvimos falar!
  
C. A maldade era imensa. A Expressão usada no hebraico é רַבָּה rabah — multiplicada excessivamente. Isso quer dizer, que a maldade estava continuamente se multiplicando, pois todo o desígnio do coração humano era continuamente mau. O resultado pode ser aferido em

Gênesis 6:11 

A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. 

Completa humilhação e abatimento dos humildes e absoluta crueldade e opressão por parte dos poderosos era o que podia ser visto. E Deus estava vendo. 

D. A expressão יֵצֶר yetser — é uma palavra extremamente complexa para ser traduzida apenas por desígnio. Ela engloba os conceitos de propósito, imaginação e desígnio, mas se refere ao todo da estrutura intelectual das pessoas. Ou seja, a frase “era continuamente mau todo desígnio do seu coração” quer dizer que, os seres humanos, se empenhavam na prática do mal de todo coração, com toda a alma, com todo o entendimento e com todas as suas forças. Nossos corações, como representantes daquilo que somos em nossa essência são, nas palavras do profeta Jeremias:

Jeremias 17:9 

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? 

Por este motivo Jesus nos adverte com sóbrias palavras dizendo: 

Marcos 7:21—23

Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios – note que é a mesma palavra que ocorre em Gênesis 6:5! - a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. 

Essa maldade era pura, destilada. Não havia nela nem uma gota de bondade, de algo que fosse bom. O Espírito de Deus que trabalhava de forma constante com aqueles seres humanos enfrentava permanente resistência, de tal maneira, que a maldade podia reinar soberana. 

O mal era praticado de contínuo. Não havia intervalos para a prática do bem. Não havia nenhum momento mental dedicado a algum tipo de reflexão séria. Nenhum propósito santo. Nenhum ato de justiça. Este é o exato quadro de todas as almas caídas e destituídas da graça de Deus. Somente o Deus que enxerga o que está dentro dos corações humanos pode nos dar um quadro tão expressivo e verdadeiro acerca da realidade da condição humana. 

E. Diante desse quadro o Senhor Deus decide mudar a maneira de tratar os seres humanos. Decide estabelecer um prazo, longo prazo de 120 anos, para efetivar sua decisão de mudança. Durante esse longo período de 120 anos, se eles se arrependerem, ótimo, senão sofrerão graves consequências.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DO LIVRO DE GÊNESIS

001 — Introdução e Esboço

002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação

003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza

004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra

005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1

009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia

011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2

014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A

018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/genesis-estudo-045-tabua-das-nacoes.html
Que Deus abençoe a todos. 
Alexandros Meimaridis
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 003


Concepção artística de Cristo orando e os discípulos dormindo

O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo

Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

Algumas Citações deste Estudo — PARTE 003

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”
– Lucas 22:44 –
Citações deste Sermão

CONTINUAÇÃO

“Isso pode nos ensinar de que maneira devemos orar a Deus, não de uma forma fria e descuidada, mas com grande seriedade e comprometimento de espírito, e especialmente quando estamos orando a Deus por coisas que são de infinita importância, tais como bênçãos espirituais e eternas. Tais foram os benefícios pelos quais Cristo orou com tão grande clamor e lágrimas, para que pudesse estar habilitado a fazer a vontade de Deus nessa grande e difícil obra que Deus lhe havia ordenado, para que Ele não afundasse e falhasse, mas tivesse a vitória, e assim, finalmente, ser liberto da morte, e para que a vontade e o propósito de Deus fossem obtidos como fruto de Seus sofrimentos, na glória de Deus e a salvação dos eleitos.”

“Quando comparecemos diante de Deus em oração com um coração frio, embotado, e de uma forma sem vida e apática, orar a Ele por bênçãos eternas, e de importância infinita para nossas almas, devemos pensar nas fervorosas orações de Cristo, que Ele derramou a Deus, com lágrimas e um suor sangrento. A consideração disto pode muito bem fazer-nos envergonhar de nossas maçantes e inertes orações a Deus, em que, de fato, nós mais pedimos para não sermos ouvidos do que pedimos para ser ouvidos; pois a linguagem de tal forma de orar a Deus, é que nós não olhamos para o benefício pelo que nós oramos como de qualquer grande importância, de modo que é indiferente se Deus nos responde ou não. O exemplo de Jacó em luta com Deus pela bênção deve nos ensinar a seriedade em nossas orações, mas, sobretudo, o exemplo de Jesus Cristo, que lutou com Deus em um suor sangrento.”

“Se fôssemos sensíveis como Cristo era da grande importância desses benefícios que são de consequências eternas, nossas orações a Deus por tais benefícios seriam de outra maneira do que são agora. Nossas almas também estariam, em labor intenso e luta, empenhadas neste dever.”

“Há muitos benefícios que pedimos a Deus em nossas orações, que são em cada detalhe de tão grande importância para nós como aqueles benefícios que Cristo pediu a Deus em Sua agonia eram para ele. Isto é de tão grande importância para nós que estivéssemos habilitados a fazer a vontade de Deus, e tivéssemos uma obediência sincera, universal e perseverante aos Seus mandamentos, como foi para Cristo que Ele não deixasse de fazer a vontade de Deus em Sua grande obra. É de tão grande importância para nós que sejamos salvos da morte, como era para Cristo que Ele obtivesse a vitória sobre a morte, e assim fosse salvo dela. É tão grande e infinitamente de maior importância para nós, que a redenção de Cristo fosse bem sucedida para nós, como foi para Ele que a vontade de Deus fosse feita, nos frutos e sucesso de Sua redenção.”

“Estas orações intensas e fortes clamores de Cristo ao Pai em Sua agonia mostram a grandeza do Seu amor para com os pecadores. Pois, como foi mostrado, estes fortes clamores de Jesus Cristo foi o que Ele ofereceu a Deus como uma pessoa pública, na qualidade de sumo sacerdote, e em nome daqueles de quem era sacerdote. Quando Ele ofereceu Seu sacrifício pelos pecadores a quem Ele tinha amado desde a eternidade, ele, além disso, ofereceu orações fervorosas. Seus fortes clamores, Suas lágrimas e Seu sangue, foram todos oferecidos juntos a Deus, e eles foram todos oferecidos para o mesmo fim, para a glória de Deus na salvação dos eleitos.”

“Ele clamou a Deus para que Ele não afundasse e falhasse nesse grande empreendimento, porque se Ele fizesse isso, os pecadores não poderiam ser salvos, mas todos pereceriam. Ele orou para que Ele obtivesse a vitória sobre a morte, porque se Ele não conseguisse a vitória, o Seu povo nunca poderia obter a vitória, e eles não conquistariam nenhuma outra forma, a não ser por Sua conquista. Se o Capitão de nossa salvação não houvesse vencido neste doloroso conflito, nenhum de nós teria vencido, mas teríamos afundado com Ele. Ele clamou a Deus para que Ele fosse salvo da morte, e se Ele não tivesse sido salvo da morte em Sua ressurreição, nenhum de nós jamais seria salvo da morte.”

“Foi uma grandiosa visão contemplar a Cristo no grande conflito em que estava em Sua agonia, mas tudo isto ocorreu a partir do amor, daquele forte amor que estava em Seu coração. Suas lágrimas que fluíam de Seus olhos eram de amor; Seu grande suor era de amor; o Seu sangue, Seu prostrar-se no chão diante do Pai, era por amor; Seu fervoroso clamor a Deus foi a partir da força e ardor de Seu amor. Isto foi considerado como única principal forma na qual o verdadeiro amor e boa vontade são demonstrados entre amigos Cristãos, de um ao outro, que de todo coração orem uns pelos outros; e é um caminho que Cristo nos direciona para mostrar nosso amor aos nossos inimigos, mesmo orando por eles. Mateus 5:44: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem”. Mas alguma vez já houve qualquer oração que manifestou o amor aos inimigos, a tal ponto, como os fortes clamores e lágrimas do Filho de Deus pela eficácia de Seu sangue para a salvação de Seus inimigos; a luta e conflito de cuja alma em oração foi tal a produzir a Sua agonia e Seu suor sangrento?”

“Se Cristo foi desta forma diligente em oração a Deus, para que o fim de Seus sofrimentos fosse obter a salvação dos pecadores, então quanto mais aqueles pecadores deveriam ser condenados por não buscarem diligentemente a Sua própria salvação! Se Cristo ofereceu tais fortes clamores pelos pecadores como Seu sumo sacerdote, que comprou salvação deles, que tem sido feliz desde toda a eternidade sem eles, e não poderia ser mais feliz por eles, então, quão grande é a insensatez daqueles pecadores que buscam a Sua própria salvação de uma forma tediosa e sem vigor; que se contentam com uma frequência formal aos deveres da religião, com Seus corações ao mesmo tempo muito mais intensamente estabelecidos após outras coisas!”

“Os clamores intensos de Cristo em Sua agonia podem nos convencer de que não foi sem razão que Ele insistiu sobre isso, em Lucas 13:24 a forma que devemos nos esforçar para entrar pela porta estreita, que é, como já foi observado, no original, Ἀγωνίζεσθε agonízesthe —“Agonize por entrar pela porta estreita”. Se os pecadores estivessem num caminho esperançoso para obter Sua salvação, eles deveriam agonizar numa grande preocupação como homens que estão tomando uma cidade por violência, como em Mateus 11:12: “E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”. Quando um corpo de soldados resolutos está tentando tomar uma cidade forte em que eles se encontram com grande oposição, que conflitos violentos ocorrem ali antes que a cidade seja tomada! Como os soldados pressionam contra as próprias bocas dos canhões dos inimigos, e sobre as pontas de Suas espadas! Quando os soldados estão escalando os muros, e fazendo Sua primeira entrada na cidade, que luta violenta ocorre entre eles e Seus inimigos que se esforçam para mantê-los fora! Como eles, por assim dizer, agonizam com toda a Sua força! Assim nós devemos buscar a nossa salvação, se quisermos estar em um caminho semelhante para obtê-la. Quão grande é a loucura então daqueles que se contentam em buscar com um espírito frio e sem vida, e assim continuam de mês a mês, e de ano em ano, e ainda assim se gabam de que eles serão bem sucedidos!”

“Cristo foi o sujeito de uma grande provação no momento de Sua agonia; assim Deus está acostumado a exercitar o Seu povo com grandes provações. Cristo encontrou-se com grande oposição naquela obra que Ele devia cumprir, assim os crentes semelhantemente encontraram grande oposição em correr a carreira que está posta diante deles. Cristo, como homem, tinha uma natureza frágil, que era, em si, muito insuficiente para sustentar um conflito, ou para suportar tal carga como a que estava vindo sobre Ele. Assim, os santos têm a mesma natureza humana fraca e, junto com isso, grandes fraquezas pecaminosas que Cristo não tinha, o que os colocam sob grandes desvantagens, e aumentam consideravelmente a dificuldade de Seu trabalho. Essas grandes tribulações e dificuldades que estavam diante de Cristo, foram o caminho pelo qual Ele devia entrar no reino dos céus; para que Seus seguidores pudessem esperar que “por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” [Atos dos Apóstolos 14:22]. A cruz foi para Cristo o caminho para a coroa de glória, e assim ela é para os Seus discípulos. As circunstâncias de Cristo e de Seus seguidores nessas coisas são iguais, o Seu caso, portanto, é o mesmo; e, portanto, o comportamento de Cristo em tais circunstâncias foi um exemplo adequado para eles seguirem. Eles devem olhar para o Seu Capitão, e observar de que maneira Ele passou por Sua grande obra, e as grandes tribulações que Ele sofreu. Eles devem observar de que maneira Ele entrou no reino dos céus, e obteve a coroa de glória, e assim eles também devem participar da corrida que se coloca diante deles. “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta” [Hebreus 12:1].

“Quando os outros estão dormindo eles devem estar acordados, como foi com Cristo. O tempo de agonia de Cristo foi de noite, o tempo em que as pessoas tinham o costume de estar dormindo; foi o tempo em que os discípulos que estavam perto de Cristo estava dormindo; mas Cristo, nessa ocasião, tinha outra coisa a fazer ao invés de dormir; Ele tinha um grande trabalho a fazer; Ele manteve-se acordado, com o coração envolvido neste trabalho. Assim deve ser com os crentes em Cristo; quando as almas de Seus vizinhos estão dormindo em Seus pecados, e sob o poder de uma insensibilidade e preguiça letárgicas, eles devem vigiar e orar, e manter vivo o senso da importância infinita de Suas preocupações espirituais. 1 Tessalonicenses 5:6: ‘Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios’.

“O momento em que os outros estavam dormindo era um momento em que Cristo estava perto de Sua grande obra, e estava comprometido nisso com todas as Suas forças, agonizante nisso; conflitante e lutando em lágrimas e em sangue. Assim, os Cristãos devem, com o máximo de seriedade, remir o Seu tempo, com as almas comprometidas neste trabalho, passando por meio da oposição que eles encontram nisso, passando por todas as dificuldades e sofrimentos que existem no caminho, correndo com paciência a carreira posta diante deles, lutando contra os inimigos de Sua alma com todas as Suas forças; como aqueles que não lutam contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades, e os príncipes das trevas deste mundo, e hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais.”

“Este labor e luta devem ser, para que Deus seja glorificado, e para que os crentes obtenham a alegria eterna seguindo o caminho da vontade de Deus. Assim foi com Cristo; pelo que Ele tão intensamente se esforçou foi para que Ele pudesse fazer a vontade de Deus, para que Ele mantivesse o Seu mandamento, Seu difícil mandamento, sem falhar nele, e que desta forma, a vontade de Deus fosse feita, para glória de Seu Eterno Grande Nome, e para a Salvação de Seus eleitos, que Ele intencionou por meio de Seus sofrimentos.”

“Cristo ofereceu este preço e aqueles fortes clamores, os dois juntos; pois ao mesmo tempo em que Ele estava derramando estes pedidos sinceros pelo sucesso de Sua Redenção na Salvação dos pecadores, Ele também derramou o Seu sangue. Seu sangue caía no chão no mesmo instante em que Seus clamores subiam ao céu. Considerem estas coisas, sobrecarregados e angustiados, pecadores, que estão prontos para duvidar da eficácia da intercessão de Cristo por tais criaturas indignas como eles, e para colocar em questão a prontidão de Deus em aceitá-los por causa de Cristo. Vão para o jardim, onde o Filho de Deus estava em agonia, e onde Ele clamou a Deus tão intensamente, e onde o Seu suor tornou, por assim dizer, em grandes gotas de sangue, e depois vejam qual conclusão vocês extrairão de tal visão maravilhosa.”

“[...] quão intensos os Cristãos devem ser em Suas orações e esforços pela salvação dos outros. Cristãos são seguidores de Cristo, e eles deveriam segui-Lo nisso. Percebemos, a partir do que ouvimos, quão grande foi o esforço e fadiga da alma de Cristo pela salvação dos outros, e que intensos e fortes clamores por Deus acompanharam Seus trabalhos. Aqui Ele nos oferece o exemplo. Aqui Ele estabeleceu um exemplo para os ministros, que devem, como cooperadores de Cristo ter dores de parto com eles até que Cristo seja formado neles. Gálatas 4:19: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”. Eles devem estar dispostos a gastarem-se e serem gastos por eles. Eles devem não apenas se esforçar por eles, e orar fervorosamente por eles, mas devem, se necessário for, estar prontos para sofrer por eles, e para gastar não apenas a Sua força, mas o Seu sangue por eles. 2 Coríntios 12:15: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado”. Aqui está um exemplo para os pais, mostrando como eles deveriam operar e clamar a Deus pelo bem espiritual de Seus filhos. Você vê como Cristo se esforçou e lutou e clamou a Deus pela salvação de Seus filhos espirituais; e vocês não buscarão e clamarão intensamente por Seus filhos naturais?”  

CONTINUA...

OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

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JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
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Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

A GLÓRIA DE DEUS - ESTUDO 005 - AS PRIORIDADES DO CRENTE E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 002



Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.

III. Exposição: As Prioridades Bíblicas:

A. Orientação Acerca das Prioridades Bíblicas:

A Bíblia não somente nos instrui acerca de como estabelecer prioridades, mas nos apresenta uma lista das mesmas. Essas prioridades nos são mostradas como as várias formas em que podemos glorificar a Deus. É muito importante, termos em mente, que não se trata de ações espirituais simples. Os princípios por trás de cada uma dessas prioridades estão intimamente relacionados com nossa consagração —dedicação e empenho— às decisões de fé e amor. Somente quando entendemos essa verdade, claramente, podemos colocar as prioridades em prática.

B. Exemplos de Prioridades Bíblicas — alguns modelos.

1. A prioridade das boas-obras

Mateus 5:13—16

Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa.  Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.

Comentário:

O que o Senhor Jesus que dizer ao usar a expressão “boas obras”? O contexto imediato tem a ver com as bem-aventuranças que Ele havia acabado de mencionar e explicar. Estas bem-aventuranças, que estão relacionadas tanto às nossas intenções quanto às nossas atitudes, são um potencial muito rico para cada um de nós, os que cremos. Porque nós estamos em Cristo, e Ele habita em nós, podemos viver, de maneira prática, essas bem-aventuranças e com isto trazer glória ao nome de Deus.


a. As “boas obras” relacionadas a ser “humildes de espírito”.

Mateus 5:3

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.

Comentário:

Ser “humilde de espírito” é possuir a capacidade de discernir a verdadeira condição do homem diante de Deus. É ter a compreensão de que nada valemos diante dos olhos de Deus, o entendimento do que significa ser um pecador diante de absolutos perfeitamente infinitos da Divindade de verdade, amor e santidade.  É a percepção espiritual da distância que separa aquilo que é infinito daquilo que é finito, especialmente quando aquilo que é finito — a criatura — se volta contra o Deus infinito em orgulho, rebelião e auto-suficiência. É o desespero espiritual que leva uma pessoa a se curvar humildemente, em silêncio, em completo abandono diante da misericórdia de Deus.

Quando esta atitude invade e permeia todas as áreas da nossa vida, nossos pensamentos e ações, nós podemos viver nossas vidas de uma maneira tal que produza a glória do nome de Deus.

b. As “boas obras” relacionadas a “chorar”.

Mateus 5:4

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. –

Comentário:

Novamente, essa outra bem-aventurança, está apontando para uma atitude interior dos crentes. Ela é a expressão correta que surge todas as vezes que alguém compreende o que significa ser humilde de espírito. É a tristeza que flui, de maneira contínua, de um coração que compreende a natureza, os efeitos e as características do pecado. É o clamor de arrependimento da pessoa que se coloca à sombra da cruz do Calvário, e que, levantando os olhos, olha para a face amorosa, DAQUELE que está sofrendo em seu lugar.

Compreender nosso relacionamento com Deus à luz dessa verdade, certamente fará uma grande diferença em nossas vidas diárias. Todo orgulho será removido e substituído por humildade. A rebelião será substituída pela submissão. No lugar do egoísmo brotará o amor! Essas transformações trarão glória para Deus.

c. As “boas obras” relacionadas a mansidão, a ter fome e sede de justiça, a ser misericordioso, puro de coração, pacificador e a estar disposto a ser perseguido por causa da justiça — Mateus 5:5—10.

Comentário:

As bem-aventuranças formam a base da vida de boas obras. Note a profunda diferença entre as obras feitas para gerar glória para Deus e as que são feitas para gerar glória para os homens.

2. A importância da oração: Mateus 6:5—9.

a. Instruções acerca da importância e valor da oração.

i. Sua importância — Mateus 6:5, 7—8.

ii. Seu valor — Mateus 6:6.

b. Instruções acerca de como NÃO orar.

i. Advertência acerca do objeto da oração — Verso 5.

ii. Advertência acerca da base da oração — Verso 7.

c. Instruções acerca de como orar.

i. A verdadeira oração é aprendida e executada em secreto — Verso 6.

ii. A verdadeira oração é um bate-papo com Deus — Verso 6.

iii. A verdadeira oração é um ato de fé — Verso 8.

iv. A verdadeira oração é um ato de adoração — Verso 9.

v. A verdadeira oração é uma declaração do nosso relacionamento com o povo de Deus — Verso 9.

vi. A verdadeira oração é a prática de princípios bíblicos — Verso 9.

vii. A verdadeira oração está baseada em uma compreensão da nossa filiação — Verso 9.

d. Modelo de oração — a oração do Pai Nosso.

i. A petição acerca da pessoa de Deus — Verso 9.

ii. A petição acerca do reino de Deus — Verso 10.

iii. A petição acerca da vontade de Deus — Verso 10.

iv. A confissão da necessidade e a oração pela subsistência — Verso 11.

v. A confissão da dívida e a oração por perdão — Verso 12.

vi. A confissão de fraqueza e a oração por livramento — Verso 13.

Conclusão: A Doxologia — Uma resposta apropriada à oração.

3. A prioridade da oração —

João 14:13

E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.

Comentário:

Nesse versículo o Senhor Jesus convida todos os crentes a virem tomar parte no plano divino. O propósito de toda a criação é trazer glória para o nome de Deus. Com esse versículo nós somos convidados a participar deste alvo que engloba todas as coisas criadas.

Outra verdade impressionante contida nesse versículo, é que o Senhor Jesus promete se envolver pessoalmente em nossa vida de oração. Ele fará o que pedirmos de tal maneira que o Pai seja glorificado. Veja bem, esses pedidos não tem nada a ver com nossas necessidades individuais e sim com a expansão do reino de Deus. Qualquer coisa que pedirmos a Jesus visando a expansão do reino de Deus ele fará acontecer para que o Pai seja glorificado.

O que precisamos fazer é mudarmos nossas prioridades de tal maneira que a oração apareça no alto da lista das nossas atividades diárias. Nós precisamos aprender como orar e nos entregarmos a este mister com todo empenho.

IV. Aplicação: Os benefícios das prioridades bíblicas.

A. Deus será glorificado.

B. Os não crentes receberão — verão — em bom testemunho.

C. Os crentes irão alcançar o alvo proposto por Deus e atingir a maturidade em Cristo.

Conclusão: A aplicação.

A. Nós precisamos aplicar essas verdades às nossas vidas e aceitar a responsabilidade daquilo que Deus nos atribui.

B. Seja lá o que estiver envolvido — arrependimento, confissão, restituição, apologia, mudança de prioridades — é o que nos temos que fazer.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

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Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

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Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

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