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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

OS DOIS CAMINHOS


O material abaixo foi escrito pelo irmão Edward Reis Costa Filho e é um comentário acerca do tradicional quadro conhecido como “Os Dois Caminhos”

Esse quadro, tradicional e um tanto bucólico, conquanto curioso, interessante, atraente e, talvez, até bonito, apresenta séria distorção da realidade de


Mateus 7:13—14

13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),

14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.

Distorção indutiva a uma falsa liberdade de salvação — algo perigoso a quem pretende ser ou se julga já salvo. Mesmo assim, no demais, o considero valioso e útil, pelos princípios bíblicos inerentes na bela montagem da ilustração que pretende comunicar. Teria uma cópia do mesmo em casa, se pudesse adquirir um, sem omitir de fazer a um amigo as observações que entendo devidas.

De início, convém perguntar: Onde está o arrependimento? Onde está a fé nesse quadro? Onde está o perdão de Deus? Você consegue posicioná-los ali? Em favor do esforço do autor da obra, dá para conceber que estejam no perímetro de ação do pregador, posicionado junto a porta menor, enquanto se vê o Evangelho do Senhor Jesus Cristo sendo proclamado aos transeuntes. Então...

A tela fornece a visão de uma área livre — com pessoas —, como átrio a frente dos dois caminhos, dando esses a ideia de bifurcação. Toda bifurcação é derivada de um pátio ou de uma via — intermediária —, que conduz a ela. Porém, na situação registrada pelo texto bíblico não ocorre esse pátio ou essa via. Na vida, ou estamos na senda da esquerda ou na vereda da direita. Entre a perdição e a salvação inexiste uma área de estar, de circulação, de passeio, de lazer ou uma terceira via; nem para se aproximar, nem para se afastar; nem para chegar, nem para ficar, nem para sair.

Por isso, confrontando o quadro com a Bíblia, convém notar:

A. Não se trata de situação de neutralidade, como de um observador diante de dois caminhos, o qual, santo, puro, justo e perfeito; independente, imparcial e isento, analisa tranquilo quando e qual deles, enfim, tomar.

Não nascemos — e não vivemos — numa posição de neutralidade. Viemos ao mundo antecipadamente pertencendo à porta larga e ao caminho espaçoso, habitação plena do pecado que nos comprou para a morte

Romanos 7:14

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.

De lá não há saída voluntária; de lá jamais alguém sai por si mesmo, seja pelo querer, seja pelo poder fazer  —

Lucas 1:78—79

78 Graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas,

79 Para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.

2) Não se trata da escolha do mais preferível, pois ao homem natural falta virtude para escolher definitivamente a santidade da salvação em vez da perversão que tenazmente o assedia e o conquista —

Hebreus 12:1

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta

Porque o pecador não faz o bem que prefere, mas o mal que não quer, esse faz —

Romanos 7:19

Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.

O homem natural não está unido ao pecado por escolha, mas pela força. E do pecado não se liberta jamais por escolha ou decisão, senão pelo conhecimento da verdade —

João 8:32)

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

em Jesus Cristo

João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

E nunca chegará a tal conhecimento se do Pai não lhe for revelado —

Mateus 11:27

Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Gálatas 1:15—16

15 Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve

16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue.

independentemente de qualquer escolha ou decisão que faça.

Todos — repete-se — somos nascidos dentro da porta larga, já de frente ao caminho espaçoso, e não podemos partir sozinhos para a porta estreita e o caminho apertado, porque nada do ambiente original nos leva para lá ou nos muda de lugar, e assim as nossas escolhas serão sempre, irremediavelmente, prejudicadas e miseráveis, como trapos de imundície —

Isaías 64:6

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.

3) Não se trata de escolha do certo e acerto pelo resultado, como se fosse um jogo bem sucedido para o autor do lance, que então resolveu ir pela porta estreita.

A salvação não é o prêmio do arbítrio; antes, é a segurança de quem nada merece —

Romanos 11:6

E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.
e nunca procurou por ela

João 15:16

Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

4) Não se trata de "2 caminhos e 1 escolha", como se dois gêmeos estivessem numa encruzilhada e um deles, fazendo o bem, escolhesse ir para a porta estreita e outro, fazendo o mal, decidisse ir para o portão largo —

Romanos 9:11

E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama).

Porque o do pecado nunca deixa de ser escolhido, quando a decisão é por escolha ou a escolha é por decisão —

Gênesis 25:32—33

32 Ele respondeu: Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de primogenitura?

33 Então, disse Jacó: Jura-me primeiro. Ele jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó.

Não começamos a viver entre dois caminhos, como se nossas escolhas ou decisões nos pudessem posicionar nesse ou naquele bom ou mau caminho, conforme algum arbítrio, porque o arbítrio é do coração e só é totalmente livre e folgadamente frouxo no pecado, eis que sempre contrário a abandoná-lo e reincidente em praticá-lo, até o fim —

Jeremias 17:9

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?

Quando o Evangelho é pregado, sua voz é dirigida para dentro da avenida ampla e ouvida por pessoas em estado de maldição. O arrependimento, a fé e o perdão de Deus ocorrem onde todos somos encontrados, dentro do território de perdição —

Mateus 18:11

Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

não fora, nalguma ala apartada e reservada na qual o homem possa livremente exercer seu arbítrio.

Para aqueles que escolhessem ou decidissem e conseguissem ir à porta estreita e ao caminho apertado não haveria necessidade da cruz de Cristo; afinal, eles teriam chegado a alguma perfeição pela liberdade de optar. Assim, estariam no caminho da salvação por sua própria boa escolha ou ótima decisão. E aqui há um obstáculo: a porta. Exatamente, a porta do caminho estreito é Jesus —

João 10:9

Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.

Por esta porta, intrusos da escolha livre e estranhos da decisão autônoma não entram, só beneficiários do arrependimento e da fé, ambos soberanamente concedidos por Deus —

Romanos 2:4

Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?

aqueles que foram lavados no sangue da cruz, limpos inclusive da presunção de irem como querem, quando querem e, se querem.

Você pode perguntar: Eu pensei que havia feito uma escolha, tomado uma "decisão" por Jesus Cristo..., como fico? A Bíblia responde: O Pai fez a escolha, antes da fundação do mundo, antes de você existir, elegendo-o soberanamente — Efésios 1:4 — para receber o arrependimento — Romanos 2:4—, a fé — Efésios 2:8— o perdão — Colossenses 1:13—14—, a salvação. Não aguardou sua boa decisão e excelente escolha — pensando com isso ter dado a Deus uma razão para amá-lo e salvá-lo. E Jesus tomou a única decisão de ser tomada com relação à sua salvação: de ir à cruz por você. A mim, a você, a qualquer um cabe apenas negarmo-nos a nós mesmos, renunciar, morrer dia a dia, assumir nossa nova vida gerada em Jesus pelo Espírito Santo, tomar a nossa cruz e segui-lo — Mateus 16:24. Isso é tudo o que podemos fazer por nossa salvação, e ainda assim não sozinhos, pois sem Cristo nada podemos fazer — João 15:5. E aqueles que julgam estar no caminho estreito porque uma vez em Cristo, em Cristo para sempre, a certeza que podem ter é mediante a prova visível: frutos vivos, apreciáveis e não sazonais da salvação, dignos de arrependimento, como a respeito deles bradou João Batista

Mateus 3:8

Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento.

para só então sentirem-se fora da ninhada das víboras. Do contrário, estarão no lugar comum dos infortunados, de onde só resta de última hora suplicar — Lucas 18:11 —, clamar — Mateus 20:30, Lucas 19:40 — ou invocar o nome do Senhor — Joel 2:32.

Que Deus abençoe a todos,

Alexandros Meimaridis
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Desde já agradecemos a todos.     

sexta-feira, 11 de julho de 2014

UM ESTUDO ACERCA DO PECADO – ESTUDO 6 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. 

6. Pecado e Livre Arbítrio

O assim chamado Livre-Arbítrio — liberum arbitrium — é uma das mais antigas discussões no seio da igreja cristã. Somente a ignorância da história e a persistente insensatez humana continuam mantendo viva esta possibilidade filosófica já que seu início pode ser traçado diretamente aos dias de Pelágio Brito ou Britannicus[1], que foi um monge — não ordenado — e que viveu entre 354 e 445 a.D.

O Pelagianismo é considerado por muitos como a primeira tentativa de reformar a Igreja Católica. Pelágio acreditava que os seres humanos podiam satisfazer os mandamentos de Deus sem a ajuda da graça de Deus. Pelágio escreveu inúmeras obras. A grande maioria não existe mais. Entre suas obras nós podemos citar as seguintes:

A. De Fide Trinitatis — perdido.

B. Eclogarum ex Divinis Scripturis líber unus — coletânea de passagens bíblicas comentadas.

C. Commentarii Epistolas S. Paulii — este livro continha muitos dos seus desvios doutrinários e estes foram usados pela igreja para condená-lo tanto no Ocidente — Concílio de Cartago em 418 a.D. — como no Oriente — Concílio de Éfeso em 431 a.D.

Em seus escritos, Pelágio negava o estado de inocência de nossos primeiros pais bem como a idéia do primeiro pecado cometido por eles. Pelágio defendia a idéia de que:

1. A concupiscência é algo natural e inerente aos seres humanos.

2. Nossos primeiros pais morreriam como qualquer outro humano mesmo que não tivessem pecado.
3. A atual existência e universalidade do pecado eram fruto do mau exemplo dado por Adão ao pecar pela primeira vez.

As idéias de Pelágio estavam profundamente enraizadas, não nas escrituras, mas em antigas filosofias pagãs, especialmente no popular sistema defendido pelos Estóicos[2]. Pelágio acreditava no livre arbítrio incondicional dos seres humanos. Considerava ainda que a força moral da vontade humana, por ele referida como “liberum arbitrium”— poderia ser fortalecida pelo asceticismo, que é a moral que desvaloriza os aspectos corpóreos e sensíveis do homem, e isto a ponto de fazê-la desejar e obter os mais elevados ideais de virtude. Para Pelágio o valor do sacrifício de Jesus estava limitado às instruções, referidas como “doctrina”, e ao exemplo, que ele chamava de “exemplum”, e que o Salvador nos deixou como uma contrapartida ao mau exemplo deixado por Adão. Pelágio foi realmente o primeiro indivíduo a idealizar Jesus como um “perfeito rotariano”. Dessa maneira, para Pelágio, a natureza, incluindo a raça humana, retém a habilidade de conquistar o pecado e de alcançar a vida eterna sem o auxílio da graça divina. A favor de Pelágio precisamos destacar que ele aceitava o fato de sermos purificados de nossos pecados no processo de justificação mediante a fé. Mas o perdão justificador de Deus não implicava em uma renovação interna ou santificação de nossas almas e/ou espíritos.

Os ensinos de Pelágio foram, em grande parte, confrontados por Aurelius Augustinos — 354 — 430 a.D — conhecido como santo Agostinho e que se tornou bispo da cidade portuária de Hipona no norte da África. As obras de Agostinho que trataram destas questões são:

1. De Peccatorum Meritis et Remissione.

2. De Spiritu et Letera.

Pelágio provavelmente morreu na Itália entre os anos 441 a 445 a.D., durante o reinado de Valentiniano III.

Apesar das idéias acima terem sido condenadas por dois concílios — especialmente ecumênico foi o de Éfeso em 431 a.D. — elas não desapareceram e são sempre recicladas.

Somente a ignorância da história e a persistente insensatez humana, manifesta na defesa de interesses outros e não da verdade, continuam mantendo viva esta possibilidade filosófica. Para entendermos melhor esta questão, falemos um pouco sobre o binômio “pecado e liberdade”.

Em primeiro lugar precisamos dizer que o conceito de liberdade não explica o pecado. Ou seja, o pecado não existe porque alguém possui liberdade para pecar. Mesmo admitindo que o pecado está relacionado com o conceito de liberdade, este conceito, ainda assim, não explica como o pecado surgiu. Deus mesmo é o único que possui genuína liberdade e Ele também não pode pecar. Isto deve deixar mais do que evidente que o conceito de liberdade não serve para explicar a existência do pecado.

Deus criou o homem — como homem e mulher — com uma liberdade que era moralmente qualificada. Isto quer dizer que ele era livre para obedecer e se submeter voluntariamente a Deus. Quer dizer também que a continuidade daquela liberdade dependia da decisão de evitar o pecado. Este é o ensino das Escrituras tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. O homem, como originalmente criado por Deus, tinha a habilidade de não pecar, e o homem recriado em Jesus não vive em pecado — ver 1 João 5:18 — e está destinado, a viver por toda eternidade, livre da própria presença do pecado. O que estamos querendo dizer é que a habilidade de pecar não faz parte da essência daquilo que a liberdade representa. A verdadeira liberdade no homem criado por Deus e depois re-criado em Cristo, constitui-se na habilidade, moralmente qualificada, de fazer o bem. E não na capacidade, moralmente não qualificada, de fazer ou o bem ou o mal. Este tipo de dualismo não está presente onde a liberdade existe. A verdadeira liberdade pertence à essência daquilo que o homem é como criado por Deus e como re-criado em Jesus. Em nenhuma destas duas situações anteriores — criação original e re-criação em Jesus — a liberdade é uma instância moralmente neutra e não qualificada da humanidade. De fato, o efeito que o pecado humano produz sobre a liberdade é definido pela Bíblia, não como qualquer outra forma de liberdade, maior, ou melhor, ou mais sofisticada, e sim, como pura e simples ESCRAVIDÃO.

É importante entendermos que o homem, como criado por Deus, não tinha mais liberdade para pecar, da mesma maneira que, uma vez tendo pecado e caído em escravidão moral, ele não é livre para voltar e tornar a ser o que ele era antes. Para tal, o mesmo está sujeito à graça de Deus, para restaurá-lo, mediante a recriação em Cristo, à liberdade que foi perdida por causa da transgressão do pecado. O pecado, como vimos na análise de Gênesis 3:1—6 num estudo anterior da série, constitui uma perda mesmo quando aparenta ser uma ganho. Por esse motivo o pecado não pode nunca ser considerado como consequência do exercício da liberdade. Infelizmente, para aqueles que querem ver no pecado o resultado do exercício da liberdade humana, temos a dizer apenas que: o pecado é realmente um mistério; como tal, o mesmo é tanto imoral como irracional. Todas as vezes que se tentou usar o conceito de liberdade para se explicar o pecado, o resultado foi sempre um desvio da sã doutrina como manifestado no “Pelagianismo”, e nas suas formas posteriores do “Semi-Pelagianismo” e “Arminianismo”. Os maiores representantes destas escolas de pensamento nestes primeiros anos do século XXI são a Igreja Católica Apostólica Romana e a grande maioria das igrejas Pentecostais de todas as ondas, bem como algumas igrejas batistas. Estas igrejas, apesar de se chamarem de cristãs, possuem em comum a crença de que a salvação pode ser perdida, pois depende da própria pessoa e não de Deus exclusivamente.

Agora, de acordo com o relato bíblico da queda, o homem, ao transgredir, além de perder o seu direito de viver no Jardim do Éden, pois foi expulso de lá; perdeu também seu direito a vida e o direito de ser ele mesmo: nu e não envergonhado. Com isto, a partir da queda, no relato bíblico, o homem, como pecador, é mostrado como não sendo livre. Pelo contrário, ele é um escravo do pecado e está sob o poder da morte. Uma das mais dramáticas consequências dessa falta de liberdade é que o homem caído é devotado aos ídolos. E nesta devoção aos ídolos, ele acaba por se transformar em um ser subumano e igual aos ídolos aos quais ele se devota —

Salmos 115:1—8

1 Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.

2 Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles?

3 No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.

4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.

5 Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem;

6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram.

7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.

8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.

Ídolos, neste conceito, não são apenas as imagens de escultura e sim tudo aquilo que seduz e engana o homem, a fim de transformá-lo e reduzi-lo a ser menos do que Deus intencionava. É de fato curioso que o resultado direto da transgressão, que visava levar o homem a ser mais do que Deus intencionava, acabou por levá-lo a ser exatamente o oposto. Mas nem tudo está perdido, porque o Deus Criador continua firme no controle de todas as coisas. Desta maneira, o homem como escravo do pecado, pode se tornar cativo da graça de Deus e, através dessa mesma graça, receber de volta sua verdadeira liberdade como um dom de Deus. Essa nova liberdade, concedida pela graça divina, permite ao homem experimentar tanto a libertação do poder do pecado como o perdão do seu passado pecaminoso através do dom da graça de Deus, que justifica o direito humano de viver de uma maneira aberta um futuro eterno —

Efésios 1:3—14

3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,

4 assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor

5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,

6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado,

7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça,

8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência,

9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo,

10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra;

11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,

12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo;

13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;

14 o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.



OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013A — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html
Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Pelágio Brito ou Britannicus — sabemos muito pouco acerca do início da sua vida e o mesmo ocorre com o final da mesma. Acredita-se que tivesse nascido na Inglaterra, apesar de alguns escritores da época tentarem denegrir sua imagem dizendo que ele era escocês. Para complicar ainda mais esta questão, hoje sabemos que entre os séculos IV e V a.D. as pessoas, no mundo romano, costumavam chamar de escoceses aqueles nascidos na Irlanda. Ou seja, a única coisa que o vincula às ilhas britânicas era seu epíteto de Brito ou Britannicus. Talvez tenha mesmo emigrado para Roma partindo do sul da Grã Bretanha.
[2] Os Estóicos ensinavam que o homem torna-se virtuoso através do conhecimento, que o capacita a viver em harmonia com a natureza e, assim, conseguir um senso profundo de felicidade — chamada eudamonia em grego — e a libertação da emoção — apatheia — que o isola das vicissitudes da vida.

sábado, 31 de maio de 2014

Gênesis Estudo 020 — Gênesis 3:6 — O LIVRE ARBÍTRIO




Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo 

O Livro do Gênesis
O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ 
            Eretz   ha  ve-et  Hashamaim  et      Elohim        Bará     Bereshit
            Terra   a      e        céus       os        Deus         criou   princípio No
Gênesis 1:1
VII. Gênesis 3—11 —

B.Pecado e Livre-Arbítrio.

O assim chamado “Livre Arbítrio” — liberum arbitrium — é uma das mais antigas discussões no seio da igreja cristã, apesar de que seu início pode ser traçado diretamente aos dias de Pelágio Brito ou Britannicus[1], que foi um monge — não ordenado — e que viveu entre 354 e 445 a.D.

A.O Pelagianismo é considerado por muitos como a primeira tentativa de reformar a igreja Católica. Pelágio acreditava que os seres humanos podiam satisfazer os mandamentos de Deus sem a ajuda da graça de Deus. Pelágio escreveu inúmeras obras. A grande maioria não existe mais. Entre suas obras nós podemos citar as seguintes:

1. De Fide Trinitatis — perdido.

2. Eclogarum ex Divinis Scripturis líber unus — coletânia de passagens bíblicas comentadas.

3. Commentarii Epistolas S. Paulii — este livro continha muitos dos seus desvios doutrinários e estes foram usados pela igreja para condená-lo tanto no Ocidente — Concílio de Cartago em 418 a.D. — como no Oriente — Concílio de Éfeso em 431 a.D.

B. Em seus escritos, Pelágio negava o estado de inocência de nossos primeiros pais bem como a idéia do primeiro pecado cometido por eles. Pelágio defendia a idéia de que:

1. A concupiscência é algo natural e inerente aos seres humanos.

2. Nossos primeiros pais morreriam como qualquer outro humano mesmo que não tivessem pecado.

3. A atual existência e universalidade do pecado eram fruto do mau exemplo dado por Adão ao pecar pela primeira vez.

C. As idéias de Pelágio estavam profundamente enraizadas, não nas Escrituras, mas em antigas filosofias pagãs, especialmente no popular sistema defendido pelos Estóicos[2]. Pelágio acreditava no livre arbítrio incondicional dos seres humanos.

D. Considerava ainda que a força moral da vontade humana, por ele referida como “liberum arbitrium”— poderia ser fortalecida pelo asceticismo, que é a moral que desvaloriza os aspectos corpóreos e sensíveis do homem, e isto a ponto de fazê-la desejar e obter os mais elevados ideais de virtude. Para Pelágio o valor do sacrifício de Jesus estava limitado às instruções, referidas como “doctrina”, e ao exemplo, que ele chamava de “exemplum”, e que o Salvador nos deixou como uma contrapartida ao mau exemplo deixado por Adão. Pelágio foi realmente o primeiro indivíduo a idealizar Jesus como um “perfeito rotariano”. Desta maneira, para Pelágio, a natureza, incluindo a raça humana, retém a habilidade de conquistar o pecado e de alcançar a vida eterna sem o auxílio da graça divina. A favor de Pelágio precisamos destacar que ele aceitava o fato de sermos purificados de nossos pecados no processo de justificação mediante a fé. Mas o perdão justificador de Deus não implicava em uma renovação interna ou santificação de nossas almas e/ou espíritos.

E. Os ensinos de Pelágio foram, em grande parte, confrontados por Aurelius Augustinos — 354 — 430 a.D — conhecido como santo Agostinho e que se tornou bispo da cidade portuária de Hipona no norte da África. As obras de Agostinho que trataram destas questões são:

1. De Peccatorum Meritis et Remissione.

2. De Spiritu et Letera.


F. Pelágio provavelmente morreu na Itália entre os anos 441 a 445 a.D., durante o reinado de Valentiniano III.

G. Apesar das idéias acima terem sido condenadas por dois concílios — especialmente ecumênico foi o de Éfeso em 431 a.D. — elas não desapareceram e são sempre recicladas.

H. Somente a ignorância da história e a persistente insensatez humana, manifesta na defesa de interesses outros e não da verdade, continuam mantendo viva esta possibilidade filosófica. Para entendermos melhor esta questão, falemos um pouco sobre o binômio “pecado e liberdade”.

1. Em primeiro lugar precisamos dizer que o conceito de liberdade não explica o pecado. Ou seja, o pecado não existe porque alguém possui liberdade para pecar. Mesmo admitindo que o pecado está relacionado com o conceito de liberdade, esse conceito, ainda assim, não explica como o pecado surgiu. Deus mesmo é o único que possui genuína liberdade e Ele também não pode pecar. Isto deve deixar mais do que evidente que o conceito de liberdade não serve para explicar a existência do pecado.

2. Deus criou o homem — como homem e mulher — com uma liberdade que era moralmente qualificada. Isto quer dizer que ele era livre para obedecer e se submeter voluntariamente a Deus. Quer dizer também que a continuidade daquela liberdade dependia da decisão de evitar o pecado. Esse é o ensino das Escrituras tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. O homem, como originalmente criado por Deus, tinha a habilidade de não pecar, e o homem recriado em Jesus não vive em pecado — ver 1 João 5:18 — e está destinado, a viver por toda eternidade, livre da própria presença do pecado. O que estamos querendo dizer é que a habilidade de pecar não faz parte da essência daquilo que a liberdade representa. A verdadeira liberdade no homem criado por Deus e depois re-criado em Cristo, constitui-se na habilidade, moralmente qualificada, de fazer o bem. E não na capacidade, moralmente não qualificada, de fazer ou o bem ou o mal. Este tipo de dualismo não está presente onde a liberdade existe. A verdadeira liberdade pertence à essência daquilo que o homem é como criado por Deus e como re-criado em Jesus. Em nenhuma destas duas situações anteriores — criação original e re-criação em Jesus — a liberdade é uma instância moralmente neutra e não qualificada da humanidade. De fato, o efeito que o pecado humano produz sobre a liberdade é definido pela Bíblia, não como qualquer outra forma de liberdade, maior, ou melhor, ou mais sofisticada, e sim, como pura e simples ESCRAVIDÃO.

3. É importante entendermos que o homem, como criado por Deus, não tinha mais liberdade para pecar, da mesma maneira que, uma vez tendo pecado e caído em escravidão moral, ele não é livre para voltar e tornar a ser o que ele era antes. Para tal, o mesmo está sujeito à graça de Deus, para restaurá-lo, mediante a recriação em Cristo, à liberdade que foi perdida por causa da transgressão do pecado. O pecado, como vimos na análise de Gênesis 3:1—6 acima,  constitui uma perda mesmo quando aparenta ser uma ganho. Por este motivo o pecado não pode nunca ser considerado como consequência do exercício da liberdade. Infelizmente, para aqueles que querem ver no pecado o resultado do exercício da liberdade humana, temos a dizer apenas que: o pecado é realmente um mistério; como tal, o mesmo é tanto imoral como irracional. Todas as vezes que se tentou usar o conceito de liberdade para se explicar o pecado, o resultado foi sempre um desvio da sã doutrina como manifestado no “Pelagianismo”, e nas suas formas posteriores do “Semi-Pelagianismo” e “Arminianismo”. Os maiores representantes dessas escolas de pensamento nestes primeiros anos do século XXI são a Igreja Católica Apostólica Romana e a grande maioria das igrejas Pentecostais, Neo Pentecostais, da Terceira, Quarta e Quinta onda Pentecostais. Estas igrejas, apesar de se chamarem de cristãs, possuem em comum a crença de que a salvação pode ser perdida, pois depende da própria pessoa e não de Deus exclusivamente.

Agora, de acordo com o relato bíblico da queda, o homem, ao transgredir, além de perder o seu direito de viver no Jardim do Éden, pois foi expulso de lá; perdeu também seu direito a vida e o direito de ser ele mesmo: nu e não envergonhado. Com isto, a partir da queda, no relato bíblico, o homem, como pecador, é mostrado como não sendo livre. Pelo contrário, ele é um escravo do pecado e está sob o poder da morte. Uma das mais dramáticas consequências desta falta de liberdade é que o homem caído é devotado aos ídolos. E nesta devoção aos ídolos, ele acaba por se transformar em um ser subumano e igual aos ídolos aos quais ele se devota — ver Salmos 115:1— 8.

Ídolos, neste conceito, não são apenas as imagens de escultura e sim tudo aquilo que seduz e engana o homem, a fim de transformá-lo e reduzi-lo a ser menos do que Deus intencionava. É de fato curioso que o resultado direto da transgressão, que visava levar o homem a ser mais do que Deus intencionava, acabou por levá-lo a ser exatamente o oposto. Mas nem tudo está perdido, porque o Deus Criador continua firme no controle de todas as coisas. Desta maneira, o homem como escravo do pecado, pode se tornar cativo da graça de Deus e, através dessa mesma graça, receber de volta sua verdadeira liberdade como um dom de Deus. Essa nova liberdade, concedida pela graça divina, permite ao homem experimentar tanto a libertação do poder do pecado como o perdão do seu passado pecaminoso através do dom da graça de Deus, que justifica o direito humano de viver de uma maneira aberta um futuro eterno — ver Efésios 1:3—14.

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005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

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009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

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011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

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014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A

018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/genesis-estudo-045-tabua-das-nacoes.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Pelágio Brito ou Britannicus - sabemos muito pouco acerca do início da sua vida e o mesmo ocorre com o final da mesma. Acredita-se que fosse nascido na Inglaterra, apesar de alguns escritores da época tentarem denegrir sua imagem dizendo que ele era escocês. Para complicar ainda mais esta questão, hoje sabemos que entre os séculos IV e V a.D. as pessoas, no mundo romano, costumavam chamar de escoceses aqueles nascidos na Irlanda. Ou seja, a única coisa que o vincula às ilhas britânicas era seu epíteto de Brito ou Britannicus. Talvez tenha mesmo emigrado para Roma partindo do sul da Grã Bretanha.
[2] Os Estóicos ensinavam que o homem torna-se virtuoso através do conhecimento, que o capacita a viver em harmonia com a natureza e, assim, conseguir um senso profundo de felicidade – chamada eudamonia em grego - e a libertação da emoção – apatheia - que o isola das vicissitudes da vida.