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sexta-feira, 14 de julho de 2017

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — CARACTERÍSTICAS — 001

o-evangelho-de-cristo

Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

II. O EVANGELHO DE MARCOS

O Evangelho de Marcos atravessou os séculos praticamente ignorado, até tronar-se central nas discussões levantadas pela chamada crítica textual do século XIX. Comentários antigos em Marcos são raros, o que indica claramente que o mesmo tinha um apelo muito pequeno. Mateus era considerado bem mais importante e, como Marcos era visto apenas como uma reprodução menor de Mateus, não é à toa que o mesmo era ignorado. Todavia, essa abordagem não era parte da postura da igreja primitiva acerca de Marcos já que o mesmo era considerado como sendo o registro feito por Marcos das reminiscências do apóstolo Pedro. Marcos alcançou uma posição de destaque nas discussões acerca dos evangelhos ao ser colocado no centro do chamado Problema Sinótico — falaremos acerca desse problema mais adiante.

A. CARACTERÍSTICAS

1. Um Evangelho de Ação

Não é difícil para nenhum leitor perceber que para Marcos a ação é mais importante que o discurso. Os ensinamentos de Cristo são sempre apresentados no contexto de algum tipo de narrativa. A história se move em passos rápidos até culminar na crucificação de Jesus. Alguns exemplos do que estamos falando serão suficientes para estabelecer esse fato:
a. Marcos descreve como o telhado de uma casa foi removido para que um paralítico pudesse ser colocado diante de Jesus — Marcos 2:4.

b. Marcos descreve Jesus dormindo com sua cabeça sobre um travesseiro dentro de um barco em meio a uma forte tormenta — Marcos 4:37—38.

c. Marcos nos fala de como a multidão foi ordeiramente dividida e assentada quando da multiplicação dos pões e dos peixes — Marcos 6:39.

d. Marcos descreve a forma como um surdo-mudo foi curado por Jesus, isto é, como Jesus colocou seu dedo no ouvido e também na língua do homem — Marcos 7:33.

e. Marcos descreve a restauração gradual da vista a um cego — Marcos 8:23—25.

f. Marcos descreve como Pedro estava se aquecendo junto com os servos da casa do sumo sacerdote — Marcos 14:54.

É óbvio que todas estas descrições são fruto de alguém que, certamente, foi testemunha ocular do que está sendo dito, mas existem opiniões ao contrário, que discutiremos adiante.

Marcos não tem um prólogo, ou melhor, tem um prólogo brevíssimo — Marcos 1:1 — e já inicia seu evangelho com o aparecimento de João Batista. Depois da narrativa envolvendo João Batista, inclusive o relacionamento dele com Jesus por ocasião do batismo do Senhor, Marcos mergulha imediatamente no ministério de Jesus e nos confrontos com mos fariseus que se estenderão por todo o evangelho, culminando com a crucificação de Jesus. O Evangelho de Marcos tem as seguintes divisões principais:

PRÓLOGO E A MISSÃO DE JOÃO BATISTA — MARCOS 1:1—13.

A FASE INICIAL DO MINISTÉRIO DE JESUS — MARCOS 1:14  — 3:6.

A FASE TARDIA DO MINISTÉRIO NA GALILEIA — MARCOS 3:7 — 6:13.

JESUS SE RETIRA DA GALILEIA — MARCOS 6:14 — 8:30.

A VIAGEM ATÉ JERUSALÉM — MARCOS 8:31 — 10:52.

MINISTÉRIO EM JERUSALÉM — MARCOS 11:1 — 13:37.

A NARRATIVA DA PAIXÃO — MARCOS 14:1 — 15:47

A RESSURREIÇÃO DE JESUS — MARCOS 16

Usando o esboço acima sugerimos que os leitores leiam o Evangelho de Marcos. A leitura do evangelho completa leva cerca de 90 minitos.

Marcos é, fundamentalmente, uma narrativa concreta da fida de Jesus. Ele nos conta as ações do Mestre de uma forma bastante objetiva. O evangelho está, praticamente, desprovido de apelos emocionais e o conteúdo dos ensinamentos de Jesus é bem menor do que aquele que encontramos nos outros evangelhos sinóticos de Mateus e Lucas. Os ensinamentos de Jesus em Marcos são breves afirmações que sempre fazem parte de alguma narrativa. E apesar de termos muitos desses ensinamentos nesse evangelho, é bem evidente que Marcos está bem mais interessado nas ações do que nos ensinamentos de Jesus propriamente ditos. Por esse motivo, o conteúdo de Marcos não está muito envolvido em debates teológicos. Para os que tiverem interesse nesse tipo de abordagem de Marcos, recomendamos o excelente livro de Ralph Martin Mark Evangelist and Theologian da série Contemporary Evagelicals Perspectives, publicado pela Zondervan Publishing House.  

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 001 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 001.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/introducao-ao-novo-testamento-estudo_14.html

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Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

MULHERES SÃO IMPORTANTES PARA DEUS



O artigo abaixo foi publicado pelo site da Editora Fiel e é de Autoria de John Piper.

Um Desafio às Mulheres
John Piper

Neste breve texto, o pastor John Piper enumera, como que em oração, uma lista de importantes conselhos direcionados às mulheres cristãs, a fim de que vivam para a glória de Cristo.

Que tudo da sua vida - em qualquer esfera - seja devotado à glória de Deus.

Que as promessas de Cristo sejam confiadas tão plenamente que paz, alegria e força encham sua alma a ponto de transbordar.

Que essa plenitude de Deus abunde em atos diários de amor, de forma que as pessoas possam ver suas boas obras e glorificar ao seu Pai no céu.

Que vocês sejam mulheres do Livro, que amem, estudem e obedeçam a Bíblia em cada área do seu ensino. Que a meditação sobre a verdade bíblica possa ser a fonte de esperança e fé. E que vocês continuem a crescer em entendimento através de todos os capítulos de sua vida, nunca pensando que o estudo e o crescimento são apenas para os outros.

Que vocês sejam mulheres de oração, de forma que a Palavra de Deus se abra para vocês; e o poder da fé e santidade desça sobre vocês; e sua influência espiritual crescerá no lar, na igreja e no mundo.

Que vocês sejam mulheres que tenham uma profunda compreensão da graça soberana de Deus, fortalecendo todo esse processo espiritual; que sejam pensadoras profundas sobre as doutrinas da graça, e amantes e crentes profundos dessas coisas.

Que vocês sejam totalmente comprometidas ao ministério, seja qual for o seu papel específico, que não desperdicem o seu tempo em revistas de senhoras ou hobbies inúteis, assim como seus maridos não deveriam desperdiçar o tempo deles em esportes excessivos ou coisas sem propósito na garagem. 

Que você redima o tempo para Cristo e seu reino.

Que vocês, se solteiras, explorem seu solteirismo para a plena devoção a Cristo e não sejam paralisadas pelo desejo de se casar.

Que vocês, se casadas, apoiem a liderança do seu marido de maneira criativa, inteligente e sincera, tão profundamente como uma obediência a Cristo permitir; que vocês o encorajem em seu papel designado por Deus como o cabeça; que vocês o influenciem espiritualmente primariamente através da sua tranquilidade destemida, santidade e oração.

Que vocês, se tiverem filhos, aceitem a responsabilidade com o seu marido (ou sozinhas, se necessário) de criar os filhos que esperam no triunfo de Deus, compartilhando com ele o ensino e a disciplina das crianças, e dando aos filhos aquele toque e cuidado protetor especial que vocês são unicamente capacitadas para dar.

Que vocês não assumam que o emprego secular é um desafio maior ou um melhor uso da sua vida que as oportunidades incontáveis de serviço e testemunho no lar, na vizinhança, comunidade, igreja e no mundo. Que não proponham somente a pergunta: Carreira vs. Mãe em tempo integral? Mas que perguntem tão seriamente: Carreira em tempo integral vs. Liberdade para o ministério? Que vocês perguntem: O que seria maior para o Reino - ser empregado de alguém que lhe diga o que você deve fazer para seu negócio prosperar, ou ser um agente livre de Deus, sonhando o seu próprio sonho sobre como seu tempo, seu lar e sua criatividade poderiam fazer o negócio de Deus prosperar? E que em tudo isso você faz suas escolhas não sobre a base de tendências seculares ou expectativas de estilo de vida, mas sobre a base do que fortalecerá a sua família e promoverá a causa de Cristo.

Que vocês parem e (com seus maridos, se forem casadas) planejem as várias formas da sua vida ministerial em capítulos. Os capítulos são divididos por várias coisas - idade, força, solteirismo, casamento, escolha de emprego, crianças no lar, crianças na escola, netos, aposentadoria, etc. Nenhum capítulo é tudo alegria. A vida finita é uma série de permutas. Encontrar a vontade de Deus, e viver para a glória de Cristo plenamente em cada capítulo é o que faz dele um sucesso, não se ele se parece com o capítulo de outra pessoa ou se tem nele o que o capítulo cinco terá.

Que vocês desenvolvam uma mentalidade e um estilo de vida guerreiro; que nunca se esqueçam que a vida é breve, que milhões de pessoas estão entre o céu e o inferno todos os dias, que o amor ao dinheiro é suicídio espiritual, que os objetivos de mobilidade ascendente (roupas chiques, carros, casas, férias, comidas, hobbies) são um substituto pobre para os objetivos de viver para Cristo com toda a sua força, e maximizar sua alegria no ministério ao ajudar pessoas.

Que em todos os seus relacionamentos com os homens vocês procurem a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e feminilidade; que vocês desenvolvam um estilo e comportamento que faça justiça ao papel único que Deus deu aos homens para serem responsáveis pela liderança graciosa com relação às mulheres - uma liderança que envolve elementos de proteção, cuidado e iniciativa. Que vocês pensem criativamente e com sensibilidade cultural (assim como ele deve fazer) ao moldar o estilo e ajustar o tom de sua interação com os homens.

Que vocês vejam a direção bíblica para o que é apropriado e inapropriado para os homens e mulheres em relação uns para com os outros, não como restrições arbitrárias sobre a liberdade, mas como prescrições sábias e graciosas de como descobrir a verdadeira liberdade do ideal de complementaridade de Deus. Que vocês não mensurem sua potencialidade pelas poucas funções restringidas, mas pelas incontáveis oferecidas.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


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Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

COMO A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS DESEJA CONTROLAR A PRÁTICA ESPORTIVA NO BRASIL

Ministro dos Esportes vinculado ao PRB que é controlado pela IURD

O artigo abaixo foi publicado pelo site Gnotícias e é de autoria de Johnny Bernardo

A IURD e o Esporte como estratégia de crescimento

Por Johnny Bernardo

Com pouco mais de 2 milhões de membros – oito milhões, segundo a IURD – a Igreja Universal do Reino de Deus elegeu o esporte como uma de suas várias estratégias de crescimento. Articulada pela Força Jovem Universal, a iniciativa ganhou contornos federais com a indicação de George Hinton (PRB-MG) como o novo ministro do Esporte, no lugar de Aldo Rebelo (PCB-SP). Além do governo federal, o PRB assume quatro secretarias de esporte: São Paulo, com Jean Madeira; Minas Gerais, com Carlos Henrique; Ceará, com David Durand; e Distrito Federal, com Leila Barros. Além de Brasília e Estados o PRB ampliou sua presença em diversos municípios a pouco menos de um ano para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Existente desde a fundação da IURD, em 1977, mas com crescimento expressivo apenas na última década, a Força Jovem Universal (FJU) é uma das apostas do crescimento da Igreja em um seguimento pouco explorado pela Igreja Católica. Grande parte do quadro eclesiástico da IURD advém de jovens alcançados e formados pela FJU – o que inclui ex-detentos. Edir Macedo foi sagaz ao perceber a baixa presença de jovens em seminários católicos e a sua capacidade de produção, quando direcionada. De fato, os jovens constituem hoje uma das maiores forças da IURD e com tendência de crescimento. A guinada Universal se dá em um momento de efervescência juvenil, com as Jornadas de Junho, os movimentos de inclusão da juventude brasileira. Uma estratégia!

Atuando em cinco frentes, a FJU diz ter “beneficiado mais de dois milhões de jovens em todo o país”. Além dos projetos Arcanjo, VPR (Visão, Planejamento e Realização), Uniforça e o Força Jovem Universitários (FJUni), a FJU possui o projeto Esportes. Segundo a organização, “quem faz parte do grupo Força Jovem Universal tem a oportunidade de praticar diversas atividades esportivas”. As atividades incluem exercícios físicos, futebol, basquete, vôlei, boxe, judô entre outras modalidades esportivas. Nas eleições 2014, a Igreja Universal – por meio de seu braço político, o PRB – promoveu uma expressiva articulação com a finalidade de uma possível participação no ministério e secretarias do esporte, respectivamente. O objetivo é colar a imagem da Igreja Universal nos Jogos Olímpicos e expandir sua presença entre os jovens, em uma tentativa de consolidação internacional.

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."

Por Johnny Bernardo
Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da religiosidade brasileira e das relações entre religião e sociedade, autor de dois livros (dentre os quais a Enciclopédia Temática de Religião), colunista do Gnotícias e do Núcleo Apologético de Pesquisas e Ensino Cristão (NAPEC), e está em fase de conclusão do licenciamento em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).

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sábado, 26 de julho de 2014

YOSSEF AKIVA: POLÍTICA, DESABAFOS E MENTIRAS



Como já sabemos, as coisas nunca são muito fáceis de entender quando se trata de um personagem tão complexo como é o caso de José Marcelo Pessoa de Paula ou Yossef Akiva.

1. POLÍTICA

Agora, ele não quer mais ser pregador apenas, quer ser político também. Com o nível de inteligência do pessoal para quem ele está acostumado a pregar é provável que ele seja mesmo eleito e com isso passará a ter foro privilegiado.

Ele se lançou como candidato - ver foto abaixo:



Foto: Divulgação do TSE

Agora o nível já mudou e ele é candidato por um partido nanico que foi formado por meio de um abaixo assinado contendo cerca de quinhentas assinaturas. A frase abaixo, de que "Deus será glorificado com essa vitória" é apenas mais uma das muitas frases de efeito que falsos mestres usam, tais como: "Deus ficará muito contente com você se você vier com a nossa caravana para visitar Israel" e muitas outras que usam o nome de deus apenas para benefício próprio. Não temos a menor ideia como é que Deus será glorificado com a eleição dele. Mas a frase serve bem para motivar as pessoas certas. 

DEUS SERÁ GLORIFICADO COM ESSA VITÓRIA


2. DESABAFOS e MENTIRAS

Recentemente Yossef Akiva publicou em seu Facebook os seguintes desabafos mostrados em letras vermelhas:

OS BLOGS QUE SAO CRIADOS PARA FALAR MAL DE HOMENS DE DEUS,GANHAM DO GOOGLE POR ACESSO, QTO MAIS AS PESSOAS ACESSAM MAIS ELES PERSEGUEM,MAIS ELES GANHAM DINHEIRO,ENFIM,COMPARTILHEM E NAO ACEITEM ESSE PROCEDIMENTO,NAO SÓ EM RELACAO A MINHA PESSOA,MAS A QQ UMA.

É óbvio que tal tipo de afirmação gratuita sem apresentar nenhuma prova, não serve pra muita coisa. Mas como Akiva sabe que pode mentir, porque raramente algum de seus fãs vai atrás de confirmar o que ele está dizendo, nós queremos afirmar o seguinte: não são todos os blogs que criticam o que Yossef Akiva prega e ensina que fazem isso por dinheiro. Queremos desafiar qualquer pessoa, até mesmo o próprio Akiva, a provar que recebemos até mesmo um único centavo do Google, como ele mentirosamente afirma, ou de quem quer que seja. O blog o Grande Diálogo não vende espaços para terceiros, não tem negócios com o Google e nem pede ofertas sob nenhuma alegação. Quem afirmar o contrário está mentindo.

No desabafo abaixo, Yossef Akiva demonstra estar bastante estressado com as críticas e agride com violência os que o criticam. Nós temos reiteradas vezes chamado Akiva de mentiroso e deixamos provado que ele é mentiroso. Por esse e outros apelativos que usamos para descrevê-lo temos sido vítimas constantes do policiamento religioso incentivado pelo próprio Akiva, como visto acima, contra seus críticos, incluindo ameaças de morte, mas nunca usamos os termos que ele usa para detratar seus críticos. Segue seu desabafo e pedimos aos seus fãs que notem bem os termos que o mesmo usa para qualificar seus críticos:

DEVO CONFESSAR A TODOS O QUANTO ESTOU CANSADO, TRISTE E PENSATIVO EM RELAÇAO AO QUE PESSOAS ANONIMAS SEM ESCRUPULOS,QUE NAO FAZEM EXATAMENTE NADA EM RELACAO AO REINO DE DEUS,QUE NAO ABENÇOAM NINGUEM,QUE NAO GANHAM UMA ALMA P JESUS,PODEM TER CREDITO DIANTE DE MIM E DOS OUTROS COM AS MALDADES QUE ESCREVEM SEM RESPONSABILIDADE NENHUMA,E NA MAIORIA DAS VEZES SAO OUVIDAS E CREDITADAS,ENTAO CHEGO A CONCLUSAO QUE NAO SEI PQ TO M SUJEITANDO A PASSAR POR ESSAS COISAS RENUNCIANDO MTS VEZES A MIM MESMO PARA ABENÇOAR PESSOAS QUE DECIDIRAM DAR OUVIDOS A MARGINAIS,QUE ME JURARAM ACABAREM COM MEU MINISTERIO POR PURA INVEJA E MALDADE...DEIXO EM ABERTO A OPÇAO DAS PESSOAS DE DAREM OUVIDOS A QUEM QUIZEREM,MAS CONFESSO A MINHA PROFUNDA TRISTEZA,PQ SO TEM GENTE P FALAR MAL PQ TEM GENTE P DAR OUVIDOS,E A VOZ QUE DAMOS OUVIDOS SERA A VOZ Q NOS IREMOS SERVIR...PERPLEXO E REVOLTADO...ENTENDENDO NA PELO OQ JESUS PASSOU...

Akiva chega às raias do ridículo ao se comparar com o Senhor Jesus. Mas gostaríamos de falar mais algumas coisas acerca de suas falsas afirmações. O que vamos falar diz respeito ao blog o Grande Diálogo.

1. Em primeiro lugar não somos anônimos. Nosso blog é bem identificado e os autores dos artigos se apresentam com seus verdadeiros nomes.

2. Não somos pessoas sem escrúpulos, mas amamos a verdade e como diz o apóstolo Paulo, não podemos nos dar ao luxo de nos tornar inimigos de ninguém apenas porque falamos a verdade — ver Gálatas 4:16. O Sr. Akiva pode ficar à vontade para provar, com fatos, que somos pessoas sem escrúpulos.

3. Sua acusação de que não fazemos nada pelo reino de Deus é gratuita. O editor do blog o Grande Diálogo é pastor ordenado há 33 anos e sempre esteve envolvido no pastoreio de igrejas, até o dia de hoje. Foi também professor em três escola teológicas diferentes, durante um período de 15 anos. Quanto ao Sr. Akiva que experiência tem em pastorear alguma igreja?

4. Sua afirmação de que não abençoamos a ninguém além de gratuita é mentirosa conforme podemos provar por esse simples testemunho retirado dos comentários do blog:

"Caro Irmão Alex, graça e paz.

Fico feliz por sua postura profética em relação aos falsos mestres que, por meio de falsas doutrinas, levam muitos ao engano, parecendo até que estão certos, mas que por fim, por não gerarem frutos, hão de perceber que o problema consiste em não terem sido ensinados corretamente por pessoas sérias e comprometidas com ensino bíblico de qualidade.

Seus textos são excelentes e através deles também me alimento, sem o medo de sofrer qualquer ''engasgo''.

Também sou educador cristão com Pós em Ciências da Religião e Mestrado em Educação Religiosa. Sou Pastor - plantador de igreja na Austrália, lugar onde resido.

Que vá bem a tua alma",

5. Uma das acusações mais fáceis de serem feitas, especialmente por pregadores itinerantes é que seus críticos não ganham almas para Jesus. Outra acusação falsa e gratuita. Como pode saber? E isso é uma questão reservada a Deus. Afinal de contas, não queremos perder nosso galardão. E o sr. Akiva, quantas almas costuma ganhar já que prega apenas para audiências compostas, na sua maioria, por pessoas que pensam que já são crentes?

6. A acusação de que escrevemos com maldade e sem responsabilidade também é gratuita e mentirosa. Não existe maldade em denunciar mentiras e falsos ensinamentos. Também não somos irresponsáveis, porque temos responsabilidade diante de Deus de defender a verdade que foi dada aos santos.

7. Akiva não consegue esconder seu sentimento de superioridade quando constata, com grande tristeza, que pessoas simples, como esse escriba aqui, conseguem ser ouvidas, mesmo quando contradizem o "grande Akiva".

8. Depois, Akiva cheio de autopiedade fala dos sacrifícios que faz para ajudar as pessoas. Mas que tipo de sacrifício é esse quando cobra para pregar, para ministrar seus seminários, quando vende seus DVD's, CD's, livros e bugigangas mil, tais como panos de oração, cópias da arca da aliança e outras peças que servem apenas para incentivar a superstição das pessoas e agora sim, não servem para abençoar ninguém de verdade, de acordo com a Bíblia.

9. Em todos os nossos 12 artigos analisando o que Akiva ensina e prega nunca nos atrevemos a chamá-lo de "MARGINAL", mas é assim que ele nos retrata - nos chama de MARGINAIS -, sem nunca ter lido algo que escrevemos e procurar dar uma resposta que prove que estamos errados. Ele não se importa em fazer isso porque se considera muito superior a nós e imagina que recebe revelações vindas de Deus, quando é fácil perceber a influência da Cabala e do Talmude em suas mensagens, quase todas centradas no Antigo Testamento.

10. Sua acusação de que desejamos destruir seu ministério por inveja também é falsa. O fim do seu ministério está nas mãos de Deus e isso irá acontecer mais cedo ou mais tarde, e não depende de nenhum artigo nosso. Também não temos nenhuma inveja do sr. Akiva, até porque não vemos nele nada que possamos desejar. Ele tem seu trabalho e nós temos nosso ministério e nosso único desejo é seguir a recomendação do apóstolo Paulo em

1 Coríntios 4:2

Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.

3. O OUTRO LADO DOS DESABAFOS

A grande verdade é que a maioria dos fãs do sr. Akiva está pouco se lixando para o que os críticos escrevem. Eles dedicam uma devoção absoluta àquele que chamam de "mestre", "pastor" e etc. Mas o fato de fazer os desabafos que fez acima e o tom usado nos mesmos, levou muitos dos seus seguidores a procurarem conhecer ou conhecer melhor as críticas e acabaram descobrindo coisas pelas quais realmente não esperavam. Portanto, o desabafo parece que está tendo um efeito contrário ao que Akiva esperava. Muitos estão despertando para o fato que seu adorado mestre pode sofrer de agudas crises de estresse, de descontrole com as palavras e de uma profunda e doentia AUTOPIEDADE!. Com isso muitos têm estado desapontados e já deixaram de ser seus seguidores para voltarem a seguir a Jesus Cristo.

Nossa oração pelo sr. Akiva e seus seguidores é que Deus tenha misericórdia deles, abrindo-lhes os olhos e fazendo-os voltar para o nosso Deus porque DEUS É RICO EM PERDOAR.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

RESPOSTAS PARA OS ARGUMENTOS A FAVOR DA ORDENAÇÃO DE MULHERES


Crescente no meio evangélico, ordenação de mulheres ao pastorado causa polêmica entre cristãos

Nosso quarto artigo tratando da ordenação de mulheres é uma transcrição do material publicado pelo irmão Augustus Nicodemos Lopes no site “O TEMPORA! O MORES! Nele nós vamos encontrar diversas respostas aos argumentos mais comuns apresentados a favor da ordenação de mulheres aos ministérios pastorais das igrejas.

NOTE BEM: O ARTIGO ABAIXO NÃO REPRESENTA, NECESSARIAMENTE, A POSIÇÃO DO BLOG O GRANDE DIÁLOGO E ESTÁ SENDO PUBLICADO DENTRO DO NOSSO INTERESSE DE OFERECER AOS NOSSOS LEITORES A OPORTUNIDADE DE CONHECER AS DIVERSAS POSIÇÕES ACERCA DESSE DELICADO ASSUNTO.

Respostas a Argumentos Usados em Favor da Ordenação de Mulheres

Oferecemos aqui respostas aos argumentos geralmente empregados em favor da ordenação de mulheres para o ministério pastoral.

1.     Deus não criou originalmente o homem e a mulher iguais? Qual a base, pois, para impedir que a mulher seja ordenada?

Resposta: De fato, lemos em Gênesis 1 que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Entretanto, lemos no relato mais detalhado de Gênesis 2 que Deus lhes atribuiu papéis diferentes, dando ao homem o papel de liderar e cuidar da mulher e à mulher o papel de ser sua ajudadora, em submissão. Esta diferenciação é percebida por Paulo na ordem em que foram criados (primeiro o homem e depois a mulher, 1Tm 2.13), na forma como foram criados (a mulher foi criada do homem, 1Co 11.8) e no propósito para o que foram criados (a mulher foi criada por causa do homem, 1Co 11.9). A igualdade da criação, portanto, não anula a diferenciação de funções estabelecida na própria criação.

2.     A subordinação feminina não é parte da maldição por causa da queda? E Cristo não aboliu a maldição do pecado? Por que, então, as mulheres cristãs não podem exercer o ministério em igualdade com os homens?

Resposta: Sem dúvida um dos castigos impostos por Deus à mulher foi o agravamento da sua condição de submissão. Entretanto, a subordinação feminina tem origem antes da queda, ainda na própria criação. O homem não foi feito da mulher, mas a mulher foi feita do homem. O homem não foi criado por causa da mulher, mas sim a mulher por causa do homem (1Co 11.8-9). Quanto à obra de Cristo, lembremos que seus efeitos não são total e exaustivamente aplicados por Deus aqui e agora. Por exemplo, mesmo que Cristo já tenha vencido o pecado e a morte, ainda pecamos e morremos. Outros efeitos da maldição impostos por Deus após a queda ainda continuam, como a morte, o sofrimento no trabalho e o parto penoso das mulheres. Além do mais, desde que os diferentes papéis do homem e da mulher já haviam sido determinados na criação, antes da queda, segue-se que continuam válidos. O que o Cristianismo faz é reformar esta relação de submissão para que a mesma seja exercida em amor mútuo e reflita assim mais exatamente a relação entre Cristo e a Igreja.

3.     Há abundantes provas na Bíblia de que as mulheres desempenharam papéis cruciais, ocupando funções de destaque e sendo instrumento de bênção para o povo de Deus. Isto não prova que elas, hoje, podem ser ordenadas e exercer liderança?

Resposta: Estas provas demonstram apenas a tremenda importância do ministério feminino, mas não a existência do ministério feminino ordenado. Nenhuma destas mulheres era apóstola, pastora, presbítera ou diaconisa. Jesus não chamou nenhuma mulher para ser apóstola. As qualificações dos pastores em 1Timóteo 3 e Tito 1 deixam claro que era função a ser exercida por homens cristãos. O fato de que as mulheres sempre foram extremamente ativas e exerceram muitas e diferentes atividades e serviços na Igreja Cristã não traz como corolário que elas tenham sido, ou tenham que ser, ordenadas para tal.

4.     Há evidência na Bíblia de que Hulda, Débora, Priscila e Febe eram líderes e exerciam autoridade. Isto não é prova bíblica suficiente para ordenação de mulheres?

Resposta: Há dois pontos a se ter em mente quanto ao ministério destas mulheres:

(1) O fato de que a Bíblia descreve como Deus usou determinadas pessoas em épocas específicas para propósitos especiais não faz disto uma norma. Lembremos da utilíssima distinção entre o descritivo e o normativo na Bíblia. Deus usou o falso profeta Balaão (Nm 22.35). O desobediente rei Saul também profetizou em várias ocasiões (1Sm 10.10; 19.23), bem como os mensageiros que enviou a Samuel (1Sm 19.20,21). A descrição destes casos não estabelece uma norma a ser seguida pelas igrejas na ordenação de oficiais. O fato de que Deus transmitiu sua mensagem através de uma mulher não faz dela um oficial da Igreja. Há outros requisitos no Novo Testamento para o oficialato conforme lemos nas especificações explícitas que temos em 1Timóteo 3 e Tito 1.

(2) Os profetas de Israel não recebiam um ofício mediante imposição de mãos para exercer uma autoridade eclesiástica oficial. Os reis e sacerdotes, ao contrário, eram “ordenados” para aquelas funções e as exerciam com autoridade. Não há sacerdotisas “ordenadas” em Israel, pelo menos nas épocas onde prevalecia o culto verdadeiro. Hulda foi uma profetiza em Israel, recebendo consultas em sua casa (2Re 22.13-15). A mesma coisa pode ser dita de Débora, que foi juíza em Israel numa época em que não havia reis e nem o sacerdócio funcionava, quando todos faziam o que parecia bem aos seus olhos. Seu ministério foi uma denúncia da fraqueza e falta de coragem dos homens daquela época (Jz 4.4-9; compare com Is 3.12). Sobre Priscila, sua liderança parece evidente, porém menos evidente é se ela era pastora ou presbítera. Quanto à Febe, ver a pergunta sobre ela mais adiante.

5.     Podemos afirmar que o patriarcado, conforme o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, é uma instituição nociva e perversa que denigre, inferioriza e humilha a mulher?

Resposta: O patriarcado, como o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, não é simplesmente uma afirmação da masculinidade, não é jamais sinônimo de domínio macho ou um sistema de valores no qual o homem trata a mulher com descaso, desvalorizando-a e super valorizando-se. Muito menos sinônimo de exploração e domínio, como afirma o feminismo. Patriarcado é o sistema no qual os pais cuidam de suas famílias. A imagem do pai no Velho Testamento não é primariamente daquele que exerce autoridade e poder, mas do amor adotivo, dos laços pactuais de bondade e compaixão. Somente nas Escrituras hebraicas podemos encontrar um Deus Pai Todo-Poderoso e Todo-Bondoso. Os patriarcas refletem a paternidade de Deus, ainda que muito pobremente. O Deus dos Hebreus não é como os deuses masculinos irresponsáveis das culturas pagãs das cercanias de Israel, porque ele jamais abandona os filhos que gera, antes, deles cuida. Os patriarcas seguem o exemplo de Deus. Naquela cultura ensinava-se ao homem judeu que ele não era simplesmente um animal, agressivo, assertivo e violento, mas pai, cuja agressividade deveria ser transformada pela responsabilidade, que haveria de manifestar a gentileza e o cuidado pelos filhos e a expressão da completa masculinidade, que haveria de se unir com o ser feminino e o mundo feminino da família, ainda que mantivesse a separação necessária para o exercício da autoridade. O machismo é uma versão deturpada de alguns aspectos do patriarcado, e oprime as mulheres. Devemos lutar contra o machismo, e não deixar de reconhecer a verdade sobre o patriarcado.

6.      Febe não era uma diaconisa, conforme Romanos 16.1-2? Isto não prova que as mulheres podem exercer autoridade eclesiástica na Igreja?

Resposta: Temos de considerar os seguintes aspectos.

(1) Não é claro se Febe era realmente uma diaconisa. Muito embora no original grego Paulo empregue o termo “diácono” para se referir a ela, lembremos que este termo no Novo Testamento nem sempre significa o ofício de diácono. Pode ser traduzido como servo, ministro, etc. Portanto, nossa tradução “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia” é perfeitamente possível e não é uma tradução preconceituosa.

(2) Mesmo que houvesse diaconisas na Igreja apostólica, é certo que elas não exerceriam qualquer autoridade sobre as igrejas e sobre os homens – a presidência era dos presbíteros, cf. 1Tm 5.17; o trabalho delas seria provavelmente com outras mulheres (Tt 2.3-4) e relacionado com assistência aos pobres. É interessante que a primeira referência que existe na história da Igreja sobre o trabalho de mulheres, diz assim: “A mulher deve servir às mulheres” (Didascalia Apostolorum). Isto queria dizer que elas instruíam as outras que iam se batizar, ajudavam no enterro de mulheres, cuidavam das pobres e doentes. Não há qualquer indício de que tais mulheres eram ordenadas para o exercício da autoridade eclesiástica.

7.     O que fazer quando mulheres possuem visão pastoral, liderança, habilidades para o ensino ou capacidade administrativa, dons de evangelismo ou profecia?

Resposta: Que exerçam estas habilidades e dons dentro das possibilidades existentes nas Igrejas. Elas não precisam ser ordenadas para desenvolver seus ministérios e manifestar seus dons.

8.     A resistência em ordenar mulheres hoje não decorre da reafirmação através dos séculos da inferioridade da mulher, feita por importantes teólogos e líderes da Igreja?

Resposta: A Igreja deve andar pelo ensino das Escrituras Sagradas. Se teólogos e líderes antigos defenderam idéias erradas sobre a inferioridade da mulher, cabe à Igreja corrigi-las à luz das Escrituras, que mostram que Deus criou o homem e a mulher iguais. Porém, corrigir os erros dos antigos neste ponto não significa ordenar mulheres, pois aí estaríamos cometendo outro erro. Certamente as mulheres não são e nunca foram inferiores aos homens, mas daí a abolirmos os papéis distintos que lhes foram determinados por Deus na criação vai uma grande distância.

9.      Existe algum texto na Bíblia que diga claramente “é proibido que as mulheres sejam ordenadas ao ministério”?

Resposta: Nenhuma das passagens usadas contra a ordenação feminina diz explicitamente que mulheres não podem ser ordenadas ao ministério. Entretanto, todas elas impõem restrições ao ministério feminino, e exigem que as mulheres cristãs estejam submissas à liderança cristã masculina. Essas restrições têm a ver primariamente com o ensino por parte de mulheres nas igrejas. Já que o governo das igrejas e o ensino público oficial nas mesmas são funções de presbíteros e pastores (cf. 1Tm 3.2,4-5; 5.17; Tt 1.9), infere-se que tais funções não fazem parte do chamado cristão das mulheres. Ainda, se o argumento do silêncio for usado, ele se vira contra a ordenação feminina, pois não há texto algum que diga que as mulheres devem ser ordenadas ao ministério da Palavra e ao governo eclesiástico, enquanto que as Escrituras atribuem ao homem cristão o exercício da autoridade eclesiástica e na família.

10.  Se as mulheres recebem os mesmos dons espirituais que os homens, não é uma prova de que Deus deseja que elas sejam ordenadas ao ministério?

Resposta: Não. As condições para o oficialato na Igreja apostólica estão prescritas em 1Timóteo e Tito 

1. Percebe-se que o dom do ensino é apenas um dos requisitos. Há outros, como por exemplo, governar a própria casa e ser marido de uma só mulher, que não podem ser preenchidos por mulheres cristãs, por mais dons que tenham.

11. O ensino de Paulo sobre as mulheres na Igreja se aplica hoje? Não estava ele influenciado pela cultura daquela época, que era muito diferente da nossa?

Resposta: É necessário fazer a distinção entre o princípio teológico supra cultural e a expressão cultural deste princípio. Há coisas no ensino de Paulo que são claramente culturais, como a determinação para o uso do véu em 1Coríntios 11. Porém, enquanto que o uso do véu é claramente um costume cultural, ao mesmo tempo expressa um princípio que não está condicionado a nenhuma cultura em particular, que é o da diferença funcional entre o homem e a mulher. O que Paulo está defendendo naquela passagem é a vigência desta diferença no culto público — o véu é apenas a forma pela qual isto ocorreria normalmente em cidades gregas do século I. Notemos ainda que Paulo defende a participação diferenciada da mulher no culto usando argumentos permanentes, que transcendem cultura, tempo e sociedade, como a distribuição ou economia da Trindade (1Co 11.3) e o modo pelo qual Deus criou o homem (1Co 11.8-9).

12.  Paulo escreveu suas cartas para atender a problemas locais e específicos. Como podemos aplicar hoje o que Paulo escreveu, se a situação e o contexto são diferentes?

Resposta: Quase todos os livros do Novo Testamento foram escritos em resposta a uma situação específica de uma ou mais comunidades cristãs do século I, e nem por isto os que querem a ordenação feminina defendem que nada do Novo Testamento se aplica às igrejas cristãs de hoje. A carta aos Gálatas, por exemplo, onde Paulo expõe a doutrina da justificação pela fé somente, foi escrita para combater o legalismo dos judaizantes que procuravam minar as igrejas gentílicas da Galácia, em meados do século I. Ousaríamos dizer que o ensino de Paulo sobre a justificação pela fé não tem mais relevância para as igrejas do final do século XX, por ter sido exposto em reação a uma heresia que afligia igrejas locais no século I? O ponto é que existem princípios e verdades permanentes que foram expressos para atender a questões locais, culturais e passageiras. Passam as circunstâncias históricas, mas o princípio teológico permanece. Assim, o comportamento inadequado das mulheres das igrejas de Corinto e de Éfeso, às quais Paulo escreveu determinando que ficassem caladas na Igreja, foi um momento histórico definido, mas os princípios aplicados por Paulo para resolver os problemas causados por estas atitudes permanecem válidos. Ou seja, o ensino de que as mulheres devem estar submissas à liderança masculina nas igrejas e na família, sem ocupar posições de liderança e governo, é o princípio permanente e válido para todas as épocas e culturas.

13. Onde está na Bíblia que somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos?

Resposta: Os textos mais explícitos da Bíblia são Atos 6.1-7; 1Timóteo 2.11-15; 1Coríntios 14.34-36 e 1Coríntios 11. 2-16. Algumas destas passagens foram analisadas com mais profundidade em outra parte deste artigo. Além disto, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é cabeça na família (Efésios 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja.

14.  Onde está na Bíblia que os homens devem ser o cabeça da família?

Resposta: Há diversas passagens no Novo Testamento onde se trata dos papéis do homem e da mulher na família: Efésios 5.21-33; Colossenses 3.18-19; 1 Pedro 3.1-7; Tito 2.5. Em todos eles, a liderança da família é atribuída ao homem.

15.  Os argumentos usados hoje para defender a submissão da mulher não são os mesmos usados no século passado por muitos cristãos para defender a escravidão?

Resposta: O fato de que no passado a Bíblia foi usada de forma errada para defender a escravidão não significa que a defesa da subordinação feminina seja igualmente feita de forma errada. Não devemos pensar que a relação entre o homem e a mulher na família e na igreja está no mesmo pé de igualdade que a escravidão. Primeiro, os papéis distintos do homem e da mulher estão enraizados na própria criação, enquanto que a escravidão não está. Segundo, o fato de que Paulo faz recomendações aos escravos cristãos para que sejam bons escravos não significa que ele aprovava a escravidão. Na verdade, as recomendações que ele dá aos cristãos que eram donos de escravos já traziam embutidas a idéia da dissolução do sistema de escravidão (Fm 16; Ef 6.9; Cl 4.1; 1Tm 6.1-2).

16.  Havia uma mulher chamada Júnias que Paulo considera como apóstola, em Romanos 16.7. Se havia apóstolas, por que não pastoras, presbíteras e diaconisas?

Resposta: A passagem diz o seguinte: “Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim” (Rm 16.7). Não é tão simples assim deduzir que Júnias era uma apóstola. Há várias questões relacionadas com a interpretação deste texto. Júnias é um nome masculino ou feminino? Existe muita disputa sobre isto, embora a evidência aponte para um nome masculino. Outra coisa, a expressão “notável entre os apóstolos” significa que Júnias era um dos apóstolos, já antes de Paulo, e um apóstolo notável, ou apenas que os apóstolos, antes de Paulo, tinham Júnias em alta conta? A última possibilidade é a mais provável. Em última análise, só podemos afirmar com certeza, a partir de Romanos 16.7, que, quem quer que tenha sido, Júnias era uma pessoa tida em alta conta por Paulo, e que ajudou o apóstolo em seu ministério. Não se pode afirmar com segurança que era uma mulher, nem que era uma “apóstola”, e muito menos uma como os Doze ou Paulo. A passagem não serve como evidência bíblica para a ordenação feminina no período apostólico. E essa conclusão está em harmonia com o fato de que Jesus não escolheu mulheres para serem apóstolos. Não há nenhuma referência indisputável a uma “apóstola” no Novo Testamento.

17.  O Novo Testamento diz que, em Cristo, não há homem nem mulher, todos são iguais diante de Deus (Gl 3.28). Proibir as mulheres de serem oficiais da Igreja não é fazer uma distinção baseada em sexo?

Resposta: Não se pode discordar de que o Evangelho é o poder de Deus para abolir as injustiças, o preconceito, a opressão, o racismo, a discriminação social, bem como a exploração machista. E nem se pode discordar de que Cristo veio nos resgatar da maldição imposta pela queda. A pergunta é se Paulo está falando da abolição da subordinação feminina e de igualdade de funções nesta passagem. Está o apóstolo dizendo que as mulheres podem exercer os mesmos cargos e funções que os homens na Igreja, já que são todos aceitos sem distinção por Deus através de Cristo, pela fé? Entendemos que a resposta é não. Gálatas 3.28 não está ensinando a igualdade para o exercício de funções, mas a unidade de todos os cristãos em Cristo. Veja a análise desta passagem acima.

18.  O conceito da submissão feminina ensinado na Bíblia não acarreta inevitavelmente o conceito de que o homem é melhor e superior à mulher?

Resposta: Infelizmente muitos têm chegado a esta conclusão, mas ela certamente é equivocada. O ensino bíblico é que Deus criou homem e mulher iguais, porém com diferentes atribuições e funções. A Bíblia ensina que Deus tem autoridade sobre Cristo, Cristo tem autoridade sobre o homem, e o homem tem autoridade sobre a mulher. É uma cadeia hierárquica que começa na Trindade e continua na igreja e na família. Podemos inferir (guardadas as devidas proporções) que, da mesma forma como a subordinação de Cristo ao Pai não o torna inferior — como afirma a fé reformada em sua doutrina da Trindade — a subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisto haja qualquer desvalorização ou inferiorização da mulher. Em várias ocasiões o Novo Testamento determina que os crentes se sujeitem às autoridades civis (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Em nenhum momento, entretanto, este mandamento implica que os crentes são inferiores ou têm menos valor que os governantes. Igualmente, os filhos não são inferiores aos seus pais, simplesmente porque devem submeter-se à liderança deles (Ef 6.1). O conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja.

19. Em 1Timóteo 3.11, ao descrever as qualificações do diácono, Paulo se refere às mulheres: “Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo”. Este versículo não prova que havia diaconisas nas igrejas apostólicas?

Resposta: Não necessariamente. Esta passagem tem sido entendida de diferentes modos: (1) Paulo pode estar se referindo às mulheres dos diáconos (Calvino). Porém, ele emprega para elas a expressão “é necessário” (1Tm 3.11), que foi a mesma que empregou para os presbíteros (3.2) e os diáconos (3.8), ao descrever suas qualificações. Logo, não nos parece que o apóstolo se refira às mulheres dos diáconos. (2) Paulo pode estar se referindo à todas as mulheres da igreja; entretanto, é bastante estranho que ele tenha colocado instruções para todas as mulheres bem no meio das instruções aos diáconos! (3) Paulo pode estar se referindo às assistentes dos diáconos, mulheres piedosas, que prestavam assistência em obras de misericórdia aos necessitados das igrejas (Hendriksen). (4) Paulo se referia à diaconisas. Porém, é no mínimo estranho que Paulo não empregou o termo apropriado para descrever a função delas (diaconisas), já que ele vinha falando de presbíteros e diáconos. A opção 3 nos parece a melhor e mais provável: havia mulheres piedosas nas igrejas apostólicas, não ordenadas como “diaconisas”, que ajudavam os diáconos nas obras de misericórdia, trabalhando diretamente com as mulheres carentes e necessitadas. É a estas que Paulo aqui se refere.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


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Alexandros Meimaridis

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