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sexta-feira, 14 de julho de 2017

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — CARACTERÍSTICAS — 001

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Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

II. O EVANGELHO DE MARCOS

O Evangelho de Marcos atravessou os séculos praticamente ignorado, até tronar-se central nas discussões levantadas pela chamada crítica textual do século XIX. Comentários antigos em Marcos são raros, o que indica claramente que o mesmo tinha um apelo muito pequeno. Mateus era considerado bem mais importante e, como Marcos era visto apenas como uma reprodução menor de Mateus, não é à toa que o mesmo era ignorado. Todavia, essa abordagem não era parte da postura da igreja primitiva acerca de Marcos já que o mesmo era considerado como sendo o registro feito por Marcos das reminiscências do apóstolo Pedro. Marcos alcançou uma posição de destaque nas discussões acerca dos evangelhos ao ser colocado no centro do chamado Problema Sinótico — falaremos acerca desse problema mais adiante.

A. CARACTERÍSTICAS

1. Um Evangelho de Ação

Não é difícil para nenhum leitor perceber que para Marcos a ação é mais importante que o discurso. Os ensinamentos de Cristo são sempre apresentados no contexto de algum tipo de narrativa. A história se move em passos rápidos até culminar na crucificação de Jesus. Alguns exemplos do que estamos falando serão suficientes para estabelecer esse fato:
a. Marcos descreve como o telhado de uma casa foi removido para que um paralítico pudesse ser colocado diante de Jesus — Marcos 2:4.

b. Marcos descreve Jesus dormindo com sua cabeça sobre um travesseiro dentro de um barco em meio a uma forte tormenta — Marcos 4:37—38.

c. Marcos nos fala de como a multidão foi ordeiramente dividida e assentada quando da multiplicação dos pões e dos peixes — Marcos 6:39.

d. Marcos descreve a forma como um surdo-mudo foi curado por Jesus, isto é, como Jesus colocou seu dedo no ouvido e também na língua do homem — Marcos 7:33.

e. Marcos descreve a restauração gradual da vista a um cego — Marcos 8:23—25.

f. Marcos descreve como Pedro estava se aquecendo junto com os servos da casa do sumo sacerdote — Marcos 14:54.

É óbvio que todas estas descrições são fruto de alguém que, certamente, foi testemunha ocular do que está sendo dito, mas existem opiniões ao contrário, que discutiremos adiante.

Marcos não tem um prólogo, ou melhor, tem um prólogo brevíssimo — Marcos 1:1 — e já inicia seu evangelho com o aparecimento de João Batista. Depois da narrativa envolvendo João Batista, inclusive o relacionamento dele com Jesus por ocasião do batismo do Senhor, Marcos mergulha imediatamente no ministério de Jesus e nos confrontos com mos fariseus que se estenderão por todo o evangelho, culminando com a crucificação de Jesus. O Evangelho de Marcos tem as seguintes divisões principais:

PRÓLOGO E A MISSÃO DE JOÃO BATISTA — MARCOS 1:1—13.

A FASE INICIAL DO MINISTÉRIO DE JESUS — MARCOS 1:14  — 3:6.

A FASE TARDIA DO MINISTÉRIO NA GALILEIA — MARCOS 3:7 — 6:13.

JESUS SE RETIRA DA GALILEIA — MARCOS 6:14 — 8:30.

A VIAGEM ATÉ JERUSALÉM — MARCOS 8:31 — 10:52.

MINISTÉRIO EM JERUSALÉM — MARCOS 11:1 — 13:37.

A NARRATIVA DA PAIXÃO — MARCOS 14:1 — 15:47

A RESSURREIÇÃO DE JESUS — MARCOS 16

Usando o esboço acima sugerimos que os leitores leiam o Evangelho de Marcos. A leitura do evangelho completa leva cerca de 90 minitos.

Marcos é, fundamentalmente, uma narrativa concreta da fida de Jesus. Ele nos conta as ações do Mestre de uma forma bastante objetiva. O evangelho está, praticamente, desprovido de apelos emocionais e o conteúdo dos ensinamentos de Jesus é bem menor do que aquele que encontramos nos outros evangelhos sinóticos de Mateus e Lucas. Os ensinamentos de Jesus em Marcos são breves afirmações que sempre fazem parte de alguma narrativa. E apesar de termos muitos desses ensinamentos nesse evangelho, é bem evidente que Marcos está bem mais interessado nas ações do que nos ensinamentos de Jesus propriamente ditos. Por esse motivo, o conteúdo de Marcos não está muito envolvido em debates teológicos. Para os que tiverem interesse nesse tipo de abordagem de Marcos, recomendamos o excelente livro de Ralph Martin Mark Evangelist and Theologian da série Contemporary Evagelicals Perspectives, publicado pela Zondervan Publishing House.  

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003
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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 001 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 001.
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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 2 de junho de 2017

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO A MATEUS — PARTE 012 — O IDIOMA EM QUE MATEUS FOI ESCRITO


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Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. O EVANGELHO DE MATEUS

J. O Idioma em que o Evangelho Mateus Foi Escrito.

O debate que trata da busca para se determinar em que idioma o Evangelho de Mateus foi escrito originalmente prossegue. As duas propostas que permanecem são:
1. Mateus teria escrito seu evangelho originalmente na língua aramaica.

2. Mateus teria produzido seu evangelho no idioma grego.

Entre os defensores que propõem a língua aramaica como o idioma original, nenhum se sobressai tanto quanto o teólogo alemão Joachin Jeremias, morto em 1979.

Jeremias, tomando como base uma discussão anterior a ele mesmo e que continua presente em nossos dias acerca das chamadas Impssissima Vox — o que Jesus falou como está registrado nos evangelhos — e a Ipssissima Verba — a próprias palavras que Jesus teria usado em aramaico — se deu ao trabalho de traduzir o Evangelho de Mateus do grego de volta para o que alegava ser o original em aramaico, com o intuito de descobrir as próprias palavras que Cristo teria utilizado durante seus muitos ensinamentos.

Dentro do grupo de proponentes de um original em aramaico estão outros teólogos[1] que também defendem que o Evangelho de Mateus em aramaico teria sido o primeiro evangelho a ser escrito, do qual Marcos e Lucas estariam dependentes. Uma discussão mais abrangente quanto ao primeiro evangelho que foi escrito será apresentada quando discutirmos a questão envolvendo o que chamado de Problema Sinótico.

Para nós, pessoalmente, achamos que Mateus escreveu seu texto originalmente em grego mesmo, apesar dele não demonstrar amplo domínio da sintaxe literária. Todavia, Mateus foi muito cuidadoso ao evitar o uso de expressões vulgares, algo que poderia ter facilmente acontecido com alguém que não dominava o idioma no qual estava escrevendo. Por outro lado, temos que admitir que como Jesus ensinava em aramaico, existe sim, um background aramaico perceptível no Evangelho de Mateus. Mas não ao ponto defendido por Jeremias e outros.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL
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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 001 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 001.
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[1] Charles, Fox Burney, R. A. Torrey e Mathew Black.

sexta-feira, 3 de março de 2017

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — A DATA DA COMPOSIÇÃO


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Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. O EVANGELHO DE MATEUS

I. A Data da Composição do Evangelho de Mateus

A data em que os evangelhos que temos no Novo Testamento foram escritos é motivo de grandes debates entre os estudiosos. Isso se deve ao fato de que antes de fixar qualquer data, os especialistas estão interessados em determinar, acima de tudo, qual foi o evangelho que foi escrito primeiro. Essa discussão tem a ver com o chamado Problema Sinótico, que será objeto de nossa atenção mais adiante. Todavia, nosso interesse em tentar identificar uma data aproximada para a composição do Evangelho de Mateus, não pode ficar sujeita a discussões secundárias.

Como falamos antes, quando tratamos da autoria dos evangelhos — são todos anônimos — o mesmo se aplica quando vamos falar da data de composição de Mateus: as evidências que temos são escassas. Ideias como as defendidas por Burnett Hillman Streeter[1],  têm influenciado gerações de estudiosos dos evangelhos, especialmente quando argumenta a favor da existência de material secundário — não produzido pelo autor original — no Evangelho de Mateus. Suas afirmações não passam de opiniões desprovidas de fundamento — muita convicção, mas poucas provas. O que Streeter escreveu é controlado, em grande parte por pressuposições que dizem respeito ao valor relativo das fontes utilizadas pelo evangelista. Uma excelente resposta aos argumentos de Streeter pode ser encontrada na obra já mencionada de John A. T. Robinson, de Cambridge, intitulada: Rdating the New Testament.

Outra linha de argumentação semelhante a essa que acabamos de mencionar diz respeito ao conceito que, nós podemos encontrar no Evangelho de Mateus, materiais pontuais que apontam para interesses eclesiásticos ou explicativos que vão muito além do período da igreja primitiva — período que se estende até o ano 100. Mas, como aconteceu antes, a força dos argumentos apresentados está diretamente relacionada ao modo como interpretamos as passagens onde a igreja é mencionada. Se alguém que está trabalhando com o texto de Mateus achar que o Senhor Jesus não poderia ter antecipado o surgimentos da igreja, então qualquer coisa pode ser afirmada acerca das passagens em que a mesma é mencionada no evangelho objeto de nosso interesse. Inclusive, que as mesmas foram produzidas em outra época fora do período coberto pela igreja primitiva. Mas a realidade é que o caráter de Jesus nos permite entender que Ele, não somente enxergou a existência futura da igreja cristã, como fez provisões adequadas para a mesma.

A capacidade de Jesus de conhecer o futuro é tão ignorada por muitos estudiosos modernos do evangelho, a ponto das datas de composição de Mateus, Marcos e Lucas serem todas emboladas ao redor da discussão da data original da produção de Marcos. A negação da capacidade de Jesus enxergar o futuro é, geralmente, apresentada mediante o uso dos seguintes argumentos:

1. Como Cristo era incapaz de saber o futuro, assim é o argumento, segue-se que o Evangelho de Marcos foi produzido apenas alguns anos antes da destruição de Jerusalém. Para justificar esse argumento usam-se as seguintes referências: Marcos 13 e Mateus 24:15.

2. Mateus certamente fez uso de Marcos, portanto, foi escrito depois da queda de Jerusalém.

3. Uma vez que tanto Inácio de Antioquia — morto no ano 110 — como o Didaquê — ou Ensino dos Doze Apóstolos — parecem fazer menção ao Evangelho de Mateus, tal menção pode indicar que Mateus alcançou uma notoriedade maior que Marcos, apesar desse último ter sido escrito primeiro.

4. Portanto, a data mais provável para a composição de Mateus pode ser fixada entre os anos 80—100. Essa é a opinião de muitos estudiosos.

O próprio Streeter, mencionado acima, aponta para o ano 85, mas admite que não tem como provar, matematicamente, sua afirmação.

Todavia, se admitirmos que Jesus era capaz de prever o futuro, incluindo a queda de Jerusalém então, o suporte principal de sustentação acerca da data da composição de Marcos desaba e outros dados podem ser utilizados para a fixação das datas de composição, tanto de Mateus como de Marcos. Entretanto, temos que admitir que existe pouco ou quase nenhum material dentro dos próprios evangelhos que possa nos ajudar na fixação das datas de composição dos mesmos. Todas as tentativas, nunca deixarão de ser apenas suposições.  

Essa é uma questão que, por enquanto, precisar ser deixada como não resolvida. Assim, devemos afirmar que a definição de uma data precisa para a composição do Evangelho de Mateus afeta muito pouco nosso entendimento do mesmo.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/introducao-ao-novo-testamento-estudo.html

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 001 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 001.
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[1] B. H. Streeter. The Four Gospels: A Study of the Origins. London, Macmillan, 1956.