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domingo, 25 de junho de 2017

OS INIMIGOS DO PAPA FRANCISCO I


Arautos do Evangelho. Foto: Blog Acadêmico Arautos

A reportagem abaixo foi publicada pela revista ISTOÉ e é de autoria de Débora Crivelaro.

Os inimigos do papa

Crédito: Divulgação
GUIA: Monsenhor João Clá, 77 anos, fundador dos Arautos do Evangelho: líder religioso renunciou ao cargo após escândalo (Crédito: Divulgação)

Quem são os Arautos do Evangelho, organização católica formada a partir da TFP e liderada por um religioso que promove cultos à revelia do Vaticano e afirma que Francisco serve ao demônio.

Crédito: Divulgação

Débora Crivellaro

Em uma sala, trajados com túnica medieval bege, ornada com desenho de uma grande cruz vermelha de cano longo e portando um rosário na cintura, vários homens ouvem atentamente a um senhor muito idoso, que fala com dificuldade, sentado numa cadeira de espaldar alto.

Ele faz intervenções à leitura de outro homem, que está em pé, à sua direita, e recita dezenas de folhas, cujo conteúdo seria uma sessão de exorcismo. A seguir, algumas “declarações” dadas pelo demônio, por meio da voz da pessoa possuída, por intervenção de um sacerdote: “Dr. Plínio (Corrêa de Oliveira, fundador da Tradição, Família e Propriedade e morto em 1995) está sentado à esquerda da Virgem… Ele tem o controle sobre o mundo porque ele é a ordem do Universo … Dr. Plínio esmaga a minha cabeça: eu morro de inveja dele … Ele faz com que os trabalhos do monsenhor (João Clá, fundador dos Arautos do Evangelho) deem certo…” A leitura da sessão de exorcismo continua, com intervenções do monsenhor João (o idoso que lidera a reunião), muitas gargalhadas, questionamentos e observações.

Em dado momento, o diabo anuncia que a América do Norte irá desaparecer, por meio da ação de um meteorito. O sacerdote exorcista pergunta: “E a Europa, será atingida? E o Vaticano?” No que vem a revelação, seguida de interjeições de espanto: “O Vaticano já é meu, a cabeça do Vaticano é minha. Ele (o papa) é um estúpido, me obedece em tudo e ama a glória. Ele é uma alma estúpida, que me serve…” Um dos presentes ao encontro ainda questiona se esse “demônio” é capaz de entrar no Vaticano, ao que o monsenhor responde, imediatamente: “Ele é o demônio mais capaz que já existiu entre nós, pois está sendo obrigado a dizer.”

A leitura, em voz alta, e algo teatralizada, continua. “…Dr. Plínio está incentivando a morte do papa”, afirma o demônio. “Mas não vou deixar que ele morra…” O diabo anuncia, também, que Francisco irá morrer dentro do Vaticano, ao escorregar e bater a cabeça. E que seu sucessor não será “subordinado” a ele. Revela, inclusive o nome: o esloveno Frank Rodé, que já declarou que o pontífice argentino é muito “de esquerda”.

A reunião que descreveu a sessão de exorcismo durou mais de duas horas e foi gravada em vídeo. Ela aconteceu no início do ano passado, mas só foi divulgada há duas semanas, por meio do vaticanista italiano Andrea Tornieli, do blog “Vatican Insider”, pertencente ao jornal “La Stampa”.

A veiculação já causou estragos. Monsenhor João, antes intocável, divulgou sua saída do comando do grupo, que está presente em dezenas de países, mas cuja sede é no Brasil. E a Santa Sé designou o cardeal brasileiro João Braz de Aviz, atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, para investigar os Arautos, que, pasmem, são uma sociedade de vida apostólica. Reconhecida oficialmente pelo Vaticano. Eles também são suspeito de promover culto a Plínio Correa de Oliveira, sua mãe, Dona Lucilia, e ao próprio monsenhor João.

APURAÇÃO Acima, papa Francisco, que designou um cardeal brasileiro para investigar sociedade (Crédito:Divulgação)

A Sociedade Clerical de Vida Apostólica Vergo Flos Carmeli, mais conhecida como os “Arautos do Evangelho”, é uma dissidência da Tradição, Família e Propriedade (TFP), fundada pelo advogado Plínio Corrêa de Oliveira (1908-1995) em 1960.

Ela foi criada pelo monsenhor João Scornamiglio Clá Dias, secretário particular de Corrêa, quatro anos após a sua morte, como resultado de brigas com os fundadores da TFP. Ao contrário da primeira organização, que tinha um perfil ultra-direita, mas uma agenda mais política, que costumava lutar contra o comunismo, o aborto e o divórcio, entre outros temas, os Arautos se tornaram uma sociedade mais voltada a assuntos religiosos.

Tanto que tinham como líder um monsenhor. E postularam o reconhecimento do Vaticano, no pontificado de João Paulo II (1920-2005) para avalizar sua identidade. Esse mesmo grupo decretou que o papa Francisco está possuído pelo demônio.

Que a ala conservadora franze a testa para o argentino Bergoglio já se sabe há muito tempo. Mas uma coisa é uma indisposição intelectual. Outra é o que se viu no vídeo da sociedade liderada por monsenhor João. O desconforto é tanto que há um pacto de silêncio entre os católicos. Procuradas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a Nunciatura Apostólica se recusaram a dar declarações sobre o tema. “Esse caso é confuso, não está claro nem de um lado, nem de outro. Falta bastante conhecimento de fato”, diz um teólogo que prefere não se identificar.

DEVOÇÃO: O advogado Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP e maior inspiração dos Arautos (Crédito:Juan Esteves/Folhapress)

O golpe logo foi sentido na sede dos Arautos, em São Paulo. O superior geral monsenhor João Clá resolveu renunciar ao cargo na sexta-feira 2 de junho, mas anunciou a decisão na segunda-feira 12. A alegação é que, ao chegar aos 77 anos, lhe pareceu justo deixar sua função, a fim de que um filho seu (um padre da instituição) “possa conduzir a Obra à perfeição desejada por Nossa Senhora”. Após a saída de seu líder, os Arautos divulgaram uma nota desmentindo as informações divulgadas pelo italiano Andrea Tornieli e desqualificando o vaticanista, um dos mais prestigiados do mundo.

Os soldados de Cristo

Sociedade Clerical de Vida Apostólica Vergo Flos Carmeli: Arautos do Evangelho

Fundador: Monsenhor João Scornamiglo Clá Dias

Fundada: oficialmente em 2001, com a aprovação do papa João Paulo II

Elevada à sociedade de vida apostólica em 2009, por Bento XVI

Está presente em: 78 países

Tem: 200 sacerdotes

Composta: de 2820 homens e 1260 mulheres, além de 50.557 famílias e membros solidários

Os arautos usam uniforme de estilo militar medieval, túnica bege, ornada com desenho de uma grande cruz de cano longo e um rosário na cintura.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:

http://istoe.com.br/os-inimigos-do-papa/

A entidade nega terminantemente o conteúdo acima em seu site que pode ser acessado por meio do link abaixo:



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Alexandros Meimaridis

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sábado, 27 de dezembro de 2014

UM DOS RAMOS DOS FRANCISCANOS ESTÁ À BEIRA DA FALÊNCIA E PEDE DOAÇÕES



A notícia abaixo foi publicada pelo site Christian Today e relata a precária situação financeira dos franciscanos por culpa do péssimo gerenciamento dos fundos da ordem.
Segue o texto:

ESCÂNDALO DE FRAUDES DEIXA A ORDEM DOS FRANCISCANOS EM GRAVES DIFICULDADES FINANCEIRAS

Um ramo da ordem religiosa franciscana que administra igrejas e conventos em 110 países, diz que fraudes praticadas por alguns dos seus monges mergulhou-o em graves dificuldades financeira.

A revista de notícias italiana Panorama informou em sua última edição que dezenas de milhões de euros dos fundos da Ordem dos Frades Menores (OFM) foram investidos em empresas de fachada, em países como a suíça.

Michael Perry

O irmão Michael Perry, chefe da OFM, disse que uma investigação interna descobriu "uma série de atividades financeiras questionáveis que foram conduzidas por frades aos quais estava confiado o cuidado do patrimônio da ordem".

Em uma carta publicada no site da OFM na quarta-feira, Perry disse que a ordem estava em "grave, e eu ressalto, GRAVE, dificuldades financeiras, e com uma carga significativa da dívida".

A carta, dirigida a todos os frades, disse que o tesoureiro geral da ordem renunciou, mas não deu detalhes.

Perry não pôde ser encontrado para comentar o assunto. Seu escritório em Roma, disse que não estava na Itália.

A OFM é um dos quatro principais ramos da ordem católica franciscana, fundada por São Francisco de Assis, no século 13. O convento e a basílica na cidade central italiana de Assis, pátria de São Francisco, é dirigido por outro ramo, os Frades Menores Conventuais (OFC).

O artigo original do site Christian Today poderá ser visto por meio do seguinte link:


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domingo, 28 de setembro de 2014

CARDEAL CATÓLICO ACUSADO DE PEDOFILIA SE REFUGIA NO VATICANO

Resultado de imagem para Jozef Wesolowski celebrando uma missa

Jozef Wesolowski celebrando uma missa


O artigo abaixo foi publicado no site G1 de São Paulo.

Vaticano prende ex-núncio acusado de pedofilia

O polonês Jozef Wesolowski era núncio na República Dominicana.

Ele foi afastado no começo deste ano, e mora em Roma.

Do G1, em São Paulo


Foto de arquivo de 12 de agosto de 2011 mostra Jozef Wesolowski, núncio do Vaticano, em Santo Domingo (Foto: Erika Santelices/ Arquivo AFP)
Foto de arquivo de 12 de agosto de 2011 mostra Jozef Wesolowski, núncio do Vaticano, em Santo Domingo (Foto: Erika Santelices/ Arquivo AFP)

O Vaticano disse nesta terça-feira (23/9/2014) que prendeu um ex-arcebispo acusado de pagar por sexo com crianças enquanto era um núncio apostólico (embaixador do Papa) na República Dominicana, informa a agência Reuters.

Jozef Wesolowski está em prisão domiciliar, informou o Vaticano em um comunicado.

Wesolowski é a figura mais proeminente da Igreja a ser presa desde que Paolo Gabriele, um ex-mordomo papal, foi condenado em 2012 por roubar e vazar documentos privados do Papa Bento XVI.

Diferente de Gabriele, Wesolowski não foi detido na prisão do Vaticano, poucos quartos anexados a um tribunal, mas foi colocado em prisão domiciliar em um apartamento do Vaticano por razões médicas.

Wesolowski foi afastado por um tribunal do Vaticano no começo deste ano e aguardava julgamento e acusações criminais. De acordo com a France Presse, o Vaticano abriu nesta terça um julgamento criminal contra o ex-núncio por pedofilia.

Ele estava morando em liberdade em Roma, e vítimas de abuso sexual pediam sua prisão, expressando preocupação de que ele pudesse fugir.

O Vaticano disse que esta detenção reflete o desejo do Papa Francisco “que um caso tão grave e delicado seja tratado sem atraso, com rigor justo e necessário”.

O artigo original do site G1 de São Paulo poderá ser visto por meio do seguinte link:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/vaticano-prende-ex-nuncio-acusado-de-pedofilia-e-preso.html

NOSSO COMENTÁRIO.

Ao contrário de seus antecessores, especialmente João Paulo II e Bento XVI, parece que Francisco I deseja mudar a forma de tratar esses criminosos. Vamos ver até onde ele irá conseguir chegar.

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Alexandros Meimaridis

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domingo, 21 de setembro de 2014

OS PENTECOSTAIS E O PAPA FRANCISCO I


Ecumenismo


O material abaixo foi publicado pelo site da Revista ISTOÉ e é de autoria de Paula Rocha.

O papa e os pentecostais

Durante visita a uma igreja evangélica na Itália, Francisco pede perdão pelas perseguições cometidas por católicos aos evangélicos

Paula Rocha (paularocha@istoe.com.br)

Desde o início de seu pontificado, o papa Francisco não tem se esquivado de abordar temas polêmicos, como os casos de pedofilia na Igreja Católica e a corrupção no Vaticano. Agora, em uma visita a um templo evangélico na Itália, na semana passada, o pontífice pediu perdão aos pentecostais por perseguições cometidas pelos católicos, especialmente durante o regime fascista italiano (1922-1943), quando essa denominação religiosa era proibida por lei. “Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais houve também católicos: eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs que não compreenderam e que foram tentados pelo diabo”, afirmou Francisco. A declaração foi feita em um encontro com mais de 350 fiéis protestantes na cidade italiana de Caserta, ao norte de Nápoles, onde Francisco também se reuniu com o pastor protestante Giovanni Traettino, seu amigo de longa data.

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IRMÃOS: Francisco chega ao templo protestante na Itália, onde se reuniu com o pastor Giovanni Traettino, seu amigo de longa data

Durante o ato público, que durou cerca de uma hora e meia, o pontífice também rogou a união de todos os cristãos. “O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, disse. A atitude ecumênica do papa Francisco foi bem recebida tanto pela comunidade evangélica, quanto pela católica, e pode sinalizar uma mudança na postura dos fiéis dessas duas religiões, na opinião de Fernando Altemeyer Júnior, doutor em ciência da religião pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. “A declaração de Francisco é um primeiro passo em busca da conciliação desses fiéis. É um pedido para que eles deixem preconceitos de lado e se unam como irmãos, algo muito positivo”, disse o teólogo. O corajoso pontífice argentino, mais uma vez, está tentando corrigir os rumos de sua Igreja Católica.

Foto: AFP/Observatore Romano.

O artigo original do site da ISTOÉ poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO.

1. É sempre salutar reconhecer os erros do passado e pedir perdão pelos mesmos. Nesse quesito o Papa Francisco está absolutamente correto.

2. Todavia quanto a unidade entre os cristãos isso não é algo que compete a nós, os seres humanos. Tal unidade é criada pelo Espírito Santo conforme podemos ler abaixo:

Efésios 4:1—3

1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,

2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,

3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

Note que não precisamos criar a unidade. Ela é criada pelo Espírito Santo. Nossa missão é nos esforçar diligentemente de modo a preservar essa unidade que o Espírito Santo nos proporcionou.
E temos certeza que a unidade que o Espírito cria está diretamente vinculada com uma obediência incondicional aos ensinamentos da Escrituras Sagradas sem nenhuma intromissão de qualquer tradição humana, venha de onde vier.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA.


















































Que Deus abençoe a todos e ajude todos a enxergarem essas simples verdades.
Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

A ILUSÃO CATÓLICA DA INTERECESSÃO DE PESSOAS MORTAS A FAVOR DAS VIVAS



O complexo sistema da falsa intercessão de pessoas mortas a favor de pessoas vivas

Essa mentirosa ilusão, de que os chamados santos católicos podem interferir em nossas vidas sobre a terra, já foi devidamente tratada em outro artigo nosso, que pode ser visto por meio desse link aqui:


Dando continuidade a essa saga ilusória, o papa Francisco I, resolveu tornar santo o chamado padre José de Anchieta, um jesuíta como o próprio papa, por meio de uma canetada após ler um relatório que “comprova” a ação abençoadora do padre morto há quase 500 anos nas vidas das pessoas em pleno século XXI. Isso tudo é parte da decisão tomada há alguns anos no Vaticano de multiplicar a quantidade de “santos” brasileiros, já que a Igreja Romana percebeu que nosso povo é bem chegado numa relação imunda e cheia de idolatria com tais personagens.

Como existe noticiário acerca dessa decisão, decidimos compartilhar com nossos leitores o artigo publicado pelo  site do “Estado de São Paulo”.

Segue o artigo do Estadão:

Papa assina decreto que canoniza o padre José de Anchieta

Em homenagem ao novo santo, os sinos das igrejas de São Paulo repicaram nesta quarta-feira, dia 02 de Abril de 2014.

O Estado de S. Paulo

O papa Francisco assinou na manhã desta quinta-feira, 3, o decreto que canoniza o padre José de Anchieta. O papa recebeu em audiência, no Vaticano, o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato. Após ouvir o relatório sobre a vida e a obra do "Apóstolo do Brasil", o pontífice assinou o decreto que reconhece o missionário como santo. Trata-se do primeiro santo de 2014 e o segundo jesuíta a ser canonizado pelo papa Francisco. Antes dele, em dezembro do ano passado, foi canonizado Pedro Fabro.


Reprodução
Anchieta entrou para a Companhia de Jesus em 1551 e, dois anos depois, desembarcou na Bahia

Homenagem.

Em comemoração à canonização de Anchieta, os sinos repicaram nas igrejas nesta quarta-feira, às 14 horas e o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, manteve o canto do Te Deum na Catedral da Sé e no Pátio do Colégio, na região central da capital.

D. Odilo, que falou aos jornalistas ao lado de dois padres jesuítas, o superior provincial Mieczyslaw Smyda e o reitor da igreja do Pátio do Colégio, Carlos Alberto Contieri, disse que, para Anchieta ser considerado santo, o mais importante é seu exemplo de vida — e não a assinatura do decreto.

O padre José de Anchieta, cofundador da cidade de São Paulo, foi canonizado sem os dois milagres geralmente necessários: um para a beatificação e outro para a canonização propriamente dita. Os canonistas chamam este procedimento de "canonização equipolente" (equivalente), pois equivale ao processo normal para declarar que determinada pessoa morta se encontra junto de Deus, no céu, intercedendo pelos que ainda vivem na Terra.

O cardeal lembrou a atuação do novo santo como evangelizador dos índios e como professor do primeiro colégio, o de São Paulo, fundado pela Companhia de Jesus na América Latina.  Odilo também presidiu nesta quarta-feira à noite uma homenagem a Anchieta na Catedral da Sé. No domingo, às 11h, ele celebrará uma missa solene na catedral, também como homenagem a São José de Anchieta. Uma hora antes, às 10h, será iniciada uma procissão até a catedral, saindo do Pátio do Colégio.

Quem foi

Anchieta nasceu nas Canárias. Filho de pai basco e mãe descendente de cristãos novos ou judeus convertidos, teria deixado o arquipélago para fugir da Inquisição, porque em Portugal a perseguição contra os judeus era menos rigorosa do que na Espanha. Entrou para a Companhia de Jesus em 1551 e, dois anos depois, desembarcou na Bahia. Ainda não era padre, quando participou, em 25 de janeiro de 1554, da fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga, berço da capital paulista. Morreu em 1597, no Espírito Santo, onde está sepultado.

Logo após sua morte, a notícia de suas virtudes heróicas chegou a Roma e, em 1624, o papa Inocêncio X autorizou a abertura da causa de beatificação. No século seguinte, quando o Marquês de Pombal iniciou uma perseguição aos jesuítas, todos os processos foram suspensos. A causa de Anchieta só foi retomada em 1875. Nas décadas seguintes, o Brasil recorreu ao papa Paulo VI para pedir a beatificação, que saiu só em 1980, com decisão de João Paulo II.

O artigo original do Estadão poderá ser visto por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA












































Bem, diante de tantas bobagens produzidas pela Igreja Católica Apostólica Romana nada nos resta a fazer senão orar para que Deus se compadeça desse povo escravizado a essas mentiras por tantos séculos.

Que Deus abençoa a todos.

Alexandros Meimaridis

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