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domingo, 25 de junho de 2017

OS INIMIGOS DO PAPA FRANCISCO I


Arautos do Evangelho. Foto: Blog Acadêmico Arautos

A reportagem abaixo foi publicada pela revista ISTOÉ e é de autoria de Débora Crivelaro.

Os inimigos do papa

Crédito: Divulgação
GUIA: Monsenhor João Clá, 77 anos, fundador dos Arautos do Evangelho: líder religioso renunciou ao cargo após escândalo (Crédito: Divulgação)

Quem são os Arautos do Evangelho, organização católica formada a partir da TFP e liderada por um religioso que promove cultos à revelia do Vaticano e afirma que Francisco serve ao demônio.

Crédito: Divulgação

Débora Crivellaro

Em uma sala, trajados com túnica medieval bege, ornada com desenho de uma grande cruz vermelha de cano longo e portando um rosário na cintura, vários homens ouvem atentamente a um senhor muito idoso, que fala com dificuldade, sentado numa cadeira de espaldar alto.

Ele faz intervenções à leitura de outro homem, que está em pé, à sua direita, e recita dezenas de folhas, cujo conteúdo seria uma sessão de exorcismo. A seguir, algumas “declarações” dadas pelo demônio, por meio da voz da pessoa possuída, por intervenção de um sacerdote: “Dr. Plínio (Corrêa de Oliveira, fundador da Tradição, Família e Propriedade e morto em 1995) está sentado à esquerda da Virgem… Ele tem o controle sobre o mundo porque ele é a ordem do Universo … Dr. Plínio esmaga a minha cabeça: eu morro de inveja dele … Ele faz com que os trabalhos do monsenhor (João Clá, fundador dos Arautos do Evangelho) deem certo…” A leitura da sessão de exorcismo continua, com intervenções do monsenhor João (o idoso que lidera a reunião), muitas gargalhadas, questionamentos e observações.

Em dado momento, o diabo anuncia que a América do Norte irá desaparecer, por meio da ação de um meteorito. O sacerdote exorcista pergunta: “E a Europa, será atingida? E o Vaticano?” No que vem a revelação, seguida de interjeições de espanto: “O Vaticano já é meu, a cabeça do Vaticano é minha. Ele (o papa) é um estúpido, me obedece em tudo e ama a glória. Ele é uma alma estúpida, que me serve…” Um dos presentes ao encontro ainda questiona se esse “demônio” é capaz de entrar no Vaticano, ao que o monsenhor responde, imediatamente: “Ele é o demônio mais capaz que já existiu entre nós, pois está sendo obrigado a dizer.”

A leitura, em voz alta, e algo teatralizada, continua. “…Dr. Plínio está incentivando a morte do papa”, afirma o demônio. “Mas não vou deixar que ele morra…” O diabo anuncia, também, que Francisco irá morrer dentro do Vaticano, ao escorregar e bater a cabeça. E que seu sucessor não será “subordinado” a ele. Revela, inclusive o nome: o esloveno Frank Rodé, que já declarou que o pontífice argentino é muito “de esquerda”.

A reunião que descreveu a sessão de exorcismo durou mais de duas horas e foi gravada em vídeo. Ela aconteceu no início do ano passado, mas só foi divulgada há duas semanas, por meio do vaticanista italiano Andrea Tornieli, do blog “Vatican Insider”, pertencente ao jornal “La Stampa”.

A veiculação já causou estragos. Monsenhor João, antes intocável, divulgou sua saída do comando do grupo, que está presente em dezenas de países, mas cuja sede é no Brasil. E a Santa Sé designou o cardeal brasileiro João Braz de Aviz, atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, para investigar os Arautos, que, pasmem, são uma sociedade de vida apostólica. Reconhecida oficialmente pelo Vaticano. Eles também são suspeito de promover culto a Plínio Correa de Oliveira, sua mãe, Dona Lucilia, e ao próprio monsenhor João.

APURAÇÃO Acima, papa Francisco, que designou um cardeal brasileiro para investigar sociedade (Crédito:Divulgação)

A Sociedade Clerical de Vida Apostólica Vergo Flos Carmeli, mais conhecida como os “Arautos do Evangelho”, é uma dissidência da Tradição, Família e Propriedade (TFP), fundada pelo advogado Plínio Corrêa de Oliveira (1908-1995) em 1960.

Ela foi criada pelo monsenhor João Scornamiglio Clá Dias, secretário particular de Corrêa, quatro anos após a sua morte, como resultado de brigas com os fundadores da TFP. Ao contrário da primeira organização, que tinha um perfil ultra-direita, mas uma agenda mais política, que costumava lutar contra o comunismo, o aborto e o divórcio, entre outros temas, os Arautos se tornaram uma sociedade mais voltada a assuntos religiosos.

Tanto que tinham como líder um monsenhor. E postularam o reconhecimento do Vaticano, no pontificado de João Paulo II (1920-2005) para avalizar sua identidade. Esse mesmo grupo decretou que o papa Francisco está possuído pelo demônio.

Que a ala conservadora franze a testa para o argentino Bergoglio já se sabe há muito tempo. Mas uma coisa é uma indisposição intelectual. Outra é o que se viu no vídeo da sociedade liderada por monsenhor João. O desconforto é tanto que há um pacto de silêncio entre os católicos. Procuradas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a Nunciatura Apostólica se recusaram a dar declarações sobre o tema. “Esse caso é confuso, não está claro nem de um lado, nem de outro. Falta bastante conhecimento de fato”, diz um teólogo que prefere não se identificar.

DEVOÇÃO: O advogado Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP e maior inspiração dos Arautos (Crédito:Juan Esteves/Folhapress)

O golpe logo foi sentido na sede dos Arautos, em São Paulo. O superior geral monsenhor João Clá resolveu renunciar ao cargo na sexta-feira 2 de junho, mas anunciou a decisão na segunda-feira 12. A alegação é que, ao chegar aos 77 anos, lhe pareceu justo deixar sua função, a fim de que um filho seu (um padre da instituição) “possa conduzir a Obra à perfeição desejada por Nossa Senhora”. Após a saída de seu líder, os Arautos divulgaram uma nota desmentindo as informações divulgadas pelo italiano Andrea Tornieli e desqualificando o vaticanista, um dos mais prestigiados do mundo.

Os soldados de Cristo

Sociedade Clerical de Vida Apostólica Vergo Flos Carmeli: Arautos do Evangelho

Fundador: Monsenhor João Scornamiglo Clá Dias

Fundada: oficialmente em 2001, com a aprovação do papa João Paulo II

Elevada à sociedade de vida apostólica em 2009, por Bento XVI

Está presente em: 78 países

Tem: 200 sacerdotes

Composta: de 2820 homens e 1260 mulheres, além de 50.557 famílias e membros solidários

Os arautos usam uniforme de estilo militar medieval, túnica bege, ornada com desenho de uma grande cruz de cano longo e um rosário na cintura.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:

http://istoe.com.br/os-inimigos-do-papa/

A entidade nega terminantemente o conteúdo acima em seu site que pode ser acessado por meio do link abaixo:



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sexta-feira, 1 de maio de 2015

PADRE FÁBIO DE MELO PEDE DESCULPAS POR FRASE DITA EM PROGRAMA DE TV



Palavras de Padre Fábio de Melo

Queridos amigos,

Em virtude da polêmica que envolveu minha fidelidade à Ortodoxia Católica, venho esclarecer alguns pontos.

Em nenhum momento da minha vida atentei contra a sacralidade da Igreja Católica Apostólica Romana. Sou Mestre em Teologia Dogmática e zelo muito para que minha pregação esteja de acordo com os ensinamentos da Igreja. Este é o credo que professo: “Creio na Santa Igreja Católica Una, Santa, Católica e Apostólica.” Nunca inventei uma crença particular, ou um modo diferente de compreender esta profissão de fé.

A expressão que usei no programa de “De frente com Gabi”, “Jesus queria o Reino de Deus, mas nós demos a Ele a Igreja” é uma expressão muito usada nos bastidores acadêmicos que frequentei em minha vida, e está distante da proposta herética que ela já representou em outros tempos. O significado evoluiu.

Nossa Fundação é Santa, pois fomos instituídos pelo Cristo. “A Igreja é um corpo, em que nós somos os membros e Jesus Cristo é a cabeça (Col 1,18; I Cor 12,27). Na cabeça o Reino já está estabelecido. Em Cristo, o Reino já está plenamente manifestado. Mas os membros do corpo ainda estão no contexto da busca, pois continuamos arrastando as consequências adâmicas do nosso pecado. E por isto, mesmo que em Cristo o Reino já esteja plenamente manifestado, em nós, Igreja, povo de Deus, ele continua sendo a meta que nunca deixamos de buscar.

O Concílio Vaticano II, através de sua Constituição Dogmática Lumen Gentium, enfatizou que a Igreja é povo de Deus. O povo é errante, pois apesar de estar mergulhado nas graças do batismo, ainda sofre as consequências da fragilidade que o pecado lhe deixou. O mesmo Concílio declarou "O Reino de Cristo já presente em mistério, cresce visivelmente no mundo pelo poder de Deus..." (LG 3).

Presente em mistério. Isto é, cabe a nós, membros deste corpo, apressar a sua chegada. A Igreja é triunfante, mas também é peregrina, penitente, pois que carrega em sua carne a fragilidade de seus membros.

Sim, a Igreja é santa, mas comporta em seu seio os pecadores que somos nós. E por isso dizemos, também com o perigo da imprecisão teológica: “A Igreja é Santa e pecadora”. Bento XVI sugeriu modificar a expressão. “A Igreja é Santa, mas há pecado na Igreja”. Notem que ele salvaguarda a santidade na essência.

Mas o pecado existe na Igreja. Por isto rezamos nas liturgias diárias pelo Santo Padre, pelos bispos, pelo clero, pelo povo de Deus. Clamamos por purificação, luzes em nossas decisões, pois sabemos que é missão do Espírito encaminhar na terra a Igreja que ainda não é Reino de Deus (porque maculada pelos nossos pecados), e que ao Cristo damos diariamente. Mas nós caminhamos na esperança. Sabemos que um dia todas as partes do corpo estarão agindo em perfeita harmonia com a cabeça. Seremos a “Jerusalém Celeste”.

Eu assumo que errei ao usar a expressão. Eu não estava numa sala de aula, lugar onde a Ortodoxia convive bem com a dialética. Não considerei que muitos telespectadores poderiam não entender o contexto da comparação. E por isso peço desculpas. E junto às desculpas, faço minha retratação. Nunca tive problema em assumir meus equívocos. Usei uma expressão que carece ser contextualizada com outras explicações, para que não pareça irresponsável, nem tampouco herética.

Repito. Eu não nego nem neguei a definição dogmática expressa na Lumem Gentium, Número 5.

“O mistério da santa Igreja manifesta-se na sua fundação. O Senhor Jesus deu início à Sua Igreja pregando a boa nova do advento do Reino de Deus prometido desde há séculos nas Escrituras: «cumpriu-se o tempo, o Reino de Deus está próximo» (Mc. 1,15; cfr. Mt. 4,17). Este Reino manifesta-se na palavra, nas obras e na presença de Cristo. A palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo (Mc. 4,14): aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo (Luc. 12,32), já receberam o Reino; depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe (cfr. Mc. 4, 26-29). Também os milagres de Jesus comprovam que já chegou à terra o Reino: «Se lanço fora os demônios com o poder de Deus, é que chegou a vós o Reino de Deus» (Luc. 11,20; cfr. Mt. 12,28). Mas este Reino manifesta-se sobretudo na própria pessoa de Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, que veio «para servir e dar a sua vida em redenção por muitos» (Mt. 10,45).”

E quando Jesus, tendo sofrido pelos homens a morte da cruz, ressuscitou, apareceu como Senhor e Cristo e sacerdote eterno (cfr. Act. 2,36; Hebr. 5,6; 7, 17-21) e derramou sobre os discípulos o Espírito prometido pelo Pai (cfr. Act. 2,33). Pelo que a Igreja, enriquecida com os dons do seu fundador e guardando fielmente os seus preceitos de caridade, de humildade e de abnegação, recebe a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todos os povos, e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra. Enquanto vai crescendo, suspira pela consumação do Reino e espera e deseja juntar-se ao seu Rei na glória.”

Agradeço pela prece dos que me acompanharam neste momento tão sofrido.

Com minha benção,

Padre Fábio de Melo.

O artigo original do Padre Fábio de Melo poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

O padre Fábio de Melo é um homem cheio de contradições. Essa não foi a primeira nem a última declaração controversa que fez.

Na própria carta em que procura se justificar ele apresenta uma dicotomia inaceitável e pecaminosa: trata-se da ideia de que podemos falar de certo modo em sala de aula, mas diante do povo devemos falar de outro modo. Ora isso tem nome e sobrenome: por um lado trata-se de grossa hipocrisia e por outro do velho casuísmo tão ao gosto do clero católico romano onde os fins justificam os meios.

Vamos esperar o próximo passo de padre Fábio, enquanto ele procura conciliar suas contradições.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

PADRE MARCELO ESTEVE SOB INVESTIGAÇÃO DO VATICANO POR QUASE 10 ANOS



31.out.2004 - Padre Marcelo Rossi joga balde de água benta em fiéis durante cerimônia em São Paulo  - João Wainer

O artigo abaixo foi escrito pelo jornalista Ricardo Feltrin e publicado no site do UOL.

Vaticano investigou padre Marcelo Rossi por quase 10 anos

Por Ricardo Feltrin

O padre Marcelo Rossi teve seus passos, CDs, livros, missas e aparições na TV seguidos de perto pelo Vaticano do final dos anos 90 até cerca de quatro anos atrás.

A investigação, que durou quase 10 anos, foi provocada por uma denúncia feita por um religioso brasileiro, que acusou o padre de culto ao personalismo, exibicionismo por ir demais às TVs, de desvirtuar as práticas católicas e de transformar a missa em uma espécie de "circo".

A investigação foi comandada pela Congregação para a Doutrina da Fé, liderada pelo cardeal Joseph Ratzinger, que mais tarde se tornaria o papa Bento 16.  A Congregatio pro Doctrina Fidei é o novo nome que o Vaticano dá para a assassina Inquisição.

O UOL apurou com exclusividade que, entre o final dos anos 90 e a década de 2000, a Congregação recebia regularmente vídeos com as participações do padre Marcelo em programas como o de Gugu Liberato no SBT e de Fausto Silva, na Globo.

A Cogregatio matou na fogueira, por asfixia ou afogamento centenas de milhares de pessoas no mínimo entre os séculos 12 e século 19 (mas há relatos de incipientes matanças já no século 10).
A Inquisição também calou, excomungou ou proibiu de ensinar milhares de padres e freiras ao redor do mundo até o presente.

Procurada, a assessoria do padre Marcelo e do bispo dom Fernando, da Mitra de Santo Amaro, superior direto do padre, disseram desconhecer a investigação. A assessoria do padre afirma que, "se isso realmente ocorreu, trata-se de um fato do passado."

O Vaticano, por meio de sua embaixada no Brasil, se recusou a se manifestar a respeito.

Procurada por telefone e por e-mail durante vários dias, a CNBB também se calou sobre o fato.

A investigação foi feita no Vaticano ao mesmo tempo em que ocorriam outras centenas de investigações a respeito de outros padres, freiras e bispos ao redor do mundo.

A Congregação costuma se reunir aos sábados, no Vaticano.

PERTO DA SUSPENSÃO

A reportagem do UOL levantou junto a fontes da Santa Sé que o padre Marcelo Rossi e o bispo dom Fernando estiveram a ponto de serem chamados ao Vaticano para prestar contas, no final de 2004 e início de 2005.

 
Padre Marcelo Rossi e dom Fernando rezam missa em abril de 2004 — José Patrício/Folhapress

O padre esteve próximo de ter suas atividades suspensas, bem como a publicação de livros e CDs por pressão do denunciante, cuja identidade o Vaticano mantém oculta sob sete chaves. Ele não poderia mais celebrar missas, ouvir confissões e dar a hóstia.

Curiosamente, o que acabou por livrar padre Marcelo da punição foi a morte do papa João Paulo 2º, em abril de 2005, quando praticamente toda a atividade da Congregação para a Doutrina da Fé foi interrompida com a eleição de Ratzinger para o posto de novo papa. Ele era o "prefeito" da congregação.

BARRADO NO BAILE

Em 2007, padre Marcelo tentou se reunir com papa Bento 16 durante a visita deste ao Brasil.

No entanto, o padre foi impedido de se encontrar com Bento 16. Segundo dados obtidos pelo UOL, quem impediu o papa de aceitar o encontro foram funcionários da Congregação que estavam presentes na comitiva de Bento 16.

Segundo eles, não cairia bem ao papa receber um religioso que estava "sob investigação". Bento 16 concordou e se recusou a receber Marcelo Rossi no mosteiro de São Bento. O padre o aguardara desde as 5h e mal havia dormido, de tão ansioso que estava pelo encontro.

Na ocasião, o UOL publicou reportagem contando o ocorrido, sobre o impedimento do padre, com exclusividade. Padre Marcelo então negou veementemente que isso tivesse acontecido.

Dois anos atrás, porém, em entrevista à revista "Veja", o padre se retratou e confirmou que a reportagem estava correta e que, sim, fora barrado pela comitiva de Bento 16.

O que o padre não sabia era que o veto se devia à investigação a que ele estava sendo submetido pelo Vaticano.

No final de 2009, a Congregação decidiu encerrar as investigações sobre padre Marcelo. Ele foi inocentado de todas as falsas "acusações".

O padre Marcelo Rossi foi recebido por Bento 16, no Vaticano, em 2010 — Arquivo pessoal

Em 2010, o padre finalmente foi recebido por Bento 16, no Vaticano, e este lhe outorgou um prêmio de Evangelizador Moderno, concedido pela Fundação São Mateus.

Foi o final feliz para quase dez anos de suspeitas sobre o trabalho do padre, que chamou a atenção desde que um de seus CDs vendeu quase 3,5 milhões de cópias e se tornou um fenômeno social e midiático.

O artigo original de Ricardo Feltrin poderá ser visto por meio desse link aqui:


RICARDO FELTRIN

Ricardo Feltrin, 50, é colunista do UOL, onde apresenta o programa Ooops! às segundas, e também colunista do F5, site de entretenimento da Folha. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

EX-SECRETÁRIO DE ESTADO DO VATICANO FALA DE “CORVOS E VÍBORAS” DENTRO DA CÚRIA ROMANA



A notícia que reproduzimos abaixo foi publicada pelo site Instituto Humanitas Unisinos — IHU e pode ser vista em seu original por meio desse link aqui:


O artigo trata da demissão do cardeal Bertone como secretário de estado do Vaticano pelo papa Francisco I. Em sua saída o ex-secretário desabafa chamando companheiros da cúria romana de “corvos e víboras”. 
Segue o artigo:

O desabafo de Bertone depois do adeus

"Um cruzamento de corvos e de víboras". O cardeal Tarcisio Bertone fala em Siracusa, do lado de fora do Santuário de Nossa Senhora das Lágrimas, antes de rezar o terço para celebrar os 60 anos do "prodígio do lacrimejamento". Não que o tom do secretário de Estado cessante, no dia seguinte da "aposentadoria", depois de sete anos na cúpula da Terceira Loggia, seja lacrimoso. Às vezes, como a referência às "acusações" contra ele, aos "ataques" sofridos por parte de "corvos e víboras", torna-se bastante contundente. Às vezes um pouco de amargo, como quando ele exclama: "Não é possível afirmar que eu não tentei servir a Igreja". Uma forma de colocar os pontos nos "is" e esboçar, pela primeira vez, uma avaliação.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 02-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O prefácio é tingido de autocrítica: "Eu sempre dei tudo, mas certamente tive os meus defeitos. Se eu tivesse que repensar agora em certos momentos, eu agiria de forma diferente. Mas isso não significa que não se tenha buscado servir a Igreja". Assim, "o balanço desses sete anos, eu vejo como positivo", considera Bertone: "Naturalmente, houve muitos problemas, especialmente nos últimos dois anos. Lançaram acusações sobre mim... Um cruzamento de corvos e víboras... Mas isso não deveria ofuscar o que eu considero como um balanço positivo".

O cardeal nunca menciona explicitamente o caso Vatileaks, mas não é preciso. As suas palavras soam como uma resposta a quem lê o seu trabalho na cúpula da Secretaria de Estado em antítese ao papa, uma espécie de contra poder que Bento XVI teria despedaçado com a renúncia histórica ao pontificado, para zerar a situação e mudar de ares.

"Às vezes, há balanços viciados um pouco preconceituosos. Um balanço honesto não pode ignorar o fato de que o secretário de Estado é o primeiro colaborador do papa, um executor leal e fiel das tarefas que lhes são confiadas. O que eu fiz e vou fazer". Além disso, acrescentou, "o secretário de Estado trabalha em equipe, trabalhamos em cinco anos, e é um bom grupo que trabalha muito unido".
Em suma: "Eu executava" o que Bento XVI me dizia, "e não agia sozinho". Mas há uma outra frase interessante, naquilo que ele diz do lado de fora do santuário. Francisco iniciou a reforma da Cúria, no início de outubro vai se reunir com o "grupo" de oito cardeais encarregados de redesenhar a "governança" vaticana. Um ponto fixo é que Bertone será o último secretário de Estado a ter as prerrogativas que eram atribuídas ao papel pela reforma desejada por Paulo VI em 1967.

O novo secretário de Estado, Pietro Parolin, terá um papel igualmente importante e delicado, mas mais voltado para a dimensão internacional e menos hegemônico na Cúria. Mais colegialidade entre papa e dicastérios, sem o secretário de Estado servindo ainda como um único trait d'union.

No entanto, para Bertone, as coisas não são exatamente dessa forma. Ele não exercia nenhuma hegemonia: "De um lado, parece que o secretário de Estado decide e controla tudo, mas não é assim. Houve casos que nos escaparam, até porque esses problemas estavam como que 'selados' dentro da gestão de certas pessoas que não se colocavam em conexão com a Secretaria de Estado".

No Vaticano, no entanto, uma página foi virada. Nesse domingo, a Conferência Episcopal Italiana, que nos últimos anos teve uma relação nem sempre fácil com Bertone, expressou "sua gratidão ao Santo Padre por ter desejado dar à Igreja um novo secretário de Estado na pessoa do monsenhor Pietro Parolin". Os bispos italianos escrevem: "Em tal escolha, reconhecemos a vontade de trazer ao coração da cristandade o fôlego e a experiência da Igreja universal, com particular atenção à voz das Igrejas jovens, dos pobres, daqueles que estão à espera do anúncio libertador do Evangelho".

A conclusão é toda voltada ao novo secretário de Estado, que assumirá o cargo no dia 15 de outubro: "Como bispos italianos, acompanhamos essa nomeação com a oração e com a disponibilidade a uma plena e serena colaboração".

O artigo original em italiano poderá ser visto por meio desse link aqui:


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domingo, 1 de setembro de 2013

VATICANO OCUPA 8º LUGAR GLOBAL EM LAVAGEM DE DINHEIRO



De acordo com o site CARTA MAIOR o Banco do Vaticano, que também atende pelo pomposo nome de Instituto de Obras da Religião está entre as dez maiores organizações, de todo o mundo, quando o assunto é de lavagem de dinheiro. Abaixo reproduzimos o artigo da CARTA MAIOR que fornece as fontes necessárias para sustentar suas afirmações.

CARTA MAIOR

Vaticano ocupa 8º lugar global em lavagem de dinheiro

A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 33 bilhões de dólares.

Por Dermi Azevedo


O Vaticano ocupa o 8º lugar do mundo entre os países que lavam dinheiro sujo, oriundo da sonegação de impostos, da obtenção de lucros ilícitos, do tráfico de armas e de drogas, entre outras fontes criminosas. O Vaticano conseguiu deixar para trás, em matéria de lavagem de dinheiro, países como a Suíça, Bahamas, Liechtenstein, Nauru e as Ilhas Maurício. A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 33 bilhões de dólares. Esta informação tem um caráter aproximativo, porque ninguém (nem mesmo o papa) tem acesso ao balanço real da instituição bancária mais secreta do planeta.
Neste momento, está em atividade uma comissão formada por cardeais e outros assessores do papa Francisco cuja missão é precisamente a de investigar os bastidores do IOR e de apresentar ao pontífice propostas de mudanças radicais no banco. Não está excluída a possibilidade de fechamento do instituto e a sua transformação numa entidade que possa administrar os recursos financeiros da cúpula da Igreja Católica Romana.

O mais recente escândalo no banco foi a prisão do monsenhor Nunzio Scarano, ex-chefe de contabilidade do IOR que integrava a APSA, um organismo do IOR que gerencia o patrimônio da Santa Sé. É acusado de corrupção, calúnia e fraude pela polícia financeira italiana. O papa foi comunicado sobre a prisão de Scarano e ordenou à sala de imprensa do Vaticano que divulgasse uma nota, informando que o assessor já havia sido suspenso do seu cargo em maio deste ano. É acusado de transferir para o IOR um total de 20 milhões de euros, da Suíça para uma conta de armadores napolitanos. A Justiça italiana rejeitou, no sábado passado, o recurso do monsenhor Scarano. Ele continua preso domiciliarmente no Vaticano.

Antiga fama

A situação do IOR foi o tema de um dos debates mais acalorados pouco antes do conclave, na Capela Sistina, quando alguns cardeais de todos os continentes questionaram uns aos outros sobre a responsabilidade dos principais assessores do papa renunciante Bento XVI no andamento da corrupção no Banco do Vaticano. Alguns cardeais dos países menos desenvolvidos, mas também da América do Norte e da Europa, deixaram vazar essa informação. Considera-se que esse debate foi importante para que, em seguida, os cardeais tenham votado secretamente no argentino Jorge Bergoglio como novo papa.
A primeira atitude do novo pontífice foi a de nomear a comissão especial para a reforma do banco. Assessores de sua confiança mantiveram também contato com a União Europeia em busca de assessoria técnica, por meio do Moneyval, que é um organismo da UE que avalia e executa medidas contra lavagem de dinheiro e contra o terrorismo.

Em 1997, o Conselho da Europa criou a Comissão Especial de Peritos sobre a Avaliação de Medidas Antilavagem de Dinheiro, com a sigla PC-R-EV, como um subcomitê do Comitê Europeu para os Problemas Criminais (CDPC). Em 2002, o nome da comissão foi mudado para Comitê de Peritos sobre a Avaliação das Medidas de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, com a abreviatura Moneyval, por entender que a sigla anterior não expressava com clareza os seus objetivos.

O IOR foi fundado em 27 de junho de 1942 pelo papa Pio XII. Seus estatutos foram redigidos de tal forma que nem o papa tem acesso direto à sua administração. Já nos primeiros anos da década dos anos 40, foram levantadas suspeitas de que banco poderia guardar verbas produzidas pelo regime nazista e também por banqueiros judeus perseguidos. O caso Marcinkus tornou-se o escândalo mais conhecido envolvendo o IOR. O então arcebispo norte-americano foi responsabilizado, pelas autoridades italianas, de envolvimento com a Máfia, na falência do Banco Ambrosiano, que também envolveu a loja maçônica P-2 e vários banqueiros. O caso inspirou até mesmo a produção de filmes e de vários livros.

Cremos que ficam dispensados todos e quaisquer comentários...

A notícia original poderá ser vista por meio do seguinte link:


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quarta-feira, 17 de abril de 2013

PAPA FRANCISCO I COMEÇA A EXERCITAR SEUS MÚSCULOS


Papa Francisco preside missa solene na Basílica de São Paulo de Fora dos Muros, em Roma

Papa Francisco I usando o mesmo cajado de João Paulo II trazendo uma das maiores abominações aos olhos de Deus que é o crucifixo. Ainda mais esse modelo da cruz vergada. Cruz vergada ou não, o fato é que todo crucifixo é uma abominação diante dos olhos do Deus verdadeiro, porque Deus não deixou seu filho pregado na Cruz. A CRUZ ESTÁ VAZIA, COMO VAZIO TAMBÉM ESTÁ O TÚMULO ONDE JESUS FOI COLOCADO E VAZIOS ESTÃO TAMBÉM OS LENÇOIS MORTUÁRIOS NOS QUAIS ELE FOI ENVOLVIDO.

Se você deseja ouvir nosso sermão acerca da ressurreição, poderá fazê-lo através do seguinte link:


Se desejar ler o esboço da mensagem acima, você poderá fazê-lo por meio do link abaixo:


De acordo com o site da veja:


o papa Francisco I deseja causar certas mudanças na velha Igreja Romana cujo lema é “Roma Sempre a Mesma”. Portanto, devemos entender que as atitudes papais são inconsistentes com a história da igreja que dirige.

O primeiro artigo de veja trata do desejo papal de reformar a Igreja Romana, mas como podemos ler não se trata de reformas nem sérias nem muito profundas. O artigo original de Veja poderá ser acessado por meio do link abaixo:


Papa Francisco é saudado por multidão na Praça de São Pedro antes de sua primeira audiência pública


Papa Francisco cria grupo de cardeais para estudar reforma na Igreja

Ao todo, oito cardeais foram escolhidos pelo papa argentino. Primeira reunião do grupo deve ocorrer em outubro deste ano.

O papa Francisco criou neste sábado um grupo de oito cardeais para aconselhá-lo no governo da Igreja e estudar um projeto de revisão da Cúria Romana. Um comunicado do escritório de imprensa do Vaticano detalhou que a iniciativa do papa surgiu depois das sugestões feitas durante as Congregações gerais que antecederam o conclave.

O Vaticano informou que a primeira reunião do grupo ocorrerá em outubro deste ano e que o papa já está realizando os primeiros contatos com os cardeais escolhidos.

O grupo será formado por cardeais representantes dos cinco continentes do mundo. São eles o italiano Giuseppe Bertello, governador do Estado da Cidade do Vaticano; o chileno Francisco Javier Errázuriz Ossa, arcebispo emérito de Santiago do Chile; o indiano Oswald Gracias, arcebispo de Mumbai; o alemão Reinhard Marx, arcebispo de Munique; o congolês Laurent Monsengwo Pasiny, arcebispo de Kinshasa; o americano Sean Patrick O'Malley, arcebispo de Boston; o australiano George Pell, arcebispo de Sydney; e o hondorenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa, que será o coordenador do grupo.

Nossos comentários:

1. Como podemos ver a anunciada reforma não tem nada de reforma no que diz respeito à Igreja Católica como povo, mas trata-se apenas de uma revisão da Cúria Romana. Ou seja: Roma está apenas olhando para seu próprio umbigo.

2. Estranhamos muitíssimo que entre os cardeais “reformistas” encontre-se o malfadado cardeal estadunidense Sean Patrick O'Malley, arcebispo de Boston, notório protetor de pedófilos e cujas atitudes inconsequentes já custaram alguns bilhões de dólares em indenizações apenas na área de sua diocese. Ele assumiu o cargo depois que o arcebispo anterior, em vias de ser lançado na prisão por proteger os pedófilos, fugiu para o Vaticano, como fizeram dezenas de outros padres, de vários escalões, ameaçados do mesmo modo: prisão. O´Malley, pelo contrário, tem se mostrado um campeão da Igreja Romana enfrentando as batalhas judiciais, pagando as indenizações, mas não se ouve nenhuma palavra ou gestos de arrependimento sinceros causados pelos subordinados da diocese.

Fiéis aguardam primeiro angelus dominical do papa Francisco, na Praça São Pedro

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Papa escolhe franciscano para supervisionar ordens religiosas

Espanhol será o número dois de departamento dirigido pelo cardeal brasileiro João Braz de Aviz e parte da Cúria Romana, afetada por diversos escândalos.

O papa Francisco nomeou neste sábado o espanhol José Rodríguez Carballo, de 59 anos, líder da principal ordem franciscana, como número dois do departamento responsável pela supervisão de todas as ordens religiosas, anunciou a Santa Sé. Esta é sua primeira designação na burocracia vaticana, afetada por diversos escândalos nos últimos anos.

Carballo será o número dois da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica - o departamento é dirigido pelo cardeal brasileiro João Braz de Aviz e integra a Cúria Romana, o governo da Igreja Católica que os analistas consideram que precisa de uma reforma.

Atualmente, Carballo é ministro geral da Ordem Franciscana dos Frades Menores (OFM) - titular considerado como o sucessor do fundador São Francisco de Assis. O frade procede de uma família de agricultores espanhóis pobres que emigraram para a Alemanha.

Vaticanistas esperam novas nomeações importantes para altos cargos da Cúria nos próximos dias, que poderiam proporcionar uma visão das intenções do novo papa para a Igreja.

Missa - Também neste sábado, o papa Francisco convidou os fiéis, durante missa na capela da Casa Santa Marta do Vaticano, a darem o testemunho "com coragem" da fé católica em sua integridade, porque com ela "não se negocia".

Segundo a Rádio Vaticano, o pontífice presidiu a missa na presença de uma família argentina e de algumas religiosas da ordem das Filhas de São Camilo e das Filhas de Nossa Senhora da Caridade.

Durante sua breve homilia, o papa argentino lembrou as passagens bíblicas nas quais os apóstolos Pedro e João dão testemunho de sua fé perante os chefes judaicos apesar das ameaças, e Jesus ressuscitado recrimina a incredulidade de alguns dos seus que não acreditam quando os dois apóstolos dizem tê-lo visto vivo.

"Pedro não calou sua fé, não se rebaixou aos compromissos. Na história do povo de Deus, houve essa tentação às vezes, a de cortar um pedaço à fé, a tentação de ser um pouco como fazem os demais, a de não ser tão rígido", disse o papa. "Mas quando começamos a cortar a fé, a negociar a fé, a vendê-la ao melhor licitante, começamos o caminho da não fidelidade ao Senhor", acrescentou.

Além desta missa na Casa de Santa Marta, Francisco recebeu hoje em audiência no Vaticano ao prefeito regional da Congregação para os Bispos, o cardeal canadense Marc Ouellet, e o prefeito regional da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o espanhol Antonio Cañizares Llovera.
Posse - Francisco tomará posse neste domingo na Cátedra de Bispo de Roma, na Basílica de São João de Latrão, a catedral da capital italiana, segundo o Vaticano. O ato será realizado quando ainda não foi completado um mês de sua escolha como pontífice, no dia 13 de março.

A posse do argentino Jorge Mario Bergoglio da diocese de Roma, da qual é titular na qualidade de pontífice, se produzirá mediante uma cerimônia na Basílica prevista para começar às 17h30 locais (12h30 no horário de Brasília). Participarão também o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, e o vigário emérito Camillo Ruini.

Durante séculos, a posse da diocese romana era precedida pela chamada "cavalgada papal", na qual o recém-eleito pontífice atravessava em procissão o centro de Roma até a Basílica de São João de Latrão sob um cavalo branco. A tradição foi conservada até o século XVIII, e depois se utilizaram meios mais cômodos para o pontífice, como os carros de cavalos ou, a partir de Pio XII no século XX, os automóveis.
Além da cerimônia de posse do novo bispo de Roma, que sucede Bento XVI após a renúncia ao pontificado em 28 de fevereiro, está previsto que amanhã seja descoberta uma placa em honra a João Paulo II na praça de São João de Latrão, na parte anterior ao Palácio do Vicariato.

Nossas Comentários:

1. Note a expressão: “Cúria Romana, afetada por diversos escândalos”. Isso vindo daqueles que pretendem ensinar moral e bons costumes a todos os povos.

2. O papa desafiou os católicos a darem firme testemunho da fé, porque com ela não se negocia. Ora isso é muito estranho mesmo, vindo de uma igreja onde tudo se negocia, desde batismos, casamentos, ofícios fúnebres, e muitas outras coisas como essas, até chegarmos às imorais indulgências para livrar as almas presas no purgatório que continuam a ser promulgadas e vendidas até os dias de hoje.

3. O papa disse que a fé não pode ser “cortada”. Mas a que fé ele estava se referindo. Certamente não é à fé bíblica, pois essa a Igreja Romana já fez picadinho da mesma há muito tempo. O discurso da chamada “santidade” não passa, como acontece com todos os seus antecessores, de pura hipocrisia.

O papa Francisco cumprimenta o papa emérito Bento XVI, em sua chegada ao heliporto de Castel Gandolfo

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Papa fala pela primeira vez sobre pedofilia: 'Tolerância zero'

Francisco exige determinação da Igreja em relação aos casos de abusos.

O papa Francisco exigiu nesta sexta-feira que a Igreja Católica "atue com determinação" diante dos abusos sexuais cometidos por religiosos, ao receber, no Vaticano, os membros da Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada de tais denúncias. É a primeira vez que o pontífice latino-americano se pronuncia sobre as milhares de denúncias em todo o mundo contra padres pedófilos.

"O Santo Padre recomendou, em particular, o prosseguimento da linha de seu antecessor Bento XVI de agir com determinação nos casos de abusos sexuais", afirmou em um comunicado o Vaticano. O papa prometeu que manterá a política de tolerância zero contra a pedofilia, como Bento XVI, e convidou a hierarquia da Igreja a promover "acima de tudo medidas de proteção dos menores", segundo a nota divulgada pelo gabinete de imprensa da Santa Sé.

Francisco também pediu para que "todos aqueles que foram vítimas de violência no passado sejam ajudados" e que os devidos procedimentos contra os culpados sejam impulsionados. Também convidou as conferências episcopais de todos os países a "formular e cumprir" as diretrizes estabelecidas e disse que reza de modo particular pelo sofrimento das vítimas de abusos.

Autoridades do Vaticano disseram que Francisco, em uma reunião com o chefe de doutrina da Santa Sé, arcebispo Gerhard Muller, afirmou que combater o abuso sexual é importante "para a Igreja e sua credibilidade". Francisco, eleito no dia 13 de março para substituir Bento XVI após sua renúncia, herdou uma Igreja manchada por problemas e envolvida num grande escândalo de abusos sexuais de crianças cometidos por padres.

Escândalo - Em 5 de fevereiro, a Congregação para a Doutrina da Fé informou que nos últimos três anos chegaram ao Vaticano 1.800 denúncias de casos de abusos sexuais a menores por parte de clérigos e que a maioria deles ocorreram entre 1965 e 1985.

O maior número de denúncias aconteceu em 2004, quando chegaram 800 ao dicastério Vaticano, encarregado desse tipo de crime e que enviou em 2011 a todas as Conferências Episcopais um guia para enfrentar, de maneira "coordenada e eficaz", os casos de padres pedófilos. Foi dado um prazo de um ano às conferências para adotarem as diretrizes em matéria de luta contra a pedofilia, que envolvem colaborar com a justiça civil.

O escândalo dos sacerdotes que abusaram de crianças e adolescentes explodiu primeiro nos Estados Unidos no início dos anos 2000. Depois afetou as Igrejas de vários países da Europa, sobretudo da Irlanda, onde foram registrados milhares de casos de abusos. A maior parte dos casos data das últimas décadas, mas outro crime ainda viria se somar ao cometido pelos sacerdotes: o silêncio que cobria os atos. Alguns padres eram transferidos ou protegidos pelos prelados.

A Igreja da América Latina também conheceu uma série de escândalos. O mais conhecido foi o do fundador mexicano do movimento conservador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel, também culpado de abusos sexuais. O papa Bento XVI pediu perdão em várias ocasiões em nome da Igreja às vítimas e impulsionou a tolerância zero.

Nossos comentários:

1. É curioso que uma igreja que hoje mesmo abriga dezenas de acusados de pedofilia em moradias dentro da própria cidade do Vaticano declare tolerância zero contra os casos de abuso sexual. Segue uma sugestão simples: Papa Francisco I, expulse do Vaticano imediatamente e repatrie os pedófilos ali abrigados para os países onde cometeram seus crimes para que possam ser julgados conforme as leis aonde as ofensas foram cometidas. Se essa medida não for tomada o discurso não passa de farsa e o papa de uma grande hipócrita.

2. Note que a notícias fala de milhares de casos. E põe milhares nisso!

3. “O Santo Padre recomendou, em particular, o prosseguimento da linha de seu antecessor Bento XVI de agir com determinação nos casos de abusos sexuais”. Ora Bento XVI, como João Paulo II antes dele, se recusou terminantemente a tomar quaisquer medidas punitivas que fossem efetivas e eficientes contra os pedófilos e se recusou de forma imoral a receber as vítimas e suas famílias que foram procurá-lo em Roma para obter orientação e consolação. A quem Bergoglio acha que consegue enganar com um discurso de “durão”, mais falso que uma nota de R$ 3 reais?

4. Novamente ficamos chocados de ver que a reportagem classifica a Igreja Romana com os seguintes termos: herdou uma Igreja manchada por problemas e envolvida num grande escândalo de abusos sexuais de crianças cometidos por padres. Mesmo diante de tanta desgraça não se ouve nenhuma palavra de arrependimento, nada que reflita um coração desejo de reconciliação com os ofendidos. O orgulho da igreja está em jogo e ele continua intacto para sua liderança.

5. Veja os números da própria Igreja Romana: Em 5 de fevereiro, a Congregação para a Doutrina da Fé informou que nos últimos três anos chegaram ao Vaticano 1.800 denúncias de casos de abusos sexuais a menores por parte de clérigos e que a maioria deles ocorreram entre 1965 e 1985.

6. Além dos atos de pedofilia em si mesmos, temos pecados maiores ainda: outro crime ainda viria se somar ao cometido pelos sacerdotes: o silêncio que cobria os atos. Alguns padres eram transferidos ou protegidos pelos prelados. Esse silêncio tem a ver com acobertamento e proteção oferecida aos criminosos por ordens diretas de João Paulo II, Bento XVI e, não temos dúvidas, que tudo vai continuar na mesma com Francisco I.

7. Segundo o artigo da Veja: O papa Bento XVI pediu perdão em várias ocasiões em nome da Igreja às vítimas e impulsionou a tolerância zero. Seria muito interessante saber as datas e quais foram exatamente as palavras usadas por Bento XVI nessas ocasiões. Dizemos isso porque em documentários tais como: 1) Mea Máxima Culpa — Silêncio na Casa de Deus; 2) Deliver us from evil — Livra-nos do mal e outros, vemos as vítimas e suas famílias sendo ignoradas no Vaticano. Nenhuma palavra de apreço, nenhuma palavra de consolação. Apenas desprezo por aqueles que estão sofrendo.

Se você tem interesse em conhecer mais sobre essa falsa igreja sediada em Roma, suas múltiplas heresias, sua idolatria e seus crimes sexuais poderá ler nossos outros artigos alistados abaixo:

ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA




















Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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