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segunda-feira, 29 de abril de 2013

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — GÊNESIS 35:17-19 - Estudo 002


José personificado por Ben Kingsley no fundo.

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

I. A Infância de José.

José era o filho primogênito de Raquel — ver Gênesis 30:24 — e irmão de Benjamim a quem sua mãe deu à luz antes de falecer – ver Gênesis 35:17—19.
Da infância de José sabemos muito pouco, já que nada está registrado, de forma explícita, nas Escrituras. Estima-se que José estivesse com cinco, no máximo seis anos de idade quando seu pai, Jacó, partiu da Mesopotâmia de volta para a terra Canaã. Como era filho da velhice de seu pai, José foi poupado de todo o sofrimento e das amargas experiências vividas por seu pai em Harã nos anos anteriores. Quando chegamos ao capítulo 37 de Gênesis, José é um moço de dezessete anos. Seus companheiros mais próximos eram os filhos de Bila, serva de Raquel – ver Gênesis 29:29 – que eram seus irmãos por parta de pai: Dã e Naftalí – ver Gênesis 30:5—8. Além desses, tinha também os filhos de Zilpa, serva de Lia – ver Gênesis 29:24 – cujos nomes eram: Gade e Aser – ver Gênesis 30:10—13. A narrativa bíblica, apesar de precária, no pouco que fala desses quatro indivíduos nos deixa a impressão de que os mesmos não eram companhia desejável para um jovem que queria andar com Deus – ver Gênesis 37:2. Quanto aos filhos mais velhos de Jacó – Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulon e Issacar – serviam ainda menos como companheiros, porque cresceram em um ambiente em Harã muito tumultuado, e que certamente teve muita influência na formação do caráter deles. Entre as condições negativas que notamos existiam em Harã nós podemos citar:

  • A enorme ciumeira entre as esposas de Jacó – Lia e Raquel. 
  • Os terríveis esquemas utilizados por Labão e Jacó para enganarem um ao outro. 
  • A influência de um pai – Jacó - que não confiava realmente em Deus, mas que se considerava um verdadeiro espertalhão, quando era apenas um grande enganador. 
José, por sua vez, gozou o privilégio de crescer orientado por um pai realmente convertido e dependente de Deus que teve, inclusive, o nome mudado de/para:

·       יַעֲקֹב Ya`aqob – Jacó = aquele que segura o calcanhar ou suplantador. Nesse contexto o nome de Jacó está associado com a palavra “calcanhar”, que tem uma pronúncia bastante semelhante. Já em Gênesis 27:36, também por causa da pronúncia aproximada, esse nome está relacionado com o verbo hebraico “enganar”.

·       יִשְׂרָאֵל  Yisra´el - Deus prevalece – ver Gênesis 32:28. A mudança vai muito além da substituição de um nome pelo outro. Ela representa uma mudança na vida e no próprio caráter de Jacó – ver Gênesis 35:10. Apesar de Jacó ser um mau caráter na sua mocidade e um grande enganador e pretensioso a maior parte da sua vida adulta, ainda assim o Espírito Santo não desistiu dele até transformá-lo em um homem humilde e dependente de Deus – ver Gênesis 48:15—16 e note a reverência que Jacó demonstra com relação ao SENHOR. Ele chama Deus de:

Ø   אֱלֹהִים Elohim – literalmente “deuses”. Trata-se de um plural de magnificência e não de um plural no sentido gramatical. Esse é o Deus diante do qual seu avô – Abraão – e seu pai – Isaque – andaram e que agora ele reconhece como sendo também o seu Deus. 
Ø   מַּלאָך mal’ak – literalmente anjo, mas nesse caso trata-se de uma clara referência a uma manifestação angelical realmente teofânica – ver Gênesis 28:16—17.

Região de Arabá

Agora que Esaú partiu para a região de Seir — faixa de terra que tinha uns 160 km de extensão e ficava ao sul de Moabe, na margem leste do Jordão na região de Arabá — ver Gênesis 36:9.  Essa região foi mais tarde chamada de Iduméia e foi dela que procederam os “Herodes” que governaram a Palestina inclusive nos dias de Jesus e dos apóstolos:


Herodes o Grande — Tentou Matar a Jesus

Herodes, o Grande: Foi nomeado “Rei dos Judeus” pelo imperador romano e governou de 37 a.C—4 a.D. Era Iduméu, descendente de Esaú, filho de Isaque. Foi um ativo construtor. Entre suas obras mais importantes estão: 1) o templo dos judeus em Jerusalém que ele expandiu e embelezou durante o tempo todo em que reinou – ver João 2:19—20; 2) a construção da bela cidade de Cesaréia Marítima; 3) o monumental Herodium, que era o seu palácio particular. O local exato do seu sepultamento continua iludindo os arqueólogos até o dia de hoje. Esse Herodes era um homem supersticioso ao extremo e mandou matar dois de seus próprios filhos, pois suspeitava que os mesmos queriam tomar-lhe o trono. Foi esse Herodes que mandou assassinar as crianças de Belém, numa tentativa de encontrar e matar o menino Jesus – ver Mateus 2:1—16. Foi ele também quem ordenou que, no dia da sua morte, todos os oficiais da sua corte deveriam ser assassinados, de tal sorte, que houvesse pranto na terra no dia em que ele deixasse essa vida. Arquelau, Antipas e Filipe eram seus filhos.



  • Herodes Arquelau, governou a Judéia, Samaria e Iduméia de 4 d.C.—6 d.C. - Ver Mateus 2.22. Arquelau assumiu o trono quando seu pai morreu. José foi avisado por Deus para evitá-lo e, assim, mudou-se com Maria e com Jesus para a Galiléia ao retornarem do Egito – ver Mateus 2:19—23. Arquelau era o responsável pela área onde ficava situada Jerusalém. Por má administração foi mais tarde banido pelos romanos e substituído por supervisores do império entre os quais vamos encontrar o infame Pôncio Pilatos, como governador da Judéia.

 
Herodes Antipas — Contemporâneo da Jesus

  • Herodes Antipas, governou a Galiléia e a Peréia de 4 d.C.—39 d.C. Foi ele quem mandou matar João Batista – ver Mateus 14.1—12. Jesus o chamou de "raposa" – ver Lucas 13.32. Antipas foi o Herodes mais próximo de Jesus, pois sua área de governo estava centralizada na Galiléia, onde O Senhor ministrou longamente. Como estava em Jerusalém durante a celebração da páscoa judaica, ele também participou do julgamento de Jesus – ver Lucas 23:7—12. 

  • Herodes Filipe: Tetrarca que governou bem, de 4 d.C.—34 d.C., a região que ficava a nordeste do lago da Galiléia, isto é, Ituréia, Gaulanites, Batanéia, Traconites e Auranites – ver Lucas 3:1.

 
Herodes Agripa I — Mandou matar o Apóstolo Tiago

  • Herodes Agripa I: governou, de 41—44 d.C. toda a Palestina, como havia feito Herodes, o Grande, seu avô. Esse Agripa mandou matar o apóstolo Tiago – ver Atos 12.1—23.


Herodes Agripa II – Participou do Julgamento do Apóstolo Paulo

  • Herodes Agripa II: governou o mesmo território que Herodes Filipe havia governado de 50—70 d.C. Paulo compareceu perante esse Herodes Agripa – ver Atos 25:13—26:32. 

Depois da saída de Esáu, Jacó pode peregrinar pelas mesmas terras que seus ancestrais. Deus renovou as promessas feitas a Abrão e a Isaque, mas como eles, Jacó também não herdou a chamada “Terra Prometida” —

Hebreus 11:13—16

13 Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.

14 Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria.

15 E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar.

16 Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.


OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quinta-feira, 28 de março de 2013

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — Estudo 001 - Introdução



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

Introdução

A história de José é sem sombra de dúvida a mais interessante e a mais dramática de todas as histórias que encontramos no Livro do Gênesis. Esse autor não conhece ninguém, crente ou não crente, que não se encante com a beleza dessa narrativa chegando, não poucas vezes, ao próprio derramamento de lágrimas tamanho o impacto que a narrativa causa sobre nossos sentidos.

Uma das maiores características da história de José, quando comparada com a dos outros patriarcas, é a riqueza de detalhes que encontramos na mesma. Mas a história não é apenas dele, e sim de todos os patriarcas que vieram compor as doze tribos do povo de Israel. Por esse motivo, a mesma serve para despertar um profundo interesse a todos os descendentes dos patriarcas, que podem encontrar nela profundas lições de conforto e admoestação.

A verdade, como sabemos, é muitas vezes mais estranha que a ficção e a história de José não é diferente nesse quesito. Todavia, quando nos aproximamos dessas narrativas precisamos nos lembrar que estamos lidando com as Sagradas Escrituras, ou seja, com a verdade em sua forma mais pura e direta. O drama que temos diante de nós trata, com minúcias, da maravilhosa providência de Deus, um tema muito querido por nós os reformados, mas que tem sofrido muitos ataques de todos os lados nos últimos tempos. Até mesmo de dentro de igrejas chamadas evangélicas pessoas têm se levantado para afirmarem, categoricamente, que não acreditam, nem aceitam a doutrina reformada da providência divina. Eles imaginam que fomos nós que inventamos tal doutrina, e fazem tais afirmações por não conhecerem direito as Sagradas Escrituras. É nossa convicção que não existe outra história em toda a Bíblia onde os ensinamentos acerca da providência divina sejam mais claros e óbvios, do que nessa narrativa da história de José.

Passo a passo nós podemos observar o esmerado cuidado de Deus, à medida que Israel e seus filhos irão iniciar o processo que culminará em uma completa escravidão do povo de Israel, como Deus já havia advertido a Abraão – ver Gênesis 15:12—13.

Apesar do capítulo 37 iniciar afirmando “esta é a história de Jacó” – ver Gênesis 37:2 – não é difícil percebermos que se trata, na realidade, da história de José. Mas isso não deve nos levar a pensar que José seja considerado pelas Escrituras Sagradas como mais importante que seus antecessores. Afinal de contas, יהוה - YHVH – o ETERNO – nunca lhe apareceu como fez com Jacó – ver Gênesis 35:1, 9; 48:3 - com Isaque – ver Gênesis 26:1-2, 24 - e com o próprio Abraão – ver Gênesis 17:1; 18:1. A história de José tem seus próprios méritos, mas não existe nenhuma intenção, por parte do autor, de transformá-lo em alguém mais importante que seus ancestrais. Mesmo no Novo Testamento, José é mencionado apenas 9 vezes – ver João 4:5; Atos 7:9, 13—14, 18; Hebreus 11:21—22 e Apocalipse 7:8. Já Abraão, por exemplo, é citado 78 vezes, Jacó 25 vezes e Isaque 18 vezes.

Abraão tipifica nossa ELEIÇÃO, enquanto Isaque tipifica nossa ADOÇÃO e Jacó é um claro exemplo do CONFLITO que existe na vida de todo crente – entre a carne e o Espírito Santo – ver Gálatas 5:17 – bem como, a DISCIPLINA divina – Hebreus 12:5—8 - que visa nos fortalecer nessa luta diária. Já a vida de José nos ensina que o SOFRIMENTO antecede a GLÓRIA. Um dos principais assuntos relativos à vida de José é que os verdadeiros crentes são chamados para sofrer – ver Filipenses 1:29. Nosso caráter precisa ser submetido a diversos testes. Ao mesmo tempo a história de José nos ensina que Deus, o nosso Deus, é o Senhor da Providência e Ele intervém na história da humanidade, todas as vezes que o tempo que Ele mesmo determinou é chegado – ver Gálatas 4:3—5. Mas a vida de José como um tipo — tanto dos cristãos como do próprio Cristo — não para nesse exemplo da vida cristã.

Talvez as características mais marcantes de José e que, definitivamente, o diferenciam dos outros patriarcas, sejam as semelhanças da sua vida com a vida de Jesus, onde José funciona como um tipo do Senhor, com mais de cem pontos de contato ou similaridades entre suas vidas. É certo que Abraão é um tipo do próprio Deus, como o pai que oferece seu próprio filho para ser sacrificado. Isaque é um tipo de Cristo como o próprio filho oferecido para ser sacrificado. Mas com José as similaridades são múltiplas e muito variadas, apesar de como já dissemos, o Novo Testamento não reconhecer essas similaridades como tipológicas, onde José funciona como tipo de Jesus, que é o antítipo. Como exemplo genérico, do que estamos falando, nós podemos dizer que assim como José era um homem justo, que sofreu antagonismo e perseguição e teve que sofrer muito por causa de sua justiça, mas que no fim do processo triunfa sobre tudo e sobre todos, assim também com Jesus, o Justo, o Salvador da humanidade, que teve que passar por experiências semelhantes, porém multiplicadas em intensidade, até triunfar sobre tudo e todos, por meio da Sua gloriosa ressurreição.

O filósofo Blaise Pascal

O filósofo e pensador Blaise Pascal em sua obra prima “Pensamentos”, diz o seguinte acerca desse fato: “Jesus Cristo é pré figurado por José: ele é o filho amado enviado pelo pai aos seus irmãos; o inocente vendido por vinte moedas de prata, mas que se torna senhor e salvador dos seus irmãos, de estranhos e salvador de todo o mundo – ver Gênesis 41:56. Nada disso teria acontecido se seus irmãos não tivessem planejado fazer-lhe mal, rejeitando-o e vendendo-o como escravo. Na prisão de Potifar, nós vamos encontrar José, o inocente, no meio de dois malfeitores — como Jesus foi crucificado também no meio de dois malfeitores. José predisse o futuro daqueles dois homens, apesar dos dois terem sido enviados para a prisão pelo próprio Faraó, um iria viver enquanto o outro não. Na cruz o mesmo acontece. Os dois homens eram criminosos e estavam sendo crucificados pelos mesmos crimes. Todavia, Jesus salva um enquanto o outro segue seu caminho de justa condenação por seus crimes. José pediu para que aquele que seria salvo se lembrasse dele quando estivesse em liberdade. Enquanto isso, aquele que foi salvo por Jesus pediu que o Senhor se lembrasse dele quando estivesse no Seu reino.[1] A providência divina é realmente maravilhosa quando percebida pelos olhos da fé.

José é o último na lista de santos que ocupam lugar preeminente na lista que encontramos no Livro do Gênesis. O número desses santos pode variar de autor para autor, mas todos concordam que os seguintes devem fazer parte da lista: Adão, Abel, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e José. A história de José é a mais extensa, mas isso é fácil de explicar. Sua história é o elo de ligação entre a narrativa do Gênesis e aquela que encontramos no Livro do Êxodo. Seria impossível entendermos os primeiros capítulos do Êxodo sem as informações contidas nos últimos capítulos de Gênesis. A história de José, vendido para os egípcios aos dezessete anos, serve de pano de fundo para nos ajudar a entender como um punhado de descendentes de Jacó se transformou na numerosa nação de Israel.

Também existem paralelos entre as histórias de Jacó e de José. Por exemplo: as duas histórias começam com os pais sendo enganados e os filhos mostrando-se traiçoeiros – ver Gênesis capítulos 27 e 37. Ambas incluem uma separação de 20 anos com o irmão mais novo vivendo no exílio – ver Gênesis 31:38; 37:2 e 41:46. As duas histórias terminam com a reconciliação entre os irmãos – ver Gênesis 33:1—15; 45:1—5. A repetição dos fatos não poderia ser mais óbvia.



OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1]  Pascal, Blaise. Pensamentos. Editora Nova Cultural Ltda, São Paulo, 2005.