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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

SEGURANÇA DA SALVAÇÃO: FUNDAMENTOS E EVIDÊNCIAS BÍBLICAS — PARTE 001




A SEGUNDA PARTE DESSE ESTUDO PODE E DEVE SER LIDA POR MEIO DESSE LINK AQUI:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/01/seguranca-da-salvacao-fundamentose.html

1 Pedro 1:3—5

3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

4 para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros

5  que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.

Introdução
         
O peixe tem certeza de que acaba de encontrar uma deliciosa e nutritiva refeição, mas acaba fisgado. Certeza sem fundamento pode matar, como ocorreu aos incrédulos que acompanharam o povo de Israel na jornada pelo deserto, mas não puderem entrar em Canaã. Não foi por falta de aviso:

Deuteronômio 29:19—20

Ninguém que, ouvindo as palavras desta maldição, se abençoe no seu íntimo, dizendo: Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração, para acrescentar à sede a bebedice. O Senhor não lhe quererá perdoar... lhe apagará o nome de debaixo do céu.
         
A rejeição final dos incrédulos que viveram no autoengano foi suficiente e claramente comunicada também por Jesus:

Mateus 7:22—23

Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.

Todos esses supunham que bastava chamar Jesus de Senhor. Trágico engano. E também não basta chegar bem perto

Hebreus 6:4—6

4 É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo,

5 e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,

6 e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.

Receber as bênçãos do convívio cristão será insuficiente. A verdade será exposta porque os que são do Senhor perseveram, enquanto os que não são dele acabam, por isso mesmo, se afastando:

1 João 2:19

Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.

Fim da ilusão.
         
A existência da ilusão, porém, não invalida a certeza genuína daqueles “que verdadeiramente creem no Senhor Jesus e o amam com sinceridade, procurando andar diante dele em toda a boa consciência”. Estes podem “certificar-se de se achar em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, nessa esperança que nunca os envergonhará” — Confissão de Fé de Westminster 4  É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo,

5  e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,

6  e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia. Confissão de Fé de Westminster XVIII: 1.
         
Têm base bíblica essas afirmações da Confissão de Fé de Westminster? Certamente. A própria Escritura nos ensina a confiar, dizendo que —

2 Timóteo 1:12

Eu sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.

Quem é, porém, esse eu a quem a Palavra se refere? A quem pertencem as promessas da salvação? Quem são esses que ninguém poderá arrebatar das mãos de Deus?
João 10:29

Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.

Os que se iludem podem conhecer a Palavra e até afirmar essas verdades bíblicas como suas. Eles estão convencidos de sua salvação, o que só piora o seu estado. Por isso, fazemos bem em conferir os fundamentos da nossa confiança.

I. As promessas de Deus

Meu Deus por si jurou, eu nele confiei,
E para o céu que preparou eu subirei.
Sua face eu hei de ver, confiado em seu amor,
E para sempre engrandecer meu Redentor.
(Novo Cântico hino 21, 4ª estrofe. D. Ben Judah — Trad. R.H. Moreton)

A salvação do crente é duplamente segura. Lemos em nosso texto básico que somos guardados aqui na terra para uma herança que está reservada para nós lá no céu. E qual é a base para essa dupla segurança? É a garantia da promessa e do juramento de Deus —

Hebreus 6:13—19

13 Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo,

14 dizendo: Certamente, te abençoarei e te multiplicarei.

15 E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa.

16 Pois os homens juram pelo que lhes é superior, e o juramento, servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda.

17 Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento,

18 para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;

19 a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu.

A promessa e o juramento são apresentados nessa passagem de Hebreus como “duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta” (v.18). Disso resulta nossa esperança e âncora da alma (v.19). Os herdeiros da promessa de Deus estão firmados na “imutabilidade do seu propósito” (v.17) demonstrada pelas palavras do próprio Deus:

Salmos 89:34

Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram.

Por mais assustadoras que pareçam as circunstâncias, e apesar de nossa teimosa inclinação para a rebeldia, a salvação é segura porque o pacto é firme:

Isaías 54:10

Os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o Senhor, que se compadece de ti.

Palavra de Deus!
         
No Antigo Testamento, Canaã é mencionada como a herança prometida a Israel —

Êxodo 32:13

Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente.

Levítico 20:24

Mas a vós outros vos tenho dito: em herança possuireis a sua terra, e eu vo-la darei para a possuirdes, terra que mana leite e mel. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos separei dos povos.

Números 26:53—56

53 A estes se repartirá a terra em herança, segundo o censo.

54 À tribo mais numerosa darás herança maior, à pequena, herança menor; a cada uma, em proporção ao seu número, se dará a herança.

55 Todavia, a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais, a herdarão.

56 Segundo a sorte, repartir-se-á a herança deles entre as tribos maiores e menores.

Deuteronômio 3:28

Dá ordens a Josué, e anima-o, e fortalece-o; porque ele passará adiante deste povo e o fará possuir a terra que tu apenas verás.[1]


Como filhos de Deus pelo novo nascimento, os cristãos são herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo

Romanos 8:16—17

16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

17 Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.[2]

Como filhos de Abraão pela fé

Gálatas 3:7—9

7 Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.

8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos.

9 De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.

Somos herdeiros da aliança e aguardamos novos céus e nova terra —

2 Pedro 3:13

Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.

Nossa herança é definitiva, permanente, porque é “... incorruptível ... e não pode murchar”, reservada nos céus para o crente. Nossa herança é a prometida salvação que será “revelada no último tempo”.

1 Pedro 1:4-5

4 Para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros

5 que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.

Hebreus 1:14

Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Essa promessa é tão firme que a salvação não será abalada nem mesmo por nossa insistente capacidade de tropeçar —

Romanos 7.21

Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.

1 Coríntios 10:12

Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.

Segundo a Escritura —

1 João 1:10

Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

O resultado final de todas as afirmações anteriores é que: só não caímos definitivamente porque somos “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé” — 1 Pedro 1:5 É o Senhor quem, outra vez, oferece-nos a garantia de sua promessa de uma salvação segura. Ele está vigiando para não desviarmos da fé e pela disciplina nos oferece a cura quando dela precisamos:

Hebreus 12:12—13

12 Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos;

13 e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado.
         
Deus está interessado na segurança de nossa salvação e a fundamenta com promessas imutáveis, mantidas por sua misericórdia e fidelidade. A nós resta ser a expressão de louvor do profeta Miqueias, consternado pela rebeldia de Israel, mas confortado pelo perdão oferecido graciosamente ao remanescente —

Miquéias 7:18—20

Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar. Mostrarás a Jacó a fidelidade e a Abraão, a misericórdia, as quais juraste a nossos pais, desde os dias antigos.

Como permanecem a aliança e as promessas de Deus. Assim, permanece segura a nossa salvação.

CONTINUA....

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 
Desde já agradecemos a todos.


[1] Uma coisa que é importante entendermos acerca dessas promessas de Deus com relação à terra de Canaã é que as mesmas estão culturalmente condicionadas, e não devem ser entendidas de forma literal, pois nesse caso, tal concessão teria que durar por toda a eternidade, o que obviamente, não é o caso.
[2] Note que no caso das promessas do Novo Testamento, as mesmas são facilmente extensíveis para abranger toda a eternidade.

domingo, 14 de setembro de 2014

2 Coríntios 12:11 – 13:14 - O Apelo Final do Apóstolo Paulo - Sermão # 17


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Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da 2 Epístola de Paulo aos Coríntios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios


Introdução.

A. Ao lermos estas últimas palavras do apóstolo em 2 Coríntios nos podemos perceber que estamos diante de um homem que envidou um esforço enorme e que agora está bastante cansado como resultado direto daquele esforço. 
B. Como já mencionamos anteriormente o relacionamento do apóstolo Paulo com a igreja em Corinto estava passando por um período de muita turbulência. 
C. Vejamos, então qual é...
O Apelo Final do Apóstolo Paulo

I. A Última Repreensão de Paulo. 
A. Paulo inicia esta secção se desculpando pelo fato de ter falado acerca de si mesmo de maneira tão extensa — 
2 Coríntios 12:11a 
Tenho-me tornado insensato; a isto me constrangestes. 
B. Ao administrar sua última repreensão, Paulo fala acerca de... 
1. Da dívida que os Coríntios tinham para com Paulo. 
2 Coríntios 12:11 
Eu devia ter sido louvado por vós! 
Mas não foi louvor que ele recebeu e sim críticas. 
C. Seus críticos, como já vimos, eram de dois tipos: 
1. Em primeiro lugar Paulo enfrentava a oposição dos judaizantes que ensinavam que os crentes em Cristo estavam obrigados a guardar a Lei de Moisés. 
2. Em segundo lugar Paulo enfrentava a oposição de mestres pagãos que desejavam misturar a fé cristã com práticas pagãs.
3. Assim Paulo era criticado tanto por aquilo que ele era, um judeu, como pelo que ensinava acerca da nossa liberdade em Cristo! 
D. Paulo reage a estas críticas, pois percebia nelas uma enorme ingratidão. Sua repreensão é sua última tentativa de ganhar esses homens sem ter que confrontá-los quando estivesse em Corinto em um futuro próximo. 
E. Paulo segue em frente e fala acerca das.. 
1. Dúvidas que eles tinham com referência ao trabalho de Paulo no meio deles. 
a. Ainda em 2 Coríntios 12:11 Paulo diz: “...em nada fui inferior a estes apóstolos”. 
b. Como já vimos anteriormente aqueles outros mestres se referiam a Paulo como alguém que não tinha uma boa imagem ou aparência e como alguém que não era tão habilidoso na arte de falar como alguns daqueles homens eram. 
c. Não existe nada mais fácil do que criticar e desacreditar o trabalho de uma pessoa. 
d. No caso de Paulo essas críticas só eram possíveis porque estavam baseadas em falsas premissas. E uma das premissas básica era a de cobrar pelo serviço de ensinar. 
e. Como Paulo não havia cobrado por seus serviços estes indivíduos argumentavam que a igreja em Corinto era inferior às outras igrejas — 
2 Coríntios 12:13 
Porque, em que tendes vós sido inferiores às demais igrejas, senão neste fato de não vos ter sido pesado? Perdoai-me esta injustiça. 
F. Paulo se defende deixando claro que seu interesse estava nas pessoas e não no dinheiro delas —  
2 Coríntios 14—15 
14 Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos. 
15 Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado? 
Em função disto existia uma reação espiritual que apóstolo Paulo esperava. 
II. O tipo de reação espiritual que o apóstolo Paulo esperava. 
A. Começando em 2 Coríntios 12:19 nós podemos perceber duas linhas de pensamento. 
B. Os motivos que mantinham Paulo firme no seu ministério. 
1. Em primeiro lugar e mais importante que tudo era o bem espiritual daqueles a quem ele procurava servir. Paulo diz: Falamos em Cristo... e tudo para a vossa edificação — 2 Coríntios 12:19. 
2. Em 2 Coríntios 13:7 o mesmo sentimento está manifestado — 
Estamos orando a Deus para que não façais mal algum, não para que, simplesmente, pareçamos aprovados, mas para que façais o bem, embora sejamos tidos como reprovados. 
3. Esta preocupação de Paulo tinha a ver diretamente com o fato de que ele temia que os crentes em Corinto, enganados por falsos ensinamentos, acabassem por destruir a obra de Deus naquela cidade — 
2 Coríntios 12:20—21 
20 Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos. 
21 Receio que, indo outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e eu venha a chorar por muitos que, outrora, pecaram e não se arrependeram da impureza, prostituição e lascívia que cometeram. 
4. Mas ao mesmo tempo que Paulo está preocupado ele também está determinado a confrontar aqueles que labutam no erro — 
2 Coríntios 13:2 
Já o disse anteriormente e torno a dizer, como fiz quando estive presente pela segunda vez; mas, agora, estando ausente, o digo aos que, outrora, pecaram e a todos os mais que, se outra vez for, não os pouparei. 
5. Quando os medicamentos não surtem os efeitos desejados nada mais resta senão o bisturi do cirurgião! 
B. Além de falar acerca dos motivos que o mantinham firme, Paulo fala também acerca... 
1. Do Senhor que controlava Paulo em seu ministério. 
2. Em 2 Coríntios 12:19 Paulo deixa claro que: Falamos em Cristo, perante Deus. Este é o Senhor a quem eu sirvo. 
3. Sendo Deus: 
a. O Deus da verdade — 
Salmos 31:5 
Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade. 
b. O único Deus verdadeiro — 
João 17:3 
E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 
c. O Deus que não pode mentir — 
Tito 1:2 
Na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos. 
4. E sendo Jesus a encarnação da própria verdade, pois ele disse: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida! — João 14:6. 
5. Então a conclusão de Paulo não pode ser diferente da que encontramos em — 
2 Coríntios 13:8 
Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade. 
6. Somente através da submissão constantes à verdade do evangelho é que podemos ser aperfeiçoados — 
2 Coríntios 13:9 
Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós, fortes; e isto é o que pedimos: o vosso aperfeiçoamento. 
III. O Pedido Prático que Paulo Faz. 
A. Existem duas coisas neste texto que Paulo pede à comunidade de cristãos em Corinto. 
1. Paulo orienta os cristãos em Corinto olharem para si mesmos. 
a. Em 2 Coríntios 13:5 Paulo orienta os irmãos a πειράζετε – peirázete – examinai-vos a vós mesmos e a δοκιμάζετε – dokimázete – provai-vos a vós mesmos. A intenção destes testes é para confirmar se eles estavam mesmo ou não “em Cristo”. 
b. Isto era necessário porque certos comportamentos em Corinto punham em questão se eles eram mesmo ou não membros da família de Deus.
c. Paulo pede que estas pessoas se concentrem em si mesmas em vez de se concentrarem na pessoa dele. 
d. Uma das maiores verdades que existem nos relacionamentos interpessoais de qualquer igreja é que as pessoas que mais criticam são sempre aquelas que menos fazem! 
B. Em segundo lugar Paulo os instrui acerca de.. 
1. Como os cristãos em Corinto deviam viver. 
a. A instrução de Paulo acerca de como os irmãos deveriam viver pode ser encontrada em — 
2 Coríntios 13:11 
Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco. 
b. A idéia central do verso acima é que os cristãos em Corinto deviam viver, acima de tudo, em Paz. 
c. A promessa feita por Paulo é que quando viverem em Paz o próprio Deus de amor e da paz estaria com eles. 
d. É realmente inacreditável como entre os cristãos pode existir um ambiente que seja uma atmosfera onde Deus não opera! 
e. Existe realmente um solo onde a obra de Deus pode prosperar e outro onde só reina confusão. Neste é impossível haver crescimento espiritual. 
IV. Paulo termina sua epístola com palavras com as quais estamos bastante familiarizados — 
1 Coríntios 13:13
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. 
Conclusão. 
1. Todos nós, por causa do nosso egoísmo, temos este pendor natural de sermos profundamente ingratos com aqueles que nos fazem bem, tão logo alguma de nossas vontades, é contrariada. Quando nos voltamos contra aqueles que nos ensinam e nos edificam no evangelho, nós estamos deixando de reconhecer a obra que Deus está fazendo em nosso meio através destas pessoas. O autor da Epístola aos Hebreus exorta os irmãos com as seguintes palavras — 
Hebreus 13:17 
Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros. 
2. Existe um orgulho básico no ser humano que eu chamo de orgulho derivado. Este orgulho tem a ver com aqueles com os quais a pessoa está envolvida ou com as coisas com as quais a pessoas está envolvida. Tem a ver com quem a pessoa está ouvindo. Tem a ver com o prédio onde a reunião está acontecendo. Tem a ver com a organização com a qual a pessoa está relacionada. Meus irmãos, tudo isto é completamente vazio se estas coisas todas não estiverem amparadas na verdade! Pode ser quem for — professor, doutor, bispo, presidente e etc. — pode ser onde for — em um templo suntuoso ou em uma enorme basílica — se não estiver amparado pela verdade é tudo inútil para a edificação das pessoas. A verdade é que nós gostamos de ouvir pessoas importantes, gostamos de frequentar lugares imponentes, gostamos de nos misturar com multidões de pessoas que pensam como nós. Afinal, não queremos ficar de fora, não é mesmo? 
3. Quando agirmos ou vermos alguém agindo de maneira que é claramente contrária aos ensinamentos das Escrituras, devemos parar e nos perguntar: sou realmente crente em Jesus? Se sou devo me arrepender imediatamente e mudar minha atitude. Se for um irmão que estiver passando por esta situação devemos ajudá-lo a caminhar na direção certa. 
4. Não acredito que sejam verdadeiramente crentes aqueles que fazem intencionalmente o mal a outras pessoas e não se arrependem e buscam ser perdoados! 
5. Temos que aprender a viver em paz meus irmãos. E para viver em paz precisamos sempre reconhecer nossos erros e procurar aqueles contra os quais erramos e pedir perdão. Somente assim poderemos manter verdadeira paz em nosso meio. Nosso orgulho precisa ser posto de lado tanto da parte do ofensor quanto da parte do ofendido se quisermos realmente viver em paz. Quando agimos assim, e somente quando agimos assim, então... 
6. O Deus de Amor e de Paz estará conosco. 
Para refletir: o que você tem feito para contribuir com a presença do Deus de amor e de paz no meio em que vive? 
OUTRAS MENSAGENS EM 2 CORÍNTIOS PODEM SER ACESSSADAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

001 — A Escola do Sofrimento – 2 Coríntios 2:1—11

002 — Os Críticos do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 1:12 — 2:11

003 — Como Paulo Entendia o Ministério Cristão — 2 Coríntios 2:12 — 3:3

004 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 3:4—18 — Parte 1

005 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 4:1—6 — parte 2

006 — Batalhas e Bênçãos — 2 Coríntios 4:7—15

007 — Crescendo Apesar de Estar Envelhecendo — 2 Coríntios 4:16—5:9

008 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 1 — 2 Coríntios 5:9—14

009 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 2 — 2 Coríntios 5:14—6:4

010 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 3 — 2 Coríntios 6:3—10

011 — Os Princípios e a Prática da Separação Bíblica — 2 Coríntios 6:11—7:3

012 — Tudo Vai Bem, Quando Termina Bem — 2 Coríntios 7:4—16

013 — A Prática Cristã de Contribuir — 2 Coríntios 8—9

014 — No Fim o Que Conta é Como Deus nos Vê — 2 Coríntios 10

015 — Paulo Responde a Seus Detratores — 2 Coríntios 11

016 — Deixando as Dificuldades e Através da Descoberta, Chegando na Doxologia — 2 Coríntios 12:1—10

017 — O Apelo Final do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 12:11 — 13:14.

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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