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sábado, 9 de janeiro de 2016

A GLÓRIA DE DEUS - Estudo 9 - A RELAÇÃO ENTRE AÇÕES DE GRAÇAS E A GLÓRIA DE DEUS PARTE 001


Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.

Introdução

A. Nós temos sido lembrados, nesses estudos que existem três aspectos importantes relacionados com a vida cristã. Nós precisamos:

1. Praticar a verdade fazendo o que é certo.

2. Nós devemos fazer o que é certo através de decisões de fé, esperança e amor.

3. E termos como objetivo maior de nossas vidas fazer tudo para a glória de Deus.

B. Existem inúmeras verdades que se encaixam de maneira harmoniosa com os aspectos mencionados na letra A. Entre essas verdades, duas se destacam: Louvor e Ações de Graças. O objetivo dos estudos oito e nove é o de enfatizar o valor e a importância destas práticas em nossas vidas diárias.

C. Ações de Graça foi uma virtude quase completamente perdida com a queda dos nossos primeiros pais. Como pecadores nós somos, por natureza, ingratos. Como crentes precisamos nos arrepender desse pecado, decidirmos por fé a obedecer a Deus e buscarmos alcançar, novamente, a graça de sermos agradecidos.

I. O Princípio e a Ilustração Bíblicas Acerca de Ações de Graças.

A. A Cura dos Dez Leprosos –

Lucas 17:12—19

Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados. Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove? Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.

Comentário:

1. Podemos imaginar a terrível condição desses homens — leprosos. Tente imaginar o dia em que descobriram que tinham a doença, o afastamento da família, o abandono forçado do trabalho, a necessidade de depender de outras pessoas, a maneira brutal como eram tratados pela sociedade, a situação desesperadora da sua condição, e talvez, acima de tudo, as perguntas acerca da condição deles diante de Deus — seria a enfermidade um juízo da parte de Deus, um indicativo de que a situação deles diante de Deus estava gravemente comprometida?.

2. É interessante notarmos que eles foram limpos no processo de obediência a Deus. A fé deles se manifestou em forma de obediência.

3. De importância crucial nessa passagem é a relação que existe entre ações de graças e a glória de Deus. Os três aspectos mencionados na introdução podem ser vistos neste trecho dos evangelhos.

4. É evidente que o Senhor Jesus ficou desapontado quando os dez homens não retornaram para lhe agradecer. Nós precisamos perguntar se não desapontamos o Senhor, diariamente, com atitudes semelhantes de ingratidão. Nós temos sido libertados de uma enfermidade muito pior que a lepra: o pecado.

5. A advertência que nós poderíamos dar aos nove homens que não retornaram para agradecer ao Senhor Jesus e glorificar a Deus pode muito bem se administrada a nós mesmos.

B. A Promessa de Deus Através do Salmista.

Salmos 50:14—15

Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo; invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.

Comentário:

1. Esses versículos nos lembram que Deus deve estar em nossa lembrança e Seu louvor em nossos lábios — mas não somente quando estamos com problemas.

2. Note a relação íntima que existe entre ações de graças, obediência, oração, a promessa de livramento e a glória de Deus!

3. Estes versos descrevem a vida cristã normal. É muito importante que nós reconheçamos o lugar das ações de graças.


C. Um Lembrete de que Ações de Graças são agradáveis a Deus.

Salmos 69:30— 31

Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graças. Será isso muito mais agradável ao SENHOR do que um boi ou um novilho com chifres e unhas.

Comentário:

1. Muitos de nós se alegrariam em poder fazer uma grande doação para a obra de Deus como a que os Israelitas fizeram quando da construção do tabernáculo.

2. Mas a maioria dos crentes falha em reconhecer a importância das ações de graças e como estas são agradáveis a Deus. Esta falha é mais crítica nos nossos dias. A fé é sempre melhor que a vista.

D. O Exemplo de Daniel.

Daniel 6:10

Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.

Comentário:

1. Daniel estava em uma encruzilhada. Seus inimigos haviam passado uma lei tornando as orações ao SENHOR um crime. Apesar disso, o profeta orou e deu graças a Deus.

2. Esse versículo descreve o caráter de Daniel e sua forma de viver. Ele orava pelo menos três vezes ao dia. É importante notarmos que o Espírito Santo inspirou o autor a incluir a expressão “dava graças, diante do seu Deus”, neste texto. Existe uma grande lição nisto tudo. A vida de oração de Daniel não se resumia a pedidos. Ele investia tempo em ações de graças. Certamente esse é um dos motivos por ele ter alcançado o destaque que alcançou.

E. O Ministério do Apóstolo Paulo aos Coríntios

2 Coríntios 4:15

Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.

Comentário:

1. Paulo está falando do ministério dele entre os Coríntios. Deus havia feito de Paulo um auxílio espiritual para muitos deles. Eles estavam agradecidos e ofereciam ações de graças a Deus pelo apostolo Paulo. Paulo interpreta tal atitude como produzindo a glória de Deus.

2. Este verso serve tanto como um exemplo como uma exortação para nós. Todos nós temos recebidos bênçãos de Deus através de pastores, professores da escola dominical, parentes e amigos. Por cada um desses nós temos que ser gratos a Deus. Quando somos gratos a Deus, Ele é glorificado.

II. A Importância das Ações de Graças.

A. Ações de Graças são importantes porque um dos sacrifícios ensinados no livro de Levítico era o de Ações de Graças.

Levítico 7:12—15

Se fizer por ação de graças, com a oferta de ação de graças trará bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite e bolos de flor de farinha bem amassados com azeite. Com os bolos trará, por sua oferta, pão levedado, com o sacrifício de sua oferta pacífica por ação de graças. E, de toda oferta, trará um bolo por oferta ao SENHOR, que será do sacerdote que aspergir o sangue da oferta pacífica. Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã.

Comentário:

1. As ofertas pacíficas, entre as quais encontramos as ofertas de Ações de Graças, eram devidas pelas benções comuns do dia a dia — a família, o alimento, o estar bem etc., — ou por algo especial recebido das mãos de Deus — recuperação da saúde, a proteção de Deus em uma viagem, a consecução de um negócio e etc. Ver Salmo 107. Podiam também ser fruto do pagamento de algum voto feito em tempos de angústia ou como forma de suplicar uma misericórdia especial, chamada de oferta voluntária.

2. Ao transformar as Ações de Graças em uma parte importante das ofertas pacíficas, Deus colocou está prática, de forma permanente, diante dos olhos dos Israelitas.

3. As Ações de Graças não foram deixadas ao bel prazer dos santos da Antiga Aliança, como se fossem algo opcional. Deus fez desta prática uma parte importante da vida espiritual deles. Eles foram ordenados a oferecer Ações de Graças.

B. David estabeleceu um grupo de Levitas cuja função era louvar e agradecer ao SENHOR Deus e ele mesmo escreveu inúmeros salmos expressando gratidão a Deus.

1 Crônicas 16:4—8

Designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do SENHOR, e celebrar, e louvar, e exaltar o SENHOR, Deus de Israel, a saber, Asafe, o chefe, Zacarias, o segundo, e depois Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e Jeiel, com alaúdes e harpas; e Asafe fazia ressoar os címbalos. Os sacerdotes Benaia e Jaaziel estavam continuamente com trombetas, perante a arca da Aliança de Deus. Naquele dia, foi que Davi encarregou, pela primeira vez, a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos o SENHOR.   Rendei graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos.

Comentário:

1. Esses versículos nos mostram a compreensão que Davi tinha acerca da importância das Ações de Graças entre o povo de Deus. Ele ordenou que um grupo de Levitas fosse destacado para este mister e compôs salmos para serem usados no ato de louvar e agradecer ao SENHOR.

2. Ações de Graças juntamente com o regozijo, o louvor e a exaltação — celebração — são a vontade de Deus para todo o Seu povo. Todavia muitos de nós desobedecemos a Deus quando não somos agradecidos.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e  a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 1 

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 2 

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-gloria-de-deus-estudo-10-as.html

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 007


O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo
Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”

– Lucas 22:44 –

CONTINUAÇÃO...

Primeira Inferência: Nisto esta impiedade foi apenas uma amostra da maldade da humanidade; pois a corrupção de toda a humanidade é da mesma natureza, e a maldade que está no coração de um homem é da mesma natureza e tendência como em outro. Como na água, o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.

Segunda Inferência: É provável que Cristo morreu para fazer expiação por aquela verdadeira impiedade individual que operou os Seus sofrimentos, que o reprovou, escarneceu, esbofeteou, e o crucificou. Alguns de Seus algozes, por quem Ele orou para que pudessem ser perdoados, enquanto eles estavam no próprio ato de crucificar Jesus, foram posteriormente, em resposta à Sua oração, convertidos pela pregação de Pedro; como temos um relato no segundo capítulo de Atos.

Outra circunstância da agonia de Cristo que demonstra a força do Seu amor é o ingrato abandono dos Seus discípulos naquele momento. Os discípulos de Cristo estavam entre aqueles pelos quais Ele suportou essa agonia, e entre aqueles por quem Ele iria suportar os últimos sofrimentos, dos quais Ele agora tinha aquelas apreensões terríveis. No entanto, Cristo já os tinha despertado a um interesse nos benefícios desses sofrimentos. Seus pecados já haviam sido perdoados por meio daquele sangue que Ele estava para derramar, e eles já haviam recebido os benefícios infinitos por meio daquela moribunda compaixão e amor que Ele tinha por eles, e foram, por Seus sofrimentos, distinguidos de todos os demais do mundo. Cristo havia colocado uma maior honra sobre eles do que sobre quaisquer outros, fazendo-os Seus discípulos em um sentido mais honroso do que Ele havia feito a favor de qualquer outro. E ainda agora, quando Ele teve o terrível cálice colocado diante dEle, que Ele beberia por eles, e estava em tal agonia diante da visão disto, Ele não viu nenhum retorno por parte deles, senão a indiferença e ingratidão. Quando Ele apenas desejava que o assistissem, para que Ele fosse consolado com sua companhia, agora, neste momento, triste eles adormeceram; e mostraram que não havia preocupação suficiente sobre isso para induzi-los a manterem-se acordados com Ele, nem mesmo por uma hora, embora Ele desejasse isso, uma vez e outra vez. Mas ainda assim, este tratamento ingrato deles, por quem Ele devia beber o cálice da Ira que Deus havia posto diante dEle, não O desencorajou de tomá-lo, e bebê-lo por eles. Seu amor resistiu a eles; tendo amado os seus, amou-os até o fim. Ele não disse dentro de Si mesmo quando o cálice trêmulo estava diante dEle: “Por que devo suportar tanto por aqueles que são tão ingratos; por que eu deveria lutar aqui com a expectativa da terrível Ira de Deus a ser suportada por mim amanhã, por aqueles que nesse meio tempo não têm tanta preocupação por mim, como para manterem-se acordados comigo nem por uma hora quando eu desejo isso da parte deles?” Mas, ao contrário, com compaixões ternas e paternais Ele desculpa essa ingratidão de Seus discípulos, e diz em Mateus 26:41: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. E, seguiu, e foi apreendido, e escarnecido e açoitado e crucificado, e derramou a Sua alma na morte, sob o peso da terrível Ira de Deus na cruz por eles.

Terceira Inferência: A partir do que foi dito, podemos aprender as maravilhas da submissão de Cristo à vontade de Deus. Cristo, sendo uma Pessoa Divina, era o Soberano absoluto do céu e da terra, mas ainda assim Ele foi o mais maravilhoso exemplo de submissão à soberania de Deus que alguma vez já houve. Quando Ele teve tal visão da terribilidade de Seus últimos sofrimentos, e orou, se fosse possível que esse cálice passasse dEle, ou seja, se não houvesse uma necessidade absoluta disto para a salvação dos pecadores, ainda assim isso foi uma perfeita submissão à vontade de Deus. Ele acrescenta: “todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. Ele preferiu que a inclinação de Sua natureza humana, que tanto temia tais tormentos intensos, fosse crucificada, ao invés de que a vontade de Deus não fosse realizada. Ele se deleitava com o pensamento da vontade de Deus que estava sendo feita; e quando Ele foi e orou pela segunda vez, Ele não tinha mais nada a dizer, senão: “Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade”; e assim na terceira vez. O que são tais provas de submissão, em relação as que qualquer um de nós tem, por vezes, nas aflições que sofremos? Se Deus apenas em Sua providência indica que isto seja a Sua vontade para que participemos como um filho, quão dificilmente somos levados a ceder a ela, quão prontos para sermos insubmissos e perversos! Ou se Deus põe a mão sobre nós em alguma dor aguda do corpo, como estamos prontos a estar descontentes e impacientes; quando o inocente Filho de Deus, que não merecia o sofrimento pôde submeter-se calmamente a sofrimentos incompreensivelmente grandes, e disse uma e outra vez: que seja feita a vontade de Deus! Quando Ele foi trazido e estabelecido diante daquela fornalha terrível de ira na qual Ele devia ser lançado, a fim de que Ele pudesse olhar para isso e ter uma visão completa de Sua ferocidade, quando Sua carne encolheu diante disso, e Sua natureza esteve num tal conflito, que o Seu corpo foi todo coberto por um suor de sangue caindo em grandes gotas no chão, mas Sua alma calmamente entregou-se para que a vontade de Deus fosse feita, ao invés da vontade ou inclinação de Sua natureza humana.

Quarta Inferência: O que foi dito sobre este assunto também nos mostra a glória da obediência de Cristo. Cristo foi sujeito à lei moral como Adão era, e Ele também estava sujeito às leis cerimoniais e judiciais de Moisés; mas o principal comando que Ele havia recebido do Pai era que Ele deveria dar a Sua vida, que Ele deveria voluntariamente entregar a Si mesmo a aqueles terríveis sofrimentos na Cruz. Fazer isso era a Sua principal missão no mundo; e, sem dúvida, a principal ordenança que Ele recebeu, foi sobre aquilo que era a principal incumbência para que Ele fora enviado. O Pai, quando O enviou ao mundo, enviou-O com os comandos sobre o que Ele deveria fazer no mundo; e Sua maior ordenança dentre todas foi sobre isso,  a incumbência para a qual Ele foi principalmente enviado, foi para entregar a Sua vida. E, portanto, esta ordenança foi a principal prova da Sua obediência. Foi a maior prova de Sua obediência, porque era, de longe, a ordem mais difícil: todo o resto era fácil em comparação a isto. E a principal prova de que Cristo teve, se Ele obedecesse a esta ordem, foi no tempo de Sua agonia; por que ocorreu uma hora antes dEle ter sido preso, de acordo com Seus sofrimentos, quando Ele deveria ou render-se a eles, ou fugir deles. E então foi a primeira vez que Cristo teve uma visão completa da dificuldade desta ordem; que parecia tão grande a ponto de causar aquele suor de sangue. Em seguida, foi o conflito da fraca natureza humana com a dificuldade, depois foram as dolorosas lutas e batalhas com o julgamento pesado que Ele teve, e então Cristo obteve vitória sobre a tentação, provinda do medo de Sua natureza humana. Sua obediência resistiu em meio ao conflito. Então, podemos supor que Satanás foi especialmente solto para lidar com o medo natural que a natureza humana tinha de tais tormentos, e esforçar-se com o seu melhor para dissuadir Cristo de prosseguir em beber o cálice amargo; pois a essa altura, em direção a aproximar-se da vida de Cristo, Ele estava especialmente entregue nas mãos de Satanás, para ser tentado por ele, mais do que Ele foi imediatamente após o Seu batismo; pois Cristo diz, falando da época, Lucas 22:53: “Tenho estado todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim, mas esta é a vossa hora e o poder das trevas”. Logo, Cristo, no momento de Sua agonia, esteve lutando não somente com visões assombrosas de Seus últimos sofrimentos, mas Ele também lutou, nesse suor sangrento, com os principados e potestades – argumentou Ele, nesse momento com o grande leviatã que trabalhou com o seu melhor para tentá-lo à desobediência. De modo que, em seguida, Cristo teve tentações em todos os sentidos para atraí-Lo para fora da obediência a Deus. Teve tentações de Sua fraca natureza humana, que temia extremamente tais tormentos; e Ele teve tentações de homens, que eram os Seus inimigos; e Ele teve tentações do abandono ingrato de Seus discípulos; e Ele teve tentações do Diabo. Ele também teve uma prova esmagadora da manifestação da própria Ira de Deus; quando, nas palavras de Isaías, agradou ao Senhor moê-lo e fazê-lo enfermar. Todavia, ainda assim, Ele não falhou, mas conseguiu a vitória sobre todos, e realizou esse grande ato de obediência naquele momento, ao mesmo Deus que se escondeu dEle, e demonstrou a Sua Ira a Ele pelos pecados dos homens, que Ele devia em breve sofrer. Nada poderia movê-Lo para longe de Sua obediência fiel a Deus, mas Ele insistiu em dizer: “Seja feita a Sua vontade”, expressando não apenas a Sua submissão, mas Sua obediência; não somente a Sua conformidade com a disposição da vontade de Deus, mas também com a Sua vontade perceptiva. Deus lhe havia dado este cálice para beber, e tinha ordenado a Ele que bebesse, e isso era motivo suficiente para que Ele O bebesse; portanto, Ele diz, na conclusão de Sua agonia, quando Judas veio com Seu bando: “não beberei eu o cálice que o Pai me deu?” (João 18:11). Cristo, no momento de Sua agonia, deu uma prova incrivelmente maior de obediência do que qualquer homem ou anjo já deu. Quanto mais além foi esta prova de obediência do segundo Adão do que a provação de obediência do primeiro Adão! Quão leve foi a tentação de nosso primeiro pai, em comparação a esta! E, no entanto o nosso primeiro fiador falhou, e nosso segundo não falhou, mas obteve uma vitória gloriosa, e seguiu, e tornou-se obediente até à morte e morte de cruz. Assim maravilhosa e gloriosa foi a obediência de Cristo, pela qual Ele operou a justiça para os crentes, e cuja obediência é imputada a eles. Não maravilha que esta seja uma doce punição semeada, e que Deus permaneça disposto a dar o céu como a Sua recompensa a todos os que creem nEle.

Quinta Inferência: O que foi dito mostra-nos a insensatez da segurança dos pecadores em serem tão destemidos diante da Ira de Deus. Se a Ira de Deus era tão terrível, que, quando Cristo somente a esperava, Sua natureza humana foi quase sobrecarregada com o temor dela, e Sua alma ficou assombrada, e Seu corpo todo em um suor sangrento; então quão insensatos são os pecadores, que estão sob a ameaça da mesma Ira de Deus, e são condenados a ela, e estão a cada momento expostos a isso; e, no entanto, em vez de manifestar intensa apreensão, estão calmos, leves e indiferentes; em vez de estarem tristes e mui pesados, andam com um coração tranquilo e descuidado; em vez de chorar em amarga agonia, muitas vezes estão felizes e contentes, e comem e bebem, e dormem tranquilamente, e prosseguem no pecado, provocando a Ira de Deus mais e mais, sem qualquer motivo de preocupação! Quão estúpidas e insensatas são essas pessoas! Deixem que tais pecadores insensíveis considerem que esta miséria, da qual eles estão em perigo devido a Ira de Deus, é infinitamente mais terrível do que a que ocasionou em Cristo a Sua agonia e suor sangrento. É mais terrível, tanto como isto difere em Sua natureza e grau, e também uma vez que difere na Sua duração. É mais terrível em Sua natureza e grau. Cristo sofreu aquilo enquanto confirmou a honra da lei Divina, era plenamente equivalente à miséria dos condenados; e em algum aspecto foi o mesmo sofrimento; pois era a Ira do mesmo Deus; mas ainda em outros aspectos, muito diferente. A diferença não surge a partir da Ira derramada sobre um e outro, pois é o mesmo furor, mas a partir da diferença de sujeito, o que pode ser melhor ilustrado a partir da própria comparação de Cristo. Lucas 23:31: “Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?” Aqui, Ele chama a si mesmo de uma árvore verde, e os homens ímpios de secos, indicando que a miséria que virá sobre os homens ímpios será muito mais terrível do que os sofrimentos que vieram sobre Ele, e que a diferença decorre da natureza diferente do sujeito. A árvore verde e a seca são ambos lançados no fogo; mas as chamas secam, ainda mais intensamente, a árvore seca do que a verde.

Os sofrimentos que Cristo suportou diferem da miséria dos ímpios no inferno em natureza e grau em relação aos seguintes aspectos.

1. Cristo não sentiu os tormentos de uma consciência culpada, condenada.

2. Ele não sentiu nenhum tormento do reinado de corrupções e concupiscências interiores como as do condenado. Os ímpios no inferno são seus próprios algozes, seus desejos são seus algozes, e sendo sem restrições, (pois não há graça preventiva no inferno), seus desejos enraivecerão como chamas furiosas em seus corações. Eles serão atormentados com a violência desenfreada de um espírito de inveja e maldade contra Deus e contra os anjos e santos do céu, e um contra o outro. Ora, Cristo não sofreu nada disso.

3. Cristo não teve que considerar que Deus O odiava. Os ímpios no inferno tem isso para fazer Sua miséria perfeita, eles sabem que Deus odeia perfeitamente sem a menor piedade ou respeito a eles, o que preencherá as Suas almas com miséria inexprimível. Mas não foi assim com Cristo. Deus retirou Sua presença confortável de Cristo, e escondeu dEle o Seu rosto, e assim derramou a Sua Ira sobre Ele, quando O fez sentir os seus efeitos terríveis na Sua alma; mas ainda assim Ele sabia, ao mesmo tempo, que Deus não O odiava, mas O amava infinitamente. Ele clamou por que Deus O abandonou, mas, ainda assim, ao mesmo tempo, o chama de “Deus meu, Deus meu!”, sabendo que era ainda o Seu Deus, embora O tivesse abandonado. Mas os ímpios no inferno saberão que Ele não é o Seu Deus, mas o Seu juiz e inimigo irreconciliável.

4. Cristo não sofreu desespero, como o ímpio o faz no inferno. Ele sabia que haveria um fim de Seus sofrimentos em poucas horas; e que depois Ele deveria entrar na glória eterna. Mas será bem diferente com vocês que são impenitentes; se vocês morrerem em Sua condição atual, vocês estarão em desespero perfeito. Nestas considerações, a miséria dos ímpios no inferno será imensamente mais terrível em natureza e grau, do que aqueles sofrimentos com os temores os quais a alma de Cristo estava muito sobrecarregada.

5. Isto infinitamente diferirá na duração. Os sofrimentos de Cristo duraram apenas algumas horas, e não havia um fim eterno a eles, e a glória eterna sucedeu. Mas você que é, um pecador seguro, insensível, está todos os dias exposto a ser lançado na miséria eterna, um fogo que nunca se apaga. Se, então, o Filho de Deus esteve em tal assombro, na expectativa de que Ele devia sofrer por algumas horas, quão insensato é você que está continuamente exposto a sofrimentos imensamente mais terríveis em natureza e grau, e que devem sem qualquer fim, mas que serão suportados sem descanso dia e noite para todo o sempre! Se você tivesse um sentido pleno da grandeza daquela miséria a que você está exposto, e quão terrível é a Sua condição atual por conta disso, seria neste momento colocado em tão terrível agonia como a que Cristo sofreu; sim, se a sua natureza puder suportá-la, uma muito mais terrível. Agora veríamos você cair em um suor sangrento, chafurdando em Sua dor e gritando de terrível espanto.

Tendo, assim, me esforçado para explicar e ilustrar as duas proposições anteriormente mencionadas no início deste discurso, passarei agora a mostrar:

CONTINUA...




OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE 
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-uma-breve-biografia.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 8 de maio de 2015

AS MULHERES E A MATERNIDADE



O artigo abaixo foi publicado pelo site da Editora Fiel e é de autoria de Glória Furman.

Um Propósito Inesperado de Deus para a Maternidade

Por Gloria Furman

Há um problema real, desânimo real e trabalho árduo real que vêm com a maternidade. Dizer “ser mãe não é fácil” é como dizer “chocolate é gostoso”. Isso é óbvio. Basta assistir a uma mãe grávida de nove meses tentando sair do carro sem distender nenhum músculo. Basta ouvir uma mãe compartilhar as dores em seu coração pelo filho que ela está esperando para adotar. Ou peça a uma mãe para lhe dizer seus pedidos de oração. Ser mãe não é fácil.


Mas, algumas vezes, as mães pensam que suas mãos estão ocupadas com inconveniência, trabalho ingrato e futilidade. Manter a perspectiva de que Deus abençoou você abundantemente é uma luta muito real. A luta pela fé não pode ser travada com a ideia caprichosa de que você só precisa ver que “o copo está meio cheio”. A luta por fé deve ser tratada com sensibilidade e graça, e sempre sujeita à inerrante Palavra de Deus e à sua autoridade.

Sei que as lutas, decepções e dores são questões significativas na maternidade, por isso é com toda a seriedade e sinceridade que eu me lembro do que o apóstolo Pedro diz em

1 Pedro 1:3—5

3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,

4 para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros

5 que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.

Nasci de novo para uma viva esperança por meio da ressurreição de Cristo, e tenho uma herança incorruptível, imaculada e imarcescível, reservada nos céus para mim. Mesmo que a minha vida seja cheia de angústias e vitórias triunfantes, incógnitas e esperanças, estou sendo guardada pelo poder de Deus mediante a fé, para a salvação a ser revelada no futuro. Pregar o evangelho para mim mesma todos os dias é a melhor maneira de lembrar que a minha vida em Cristo é a realidade principal e permanente em minha vida. A habitação do Espírito Santo conforta minha alma com as verdades da Palavra de Deus.

Quando Jesus me resgatou do inferno, ele também me resgatou para si. Fui poupada de uma eternidade de justo castigo que mereço e foi-me entregue vida para sempre com o meu Salvador. Ele pegou aquele cálice — cheio até a borda com a ira de Deus contra o pecado — e bebeu até a última gota. Então, ele não me entregou de volta um cálice vazio (que por si só já teria sido uma misericórdia indizível). A Bíblia diz que o meu copo não está apenas meio cheio. Por causa de Jesus, o nosso copo está transbordando com as bênçãos de Deus —

Salmos 23:5.

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

Sei que posso não estar livre da próxima fralda cheia que vaza até o chão do meu carro enquanto estou presa no trânsito com crianças chorosas que só querem sair e brincar. Mas, por causa do evangelho, estou livre de ter que responder a esses problemas na forma como a minha carne pecaminosa desejaria — estou fortalecida pela graça porque me foi dada a justiça de Jesus Cristo quando eu, de fato, reajo de forma pecaminosa. Por causa do evangelho, também posso ver as boas intenções de Deus para cumprir suas promessas em mim ao me tornar semelhante a Cristo e me aproximar mais de si mesmo. Essas são apenas algumas maneiras de como é possível considerar o evangelho na vida diária de uma mãe.

Como o evangelho de Jesus Cristo impacta a sua vida de uma forma significativa quando a sua realidade no momento parece ser absorvida pelas coisas mundanas, como acidentes com xixi ou vômito e birras no supermercado?

Qualquer um pode aconselhar você sobre a forma de lidar com essas coisas práticas, tangíveis. Por exemplo, alguém pode sugerir que você compre uma capa de chuva e use-a até que seus filhos estejam no sexto ano escolar. Para abafar suas birras em público, talvez você possa entrar em algum provador de roupas ou banheiro e ter um ataque de raiva em particular. Hein? Você pensou que eu estivesse falando sobre a birra do seu filho no supermercado? Bem, isso é uma coisa completamente diferente!

Mesmo que o seu primeiro filho tenha acabado de ser concebido em seu ventre ou você tenha sido recentemente aprovada para uma adoção, você já pode saborear a bondade de Deus para com você na maternidade.

Quando vejo a maternidade não como um dom de Deus para me fazer santa, mas sim como uma função com tarefas que ficam no meu caminho, estou deixando de ver um dos meios ordenados por Deus de crescimento espiritual em minha vida. Não apenas isso, mas estou deixando de desfrutar Deus. Nenhuma angústia de mãe pode se comparar com a miséria que vem de uma vida desprovida da presença consoladora, encorajadora, protetora, provedora e gratificante de nosso Deus santo.

Quero para mim o que Paulo queria para os seus amados filipenses:

Filipenses 4:9

O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco.

Quero que a paz de Deus governe a minha maternidade.

Quero para mim o que o autor de Hebreus queria para os seus leitores:

Hebreus 12:14

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

Quero viver cada dia da maneira pela qual fui salva por Cristo – isto é, pela graça mediante a fé. Preciso me despojar do velho homem, sendo renovada no espírito do meu entendimento, e me revestir do novo homem criado à semelhança de Deus, em verdadeira justiça e santidade — Efésios 4:20—24. John Owen comentou sobre o papel do evangelho nessa busca: “O que então é a santidade? Santidade não é senão a implantação, escrita e vivência do evangelho em nossas almas — Efésios 4:24.

Essa vida de fé infundida pela graça faria maravilhas na forma como crio os meus filhos, é claro, mas, além disso, ela mantém o meu olhar fixo em Deus. Pode-se dizer que o mandamento mais amoroso na Bíblia é este:

Isaías 40:9

Tu, ó Sião, que anuncias boas-novas, sobe a um monte alto! Tu, que anuncias boas-novas a Jerusalém, ergue a tua voz fortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aí está o vosso Deus!

Quero ser contada entre aqueles que “verão o Senhor”. Quero contemplar o meu Deus!

Fonte: trecho do livro "Sem Tempo para Deus"


Gloria Furman é esposa, mãe, trabalhadora trans-cultural e autora dos livros “Glimpses of Grace”, “Treasuring Christ When Your Hands Are Full.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus Abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

domingo, 14 de setembro de 2014

2 Coríntios 12:11 – 13:14 - O Apelo Final do Apóstolo Paulo - Sermão # 17


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Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da 2 Epístola de Paulo aos Coríntios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios


Introdução.

A. Ao lermos estas últimas palavras do apóstolo em 2 Coríntios nos podemos perceber que estamos diante de um homem que envidou um esforço enorme e que agora está bastante cansado como resultado direto daquele esforço. 
B. Como já mencionamos anteriormente o relacionamento do apóstolo Paulo com a igreja em Corinto estava passando por um período de muita turbulência. 
C. Vejamos, então qual é...
O Apelo Final do Apóstolo Paulo

I. A Última Repreensão de Paulo. 
A. Paulo inicia esta secção se desculpando pelo fato de ter falado acerca de si mesmo de maneira tão extensa — 
2 Coríntios 12:11a 
Tenho-me tornado insensato; a isto me constrangestes. 
B. Ao administrar sua última repreensão, Paulo fala acerca de... 
1. Da dívida que os Coríntios tinham para com Paulo. 
2 Coríntios 12:11 
Eu devia ter sido louvado por vós! 
Mas não foi louvor que ele recebeu e sim críticas. 
C. Seus críticos, como já vimos, eram de dois tipos: 
1. Em primeiro lugar Paulo enfrentava a oposição dos judaizantes que ensinavam que os crentes em Cristo estavam obrigados a guardar a Lei de Moisés. 
2. Em segundo lugar Paulo enfrentava a oposição de mestres pagãos que desejavam misturar a fé cristã com práticas pagãs.
3. Assim Paulo era criticado tanto por aquilo que ele era, um judeu, como pelo que ensinava acerca da nossa liberdade em Cristo! 
D. Paulo reage a estas críticas, pois percebia nelas uma enorme ingratidão. Sua repreensão é sua última tentativa de ganhar esses homens sem ter que confrontá-los quando estivesse em Corinto em um futuro próximo. 
E. Paulo segue em frente e fala acerca das.. 
1. Dúvidas que eles tinham com referência ao trabalho de Paulo no meio deles. 
a. Ainda em 2 Coríntios 12:11 Paulo diz: “...em nada fui inferior a estes apóstolos”. 
b. Como já vimos anteriormente aqueles outros mestres se referiam a Paulo como alguém que não tinha uma boa imagem ou aparência e como alguém que não era tão habilidoso na arte de falar como alguns daqueles homens eram. 
c. Não existe nada mais fácil do que criticar e desacreditar o trabalho de uma pessoa. 
d. No caso de Paulo essas críticas só eram possíveis porque estavam baseadas em falsas premissas. E uma das premissas básica era a de cobrar pelo serviço de ensinar. 
e. Como Paulo não havia cobrado por seus serviços estes indivíduos argumentavam que a igreja em Corinto era inferior às outras igrejas — 
2 Coríntios 12:13 
Porque, em que tendes vós sido inferiores às demais igrejas, senão neste fato de não vos ter sido pesado? Perdoai-me esta injustiça. 
F. Paulo se defende deixando claro que seu interesse estava nas pessoas e não no dinheiro delas —  
2 Coríntios 14—15 
14 Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos. 
15 Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado? 
Em função disto existia uma reação espiritual que apóstolo Paulo esperava. 
II. O tipo de reação espiritual que o apóstolo Paulo esperava. 
A. Começando em 2 Coríntios 12:19 nós podemos perceber duas linhas de pensamento. 
B. Os motivos que mantinham Paulo firme no seu ministério. 
1. Em primeiro lugar e mais importante que tudo era o bem espiritual daqueles a quem ele procurava servir. Paulo diz: Falamos em Cristo... e tudo para a vossa edificação — 2 Coríntios 12:19. 
2. Em 2 Coríntios 13:7 o mesmo sentimento está manifestado — 
Estamos orando a Deus para que não façais mal algum, não para que, simplesmente, pareçamos aprovados, mas para que façais o bem, embora sejamos tidos como reprovados. 
3. Esta preocupação de Paulo tinha a ver diretamente com o fato de que ele temia que os crentes em Corinto, enganados por falsos ensinamentos, acabassem por destruir a obra de Deus naquela cidade — 
2 Coríntios 12:20—21 
20 Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos. 
21 Receio que, indo outra vez, o meu Deus me humilhe no meio de vós, e eu venha a chorar por muitos que, outrora, pecaram e não se arrependeram da impureza, prostituição e lascívia que cometeram. 
4. Mas ao mesmo tempo que Paulo está preocupado ele também está determinado a confrontar aqueles que labutam no erro — 
2 Coríntios 13:2 
Já o disse anteriormente e torno a dizer, como fiz quando estive presente pela segunda vez; mas, agora, estando ausente, o digo aos que, outrora, pecaram e a todos os mais que, se outra vez for, não os pouparei. 
5. Quando os medicamentos não surtem os efeitos desejados nada mais resta senão o bisturi do cirurgião! 
B. Além de falar acerca dos motivos que o mantinham firme, Paulo fala também acerca... 
1. Do Senhor que controlava Paulo em seu ministério. 
2. Em 2 Coríntios 12:19 Paulo deixa claro que: Falamos em Cristo, perante Deus. Este é o Senhor a quem eu sirvo. 
3. Sendo Deus: 
a. O Deus da verdade — 
Salmos 31:5 
Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade. 
b. O único Deus verdadeiro — 
João 17:3 
E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 
c. O Deus que não pode mentir — 
Tito 1:2 
Na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos. 
4. E sendo Jesus a encarnação da própria verdade, pois ele disse: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida! — João 14:6. 
5. Então a conclusão de Paulo não pode ser diferente da que encontramos em — 
2 Coríntios 13:8 
Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade. 
6. Somente através da submissão constantes à verdade do evangelho é que podemos ser aperfeiçoados — 
2 Coríntios 13:9 
Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós, fortes; e isto é o que pedimos: o vosso aperfeiçoamento. 
III. O Pedido Prático que Paulo Faz. 
A. Existem duas coisas neste texto que Paulo pede à comunidade de cristãos em Corinto. 
1. Paulo orienta os cristãos em Corinto olharem para si mesmos. 
a. Em 2 Coríntios 13:5 Paulo orienta os irmãos a πειράζετε – peirázete – examinai-vos a vós mesmos e a δοκιμάζετε – dokimázete – provai-vos a vós mesmos. A intenção destes testes é para confirmar se eles estavam mesmo ou não “em Cristo”. 
b. Isto era necessário porque certos comportamentos em Corinto punham em questão se eles eram mesmo ou não membros da família de Deus.
c. Paulo pede que estas pessoas se concentrem em si mesmas em vez de se concentrarem na pessoa dele. 
d. Uma das maiores verdades que existem nos relacionamentos interpessoais de qualquer igreja é que as pessoas que mais criticam são sempre aquelas que menos fazem! 
B. Em segundo lugar Paulo os instrui acerca de.. 
1. Como os cristãos em Corinto deviam viver. 
a. A instrução de Paulo acerca de como os irmãos deveriam viver pode ser encontrada em — 
2 Coríntios 13:11 
Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco. 
b. A idéia central do verso acima é que os cristãos em Corinto deviam viver, acima de tudo, em Paz. 
c. A promessa feita por Paulo é que quando viverem em Paz o próprio Deus de amor e da paz estaria com eles. 
d. É realmente inacreditável como entre os cristãos pode existir um ambiente que seja uma atmosfera onde Deus não opera! 
e. Existe realmente um solo onde a obra de Deus pode prosperar e outro onde só reina confusão. Neste é impossível haver crescimento espiritual. 
IV. Paulo termina sua epístola com palavras com as quais estamos bastante familiarizados — 
1 Coríntios 13:13
A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. 
Conclusão. 
1. Todos nós, por causa do nosso egoísmo, temos este pendor natural de sermos profundamente ingratos com aqueles que nos fazem bem, tão logo alguma de nossas vontades, é contrariada. Quando nos voltamos contra aqueles que nos ensinam e nos edificam no evangelho, nós estamos deixando de reconhecer a obra que Deus está fazendo em nosso meio através destas pessoas. O autor da Epístola aos Hebreus exorta os irmãos com as seguintes palavras — 
Hebreus 13:17 
Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros. 
2. Existe um orgulho básico no ser humano que eu chamo de orgulho derivado. Este orgulho tem a ver com aqueles com os quais a pessoa está envolvida ou com as coisas com as quais a pessoas está envolvida. Tem a ver com quem a pessoa está ouvindo. Tem a ver com o prédio onde a reunião está acontecendo. Tem a ver com a organização com a qual a pessoa está relacionada. Meus irmãos, tudo isto é completamente vazio se estas coisas todas não estiverem amparadas na verdade! Pode ser quem for — professor, doutor, bispo, presidente e etc. — pode ser onde for — em um templo suntuoso ou em uma enorme basílica — se não estiver amparado pela verdade é tudo inútil para a edificação das pessoas. A verdade é que nós gostamos de ouvir pessoas importantes, gostamos de frequentar lugares imponentes, gostamos de nos misturar com multidões de pessoas que pensam como nós. Afinal, não queremos ficar de fora, não é mesmo? 
3. Quando agirmos ou vermos alguém agindo de maneira que é claramente contrária aos ensinamentos das Escrituras, devemos parar e nos perguntar: sou realmente crente em Jesus? Se sou devo me arrepender imediatamente e mudar minha atitude. Se for um irmão que estiver passando por esta situação devemos ajudá-lo a caminhar na direção certa. 
4. Não acredito que sejam verdadeiramente crentes aqueles que fazem intencionalmente o mal a outras pessoas e não se arrependem e buscam ser perdoados! 
5. Temos que aprender a viver em paz meus irmãos. E para viver em paz precisamos sempre reconhecer nossos erros e procurar aqueles contra os quais erramos e pedir perdão. Somente assim poderemos manter verdadeira paz em nosso meio. Nosso orgulho precisa ser posto de lado tanto da parte do ofensor quanto da parte do ofendido se quisermos realmente viver em paz. Quando agimos assim, e somente quando agimos assim, então... 
6. O Deus de Amor e de Paz estará conosco. 
Para refletir: o que você tem feito para contribuir com a presença do Deus de amor e de paz no meio em que vive? 
OUTRAS MENSAGENS EM 2 CORÍNTIOS PODEM SER ACESSSADAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

001 — A Escola do Sofrimento – 2 Coríntios 2:1—11

002 — Os Críticos do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 1:12 — 2:11

003 — Como Paulo Entendia o Ministério Cristão — 2 Coríntios 2:12 — 3:3

004 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 3:4—18 — Parte 1

005 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 4:1—6 — parte 2

006 — Batalhas e Bênçãos — 2 Coríntios 4:7—15

007 — Crescendo Apesar de Estar Envelhecendo — 2 Coríntios 4:16—5:9

008 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 1 — 2 Coríntios 5:9—14

009 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 2 — 2 Coríntios 5:14—6:4

010 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 3 — 2 Coríntios 6:3—10

011 — Os Princípios e a Prática da Separação Bíblica — 2 Coríntios 6:11—7:3

012 — Tudo Vai Bem, Quando Termina Bem — 2 Coríntios 7:4—16

013 — A Prática Cristã de Contribuir — 2 Coríntios 8—9

014 — No Fim o Que Conta é Como Deus nos Vê — 2 Coríntios 10

015 — Paulo Responde a Seus Detratores — 2 Coríntios 11

016 — Deixando as Dificuldades e Através da Descoberta, Chegando na Doxologia — 2 Coríntios 12:1—10

017 — O Apelo Final do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 12:11 — 13:14.

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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