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terça-feira, 26 de maio de 2015

EQUÍVOCOS DOS MUÇULMANOS SOBRE OS CRISTÃOS



O arquivo abaixo é de autoria de J. Grear e foi publicado no site Voltemos ao Evangelho.

Três equívocos dos muçulmanos sobre os cristãos

A história do islã e do cristianismo não é nada amigável. Muitas pessoas de ambas as religiões veem as outras com suspeitas (na melhor das hipóteses) ou com medo e ódio (na pior). Tal suspeita existiu desde o primeiro dia, e séculos de violência só serviram para aumentá-la. Tragicamente, a fronteira entre o cristianismo e o islã sempre foi muito sangrenta.

Um passado incerto, é claro, produz um presente incerto. Mas não é apenas a nossa história que transforma a fronteira entre cristãos e muçulmanos em uma perigosa falha sísmica. Muito também repousa em equívocos causados por desinformação. Existem, é claro, diferenças teológicas substanciais entre as duas religiões, e essas diferenças podem levar a uma colisão legítima. Mas o diálogo não pode avançar a menos que afastemos alguns mitos sutis. Eu aprendi isso da maneira mais difícil, através de dezenas de conversas constrangedoras e, às vezes, dolorosas com muçulmanos no sudeste da Ásia. Você pode fazer o que eu nunca pude — aprender com os meus erros sem chegar a cometê-los.

Muitos obstáculos se colocam diante dos muçulmanos que vêm à fé em Jesus — confusão teológica e o custo da conversão são dois dos mais intimidadores. E, é claro, a razão mais comum para os muçulmanos não virem a Cristo é porque a maioria simplesmente nunca ouviu o evangelho.

Dito isso, há um conjunto de equívocos que a maioria dos muçulmanos têm a respeito dos cristãos que evita que eles sequer considerem o evangelho. No próximo artigo olharemos o outro lado da moeda: equívocos cristãos sobre muçulmanos. Mas aqui estão três dos maiores equívocos que os muçulmanos têm com relação aos cristãos:

1. Os cristãos adoram três deuses

Essa me pegou de surpresa. Eu sabia que a doutrina da Trindade era difícil para muçulmanos (assim como o é para cristãos). Mas eu nunca havia percebido por completo o quão erroneamente os muçulmanos a entendem, e o quão ofensiva ela é para eles.

Muitos muçulmanos me perguntaram como eu podia acreditar que Deus fez sexo com a Virgem Maria para conceber Jesus. “Cristãos são blasfemos”, me diziam, “pois eles adoram três deuses: deus pai, deus filho, e deus mãe”. Essa era nova para mim, é claro, então eu perguntei onde eles haviam aprendido isso. Eles me diziam que aprenderam do imã local, o líder religioso islâmico.

Obviamente, cristãos acham essa representação da Trindade tão ofensiva quanto os muçulmanos, e esse é um bom ponto de início. A ideia de Jesus como resultado da cópula entre Deus e Maria é blasfema, e devemos nos sentir livres para expressar a nossa repugnância e ultraje contra a “trindade” assim erroneamente descrita. O monoteísmo é central ao cristianismo, assim como o é para o islã. Assim, os cristãos podem concordar sinceramente com os muçulmanos que só há um Deus digno de adoração. Nossa concepção dele é dramaticamente diferente, mas a ofensa aqui, normalmente, é mal orientada.

2. O cristianismo é moralmente corrupto

A MTV era uma sensação na parte do mundo em que eu vivi. Videoclipes ocidentais sempre mostravam estrelas do rap ou mulheres seminuas usando crucifixos. Meus amigos muçulmanos presumiam, naturalmente, que aqueles eram cristãos, e que aquele comportamento era típico dos cristãos.

Certa vez fui até questionado por uma das minhas amigas, uma universitária muçulmana, se eu podia organizar uma festa de aniversário “cristã” para ela. Quando perguntei o que ela queria dizer, ela respondeu que queria uma festa com muita bebida e dança picante, assim como ela tinha visto na televisão. Equívocos como o dela, infelizmente, são a regra, e não a exceção.
Muitos muçulmanos sequer consideram o evangelho, pois consideram (corretamente) que tal comportamento é ofensivo a Deus. Contudo, você pode usar isso para a nossa vantagem. Quando os muçulmanos descobrirem que você não é daquele jeito, eles vão querer saber o que o torna diferente. Essa é a sua oportunidade para explicar a eles do que se trata uma fé viva em Cristo.

3. “O ocidente” e “a igreja” são sinônimos

“Separação entre igreja e Estado” é parte do fundamento cultural dos ocidentais. Muçulmanos, contudo, não entendem tal distinção. O islã é, em sua própria natureza, uma entidade política, repleta de inúmeros códigos sociais. Não existe conceito paralelo no islã, como a “separação entre a mesquita e o Estado”. Assim, quando os muçulmanos olham para as nações ocidentais, como os Estados Unidos, a Alemanha, a França ou o Reino Unido, eles veem “países cristãos”. Eles presumem que nossos presidentes são os líderes cristãos, e nossas políticas são reflexo da política da igreja. O que o governo faz, a Igreja faz. Por exemplo, certa vez me perguntaram: “Por que ‘a Igreja’ bombardeou o Iraque?”

Para atrair os muçulmanos ao evangelho, você deve delinear essas duas entidades, e você provavelmente terá que, em muitas situações, colocar o seu patriotismo de lado. Se você quer ser um defensor de políticas norte-americanas, você provavelmente não ganhará ouvidos para o evangelho. Há um lugar para a discussão de ambos, mas só temos espaço suficiente para representar um certo número de questões e, para mim, como representante da igreja, simplesmente não vale a pena sacrificar uma plataforma para o evangelho em nome de defender decisões políticas norte-americanas. Recentemente um muçulmano turco me disse que “todos os problemas do mundo são causados pelo Estados Unidos”. Eu concordo com ele? Não. Mas é ali que eu firmarei a minha base? Não. Por amor do evangelho, nosso patriotismo deve morrer quando servimos em países muçulmanos.

Como sempre dizemos na nossa igreja, o evangelho é ofensivo. Nada mais deve ser. Visto que grande parte da nossa mensagem repele os muçulmanos, precisamos nos equipar para desmascarar as falsas ofensas do cristianismo. Só então a ofensa que dá vida, a cruz, pode brilhar como deveria.

Quando o ocidental comum ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — principalmente imagens negativas. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados como nós com o que presumimos a respeito deles. No meu próximo post, eu discutirei três dos mais comuns equívocos que ocidentais têm a respeito dos muçulmanos.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DO O ISLÃ E DO ESTREMISMO ISLÂMICO


















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Alexandros Meimaridis

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domingo, 18 de janeiro de 2015

EU SOU CHARLIE E A HIPOCRISIA OCIDENTAL


Paris
Por enquanto, grandes emoções prevalecem

Que ninguém pense, nem por um segundo, que o Blog o Grande Diálogo concorda com o assassinato de qualquer pessoa, seja ela quem for. Condenamos com toda veemência os acontecimentos ocorridos na França nos últimos dias.

Por outro lado, ficamos estarrecidos de ver as manifestações hipócritas expressadas nos discursos, nas vigílias, nas velas acesas, nas flores colocadas em memoriais improvisados, apenas, e somente apenas, porque as vítimas nesses casos eram cidadãos de nacionalidade francesa. Tudo isso nos lembrou a gigantesca mentira e hipocrisia que foi encenada no 11 de Setembro de 2001.

Num primeiro momento pensamos em escrever um artigo todo nosso, mas como o tempo andou meio escasso para coletarmos todos o material necessários preferimos optar por reproduzir uma análise de alguém que escreveu o muito que nós mesmos gostaríamos de ter escrito.

O material abaixo foi publicado no site da Revista Carta Capital e é de autoria de Giani Carta.

Chore por mim, França

Há muitas razões para justificar as lágrimas

por Gianni Carta 


Um Profeta chora na charge na capa da edição de quarta-feira 14 de Charlie Hebdo. Exibe um cartaz, “Je suis Charlie”. Mais: “Tudo está perdoado”. Luz, 43 anos, autor da caricatura, diz à imprensa  ter chorado ao desenhar Maomé. Chorou a morte de cinco companheiros cartunistas, entre os melhores chargistas do país, e de mais cinco pessoas e dois policiais. Aconteceu na quarta-feira 7, na redação do Charlie Hebdo. Armados de Kalashnikovs e um lança-granadas, os irmãos parisienses Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, convertidos ao Islã radical e treinados no Iêmen, concluíram a chacina em dez minutos.

Durante a fuga dos Kouachi, entrou em ação Amedy Coulibaly, outro francês convertido ao radicalismo, de 32 anos, e o provável líder da célula. Segundo o diário Le Figaro, os irmãos haviam recebido 20 mil dólares no Iêmen para agir com Coulibaly. Esperaram, portanto, a saída dele da prisão, onde cumpria pena por roubo. Coulibaly assassinou uma policial ao sul de Paris e mais quatro homens em um supermercado kosher. Quando a polícia ainda procurava a mulher de Coulibaly, Hayat Boumediene, ela já estava na Síria. Com Hayat foi identificado um rapaz, aparentemente envolvido na operação, Mehdi Sabry Belhoucine, cidadão francês de 23 anos. No meio-tempo, Nasser ben Ali al-Anassi, líder do Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa), reivindicou os atentados para “vingar” o Profeta.

Luz, o decano a substituir outros caricaturistas talentosos como Cabu e Wolinski, chorou como tantos franceses sob estado de choque. A França viveu o seu 11 de Setembro. Um ataque à República, não contra a imprensa livre, como insiste a vasta maioria. Segundo o Alcorão, Alá e o Profeta não podem ser retratados. Isso fica claro no capítulo 42, versículo 11: “(Alá) é o criador dos céus e da terra ... não há nada que se assemelhe a ele”. E eis o capítulo 21, versículos 52 a 54: “(Abraão) disse ao pai e ao povo: ‘Por que a adoração por essas imagens que vos unem? ‘Eles disseram: Vemos nossos pais a adorá-las. Ele disse: Certamente vocês têm cometido, juntamente com vossos pais, em erro manifesto”. Para resumir, na religião muçulmana imagens não podem ser idolatradas, e sim o divino. É preciso respeitar as religiões. Vale lembrar que a velha redação de Charlie Hebdo já tinha sido destruída em um atentado em novembro de 2011. Seu editor, Charb, de 47 anos, estava sob proteção policial. Idem a redação, que havia sido transferida para um pequeno prédio nas proximidades da Praça da Bastilha. Charb aceitou o risco.

No momento, gestos guiados pelas grandes emoções prevalecem sobre aqueles ancorados na razão. Por essas e outras, representantes da mídia e o governo deram ajuda financeira ao Charlie Hebdo. Disse o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve: “Denfendemos a imprensa livre”. Na quarta-feira 14, 3 milhões de exemplares, em vez dos costumeiros 60 mil, estavam esgotados às 10 da manhã. Uma hora antes fui a cinco bancas, algumas delas com cartazes nos quais se lia: “Charlie Hebdo esgotado”. Indaguei  uma mulher, a empunhar um exemplar, onde ela tinha conseguido o dela: “Fiquei em uma fila desde as 6 da manhã”. Mais 2 milhões de exemplares, com charges inéditas dos cartunistas mortos, seriam impressos nos próximos dias. O diário italianoIl Fatto Quotidiano teve direito a reproduzir um suplemento com as 16 páginas do Charlie Hebdo. Disponíveis mais de 10 mil cópias do semanário satírico na Alemanha em francês e alemão. No mundo árabe, o quadro é diferente: proibidas as vendas no Egito, na Argélia etc. Quase 2 mil manifestantes gritaram em uníssono nas Filipinas: “Je ne suis pas Charlie”.

Um contraste com o povo a gritar “Je suis Charlie. Nous sommes touts Charlie”,  na marcha pela liberdade no domingo 11. Mais de 1,5 milhão de parisienses de um total de 3,7 milhões de cidadãos França afora foram às ruas para protestar contra o terrorismo e pela liberdade de imprensa, inclusive aquela de retratar agressivamente, no país da liberté, o Profeta. Não escassearam velas, buquês de flores nos lugares onde houve atentados. Desfilaram importantes símbolos da República: a tricolor, Joana D’Arc, e Marianne, a simbólica mãe da nação a encarnar os valores Égalité, Liberté et Fraternité. Cidadãos de todas as inclinações ideológicas e crenças mostraram aos radicais islamitas que não se dobram diante do terrorismo.  O presidente François Hollande exprimiu-se com dignidade e no tom apropriado. Naqueles momentos de emoção à flor da pele reinava o patriotismo. Perigoso a curto prazo, quando a sobriedade pouco a pouco volta à tona.

Sob escolta policial e a viver com a família em endereços desconhecidos desde a publicação  de um texto seu criticando o Profeta publicado pelo diário Le Figaro em 2006, o filósofo Robert Redeker enviou, a meu pedido, um texto sobre os eventos. Nele se compara ao filósofo comunista Georges Politzer, fuzilado em maio de 1944, durante a Resistência, a entoar a Marselhesa. Mais: “Eles (os caricaturistas) morreram pela França”. São heróis. O artigo de Redeker, entrevistado em diversas ocasiões por CartaCapital, contrasta com a entrevista telefônica com Magid Shihade, professor visitante de ciências políticas da Universidade da Califórnia. Diz Shihade: “Assassinatos perpetrados por militantes treinados pelos EUA contra cidadãos inocentes no Afeganistão são acidentes colaterais e não têm repercussão alguma para americanos, europeus e as autoridades israelenses”. Por outro lado, observa Shihade, “essa violência simbólica, como desenhos animados ou queimar o Alcorão, são mais importantes do que matar milhões no Afeganistão, Iraque, Síria, Líbano e Palestina. Por quê?

Embora tenha ganhado popularidade com os atentados, Hollande tem pela frente uma dura luta contra a legenda de extrema-direita Frente Nacional, de Marine Le Pen. Do seu canto, ela tem inflamado o povo com o costumeiro desdém pelo muçulmano. De qualquer modo, as gafes dos líderes moderados já começaram. Após a inflamada frase “A França é capital do mundo”, que parece conferir demasiado mérito à capital francesa, críticos perceberam o óbvio: várias autoridades convidadas às pressas eram líderes em cujos países o termo “liberdade” é palavrão. Com a exceção de alguns premiers, como o italiano Matteo Renzi e o britânico David Cameron, o israelense Benjamin Netanyahu, sem contar alguns líderes árabes, causou constrangimento. Às vésperas das eleições em Israel, Netanyahu foi, cercado de cem agentes do Mossad, ao supermercado kosher, onde morreram quatro  judeus. Anunciou: “Venham viver em Israel, terra dos judeus”. Irritado, rebateu o premier francês Manuel Valls: “Eles são franceses e judeus, esta é a terra deles”. Vários judeus franceses são antissionistas. Ou ateus e agnósticos. Como se isso não bastasse, Netanyahu entrou em outra polêmica: comparou os terroristas franceses com os integrantes da legenda com braço armado Hamas, em Gaza, e com o Hezbollah, a legenda xiita libanesa também com braço armado. E aproveitou para fundir todos os grupos terroristas no Hamas. Detalhe: este foi tirado da lista de grupos terroristas pela União Europeia. Observa Shihade: “Naturalmente, as autoridades israelenses estão felizes com o atual contexto, porque podem utilizar os atentados na sua manipulação cínica de tentar unir o mundo inteiro contra os palestinos”. Ao mesmo tempo, negam a violência de Israel e o “choque de civilização”, tese do sionista Samuel Huntington. “Nesse meio-tempo, os palestinos continuam subjugados à repressão e assassinatos, assim como milhões de árabes e muçulmanos.”

Luz substituiu Cabu e Wolinski para desenhar a charge da edição pós-massacre e vender 3 milhões de exemplares até 10h da manhã.

Luz
Luz substituiu Cabu e Wolinski para desenhar a charge da edição pós-massacre e vender 3 milhões de exemplares até 10h da manhã

Por outro lado, a França não é tão liberal, no sentido político, quanto parece. Em 20 de julho de 2014, Valls proibiu os protestos pró-Palestina, então sofrendo baixas de civis por conta de ataques israelenses, e da violência de alguns manifestantes. Outro motivo: o crescente antissemitismo nas redes sociais. Os manifestantes foram adiante. Ao norte de Paris, no bairro de Barbès, houve um confronto com a polícia: pedras e garrafas contra bombas de gás lacrimogêneo. Cenário de guerrilha urbana. Sob pressão de organizações muçulmanas, o governo cedeu. Fui a dois protestos, em agosto. Não houve nenhum conflito com a polícia.

Ex-ministro do Interior, Valls, como Nicolas Sarkozy, diz: “A França está em estado de guerra”. Slogans, inclusive Je suis Charlie. “São importantes porque definem as causas pelas quais lutamos.” Talvez Valls precise aprender um pouco sobre o tema. Como a direita reacionária, o conservador Valls certamente deve ser favorável a um Patriot Act francês. Em suma, uma legislação de exceção provisória, em princípio. Nos EUA, qualquer suspeito pode acabar em Guantánamo. Treze anos após ter sido aprovado, o Patriot Act continua em vigor. Na França haverá um “estado de urgência” com “centros de detenção”. Resta saber o quão o “estado de urgência” se assemelha ao Patriot Act. Em entrevista ao diário italiano La Repubblica, o filósofo Giorgio Agamben explica que se entende por “guerra” conflitos entre potências e, portanto, a palavra não se aplica ao caso do terrorismo. Agamben emenda que foi esse “equívoco” o motivo a ter levado George W. Bush, a invadir o Iraque em 2003. Matou “dezenas de milhares de pessoas”, cujas mortes provavelmente provocaram os assassinatos “pelos quais hoje chora Paris”.

Outra questão espinhosa: a França não tem uma lei contra a blasfêmia, como a Irlanda e a Grécia. No entanto, o racismo e a incitação racial são proibidos. Difícil distinguir entre as duas definições. Joelle Fiss, especialista em Direitos do Homem, explica em uma coluna no Libération: ao contrário da incitação racial e religiosa, o insulto não gera consequências. No entanto, Fiss parece não acreditar que a blasfêmia pode ser tida como incitação religiosa.

Encontro uma professora de nível colegial para entender como ela explica os atentados radicais para seus alunos. “Mostro para eles as caricaturas, digo que a França é um país livre. Os cartunistas não mereciam ser assassinados, mas exageraram.” A professora diz que, quando mostra as caricaturas de Maomé, alguns alunos ficam chocados, especialmente, é claro, os de origem árabe. “Eles até certa idade compreendem melhor a imagem, e muito menos a abstração.” O problema – continua a professora – é que seus alunos em uma escola dos subúrbios, especialmente os de origem árabe, sentem-se marginalizados. Acrescenta: “Do meu subúrbio, verdadeiro gueto, não há metrô direto para Paris”. Um jovem tem de tomar dois, três ônibus para vir paquerar em Paris. “Lembro de um deles, anos atrás, menino bonito, perdido, mais tarde sem emprego. Disse que encontrou na religião muçulmana um norte. Será que ele não poderia ter se radicalizado e ser hoje um jihadista?”

Quinta 15. O estado de alerta máximo continua. Mais de 10 mil policiais e soldados armados de metralhadoras em Paris testemunham o temor de uma nova onda de atentados. Em entrevista ao diário Libération, a brigada criminal de Paris fala em “um, dois, 12 cúmplices”. A polícia estaria atrás de um quarto terrorista, provável responsável pelo ataque com uma arma de fogo contra um homem que praticava jogging em um parque. Ele se locomoveria por Paris com um Mini Cooper, cuja dona seria Hayat, a mulher de Coulibaly. Antes de entrar em estado de coma, o atingido teria feito um retrato para a polícia que não corresponde a nenhum dos três terroristas mortos pela polícia.

O artigo original de Carta Capital pode ser visto por meio desse link aqui:



NOSSO COMENTÁRIO:

A PSEUDOLIBERDADE HUMANA E A VERDADEIRA LIBERDADE CRISTÃ

A liberdade pretendida pelos seres humanos, especialmente no ocidente é uma liberdade onde vale tudo, desde que tenha origem no próprio oriente. Ela não é uma liberdade aceitável se tiver origem em outros lugares.

A grande verdade que nós como crente devemos usar para pautar o uso da liberdade está bem caracterizado pelo que disse o apóstolo Paulo quando escreveu:

1 Coríntios 8:13

E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.

Ou seja, o cristão tem a obrigação de evitar fazer qualquer coisa que ele sabe ira escandalizar seu irmão e, certamente, isso pode ser estendido ainda mais para os incrédulos a quem queremos ganhar para Cristo e não escandalizá-los.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 4 de outubro de 2014

SILAS MALAFAIA FAZ SUA ÚLTIMA E TENTATIVA PARA TENTAR INFLUENCIAR AS ELEIÇÕES DE 2014




O material abaixo me foi enviado por um jornalista que assistiu a um vídeo produzido pelo patético Silas Malafaia que deixou, primeiro a ele, e depois a mim, completamente indignados com o nível de sujeira e baixeza a que um indivíduo está disposto, para ver triunfar suas preferências políticas. São vídeos como esses que nos fazem ter plena certeza que a vasta maioria do povo chamado evangélico não passa de um povo ignorante, que não sabe pensar por si mesmo e que acredita em tudo o ouve e fala, especialmente se proceder de uma boca como a do senhor Silas Malafaia.

No vídeo, cheio de empáfia, Malafaia não tem vergonha nem pudor de dizer que acredita que suas palavras poderão mudar os rumos da eleição. Isso só acontecerá se o povo chamado evangélico for mesmo como acabamos de defini-lo acima, algo que muitas lideranças brigam para tentar negar, mas que pessoas como o Silas não se cansam de tentar provar, que os mesmos não passam mesmo de uma grande massa de manobra e são totalmente imbecis.

Segue o texto que recebi e no final do texto o leitor encontrará o link para o nojento e mentiroso vídeo do Mala!

Por Dimitrios Meimaridis

É óbvio que o vídeo está repleto de ilações, meias-verdades e mentiras abjetas, até porque a própria forma como ele apresenta o assunto é bem desconexa e caótica. Eu acho até irônico a crítica que ele faz no final do vídeo sobre como "eles tem a arte da mentira e da dissimulação com a maior cara de pau", quando ele mesmo acaba criando esse vídeo com o simples intuito de fazer com que pessoas evangélicas deixem de votar na Dilma, sim, ele também fala sobre o ISIS e, em partes, sobre as práticas de carnificina abominável que eles têm praticado, mas isso serve apenas para reforçar o status de grupo de terrorista e que a Dilma supostamente os "defende".

Em relação aos discursos da Dilma, ele omitiu muita informação importante. Ele trata esses dois discursos como se fossem eventos singulares e aleatórios, mas esse não é o caso. Não sei se você sabe, mas o Brasil, por ser o primeiro país a se filiar a ONU, é o encarregado pela abertura de todas as sessões das Assembleias Gerais que ocorrem nas Nações Unidas. Esses dois trechos que são apontados no vídeo como a "Islamofobia no mundo" e da "necessidade de diálogo com o ISIS" foram fragmentos retirados do discurso de abertura feito pelo nosso chefe de estado atual, mas poderia ter sido outra pessoa, como o embaixador do Brasil na ONU, por exemplo. O fato do presidente fazer o discurso só aumenta o poder político da mensagem. Então vamos lá, o discurso é nas Nações Unidas, organização cujo um dos maiores objetivos é estabelecer "a paz mundial". Então, o que o Silas queria que a Dilma falasse lá na abertura da Assembleia, com todos os outros líderes e representantes presentes?

"Vamos matar esses radicais islâmicos?!"

Apesar de considerá-la bem fraca, acho que nem ela seria tão burra de falar uma asneira dessas naquele lugar.

Aliás, já fica aqui a pergunta também, se o Silas é contra o diálogo entre as pessoas, o que ele quer? Seria a cultura do "olho por olho e dente por dente" do Velho Testamento? É bem curioso isso, pois ele critica a Dilma, mas não expressa o que quer, só fala em "enfrentamento" e que "as nações do mundo em uma coalizão querem combatê-los", o que é mentira também. A ONU não é favorável a qualquer conflito. Quem deseja iniciar mais uma guerra são os EUA, Reino Unido e outros países dessa coalizão.

Em relação ao conteúdo que o Malafaia cita, desde os atentados de 11 de Setembro e o início da "Guerra Mundial ao Terror", o preconceito com pessoas da religião islâmica aumentou significativamente no mundo ocidental. A gente não convive com isso no nosso dia a dia, pois os números de fiéis dessa religião no Brasil são inexpressíveis, mas nos EUA e países da Europa, principalmente os que resolveram embarcar juntos na guerra ao terror, essa é uma realidade intensa e o preconceito existe dos dois lados (Islâmicos e Não Islâmicos). O Silas fala que existe um preconceito apenas contra os radicais islâmicos, mas isso não é verdade. Basta ver as inúmeras prisões de árabes nos EUA, segundo o material que foi vazado pelo Wikileaks, muitos foram presos e torturados (ilegalmente), mesmo sendo cidadãos estadunidenses, apenas pelo fato de serem descendentes islâmicos. Cenas como essas foram bem retratadas e denunciadas no filme “Nova Iorque Sitiada” estrelado por Denzel Washington.  Então sim, está ai uma mentira apontada pelo Malafaia. E só para lembrar, esse preconceito já afetou inclusive o Brasil, naquele caso do estudante Jean Charles que foi morto (com sete tiros na cabeça e um no ombro) no metrô de Londres ao ser confundido com um suposto terrorista que estava envolvido nos ataques a ônibus que ocorreram na cidade algumas semanas antes. Até hoje nenhum dos que participaram do seu assassinato, inclusive o idiota que fez os sete disparos contra Jean Charles, foram levados a julgamento. E Jean Charles foi perseguido e assassinato por puro racismo e preconceito. ISSO NÃO VAMOS ESQUECER NUNCA! Depois esses calhordas querem dar lições de moral ao povo Brasileiro.

A resposta dos EUA de imediatamente invadir o Afeganistão logo após os atentados e, consequentemente, dar continuidade ao plano ao invadir o Iraque e o Paquistão só reforçou e tornou mais explícito o ódio por pessoas de origem árabe, incitando assim a tal da "islamofobia" que a Dilma citou no discurso de 2012. O Silas passa então a falar sobre a "cristofobia" e como no ano passado, "115 mil cristãos foram assassinados por causa da sua fé". Ele não cita nenhuma fonte de dados ou referência, mas vamos supor que ele esteja certo nessa afirmação. Logo em seguida, ele fala que nenhum grupo social foi tão morto quanto os cristão no mundo e é claro que fica muito fácil fazer afirmações impactantes como essa quando não há uma referência para que se possa comparar.  Mas conhecendo sua fama de mentiroso não tenho dúvidas de que ele está mentindo.

Em termos de comparação, podemos citar que em 10 anos de Guerra ao Terror, mais de 120 mil civis (independentemente da religião, estamos falando de pessoas inocentes, como eu e você) já morreram na guerra do Iraque (segundo o Iraqui Bodycount Project), e 21 mil morreram no Afeganistão (segundo o Cost of War). Por mais que o Silas não fale no vídeo, essa é uma guerra liderada por nações majoritariamente cristãs, e que não seguem/seguiram o próprio comando de Cristo que em Mateus 5, orienta que qualquer um que for ferido na face direita deve virar a esquerda e não contra-atacar como o que foi feito, gerando mais ódio e derramamento de sangue desnecessário. Além do mais, no mesmo contexto Jesus disse, Bem-aventurados os pacificadores. Silas também não fala uma palavra sobre a matança de 500 mil crianças iraquianos entre 1990 e 1999 contaminados por bombas nas quais se utilizava lixo radioativo dos Estados Unidos e da Inglaterra.

O vídeo do Jornalista e diretor cinematográfico John Pilguer poderá ser visto por quem quiser por meio desse link aqui:




Vale lembrar também que esse grupo retratado pelo Silas no vídeo só conseguiu fortalecer-se graças ao fato de que os EUA invadiram o Iraque, destruíram o país inteiro e o abandonaram à mercê de quem chegasse ali com mais força. Os EUA criaram o terreno para que esses monstros pudessem praticar suas atrocidades, triste pensar que eles fizeram exatamente a mesma coisa no Afeganistão quando forneceram armas ao grupo Talibã para combater as forças soviéticas e depois também quando apoiaram e venderam armas para Sadam Hussein no Iraque para lutar contra o Irã, amigos que posteriormente se tornaram inimigos. Mas o Silas não se atreve a falar uma Palavra sequer da grande e poderosa nação que se orgulha de ser evangélica.

O Silas os retrata também como se esse grupo matasse apenas cristãos, o que é uma MENTIRA, pois eles basicamente matam qualquer pessoa que não concorda com a ideologia deles (não que isso justifique o que eles praticam).

Aliás, muito me espanta a ignorância do Silas Malafaia em relação às Escrituras. Ele está chocado que cristãos morrem por sua fé? Se crucificaram a Cristo, o que haveria de acontecer com os seus seguidores?

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." Mateus 5:11-12

"Vos hão-de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho. Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de fazer a vossa defesa; porque eu vos darei boca e sabedoria, a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir nem contradizer. E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós; e sereis odiados de todos por causa do meu nome. Mas não se perderá um único cabelo da vossa cabeça. Com a vossa perseverança ganhareis as vossas almas" (Lucas 21:12-19).   

Talvez o Silas também não se lembre das palavras do Apostolo Paulo em Filipenses onde ele fala que "viver é Cristo, e o morrer é lucro" ou então no começo da primeira carta aos Tessalonicenses em que ele afirma que "fomos ordenados para sofrer". Sim, devemos ficar indignados com as praticas de grupos extremistas que matam pessoas inocentes, mas jamais devemos ficar surpresos com esse tipo de coisa, pois, já fomos avisados sobre isso. Paulo foi decapitado, Pedro crucificado. Mas, como cristãos, devemos nos alegrar com o fato de que todas essas pessoas que morrem por Cristo têm a vida eterna na glória.

O conteúdo no vídeo das práticas do ISIS é repugnante, mas esse tipo de coisa não é uma exclusividade desse grupo. O terrorismo é um termo muito relativo e empregado de forma que beneficia alguns e prejudica outros. Uma explosão em um ônibus na Inglaterra feita por um extremista islâmico é condenada como pratica abominável, mas a destruição de um país inteiro por tropas da coalizão em cima de uma mentira (alegação da existência de armas de destruição em massa, das quais nunca se encontrou o menor traço) é aceitável.


O exército de Israel possui hoje o título da mais longa ocupação de faixas de território desde o fim da segunda guerra mundial. E isso que eu falo é em relação ao território da faixa de gaza, da Cisjordânia e parte da cidade de Jerusalém, que não pertencem a Israel. Mas não são vistos como terroristas, eles estão apenas "se defendendo" e por isso contam com o apoio dos EUA e UE, mesmo que matem milhares de civis todos os anos, culpando ainda os grupos islâmicos de usarem civis como "escudo". No recente confronto que ocorreu, judeus colocaram cadeiras em montes para assistir a carnificina praticada pelo exército israelense, mas o Silas Malafaia não fez nenhuma crítica em relação a isso.

Voltando no assunto das eleições, o Malafaia assim como todos os outros candidatados, é um político. Se ele não estivesse do lado do Lula em 2006 e da Dilma em 2010, ela provavelmente não teria a força que tem hoje. Em nenhum momento o Silas Malafaia pede perdão ou demonstra arrependimento por ter apoiado ela lá atrás. Talvez se ele fizesse esse vídeo pedindo desculpas e admitindo o erro, não teria que demonizar a presidenta, tentando criar uma imagem de "Dilma protetora dos terroristas".

Dimitrios Meimaridis é Jornalista.

NOSSO COMENTÁRIO

Silas não gosta de falar a verdade.

Para meditar:

João 8:44

Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

Apocalipse 21:8

Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Quanto à manipulação que Silas faz das palavras da presidenta Dilma, que voltamos a repetir não apoiamos para reeleição, cremos que os comentários do Jornalista acima já foram suficientes.

Para nós o que mais choca é essa mentira descarada do Silas Malafaia de alegar que 100.000 cristãos são mortos todos os anos por causa da sua fé. Apenas essa mentira já devia despertar a ira em qualquer pessoa de bom senso.

Segundo a Missão Portas Abertas o número de cristãos assassinado por causa de sua fé em 2013, foi de 2.123 indivíduos. Todavia outros registros, mais difíceis de comprovar, elevam esse número para até 8.000 assassinatos de cristãos, por causa da fé em 2013. É muito cinismo e o uso da mais pura cara de pau da parte do Malafaia fazer uma afirmação despropositada dessa sem citar nenhuma fonte, e ainda querer atribuir parte da culpa pelas “cem mil mortes”, à presidente Dilma. As informações que passamos acima são retiradas de uma reportagem produzida pela agência REUTERS e que poderá ser lida por meio do link abaixo:

Trieza ,73, an Egyptian Christian grieves while kissing a glass capsule containing cloth belonging to Christian martyrs in the Coptic Orthodox church in Alexandria, 2, 2011. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh


Por outro lado, outro artigo da BBC, que confirma os números da Missão Portas Abertas explica como se pode chegar ao número de 100.000 mortos. Existe uma guerra fratricida entre duas facções de CRISTÃOS em andamento no Congo, guerra essa que já matou mais de 4 milhões de pessoas entre 2000 e 2010. Duas organizações notoriamente mentirosas como a Fox News e o Serviços de Notícias do Vaticano, alegam que cerca de 900.000 desses 4 milhões de mortos foram “martirizados” por sua fé, o que nos levaria para algo próximo de 100.000 mortos por ano. Mas a justificativa não se sustenta, porque todos os mortos são cristãos e como cristãos mortos por outros cristãos poderiam ser considerados mártires?

O artigo da BBC poderá ser visto por meio desse link aqui:

Mourners carrying coffins in Egypt

O Silas mente e pretende que as maiores vítimas de assassinatos ao redor do mundo são cristãos vitimizados por radicais islâmicos, mas o Jornalista Dimitrios já deixou bem claro que a maioria das vítimas são assassinadas pelas guerras promovidas, especialmente pelos Estados Unidos, pela Grã-Bretanha e Israel, e essas vítimas não são cristãos.


Silas finge ignorar que existe uma Islamofobia de fato em andamento como os pastores Estadunidense John Hagee e Benny Hinn, orando de mãos dadas — que gracinha — pedindo a Deus que conduza os Estados Unidos a destruírem o Irã por meio de uma ataque nuclear. O vídeo dessa inglória oração poderá ser visto por meio desse link aqui:


Em outra ocasião, o pastor Hagee pede que os Estados Unidos ataquem e destruam o Irã de forma preemptiva. Esse vídeo poderá ser visto por meio desse link aqui:


Silas Malfadado e seu boneco de ventríloquo o candidato a presidente pastor Everaldo repetem a mesma mentira contra a presidenta Dilma, que existe uma Cristofobia no mundo, enquanto o que percebemos é uma gigantesca Islamofobia em andamento cujo único proposto é matar o povo árabe e se apropriar de todas suas riquezas minerais.

O Virulento e questionável vídeo do Silas Malafaia poderá ser visto por meio desse link aqui:


Todavia, tal vídeo foi retirado do ar em todo o território nacional devido a um mandado. Fez muito bem o governo por ter retirado o mesmo do ar. Que Silas reze muito para seu deus, para Dilma perder as eleições, porque se ela ganhar...

Para finalizar queremos deixar bem claro que o Blog o Grande Diálogo condena com toda a veemência organizações terroristas, sejam elas grupelhos sanguinários ou Estados constituídos, normalmente, mas que são mais sanguinários ainda.


Que Deus abençoe a todos.   

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.  

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CRISTÃOS ESTÃO SENDO ASSASSINADOS NA SÍRIA POR RECUSAREM SE CONVERTER AO ISLÃ




A notícia abaixo foi divulgada pela Agência France Press em 18 de Abril de 2014

Freira denuncia crucificações de cristãos por jihadistas na Síria

Cristãos que se recusaram a professar a fé muçulmana ou pagar resgate foram crucificados por jihadistas nesta sexta-feira na Síria, denunciou uma freira síria à Rádio Vaticano.

De acordo com a irmã Raghid, ex-diretora da escola do patriarcado grego-católico de Damasco, e que agora vive na França, "em cidades ou vilas ocupadas por elementos armados, os jihadistas e todos os grupos extremistas muçulmanos oferecem aos cristãos a shahada (a fé muçulmana) ou a morte. Em alguns casos pediram resgate".

"Por ser impossível renunciar à sua fé, sofreram o martírio. E o martírio de uma maneira extremamente desumana, de extrema violência. Em Maalula, por exemplo, crucificaram dois jovens porque eles recusaram a shahada".

"Em outra ocasião, um jovem foi crucificado em frente a seu pai, que foi morto em seguida. Isso aconteceu em Abra, na zona industrial na periferia de Damasco", relatou.

De acordo com ela, depois dos massacres, os jihadistas "pegaram as cabeças das vítimas e jogaram futebol com elas", e ainda levaram os bebês das mulheres e "os penduraram em árvores com os seus cordões umbilicais".

A Rádio Vaticano publicou esta entrevista nesta Sexta-feira Santa, dia que a Igreja lembra a crucificação de Cristo em Jerusalém.

Enquanto a guerra civil cria espaço para massacres cometidos por todas as partes, a minoria cristã se posiciona a favor do regime de Bashar al-Assad , temendo justamente os islâmicos.

O artigo original da AFP poderá ser visto por meio do link abaixo


Com isso concorda o relatório da Missão Portas Abertas em artigo publicado pelo site “Público” de Portugal junto com a Agência REUTERS. Segue a notícia:

Só na Síria foram mortos mais cristãos em 2013 do que em todo o mundo em 2012

O número de cristãos mortos pela sua fé quase duplicou em 2013. Só na Síria, foram mortos mais do que em todo o ano anterior – segundo o relatório anual da Open Doors (Portas Abertas), uma organização de apoio a cristãos perseguidos.

A organização documentou 2123 mortes, praticamente o dobro das 1203 que tinha sido registrado em 2012. Desse total, 1213 ocorreram na Síria.

“É uma contagem por baixo, baseada no que os media noticiaram e pudemos confirmar”, disse Frans Veerman, líder do grupo de pesquisa do Open Doors. A Reuters observa que outras organizações cristãs estimam o número de mortos em mais de 8000.

Os cristãos estão calculados em 2,2 mil milhões, cerca de 32% da população mundial, segundo dados do Pew Forum on Religion and Public Life, dos Estados Unidos. Enfrentam restrições à liberdade religiosa e hostilidade em 111 países. A mesma organização calcula em 90 os países onde há limitações e restrições à fé islâmica.

A Open Doors calcula em mais de cem milhões os cristãos que no ano passado foram perseguidos pela sua fé.

Países perigosos

O seu relatório identifica a Coreia do Norte no topo da lista dos 50 países mais perigosos para cristãos. Apesar de não possuir dados sobre mortes, afirma que enfrentam a “maior pressão que se possa imaginar” e 50 mil a 70 mil estão em campos de presos políticos. O país asiático ocupa a mesma posição desde que, há 12 anos, a organização começou a organizar este tipo de levantamento. Os lugares imediatos são ocupados por Somália, Síria, Iraque e Afeganistão.

Frans Veerman, que trabalha a partir de Utreque, na Holanda, diz que as mortes são apenas o exemplo mais extremo das perseguições. Os cristãos enfrentam também ataques a igrejas e escolas, ataques sexuais, expulsões dos países, ameaças e outras formas de discriminação. A Open Doors calcula em mais de cem milhões os cristãos que no ano passado foram perseguidos pela sua fé.

Nove dos dez países referidos como mais perigosos para os cristãos são de população majoritariamente muçulmana e vários são assolados por conflitos em que estão envolvidos radicais islâmicos. A Arábia Saudita foge a esse perfil mais faz parte do grupo devido à proibição total de outros cultos que não o islâmico.

Perseguidos por muçulmanos

O relatório dá conta de um aumento da violência contra cristãos em África e afirma que os muçulmanos radicais são os seus principais perseguidores, em 36 dos países abrangidos pelo levantamento. Estados falhados, com guerras civis e persistentes tensões internas são os mais perigosos para os cristãos, disse à imprensa Michel Varton, que lidera a organização em França.

“Na Síria, outra guerra avança na sombra da guerra civil – a guerra contra a Igreja” disse, na apresentação do relatório, no seu país. Cerca de 10% dos sírios são cristãos. Muitos deles tornaram-se alvos de rebeldes islamistas que os veem como apoiadores do líder do regime, Bashar al-Assad.

Na lista de mortes, a Síria é seguida pela Nigéria, com 612 casos em 2013 contra 791 no ano anterior. O Paquistão é o terceiro com 88 – muito acima dos 15 de 2012. O Egito teve também uma subida muito grande – 83 contra os 19.

O relatório fala também da “violência horrível frequentemente dirigida a cristãos” na República Centro-Africana, mas só confirmou nove mortes devido ao fato de “a maior parte dos analistas ainda não reconhecerem a dimensão religiosa do conflito”.

Sobre a Coreia do Norte, a Open Doors escreve que “a adoração dos governantes como deuses não deixa espaço para qualquer outra religião”.

A Open Doors começou a sua atividade nos anos 1950, fazendo entrar clandestinamente bíblias em países com governos comunistas. É uma associação de origem protestante. Tem sede nos Estados Unidos e trabalha atualmente em mais de 60 países.

O artigo original do site “Publico” poderá ser visto por meio do link abaixo:


NOSSO COMENTÁRIO

Lamentamos profundamente que tais notícias não sejam veiculadas pela imprensa brasileira, que não denuncia a verdadeira barbárie que se abate sobre aqueles que são chamados pelo nome de Cristo. Lamentamos também a completa alienação do povo chamado “evangélico” no Brasil bem mais interessado na Teologia da Prosperidade, em mega shows evangélicos,  em viagens para Israel e outras coisas, enquanto nossos irmãos sofrem com a perseguição que, muitas vezes culmina, com o assassinato dos mesmos.

É ora de nos unirmos e levantarmos nosso clamor a Deus para que se apresse em fazer justiça à igreja perseguida. O mundo não pode mais tolerar que pessoas sejam perseguidas por causa de sua fé seja por mulçumanos ou por quem quer que seja. BASTA!

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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