Mostrando postagens com marcador Líbano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Líbano. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de janeiro de 2015

EU SOU CHARLIE E A HIPOCRISIA OCIDENTAL


Paris
Por enquanto, grandes emoções prevalecem

Que ninguém pense, nem por um segundo, que o Blog o Grande Diálogo concorda com o assassinato de qualquer pessoa, seja ela quem for. Condenamos com toda veemência os acontecimentos ocorridos na França nos últimos dias.

Por outro lado, ficamos estarrecidos de ver as manifestações hipócritas expressadas nos discursos, nas vigílias, nas velas acesas, nas flores colocadas em memoriais improvisados, apenas, e somente apenas, porque as vítimas nesses casos eram cidadãos de nacionalidade francesa. Tudo isso nos lembrou a gigantesca mentira e hipocrisia que foi encenada no 11 de Setembro de 2001.

Num primeiro momento pensamos em escrever um artigo todo nosso, mas como o tempo andou meio escasso para coletarmos todos o material necessários preferimos optar por reproduzir uma análise de alguém que escreveu o muito que nós mesmos gostaríamos de ter escrito.

O material abaixo foi publicado no site da Revista Carta Capital e é de autoria de Giani Carta.

Chore por mim, França

Há muitas razões para justificar as lágrimas

por Gianni Carta 


Um Profeta chora na charge na capa da edição de quarta-feira 14 de Charlie Hebdo. Exibe um cartaz, “Je suis Charlie”. Mais: “Tudo está perdoado”. Luz, 43 anos, autor da caricatura, diz à imprensa  ter chorado ao desenhar Maomé. Chorou a morte de cinco companheiros cartunistas, entre os melhores chargistas do país, e de mais cinco pessoas e dois policiais. Aconteceu na quarta-feira 7, na redação do Charlie Hebdo. Armados de Kalashnikovs e um lança-granadas, os irmãos parisienses Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, convertidos ao Islã radical e treinados no Iêmen, concluíram a chacina em dez minutos.

Durante a fuga dos Kouachi, entrou em ação Amedy Coulibaly, outro francês convertido ao radicalismo, de 32 anos, e o provável líder da célula. Segundo o diário Le Figaro, os irmãos haviam recebido 20 mil dólares no Iêmen para agir com Coulibaly. Esperaram, portanto, a saída dele da prisão, onde cumpria pena por roubo. Coulibaly assassinou uma policial ao sul de Paris e mais quatro homens em um supermercado kosher. Quando a polícia ainda procurava a mulher de Coulibaly, Hayat Boumediene, ela já estava na Síria. Com Hayat foi identificado um rapaz, aparentemente envolvido na operação, Mehdi Sabry Belhoucine, cidadão francês de 23 anos. No meio-tempo, Nasser ben Ali al-Anassi, líder do Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa), reivindicou os atentados para “vingar” o Profeta.

Luz, o decano a substituir outros caricaturistas talentosos como Cabu e Wolinski, chorou como tantos franceses sob estado de choque. A França viveu o seu 11 de Setembro. Um ataque à República, não contra a imprensa livre, como insiste a vasta maioria. Segundo o Alcorão, Alá e o Profeta não podem ser retratados. Isso fica claro no capítulo 42, versículo 11: “(Alá) é o criador dos céus e da terra ... não há nada que se assemelhe a ele”. E eis o capítulo 21, versículos 52 a 54: “(Abraão) disse ao pai e ao povo: ‘Por que a adoração por essas imagens que vos unem? ‘Eles disseram: Vemos nossos pais a adorá-las. Ele disse: Certamente vocês têm cometido, juntamente com vossos pais, em erro manifesto”. Para resumir, na religião muçulmana imagens não podem ser idolatradas, e sim o divino. É preciso respeitar as religiões. Vale lembrar que a velha redação de Charlie Hebdo já tinha sido destruída em um atentado em novembro de 2011. Seu editor, Charb, de 47 anos, estava sob proteção policial. Idem a redação, que havia sido transferida para um pequeno prédio nas proximidades da Praça da Bastilha. Charb aceitou o risco.

No momento, gestos guiados pelas grandes emoções prevalecem sobre aqueles ancorados na razão. Por essas e outras, representantes da mídia e o governo deram ajuda financeira ao Charlie Hebdo. Disse o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve: “Denfendemos a imprensa livre”. Na quarta-feira 14, 3 milhões de exemplares, em vez dos costumeiros 60 mil, estavam esgotados às 10 da manhã. Uma hora antes fui a cinco bancas, algumas delas com cartazes nos quais se lia: “Charlie Hebdo esgotado”. Indaguei  uma mulher, a empunhar um exemplar, onde ela tinha conseguido o dela: “Fiquei em uma fila desde as 6 da manhã”. Mais 2 milhões de exemplares, com charges inéditas dos cartunistas mortos, seriam impressos nos próximos dias. O diário italianoIl Fatto Quotidiano teve direito a reproduzir um suplemento com as 16 páginas do Charlie Hebdo. Disponíveis mais de 10 mil cópias do semanário satírico na Alemanha em francês e alemão. No mundo árabe, o quadro é diferente: proibidas as vendas no Egito, na Argélia etc. Quase 2 mil manifestantes gritaram em uníssono nas Filipinas: “Je ne suis pas Charlie”.

Um contraste com o povo a gritar “Je suis Charlie. Nous sommes touts Charlie”,  na marcha pela liberdade no domingo 11. Mais de 1,5 milhão de parisienses de um total de 3,7 milhões de cidadãos França afora foram às ruas para protestar contra o terrorismo e pela liberdade de imprensa, inclusive aquela de retratar agressivamente, no país da liberté, o Profeta. Não escassearam velas, buquês de flores nos lugares onde houve atentados. Desfilaram importantes símbolos da República: a tricolor, Joana D’Arc, e Marianne, a simbólica mãe da nação a encarnar os valores Égalité, Liberté et Fraternité. Cidadãos de todas as inclinações ideológicas e crenças mostraram aos radicais islamitas que não se dobram diante do terrorismo.  O presidente François Hollande exprimiu-se com dignidade e no tom apropriado. Naqueles momentos de emoção à flor da pele reinava o patriotismo. Perigoso a curto prazo, quando a sobriedade pouco a pouco volta à tona.

Sob escolta policial e a viver com a família em endereços desconhecidos desde a publicação  de um texto seu criticando o Profeta publicado pelo diário Le Figaro em 2006, o filósofo Robert Redeker enviou, a meu pedido, um texto sobre os eventos. Nele se compara ao filósofo comunista Georges Politzer, fuzilado em maio de 1944, durante a Resistência, a entoar a Marselhesa. Mais: “Eles (os caricaturistas) morreram pela França”. São heróis. O artigo de Redeker, entrevistado em diversas ocasiões por CartaCapital, contrasta com a entrevista telefônica com Magid Shihade, professor visitante de ciências políticas da Universidade da Califórnia. Diz Shihade: “Assassinatos perpetrados por militantes treinados pelos EUA contra cidadãos inocentes no Afeganistão são acidentes colaterais e não têm repercussão alguma para americanos, europeus e as autoridades israelenses”. Por outro lado, observa Shihade, “essa violência simbólica, como desenhos animados ou queimar o Alcorão, são mais importantes do que matar milhões no Afeganistão, Iraque, Síria, Líbano e Palestina. Por quê?

Embora tenha ganhado popularidade com os atentados, Hollande tem pela frente uma dura luta contra a legenda de extrema-direita Frente Nacional, de Marine Le Pen. Do seu canto, ela tem inflamado o povo com o costumeiro desdém pelo muçulmano. De qualquer modo, as gafes dos líderes moderados já começaram. Após a inflamada frase “A França é capital do mundo”, que parece conferir demasiado mérito à capital francesa, críticos perceberam o óbvio: várias autoridades convidadas às pressas eram líderes em cujos países o termo “liberdade” é palavrão. Com a exceção de alguns premiers, como o italiano Matteo Renzi e o britânico David Cameron, o israelense Benjamin Netanyahu, sem contar alguns líderes árabes, causou constrangimento. Às vésperas das eleições em Israel, Netanyahu foi, cercado de cem agentes do Mossad, ao supermercado kosher, onde morreram quatro  judeus. Anunciou: “Venham viver em Israel, terra dos judeus”. Irritado, rebateu o premier francês Manuel Valls: “Eles são franceses e judeus, esta é a terra deles”. Vários judeus franceses são antissionistas. Ou ateus e agnósticos. Como se isso não bastasse, Netanyahu entrou em outra polêmica: comparou os terroristas franceses com os integrantes da legenda com braço armado Hamas, em Gaza, e com o Hezbollah, a legenda xiita libanesa também com braço armado. E aproveitou para fundir todos os grupos terroristas no Hamas. Detalhe: este foi tirado da lista de grupos terroristas pela União Europeia. Observa Shihade: “Naturalmente, as autoridades israelenses estão felizes com o atual contexto, porque podem utilizar os atentados na sua manipulação cínica de tentar unir o mundo inteiro contra os palestinos”. Ao mesmo tempo, negam a violência de Israel e o “choque de civilização”, tese do sionista Samuel Huntington. “Nesse meio-tempo, os palestinos continuam subjugados à repressão e assassinatos, assim como milhões de árabes e muçulmanos.”

Luz substituiu Cabu e Wolinski para desenhar a charge da edição pós-massacre e vender 3 milhões de exemplares até 10h da manhã.

Luz
Luz substituiu Cabu e Wolinski para desenhar a charge da edição pós-massacre e vender 3 milhões de exemplares até 10h da manhã

Por outro lado, a França não é tão liberal, no sentido político, quanto parece. Em 20 de julho de 2014, Valls proibiu os protestos pró-Palestina, então sofrendo baixas de civis por conta de ataques israelenses, e da violência de alguns manifestantes. Outro motivo: o crescente antissemitismo nas redes sociais. Os manifestantes foram adiante. Ao norte de Paris, no bairro de Barbès, houve um confronto com a polícia: pedras e garrafas contra bombas de gás lacrimogêneo. Cenário de guerrilha urbana. Sob pressão de organizações muçulmanas, o governo cedeu. Fui a dois protestos, em agosto. Não houve nenhum conflito com a polícia.

Ex-ministro do Interior, Valls, como Nicolas Sarkozy, diz: “A França está em estado de guerra”. Slogans, inclusive Je suis Charlie. “São importantes porque definem as causas pelas quais lutamos.” Talvez Valls precise aprender um pouco sobre o tema. Como a direita reacionária, o conservador Valls certamente deve ser favorável a um Patriot Act francês. Em suma, uma legislação de exceção provisória, em princípio. Nos EUA, qualquer suspeito pode acabar em Guantánamo. Treze anos após ter sido aprovado, o Patriot Act continua em vigor. Na França haverá um “estado de urgência” com “centros de detenção”. Resta saber o quão o “estado de urgência” se assemelha ao Patriot Act. Em entrevista ao diário italiano La Repubblica, o filósofo Giorgio Agamben explica que se entende por “guerra” conflitos entre potências e, portanto, a palavra não se aplica ao caso do terrorismo. Agamben emenda que foi esse “equívoco” o motivo a ter levado George W. Bush, a invadir o Iraque em 2003. Matou “dezenas de milhares de pessoas”, cujas mortes provavelmente provocaram os assassinatos “pelos quais hoje chora Paris”.

Outra questão espinhosa: a França não tem uma lei contra a blasfêmia, como a Irlanda e a Grécia. No entanto, o racismo e a incitação racial são proibidos. Difícil distinguir entre as duas definições. Joelle Fiss, especialista em Direitos do Homem, explica em uma coluna no Libération: ao contrário da incitação racial e religiosa, o insulto não gera consequências. No entanto, Fiss parece não acreditar que a blasfêmia pode ser tida como incitação religiosa.

Encontro uma professora de nível colegial para entender como ela explica os atentados radicais para seus alunos. “Mostro para eles as caricaturas, digo que a França é um país livre. Os cartunistas não mereciam ser assassinados, mas exageraram.” A professora diz que, quando mostra as caricaturas de Maomé, alguns alunos ficam chocados, especialmente, é claro, os de origem árabe. “Eles até certa idade compreendem melhor a imagem, e muito menos a abstração.” O problema – continua a professora – é que seus alunos em uma escola dos subúrbios, especialmente os de origem árabe, sentem-se marginalizados. Acrescenta: “Do meu subúrbio, verdadeiro gueto, não há metrô direto para Paris”. Um jovem tem de tomar dois, três ônibus para vir paquerar em Paris. “Lembro de um deles, anos atrás, menino bonito, perdido, mais tarde sem emprego. Disse que encontrou na religião muçulmana um norte. Será que ele não poderia ter se radicalizado e ser hoje um jihadista?”

Quinta 15. O estado de alerta máximo continua. Mais de 10 mil policiais e soldados armados de metralhadoras em Paris testemunham o temor de uma nova onda de atentados. Em entrevista ao diário Libération, a brigada criminal de Paris fala em “um, dois, 12 cúmplices”. A polícia estaria atrás de um quarto terrorista, provável responsável pelo ataque com uma arma de fogo contra um homem que praticava jogging em um parque. Ele se locomoveria por Paris com um Mini Cooper, cuja dona seria Hayat, a mulher de Coulibaly. Antes de entrar em estado de coma, o atingido teria feito um retrato para a polícia que não corresponde a nenhum dos três terroristas mortos pela polícia.

O artigo original de Carta Capital pode ser visto por meio desse link aqui:



NOSSO COMENTÁRIO:

A PSEUDOLIBERDADE HUMANA E A VERDADEIRA LIBERDADE CRISTÃ

A liberdade pretendida pelos seres humanos, especialmente no ocidente é uma liberdade onde vale tudo, desde que tenha origem no próprio oriente. Ela não é uma liberdade aceitável se tiver origem em outros lugares.

A grande verdade que nós como crente devemos usar para pautar o uso da liberdade está bem caracterizado pelo que disse o apóstolo Paulo quando escreveu:

1 Coríntios 8:13

E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.

Ou seja, o cristão tem a obrigação de evitar fazer qualquer coisa que ele sabe ira escandalizar seu irmão e, certamente, isso pode ser estendido ainda mais para os incrédulos a quem queremos ganhar para Cristo e não escandalizá-los.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

sábado, 13 de setembro de 2014

A QUEM PERTENCE A TERRA DA PALESTINA - A QUESTÃO POLÍTICA



A quem realmente pertence a terra da Palestina? Aos judeus? Ao povo palestino? A quem foram, realmente, feitas as promessas referentes à Terra de Canaã que encontramos no Antigo Testamento? Em pleno século XXI precisamos entender que existem dois lados desta questão. O primeiro é aquele representado pela questão política e o segundo é o representado pela questão religiosa, que inclui as implicações teológicas introduzidas pelo Novo Testamento, i isso faz muita diferença na forma como o Antigo Testamento deve ser interpretado.

Ùm pouco de história - Um pouco de história torna-se necessário aqui, porque como alguém já disse: “ignorar a história é sujeitar-se a cometer os mesmos erros do passado”. Não queremos cometer, dentro das nossas possibilidades, nenhum erro. Precisamos estar abertos para conhecer a verdadeira história e, reconhecer e abandonar eventuais erros de perspectiva que, por ignorância ou cegueira, tenhamos adotado no passado e que estejamos ainda persistindo em manter.

Para compreendermos melhor as questões envolvidas nas discussões acerca da Terra de Canaã – Palestina – nós precisamos retornar aos primórdios do século XIX e analisarmos os movimentos chamados de “Sionismo Cristão” e de “Sionismo Judaico”. Uma definição simplista do significado de “Sionismo Cristão” é: Cristãos que apoiam, de forma irrestrita, o Sionismo Judaico. Em 1975, a Assembléia Geral das Nações Unidas, passou a resolução de número 3379 que definiu o “Sionismo” como uma forma de racismo e de justificativa para a prática de discriminação racial. O Sionismo Cristão contemporâneo é, em sua maior parte, uma reação irracional ao aumento do volume da crítica que está sendo feita à forma de “apartheid” praticada pelo Estado judeu na região da Palestina nos dias de hoje. Esta reação irracional teve início com o final da chamada “Guerra dos Seis Dias”, de 1967. Esta guerra, iniciada por Israel[1], culminou com a anexação dos seguintes territórios:

1. A parte leste da cidade de Jerusalém. Ocupação esta que já dura 47 anos.

 2. A região da Cisjordânia. Ocupação esta que já dura 47 anos.

 3. A região sul do Líbano – devolvida a seus legítimos donos, no início do século XXI, 35 anos depois do confisco de 1967.

 4. As Colinas de Golan – território que pertence à Síria e que continua ocupado até esta data, 47 anos depois.

 5. A Faixa de Gaza. “Desocupada” oficialmente em 2005, mas sujeita a novas invasões ao bel prazer das autoridades israelenses, como vimos durante as várias ações genocidas que ocorreram em entre Dezembro de 2008 e Julho de 2014. Para aqueles que ainda acreditam na propaganda judaica de que o problema ali são os “foguetes do Hamas” basta dizer o seguinte:

1. Quantos judeus foram mortos fora da faixa de Gaza nos dias das ofensivas judaicas mencionada acima? Números são muito disputáveis e variam de algumas dezenas até uma centena. Este reduzido número de vítimas fatais, levanta suspeitas também acerca dos alegados “milhares” de foguetes do Hamas, lançados contra o território israelense.

2. Quantos Palestinos foram mortos dentro da faixa de Gaza no mesmo período? Aproximadamente 9000! Israel alega ter matado menos de 7000 palestinos. como se isso fosse significativo ou mudasse o tamanho do genocídio.

3 Quantos judeus foram feridos fora da faixa de Gaza nos dias da ofensiva judaica mencionada acima? Novamente, como os números não interessam a Israel pela disparidade dos mesmos quando comparados com os feridos em Gaza, tudo o que podemos afirma é que não podemos aceitar nenhum dos números oferecidos pelas autoridades israelenses porque os mesmos incluem os "ferido" psicologicamente, algo que infla o número de feridos consideravelmente. Por esse parâmetros os feridos apenas na faixa de Gaza seria 1.800.000 de pessoas.

4. Quantos Palestinos foram feridos dentro da faixa de Gaza no mesmo período? Aproximadamente 12000. Sem contar os "feridos" psicologicamente.

5. A Península do Sinai que pertencia aos egípcios. Esta península foi devolvida pelos israelenses após os acordos de paz assinados entre o Egito e Israel, entre o assassino confesso Menachem Begin e Anuar Sadat.

Ainda no ano de 1967, a Assembléia Geral das Nações Unidas passou a resolução de número 242 que condenou a ocupação israelense da Cisjordânia. Após esta condenação, toda a comunidade internacional removeu seus embaixadores e fechou suas embaixadas em Jerusalém. Nesta mesma ocasião um grupo de cristãos sionistas, que mantinham uma entidade chamada de Embaixada Cristã Internacional, mudou sua sede para a cidade de Jerusalém, com a intenção explícita de apoiar as ações ofensivas e criminosas de Israel. Como dizem os próprios judeus, os chamados cristãos messiânico são uma verdadeira farsa!

Os cristãos sionistas se vêm como defensores e apologistas do povo judeu em geral e da nação política de Israel em particular. Tal defesa é manifestada por ferrenha oposição a todos que, de alguma maneira, sejam percebidos como críticos ou hostis para com o moderno Estado de Israel. Por esse motivo, todos os movimentos antissionistas têm sido identificados como sendo também antissemitas, o que não passa, evidentemente, de uma afirmativa ridícula e absurda. De forma curiosa e surpreendente, tais afirmativas não são acompanhadas, de nenhuma maneira, por palavras ou atos de compaixão para com o povo palestino que, diga-se de passagem, também é parte dos povos semitas, exatamente com o são os judeus. É difícil dizer quantas organizações sionistas cristãs existem neste início de século XXI, mas o número escala as centenas.

O movimento sionista, seja cristão seja judeu obteve uma estrondosa vitória com a decisão das Nações Unidas de dividir a Palestina, criando um estado árabe e outro judeu em 1947. Quando da decisão das Nações Unidas, o quadro populacional na Palestina era como segue:

1. Na parte que deveria ser o Estado Árabe – 749,000 árabes e 9.250 judeus.

2. Na parte que deveria ser o Estado Judeu – 497,000 árabes e 498,000 judeus.[2]

Em 17 de Maio de 1948, o Estado Judeu, chamado de Israel, declarou sua independência e ato contínuo iniciou uma série de guerras, que duram até os dias de hoje, que visam remover, seja via limpeza étnica – genocídio – ou via migração forçada, todos os árabes daquilo que considera ser seu território. De fato, o sonho de Theodore Herzl e de outros sionistas judeus e cristãos era um estado judaico que se estendesse desde as margens do rio do Egito no Oeste até as margens do rio Eufrates no Leste. Esta ideia é derivada da promessa feita a Abraão e contida em Gênesis 15:18.

Antes de prosseguir é desejo deste autor estabelecer o fato de que este trabalho está baseado nas seguintes premissas:

1. O autor se opõe a todo tipo de antissemitismo, lembrando que o povo palestino e os árabes também são constituídos por descendentes de Sem, além de serem descendentes diretos do patriarca Abraão. Críticas, portanto, feitas ao Estado Moderno de Israel, não devem ser interpretadas como afirmações antissemitas. O autor irá considerar tais afirmações como puras tolices.

2. Que o Estado de Israel tem o direito, como também a nação Palestina, de existir – autodeterminação dos povos - dentro de fronteiras seguras e reconhecidas pela comunidade internacional. Esta continua sendo, como nos dias de Theodore Herzl, uma questão essencialmente política e não se trata de matéria de fé.

A questão política inclui o seguintes itens:

1. Existem muitos fatos concernentes aos acontecimentos contemporâneos da Palestina que não são informados às pessoas, em geral, e muito menos aos cristãos, em particular.

2. Existe, pelo que podemos notar, um silêncio criminoso por parte dos Evangélicos com relação ao gigantesco abismo que encontramos entre o alegado mandato bíblico para a criação de uma nação para o povo judeu e, isto que aí está representado pelo Estado de Israel moderno. Em outras palavras, o que estamos querendo dizer é que: se o Estado de Israel e os sionistas – cristãos e judeus – desejam usar a Bíblia para reivindicar a posse da Terra Santa a favor do povo judeu então, a Nação de Israel precisa aderir, sem demora e sem hesitação, ao padrão bíblico de justiça e santidade nacionais, conforme ensinadas na Lei de Moisés e reclamadas pelos profetas de Isaías até Malaquias. Além disso, uma coisa que poucos sabem é que existem numerosos grupos de judeus de todas as ordens que são frontalmente contrários à existência de uma nação política e pagã como é o moderno Estado de Israel. Qualquer coisa menor do que um alinhamento automático às exigências bíblicas de justiça e santidade, constitui-se em um verdadeiro travesti da verdade pretendida – ver Levítico 25:23 caso existam dúvidas acerca do verdadeiro dono daquela terra.

Levítico 25:23

Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois para mim estrangeiros e peregrinos.

3. Os textos que advertem o povo judeu, habitando na Terra Prometida, contra os maus tratos praticados contra os estrangeiros habitando em suas terras, valem contra todos os que alegam que a Terra de Israel lhes pertence por aliança perpétua – ver Levítico 19:34 e Deuteronômio 10:19. Agora responda, caro leitor, como é que você percebe a forma com Israel está tratando aqueles que considera “estrangeiros”, e que estão habitando em suas terras?

Levítico 19:34

Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Deuteronômio 10:19

Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.

4. O Estado Sionista de Israel, como vimos acima, ocupou os territórios que pertenciam aos árabes e isto tem gerado muitas situações terríveis. Organizações judaicas, muitos judeus famosos e seus pares palestinos e de muitas outras nacionalidades, têm denunciado os seguintes crimes praticados diuturnamente pelo Estado judeu contra o povo palestino:

a. O roubo de terras e de água. Enquanto cidades e vilas palestinas têm água corrente somente duas horas por semana, as colônias judaicas implantadas nos territórios ocupados exibem belos gramados e piscinas.

b. A destruição de centenas de vilas palestinas para a instalação de colônias judaicas ilegais.Não existe nenhuma justificativa plausível para esse hediondo crime.

c. O abuso permanente dos direitos humanos pelo Estado de Israel, mediante à prática de: “estados de sítio” – com palestinos sendo proibidos de circular dentro de seu próprio território por dias e semanas até – prisões, detenções, torturas e deportações, além do genocídio geral e dos homicídios seletivos praticados contra cidadãos palestinos que Israel faz questão de qualificar como “terroristas”.

d. O cerco militar – terrestre, aéreo e marítimo – imposto à faixa de Gaza é o acontecimento mais desumano destes dias em toda a face da Terra.

Enquanto as questões alistadas acima, e muitas outras, permanecerem sem solução, o problema irá apenas se agravar.

Não temos a pretensão de querer resolver a questão política, mas já consideramos uma vitória, se algum dos leitores se interessar por pesquisar os materiais produzido por órgãos ou indivíduos independentes, tais como:

1. O material – artigos, entrevistas e livros – produzidos por Noam Chomsky, estadunidense de ascendência judaica e professor titular do Massachusetts Institute Technology – MIT. Muito material do professor Chomsky está disponível em português.

2. O material produzido por Norman Finkelstein, estadunidense de ascendência judaica e ex-professor da Universidade de Columbia em Nova Iorque. Seu livro “A Indústria do Holocausto” – disponível em português - é um “tour-de-force” contra uma das mentiras mais bem contadas e repetidas do século XX: a de que o sofrimento dos judeus é, de forma particular, único e de que os judeus são, em si mesmos, um povo singular.Ora tal afirmação não passa de puro chauvinismo e explica as ações do Estado de Israel contra a população palestina.

3. O material produzido pelo cineasta e produtor australiano John Pilger. Seus documentários são apresentados de forma regular através da rede ITV e, quando não irritam por demais a elite britânica submissa aos interesses do Estado de Israel, são também mostrados nos canais da estatal BBC de Londres.

4. O material produzido pelo site “The Palestinian Chronicle”, que publica artigos assinados por árabes e israelenses e por outros jornalistas estrangeiros.

5. O material produzido pelo jornalista britânico Robert Fisk e disponível em muitos jornais, até mesmo no Estadão e na Folha de São Paulo, onde aparecem, de vez em quando.

6. O material produzido pelos sítios “Culture-Counter”, “Saloon”, "Information Clearing House",  entre outros, repletos de artigos escritos por jornalistas internacionais das mais variadas nacionalidades.

7. O material produzido e publicado no Blog do estadunidense e também de ascendência judaica, Michael A. Hoffman II. Curiosamente, Chomsky, Finkelstein, Hoffman, e até mesmo historiadores judeus como Illan Pape e Shlomo Sand e uma infinidade de outros judeus que se opõe ao que está acontecendo nos dias de hoje na Palestina, têm sido chamados de “antissemitas” pelos sionistas – judeus e cristãos. Outros rotulam esses críticos de judeus que se auto-odeiam.

OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL





































Que Deus abençoe a todos,

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

NOTAS

[1] O autor recomenda a leitura do extenso material produzido pelo jornalista e produtor cinematográfico John Pilger, de nacionalidade australiana e disponível em seu site homônimo.

[2] Guia do Terceiro Mundo produzido Conselho Editorial Internacional. Editora Terceiro Mundo, Rio de Janeiro, 1984.