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sexta-feira, 29 de abril de 2016

A GLÓRIA DE DEUS - ESTUDO 10 - AS ADVERTÊNCIAS BÍBLICAS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS — PARTE 001


Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.

Introdução

A. Nessa série de estudos nós temos sido lembrados de que Deus é digno de toda a glória que nós podemos dar a Ele.

B. Nós aprendemos que Deus nos criou e nos redimiu para que pudéssemos viver para Ele e para que trouxéssemos glória ao Seu nome.

C. Vimos que é necessário fazer o que é certo — praticar a verdade: praticar a verdade em amor, fé e esperança e fazer tudo isto para a glória de Deus.

D. Neste último estudo vamos considerar algumas advertências bíblicas que estão relacionadas com a Glória de Deus.

I. O Princípio por trás das advertências: Deus é digno de toda a glória e toda a glória pertence somente a Deus.


A. Nós somos exortados a glorificar a Deus

1 Crônicas 16:23—29

Cantai ao SENHOR, todas as terras; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas, porque grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, temível mais do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus. Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário. Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade.

Comentário:

1. Esses versículos explicam porque Deus deve ser glorificado. Deus deve ser glorificado por causa da Sua grandeza e das obras magníficas que Ele tem feito.

2. Quando consideramos a excelência moral de Deus, Sua perfeição infinita, a grandiosidade de Suas obras, o amor que Ele manifesta de forma prática e a extensão da Sua provisão a nosso favor devemos ser conduzidos a tributar honra, louvor, glória e majestade a Sua pessoa.

3. Nós precisamos dar ouvidos a esta exortação divina e nos dedicar à tarefa de glorificar a Deus. Ele é digno.


B. Nós somos lembrados de que toda a Glória pertence somente a Deus

Isaías 42:8.

Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura.

Comentário:

1. Esse versículo nos ensina que Deus é digno de ser louvado e glorificado por causa daquilo que Ele é. Este é o significado da expressão “meu nome”. O nome de Deus, nas Escrituras, resume Seus atributos, Sua provisão amorosa, Suas promessas graciosas, Sua obra criativa bem como Sua soberana intervenção a favor do Seu povo.

2. Deus não irá permitir que a glória devida ao Seu nome seja dada a outrem. Todas as vezes que alguém dá glória a algum ídolo, essa pessoa entra em uma relação de juízo com o Deus verdadeiro.

3. Esse princípio serve como uma severa advertência a todos nós. O que é certo para nós — a verdade — é que devemos glorificar somente a Deus. Quando não fazemos isto nós estamos agradando a nós mesmos.


II. Ilustração bíblicas de falhas em se glorificar a Deus.


A. Israel falhou em adorar a Deus voltando-se para os Ídolos

Jeremias 2:11—13

Houve alguma nação que trocasse os seus deuses, posto que não eram deuses? Todavia, o meu povo trocou a sua Glória por aquilo que é de nenhum proveito. Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai estupefatos, diz o SENHOR. Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas.

Comentário:

1. Deus Se descreve a Si mesmo, nestes versículos, como a Glória de Israel. Ao escolher e abençoar o povo de Israel Deus havia feito com que eles se tornassem no que eram como nação.

2. Quando Israel se voltou para os ídolos abandonou a fonte de toda a vida e luz por aquilo que era caracterizado por morte e trevas.

3. Por causa da nossa natureza pecaminosa nós somos poderosamente atraídos àquilo que para nada nos aproveita. Nós somos grandemente atraídos por aquelas coisas que podem nos trazer gratificação instantânea.


B. Israel falhou em glorificar a Deus por negligência

Jeremias 13:11

Porque, como o cinto se apega aos lombos do homem, assim eu fiz apegar-se a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Judá, diz o SENHOR, para me serem por povo, e nome, e louvor, e glória; mas não deram ouvidos.

Comentário:

1. Esse verso é bastante claro. Deus desejava abençoar Seu povo de tal maneira que Sua glória fosse manifestada através deles. A eles foi concedido o grande privilégio de cooperarem com Deus na consecução do Seu plano perfeito. 

2. A atitude teimosa deles fez com que perdessem o melhor daquilo que Deus tinha em mente para eles. Em vez de viverem na terra prometida gozando as bênçãos de SENHOR, eles foram deportados para a Babilônia onde viveram como escravos.

3. Essa trágica ilustração nos é apresentada como uma advertência —

Jeremias 4:22

Deveras, o meu povo está louco, já não me conhece; são filhos néscios e não inteligentes; são sábios para o mal e não sabem fazer o bem.

Nós não podemos negligenciar nosso andar com Deus, duvidar de Suas promessas e fracassar em obedecer a Seus mandamentos. Quando fazemos estas coisas nós perdemos a bênção de Deus e não conseguimos glorificar Seu nome.

C. Os Sacerdotes de Israel não viveram para a glória de Deus

Malaquias 2:1—2

Agora, ó sacerdotes, para vós outros é este mandamento. Se o não ouvirdes e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei sobre vós a maldição e amaldiçoarei as vossas bênçãos; já as tenho amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração.

Comentário:

1. Esta terrível advertência e avaliação foi dada para aqueles de quem se esperava soubessem viver para glória de Deus.

2. No capítulo 1 do livro de Malaquias os motivos do fracasso dos sacerdotes são declarados de forma em clara.

Eles haviam desprezado o nome de Deus pela falta de reverência e de obediência a Deus — verso 6.

Eles ofereciam sacrifícios defeituosos a Deus — versos 7—8.

Eles consideravam o trabalho para Deus como canseira — verso 13.

Eles permitiam que o povo transgredisse sem confrontá-lo — verso 14.

3. Essas evidências de como não de deve viver para Deus, nos vem como uma advertência. O que será que Deus diria de nós?


D. Os crentes em Corinto falharam em glorificar a Deus

1 Coríntios 1:26—31

Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.


Comentário:

1. Os crentes em Corinto só estavam preocupados com eles mesmos. Eles haviam se dividido em várias “panelas” e cada uma queria mostrar que era mais espiritual que o outro.

2. Aqueles crentes em Corinto, como muitos de nós, haviam se esquecido de que Deus lhes havia dado tudo que eles tinham —

1 Coríntios 4:7

Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?

3. Enquanto aqueles crentes estavam olhando somente para eles mesmos, seus dons, seu testemunho, seu serviço, suas conquistas, Deus não estava sendo glorificado.

4. Esta atitude de espiritualidade autocentrada está em completa contradição com o plano e propósito de Deus. Deus deve ser glorificado e não o homem. Deus tem determinado que ninguém seja exaltado em Sua presença.

5. Nesses versículos nós temos o motivo principal que explica o porquê de tantos problemas na igreja de Corinto.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e  a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 1 

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 2 

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-gloria-de-deus-estudo-10-as.html

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

JOÃO 17:9-12 - ESTUDO 006 - O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO POR AQUELES QUE SÃO SEUS — PARTE 1


Representação de Jesus e os discípulos no cenáculo ocasião em que ele proferiu sua "Oração Sacerdotal" a favor de todos os crentes.

Essa é série de estudos baseada em João capítulo 17 que é conhecido como: “A ORAÇÃO SACERDOTAL DE CRISTO” a favor de todos os seus discípulos de todas as épocas. É um estudo bastante aprofundado de João 17 e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.  


Introdução

   AO conteúdo desta oração é muito singular. Note que o Senhor Jesus não ora por aquelas coisas que estão no alto das nossas listas de prioridades: bem-estar, saúde, honra – mas, por realidades espirituais. Através da sua oração nós somos permanentemente lembrados das coisas que devem ser importantes para nós.

BNós podemos aprender grandes lições quando contemplamos o tema e o raciocínio de Jesus neste capítulo. O Senhor Jesus está orando por aquelas coisas que têm sido prometidas aos crentes na Bíblia e que se tornam realizáveis por intermédio do Seu sacrifício na Cruz.

1. O Senhor Jesus fará uma provisão para cada um de nós, possibilitando com isto, a aplicação da sua oração a nosso favor.

2. O Senhor Jesus nos mostra como ele “ora” a palavra de Deus — Suas promessas — de maneira a torná-las realidades em nossas vidas.

3. Esses pedidos, talvez, sejam parte do padrão da intercessão que o Filho faz a nosso favor, mesmo nos dias de hoje.

C – Os dois pontos acima — A e B — nos conduzem a um terceiro, que é um dos mais importantes das Escrituras. Esse terceiro ponto tem a ver com a relação que existe entre a crucificação e morte, a ressurreição e as orações de Jesus. São as orações do Filho que transformam em realidade na vida dos crentes, o poder de Sua obra completada. Esta é a explicação de —

Hebreus 7:25

Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.

I – O Senhor Jesus ora para que o crente seja guardado.

João 17:11—12

Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. 

A. A razão para Sua oração.

1. A razão geral. 

a. Os discípulos certamente pressentiam que Judas Iscariotes não era um coração e alma com eles. O Senhor Jesus havia predito que um deles o trairia e indicou claramente o traidor como sendo Judas — ver João 13:18—26. Eles iriam se preocupar cada vez mais com esse fato no futuro próximo. Talvez eles estivessem se perguntando se um verdadeiro crente pode se perder — perdido no sentido de separado de Deus por toda a eternidade. O Senhor Jesus ora para que os discípulos se sintam seguros independentemente do iria acontecer a Judas. 

b. O segundo motivo pelo qual Jesus faz essa oração é para deixar bem claro que ele não havia sido enganado por Judas. 

c. O terceiro motivo era Seu amor compassivo pelos seus discípulos — 

João 13:1

Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.

Jesus procurou destacar a fonte da segurança dos discípulos. Ele fez questão que os discípulos ouvissem Sua oração para que pudessem compreender a amplidão da segurança oferecida.

2. A razão particular.

a. O Senhor Jesus estava deixando aqueles que acreditavam nEle e estava voltando para o Pai.

b. Os crentes habitavam em meio a uma cultura mundana e pecaminosa que certamente lhes traria inúmeras dificuldades e muitas tentações. O deus deste século — Satanás — odiava o Senhor Jesus e certamente passaria a odiar todos aqueles que Lhe pertencem.
b. Era necessário, portanto, que esses crentes, fossem guardados. O Senhor entendia a situação deles bem melhor que eles mesmos. Por este motivo, ele faz esta provisão e ora por eles.

3. O “sujeito” da Sua oração “...aos homens que me deste do mundo...”

a. O Filho ora por aqueles que o Pai havia Lhe dado. Apesar de ele estar orando, naquele momento específico, pelos Seus discípulos, nós sabemos que a provisão e o valor dessa oração se aplica igualmente a todos nós hoje e a todos os santos através de todas as eras. 

b. Sua oração nos lembra da natureza prática da provisão feita em nosso benefício. Seremos guardados pelo nosso Pai celestial. 

4. O coração da Sua oração “...guarda-os em teu nome...”

a. O “guardar” que faz parte da oração do Senhor Jesus, neste contexto, diz respeito à salvação. A expressão “que me deste” indicando que fomos “entregues” pelo Pai ao Salvador e a menção a Judas apontam nesta direção. Outras passagens do evangelho de João deixam isto mais evidente: 

João 6:39

E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.

João 10:28—29

Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.

João 18:9

Para se cumprir a palavra que dissera: Não perdi nenhum dos que me deste.

b. O Senhor Jesus está orando por aquilo que tem sido prometido para cada crente nas escrituras e que Ele tornou possível por meio do seu trabalho redentor.

Efésios 3:20—21

20 Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós,

21 a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!


Filipenses 1:6

Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.


Hebreus 13:5—6

5 Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.

6 Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?

1 Pedro 1:5

Que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.

1 Pedro 5:10

Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

Judas 1

Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo.

Judas 24

Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória.


5. A ilustração encontrada na oração de Jesus – “...um, como nós somos um.”

a. O Senhor Jesus ora para que os crentes sejam um, “...assim como nós — Jesus e o Pai — somos um”. Jesus usa a unidade da tri-unidade como o modelo da unidade que deve existir na igreja. Jesus não está orando para que os crentes sejam unidos em uma mesma essência com Deus. Ele está orando para que os crentes sejam mantidos como membros daquele grupo ao qual os benefícios da salvação em Jesus foram aplicados.

b. O contexto pode nos ajudar a compreender melhor a intenção de Jesus. Neste contexto existem duas forças do mal em ação: o mundo e o mal — versos 11 e 15. A referência a Judas é bastante apropriada neste contexto já que ele foi vencido tanto pelo mundo quanto pelo mal. Judas escolheu viver de acordo com o padrão do mundo — centrado no egoísmo ele queria usar Jesus para seus próprios fins — e como resultado colheu ser controlado pelo deus deste século —

João 13:27

E, após o bocado, imediatamente, entrou nele Satanás. Então, disse Jesus: O que pretendes fazer, faze-o depressa.

6. O recurso contido na oração de Jesus – “...guarda-os em Teu nome”.

a. A referência feita pelo Salvador ao nome do Pai indica a potencialidade divina que é usada para guardar o crente em um relacionamento correto com Deus. O “nome de Deus” é usado através da Bíblia para representar aquilo que Deus é. O nome de Deus é uma referência a Seu infinito poder e amor, e infinita sabedoria, santidade e onipresença.

b. Esta verdade nos alcança de modo completo e devemos  submergir completamente nela. Pense: Deus não somente prometeu nos guardar, o Senhor Jesus não somente morreu e ressuscitou para prover o “poder” para nos guardar, o Senhor Jesus não está somente orando por nós continuamente para que assim seja, mas Deus o Pai se coloca como garantidor das promessas feitas ao Filho e a nós — de que Ele — o Pai — vai usar tudo o que for necessário dos Seus infinitos recursos para fazer as coisas acontecerem.

CONTINUA....
OUTROS ESTUDOS EM JOÃO 17

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 002 — O SENHOR JESUS E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 002 — O SENHOR JESUS E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 003 — O SENHOR JESUS E A VIDA ETERNA — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 003 — O SENHOR JESUS E A VIDA ETERNA — PARTE 002
JOÃO 17 — ESTUDO 004 — O SENHOR JESUS E SUA OBRA TERMINADA — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 004 — O SENHOR JESUS E SUA OBRA TERMINADA — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 003 – FINAL

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 002


JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 003

JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 004

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O SENHOR JESUS E O MUNDO — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O CRENTE E O MUNDO — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 002 — SOMOS EMBAIXADORES JUNTO COM CRISTO

JOÃO 17 — ESTUDO 010 — O SENHOR JESUS E A REVELAÇÃO DE DEUS — PARTE 001— 

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

A GLÓRIA DE DEUS - ESTUDO 005 - AS PRIORIDADES DO CRENTE E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 002



Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.

III. Exposição: As Prioridades Bíblicas:

A. Orientação Acerca das Prioridades Bíblicas:

A Bíblia não somente nos instrui acerca de como estabelecer prioridades, mas nos apresenta uma lista das mesmas. Essas prioridades nos são mostradas como as várias formas em que podemos glorificar a Deus. É muito importante, termos em mente, que não se trata de ações espirituais simples. Os princípios por trás de cada uma dessas prioridades estão intimamente relacionados com nossa consagração —dedicação e empenho— às decisões de fé e amor. Somente quando entendemos essa verdade, claramente, podemos colocar as prioridades em prática.

B. Exemplos de Prioridades Bíblicas — alguns modelos.

1. A prioridade das boas-obras

Mateus 5:13—16

Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa.  Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.

Comentário:

O que o Senhor Jesus que dizer ao usar a expressão “boas obras”? O contexto imediato tem a ver com as bem-aventuranças que Ele havia acabado de mencionar e explicar. Estas bem-aventuranças, que estão relacionadas tanto às nossas intenções quanto às nossas atitudes, são um potencial muito rico para cada um de nós, os que cremos. Porque nós estamos em Cristo, e Ele habita em nós, podemos viver, de maneira prática, essas bem-aventuranças e com isto trazer glória ao nome de Deus.


a. As “boas obras” relacionadas a ser “humildes de espírito”.

Mateus 5:3

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.

Comentário:

Ser “humilde de espírito” é possuir a capacidade de discernir a verdadeira condição do homem diante de Deus. É ter a compreensão de que nada valemos diante dos olhos de Deus, o entendimento do que significa ser um pecador diante de absolutos perfeitamente infinitos da Divindade de verdade, amor e santidade.  É a percepção espiritual da distância que separa aquilo que é infinito daquilo que é finito, especialmente quando aquilo que é finito — a criatura — se volta contra o Deus infinito em orgulho, rebelião e auto-suficiência. É o desespero espiritual que leva uma pessoa a se curvar humildemente, em silêncio, em completo abandono diante da misericórdia de Deus.

Quando esta atitude invade e permeia todas as áreas da nossa vida, nossos pensamentos e ações, nós podemos viver nossas vidas de uma maneira tal que produza a glória do nome de Deus.

b. As “boas obras” relacionadas a “chorar”.

Mateus 5:4

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. –

Comentário:

Novamente, essa outra bem-aventurança, está apontando para uma atitude interior dos crentes. Ela é a expressão correta que surge todas as vezes que alguém compreende o que significa ser humilde de espírito. É a tristeza que flui, de maneira contínua, de um coração que compreende a natureza, os efeitos e as características do pecado. É o clamor de arrependimento da pessoa que se coloca à sombra da cruz do Calvário, e que, levantando os olhos, olha para a face amorosa, DAQUELE que está sofrendo em seu lugar.

Compreender nosso relacionamento com Deus à luz dessa verdade, certamente fará uma grande diferença em nossas vidas diárias. Todo orgulho será removido e substituído por humildade. A rebelião será substituída pela submissão. No lugar do egoísmo brotará o amor! Essas transformações trarão glória para Deus.

c. As “boas obras” relacionadas a mansidão, a ter fome e sede de justiça, a ser misericordioso, puro de coração, pacificador e a estar disposto a ser perseguido por causa da justiça — Mateus 5:5—10.

Comentário:

As bem-aventuranças formam a base da vida de boas obras. Note a profunda diferença entre as obras feitas para gerar glória para Deus e as que são feitas para gerar glória para os homens.

2. A importância da oração: Mateus 6:5—9.

a. Instruções acerca da importância e valor da oração.

i. Sua importância — Mateus 6:5, 7—8.

ii. Seu valor — Mateus 6:6.

b. Instruções acerca de como NÃO orar.

i. Advertência acerca do objeto da oração — Verso 5.

ii. Advertência acerca da base da oração — Verso 7.

c. Instruções acerca de como orar.

i. A verdadeira oração é aprendida e executada em secreto — Verso 6.

ii. A verdadeira oração é um bate-papo com Deus — Verso 6.

iii. A verdadeira oração é um ato de fé — Verso 8.

iv. A verdadeira oração é um ato de adoração — Verso 9.

v. A verdadeira oração é uma declaração do nosso relacionamento com o povo de Deus — Verso 9.

vi. A verdadeira oração é a prática de princípios bíblicos — Verso 9.

vii. A verdadeira oração está baseada em uma compreensão da nossa filiação — Verso 9.

d. Modelo de oração — a oração do Pai Nosso.

i. A petição acerca da pessoa de Deus — Verso 9.

ii. A petição acerca do reino de Deus — Verso 10.

iii. A petição acerca da vontade de Deus — Verso 10.

iv. A confissão da necessidade e a oração pela subsistência — Verso 11.

v. A confissão da dívida e a oração por perdão — Verso 12.

vi. A confissão de fraqueza e a oração por livramento — Verso 13.

Conclusão: A Doxologia — Uma resposta apropriada à oração.

3. A prioridade da oração —

João 14:13

E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.

Comentário:

Nesse versículo o Senhor Jesus convida todos os crentes a virem tomar parte no plano divino. O propósito de toda a criação é trazer glória para o nome de Deus. Com esse versículo nós somos convidados a participar deste alvo que engloba todas as coisas criadas.

Outra verdade impressionante contida nesse versículo, é que o Senhor Jesus promete se envolver pessoalmente em nossa vida de oração. Ele fará o que pedirmos de tal maneira que o Pai seja glorificado. Veja bem, esses pedidos não tem nada a ver com nossas necessidades individuais e sim com a expansão do reino de Deus. Qualquer coisa que pedirmos a Jesus visando a expansão do reino de Deus ele fará acontecer para que o Pai seja glorificado.

O que precisamos fazer é mudarmos nossas prioridades de tal maneira que a oração apareça no alto da lista das nossas atividades diárias. Nós precisamos aprender como orar e nos entregarmos a este mister com todo empenho.

IV. Aplicação: Os benefícios das prioridades bíblicas.

A. Deus será glorificado.

B. Os não crentes receberão — verão — em bom testemunho.

C. Os crentes irão alcançar o alvo proposto por Deus e atingir a maturidade em Cristo.

Conclusão: A aplicação.

A. Nós precisamos aplicar essas verdades às nossas vidas e aceitar a responsabilidade daquilo que Deus nos atribui.

B. Seja lá o que estiver envolvido — arrependimento, confissão, restituição, apologia, mudança de prioridades — é o que nos temos que fazer.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 1 

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Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e  a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

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Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 1 

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Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-gloria-de-deus-estudo-10-as.html

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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