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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ENTENDENDO A INSTITUIÇÃO DA CHAMADA SANTA CEIA OU CEIA DO SENHOR



Mateus 26:26—29

Introdução

A. Nesses dez anos de Igreja Presbiteriana Boas Novas, nós, bem no início das nossas atividades, decidimos celebrar a ceia do Senhor sempre, uma vez a cada cinco domingos. Isso tem certas repercussões que gostaríamos de lembrar os irmãos:

1. Não temos um domingo fixo no mês para celebrar a Santa Ceia, portanto diluímos bastante a ideia tão comum de que o primeiro, o segundo, o terceiro e etc., domingo é mais santo que os outros porque nele nós celebramos a Ceia do Senhor.

2. Como celebramos a Ceia do Senhor a cada 5 domingos, então um mês celebramos no primeiro domingo, no mês seguinte no segundo domingo e etc.

3. De vez em quando acontece do mês ter cinco domingos e a celebração da Santa Ceia cair exatamente no quinto domingo. Mas quando isso não acontece, às vezes, ficamos um mês sem celebrar a Santa Ceia.

4. Outra questão importante é que a Santa Ceia existe para o benefício dos irmãos e não por outro motivo, então não nos incomodamos em adiar a celebração da mesma, às vezes um domingo, outras dois domingos, desde que isso venha ajudar os irmãos em suas necessidades. Devemos deixar claro que Deus não está tão interessado nos dia em que celebramos a Santa Ceia quanto no fato de que celebremos a mesma em qualquer domingo, mas, como tudo na adoração cristã, em espírito e em verdade.

B. Curiosamente, em dez anos de pastorado aqui, eu nunca preguei nenhuma mensagem acerca da Ceia do Senhor, apesar de a cada celebração fazer questão de instruir os irmãos acerca de algum aspecto importante da mesma.

C. Bem hoje tudo isso vai mudar, por que além de celebrarmos a Ceia do Senhor, eu pretendo pregar uma mensagem totalmente dedicada a esse tema, conforme o texto de Mateus 26:26—29...

A INSTITUIÇÃO E A CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR OU DA SANTA CEIA

Introdução

A. A primeira coisa que devemos destacar é que a celebração da Santa Ceia ou da Ceia do Senhor é a principal ordenança que temos que celebrar, e que a mesma foi instituída pelo próprio Senhor Jesus Cristo.

B. A Ceia do Senhor é uma indicação clara da Sua previdência, bem como da Sua paciência. Dizemos isso por vários motivos:

1. Primeiro porque ele anteviu nossa profunda necessidade de sermos, periodicamente relembrados, daquilo que ele é para nós — fazei isso em memória de mim. Nosso Salvador é aquele que recebeu em seu próprio corpo o justo castigo que nossos pecados mereciam e derramou seu sangue para que esses mesmos pecados fossem completa e definitivamente obliterados.

2. Em segundo lugar ele nos permitiu que, ao celebrar a Ceia do Senhor, nós possamos ser curados de nossa atitude distante e desinteressada pelas coisas do próprio Deus, nos lembrando, de forma contínua que, seja quais forem os nossos pecados, os mesmos estão definitivamente perdoados pelo sangue de Cristo derramado na Cruz.

3. Desse modo, a Ceia do Senhor nos ajuda a relembrar por meio do Pão, que o corpo de Cristo foi castigado por causa dos nossos pecados. E, por meio do cálice, que o sangue de Cristo foi derramado para que os pecados castigados sobre o corpo Senhor fossem completa e definitivamente perdoados por meio do seu sangue derramado.

I. O Cristão se Alimenta do Corpo e do Sangue de Cristo

A. É importante destacar aqui que não estamos falando da doutrina da transubstanciação da Igreja Católica Romana. Essa doutrina declara que a hóstia, que não passa de um fino biscoito feito de água e farinha, se transforma, num passe de mágica, no corpo, alma e em toda a essência divina do próprio Filho de Deus.

B. Também não estamos falando da doutrina da consubstanciação da Igreja Luterana que ensina que: depois que os elementos são ingeridos eles então se transformam no verdadeiro corpo e sangue de Cristo.

C. Não, nossa posição reformada é que os elementos — pão e vinho ou suco de uva — não sofrem nenhum tipo de transformação.

1. Todavia os mesmos representam — não são — o corpo e o sangue de Jesus. E como representam a Jesus, nós temos que entender que os mesmos representam Cristo, e que Cristo é Vida para nós.

2. De que maneira recebemos os elementos como verdadeiros alimentos para nossas almas? Ao tomar o pão e o cálice nós devemos nos lembrar o que Jesus disse:

João 6:35

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.

3. Quando participamos dos elementos nós nos beneficiamos da Graça do Senhor que instituiu esses elementos como meios de Sua Graça.

4. Cristo escolheu esses elementos porque os mesmos eram muito comuns naqueles dias e continuam assim até os dias de hoje. Esses elementos estavam disponíveis a todas as pessoas, mesmo para as mais pobres e o mesmo se mantém verdadeiro hoje. A celebração da Ceia do Senhor não está restrita a igrejas ricas, mas a todo o corpo de Cristo, pela singeleza dos elementos que o próprio Senhor escolheu que a mesma fosse celebrada de forma apropriada. Assim, independentemente do dia em que celebramos a Ceia do Senhor, Jesus é verdadeiramente nosso pão de cada dia.

II. Cristo Se Tornou Alimento Para as Nossas Almas em Sua Encarnação

A. Os elementos, como o próprio Cristo afirma, não representam nada relacionado à sua alma ou essência divina como alguns afirmam. Muito pelo contrário, Jesus é bem explícito: esse pão é o meu corpo e esse cálice é o meu sangue. Note que não existe nenhuma menção à sua divindade. Ao fazer essas afirmações, é óbvio que nenhum dos apóstolos presentes entendeu essas palavras de modo literal, como se Cristo estivesse arrancando pedaços de seu próprio corpo ou sangrando uma de suas veias num cálice para servir aos presentes. Não, suas afirmações precisam ser entendidas à luz do que afirmamos no item I acima.

B. Tem que ser muito teimoso para afirmar que uma hóstia se transforma na essência divina daquilo que Cristo é. Não existe mágica capaz de transformar o pão e o suco ou vinho na essência divina de Jesus. Não existem palavras que sejam capazes de transformar um biscoito feito de água e farinha em algo que vá além daquilo que ele realmente é: um biscoito fino feito de água e farinha.

C. Assim entendemos mais facilmente que em sua encarnação e por meio de sua morte, Jesus se transformou verdadeiramente naquele que nos alimenta e nos sacia plenamente, pois o pão é como se fosse verdadeiro pão para nossas almas famintas.

D. Do mesmo modo, nós entendemos que o sangue de Cristo, foi derramado como o sangue de um cordeiro sem defeito e sem mácula para o perdão dos nossos pecados. E isso foi feito conforme a vontade expressa de Deus como podemos ler em —

2 Coríntios 5:21

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.  

III. Em Terceiro Lugar Jesus Se Deu a Nosso Favor Por Meio de Sua Morte.

A. O pão é partido, o suco ou vinho é derramado e esses dois elementos devem ser tomados em separado. Eles representam a morte de Cristo e os dois precisam ser lembradas e consumidos em separado, todas as vezes que celebramos a Santa Ceia ou a Ceia do Senhor.

B. Jesus só poderia nos dar verdadeira vida se primeiro não entregasse sua vida para resgatar a nossa da perdição. Ele diz:

João 10:17—18

17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.

18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.

C. Não é vida de Jesus como ser humano que nos alimenta. É sua morte sobre a cruz que produz as condições verdadeiras para sermos alimentados e fortalecidos espiritualmente e é seu sangue, também derramado na Cruz que permite que sejamos redimidos ou perdoados de nossos pecados. Não é o sangue de Jesus em suas veias que nos trás o perdão e sim o sangue derramado na cruz.

D. A santa Ceia foi instituída na véspera da morte de Cristo sobre a Cruz. Por isso, ela se tornou no verdadeiro memorial da morte sacrificial de Cristo a nosso favor. 

Conclusão

A. Paulo se apropriou de maneira maravilhosa dessas verdades acerca da celebração da Ceia ao escrever o seguinte:

Colossenses 2:13—15

13 E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos;

14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz;

15 e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.

B. Lembremo-nos das palavras de Jesus:

João 6:48

Eu sou o pão da vida.

C. Não podemos os esquecer das palavras de Paulo quando afirma:

Romanos 5:8—9

8  Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

9  Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

D. Ao nos aproximarmos da mesa do Senhor, devemos nos julgar. Todo pecado conhecido deve ser reconhecido e confessado. Ninguém pode se aproximar da mesa isento de todos os seus pecados, isso é impossível e não é requerido de nós.

E. Também devemos nos lembrar que Jesus é nosso Salvador dos pecados e que precisamos nos render a ele como nosso Senhor. O senhorio de Cristo em nossas vidas só pode ser manifestado por meio da nossa obediência aos mandamentos do Pai —

Mateus 7:21

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

F. Assim, aproximemo-nos da mesa do Senhor, atendendo a Seu próprio convite e que encontremos refrigério para as nossas almas por meio de Sua Graça.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.      

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A MISSA: MISTICISMO E ALTOS LUCROS



A missa ou eucaristia é o ponto mais alto de todo o misticismo da Igreja Católica Romana. É também, de longe, a mais lucrativa de todas as suas operações. Desde os primeiros dias do monasticismo, monges e freiras, aprenderem a organizar suas vidas ao redor da missa. A mesma é o coração e a alma da Igreja Romana até os dias de hoje.

O que poderia ser mais místico do que tocar no próprio Deus e depois comê-lo na forma de um biscoito feito de farinha e água? Em todas as missas nós podemos notar as pesadas vestimentas dos sacerdotes ordenados segundo a ordem de Melquisedeque agindo de formas misteriosas e até mesmo incompreensíveis para nós. Esses sacerdotes, assim ordenados, possuem poderes mágicos extraordinários e com suas palavras podem transformar o biscoito de agia e farinha no próprio corpo, sangue, substância e tudo mais do Senhor Jesus. A hóstia — cujo significado é vítima — é comida pelo povo que participa desse ritual místico.

Em todas as missas uma hóstia bem grande é levantada para ser adorada pelos participantes com sendo o próprio cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Esse procedimento é chamado de adoração eucarística e existem muitas pessoas que dedicam suas vidas, por inteiro, para servir e tentar penetrar nesse mistério representado pelo biscoito de água e farinha.

Quando não estão sendo utilizadas nas missas as hóstias excedentes são colocadas dentro de uma caixa chamada de ostensório que são, normalmente feitos de prata ou de ouro. Ali os biscoitos descansam entre as missas e são muitas vezes motivo de adoração por parte de religiosos e não religiosos que não escondem sua profunda admiração pelo biscoito. Junto com o ostensório uma vela encontra-se sempre acesa para indicar que o biscoito consagrado encontra-se presente dentro do ostensório.

O ritual da santa missa é completamente envolto em misticismo:

1. Ele envolve o tato, pois é necessário mergulhar os dedos em uma quantidade de água benta antes de tocar no biscoito.

2. A visão também se encontra em completo deslumbramento diante do esplendor do templo, das vestes sacerdotais e de todos os instrumentos usados na celebração da missa.

3. O olfato também toma parte ativa através da queima do incenso.

4. A audição participa através das leituras, dos cânticos e do repicar dos sinos.

5. Por fim, o momento mais esperado: a oportunidade de comer o biscoito feito de água e farinha.

Diz-se que a missa leva o participante a se unir com a própria divindade com acontecia nos cultos das religiões pagãs da Antiguidade. Naqueles dias, para facilitar tal união, prostitutas e prostitutos estavam sempre disponíveis para auxiliar o adorador a alcançar o êxtase da união com a divindade.

O Concílio do Vaticano II reafirmou a centralidade da missa na vida de todos os católicos. O Concílio afirmou: “A celebração da missa é o centro do todo da vida do cristão que participa da igreja universal — ou católica — da igreja romana local e do indivíduo como pessoa. É através da missa que Deus culmina sua ação santificadora do mundo através de Cristo — Bíblia?? — e os homens prestam verdadeira adoração a Deus através de Jesus, o Filho” — A Constituição da Sagrada Liturgia dos documentos oficiais do Concílio do Vaticano II.
“Ao contrário dos ensinamentos de Jesus que disse: ‘fazei isso EM MEMÒRIA DE MIM’, a missa católica não é apenas uma memorial, uma rememoração da morte de Jesus e sim a REPETIÇÃO do seu sacrifício. E o tal biscoito de água e farinha — a hóstia — É o PRÒPRIO CRISTO. Vamos observar algumas afirmações feitas pelo Concílio de Trento e pelo Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana acerca da Missa”.
“Não existe, portanto, espaço para dúvida por parte de todos os fiéis em Cristo para que deixem de dar, de acordo com os costumes recebidos da Igreja Católica Romana, ao mais santo sacramento em completa veneração a adoração ou latria, que é devida ao verdadeiro Deus” — Os Cânones e Decretos do Concílio de Trento: A adoração e veneração que Deve ser Demonstrada para o Mais Santo dos Sacramentos”.
“A vítima é uma e a mesma: aquele que é oferecido hoje pelo ministério do sacerdote é o mesmo que uma vez se ofereceu sobre a cruz. É apenas a forma de oferecimento que é diferente. E, uma vez que no sacrifício que é celebrado na missa é o mesmo Cristo que uma vez se ofereceu, derramando seu sangue sobre o altar da cruz se encontra contido e é oferecido de uma forma sem derramamento de sangue... esse sacrifício é verdadeiramente propiciatório — Concílio de Trento — Acerca do Sacrifício da Missa”.
Mas a Bíblia não deixa nenhuma dúvida a esse respeito quando diz: Hebreus 9:22  Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.   
“Pois no sacrifício da Missa o Nosso Senhor é imolado quando ‘ele começa a ser apresentado de forma sacramental, como o alimento espiritual para o fiel sob a forma do pão e do vinho’. Através dessa forma, Cristo perpetua, sem derramamento de sangue, o sacrifício oferecido na Cruz ao Pai a favor da salvação do Mundo, mediante a ministração do sacerdote — Concílio do Vaticano II — Documentos Conciliares e Pós-Conciliares: A Constituição da Liturgia Sagrada — Instruções Acerca da Adoração do Mistério Eucarístico”.
Mas o que diz a Bíblia:
Hebreus 7:26—27
26 Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus,
27 que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.
Hebreus 9:11—12
11 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação,
12 não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.
Hebreus 9:26 
Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.
Hebreus 9:28 
Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.
Hebreus 10:10  Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.
Cremos que os versos acima são suficientes para estabelecer:
1. A exclusividade do sacrifício de Cristo sobre a Cruz: UMA ÚNICA VEZ E DE UMA VEZ POR TODAS.
2. A inutilidade do sacrifício da missa que não pode, em nenhuma hipótese, repetir algo que, teve efeito eterno, tendo sido realizado pelo próprio Filho de Deus, Jesus, UMA ÚNICA VEZ E DE UMA VEZ POR TODAS.  
“Os fiéis devem, portanto, se esforçarem para adorar a Cristo nosso Senhor, através do bendito sacramento. Os sacerdotes devem exortá-los a fazer isso e servir como bom exemplo para os mesmos. O local dentro do templo ou oratório onde o Bendito Sacramento fica guardado em seu tabernáculo, deve sempre ser um lugar proeminente. O mesmo deve ser um local apropriado para orações pessoais de tal maneira que os fiéis possam de modo fácil e frutífero, através de devoções privadas, continuem a honrar nosso Senhor nesse sacramento — Concílio do Vaticano II — Documentos Conciliares e Pós-Conciliares: A Constituição da Liturgia Sagrada — Instruções Acerca da Adoração do Mistério Eucarístico”. Ver os versículos acima que também servem para combater esse ensinamento errado.
“Através da consagração da transubstanciação o pão e o vinho se transformam — de forma mágica — no Corpo e no Sangue de Jesus. Através dos elementos consagrados do pão e do vinho, o próprio Cristo vivo e glorioso encontra-se presente nos mesmos de forma verdadeira, real e substancial. Nos elementos temos o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus — Novo Catecismo Católico”.
“Porque o próprio Cristo está presente no sacramento sobre o altar, Ele deve ser honrado com nossa adoração verdadeira — Novo Catecismo Católico”.
“O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. Nesse sacrifício divino que é celebrado na Missa, o mesmo Cristo que uma vez se ofereceu derramando seu sangue no altar da Cruz encontra-se contido e se oferece sem derramamento de sangue — Novo Catecismo Católico”.
“Na liturgia da Missa nós expressamos nossa fé na presença real de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, das seguintes formas, entre outras, a saber: nos ajoelhando ou nos prostrando até o chão como uma demonstração da nossa adoração ao Senhor. Por esse motivo as hóstias consagradas devem ser guardadas com o maior cuidado, expondo-as para que sejam solenemente adoradas pelos fiéis, sempre transportando as mesmas do modo apropriado — Novo Catecismo Católico”.
De tudo isso podemos concluir que a hóstia, o biscoito feito de água e farinha é, portanto, adorado como se fosse o próprio Senhor Jesus.
Deve ficar bem claro pela grande quantidade de versículos que citamos acima que a Missa romana não é uma prática endossada pela Bíblia. Nem de longe!
O apóstolo Paulo, guiado pelo Espírito Santo, ensinou as igrejas do Novo Testamento p verdadeiro significado da “Ceia do Senhor”. Ele diz:
1 Coríntios 11:23—34
23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.
27 Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;
29 pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
30 Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.
31 Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.
33 Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros.
34 Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo. Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco.
Note que em nenhum instante Paulo afirma, nem de longe, que a Ceia do Senhor é uma repetição do sacrifício de Jesus na cruz no monte Calvário. Em nenhum momento Paulo lida com a idéia de Cristo se transformar em um biscoito feito de água e farinha. Nas palavras de Paulo, não existe nenhum ocasião para se considerar “comer” Cristo de forma sacramental. Trata-se apenas de uma refeição simples e MEMORIAL. Um tempo para nos RELEMBRAR, CONFESSAR e ADORAR.
Note a ênfase Bíblia em 1 Coríntios 11:23—25:
23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Paulo disse que recebeu esse ensinamento, DIRETAMENTE, do próprio Senhor. É disso que nós os cristãos derivamos a autoridade para celebrar a Ceia do Senhor. Paulo foi apontando como apóstolo dos gentios e ele louva as igrejas dos gentios por guardarem a ordenança da Ceia como a receberam: 1 Coríntios 11:2 —   De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei.
Uma vez, falando para todos os padres e freiras da Igreja Católica Apostólica Romana, numa citação feita por Richard Foster, que é ardoroso seguidor do movimento contemplativo, madre Teresa de Calcutá disse o seguinte: “O meu Jesus é o biscoito consagrado na Missa”. Em sua palestra proferida no Retiro Internacional dos Padres, em outubro de 1984, no auditório Paulo VI, na cidade do Vaticano, madre Tereza disse o seguinte:
“Através das palavras — mágicas é claro — do sacerdote, AQUELE PEQUENO PEDAÇO DE PÃO SE TRANSFORMA NO CORPO DE Cristo, o pão da vida. Então, eles nos dão esse pão vivo, de tal maneira que nós também possamos viver e nos tornar santos — citações de Madre Tereza retiradas da palestra: Sede Santos: O Primeiro Chamado de Deus aos Padres de Hoje e compiladas por Tom Forrest.
Alguns católicos que costumam ler nosso blog, por vezes nos escrevem para se queixar da forma como tratamos sua amada igreja. Mas queremos deixar bem claro que nossa intenção nunca é de ofender e sempre de expor a verdade. E os ensinamentos do Concílio do Vaticano II, do Novo Catecismo da Igreja Católica Romana e da Madre Tereza de Calcutá são, como ficou evidente, muito contrários aos ensinamentos que encontramos nas Escrituras. Como Paulo, não podemos nos dar o luxo de nos tornar inimigos de ninguém, apenas porque falamos a verdade:
Gálatas 4:16 
Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?
Quando estudava em uma escola dirigida por padres salesiano, costumava permanecer em pé durante as missa que era obrigado a assistir, na hora em que o padre levantava o biscoito de água e farinha para ser adorado de joelhos pelos católicos. Minha atitude não era entendida, sofria perseguições e ameaças, daqueles que se diziam discípulos de Jesus, mas consegui sobreviver até o fim do colegial. A adoração do biscoito de água e farinha sempre me pareceu, particularmente, abominável.
Não devemos nos enganar, meus irmãos e irmãs: a Igreja Católica Apostólica Romana é uma igreja apóstata, inventora de falsas doutrinas e promotora de mentiras. Me surpreendo quando vejo que muitos que alegam ser crentes desejam andar de mãos dadas com católicos romanos e alegam que não devemos falar a verdade para não ofender. Mas, como disse acima, assim não é possível.
A missa, além do forte misticismo continua sendo a fonte número um de arrecadação da Igreja Católica Romana. Já reparou como tem missa para tudo? Especialmente intrigantes são as missas para “comemorar” a morte de alguma pessoa que se encontra no purgatório e precisa de missas, muitas missas para experimentar algum tipo de alívio temporário. Quão diferente tudo isso é das palavras de Paulo quando diz:
Filipenses 1:19—24
19 Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação,
20 segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.
21 Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
22 Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher.
23 Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.
24 Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne.
Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
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