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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

LIVRO SOBRE JESUS NEGA SUA DIVINDADE E O TRANSFORMA NUM CHE GUEVARA


Jesus expulsa os vendilhões do templo

Em outro artigo cujo link pode ser visto mais abaixo, tivemos a oportunidade de publicar e criticar uma entrevista concedida pelo teólogo e historiado Reza Aslan. Em sua entrevista Reza Aslan repete velhos argumentos, alguns com mais de 200 anos como se fossem os tópicos mais excitantes acerca da pessoa e da vida e morte de Jesus. Como deixamos provado, suas afirmações antigas, têm sido refutadas por cristãos durante os últimos dois séculos e meio.

Ver a entrevista de Reza Aslan por meio desse link aqui:



Hoje queremos dar continuidade a esse assunto publicando uma matéria também produzida pela Revista ÉPOCA da autoria de Rodrigo Turrer na qual ele faz uma crítica literária ao livro de Reza Aslan, além de nos contar um pouco da trajetória do mesmo, especialmente nos Estados Unidos da América.

A volta do Jesus revolucionário

AGITADOR Jesus expulsa os vendilhões do templo. Um novo livro diz que ele não defendia a paz, mas a espada (Foto: Rischgitz/Getty Images)


Um novo livro afirma que o Jesus pacifista foi uma invenção dos evangelistas e sugere que, na vida real, ele foi mais um Che Guevara que uma Madre Teresa de Calcutá
Por RODRIGO TURRER

Livros sobre Jesus são garantia de polêmica e publicidade. Tornaram-se uma mina de ouro editorial e um fecundo filão acadêmico. Todo ano publicam-se dezenas de obras e estudos que tentam iluminar algum aspecto da vida de Jesus. Nas listas de mais vendidos, sucedem-se os livros com “revelações” sobre o pai do cristianismo. O mais novo best-seller é Zealot: the life and times of Jesus of Nazareth (Zelote: a vida e os tempos de Jesus de Nazaré), do iraniano Reza Aslan, um estudioso de religiões e professor de escrita criativa na Universidade da Califórnia. O livro, lançado há um mês nos Estados Unidos, lidera há três semanas a lista de mais vendidos do The New York Times e da Amazon. Desbancou até recordistas de vendas como a britânica J.K.Rowling.

Aslan e seu livro ascenderam aos céus do mercado editorial depois de uma polêmica entrevista na rede de televisão americana Fox News, com grande audiência entre os cristãos fundamentalistas dos Estados Unidos. Na entrevista de quase dez minutos, a âncora Laura Green questionou duramente Aslan. Perguntou sucessivamente a ele se tinha direito, por ser muçulmano, de escrever um livro sobre Jesus. Diante do preconceito da inquisidora, Aslan argumentou que escreveu o livro como acadêmico com doutorado e especializações em história das religiões e 20 anos de estudo das origens do cristianismo. O quiproquó contribuiu para as vendas aumentarem quase 50%.

Eis a tese defendida por Aslan no livro: Jesus, ao contrário do que prega a Igreja Católica, não foi um pacifista que, diante da violência, “oferecia a outra face” e amava os inimigos. Segundo Aslan, Jesus foi um revolucionário, cujo objetivo principal era expulsar os romanos da Judeia, criar um reino de Deus na Terra e assumir seu trono. Ele recupera com novas cores uma antiga versão de cristianismo – em voga nos anos 1960 graças à Teologia da Libertação, que misturava cristianismo com marxismo. Era um Jesus mais para Che Guevara do que para Madre Teresa de Calcutá. “Ele era um zelote revolucionário, que atravessou a Galileia reunindo um exército de discípulos para fazer chover a ira de Deus sobre os ricos, os fortes e os poderosos”, escreve Aslan no começo de seu livro. Zelote é uma palavra derivada do aramaico. Significa “Alguém que zela pelo nome de Deus”. Outra possível tradução para o termo é fervoroso, ou mesmo fanático. Sua origem está ligada ao movimento político judaico que defendia a rebelião do povo da Judeia contra o Império Romano. Os zelotes pretendiam expulsar os romanos pela força.

Segundo Aslan, Jesus compartilhava algumas das ideias igualitárias dos zelotes e, assim que se estabeleceu numa vila de pescadores em Cafarnaum, começou a procurar seus discípulos “entre aqueles que se viram lançados à margem da sociedade, cujas vidas tinham sido interrompidas pelas mudanças sociais e econômicas que ocorriam por toda a Galileia”. Na interpretação de Aslan, entre seus discípulos recolhidos nas franjas da sociedade da época, Jesus, como muitos revolucionários, tornou-se amado não apenas por seus ensinamentos, mas pelo carisma. “Ele era visto como alguém com autoridade, mas, ao contrário dos escribas inacessíveis e dos sacerdotes ricos, parecia um homem do povo, uma dádiva de Deus.”

Em Zealot, o ponto central da vida de Jesus não é seu nascimento nem sua Ressurreição, mas o Domingo de Ramos, um acontecimento mencionado nos quatro Evangelhos canônicos (Marcos, Mateus, Lucas e João). Nesse episódio, Jesus entra em Jerusalém de forma triunfal, montado num jumento. O povo comemora sua entrada sob gritos de Hosana, canta partes de um salmo e jogam ramos de árvores à sua frente. “Mais do que qualquer outra palavra ou ação, sua entrada em Jerusalém ajuda a revelar quem era Jesus e o que ele quis dizer”, diz Aslan. “Um camponês analfabeto entra em Jerusalém e é o tão aguardado Messias – o verdadeiro rei dos judeus –, que veio para libertá-los da escravidão.”

POLÊMICA Reza Aslan (acima). Ao lado, ele discute com a âncora da Fox News, Laura Green. Ela achou estranho que ele, por ser muçulmano, escrevesse um livro sobre Jesus (Foto: Bret Hartman/For The Washington/Getty Images e reprodução)

A prova de que Jesus pretendia livrar os judeus do jugo romano pelas armas está, segundo Aslan, na passagem do Evangelho de Mateus em que Jesus diz a seus apóstolos: “Não penseis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer paz, mas a espada”. Ao dizer isso, Jesus demonstra ser um “adorador do sangrento Deus de Abraão, Moisés, Jacó e Josué”. Logo, Jesus passa das palavras à ação. Ao chegar ao Templo de Jerusalém, para a Páscoa Judaica, se enfurece com a visão de centenas de pessoas vendendo, comprando e trocando moedas no local sagrado. Com um chicote na mão, Jesus expulsa os que ali vendiam e compravam, derruba as mesas dos cambistas e acusa os comerciantes de profanar o local de culto e de mercantilizar a fé.

Para Aslan, o episódio revela todos os “segredos messiânicos” de Jesus. “Atacar o comércio do templo era uma ofensa semelhante a atacar a nobreza clerical, o que, considerando a emaranhada relação do templo com Roma, era o mesmo que atacar o próprio Império”, escreve. Com esse gesto, Jesus diz, no entender de Aslan, que a terra sagrada não pertencia a Roma, mas a Deus, e era hora de César devolvê-la ao verdadeiro rei dos judeus – ele mesmo. Diante disso, afirma Aslan, Jesus se torna um personagem “tão radical, tão perigoso, tão revolucionário que a única resposta concebível para Roma seria prendê-lo e executá-lo por insurreição”. Como era o mais grave dos crimes contra o Império Romano, a punição foi também a mais severa: a crucificação.

Se Jesus foi de fato um revolucionário, como se deu sua conversão num pacifista humilde, que ensina a amar a todos, até ao inimigo? Foi, diz Aslan, obra dos Evangelhos canônicos e das epístolas de Paulo de Tarso, escritas depois da crucificação, no período em que a perseguição aos judeus e aos primeiros cristãos se intensificou. Receosos de ser vistos como insurgentes, os primeiros seguidores do cristianismo quiseram se afastar do fervor revolucionário de Jesus. “Assim começou o longo processo de transformar Jesus de um revolucionário nacionalista judeu num líder espiritual desinteressado de questões terrenas”, diz Aslan. Como judeu, Jesus se rebelaria contra qualquer noção de que Deus pudesse encarnar num humano. Por isso, a ascensão de Jesus a divindade surgiu quase 30 anos após a crucificação, pelas mãos de “judeus cristãos” que, na tentativa de evitar as perseguições do Império, “transformaram o Jesus revolucionário num semideus romanizado”. Foi dessa maneira que Paulo criou a religião universal, sem distinção entre as pessoas, que três séculos depois conquistou o Império Romano e se espalhou pelo mundo.

JESUS EM ARMAS Um grafite na Venezuela mostra Jesus com um fuzil.  Ele virou símbolo revolucionário (Foto: Miguel Gutierrez/AFP)

As teses de Aslan reacenderam uma acalorada discussão acadêmica acerca de Jesus. Há décadas, duas vertentes do estudo de sua vida se digladiam. Uma delas tenta desvendar o “Jesus histórico”: quem foi Jesus de Nazaré, antes de ele se transformar no Filho de Deus, cultuado pelos cristãos. A outra está mais interessada no “Cristo da fé”, o Jesus da religião. A busca pelo Jesus da história, desvinculado da divindade, começou com o alemão Herman Samuel Reimarus (1694-1768). Ele foi o primeiro de uma série de escritores a condenar os dogmas religiosos que, na sua visão, embaçavam a compreensão do cristianismo.

Apesar dos esforços de teólogos e filósofos, a primeira busca foi em vão: pouco se revelou sobre o Jesus histórico. No século XX, os teólogos alemães Martin Dibelius e Rudolf Bultmann começaram uma segunda busca. Definiram critérios objetivos para separar o que era histórico do que não era nos relatos bíblicos. A ideia era encontrar o real Jesus, despindo-o dos mitos a ele acoplados por seus discípulos nos Evangelhos. Para muitos, porém, a segunda leva de pesquisas continuou a revelar mais sobre os pesquisadores do que sobre Jesus.

A terceira onda de busca do Jesus histórico ressurgiu com intensidade no começo do nosso século, com livros, filmes e programas de TV. Ela está baseada em métodos históricos e racionais, incluindo a análise crítica dos Evangelhos, a pesquisa arqueológica e o estudo do contexto histórico e cultural em que Jesus viveu. Como a busca pelo Jesus histórico se atém ao racionalismo e nega a existência dos milagres, ela costuma ser rechaçada pelos defensores do Cristo da fé. As críticas vêm tanto de teólogos ligados à tradição dos Evangelhos, defensores dos milagres como sustentáculo do cristianismo, como dos filósofos que rejeitam o materialismo e a ideia de que tudo na existência pode ser descrito pelas ciências naturais.

Ao reavivar as teses do Jesus revolucionário, Aslan conseguiu um feito: foi criticado por ambas as vertentes. “Aslan usou demais suas habilidades de professor de escrita criativa e ignorou seus estudos históricos”, afirma Stephen Prothero, professor de história do cristianismo na Universidade de Boston. “O livro de Aslan é uma litania de erros, todos causados pelo fato de ele aceitar premissas que não existiam para reforçar suas teses.” De fato, sobram certezas definitivas no livro de Aslan, que passa ao largo de quase todas as infindáveis controvérsias a respeito da vida de Jesus. Teria ele nascido em Belém? Aslan garante que ele nasceu em Nazaré. Por que Jesus saiu de Nazaré e foi para a Judeia pela primeira vez? Aslan deixa nas entrelinhas que era para se juntar aos zelotes revolucionários. Jesus era um profeta inovador e único? Aslan afirma que nos tempos de Jesus havia um candidato a Messias em cada figueira e oliveira da antiga Palestina. Quem eram os evangelistas? Para Aslan, eram seguidores de Jesus que se reuniram em comunidades a partir do ano 70 d.C.

De onde vêm todas as certezas de Aslan? Das mesmas fontes que ele critica. “Aslan diz que os Evangelhos não são uma fonte confiável, mas se lambuza neles quando quer reforçar suas teses de um Cristo revolucionário”, afirma o teólogo Martin Goodman, professor de história romana em Oxford. “O problema não é ele ser muçulmano ou ser iraniano. O problema é que ele usa uma tese ultrapassada e desacreditada como se fosse uma verdade absoluta.” A entrevista na Fox News provou, portanto, ter sido muito útil para Aslan. Ele escreve de modo fluente e coloquial sobre complexas discussões acadêmicas e transforma densos emaranhados filosóficos em narrativas emocionantes. Mas seu livro apenas prova como é difícil cingir a compreensão do cristianismo à história de um personagem de traços tão fugidios como Jesus.

A reportagem original de revista ÉPOCA poderá ser vista por meio desse link aqui:


NOSSOS COMENTÁRIOS

1. Como no artigo anterior, ver link no início desse artigo, Reza Aslan dá prosseguimento à sua fértil imaginação e prova que nunca leu os evangelhos com atenção suficiente para produzir um texto que valha à pena, pelo menos ser lido e levado em consideração.

2. Quando Reza Aslan chama Jesus de “semi-deus romanos”, de “revolucionário” e até mesmo de “Analfabeto” demonstra sua ignorância quanto ao texto bíblico e seu terrível preconceito contra o Deus que se fez carne.

3. Alguns de seus críticos disseram bem de como devemos considerar o livro de Reza Aslan:

a. “Aslan usou demais suas habilidades de professor de escrita criativa e ignorou seus estudos históricos”, afirma Stephen Prothero, professor de história do cristianismo na Universidade de Boston. “O livro de Aslan é uma litania de erros, todos causados pelo fato de ele aceitar premissas que não existiam para reforçar suas teses.”

b. Quando quer reforçar suas teses de um Cristo revolucionário”, afirma o teólogo Martin Goodman, professor de história romana em Oxford. “O problema não é ele ser muçulmano ou ser iraniano. O problema é que ele usa uma tese ultrapassada e desacreditada como se fosse uma verdade absoluta.”

Conforme bem notado pelo autor do artigo, essas especulações acerca de Jesus tiveram início com Reimarus no século XVIII e de lá para cá evoluíram à custa de padrões e limites que homens impuseram aos textos sagrados que, por enquanto, continuam soberanos.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

A MISSA: MISTICISMO E ALTOS LUCROS



A missa ou eucaristia é o ponto mais alto de todo o misticismo da Igreja Católica Romana. É também, de longe, a mais lucrativa de todas as suas operações. Desde os primeiros dias do monasticismo, monges e freiras, aprenderem a organizar suas vidas ao redor da missa. A mesma é o coração e a alma da Igreja Romana até os dias de hoje.

O que poderia ser mais místico do que tocar no próprio Deus e depois comê-lo na forma de um biscoito feito de farinha e água? Em todas as missas nós podemos notar as pesadas vestimentas dos sacerdotes ordenados segundo a ordem de Melquisedeque agindo de formas misteriosas e até mesmo incompreensíveis para nós. Esses sacerdotes, assim ordenados, possuem poderes mágicos extraordinários e com suas palavras podem transformar o biscoito de agia e farinha no próprio corpo, sangue, substância e tudo mais do Senhor Jesus. A hóstia — cujo significado é vítima — é comida pelo povo que participa desse ritual místico.

Em todas as missas uma hóstia bem grande é levantada para ser adorada pelos participantes com sendo o próprio cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Esse procedimento é chamado de adoração eucarística e existem muitas pessoas que dedicam suas vidas, por inteiro, para servir e tentar penetrar nesse mistério representado pelo biscoito de água e farinha.

Quando não estão sendo utilizadas nas missas as hóstias excedentes são colocadas dentro de uma caixa chamada de ostensório que são, normalmente feitos de prata ou de ouro. Ali os biscoitos descansam entre as missas e são muitas vezes motivo de adoração por parte de religiosos e não religiosos que não escondem sua profunda admiração pelo biscoito. Junto com o ostensório uma vela encontra-se sempre acesa para indicar que o biscoito consagrado encontra-se presente dentro do ostensório.

O ritual da santa missa é completamente envolto em misticismo:

1. Ele envolve o tato, pois é necessário mergulhar os dedos em uma quantidade de água benta antes de tocar no biscoito.

2. A visão também se encontra em completo deslumbramento diante do esplendor do templo, das vestes sacerdotais e de todos os instrumentos usados na celebração da missa.

3. O olfato também toma parte ativa através da queima do incenso.

4. A audição participa através das leituras, dos cânticos e do repicar dos sinos.

5. Por fim, o momento mais esperado: a oportunidade de comer o biscoito feito de água e farinha.

Diz-se que a missa leva o participante a se unir com a própria divindade com acontecia nos cultos das religiões pagãs da Antiguidade. Naqueles dias, para facilitar tal união, prostitutas e prostitutos estavam sempre disponíveis para auxiliar o adorador a alcançar o êxtase da união com a divindade.

O Concílio do Vaticano II reafirmou a centralidade da missa na vida de todos os católicos. O Concílio afirmou: “A celebração da missa é o centro do todo da vida do cristão que participa da igreja universal — ou católica — da igreja romana local e do indivíduo como pessoa. É através da missa que Deus culmina sua ação santificadora do mundo através de Cristo — Bíblia?? — e os homens prestam verdadeira adoração a Deus através de Jesus, o Filho” — A Constituição da Sagrada Liturgia dos documentos oficiais do Concílio do Vaticano II.
“Ao contrário dos ensinamentos de Jesus que disse: ‘fazei isso EM MEMÒRIA DE MIM’, a missa católica não é apenas uma memorial, uma rememoração da morte de Jesus e sim a REPETIÇÃO do seu sacrifício. E o tal biscoito de água e farinha — a hóstia — É o PRÒPRIO CRISTO. Vamos observar algumas afirmações feitas pelo Concílio de Trento e pelo Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana acerca da Missa”.
“Não existe, portanto, espaço para dúvida por parte de todos os fiéis em Cristo para que deixem de dar, de acordo com os costumes recebidos da Igreja Católica Romana, ao mais santo sacramento em completa veneração a adoração ou latria, que é devida ao verdadeiro Deus” — Os Cânones e Decretos do Concílio de Trento: A adoração e veneração que Deve ser Demonstrada para o Mais Santo dos Sacramentos”.
“A vítima é uma e a mesma: aquele que é oferecido hoje pelo ministério do sacerdote é o mesmo que uma vez se ofereceu sobre a cruz. É apenas a forma de oferecimento que é diferente. E, uma vez que no sacrifício que é celebrado na missa é o mesmo Cristo que uma vez se ofereceu, derramando seu sangue sobre o altar da cruz se encontra contido e é oferecido de uma forma sem derramamento de sangue... esse sacrifício é verdadeiramente propiciatório — Concílio de Trento — Acerca do Sacrifício da Missa”.
Mas a Bíblia não deixa nenhuma dúvida a esse respeito quando diz: Hebreus 9:22  Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.   
“Pois no sacrifício da Missa o Nosso Senhor é imolado quando ‘ele começa a ser apresentado de forma sacramental, como o alimento espiritual para o fiel sob a forma do pão e do vinho’. Através dessa forma, Cristo perpetua, sem derramamento de sangue, o sacrifício oferecido na Cruz ao Pai a favor da salvação do Mundo, mediante a ministração do sacerdote — Concílio do Vaticano II — Documentos Conciliares e Pós-Conciliares: A Constituição da Liturgia Sagrada — Instruções Acerca da Adoração do Mistério Eucarístico”.
Mas o que diz a Bíblia:
Hebreus 7:26—27
26 Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus,
27 que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu.
Hebreus 9:11—12
11 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação,
12 não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.
Hebreus 9:26 
Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.
Hebreus 9:28 
Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.
Hebreus 10:10  Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.
Cremos que os versos acima são suficientes para estabelecer:
1. A exclusividade do sacrifício de Cristo sobre a Cruz: UMA ÚNICA VEZ E DE UMA VEZ POR TODAS.
2. A inutilidade do sacrifício da missa que não pode, em nenhuma hipótese, repetir algo que, teve efeito eterno, tendo sido realizado pelo próprio Filho de Deus, Jesus, UMA ÚNICA VEZ E DE UMA VEZ POR TODAS.  
“Os fiéis devem, portanto, se esforçarem para adorar a Cristo nosso Senhor, através do bendito sacramento. Os sacerdotes devem exortá-los a fazer isso e servir como bom exemplo para os mesmos. O local dentro do templo ou oratório onde o Bendito Sacramento fica guardado em seu tabernáculo, deve sempre ser um lugar proeminente. O mesmo deve ser um local apropriado para orações pessoais de tal maneira que os fiéis possam de modo fácil e frutífero, através de devoções privadas, continuem a honrar nosso Senhor nesse sacramento — Concílio do Vaticano II — Documentos Conciliares e Pós-Conciliares: A Constituição da Liturgia Sagrada — Instruções Acerca da Adoração do Mistério Eucarístico”. Ver os versículos acima que também servem para combater esse ensinamento errado.
“Através da consagração da transubstanciação o pão e o vinho se transformam — de forma mágica — no Corpo e no Sangue de Jesus. Através dos elementos consagrados do pão e do vinho, o próprio Cristo vivo e glorioso encontra-se presente nos mesmos de forma verdadeira, real e substancial. Nos elementos temos o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus — Novo Catecismo Católico”.
“Porque o próprio Cristo está presente no sacramento sobre o altar, Ele deve ser honrado com nossa adoração verdadeira — Novo Catecismo Católico”.
“O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. Nesse sacrifício divino que é celebrado na Missa, o mesmo Cristo que uma vez se ofereceu derramando seu sangue no altar da Cruz encontra-se contido e se oferece sem derramamento de sangue — Novo Catecismo Católico”.
“Na liturgia da Missa nós expressamos nossa fé na presença real de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, das seguintes formas, entre outras, a saber: nos ajoelhando ou nos prostrando até o chão como uma demonstração da nossa adoração ao Senhor. Por esse motivo as hóstias consagradas devem ser guardadas com o maior cuidado, expondo-as para que sejam solenemente adoradas pelos fiéis, sempre transportando as mesmas do modo apropriado — Novo Catecismo Católico”.
De tudo isso podemos concluir que a hóstia, o biscoito feito de água e farinha é, portanto, adorado como se fosse o próprio Senhor Jesus.
Deve ficar bem claro pela grande quantidade de versículos que citamos acima que a Missa romana não é uma prática endossada pela Bíblia. Nem de longe!
O apóstolo Paulo, guiado pelo Espírito Santo, ensinou as igrejas do Novo Testamento p verdadeiro significado da “Ceia do Senhor”. Ele diz:
1 Coríntios 11:23—34
23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.
27 Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;
29 pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
30 Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.
31 Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.
33 Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunis para comer, esperai uns pelos outros.
34 Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo. Quanto às demais coisas, eu as ordenarei quando for ter convosco.
Note que em nenhum instante Paulo afirma, nem de longe, que a Ceia do Senhor é uma repetição do sacrifício de Jesus na cruz no monte Calvário. Em nenhum momento Paulo lida com a idéia de Cristo se transformar em um biscoito feito de água e farinha. Nas palavras de Paulo, não existe nenhum ocasião para se considerar “comer” Cristo de forma sacramental. Trata-se apenas de uma refeição simples e MEMORIAL. Um tempo para nos RELEMBRAR, CONFESSAR e ADORAR.
Note a ênfase Bíblia em 1 Coríntios 11:23—25:
23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
Paulo disse que recebeu esse ensinamento, DIRETAMENTE, do próprio Senhor. É disso que nós os cristãos derivamos a autoridade para celebrar a Ceia do Senhor. Paulo foi apontando como apóstolo dos gentios e ele louva as igrejas dos gentios por guardarem a ordenança da Ceia como a receberam: 1 Coríntios 11:2 —   De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei.
Uma vez, falando para todos os padres e freiras da Igreja Católica Apostólica Romana, numa citação feita por Richard Foster, que é ardoroso seguidor do movimento contemplativo, madre Teresa de Calcutá disse o seguinte: “O meu Jesus é o biscoito consagrado na Missa”. Em sua palestra proferida no Retiro Internacional dos Padres, em outubro de 1984, no auditório Paulo VI, na cidade do Vaticano, madre Tereza disse o seguinte:
“Através das palavras — mágicas é claro — do sacerdote, AQUELE PEQUENO PEDAÇO DE PÃO SE TRANSFORMA NO CORPO DE Cristo, o pão da vida. Então, eles nos dão esse pão vivo, de tal maneira que nós também possamos viver e nos tornar santos — citações de Madre Tereza retiradas da palestra: Sede Santos: O Primeiro Chamado de Deus aos Padres de Hoje e compiladas por Tom Forrest.
Alguns católicos que costumam ler nosso blog, por vezes nos escrevem para se queixar da forma como tratamos sua amada igreja. Mas queremos deixar bem claro que nossa intenção nunca é de ofender e sempre de expor a verdade. E os ensinamentos do Concílio do Vaticano II, do Novo Catecismo da Igreja Católica Romana e da Madre Tereza de Calcutá são, como ficou evidente, muito contrários aos ensinamentos que encontramos nas Escrituras. Como Paulo, não podemos nos dar o luxo de nos tornar inimigos de ninguém, apenas porque falamos a verdade:
Gálatas 4:16 
Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?
Quando estudava em uma escola dirigida por padres salesiano, costumava permanecer em pé durante as missa que era obrigado a assistir, na hora em que o padre levantava o biscoito de água e farinha para ser adorado de joelhos pelos católicos. Minha atitude não era entendida, sofria perseguições e ameaças, daqueles que se diziam discípulos de Jesus, mas consegui sobreviver até o fim do colegial. A adoração do biscoito de água e farinha sempre me pareceu, particularmente, abominável.
Não devemos nos enganar, meus irmãos e irmãs: a Igreja Católica Apostólica Romana é uma igreja apóstata, inventora de falsas doutrinas e promotora de mentiras. Me surpreendo quando vejo que muitos que alegam ser crentes desejam andar de mãos dadas com católicos romanos e alegam que não devemos falar a verdade para não ofender. Mas, como disse acima, assim não é possível.
A missa, além do forte misticismo continua sendo a fonte número um de arrecadação da Igreja Católica Romana. Já reparou como tem missa para tudo? Especialmente intrigantes são as missas para “comemorar” a morte de alguma pessoa que se encontra no purgatório e precisa de missas, muitas missas para experimentar algum tipo de alívio temporário. Quão diferente tudo isso é das palavras de Paulo quando diz:
Filipenses 1:19—24
19 Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação,
20 segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte.
21 Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
22 Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher.
23 Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.
24 Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne.
Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
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