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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 14:28—33 — A PARÁBOLA DO CONSTRUTOR DA TORRE E DO GRANDE GUERREIRO — SERMÃO 034




Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro – Lucas 14:128—33.

28 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?

29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele,

30 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.

31 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

32 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.

33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

Introdução

A. Essas duas parábolas que são o objeto da nossa atenção agora se encontram, exclusivamente, no evangelho de Lucas, como acontece com várias outras parábolas.

B. Essas parábolas foram contadas por Jesus em sua última viagem da Galileia para a cidade de Jerusalém. A descrição dessa ultima viagem ocupa uma porção bastante extensa do Evangelho de Lucas. Durante todo o período dessa viagem Jesus esteve sempre acompanhado por grandes multidões.

C. É inegável que nos corações daquele povo que acompanhava a Jesus, existia um genuíno anseio que, quando chegassem a Jerusalém, Jesus iria estabelecer seu reino. Essa era a maior motivação das pessoas em acompanhá-lo na longa e vagarosa jornada até a cidade do rei Davi.

D. Mas como já sabemos os planos de Jesus não eram bem esses. Ele não estava se dirigindo para Jerusalém para ocupar nenhum trono secular. Antes, ele estava se dirigindo para Jerusalém sabendo que, uma vez ali, seria preso, julgado, condenado e crucificado sobre uma cruz.

E. Jesus então conta essas duas parábolas, para que as multidões que o seguiam, com o objetivo de ensiná-las acerca do verdadeiro custo do discipulado, antes mesmo que decidissem lançar suas vidas para se identificarem com Jesus.

F. Um excelente exemplo pessoal que temos dessa realidade poder ser visto na obra de Dietrich Bonhoeffer intitulada “O Custo do Discipulado”[1]. Nesse livro Bonhoeffer nos fala da entrega da própria vida ao Senhor e do custo do discipulado, que no caso específico dele, custou sua própria vida, pois foi executado em 9 de Abril de 1945, numa prisão alemã, por se posicionar claramente contra o regime nazista de Adolfo Hitler.   

G. Todos aqueles que estavam seguindo a Jesus deviam aprender e entender as verdades contidas em —

Lucas 14:25—27

25 Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse:

26 Se alguém vem a mim e não aborrece {aborrece; isto é, ama menos, Mt-} a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27 E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

H. Em termos semíticos, a expressão  μισεῖ miseî — traduzida por aborrecer, tem ainda os significados adicionais de: odiar, detestar, perseguir com ódio. Ou seja, significa que amamos menos alguém ou alguma coisa, dai a inserção explicativa no texto de Lucas acima. As palavras de Jesus significam que nada nem ninguém poderão ter uma prioridade maior do que aquela que precisamos dedicar ao nosso Senhor.

I. Jesus quer nos ensinar que à parte de sua pessoa, todo o resto deve sempre ocupar o segundo ou terceiro plano em nossas vidas. Somente o que vive, no dia a dia, a realidade de ter a Jesus como sua prioridade número um, está realmente pronto e capacitado para, verdadeiramente, seguir ao Senhor.

J. Ser discípulo de Jesus significa tomar a própria cruz — dia a dia — e seguir a Cristo aonde quer que ele vá ou nos ordene ir. Jesus contrapõe duas verdades fundamentais —

Mateus 11:28 —
Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

e

Lucas 14:17

27 E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

O verdadeiro discipulado requer um compromisso de entrega total ao Senhor. É preciso avaliar o custo e entender, de fato, o que representa a decisão de seguir a Cristo. Para ajudar seus seguidores a entender essa realidade, Jesus conta então essas duas parábolas, que estamos estudando hoje:


I. As Duas Parábolas

A. A Parábola da Torre Inacabada

1. Com o objetivo de ilustrar o que Ele — Jesus — queria ensinar, o Senhor contou duas parábolas, relativamente curtas. A primeira é emprestada do cenário agrícola daqueles dias, e a segunda de um fato político sem relação com a palestina ocupada. As duas parábolas têm um mesmo objetivo: ensinar uma mesma e única lição de forma prática.

2. Jesus usa seus próprios ouvintes como parte da história que irá narrar. Ele começa com uma suposição verossímil que envolve uma tomada de decisão da parta de um fazendeiro que pretende construir uma torre em suas próprias terras. As torres naqueles dias tinham o propósito de guarda as ferramentas, os equipamentos e as provisões da família. Sua intenção era proteger esses elementos da ação de ladrões que não faltavam naquela região. Ele sabe que se construir a torre, aumentará seu conceito, do ponto de vista social e também que sua propriedade terá seu valor aumentado.

3. O fazendeiro reconhece a necessidade que tem de construir a torre, mas ele não senta para calcular o custo do material e da mão de obra envolvidos no processo. O custo maior duma torre desse tipo era o alicerce. E possível que o fazendeiro tivesse ignorado o mesmo, já que ele não fica visível depois de uma determinada fase da construção.

4. Ele então prepara o terreno e começa a construção pelo alicerce. Depois, quando passa para a construção da estrutura em si, ele se dá conta que o dinheiro acabou e ele precisa abandonar seu projeto. A torre inacabada produz, então, efeitos contrários aos esperados: em vez de ser louvado, o fazendeiro fica envergonhado. E em vez de ter sua propriedade valorizada, a torre inacabada não faz nenhum sentido e termina desvalorizando toda a propriedade. Todo o dinheiro do fazendeiro foi usado na tentativa de construir uma torre que não pode ser usada porque está inacabada. Ele perdeu seu prestígio na comunidade e todos zombam dele dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.     
B. A Parábola do Rei Guerreiro

1. A seguir a cena muda rapidamente, pois Jesus leva seus ouvintes de uma fazenda da área rural para um palácio. A ideia básica é a mesma. Nesse caso trata-se de um rei que precisa fazer guerra contra outro rei.

2. O motivo para tal guerra não é apresentado por Jesus. Mas como sempre acontece nesses casos, sabemos que pode tratar-se de uma disputa territorial acompanhada de palavras de hostilidade e de vingança que acabaram por ferir os egos das pessoas envolvidas.

3. Como o líder de seu povo o rei em questão, precisa decidir se parte ou não para a guerra. Ele sabe que seria uma verdadeira loucura tentar enfrentar o inimigo com a metade da força contrária. O rei, então, provavelmente cercado por seus conselheiros, senta-se e calcula os verdadeiros riscos de se envolver numa empreitada contra outro rei que possui um exército que é o dobro do seu. Sendo homem prudente e percebendo tratar-se apenas de uma aventura que custaria a vida de seus homens, mas sem lhe dar a vitória, o rei decide então fazer o seguinte: manda uma embaixada para pedir as condições para que haja paz entre os dois reinos.

4. Como podemos notar, a ênfase básica é idêntica nas duas parábolas, embora os detalhes mudem de uma para a outra. Na parábola do fazendeiro temos um alerta da parte de Jesus: avalie os custos antes de se envolver numa obra de construção. Já na parábola do reio, o ensinamento é: considere a sua verdadeira chance de obter sucesso, antes de sacrificar seus homens, e esteja sempre pronto e disposto a ceder.

5. Diante dessas duas histórias, as palavras finais de Jesus fazem perfeito sentido: Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.  

Conclusão:

A. Num primeiro momento a conclusão dessas duas parábolas parece contradizer o ensinamento de Jesus como proferido na chamada “Grande Comissão”:

Mateus 28:19

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

B. Mas depois de refletir um pouco sobre as duas parábolas é impossível afirmar que a intenção de Jesus era desencorajar, quem quer que fosse, de tronar-se um futuro discípulos.

C. No seu todo, as duas parábolas enfatizam para os ouvintes de Jesus, o que é necessário para tornar-se um verdadeiro discípulo do Mestre.

D. Jesus não quer e nem deseja ter um bando de seguidores cujos corações não estejam completamente dedicados a Ele e Sua obra.

E. Seguidores desse tipo são como todos aqueles onde a semente plantada não foi bem recebida pelo solo — corações duros, vida sem profundidade e encanto com as coisas e os prazeres desse mundo. É preciso ter um coração dum certo tipo para acolher bem a semente que representa a palavra de Deus —

Lucas 8:15

A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança.

F. Muitos ouvem a palavra de Deus, mas por diversos motivos não abrigam a mesma de modo apropriado em seus corações —

Mateus 13:20—21

20 O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;

21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.

22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.

G. É preciso ter uma atitude correta para receber a Palavra de Deus de modo que a mesma se torne frutífera em nossas vidas —

Tiago 1:18, 21—22

18 Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas.

21 Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.

22 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.

H. E outra vez o apóstolo Pedro insiste nessa mesma ideia —

1 Pedro 2:1—2

1 Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências,

2 desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação,

3 se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso.

I. As duas parábolas que estamos estudando põem em destaque duas verdades centrais:

1. O verdadeiro discípulo de Jesus deve ponderar tudo muito cuidadosamente.

2. O verdadeiro discípulo de Jesus deve estar disposto a renunciar a tudo para seguir o Senhor.

J. Nenhuma decisão daqueles que desejam seguir a Jesus pode estar baseada em emoções fingidas ou num entusiasmo superficial. São esses que vêm e vão. São esses que já rodaram pelo verdadeiro “mundo” de igrejas que existem por aí.

K. P compromisso genuíno é o verdadeiro alicerce sobre o qual o discípulo de Jesus deve edificar sua vida. Ele precisa avaliar o custo cuidadosamente, e analisar os riscos envolvidos em seguir a Jesus. Todo discípulo de Cristo, não apenas seguidor, deve renunciar, de imediato, a seus parentes e posses de toda espécie, a fim de poder tomar sua própria cruz e seguir a Jesus.

L. Jesus repete por três vezes o refrão: “NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO” — VER Lucas 14:26—27, 33.

M. Aqui não podemos ter dúvidas: somente aqueles que avaliam o custo, de modo apropriado e estão dispostos a renunciar a tudo por causa de Cristo é que são os verdadeiros discípulos. Os outros todos estão apenas se enganando a si mesmos.



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
Que Deus Abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos. 



[1] Bonhoeffer, Dietrich. The Cost of Dicipleship. Touchstone Books a division of Simnon and Schuster Inc., New York, 1995.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

CÓPIA DE BÍBLIA COM MAIS DE 1500 ANOS É ENCONTRADA


O material abaixo foi publicado pelo site Gospel Prime e é de autoria de Jarbas de Aragão.

Bíblia com mais de 1500 anos é achada em Israel

Pergaminho só pôde ser decifrado com uso de tecnologia moderna
por Jarbas Aragão

Constantemente surgem especulações de quanto a Bíblia foi adulterada com o passar dos anos. Graças a tecnologia de ponta desenvolvida em Israel, somente agora a Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) foi capaz de decifrar um dos pergaminhos hebraicos mais antigos já encontrados. Com mais de 15 séculos de idade, ele foi encontrado em 1970, numa sinagoga em Ein Gedi, perto do Mar Morto.

O deteriorado pergaminho não podia ser lido, por isso até agora não era possível saber do que se tratava. Pnina Shor, falou em nome da AAI em coletiva de imprensa em Jerusalém nesta segunda (20).

“A tecnologia mais avançada disponível nos permitiu desvendar o pergaminho, que fazia parte de uma Bíblia de 1500 anos de idade”, explicou Shor. O estado precário da peça encontrada em uma escavação em 1970 devia-se a ela ter sobrevivido ao incêndio que provavelmente destruiu a sinagoga.

Os especialistas utilizaram uma técnica de escaneamento tridimensional da empresa israelense Merkel Technologies. Os resultados foram enviados para o Departamento de Informática da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos. A instituição possui um programa de imagem digital que possibilitou pela primeira vez na semana passada a leitura do que antes era visto como um “pedaço de carvão”.

O fragmento possui sete centímetros de comprimento e contém os oito primeiros versículos do livro de Levítico, que explica as regras dos sacrifícios rituais.

Pergaminhos
Lena Liebman, do laboratório de conservação dos pergaminhos do Mar Morto, mede um fragmento de pergaminho queimado na segunda (20), em laboratório em Jerusalém (Foto: AFP Photo/Gali Tibbon)

“Depois dos Manuscritos do Mar Morto, esta é a descoberta mais significativa de uma Bíblia escrita”, reiterou Shor na coletiva.

O arqueólogo Sefi Porat era um membro da equipe que escavou as ruínas da sinagoga há 45 anos. “Nós tentamos lê-lo, mas sem sucesso”, disse ele. “Nós não sabíamos o que estava escondido lá”.

Durante mais de quatro décadas, a peça foi mantida no escuro, em cofres climatizados da AAI, junto com trechos dos Manuscritos do Mar Morto.

Shor acredita que a descoberta preenche uma lacuna importante entre os Manuscritos do Mar Morto, escrito há mais de 2000 anos atrás, e o conhecido Códice de Aleppo, do século 10.

Os 870 rolos dos Manuscritos do Mar Morto foram descobertos entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumran, perto do Mar Morto. O documento mais antigo deles remonta ao século III a.C e o mais recente por volta do ano 70 d.C., quando as tropas romanas destruíram o segundo templo e toda a Jerusalém.

O Códice de Aleppo foi escrito em Tiberíades, na Galileia, por volta do ano 930 dC. Com suas quase 500 páginas de pergaminho, é considerada a mais antiga cópia conhecida da Bíblia completa.

Roubado durante as Cruzadas em 1099, acabou ficando em Alepo, na Síria, e escondido durante seis séculos. Foi revelado ao mundo em 1957. O códice encontra-se atualmente no Museu de Israel, no mesmo prédio onde estão os Manuscritos do Mar Morto.

Uma leitura atenta de todos esses documentos importantes e mais o texto encontrado agora revelam que não há diferenças significativas, comprovando o cuidado extremo que os judeus sempre tiveram em preservar suas Escrituras Sagradas.

Com informações de Israel National News

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DE DESCONERTAS ARQUEOLÓGICAS







Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

LIVRO SOBRE JESUS NEGA SUA DIVINDADE E O TRANSFORMA NUM CHE GUEVARA


Jesus expulsa os vendilhões do templo

Em outro artigo cujo link pode ser visto mais abaixo, tivemos a oportunidade de publicar e criticar uma entrevista concedida pelo teólogo e historiado Reza Aslan. Em sua entrevista Reza Aslan repete velhos argumentos, alguns com mais de 200 anos como se fossem os tópicos mais excitantes acerca da pessoa e da vida e morte de Jesus. Como deixamos provado, suas afirmações antigas, têm sido refutadas por cristãos durante os últimos dois séculos e meio.

Ver a entrevista de Reza Aslan por meio desse link aqui:



Hoje queremos dar continuidade a esse assunto publicando uma matéria também produzida pela Revista ÉPOCA da autoria de Rodrigo Turrer na qual ele faz uma crítica literária ao livro de Reza Aslan, além de nos contar um pouco da trajetória do mesmo, especialmente nos Estados Unidos da América.

A volta do Jesus revolucionário

AGITADOR Jesus expulsa os vendilhões do templo. Um novo livro diz que ele não defendia a paz, mas a espada (Foto: Rischgitz/Getty Images)


Um novo livro afirma que o Jesus pacifista foi uma invenção dos evangelistas e sugere que, na vida real, ele foi mais um Che Guevara que uma Madre Teresa de Calcutá
Por RODRIGO TURRER

Livros sobre Jesus são garantia de polêmica e publicidade. Tornaram-se uma mina de ouro editorial e um fecundo filão acadêmico. Todo ano publicam-se dezenas de obras e estudos que tentam iluminar algum aspecto da vida de Jesus. Nas listas de mais vendidos, sucedem-se os livros com “revelações” sobre o pai do cristianismo. O mais novo best-seller é Zealot: the life and times of Jesus of Nazareth (Zelote: a vida e os tempos de Jesus de Nazaré), do iraniano Reza Aslan, um estudioso de religiões e professor de escrita criativa na Universidade da Califórnia. O livro, lançado há um mês nos Estados Unidos, lidera há três semanas a lista de mais vendidos do The New York Times e da Amazon. Desbancou até recordistas de vendas como a britânica J.K.Rowling.

Aslan e seu livro ascenderam aos céus do mercado editorial depois de uma polêmica entrevista na rede de televisão americana Fox News, com grande audiência entre os cristãos fundamentalistas dos Estados Unidos. Na entrevista de quase dez minutos, a âncora Laura Green questionou duramente Aslan. Perguntou sucessivamente a ele se tinha direito, por ser muçulmano, de escrever um livro sobre Jesus. Diante do preconceito da inquisidora, Aslan argumentou que escreveu o livro como acadêmico com doutorado e especializações em história das religiões e 20 anos de estudo das origens do cristianismo. O quiproquó contribuiu para as vendas aumentarem quase 50%.

Eis a tese defendida por Aslan no livro: Jesus, ao contrário do que prega a Igreja Católica, não foi um pacifista que, diante da violência, “oferecia a outra face” e amava os inimigos. Segundo Aslan, Jesus foi um revolucionário, cujo objetivo principal era expulsar os romanos da Judeia, criar um reino de Deus na Terra e assumir seu trono. Ele recupera com novas cores uma antiga versão de cristianismo – em voga nos anos 1960 graças à Teologia da Libertação, que misturava cristianismo com marxismo. Era um Jesus mais para Che Guevara do que para Madre Teresa de Calcutá. “Ele era um zelote revolucionário, que atravessou a Galileia reunindo um exército de discípulos para fazer chover a ira de Deus sobre os ricos, os fortes e os poderosos”, escreve Aslan no começo de seu livro. Zelote é uma palavra derivada do aramaico. Significa “Alguém que zela pelo nome de Deus”. Outra possível tradução para o termo é fervoroso, ou mesmo fanático. Sua origem está ligada ao movimento político judaico que defendia a rebelião do povo da Judeia contra o Império Romano. Os zelotes pretendiam expulsar os romanos pela força.

Segundo Aslan, Jesus compartilhava algumas das ideias igualitárias dos zelotes e, assim que se estabeleceu numa vila de pescadores em Cafarnaum, começou a procurar seus discípulos “entre aqueles que se viram lançados à margem da sociedade, cujas vidas tinham sido interrompidas pelas mudanças sociais e econômicas que ocorriam por toda a Galileia”. Na interpretação de Aslan, entre seus discípulos recolhidos nas franjas da sociedade da época, Jesus, como muitos revolucionários, tornou-se amado não apenas por seus ensinamentos, mas pelo carisma. “Ele era visto como alguém com autoridade, mas, ao contrário dos escribas inacessíveis e dos sacerdotes ricos, parecia um homem do povo, uma dádiva de Deus.”

Em Zealot, o ponto central da vida de Jesus não é seu nascimento nem sua Ressurreição, mas o Domingo de Ramos, um acontecimento mencionado nos quatro Evangelhos canônicos (Marcos, Mateus, Lucas e João). Nesse episódio, Jesus entra em Jerusalém de forma triunfal, montado num jumento. O povo comemora sua entrada sob gritos de Hosana, canta partes de um salmo e jogam ramos de árvores à sua frente. “Mais do que qualquer outra palavra ou ação, sua entrada em Jerusalém ajuda a revelar quem era Jesus e o que ele quis dizer”, diz Aslan. “Um camponês analfabeto entra em Jerusalém e é o tão aguardado Messias – o verdadeiro rei dos judeus –, que veio para libertá-los da escravidão.”

POLÊMICA Reza Aslan (acima). Ao lado, ele discute com a âncora da Fox News, Laura Green. Ela achou estranho que ele, por ser muçulmano, escrevesse um livro sobre Jesus (Foto: Bret Hartman/For The Washington/Getty Images e reprodução)

A prova de que Jesus pretendia livrar os judeus do jugo romano pelas armas está, segundo Aslan, na passagem do Evangelho de Mateus em que Jesus diz a seus apóstolos: “Não penseis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer paz, mas a espada”. Ao dizer isso, Jesus demonstra ser um “adorador do sangrento Deus de Abraão, Moisés, Jacó e Josué”. Logo, Jesus passa das palavras à ação. Ao chegar ao Templo de Jerusalém, para a Páscoa Judaica, se enfurece com a visão de centenas de pessoas vendendo, comprando e trocando moedas no local sagrado. Com um chicote na mão, Jesus expulsa os que ali vendiam e compravam, derruba as mesas dos cambistas e acusa os comerciantes de profanar o local de culto e de mercantilizar a fé.

Para Aslan, o episódio revela todos os “segredos messiânicos” de Jesus. “Atacar o comércio do templo era uma ofensa semelhante a atacar a nobreza clerical, o que, considerando a emaranhada relação do templo com Roma, era o mesmo que atacar o próprio Império”, escreve. Com esse gesto, Jesus diz, no entender de Aslan, que a terra sagrada não pertencia a Roma, mas a Deus, e era hora de César devolvê-la ao verdadeiro rei dos judeus – ele mesmo. Diante disso, afirma Aslan, Jesus se torna um personagem “tão radical, tão perigoso, tão revolucionário que a única resposta concebível para Roma seria prendê-lo e executá-lo por insurreição”. Como era o mais grave dos crimes contra o Império Romano, a punição foi também a mais severa: a crucificação.

Se Jesus foi de fato um revolucionário, como se deu sua conversão num pacifista humilde, que ensina a amar a todos, até ao inimigo? Foi, diz Aslan, obra dos Evangelhos canônicos e das epístolas de Paulo de Tarso, escritas depois da crucificação, no período em que a perseguição aos judeus e aos primeiros cristãos se intensificou. Receosos de ser vistos como insurgentes, os primeiros seguidores do cristianismo quiseram se afastar do fervor revolucionário de Jesus. “Assim começou o longo processo de transformar Jesus de um revolucionário nacionalista judeu num líder espiritual desinteressado de questões terrenas”, diz Aslan. Como judeu, Jesus se rebelaria contra qualquer noção de que Deus pudesse encarnar num humano. Por isso, a ascensão de Jesus a divindade surgiu quase 30 anos após a crucificação, pelas mãos de “judeus cristãos” que, na tentativa de evitar as perseguições do Império, “transformaram o Jesus revolucionário num semideus romanizado”. Foi dessa maneira que Paulo criou a religião universal, sem distinção entre as pessoas, que três séculos depois conquistou o Império Romano e se espalhou pelo mundo.

JESUS EM ARMAS Um grafite na Venezuela mostra Jesus com um fuzil.  Ele virou símbolo revolucionário (Foto: Miguel Gutierrez/AFP)

As teses de Aslan reacenderam uma acalorada discussão acadêmica acerca de Jesus. Há décadas, duas vertentes do estudo de sua vida se digladiam. Uma delas tenta desvendar o “Jesus histórico”: quem foi Jesus de Nazaré, antes de ele se transformar no Filho de Deus, cultuado pelos cristãos. A outra está mais interessada no “Cristo da fé”, o Jesus da religião. A busca pelo Jesus da história, desvinculado da divindade, começou com o alemão Herman Samuel Reimarus (1694-1768). Ele foi o primeiro de uma série de escritores a condenar os dogmas religiosos que, na sua visão, embaçavam a compreensão do cristianismo.

Apesar dos esforços de teólogos e filósofos, a primeira busca foi em vão: pouco se revelou sobre o Jesus histórico. No século XX, os teólogos alemães Martin Dibelius e Rudolf Bultmann começaram uma segunda busca. Definiram critérios objetivos para separar o que era histórico do que não era nos relatos bíblicos. A ideia era encontrar o real Jesus, despindo-o dos mitos a ele acoplados por seus discípulos nos Evangelhos. Para muitos, porém, a segunda leva de pesquisas continuou a revelar mais sobre os pesquisadores do que sobre Jesus.

A terceira onda de busca do Jesus histórico ressurgiu com intensidade no começo do nosso século, com livros, filmes e programas de TV. Ela está baseada em métodos históricos e racionais, incluindo a análise crítica dos Evangelhos, a pesquisa arqueológica e o estudo do contexto histórico e cultural em que Jesus viveu. Como a busca pelo Jesus histórico se atém ao racionalismo e nega a existência dos milagres, ela costuma ser rechaçada pelos defensores do Cristo da fé. As críticas vêm tanto de teólogos ligados à tradição dos Evangelhos, defensores dos milagres como sustentáculo do cristianismo, como dos filósofos que rejeitam o materialismo e a ideia de que tudo na existência pode ser descrito pelas ciências naturais.

Ao reavivar as teses do Jesus revolucionário, Aslan conseguiu um feito: foi criticado por ambas as vertentes. “Aslan usou demais suas habilidades de professor de escrita criativa e ignorou seus estudos históricos”, afirma Stephen Prothero, professor de história do cristianismo na Universidade de Boston. “O livro de Aslan é uma litania de erros, todos causados pelo fato de ele aceitar premissas que não existiam para reforçar suas teses.” De fato, sobram certezas definitivas no livro de Aslan, que passa ao largo de quase todas as infindáveis controvérsias a respeito da vida de Jesus. Teria ele nascido em Belém? Aslan garante que ele nasceu em Nazaré. Por que Jesus saiu de Nazaré e foi para a Judeia pela primeira vez? Aslan deixa nas entrelinhas que era para se juntar aos zelotes revolucionários. Jesus era um profeta inovador e único? Aslan afirma que nos tempos de Jesus havia um candidato a Messias em cada figueira e oliveira da antiga Palestina. Quem eram os evangelistas? Para Aslan, eram seguidores de Jesus que se reuniram em comunidades a partir do ano 70 d.C.

De onde vêm todas as certezas de Aslan? Das mesmas fontes que ele critica. “Aslan diz que os Evangelhos não são uma fonte confiável, mas se lambuza neles quando quer reforçar suas teses de um Cristo revolucionário”, afirma o teólogo Martin Goodman, professor de história romana em Oxford. “O problema não é ele ser muçulmano ou ser iraniano. O problema é que ele usa uma tese ultrapassada e desacreditada como se fosse uma verdade absoluta.” A entrevista na Fox News provou, portanto, ter sido muito útil para Aslan. Ele escreve de modo fluente e coloquial sobre complexas discussões acadêmicas e transforma densos emaranhados filosóficos em narrativas emocionantes. Mas seu livro apenas prova como é difícil cingir a compreensão do cristianismo à história de um personagem de traços tão fugidios como Jesus.

A reportagem original de revista ÉPOCA poderá ser vista por meio desse link aqui:


NOSSOS COMENTÁRIOS

1. Como no artigo anterior, ver link no início desse artigo, Reza Aslan dá prosseguimento à sua fértil imaginação e prova que nunca leu os evangelhos com atenção suficiente para produzir um texto que valha à pena, pelo menos ser lido e levado em consideração.

2. Quando Reza Aslan chama Jesus de “semi-deus romanos”, de “revolucionário” e até mesmo de “Analfabeto” demonstra sua ignorância quanto ao texto bíblico e seu terrível preconceito contra o Deus que se fez carne.

3. Alguns de seus críticos disseram bem de como devemos considerar o livro de Reza Aslan:

a. “Aslan usou demais suas habilidades de professor de escrita criativa e ignorou seus estudos históricos”, afirma Stephen Prothero, professor de história do cristianismo na Universidade de Boston. “O livro de Aslan é uma litania de erros, todos causados pelo fato de ele aceitar premissas que não existiam para reforçar suas teses.”

b. Quando quer reforçar suas teses de um Cristo revolucionário”, afirma o teólogo Martin Goodman, professor de história romana em Oxford. “O problema não é ele ser muçulmano ou ser iraniano. O problema é que ele usa uma tese ultrapassada e desacreditada como se fosse uma verdade absoluta.”

Conforme bem notado pelo autor do artigo, essas especulações acerca de Jesus tiveram início com Reimarus no século XVIII e de lá para cá evoluíram à custa de padrões e limites que homens impuseram aos textos sagrados que, por enquanto, continuam soberanos.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO -GÊNESIS 37:18 - ESTUDO 019 - A CONSPIRAÇÃO CONTRA A VIDA DE JOSÉ


Conspiradores assassinos

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

19. A Conspiração contra José.

Gênesis 37:18

De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar.

De todas as formas que podemos enxergar José como um Tipo de Jesus, essa é, sem sombra de dúvida, uma das mais evidentes: a conspiração para matar um inocente, apenas porque não gostavam do que ele falava! O ódio dos irmãos de José encontrou na dedicação de amor do irmão mais novo a oportunidade perfeita que estavam procurando para matá-lo. Como no caso de Jesus, os irmãos de José não apenas o odiavam, mas também se recusavam a acreditar em suas palavras, apenas porque lhes pareciam pretensiosas, pouco importando se eram ou não, verdadeiras. Esse é um erro muito comum que todos cometemos. Não julgamos o mérito do que está sendo dito — verdade ou mentira — mas nos concentramos em agir com base em nosso desagrado pessoal pelo conteúdo daquilo que está sendo afirmado. Temos que tomar muito cuidado com essa atitude para não imitarmos os irmãos de José, nem os fariseus dos dias de Jesus.

Devemos notar que a trama para matar José se desenvolveu antes que ele tivesse chegado junto dos seus irmãos e anunciasse a preocupação de Jacó, o pai, acerca de como eles estavam passando. Atitudes semelhantes podem ser vistas na vida do Senhor Jesus, como por exemplo, quando o rei Herodes quis matar a Jesus quando esse era ainda um bebê. Jesus mal havia nascido e os ovos da serpente já estavam se rachando com terríveis planos de matar o Salvador ainda criança. Essa trama foi desenvolvida trinta anos antes que Jesus se manifestasse, de forma pública, ao povo de Israel. Durante seu breve ministério — três anos — não foram poucas as vezes em que planos foram urdidos para assassinar o Senhor Jesus, como podemos ver nas passagens a seguir:

Mateus 12:14

Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra ele, sobre como lhe tirariam a vida.

Mateus 26:4

E deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.

Marcos 10:34

Hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará.

Marcos 14:1

Dali a dois dias, era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos; e os principais sacerdotes e os escribas procuravam como o prenderiam, à traição, e o matariam.

Lucas 20:20

Observando-o, subornaram emissários que se fingiam de justos para verem se o apanhavam em alguma palavra, a fim de entregá-lo à jurisdição e à autoridade do governador.

João 5:18

Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.

João 7:1

Passadas estas coisas, Jesus andava pela Galileia, porque não desejava percorrer a Judeia, visto que os judeus procuravam matá-lo.

João 11:53

Desde aquele dia, resolveram matá-lo.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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