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sábado, 9 de maio de 2015

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 002 – INTRODUÇÃO OS EVANGELHOS — A FORMA LITERÁRIA DOS EVANGELHOS


 

Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos aproveitando a oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

CONTINUAÇÃO...

I. OS EVANGELHOS

B. A FORMA LITERÁRIA DOS EVANGELHOS

Um dos maiores e mais comum de todos os erros cometidos contra os Evangelhos é a ideia canhestra de pensar nos mesmo como se fossem uma “biografia de Jesus”. Eles não são. Os evangelhos que encontramos na Bíblia são uma forma literária que foi desenvolvida pelos próprios evangelistas e não existe nenhum tipo de literatura que se assemelhe ao mesmo, com exceção dos inúmeros falsos evangelhos que tentaram copiar o formato dos originais.

Desse modo podemos afirmar que os Evangelhos que temos no Novo Testamento não são, em nenhuma hipótese, sequer semelhantes aos vários tipos de biografias como conhecemos. Tal realidade não está atrelada, exclusivamente, ao fato de que os Evangelhos bíblicos se concentram num breve período da vida de Jesus. O fator preponderante é que o propósito dominante dos mesmos não é apenas registrar os acontecimentos como fatos. Apesar dos Evangelhos serem, para todos os efeitos históricos, o propósito dos mesmos vai muito além apenas do registro histórico. Por esse motivo, não se trata de nenhum acidente que tal material recebeu o nome de  εὐαγγέλιον euaggélion[1] — evangelho, logo no início da era cristã. Os primeiros cristãos proclamavam o εὐαγγέλιον euaggélion — evangelho, ou Boas Novas, uma mensagem que era e continua sendo desesperadamente necessária.  

Todavia, os primeiros evangelistas não tinham nenhum modelo prévio de um escrito semelhante pelo qual pudessem se guiar. Eles criaram esse formato sob a inspiração do Espírito Santo de Deus. Esse gênero literário — Evangelho — surgiu das exigências da missão de pregação entre os gentios. Os pregadores das primeiras missões cristãs precisavam enfatizar a morte e a ressurreição de Jesus, pois eram esses temas que formavam o núcleo central da mensagem que eles tinham para anunciar. Não deve nos surpreender, portanto, que tanto espaço é ocupado com esses dois aspectos de toda a vida de Jesus, nos evangelhos escritos. No evangelho de Marcos uma porção que corresponde a aproximadamente 30% de tudo que o nele está escrito se ocupa desses dois temas apenas. A porcentagem nos outros evangelhos não é muito menor. Isso tudo faz perfeito sentido com a afirmação do apóstolo Paulo que encontramos em —

1 Coríntios 15:3—8

3 Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,

4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.

6 Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.

7 Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos

8 e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.    

As narrativas envolvendo a vida do Senhor Jesus, suas obras, seus milagres, assim como seus ensinamentos foram todos considerados secundários diante desse interesse dominante envolvendo sua morte e ressurreição. Todavia os elementos citados logo acima eram fundamentais para a parte final das narrativas que temos nos Evangelhos. Para confirmar o que estamos dizendo, basta pegar qualquer biografia que logo ficará evidente que nenhum autor tratou o biografado do modo como Jesus é apresentado nos evangelhos inspirados pelo Espírito Santo. Os evangelistas não eram homens de literatura nem pretenderam fazer algum tipo de literatura conhecida quando foram inspirados pelo Espírito Santo, a escreverem os Evangelhos. Eles mesmos tinham experimentado uma profunda mudança em suas vidas por meio dos fatos que depois registraram por escrito. Esse fato apenas marca seus registros como completamente diferentes de outras formas literárias, e nunca pode deixar de ser levado em consideração quando discutimos, de forma crítica[2], as origens dos mesmos.

Outro aspecto que devemos notar dentro do escopo que estamos tratando, tem a ver com o fato de que não existem paralelos, nem sequer aproximados, da forma como os evangelhos foram produzidos. Isso impede por completo, qualquer tentativa de comparação padrão utilizada para se analisar e avaliar outras formas literárias. Os Evangelhos são únicos!

No próximo estudo iremos falar dos “Motivos por Trás da Produção dos Evangelhos”.    

CONTINUA...  

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002



INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] A junção de duas letras gama — γγ — como nesse caso tem o som da letra “n”
[2] Isto é, quanto nos dispomos a analisar a origem dos Evangelhos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

EXORTAÇÕES DO NOVO TESTAMENTO PARA AS IGREJAS DE HOJE PARTE 006



Uma das questões mais perturbadoras dos nossos dias é a insistência dos chamados evangélicos em querer defenderem as próprias causas, ao mesmo tempo em que não demonstram nenhum interesse em obedecer aos mandamentos de Deus. A seguir apresentamos alguns mandamentos do Novo Testamento que caíram em completo esquecimento ou desuso por parte dos chamados evangélicos.

VI. Perseverar nas tarefas até completá-las —

2 Coríntios 8:6

O que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também complete esta graça entre vós.

2 Coríntios 8:16—17

16 Mas graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por amor de vós;

17 porque atendeu ao nosso apelo e, mostrando-se mais cuidadoso, partiu voluntariamente para vós outros.

Tito era um dos companheiros de Paulo na obra missionária. Ele era grego de nascimento e era uma das pessoas mais dedicadas ao apóstolo e à pregação do evangelho. Vale à pena ler as passagens sobre sua vida, porque o mesmo nunca deixava de completar as coisas que iniciava. É um belo exemplo para todos nós.




Que Deus Abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO - GÊNESIS 17:15-17 - ESTUDOS 017 E 018 - JOSÉ SE TORNA UM VIAJANTE ERRANTE NOS CAMPOS E CAMPINAS DA PALESTINA



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudos 017 e 018

17. José Se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina.

Gênesis 37:15—16

E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras? Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho? —

Quando Jesus interpretou para os discípulos a parábola do joio – ver Mateus 13:24—30 — Ele lhes disse que: o campo é o mundo — Mateus 13:38. Assim como aconteceu com José, também Jesus, o filho amado de Seu pai — ver Efésios 1:6 — também se tronou um peregrino errante, sem ter sequer uma pedra que pudesse lhe servir de travesseiro – ver Lucas 9:58.
Jesus era um perfeito estranho nesse mundo perdido. Note as tocantes palavras do apóstolo João, que tantas vezes deixamos passar sem nos dar conta da profundidade das mesmas, quando diz:

João 7:53—8:1

53 E cada um foi para sua casa.

1 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras.

Todos aqueles homens com os quais Jesus estava discutindo antes tinham suas próprias casas para onde se dirigiram, mas o Senhor Jesus era um peregrino errante, que costumava dormir no relento, protegido apenas pelas árvores dos bosques do monte das Oliveiras. Enquanto os outros iam para seus lares, Jesus precisava se retirar para as frias encostas dos montes ao redor de Jerusalém. Que possamos nos quebrantar em completa humildade e submissão diante desse que, sendo Deus, abriu mão de tudo par amor das nossas almas perdidas. Como diz o apóstolo Paulo, nunca devemos nos esquecer que:

2 Coríntios 8:9 na NTLH

Porque vocês já conhecem o grande amor do nosso Senhor Jesus Cristo: ele era rico, mas, por amor a vocês, ele se tornou pobre a fim de que vocês se tornassem ricos por meio da pobreza dele.

18. José Procura Seus irmãos Até Encontrá-los.

Gênesis 37:17

Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã.

Quando José chegou a Siquém, descobriu que seus irmãos não estavam mais ali, eles tinha partido. José poderia ter usado esse fato como uma desculpa aceitável para retornar para seu lar e seu amado pai, se não estivesse completamente comprometido com a missão que lhe havia sido confiada. As circunstâncias lhe oferecem a perfeita oportunidade para virar as costas e retornar para seu lar. Mas José não tem nenhuma idéia de voltar para trás. Ele nem pensa em abandonar a missão que seu pai lhe confiou.

O mesmo é verdadeiro acerca daquele de quem José é um tipo. Do princípio ao fim de sua missão nós vamos encontrar Jesus disposto a fazer a vontade de Seu Pai, e buscar e salvar as ovelhas perdidas onde quer que elas pudessem ser encontradas, enfrentando todo tipo de dificuldades. Nada existia que fosse capaz de fazê-lo desistir da missão que o Pai lhe havia confiado. Nenhum perigo, ameaça, falta de apreciação pelo que estava fazendo, nem críticas injustas e mentirosas eram capazes de tirar a coragem que tinha e que o impulsionavam sempre em direção ao alvo, que era qual? Morrer a mais infame das mortes a nosso favor para que nós tenhamos a vida eterna ao lado do Pai no paraíso de Deus. Nenhum tipo de desprezo ou rejeição da parte do seres humanos

Isaías 53:3

Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.

ou o fato de sua própria família pensar que Ele estava louco

Marcos 3:20—21

20 Então, ele foi para casa. Não obstante, a multidão afluiu de novo, de tal modo que nem podiam comer.

21 E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si.

nem mesmo o clamor de Pedro:

Mateus 16:22

“tem compaixão de Ti”

eram suficientes para impedi-lo de buscar satisfazer a vontade de seu Pai. Algumas leituras do Evangelho de João ilustram bem o firme desígnio de Jesus nesse sentido:

João 4:34

Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.

João 5:30

Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.

João 6:38

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.

João 6:39

E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.

João 6:40

De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

Uma palavra lhe havia sido dada por Seu Pai e Jesus não descansaria enquanto não pudesse dizer: Τετέλεσται Tetélestai – Está Consumado — ver João 19:30.

Seguiu José atrás dos seus irmãos — essas palavras resumem, de forma perfeita, a narrativa que encontramos nos quatro evangelhos. O Messias veio a esse mundo e caminhou por três anos pelas poeirentas estradas da Palestina com um único objetivo: procurar e salvar as ovelhas perdidas da casa de Israel:

Mateus 15:24

Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.

Lucas 19:10

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

Quando Cristo entrou na Sinagoga em Nazaré e leu o rolo do profeta Isaías, Seu único propósito era cumprir a Vontade de Seu Pai e libertar seus irmãos da terrível escravidão em que se encontravam

Lucas 4:16—21

16 Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.

17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito:

18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,

19 e apregoar o ano aceitável do Senhor.

20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele.

21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.

Muitas vezes Jesus caminhou pelas margens do Mar da Galiléia acompanhado de grandes multidões ensinando as mesmas, pois eram como ovelhas sem pastor — ver Marcos 6:34; Mateus 14:14. Cristo também esteve em Samaria. Por que? Porque alguns de seus irmãos perdidos estavam ali — Lucas 17:11; João 4:4. Quanto mais lemos acerca de Jesus, mais evidente fica o personagem Jose do Antigo Testamento como um tipo do Senhor. E assim, essa realidade persiste até o dia de hoje: de modo contínuo e incansável o Senhor Jesus continua a nos procurar até nos encontrar. Por quantos anos o Seu amor eterno te seguiu através das montanhas da tua incredulidade? Dos abismos do pecado e dos profundos vales do teu coração endurecido? Mas nem por um instante ele desistiu de você, até que, finalmente te alcançou. E Ele ainda continua a buscar outros, de modo amoroso, intenso, incansável até que se cumpram, por completo, Suas palavras ditas em

João 10:16

Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor.

E os achou em DotãA expressão hebraica דֹתָן Dotan — procede, de acordo com o dicionário de hebraico e aramaico bíblico de Strong, de uma derivação incerta. Ao que parece a expressão está vinculada à ideia de “dois poços” que eram bem característicos daquele local. A cidade de Dotã foi, em tempos posteriores, o local onde habitou o profeta Eliseu — ver 2 Reis 6:12—13. A cidade de Dotã estava localizada a 19 quilometros ao norte de Samaria, que era capital do reino dos judeus localizado no norte do país e chamado de “reino de Israel”.

Alguns intérpretes imaginam que os dois poços são representativos das ideias contidas nas palavras “Lei e Costumes”. Partindo dessa compreensão, muito particular, diga-se de passagem, esses intérpretes alegam que foi exatamente nessas condições que Jesus encontrou seus irmãos: habitando sob a escravidão da Lei e escravos de um mero formalismo religioso. O apoio bíblico para esse entendimento é retirado, principalmente de:

Isaías 28:9—13 — Onde lemos que o desprezo aos mandamentos do Senhor transforma-os em um fardo pesado demais para ser carregado.

9 A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender o que se ouviu? Acaso, aos desmamados e aos que foram afastados dos seios maternos?

10 Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali.

11 Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a este povo,

12 ao qual ele disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir.

13 Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes será preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, se enlacem, e sejam presos.

Comparar, essa situação com a do Novo Testamento em

1 João 5:3

Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos.

Marcos 7:6—9 — Onde Jesus condena duramente os fariseus por “jeitosamente” colocarem de lado os mandamentos de Deus para seguirem suas próprias invencionices.

6 Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.

7 E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

8 Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.

9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.

Infelizmente, meus caros irmãos e irmãs essa é exatamente a mesma situação em que muitos de nós nos encontramos hoje: para alguns seguir a Cristo é um verdadeiro fardo, impossível de ser carregado. Existem tantas “oportunidades lá fora! Já para outros, estamos sempre inventando formas de contornar o que sabemos ser a vontade do Senhor para satisfazer nossos próprios desejos.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 9:61—62 — A PARÁBOLA DA MÃO NO ARADO — SERMÃO 026




Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

Sermão 026

A PARÁBOLA DO DA MÃO NO ARADO

lUCAS 9:61—62

61 Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa.

62 Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.

Introdução

A. Como vimos nos dois sermões anteriores desse contexto, Jesus está iniciando aquela que seria sua última viagem para Jerusalém.

B. Neste início de viagem ele mantém três breves diálogos com três indivíduos que queriam ser seus discípulos.

C. Do primeiro diálogo, nós aprendemos que se queremos seguir a Jesus nós precisamos saber que estamos nos associando com o Filho do Homem em seus aspectos de humildade e rejeição, e temos que saber que da mesma maneira como o mundo odiou o Senhor Jesus, nós também seremos odiados e não aclamados.

D. Do segundo diálogo nós aprendemos que nenhum tipo de pressão social pode se interpor entre nós e o Senhor Jesus. Quando Jesus nos ordena “segue-me” temos que nos mexer e nos envolver na proclamação do Evangelho do Reino.

E. Hoje iremos nos ocupar do terceiro diálogo.

I. O Terceiro Diálogo

Lucas 9:61—62

61 Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa.

62 Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.

A. Como o primeiro candidato a discípulo, esse também se oferece voluntariamente para seguir a Jesus.

B. Mas como o segundo candidato, esse também tem uma pré-condição.

C. Sua pré-condição é: deixa-me primeiro despedir-me dos de casa.

D. A palavra grega aqui traduzida como despedir-me, vem do verbo grego ἀποτάξασθαι apotáxasthai — que significa: “dizer adeus” ou “despedir-se”.

E. É importante entendermos que ao contrário da nossa cultura, no Oriente Médio, quando alguém vai sair de casa ele tem que pedir autorização para fazê-lo da parte daqueles que estão ficando. Somente os que ficam para trás é que realmente podem dizer “adeus”. Aquele que deseja se ausentar precisar ter autorização para fazê-lo.

F. O verdadeiro significado deste texto tem sido obscurecido pelas nossas concepções culturais e pela tradução direta de “despedi-me”.

G. O que o texto nos diz é que esse candidato a discípulos não está somente querendo passar em casa para se despedir dos seus pais. Ele quer passar em casa para conseguir a aprovação dos Pais para seguir ao Senhor.

H. Como os outros dois antes dele, este candidato não quer realmente seguir o Senhor. Ele sabe que seus pais não darão a autorização necessária para ele se envolver em uma empreitada duvidosa. Ele usa os pais como desculpa.

I. De fato, ele considera a autoridades dos pais como sendo superior à do Senhor. Ele está realmente dizendo a Jesus: “É óbvio que a autoridade de meus pais é superior à sua e eu preciso ter a autorização deles para te seguir”.

J. No Oriente Médio a figura paterna é aquela que detém a maior autoridade. Esse é o motivo porque na Bíblia Deus é descrito como Pai — não existe nenhum tipo de machismo nem implícito nem explícito.

K. Para alguém que ouviu a resposta de Jesus a surpresa não poderia ter sido maior. O choque era maior ainda quando se considera que o homem — neste caso Jesus — que esta fazendo a exigência era relativamente jovem!

L. Cristo responde ao pedido do candidato a discípulo com uma parábola da vida agrícola: o ato de arar a terra.

M. O processo de arar a terra naqueles dias envolvia quatro fases distintas:

1. Primeiro, pequenos sulcos era feitos na terra visando segurar a água das chuvas.

2. Mais tarde sulcos mais profundos eram feitos visando drenar a água.

3. Em terceiro lugar acontecia o arado da terra propriamente dito, que visava preparar a terra para receber as sementes.

4. Uma quarta passada acontecia visando cobrir as sementes.
  
N. Todo este processo demandava irrestrita atenção daquele que se envolvia neste processo.

O. A tensão entre a autoridade de Jesus e a autoridade da família é evidenciada pela necessidade de atenção não dividida requerida pela parábola.

P. Quando decidimos seguir a Jesus não estamos tomando a decisão de segui-lo somente aos Domingos. Jesus demanda de nós dedicação absoluta à Sua pessoa. Nosso relacionamento com o Senhor precisa ter precedência sobre quaisquer outros relacionamentos.

Q. Aquele que põe a mão no arado não pode ter sua atenção desviada por absolutamente nada sob o risco de fazer mais estragos do que benefícios a todo o processo.

R. Talvez uma ilustração moderna seja a de alguém dirigindo um veículo. A atenção do motorista não pode ser distraída sob risco de grave acidente.

Conclusão: os ouvintes originais deste diálogo são desafiados a considerar as seguintes verdades:

1. A autoridade de Jesus é absoluta. Mesmo a autoridade da família deve ser considerada como uma distração.

2. As implicações Teológicas são as seguintes:

a. A chamada do Reino de Deus precisa ter precedência sobre todas as outras.

b. Todos aqueles que estão com a atenção dividida são uma força que mais atrapalha do que auxilia e são realmente incompetentes para a missão.

c. Seguir a Jesus, como o trabalho de arar a terra, é uma tarefa estafante que demanda criatividade e dedicação absolutas.

d. Trabalhar para o reino de Deus é o mesmo que servir a Jesus.


OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.