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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 014 - INTRODUÇÕES, BIOGRAFIAS E APARATO EUTALIANO


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Essa é uma série estritamente acadêmica, mas não existe na mesma absolutamente nada que impeça a leitura por todas as pessoas. De fato, queremos incentivar que todos possam ler esses artigos e compartilhar os mesmos com todos os seus contatos, parentes e conhecidos.

ESTUDO 014 — ESCRIBAS E OS MANUSCRITOS QUE PRODUZIRAM — PARTE 006

CONTINUAÇÃO...

II. AUXÍLIOS PRA OS LEITORES DO NOVO TESTAMENTO

D. HIPÓTESE, BIOGRAFIA E O APARATO EUTALIANO

Além do que já temos observado, ainda devemos notar as seguintes práticas adotadas pelos escribas com o intuito de ajudarem os leitores a entender melhor os livros manuscritos do Novo Testamento. Estamos falando das chamadas hipóteses ou introduções, das biografias e também do aparato eutaliano. Vamos analisar cada um desses recursos separadamente.

1. A chamada hipótese ou argumento funcionava como um prólogo ou breve introdução e encontra-se em várias cópias manuscritas dos livros do Novo Testamento. Essa breves introduções forneciam aos leitores informações básicas acerca de quem era o autor do livro, acerca do conteúdo do mesmo e também das circunstâncias em meio às quais o livro tinha sido produzido. A forma e o conteúdo como essas introduções se apresentavam eram, normalmente, convencionais e estereotipadas. Em alguns casos, tais introduções encontradas em cópias manuscritas dos evangelhos são atribuídas ao historiador da igreja cristã, Eusébio. Todavia, devemos deixar claro que, em sua maioria, tais introduções são anônimas.

Depois das heresias introduzidas por Marcião de Sinope, quanto à autoria dos livros manuscritos do Novo Testamento, muitas dessas cópias passaram a incorporar em suas introduções afirmações contrárias a Marcião e seus ensinamentos. Curiosamente, as introduções encontradas nas epístolas de Paulo escritas pelo próprio Marcião, foram adotadas, quase sem alterações, pela Igreja Católica Romana em sua versão da Vulgata Latina.

2. Um segundo elemento que visava auxiliar os leitores diz respeito a uma biografia ampliada dos autores, especialmente dos quatro evangelistas — Mateus, Marcos, Lucas e João. Essas biografias são geralmente atribuídas a personagens pouco conhecidos como Doroteu de Tiro e Sofrônio, que foi patriarca de Jerusalém na primeira metade do século VII.
Diferentes prólogos que incluem notas biográficas acerca dos autores e informações gerais acerca dos evangelhos podem ser encontrados em muitas cópias de manuscritos diversos do Novo Testamento. Algumas dessas notas apresentam coisas curiosas como a citação dos nomes dos doze apóstolos e também dos setenta discípulos mencionados no início de Lucas 10.

3. Quanto ao livro dos Atos dos Apóstolos existem muitas introduções diferentes. Apesar da maioria serem anônimas, muitas são cópias da introdução escrita por Crisóstomo em seu comentário ao livro de Atos. No caso de Atos e das Epístolas existe também um extenso aparato de materiais auxiliares atribuídos a Eutálio de Alexandria.

O chamado aparato eutaliano, também chamado de secções eutalianas traz, além da divisão em capítulos, o seguinte: uma introdução contendo uma extensa biografia do apóstolo Paulo; uma breve afirmação acerca do martírio desse mesmo apóstolo; uma tabela com as citações do Antigo Testamento encontradas nas Epístolas do Novo Testamento; uma lista com os locais onde se pensava que as epístolas tinham sido escritas e uma lista trazendo os nomes das pessoas associadas ao apóstolo Paulo e citadas na introdução de suas epístolas. Não sabemos quanto desse material foi compilado pelo próprio Eutálio — século — e quanto foi agregado depois dele.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS DE COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 001 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 002 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 003 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO — FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 004 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — OS PERGAMINHOS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 005 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — PAPEL E BARRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 006 – arquétipos e autógrafos — parte 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 007 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 008 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 003 – FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 009 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 010 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 011 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 003

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 012 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 004

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 013 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 005

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 014 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 006
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/como-o-novo-testamento-chegou-ate-nos.html

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 015 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 007
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/como-o-novo-testamento-chegou-ate-nos.html

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Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — MATEUS — PARTE 008 - ESTRUTURA - PARTE 002


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Concepção Renascentista do "Chamado de Mateus" - o cobrador de taxas. Obra de Caravaggio.

Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. O EVANGELHO DE MATEUS

G. Estrutura do Evangelho de Mateus — CONTINUAÇÃO.

O Evangelho de Mateus apresenta uma estrutura bem mais elaborada que os outros Evangelhos, o que possibilitou seu uso mais amplo Igreja Primitiva. Por sua estrutura, não é difícil percebermos que estamos diante dum autor que possui uma mente extremamente ordeira como os detalhes a seguir irão deixar claro.

2. O Uso de Grupos Numéricos

Como sabemos Mateus era um coletor de taxas trabalhando a favor do império romano. Sua forma metódica de pensar também pode ser vista em sua capacidade de agrupar várias palavras de Jesus ou eventos ocorridos na vida do Senhor. Seu número favorito é três, apesar dos números 5 e 7 também ocorrerem.[1] Exemplos do agrupamento de três podem ser vistos em:
a. A divisão da genealogia de Jesus em três partes — ver Mateus 1:17.

b. As três tentações sofridas por Jesus — Mateus 4:1—11.

c. As três ilustrações acerca da justiça, as três proibições e os três mandamentos em Mateus 6:1 — 7:20.

d. O agrupamento de três grupos de milagres envolvendo cura, manifestações de poder e restauração em Mateus 8:1 — 9:34.

e. Várias outras instâncias onde Mateus agrupa três parábolas, três perguntas, três orações e três negações.

Devemos insistir que isso não indica que Mateus atribuía qualquer importância simbólica ao numeral 3, mas que tal uso apenas demonstra a forma organizada como sua mente de contador funcionava. Tal uso também distingue Mateus dos outros autores dos evangelhos — Marcos, Lucas e João — pois demonstra a forma metódica como ele organizava seu material. É possível que Mateus ao usar, de forma tão característica o numeral 3, estivesse influenciado pela palavras da Lei de Moisés que afirmava que todos os fatos deveriam ser confirmados pelas palavras e duas ou três testemunhas. Para Mateus a multiplicação do número de testemunhas — cada grupo de três — deveria funcionar como uma verdadeira autenticação do material incorporado.

2. O agrupamento geral do material utilizado

Dentro da narrativa e dos discursos como organizados por Mateus em seu Evangelho é possível percebermos que seu objetivo é ilustras vários aspectos do ministério de Jesus. Desse modo nós podemos observar o seguinte:
a. Mateus 5 — 7 servem para ilustrar os ensinamentos de Jesus.

b. Mateus 8 — 9:34 servem para ilustrar a obra de Jesus.

c. Em Mateus 12:1—45 encontramos vários dos embates intelectuais travados entre Jesus e os fariseus, o que é imediatamente seguido em Mateus 13 por um brupos de ensinamentos em forma de parábolas.

Por detrás desse objetivo consciente não é difícil notarmos uma estrutura bem pensada que é fácil de ser comparada com textos paralelos encontrados nos evangelhos de Marcos e Lucas. Tal habilidade da parte de Mateus resulta numa apresentação sólida e unificada daquilo que ele nos revela em seu material. Uma vez que compreendemos os procedimentos literários de Mateus fica fácil compreender porque seu trabalho não pode ser classificado dentro das categorias conhecidas daquilo que chamamos de biografia. Pelo contrário, a estrutura literária adotada por Mateus tem a intenção de nos fornecer uma visão tão abrangente quanto possível, das múltiplas facetas da vida e do caráter de Jesus.

Uma última palavra acerca do que acabamos de falar: è importante notarmos que nas narrativas envolvendo a chamada paixão Mateus apresenta um alto nível de convergência com o que está apresentando em Marcos e Lucas tanto no conteúdo, quanto na sequência dos eventos. Isso nos faz pensar que no princípio existia uma estrutura relativamente fixa de relatar esses solenes eventos envolvendo a manifestação do Filho de deus entre os seres humanos.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/introducao-ao-novo-testamento-estudo_3.html

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/introducao-ao-novo-testamento-estudo.html

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 001 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 001.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/introducao-ao-novo-testamento-estudo_14.html

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[1] Note os cinco blocos de discursos, os grupos de quatorze — 2x7 — na genealogia de Jesus, as sete parábolas citadas Mateus 13 e os sete “ais” em Mateus 23.

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 003 – INTRODUÇÃO OS EVANGELHOS — OS MOTIVOS QUE LEVARAM ATÉ A PRODUÇÃO DOS EVANGELHOS



Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. OS EVANGELHOS

C. OS MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

Como pretendemos discutir os propósitos que levaram à produção de cada um dos evangelhos de forma independente, quando estudarmos cada um deles especificamente, nosso interesse hoje é tratar dos motivos gerais que levaram à produção de cada um dos quatro evangelhos. Como já tivemos oportunidade de explicar, em outro estudo, o modelo do tipo de literatura representado pelos Evangelhos não existia antes dos mesmos. Eles representam um tipo de literatura exclusiva — chamada de Evangelho — e não devem ser confundidos, em nenhuma hipótese, com o que costumamos chara de biografias, sejam elas:

1. Autobiografias.

2. Biografias escritas por terceiros.

3. Biografias históricas.

4. Biografias romanceadas.

5. Biografias não autorizadas.

6. Etc.

O fator que determinou o surgimento específico desse tipo de literatura — os Evangelhos — foi o fato de que durante o tempo em que os apóstolos estavam vivos e eram capazes de autenticar, eles mesmos, os ensinamentos de Jesus ou acerca da vida e obra de Jesus, não havia necessidade de nenhum material escrito. Mas com o passar do tempo e com a expansão da Igreja, surgiu então a necessidade desses homens — apóstolos — colocarem, por escrito — eles mesmos ou outros guiados por eles — os elementos considerados imprescindíveis para que os seres humanos pudessem entender o esplendor que foi a visita do Deus ETERNO em pessoa a esse nosso mundo.

Uma coisa que precisamos ter sempre em mente é que no Oriente Médio a palavra de boca tinha maior peso e aceitação do que qualquer documento escrito. Por isso, era comum pensar em colocar algo por escrito apenas após o falecimento daqueles que podiam ser considerados testemunhas dos fatos, independentemente da natureza dos mesmos. Nesse sentido, é possível que um considerável número de anos tenham se passado entre os fatos acontecidos durante a vida e o ministério de Jesus e a decisão de colocar tais informações me forma escrita. A questão relativa quanto às datas prováveis em que cada um dos Evangelhos foi escrito será considerada mais adiante, quando analisarmos cada um dos Evangelhos individualmente. Nesse ponto, nós queremos nos dar ao direito de discordar da opinião de alguns estudiosos que gostam de alegar, mas sem provas,  que um período muito longo de tempo, onde a informação foi passada apenas por meio de tradições orais, até que os Evangelhos fossem escritos é necessário. Tal argumento serve para distanciar os Evangelhos de seus verdadeiros autores e atribuí-los a terceiros que não foram testemunhas oculares dos fatos narrados nos mesmos. Mas tal afirmação tola já foi, completamente, desmantelada pelo Dr. John A. T. Robinson da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, em sua ainda não superada obra Redating The New TestamentRedatando o Novo Testamento.[1]

Conforme mencionamos acima, a rápida e gigantesca expansão da Igreja Cristã por toda a Bacia do Mediterrâneo e além, talvez tenha sido o motivo central porque se tornou imperativo produzir narrativas da vida e obra de Jesus antes em vez de mais tarde. Considerando uma situação daquele tempo, nos lemos na introdução do Evangelho de Lucas — que não foi testemunha ocular dos fatos narrados — que antes dele escrever outros já tinham se dedicado a esse trabalho e já existiam registros escritos — provavelmente os Evangelhos de Marcos e Mateus. Todavia, é praticamente impossível determinarmos um ano preciso para a primeira produção dessa nova forma de literatura que chamamos de Evangelhos.

Por outro lado, existem muitos estudiosos que alegam que, uma demora propositada existiu na produção dos Evangelhos causada pelo que se acreditava seria a próxima vinda de Jesus, que nos evangelhos é chamada de:

1. παρουσίαparousía — Presença, Vinda, Chegada ou Advento.

2. ἐπιφάνεια  — epifáneia — Aparição, Manofestação.

3. Ἀποκάλυψις  — Apokálipsis — Revelação ou Ato de Tornar Descoberto ou Exposto.

Caso essa vinda tão imediata fosse mesmo aceita de modo geral, isso seria de fato, um grande desestímulo para qualquer produção literária, especialmente do tipo que encontramos nos Evangelhos. Por outro lado, quaisquer registros acerca da Igreja, só fariam sentido depois que a mesma estivesse estabelecida e tivesse sua perpetuidade garantida. Tudo isso é razoável, é provável, mas não existe nenhuma garantia que esteja certo.  Nós sabemos que algumas Epístolas do Novo Testamente foram produzidas antes dos Evangelhos serem escritos. Além disso, Jesus ensinou, de modo claro, que a sua παρουσίαparousía — Vinda, não aconteceria até que o Evangelho fosse pregado em todo mundo. Diante disso temos que nos perguntar com toda sinceridade: é pouco razoável pensarmos que alguns, muitos ou todos os pregadores não poderiam se beneficiar de registros históricos escritos acerca da vida e da obra do Senhor Jesus Cristo? Desse modo, podemos até inverter o que foi dito acima. A produção dos Evangelhos em vez de ser atrasada por causa da eminência da παρουσίαparousía — Vinda, pode mesmo ter sido incentivada e acelerada por causa dessa mesma vida.

Mas existem outros motivos que podem ser alegados a favor da opção “mais tarde” do que “mais cedo” para a produção dos Evangelhos. Um desses motivos teria sido a escassez e alto custo do material de escrita disponível — não deixe de ler nossa série acerca de “COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS”. Mas esse problema persistiu por muito tempo já que os papiros só foram completamente abandonados no século XI d.C. A decisão acerca disso segue pelo caminho que o estudioso adota acerca de como o material contido nos evangelhos foi compilado. Se o mesmo foi escrito por testemunhas oculares ou por pessoas sob a supervisão e a orientação de testemunhas oculares, então produção dos mesmos aconteceu antes. Mas se o autor — nesse caso desconhecido — teve que ficar juntando pedaços de histórias, de ensinamentos, de curas e etc., então é necessário que a data seja postergada para mais tarde ou, pior, bem mais tarde.

Falemos agora, brevemente, acerca dos motivos principais porque era necessário que os evangelhos fossem escritos, e quanto mais cedo melhor. A necessidade do uso dos mesmos em processos de discipulado deve ser evidente a todos. Sem querer diminuir a importância dada pelos judeus para a comunicação oral, cremos que é difícil aceitar que as pessoas de formação grega — a vasta maioria dos habitantes da bacia do Mar Mediterrâneo — tivessem a inclinação de aceitar algo falado como sendo superior a algo escrito. Não é difícil encontramos provas disso, dentro do próprio Novo Testamento onde Paulo escreve dizendo:

Colossenses 4:12—13

12 Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus.

13 E dele dou testemunho de que muito se preocupa por vós, pelos de Laodiceia e pelos de Hierápolis.

Colossenses 4:16

E, uma vez lida esta epístola perante vós, providenciai por que seja também lida na igreja dos laodicenses; e a dos de Laodiceia, lede-a igualmente perante vós.
    
Junto com as necessidades criadas pelo discipulado, podemos ajuntar as necessidades criadas pela apologética ou defesa da fé cristã, num mundo paganizado ao extremo. Deve ser óbvio que no meio do paganismo as pessoas teriam interesse em conhecer melhor quem havia sido Jesus. Disso surge a necessidade da existência de algum documento que tivesse autoridade suficiente, em si mesmo, para trazer convicção ao coração daquelas pessoas mergulhadas até o pescoço nas mais grossas idolatrias. Daí, a ideia de um registro permanente mais cedo, não parece algo tão distante.

Indo mais além, alguns argumentam que existia também uma necessidade litúrgica que clamava por algum tipo de material escrito acerca da vida, dos ensinamentos e das obras realizadas por Jesus. Independentemente de qual papel essa necessidade tenha realmente tido, o fato é que desde cedo, temos registros — o livro dos Atos dos Apóstolos está repleto deles — da importância de se usar passagens da vida de Jesus tanto na adoração quanto na evangelização. Na Palestina essa necessidade podia ser suprida diretamente pelos apóstolos, mas com a igreja se expandindo velozmente, tornava-se a cada dia mais urgente a necessidade de registros históricos verídicos e que pudessem ser recebidos pela autoridade que possuíam em si mesmos.

Por fim podemos dizer que apesar de reconhecer tanto a necessidade quanto a urgência para a produção de Evangelhos, temos que deixar bem claro que apenas quatro deles foram reconhecidos e aceitos como sendo legítimos e inspirados pelo Espírito Santo. Não tenho certeza de quantos “evangelhos” de mentirinha existem, mas várias dúzias deles foram produzidas. E porque não foram aceitos pela igreja? Porque são fantasiosos, falta-lhes sobriedade, pois narram coisas fantásticas — que tem feito a alegria dos produtores de Hollywood — além de estarem cheios de práticas supersticiosas, de exclusivismo machista — como o afamado Evangelho de Tomé — ou serem simplesmente documentos falsos — como é o caso do recente chamado “Evangelho de Judas” que foi escrito 400 anos depois dos fatos! Esses evangelhos estão classificados ou como apócrifos — que estavam escondidos até serem descobertos — ou como pseudoepigráficos — cuja autoria verdadeira não é a alegada no próprio livro, como acontece com o falso “Evangelho de Judas”, que não foi escrito por Judas, por razões óbvias e sim por um suposto filho dele. Mas não há evidências que Judas foi casado ou mesmo que teve filho ou filhos com alguma mulher. Além disso, está provado que o material é o do século V d. C., ou seja, está distante cerca de quase 400 ou mais não dos fatos que pretende narrar.  Por esses motivos e muito outros que o tempo e o espaço não nos permite discutir aqui e agora, a Igreja Cristã, sabiamente considerou todos eles com sendo espúrios. Mesmo assim, estudiosos como Joachim Jeremias acreditam que sepultados no meio do cipoal representado por esses falsos evangelhos, talvez nos seja possível descobrir alguma frase ou dito original de Jesus que não consta nos evangelhos canônicos. Sirvam-se e fiquem a vontade[2].   

CONTINUA...  

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

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INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002



INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO

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Alexandros Meimaridis

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[1] Robinson, Jonh. A. T. Redating the New Testament. The Westminster Press, Philadelphia, 1988.
[2] Jeremias, J. Unknown Sayings of Jesus. Wipf & Stock Pub., Eugene, 2008.

sábado, 9 de maio de 2015

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 002 – INTRODUÇÃO OS EVANGELHOS — A FORMA LITERÁRIA DOS EVANGELHOS


 

Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos aproveitando a oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

CONTINUAÇÃO...

I. OS EVANGELHOS

B. A FORMA LITERÁRIA DOS EVANGELHOS

Um dos maiores e mais comum de todos os erros cometidos contra os Evangelhos é a ideia canhestra de pensar nos mesmo como se fossem uma “biografia de Jesus”. Eles não são. Os evangelhos que encontramos na Bíblia são uma forma literária que foi desenvolvida pelos próprios evangelistas e não existe nenhum tipo de literatura que se assemelhe ao mesmo, com exceção dos inúmeros falsos evangelhos que tentaram copiar o formato dos originais.

Desse modo podemos afirmar que os Evangelhos que temos no Novo Testamento não são, em nenhuma hipótese, sequer semelhantes aos vários tipos de biografias como conhecemos. Tal realidade não está atrelada, exclusivamente, ao fato de que os Evangelhos bíblicos se concentram num breve período da vida de Jesus. O fator preponderante é que o propósito dominante dos mesmos não é apenas registrar os acontecimentos como fatos. Apesar dos Evangelhos serem, para todos os efeitos históricos, o propósito dos mesmos vai muito além apenas do registro histórico. Por esse motivo, não se trata de nenhum acidente que tal material recebeu o nome de  εὐαγγέλιον euaggélion[1] — evangelho, logo no início da era cristã. Os primeiros cristãos proclamavam o εὐαγγέλιον euaggélion — evangelho, ou Boas Novas, uma mensagem que era e continua sendo desesperadamente necessária.  

Todavia, os primeiros evangelistas não tinham nenhum modelo prévio de um escrito semelhante pelo qual pudessem se guiar. Eles criaram esse formato sob a inspiração do Espírito Santo de Deus. Esse gênero literário — Evangelho — surgiu das exigências da missão de pregação entre os gentios. Os pregadores das primeiras missões cristãs precisavam enfatizar a morte e a ressurreição de Jesus, pois eram esses temas que formavam o núcleo central da mensagem que eles tinham para anunciar. Não deve nos surpreender, portanto, que tanto espaço é ocupado com esses dois aspectos de toda a vida de Jesus, nos evangelhos escritos. No evangelho de Marcos uma porção que corresponde a aproximadamente 30% de tudo que o nele está escrito se ocupa desses dois temas apenas. A porcentagem nos outros evangelhos não é muito menor. Isso tudo faz perfeito sentido com a afirmação do apóstolo Paulo que encontramos em —

1 Coríntios 15:3—8

3 Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,

4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.

6 Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.

7 Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos

8 e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.    

As narrativas envolvendo a vida do Senhor Jesus, suas obras, seus milagres, assim como seus ensinamentos foram todos considerados secundários diante desse interesse dominante envolvendo sua morte e ressurreição. Todavia os elementos citados logo acima eram fundamentais para a parte final das narrativas que temos nos Evangelhos. Para confirmar o que estamos dizendo, basta pegar qualquer biografia que logo ficará evidente que nenhum autor tratou o biografado do modo como Jesus é apresentado nos evangelhos inspirados pelo Espírito Santo. Os evangelistas não eram homens de literatura nem pretenderam fazer algum tipo de literatura conhecida quando foram inspirados pelo Espírito Santo, a escreverem os Evangelhos. Eles mesmos tinham experimentado uma profunda mudança em suas vidas por meio dos fatos que depois registraram por escrito. Esse fato apenas marca seus registros como completamente diferentes de outras formas literárias, e nunca pode deixar de ser levado em consideração quando discutimos, de forma crítica[2], as origens dos mesmos.

Outro aspecto que devemos notar dentro do escopo que estamos tratando, tem a ver com o fato de que não existem paralelos, nem sequer aproximados, da forma como os evangelhos foram produzidos. Isso impede por completo, qualquer tentativa de comparação padrão utilizada para se analisar e avaliar outras formas literárias. Os Evangelhos são únicos!

No próximo estudo iremos falar dos “Motivos por Trás da Produção dos Evangelhos”.    

CONTINUA...  

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002



INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


[1] A junção de duas letras gama — γγ — como nesse caso tem o som da letra “n”
[2] Isto é, quanto nos dispomos a analisar a origem dos Evangelhos.