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terça-feira, 27 de outubro de 2015

PRIMEIRO MINISTRO DE ISRAEL ISENTA HITLER DE PARTE DA CULPA PELO GENOCÍDIO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Merkel-e-Bibi
Ao lado de Bibi, Angela Merkel põe os pingos nos is — AFP

O artigo abaixo foi publicado pelo site da revista Carta Capital.

Netanyahu, o romancista

Enquanto a 3ª Intifada dá seus primeiros passos, Bibi inventa um enredo impossível a respeito do Holocausto
por Gianni Carta —

O premier israelense Benjamin Netanyahu porta-se, aparentemente, como um vencedor: reescreve a história a seu favor. No entanto, usa a retórica distorcida de um líder desesperado diante de mais um conflito nascente: a terceira Intifada, a ameaçar a própria existência de Israel. Até quarta-feira 21, dez israelenses haviam sido mortos por palestinos, a maioria deles esfaqueada.

Por sua vez, 46 palestinos foram abatidos por armas de vigilantes israelenses e de soldados das Forças da Defesa Israelense (IDF). Vinte e cinco dos palestinos tombados teriam atacado um israelense, o resto morreu em conflitos contra o Exército, segundo a versão israelense.

Nunca o comércio de armas esteve tão próspero em Israel, informa a rede de televisão France 24. Por sua vez, em entrevista telefônica a CartaCapital, o professor de Ciências Políticas Magid Shihade, da Universidade da Califórnia, diz: “Essa é a primeira Intifada espontânea, isto é, não ligada a partidos ou a movimentos políticos”.

Mais: “Todos os palestinos estão, pela primeira vez, unidos: aqueles da Cisjordânia, de Gaza, de Jerusalém Leste e da Galileia (palestinos com passaporte israelense desde a formação de Israel, em 1948)”. Em suma, por não ser liderado por uma legenda, o protesto palestino, espontâneo, representa uma ameaça maior: os jovens não querem negociar. “Estão cansados de agressões e expansões territoriais” por parte de Israel em território palestino. As duas anteriores Intifadas aconteceram entre 1987-1993 e 2000-2005.

Na quinta-feira 22, John Kerry, o secretário de Estado americano, voava para Berlim, onde conversaria com Netanyahu sobre como “acabar com a recente onda de violência”. Mais: os EUA ofereceriam apoio “para restaurar a calma o mais rapidamente possível”. Kerry certamente bem representa os EUA e Obama, eleito com a ajuda do lobby judeu, e, antes ainda de viajar para Berlim, deu um puxão de orelhas no presidente palestino Mahmoud Abbas.


Hitler
Hitler
Até apologistas do Holocausto têm dificuldade em aderir à tese de Bibi / Tobias Schwarz/AFPW

Em conversa telefônica, aconselhou Abbas a evitar o uso de “retórica inflamatória”. Só poderia incitar ainda mais violência. De fato, no dia anterior, em encontro na capital alemã com Angela Merkel, Bibi, como é conhecido Netanyahu, havia repetido: Abbas incita a violência de jovens palestinos armados com facas.

O quadro é mais complexo do que aquele pintado pelo premier israelense. A começar pela reconstrução da história do Holocausto. Dias antes do encontro com Merkel, na terça-feira 20, Netanyahu defendeu a seguinte tese no Congresso Mundial Sionista, em Jerusalém: Adolf Hitler foi convencido a respeito da “Solução Final” pelo mufti de Jerusalém, o haj Mohamad Amin al-Husseini. Hitler e Al-Husseini se encontraram, de fato, em novembro de 1941.

Conforme versão romanesca de Bibi, “Hitler não queria exterminar os judeus, queria expeli-los”. Al-Husseini teria então dito a Hitler: “Mas, se você os expelir, eles virão para a Palestina”. A vocação de Bibi é mesmo a ficção e seu talento imaginário alcança o clímax quando conta que o ditador nazista pergunta ao mufti: “O que devo fazer?” Al-Husseini: “Queime-os”. O defensor da raça ariana deu ouvidos ao árabe, Bibi garante, impassível.

Até apologistas do Holocausto têm dificuldade em aderir à tese de Bibi. De saída, a chamada “Solução Final” já havia começado na Lituânia, em julho de 1941. Dois meses mais tarde, 33 mil judeus foram mortos, em 48 horas, pelos nazistas. A carnificina na Ucrânia deu-se nos subúrbios de Kiev. O encontro entre Hitler e Al-Husseini não teve impacto algum no Holocausto. Sim, o mufti era antissemita e não queria perder seu território. Mas a “Solução Final” foi uma estratégia pensada e implementada por Hitler.

A ficção de Netanyahu não convenceu sequer importantes figuras de Israel. O presidente Reuven Rivlin foi categórico: “Foi Hitler quem causou um sofrimento infinito em nossa nação”. Já o líder da oposição, Isaac Herzog, escreveu na sua página do Facebook: “Esta é uma distorção histórica perigosa, e exijo de Netanyahu que a corrija imediatamente, pois minimiza o Holocausto, o nazismo, e o papel de Hitler no terrível desastre de nosso povo”.

Ademais, acrescentou, Netanyahu, filho de historiador, não pode derrapar de tal forma. Mas Herzog não explicitou os dois objetivos de Bibi. Primeiro: criar novos amigos, os alemães, aliviados, nos sonhos do premier, por não terem sido os únicos responsáveis pelo Holocausto. Segundo objetivo: fomentar a islamofobia na Europa.

Netanyahu perde sua destreza política. Em uma coletiva à imprensa ao lado de Bibi, Merkel disse em Berlim, na terça: “Somos responsáveis pelo Holocausto”. O porta-voz de Merkel havia dito antes, em outra coletiva: “Falo em nome do governo alemão, e posso dizer que todos nós, alemães, conhecemos precisamente a história do fanatismo racista e assassino dos nacional-socialistas, que levou à ruptura com a civilização e à Shoah”.

Seria o caso de especular se os israelenses não estariam em busca de uma narrativa islamofóbica, como aquela antijudaica na Segunda Guerra Mundial. Faria sentido após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Reuven-Rivlin
O próprio presidente de Israel diz: o vilão monstruoso é mesmo Hitler / Michal Cizek/AFP

A guerra entre Israel e a Palestina desenrola-se também nas redes sociais. O ministério israelense do Exterior postou um vídeo de 24 segundos intitulado: “O que o Terror Palestino e o Estado Islâmico têm em comum?” No vídeo, exibem-se somente as atrocidades cometidas pelos palestinos.
Magid Shihade retruca: “A propaganda israelense quer enquadrar a questão palestina em um conflito religioso, e não como o resultado de um regime baseado em um colonialismo político que não permite a coexistência igualitária entre árabes e israelenses”. 
Em uma coluna do diário israelense Haaretz, Amira Hass concorda com Shihade. A mídia e as redes sociais criaram, em Israel, um inimigo: o “terrorista árabe”. Todos terroristas. A repórter da France 24 diz: “Israelenses não confiam em árabes, e vice-versa”.
Vigilantes israelenses armados com armas de fogo contra palestinos com facas. Os palestinos precisam ser “neutralizados”. Mas quais são as provas de que o palestino morto era um terrorista? E como comparar um “terrorista palestino” a um 
jihadista do Estado Islâmico?
O professor Shihade explica: “Na verdade, quem apoia o EI é Israel”. O motivo? Entre outros, o EI luta contra o Hezbollah, o movimento libanês xiita a apoiar o presidente sírio Bashar el-Assad (com o apoio do Irã).
Sem contar outros movimentos radicais perigosos para Tel-Aviv. Viva a hipocrisia, diz Shihade: “O título do vídeo do ministério israelence deveria ser: ‘O que o EI e Israel têm em comum?” Shihade conclui: “A terceira Intifada já começou”. 

O artigo original poderá ser lido por meio desse link aqui:

http://www.cartacapital.com.br/revista/873/netanyahu-o-romancista-1840.html

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terça-feira, 14 de abril de 2015

COMO VIVEM OS PALESTINOS SOB A OCUPAÇÃO MILITAR ISRAELENSE


Israel 
Sob o governo de Benjamin Netanyahu não haverá Estado Palestino

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista Carta Capital.

Como é ser árabe sob a ocupação israelense?
"Life in Occupied Palestine", textos de um jornal acadêmico reunidos em livro disponível grátis por meio do Project Muse, retrata o sofrimento de um povo

Por Gianni Carta

Sob o governo de Benjamin Netanyahu não haverá Estado Palestino. Eis a principal promessa do premier israelense durante a campanha que o levou à sua quarta vitória consecutiva nas eleições legislativas de 17 de março. Saibam os mal informados a respeito de Netanyahu, agora com 65 anos, que ele jamais levou a sério “a solução de dois Estados”. E, a quem ignora as brutalidades perpetradas por Israel contra os palestinos, recomendo Life in Occupied Palestine, em Biography, publicação trimestral da Universidade do Havaí. O volume, publicado na primavera de 2014 e editado por Cynthia Franklin, Morgan Cooper e Ibrahim G. Aoude, “está disponível gratuitamente através do Project Muse, na internet, e cópias impressas também estão à disposição”, conforme Franklin esclarece.

Trata-se de uma compilação de textos edificantes para interessados em saber mais sobre as atrocidades israelenses, e também para estudiosos do tema. Life in Occupied Palestine oferece uma visão ampla, por dois motivos. Primeiro, os artigos são redigidos por acadêmicos de diferentes áreas e, portanto, com distintas abordagens e percepções da Palestina. Segundo, os autores têm diferentes origens e nacionalidades. Resultado: a edição especial torna-se um debate multicultural sobre a Palestina.

Magid Shihade, cientista político da Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, relata “como o Estado colonial israelense interrompeu, de forma sistemática, a mobilidade, a memória e a identidade local e regional dos palestinos em Israel em geral”. Shihade estrutura seu artigo em torno de dois piqueniques, realizados em 1962 e 1972, nas cercanias do vilarejo de Kafr Yassif, colonizado em 1948. O acadêmico nos sustenta que “os governantes britânicos coloniais”, e principalmente os EUA, traíram a Palestina ao “entregá-la” aos sionistas. “Armados e financiados por diferentes países ocidentais, (os sionistas) destruíram todos os centros urbanos erguidos pelos palestinos antes de 1948.” Mais: “Deslocaram cerca de 84% da sociedade palestina, e arrasaram centenas de vilarejos e cidades”. O texto de Shihade aborda temas como a alienação, o medo, o racismo. E a transformação de povoados árabes de dimensões diversas em guetos.


Refaat R. Alareer, professor de Literatura Mundial na Universidade Islâmica em Gaza, conta como palestinos aprendem sobre o passado e a cultura com idosos em suas famílias. Os temas, aliás, “vão muito além do entretenimento”. Cynthia Franklin, professora de Inglês na Universidade do Havaí, diz ser favorável à “urgente necessidade de acabar com a colonização de Israel, a limpeza étnica e ocupação da Palestina”. Já a co-editora americana Morgan Cooper, residente há mais de uma década em Ramallah, onde é proprietária do Café la Vie, diz ter crescido “em uma sociedade onde o sionismo parecia ser um senso comum”. Por isso, levou um longo tempo “para juntar as peças e identificar o que estava errado”.

Life in Occupied Palestine tem esse objetivo: o de “desafiar a narrativa sionista” de acontecimentos na Palestina reportados (ou não quando antissionista) pelo The New York Times e outras dominantes plataformas midiáticas neoliberais dos EUA e fontes israelenses (...)”, resume Franklin. E é preciso acrescentar que, com raras exceções, a mídia ocidental é pró-Israel.

Franklin observa como Tel-Aviv lançou uma operação militar para encontrar três estudantes yeshivá, supostamente sequestrados em Hebron, em junho de 2014, pelo “grupo terrorista árabe” Hamas, o partido eleito diretamente, e a governar a Faixa de Gaza desde 2007. O Hamas tem um braço armado, visto que a faixa encontra-se sitiada pelos israelenses, e é considerada a maior prisão do mudo.

Em busca dos três estudantes na Cisjordânia, as Forças de Defesa de Israel (IDF, em inglês) invadiram universidades, cidades, aldeias. Seis palestinos perderam a vida. A invasão da Cisjordânia precedeu a guerra contra Gaza, no verão de 2014. Netanyahu retaliou por duas razões iniciais. O objetivo-mor era eliminar o Hamas, acusado de ter sequestrado e matado os três estudantes na Cisjordânia. E de haver lançado foguetes Qassam contra território israelense. No entanto, investigadores independentes informaram que o Hamas não havia organizado e realizado o sequestro, que resultara na morte dos estudantes. Os autores do sequestro e do lançamento de foguetes foram grupos radicais de Gaza, que consideram branda a ação do Hamas.

Netanyahu deslocou a atenção de seus compatriotas, e da mídia global, para os túneis construídos pelo Hamas para lutar contra as tropas da IDF em Gaza e em Israel. Os túneis também destinam-se inclusive a armazenar armas, e contrabandear produtos não permitidos para os palestinos. Os israelenses destruíram 40 túneis, mas vários permanecem intactos. As disparidades em termos de baixas entre os israelenses, a maioria soldados, e os palestinos são enormes. Durante a guerra de Gaza, de 50 dias, mais de 2,1 mil palestinos morreram. A grande maioria civis. As baixas israelenses são 66 soldados e civis.

Franklin diz a CartaCapital: “A melhor esperança é a de obrigar o governo israelense a respeitar o direito internacional, de acordo com o movimento BDS, isto é, Boicote, Desinvestimento e Sanções”. Cooper, por sua vez, aplaude a resistência armada a uma ocupação “ilegal e imoral”. Um fato trágico a marcou para sempre: viu um menino palestino de 15 anos de idade ser queimado vivo por soldados israelenses. “A ocupação militar israelense e a colonização da Palestina são ilegais e imorais”.

*Reportagem publicada originalmente na edição 845 de CartaCapital, com título "Ser árabe sob o tacão de Israel" que poderá ser vista por meio desse link aqui:



O artigo original Life in Occupied Palestine poder ser lido ou baixado por meio desse link aqui

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

AS SANDICES ISRAELENSES NÃO TÊM FIM



Após decidir construir seu próprio “muro da vergonha”, criando com isso uma verdadeira situação de apartheid, ficamos pensando até onde pode chegar o nível de estupidez de um ser humano pensante.

Depois de invadir a terras palestinas e mantê-las sob uma pesada e genocida ocupação por mais de quarenta anos, o governo de Israel vai aos extremos da imbecilidade para manter o povo judeu — considerado superior a todos os outros povos — dos “animais” palestinos — forma como costumam se referir aos seres humanos palestinos. Note na foto abaixo o contorcionismo praticado pelos construtores israelenses do “muro da vergonha” para se isolarem de uma única casa, pertencente a uma família palestina. Preste bastante atenção na foto: a casa dos palestinos está à esquerda na foto cercada pelo “muro da vergonha” por três lados!

IsraelWall-27-Anastas-home-Bethlehem.jpg

Agradecemos à Seattle Mideast Awareness Campaign (seamac.org) que por meio de fotos originais como essa nos ajuda a entendermos um pouco melhor aquilo que o Estado racista de Israel — nem todos os judeus são racistas e nem concordam com o “muro da vergonha”, que fique bem claro — está fazendo acobertado pela mídia internacional que não divulga quase nada sobre o “muro da vergonha”.

Que Deus se compadeça desses brutais imbecis e lhes um pouco de coragem para se olharem no espelho até entenderem que também são apenas seres humanos ou, como dizem as Escrituras Sagradas:

Gênesis 3:19
No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

RÉPLICA DO MURO DA VERGONHA DE ISRAEL CAUSA MAL-ESTAR EM LONDRES

A copy of Israel’s security barrier at St James’s Church (Photo: Charlotte Oliver)

Uma cópia da barreira de segurança de Israel construída pela Igreja St. James’s Church em plena Londres

O artigo abaixo foi publicado pelo site do The JC.com — The Jewish Chronicle On Line — e é de autoria de Charlotte Oliver

IRA SOBRE A RÉPLICA DO MURO DE SEGURANÇA DE ISRAEL

Por Charlotte Oliver.

A embaixada israelense acusou a Igreja de St. James’s localizada em Piccadilly de tentar “incitar as pessoas contra Israel e os israelenses”, ao descortinar para o público uma réplica do massivo muro de separação que Israel está construído na região da Cisjordânia e nas imediações de Jerusalém.
Alguns oficiais da Embaixada de Israel estavam na lista de palestrantes do festival “Desembrulhando Belém”, evento patrocinado pela igreja.

Tal evento inclui comédia, música e uma “Festa Belemita” preparada pelos consagrados Chefes de Cozinha Yotam Ottolenghi and Sami Tamimi. Mas a Embaixada de Israel resolveu retirar seu apoio ao evento depois de grandes protestos feitos por organizações judaicas.

Em um documento dirigido para a Igreja Anglicana, um porta-voz da embaixada disse: “Nossa intenção sempre foi a de manter um diálogo aberto com instituições religiosas, e é raro recusarmos qualquer tipo de convite.

Entretanto, nós temos acompanhado de perto os eventos envolvendo “Desembrulhando Belém” durante os últimos dias e chegamos à conclusão definitiva que esse não é um evento cujas intenções são de aprofundar o entendimento ou promover a reconciliação.

De acordo com a embaixada, o evento “tem provado ser discriminatório que, infelizmente não faz nada para aproximar os dois lados. Portanto, participar nesse evento, seria um desserviço para centenas de israelenses, judeus e cristãos que foram assassinados em atos de suicídio que a barreira está sendo construída para tentar impedir que aconteçam.

O Sr. Jonathan  Arkush, membro da diretoria dos representantes da embaixada disse que as ações da Igreja são um modelo pobre de relações interconfessionais, e altamente preconceituosas contra Istreal.

De acordo com a igreja, o festival foi organizado como uma resposta ao Documento Kairos de 2009, convocando os cristãos ao redor do mundo para ajudar na luta dos cristãos palestinos.

“Algumas pessoas estão profundamente comovidas e agradecidas” disse o diretor da igreja. Mas existe uma minoria muito vocal e também bastante hostil que nos acusa de um monte de coisas que não somos.

“Isso não é ainti-israel. Trata-se de discutir posições em vez de tomar lados”.


A replica da vergonhosa parede que se eleva a oito metros de altura foi colocada na frente da igreja que existe por 350 anos.


O artigo original poderá ser lido por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

Note o arame farpado do lado de dentro do muro e a pista asfaltada. Do outro lado uma estrada de terra batida

O muro construído por Israel — ver fotos abaixo — já foi condenado por reconhecidas organizações mundiais como sendo, na prática, a implantação de um estado de apartheid.

A embaixada de Israel em Londres é muito cara-de-pau ao comparar os atentando suicidas — o último foi em 2008 — com os atuais massacres diários contra a população palestina forçada a viver sobre a ocupação das Forças de Destruição de Israel — IDF — por quase 50 anos consecutivos.

A verdade sempre incomoda e, quando a Igreja decidiu construir uma réplica do tal muro de separação com seus oito metros de altura, somente então os ingleses tiveram uma ideia apropriada do que trata tal muro da vergonha.

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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O ESTADO MODERNO DE ISRAEL É O HERDEIRO DAS PROMESSAS FEITAS NO ANTIGO TESTAMENTO?



Existe um grupo de cristãos que está perdidamente apaixonado pelo moderno estado de Israel. São os chamados cristãos sionistas. Sua contrapartida entre os chamados judeus, são os judeus sionistas.


Crianças Mortas em Gaza- Foto The New York Times

Nesses dias de carnificina em Gaza, essas pessoas que se dizem cristãs estão vindo da forma mais despudorada possível defender sei ídolo Israel, contra todas as evidências daquilo que é ensinado por Jesus e pelo Novo Testamento. Essas pessoas não entendem que as promessas do Antigo Testamento só possuem uma forma de cumprimento: ou elas se cumprem no povo de Israel, o povo que rejeitou seu Messias e que escreveu aleivosias contra ele que não são nem nem dignas de serem publicadas, ou se cumprem plenamente em Cristo Jesus. Não existe uma terceira alternativa.

Esses grupos têm em comum a crença de que o moderno estado de Israel representa tanto o herdeiro das promessas do Antigo Testamento quanto aquele que é referido como “Israel” no Novo Testamento. A intenção dos judeus sionistas é dominar toda a faixa de terra que vai “desde o rio Eufrates até o rio do Egito” conforme a promessa feita pelo Deus Eterno a Abrão. Para eles a promessa ainda vale, mas as obrigações que vão junto com as promessas não. Para os sionistas cristãos o Estado moderno de Israel tem um papel fundamental nos eventos dos “últimos dias”. Eles acreditam que, quanto pior a situação na Palestina, melhor para o “processo de aceleração” referente ao retorno de Jesus. Mas apesar destas expectativas estarem amparadas, de modo alegado, em referências bíblicas, a pergunta que temos que fazer é: Existe mesmo qualquer fundamento bíblico nestas alegações?

Nossa resposta precisa levar em conta que os sionistas, de todos os matizes, costumam ler o Antigo Testamento ignorando o que está escrito no Novo Testamento. Os judeus ignoram por completo aquilo que está escrito no Novo Testamento – a pregação do Evangelho continua sendo vista como verdadeiro escândalo. Já os cristãos sionistas valorizam apenas os trechos que fazem referência a “Israel” e entendem tal referência como específica ao moderno Estado de Israel, fundado em meados do século XX. O resto, que possui profundas implicações sobre as promessas que encontramos no Antigo Testamento, de modo especial, aquelas que tratam dos descendentes de Abraão e da posse da terra da Palestina, é ignorado por completo.

Será que estamos diante da mais pura ignorância ou de uma agenda política pré-estabelecida onde aquilo que o Novo Testamento ensina é considerado como insignificante?

Nós próximos dias pretendemos discutir vários aspectos desta questão.

Enquanto isso sugerimos a todos os nossos leitores que assistam aos vídeos alistados abaixo onde o pastor Stephen Sizer apresenta um a sólida explicação acerca do início do sionismo e como o mesmo está agora influenciando boa parte do povo chamado evangélico no Brasil, especialmente por causa da absurda dependência que temos da teologia enlatada e importada dos Estados Unidos da América. A série do pastor sSzer poderá ser vista por meio dos links abaixo:

SIONISMO CRISTÃO POR STEPHEN SIZER

OS VÍDEOS TÊM ÁUDIO EM INGLÊS MAS TAMBÉM TÊM LEGENDAS EM PORTUGUÊS, ASSIM A MAIOR PARTE DOS NOSSOS LEITORES PODERÃO APROVEITAR BEM OS MESMOS.

PARTE 001

PARTE 02

PARTE 03

PARTE 04

PARTE 05

PARTE 06

PARTE 07

PARTE 08
https://www.youtube.com/watch?v=sGiMP2F_0KM

Como uma prova concreta daquilo que escrevemos acima e do que foi dito pelo pastor Sizer em seus vídeo, a existência de uma defesa do Estado moderno de Israel com base nas promessas do Antigo Testamento, oferecemos ao leitor o link para o vídeo abaixo onde o Senhor Silas Malafaia, por meio de sua forma peculiar de enganar as pessoas, faz tal apologia do Estado de Israel, justificando o genocídio, enquanto diz que não quer a guerra e etc. Mentiras, mentiras, como sempre. O vídeo do mala poderá ser visto por meio desse link aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=ZBdZJEn6g_U

PARA AQUELES QUE ACREDITAM, COMO O SILAS FAZ,  QUE O ESTADO MODERNO DE ISRAEL PODE FAZER QUALQUER REIVINDICAÇÃO SOBRE A TERRA DA PALESTINA COM BASE NO DIREITO DIVINO PARA POSSUIR A MESMA, RECOMENDAMOS A LEITURA DO EXCELENTE ARTIGO ESCRITO PELO PASTOR JONH PIPER E QUE PODE SER ACESSADO POR MEIO DESSE LINK AQUI:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/07/john-piper-fala-do-atual-conflito-entre.html

Além disso, o leitor também poderá se beneficiar da leitura de nossos outros artigos acerca da nação de Israel:

OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL





























http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/10/biblioteca-digital-de-manuscritos-em.htm

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

EDITORIAL DO HAARETZ CONDENA ÓDIO JUDEU CONTRA OS PALESTINOS


Foto do jovem palestino Mohammed Khdeir assassinado por seis judeus

O material abaixo é um editorial do Jornal Israelense Haaretz. Isso que dizer que não se trata da opinião de algum jornalista e sim da posição oficial do jornal. O editorial foi escrito no dia 9 de julho, ainda quando o Estado “democrático” de Israel impunha uma severa censura aos meios de imprensa e os ataques à Cisjordânia estava ocorrendo com a prisão de mais de 600 palestinos e a morte de cerca de 40 pessoas, incluído mulheres e crianças. O genocídio que está sendo perpetrado contra Gaza ainda não tinha começado, no qual Israel já efetuou mais de 900 ataques e matou mais de 100 pessoas, a maioria mulheres e crianças. Enquanto isso, nenhum judeu perdeu sua vida desde que os ataques de Israel tiveram início.  Segue o texto do Haaretz:

O ÓDIO QUE OS JUDEUS TÊM DOS ÁRABES PROVA QUE ISRAEL PRECISA PASSAR POR UMA REVOLUÇÃO CULTURAL

Sem uma revolução baseada em valores humanistas, a tribo judaica não será digna de possuir seu próprio estado.

Haaretz Editorial

Não existem palavras para descrever o horror alegadamente feito por seis judeus — ver outra notícia por meio desse link aqui: http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/1.603317 — contra Mohammed Abu Khdeir de Shoafat. Apesar da censura imposta sobre a imprensa que nos proíbe de fornecer detalhes desse terrível assassinato e de revelar as identidades dos alegados assassinos, a narrativa feita pela família do jovem Abu Khedeir — segundo a qual o jovem foi queimado ainda vivo — é suficiente para horrorizar qualquer mortal. Qualquer um que não esteja satisfeito com essa descrição poderá assistir o filme de horror no qual membros da polícia de fronteira do Estado de Israel espancam brutalmente o jovem Tarik Abu Khdeir, que era primo do jovem assassinado por meio desse link aqui: note que o vídeo é brutal e não recomendável para crianças


A polícia de Israel foi rápida em qualificar os assassinos como “extremistas judeus” querendo dizer com isso, que eles não são parte do rebanho e sim pessoas estranhas como “sementes selvagens”. Essa é a forma que a polícia de Israel procura justificar um pecado, ou tenta transformar o que é “kosher em vermes”. Mas o verme é enorme e tem muitas patas. O verme dominou os soldados e outros jovens israelenses que tomaram de assalto as mídias sociais com muitos clamores por vingança e com manifestações de ódio contra os árabes. O verme foi bem recebido pelos membros do parlamento — Knesset —, pelos rabinos e por figuras públicas que exigem vingança. O verme não deixou de infectar nem o próprio primeiro ministro, que declarou o seguinte: “Vingança por meio do sangue de uma pequena criança, que Satanás ainda não criou”.

Os assassinos de Abu Khdeir não são “extremistas judeus”. Eles são os descendentes e os construtores de uma cultura de ódio e vingança que é nutrida e fertilizada pela direção do “Estado Judeu”: Estado esse para o qual todo árabe é um inimigo terrível, apenas porque é árabe; são esses que se calaram durante os jogos Beitar em Jerusalém enquanto um grupo de fãs judeus gritava “morte aos árabes”, para os jogadores árabes; são esses que clamam por uma limpeza étnica do Estado de Israel de sua minoria árabe, ou no mínimo a expulsão dos mesmos de suas casas e das cidades dos judeus.

Não menos culpados pelo assassinato do jovem palestino são todos aqueles que não paralisaram, com mão de ferro, a violência praticada pelos soldados israelenses contra civis palestinos e que deixaram de investigar tais crimes sob a alegação de “falta de interesse do público pela questão” O termo “extremistas judeus” realmente parece mais adequado para uma minoria de judeus que ainda estão em estado de choque e horrorizados por esses atos de violência e assassinato. Mas eles também reconhecem, infelizmente, que também pertencem a uma rancorosa e vingativa tribo de judeus cuja licença para praticar atrocidades está baseada nas atrocidades que são cometidas contra ela.

Processar os assassinos já não é algo suficiente. É necessário que exista uma revolução cultural em Israel. Os líderes políticos e militares de Israel precisam reconhecer essa injustiça e fazer o que é certo. Eles precisam educar a próxima geração, pelo menos com valores humanistas e incentivar uma discussão pública que seja mais tolerante. Sem que isso aconteça, essa tribo de judeus nunca será digna do Estado de possuir seu próprio Estado.

© Haaretz Daily Newspaper Ltd. All Rights Reserved

FIM DO EDITORIAL DO JORNAL HAARETZ

O artigo original do Haaretz poderá ser visto por meio desse link aqui:


Todos os comentários, especialmente os que são fruto de ódio, devem ser dirigidos diretamente para o site do jornal israelense Haaretz por meio do seguinte link:


O fato desse editorial ter sido escrito antes do início da ofensiva contra Gaza torna o mesmo ainda mais emblemático.

Abaixo duas fotos de Tarik Abu Khdeir antes e depois de ser brutalmente espancado conforme o vídeo acima:

Tariq Khdeir

O mais curioso disso tudo é que esse jovem palestino é também cidadão estadunidense. Mas os Estados Unidos, como sempre, se mantêm calados enquanto o genocídio corre solto em Gaza e na Cisjordânia. Aliás acabaram de passar legislação apoiando o direito de Israel se defender de foguetes que não matam ninguém cometendo um verdadeiro massacre genocida contra a população palestina.

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