Mostrando postagens com marcador Sujeição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sujeição. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de maio de 2015

JOÃO 17:15 - ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO POR AQUELES QUE SÃO SEUS — PARTE 2



Essa é série de estudos baseada em João capítulo 17 que é conhecido como: “A ORAÇÃO SACERDOTAL DE CRISTO” a favor de todos os seus discípulos de todas as épocas. É um estudo bastante aprofundado de João 17 e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos. 


CONTINUAÇÃO...

II. O Senhor Jesus ora para que os crentes sejam guardados tanto do Mundo quanto do Diabo.

João 17:15

Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.

A. Jesus esclarece sua oração a nosso favor: “Não peço que os tires do mundo”

Esta passagem nos ensina que estamos neste mundo porque essa é a vontade de Deus. Muitas das tentações, das provações e dos problemas que enfrentamos, não são, necessariamente, fruto de nossas próprias faltas. Deus tem um propósito para cada um de nós que Ele permite viver neste mundo.

Nós não podemos, em nenhuma hipótese, ver as provações e as tentações que nos sobrevêm, como uma indicação de que Deus não nos ama. Por outro lado nós também não podemos ver nestas coisas — tentações e provações — estarmos sendo castigados por algum pecado que tenhamos cometido! Deus pode, simplesmente, estar querendo nos ensinar como receber sua graça para uma situação específica ou em como resistir a uma tentação ou ainda como viver graciosamente no meio de uma tribulação.

A maioria dos crentes enxerga os problemas que enfrentamos nesta vida como males desnecessários. Todas as vezes que nossa ótica for essa nós vamos nos encontrar “chiando, murmurando, reclamando e até mesmo acusando Deus” pelos males. Quando não aceitamos a vontade de Deus acabamos nos tornando “neuróticos”, pois desejamos fazer com que as situações se comportem de modo a satisfazer nossos desejos pessoais.

1. Deus tem nos deixado neste mundo por várias boas razões.

A. Deus quer que saibamos distinguir entre o bem e o mal —

Hebreus 5:14

Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.

B. Deus quer que saibamos receber Sua graça e sabedoria para enfrentarmos as tentações e as dificuldades espiritualmente —

II Coríntios 12:7—10

7 E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.

8 Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.

9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.

10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.

C. Deus quer que saibamos distinguir que coisas nos são trazidas por Deus e que muitas coisas chegam a nos são trazidas pelo inimigo —

Tiago 4:7

Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

2. A razão deste pedido iluminada – “...os guardes do mal”.

A referência ao “mundo” nesse contexto da oração sacerdotal de Jesus se relaciona com a cultura ao nosso redor que tem sido desenvolvida por incrédulos (não crentes) sob a direção de Satanás – o deus deste século ou mundo –

Efésios 2:2—3

2 Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3 entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Nossa cultura reflete, de forma particular, nossas prioridades pecaminosas, nossos alvos equivocados, nosso egoísmo e nossa sociedade fortemente baseada em sensualidade e cobiça –

1 João 2:15—17

15 Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele;

16 porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.

17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

3. Esta visão não bíblica da vida no mundo, constitui-se em uma ameaça dupla para todos os crentes:

Quando vivemos como o “mundo” a palavra de Deus é sufocada.

Mateus 13:22

O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.

Essa condição trágica tem se tornado a característica de cada um de nós em maior ou menor grau! É impossível querermos viver de acordo com o mundo e não colhermos a resultante falta de poder que esta atitude produz em nossas vidas. Isto se relaciona, basicamente, a três áreas das nossas vidas: nosso dinheiro, nosso tempo e nosso empenho. Todas as vezes que nos concentramos em uma prioridade errada nós falhamos miseravelmente em nos concentrar em outra prioridade mais valiosa. Quando agimos assim nós desobedecemos ao Deus da Bíblia e nos tornamos infrutíferos naquela área específica.

a. Quando vivemos como o mundo nos tornamos egoístas.

b. O egoísmo é a característica maior da vida vivida para e pelo pecado —

1 João 2:16

Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.

c. Esta falha de caráter é a característica maior de cada ser humano.

d. Os crentes podem e muitas vezes são puxados para este padrão de vida mundano. Isto acontece quando somos ignorantes acerca da vida cristã e da Bíblia, ou quando adotamos lentamente as prioridades erradas ou quando somos seduzidos pela influência de pessoas que são importantes para nós.

3. O Conteúdo e o significado da oração de Jesus.

a. Esta oração não ensina que o crente está imune de tentações.

b. Esta oração não ensina que o crente não pode ser seduzido profundamente pelo mundo, com todas as devastadoras consequências que isso produz especialmente no campo da frutificação — dar frutos como cristão.

c. Esta oração ensina que sabedoria e poder divinos estão disponíveis para os crentes e que não precisamos, necessariamente, sermos engolidos pelas tentações e pelo mundo. Nós podemos optar por receber socorro e viver livre da opressão deste sistema que a Bíblia chama de mundo —

1 Coríntios 10:13

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.

d. Essa oração ensina que — mesmo que o crente caia — o mundo e o mal não obterão vitória definitiva contra ele. O crente pode arruinar sua vida cristã tendo as prioridades erradas e os alvos errados, mas em nenhuma hipótese ele será definitivamente “capturado” pelo mundo ou pelo diabo.

III – O Senhor Jesus ora para que os crentes tenham a Sua alegria.

João 17:13

Mas, agora, vou para junto de ti e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos.

A. A ocasião em que a oração foi feita — Os crentes, objeto da oração, estavam vivendo no mundo e enfrentando dias difíceis.

1. O Senhor Jesus é compassivo e se preocupa com aqueles que são seus. Ele sabe o quão difícil será viver a vida cristã de forma genuína. Enquanto estava com eles, Jesus os protegeu diretamente do antagonismo que tinham que enfrentar. Mas agora o Senhor estava partindo, e com exceção da provisão do Espírito Santo, eles iriam, em breve, experimentar toda a brutalidade da perseguição e intolerância religiosas. O Senhor Jesus ora por eles.

2. A presença do Espírito Santo na vida dos crentes era de primordial importância. Através da presença do Espírito Santo seria possível experimentar uma comunhão profunda com a alegria — gozo — do Senhor. Esse benefício espiritual serviria para fortalecê-los, guardá-los em tempos de tentações e prover a motivação que eles precisariam para obedecer com determinação a palavra de Deus.

   B. A provisão contida em Sua oração “...e isto falo...”

1. Essa expressão “e isto falo” se refere a todo o conteúdo encontrado em João 14 a 16.

a. Nós podemos ter alegria — porque o Senhor Jesus iria enfrentar e vencer a cruz e depois iria para o Pai para preparar um lugar para nós — João 14:1—11.

b. Nós podemos ter alegria — porque o Senhor Jesus prometeu enviar o Espírito Santo — João 14:12—20.

c. Nós podemos ter alegria – porque nós estamos unidos ao Senhor Jesus como os ramos estão unidos com a vinha ou parreira — João 15:1—11.

d. Nós podemos ter alegria — porque agora nós podemos orar diretamente ao Pai no nome do Senhor Jesus — João 16:15—24.

e. Nós podemos ter alegria — porque, através do dom — presente — da vida eterna nós podemos ter comunhão hoje e por toda eternidade com o Pai e com o Senhor Jesus —João 17:1—3.

f. Nós podemos ter alegria — porque o Senhor Jesus ora por nós e por intermédio da Sua oração nós sabemos que seremos preservados — João 17:4—12.

C. É da maior importância que entendamos a base que sustenta a alegria — gozo — a qual o Senhor Jesus se refere nesses versículos. Em primeiro lugar não tem nada a ver como nossas emoções e nem com nossas circunstâncias. Essa alegria está baseada no nosso relacionamento como o Senhor Jesus e nas seis provisões mencionadas acima.

D. Quando aceitamos nessas verdades — e as colocamos em prática através do amor e da fé, que são decisões — então podemos experimentar o gozo — a alegria — mencionado por Jesus.

1. Precisamos rejeitar o desânimo, a rebeldia, a passividade e etc. Precisamos aceitar a alegria oferecida.

2.Clamar ao Senhor pela Alegria que Ele nos oferece através da salvação.

3. Escolha — tomar uma decisão — viver cada dia como se você estivesse inundado pela alegria do Senhor, mesmo que não esteja sentindo isso. A escolha implica em viver de acordo com a verdade e pela fé.

E. O Conteúdo da oração – “...o meu gozo completo em si mesmos...”

1. A alegria do Senhor implica, simplesmente, em se alegrar com o Senhor — estar na presença dele permanentemente — e se alegrar com as coisas que agradam o Senhor.

a. Deus se agrada quando obedecemos a Sua palavra —

1 Samuel 15:22

Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros.

b. Deus se agrada quando fazemos coisas voluntárias para Sua obra —

1 Crônicas 29:17

O tempo que reinou sobre Israel foi de quarenta anos: em Hebrom, sete; em Jerusalém, trinta e três.

c. Deus se agrada com nossa reverência e temor a Ele —

Salmos 147:11

Agrada-se o SENHOR dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia.

d. Deus se agrada do nosso relacionamento com Ele —

Salmos 149:4

Porque o SENHOR se agrada do seu povo e de salvação adorna os humildes.

e. Deus se agrada das nossas orações —

Provérbios 15:8

O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento.

f. Deus se agrada quando exercitamos a misericórdia — amor em forma prática —, o juízo — julgamento — e a justiça — aquilo que é certo. Lembre-se que muitas vezes coisas que são legais não são justas! Existem muitas leis injustas —

Jeremias 9:23—24

23 Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas;

24 mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.

g. Deus se agrada de nos conceder dons distintos para ministrarmos uns aos outros —

1 Coríntios 12:18

Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve.

h. Deus se agrada quando nos sacrificamos a favor uns dos outros —

Filipenses 4:18

Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.

i. Deus se agrada de nossos louvores e ações de graças —

Hebreus 13:15

Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.

j. Deus se agrada quando praticamos o bem e cooperamos uns com os outros —

Hebreus 13:16

Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz.

F. Em meio a todas essas coisas precisamos entender que a alegria do Senhor é um sub produto. Quando decidimos manifestar em nossas vidas diárias, estas coisas que sabemos, agradam ao Senhor, e as praticamos em fé e esperança podemos experimentar a alegria do Senhor em toda sua plenitude.

A oração de Jesus deve ser a base para decidirmos viver em fé, amor e esperança a vida cristã.

OUTROS ESTUDOS EM JOÃO 17

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 002 — O SENHOR JESUS E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 002 — O SENHOR JESUS E A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 003 — O SENHOR JESUS E A VIDA ETERNA — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 003 — O SENHOR JESUS E A VIDA ETERNA — PARTE 002
JOÃO 17 — ESTUDO 004 — O SENHOR JESUS E SUA OBRA TERMINADA — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 004 — O SENHOR JESUS E SUA OBRA TERMINADA — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 003 – FINAL

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 002


JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 003

JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 004

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O SENHOR JESUS E O MUNDO — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O CRENTE E O MUNDO — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 002 — SOMOS EMBAIXADORES JUNTO COM CRISTO

JOÃO 17 — ESTUDO 010 — O SENHOR JESUS E A REVELAÇÃO DE DEUS — PARTE 001— 
Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO - GÊNESIS 49:15 - ESTUDO 016 - JOSÉ VAI ATÉ A REGIÃO DE SIQUÉM


 Siquém nos tempos modernos

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudo 016

16. José Vai Até a Região de Siquém.

Como falamos acima o significado da expressão hebraica שְׁכֶמָה Sh^ekem é: costas ou ombro. De acordo com vários intérpretes esse nome se conforma perfeitamente também com o antítipo representado por Jesus. Se por um lado os filhos de Jacó viraram as costas para o pai, o Filho de Deus, Jesus Cristo, ofereceu suas costas para serem flageladas e depois seu ombro para carregar a cruz onde deveria ser crucificado. O significado moral da expressão שְׁכֶמָה Sh^ekem, recebe uma definição exata do que Jesus fez em

Gênesis 49:15

Viu que o repouso era bom e que a terra era deliciosa; baixou os ombros à carga e sujeitou-se ao trabalho servil.

e o cumprimento dessa descrição pode ser confirmada em versos tais como:

Isaías 53:11

Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.

Hebreus 12:2

Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

Assim também acontece com o próprio José que deixa seu pai em Hebrom — virando-lhe as costas — e assume o fardo de ir até Siquém. A atitude de José ilustra o que se passou com Jesus, o Senhor da Glória —

1 Coríntios 2:8

Sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória.

2 Coríntios 8:9

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.

Deixando a segurança de seu lar celestial, Jesus veio a este mundo de pecado e sofrimento. Como José, Jesus assumiu o papel de um servo: um papel de submissão e sujeição —

Gálatas 4:4

Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.

Filipenses 2:6—8

6 Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;

7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,

8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

Sem nenhuma dúvida, o mundo ao qual Jesus desceu era uma perfeita representação de Siquém.

A expressão grega κόσμος kósmosmundo é usada por João setenta e uma vezes e o sentido dado à mesma varia de acordo com o contexto, i.e., o significado não é monolítico[1]. Os próprios dicionários do grego do Novo Testamento não apresentam um resumo que seja adequado do uso que João faz da palavra κόσμος kósmos— mundo. O resumo a seguir foi sugerido pelo comentarista do Novo Testamento, William Hendriksen, no seu comentário de João[2]. Ele diz: “o significado básico da expressão κόσμος kósmosmundo, como utilizada por escritores gregos como Homero — autor dos poemas épicos “a Ilíada” e “a Odisséia” — e Platão — filósofo que escreveu extensa obra própria além de preservar, em forma escrita, a obra de Sócrates — era “ordem”. A palavra era usada para designar algo “organizado” e, por extensão, algo “adornado”. O Dicionário Aurélio Século XXI define mundo como: a Terra e os astros considerados como um todo organizado; o universo. E em 1 Pedro 3:3 nós encontramos a expressão κόσμος kósmosmundo, sendo traduzida como “adorno” como uma referência aos enfeites usados por mulheres. A partir destas definições nós temos o seguinte uso do termo κόσμος kósmos mundo, no Evangelho de João: todas as referências a seguir são do Evangelho de João.

1. O Universo organizado — 17:5; o Planeta Terra, talvez — 21:25.

2. Como metonímia[3], os habitantes humanos do Planeta Terra, ou seja, a humanidade ou o ambiente onde a humanidade se movimenta e onde acontecem os eventos históricos relativos aos humanos, à raça humana e a estrutura social da humanidade — 16:21.

3. O público em geral — 7:4. O mesmo uso ocorre também, talvez, em João 14:22.

4. No sentido ético o termo descreve a humanidade alienada da vida de Deus, pecaminosa, sob o severo juízo de Deus e precisando de salvação — ver João 3:19! Esta é a definição ou uso mais importante feito pelo apóstolo João.

5. O mesmo uso indicado no item 4 acima, com a idéia adicional de que não existe nenhuma distinção com respeito à raça ou nacionalidade; assim o termo é usado para descrever seres humanos de todas as raças, línguas e nações, sejam judeus sejam gentios — ver João 4:42. O mesmo uso ocorre, provavelmente, em João 1:29; 3:16—17; 6:33, 51; 8:12; 9:5; 12:46; ver também 1 João 2:2; 4:14—15. Todos estes versos precisam ser entendidos à luz de João 12:32 que diz: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”. Para o apóstolo João, bem como para todos os outros autores do Novo Testamento, não havia, da perspectiva do pecado, nenhuma diferença diante de Deus entre judeus e gentios. São todos pecadores e todos foram colocados sob a condenação de tal maneira que Deus pode usar de misericórdia com todos, sejam judeus sejam gentios —

Romanos 11:32

Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.

6. A jurisdição ou extensão do mal. O sentido é o mesmo no item de 4 acima com a seguinte ideia adicional: uma hostilidade aberta contra Deus, Seu Filho Jesus Cristo e o Povo de Deus – ver João 7:7; 8:23; 12:31; 14:30; 15:18—19; 17:9, 14.

שְׁכֶמָה Sh^ekem, o local para onde José é enviado é uma representação perfeita do mundo como descrito acima no Evangelho de João. A cidade era uma local de pecado e sofrimento. De paixões descontroladas e muito derramamento de sangue. Não é à toa que Jacó estivesse preocupado com seus filhos num lugar com esse e, por esse motivo, tenha enviado José até lá para ver como eles estavam. Gênesis 34 nos apresenta um resumo acanhado, mas solene daquilo que acontece na história do Planeta Terra. A narrativa de Gênesis 34 e a descrição do que aconteceu ali exibem, de modo bem claro, o caráter do local para o qual Jesus foi enviado: nosso pequenino Planeta na imensidão representada pelo Universo. A posição que Jesus assumiu ao vir a esse mundo foi a de SERVO

Marcos 10:45

Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

e o cenário ao qual ele foi enviado era um cenário de pecado, de contendas e sofrimentos. Dessa maneira tanto José como Jesus são enviados a lugares perigosos correndo riscos de perderem suas próprias vidas. Mais uma vez José tipifica o Senhor Jesus de uma forma coerente e inconteste.
OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


[1] Monolítico em forma figurada diz-se do caráter, do sentimento, da crença, etc., que não apresenta rupturas, que é íntegro. Não é o caso do uso que João faz da palavra grega κόσμος kósmos — mundo.
[2] Hendriksen, William, New Testament Commentary – John. The Banner of Truth Trust, Edinburgh, 1976.
[3] Metonímia: Figura de linguagem que consiste em designar um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação de causa e efeito — trabalho, por obra — de continente e conteúdo — copo, por bebida — lugar e produto — porto, por vinho do Porto — matéria e objeto — bronze, por estatueta de bronze — abstrato e concreto — bandeira, por pátria — autor e obra — um Camões, por um livro de Camões — a parte pelo todo — asa, por avião — etc.