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terça-feira, 5 de abril de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 008 — A APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A OITAVA questão que devemos analisar é: 
8. A Apatia e o Desânimo 

Esses dois pecados são os opostos diretos da impaciência. Não é incomum o diabo tentar acabar conosco, destruído a confiança que devemos ter em Deus, alegando que estamos num “beco sem saída” ou que não existe nenhuma forma de escaparmos da enrascada em que estamos metidos. 

Outras vezes temos uma sensação de fadiga tão absurda que chegamos a pensar que não poderemos mesmo dar conta de nossas responsabilidades. Em momentos como os que acabamos de descrever a lembrança do Salmo 16:11 pode nos servir de grande conforto.

Salmos 16:11

Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente. 

Vamos então analisar com profundidade esse verso — 

Tu me farás ver os caminhos da vida — Os “caminhos da vida” aqui mencionados foram, certamente, mostrados pela primeira vez ao próprio Senhor Jesus Cristo, pois Ele é o primogênito dentre os mortos, ou seja, a primeira criatura a ressuscitar e que não poder morrer mais. Essa perspectiva deve mudar a maneira com percebemos as situações ao nosso redor. 

Romanos 8:29

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 

Colossenses 1:18

Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia.
  
Jesus nos abriu esse caminho por meio do seu próprio corpo ressuscitado, e percorreu o mesmo como o precursor de todos os redimidos. Com certeza, o fato de Jesus poder tornar-se, ele mesmo, nesse caminho para o Seu povo deve ter alegrado muito Seu coração. Há um versículo pouco notado no livro de Isaías, mas que diz exatamente isso e outro ainda no Evangelho de João: 

Isaías 53:11

Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si.

João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.


Na tua presença há plenitude de alegria — O Senhor Jesus, tendo sido ressuscitado dentre os mortos ascendeu até a glória celestial para habitar constantemente ao lado de Deus, Seu Pai. Ali a alegria é sempre plena. Foi essa antevisão do gozo celestial que o impulsionou para cumprir com sua missão de tormento e dor. Devemos, portanto, manter nossos olhos sempre firmes sobre a pessoa do nosso amado salvador — 

Hebreus 12:2

Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

Da mesma maneira que um atleta concentra suas energias para alcançar a vitória, assim também os participantes da “corrida cristã” são chamados para —

Hebreus 12:1

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta. 

Nós somos chamados a correr nossa carreira “olhando para Jesus”, do mesmo modo que Estêvão fez, conforme podemos ler em:

Atos 7:55—56

55 Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à sua direita,

56 e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus. 

Isso é: devemos estar completamente envolvidos, tendo um único propósito sem nos deixar distrair por nada que está acontecendo ao nosso redor: olhando para Jesus. Em nossa carreira Jesus é tanto nosso alvo a ser alcançado como o prêmio a ser conquistado. Nosso olhar para Jesus não pode se limitar a um primeiro momento, quando professamos fé no Senhor, mas deve ser um olhar constante e firme, mesmo no meio dos mais duros combates.

Esse é o motivo porque Paulo afirma que considerou tudo como perda para alcançar a Cristo —


Filipenses 3:8

Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo. 

Essa mesma intensidade de propósito pode ser, facilmente, observada nos heróis da fé que foram mencionados em Hebreus 11. Esses heróis da fé permaneceram firmes em meio a tentações e provações como aqueles que vêm o invisível! 

Além disso, nessa corrida de fé, o que seria mais necessário do que manter diante dos nossos olhos Aquele que é tanto o Autor como o Consumador dessa mesma fé? À parte de Cristo em quem todas as promessas de Deus tem seu “sim” — ver 2 Coríntios 1:20 — a raça humana não teria nem base nem qualquer verdadeiro objeto de fé. É neles, como podemos ler em Hebreus 11, que em todas as gerações o olhar da fé está focalizado. Ele é o único que inspira e estimula a fé verdadeira. Jesus é assim, porque Ele o pioneiro da nossa salvação, Ele é também o autor da nossa fé — 

Hebreus 2:10

Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles. 
  
Na tua destra, delícias perpetuamente — Mas nós não precisamos esperar pela eternidade para começar a desfrutar essas coisas que virão, em sua plenitude, no futuro. Essa última frase do Salmo 16 é como uma uva passa, extremamente doce, nas palavras de um comentarista da Bíblia, que serve como uma contemplação e um antegosto de tudo o que está reservado para nós na eternidade. Mas temos que entender que palavras são sempre muito limitadas para descrever essas coisas que são verdadeiramente inefáveis. 

Assim, podemos dizer que: enquanto aguardamos pela ação de Deus, durante o tempo em que estamos aqui no planeta Terra, devemos descansar sabendo que Ele irá nos mostrar qual é o próximo passo que devemos tomar, que certamente será um passo que produzirá vida para nós. Deus pode nos mostrar como encontrar o caminho certo por meio de um plano que para nós é, aparentemente, impossível. Deus também sabe de tudo o que necessitamos e vamos necessitar, de tal maneira, que Ele antecipa a força e a sabedoria para realizarmos as tarefas que Ele mesmo coloca diante de nós. Como afirma o apóstolo Paulo —

Filipenses 2:14—16

12 Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor;

13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.

14 Fazei tudo sem murmurações nem contendas,

15 para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo,

16 preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente.  

Os versos acima servem como uma poderosa espada do próprio Deus para vencermos o diabo quando ele quer nos derrotar por meio da apatia e do desânimo. Nós precisamos sempre nos lembrar de que é Deus que está agindo em nós e que não devemos interferir em Sua gloriosa obra em nossas vidas. Algumas vezes o Senhor nos convida, como fez com os apóstolos, para tirarmos um tempo e descansar das nossas lides diárias, como podemos ler em — 

Marcos 6:31

E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham. 

E quando o Senhor nos convida para descansar, ele mesmo nos conduz para — 

Salmos 23:2—3

2  Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;

3  refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. 

O que os versos acima nos ensinam é que as ovelhas só conseguem repousar se sentirem que estão seguras, sem temores, tensões, irritações ou fome. Vamos analisar cada um destes aspectos e compará-los com os cuidados de um pastor de ovelhas ao mesmo tempo em que buscamos entender como o Jesus, nosso Bom Pastor cuida de nós. 
CONTINUA...    

OUTROS ARTIGOS DE PECADOS QUE PODEM DESTRUIR NOSSAS ALMAS
Estudo 001 — A FALSA CULPA

Estudo 002 — A ANSIEDADE

Estudo 003 — O REMORSO

Estudo 004 — A AMBIÇÃO

Estudo 005 — A AMARGURA

Estudo 006 — A INVEJA E O CIÚME

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 001

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 003

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 004 – FINAL

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 002

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus nos abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDOS 035 — JOSÉ SOFREU NAS MÃOS DOS GENTIOS



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudos 035

35. José Sofreu nas Mãos dos Gentios.

José sofreu não apenas nas mãos de seus próprios irmãos que acabaram por vendê-lo para uma caravana de gentios, mas foi também maltratado nas mãos dos gentios, que o lançaram injustamente na prisão.

A dispensa de José de suas obrigações na casa de Potifar e sua prisão podem ser vistas como típicas daquelas que todo crente verdadeiro tem de enfrentar —

Provérbios 24:16

Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade.

Moisés, Jó, Jeremias e o Servo Sofredor do ETERNO de Isaías 53 são todos exemplos do tipo de carreira que está proposta para todo cristão verdadeiro. Jesus é o supremo modelo do Novo Testamento e, por isso, o autor de hebreus nos exorta dizendo:

Hebreus 12:1—4

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue.

Jesus também sofreu nas mãos de seus irmãos e nas mãos dos gentios conforme a firme denúncia feita por Estêvão —

Atos 4:26—27

Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel.

Pedro segue nessa mesma linha e nos diz que somos chamados a seguir nos passos de Jesus —

1 Pedro 2:21

Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em 
vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos.

Além disso, Pedro nos diz —

1 Pedro 5:6

Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte.

Da perspectiva do povo escolhido a prisão de José antecipava a escravidão do povo de Israel sob os egípcios, um aparente atraso de vida que, em última instância, conduziu ao pleno cumprimento das promessas feitas aos patriarcas.

E são essas mesmas promessas patriarcais que lançam mais luz sobre esse episódio dramático na vida de José. O SENHOR tinha prometido estar com seu pai e avô. E não temos nenhuma dúvida que o Senhor estava com José —

Gênesis 39:2—3

2  O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.

3  Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos.

Por esse motivo, a bênção de Deus repousava sobre toda a casa do Egito. A prisão de José é a epítome de toda sua carreira no Egito: foi por meio das aflições de José que Deus trabalhou para preservar a vida de muitos —

Gênesis 50:20

Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.
Através de José a promessa feita a Abrão —

Gênesis 12:3

Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.

teve um dos seus muitos cumprimentos. Ao administrar a casa de Potifar José estava sendo preparado para governar todo o Egito. Mas se ele tivesse permanecido como administrador de Potifar, provavelmente, ele nunca teria tido a oportunidade de conhecer o copeiro do Faraó na prisão. E foi através do copeiro do Faraó que José foi elevado até a corte do próprio soberano do Egito. Sua desgraça preliminar era necessária para as glórias que viriam.   

O mesmo é verdade a nosso respeito conforme podemos ler em —

Romanos 8:18

Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.

2 Coríntios 4:17—18

17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,

18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Hebreus 13:12—14

12 Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta.

13 Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério.

14 Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.

1 Pedro 5:10

Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Estudo 044 — José Faz Advertências Contra o Perigo Futuro

Estudo 045 — José Se Revela como Maravilhoso Conselheiro


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 5 de junho de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013E — PECADO E CASTIGO — PARTE E


Concepção artística de Jesus com Pedro, Tiago e João no Getsêmane.

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13F. Pecado e Castigo — PARTE E

CONTINUAÇÃO...

MARCOS 14:38—42

Verso 38

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o Espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

Vigiar e orar é uma combinação poderosa. Jesus repete a ordem dada no verso 34 acerca de vigiar, manter-se alerta, mas acrescenta que é necessário ocupar esse tempo com oração. Aqui existe uma indicação clara que não basta se manter acordado fisicamente. É necessário estarmos despertados espiritualmente para resistirmos às tentações. Jesus nos ensinou a orar dizendo:

Mateus 6:13

E não nos deixe cair em tentação.

O próprio Senhor estava sendo tentado e estava também usando os mesmos recursos que Ele estava recomendando aos discípulos.

Mas qual era a tentação que os discípulos estavam enfrentando? Era a de não serem leais a Jesus. Os discípulos juntamente com a grande maioria dos Judeus acreditavam e esperavam uma manifestação política do Reino de Deus, destruindo os Romanos e tornando os Judeus os senhores do mundo. Eles estavam até um pouco “preparados” para lutar por este Reino — ver Lucas 22:36—38 — mas neste mesmo contexto Jesus lhes reafirma que o propósito de Sua vinda não era reinar e sim cumprir as profecias acerca dos Seus sofrimentos — verso 37. Mas quando vissem seu Senhor, aprisionado, julgado, crucificado e morto; quando vissem Jesus submetido a todas estas coisas sem poder aparente para Se livrar, então “essa” seria a hora da grande tentação que os discípulos enfrentariam. É em vista dessa possibilidade que Jesus os exorta a vigiar e orar para que não caiam em tentação, mas tenham a força para vencê-la. Mas de fato nós sabemos que todos eles, sem exceção, sucumbiram a essa tentação. Na hora da prisão de Jesus todos os discípulos fugiram!

O Espírito — A parte não material dos seres humanos que é capaz de manter comunhão com Deus através da adoração e de receber a graça de Deus.

A Carne — Neste contexto, diz respeito à natureza humana com suas fragilidades físicas e psicológicas. Não deve ser confundida, neste contexto, com o conceito de carne como o assento da natureza pecaminosa contrária a Deus.

O Espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. A mente, o coração, o Espírito, nossa parte não material está preparada e disposta a suportar as tentações — os testes—, mas a “carne”, nossos sentimentos, influenciados pelo medo do perigo, é fraca e normalmente nos engana quando as tentações aparecem. É como se Jesus estivesse dizendo para eles: apesar de vocês possuírem uma fé forte o suficiente e acreditarem agora que não irão me negar — ver Mateus 25:35 — a natureza humana é muito fraca e tende a se encolher na hora da tentação, por este motivo, vocês devem buscar auxílio lá do alto.

Verso 39

Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras.

Isto não quer dizer que ele tivesse usado literalmente as mesmas palavras e sim que orou na mesma linha de pensamento. De fato Mateus indica outro conjunto de palavras, mas com a mesma intenção —

Mateus 26:42

Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

É muito provável que nosso Senhor gastou um tempo considerável em oração e que os evangelistas tenham preservado a “essência” de suas palavras. Jesus, como o texto inteiro nos mostra deve ter retornado várias vezes aos discípulos para adverti-los e demonstrar Seu profundo interesse pelo bem estar deles. Cada vez que Jesus retornava Sua tristeza aumentava. Novamente Ele procura o lugar de oração, pois à medida que Seus sofrimentos se aproximavam, Ele sentia-se avassalado pelos mesmos. A oração era o recurso mais poderoso a Seu dispor. Jesus, mesmo sendo Deus, ao tomar a forma humana esvaziou-se — ver Filipenses 2:5—8 — não somente para servir de propiciação pelos nossos pecados, mas também para se tornar o exemplo perfeito da santidade entre os seres humanos. Para que isso fosse alcançado Ele precisava se submeter às condições comuns a toda humanidade, ou seja, Ele deveria viver como qualquer pessoa, ser sustentado como qualquer outra pessoa, sofrer como qualquer outra pessoa e ser fortalecido como qualquer outra pessoa; Ele não poderia tirar vantagem da Sua Santidade, nem da Sua Divindade, mas precisava se submeter ao lote comum a todas as pessoas piedosas. Assim sendo, Jesus não supria suas necessidades mediante atos de Sua Divindade, mas da forma ordinária e comum a todos os seres humanos; Ele se preservava dos perigos não como Deus — ver Mateus 26:53 — mas seguindo as formas comuns da prudência humana e da precaução. Jesus enfrentou as tentações como homem; recebeu conforto e consolação como homem. O próprio anjo enviado para ajudá-lo prova Sua humanidade acima de tudo —

Hebreus 1:14

Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Lucas nos diz em Lucas 22:44, que Jesus se encontrava em ἀγωνίᾳ agonía. Essa palavra é emprestada dos certames esportivos, especialmente dos eventos de luta livre, onde os atletas se esforçam física e mentalmente, muitas vezes, além do que se esperava. Neste contexto a palavra é usada para indicar extrema angústia mental e o enorme conflito produzido na natureza humana pelas perspectivas de calamidades avassaladoras.

O que tudo isto nos ensina é que o nosso pecado é algo terrível e não deve, em nenhuma hipótese, ser visto como algo inofensivo, engraçado ou insignificante. Foram nossos pecados que fizeram Jesus sofrer dessa maneira como estamos vendo. Por outro lado, Jesus nos deixa um exemplo a seguir. Ele não lançou mão de nenhum recurso que não esteja disponível a qualquer um de nós na nossa luta contra o pecado. A Bíblia nos desafia a considerarmos o exemplo de Jesus e a segui-lo de forma completa —

Hebreus 12:1—4

1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,

2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.

4 Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue. 

Verso 40

Voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder.

Sabedores da dor e angústia pela qual o Senhor estava passando, esses homens estavam obrigados a sustentá-lo de maneira mais vigilante. Por outro lado, Jesus demonstra Sua preocupação com eles voltando para ver como estavam, já que eles também precisavam estar vigilantes para atender suas próprias necessidades com a tentação por vir. Que privilégio nós temos de saber que aquele que nos oferece a salvação —

Salmos 121:4

Não dormita, nem dorme o guarda de Israel.

A história de Israel registra um caso em que Davi, quando teve o trono usurpado pelo próprio filho Absalão, seguiu chorando em direção à Jerusalém e todo o povo que estava com ele o acompanhava também chorando —

2 Samuel 15:30

Seguiu Davi pela encosta das Oliveiras, subindo e chorando; tinha a cabeça coberta e caminhava descalço; todo o povo que ia com ele, de cabeça coberta, subiu chorando.

Mas aqui temos “o filho de Davi” em prantos enquanto seus seguidores estão dormindo. Esses mesmos discípulos, quando em desespero, souberam acordar a Jesus para socorrê-los —

Mateus 8:26

Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança.

mas não conseguiam se manter acordados nessa Sua hora de maior angústia, quando Jesus estava agonizando sobre os pecados deles e de nós todos. O que Jesus requereu dos discípulos era algo proporcionalmente pequeno com relação ao que estava sendo requerido d’Ele. Outro contraste pode ser visto nos servos de Naamã que cuidaram do seu senhor insistindo com ele para que ouvisse as palavras de Elias —

2 Reis 5:13

Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo.

E vamos nos lembrar que a quantidade de tempo nem era muito significativa: uma hora, era tudo o que Jesus estava requisitando. Isaías quando requisitado por Deus serviu de atalaia por dias inteiros e noites inteiras —

Isaías 21:8

Então, o atalaia gritou como um leão: Senhor, sobre a torre de vigia estou em pé continuamente durante o dia e de guarda me ponho noites inteiras.

Jesus havia passado muitas noites inteiras em oração — será que isto nos diz alguma coisa? — mas naquelas noites Jesus não esperava que seus discípulos o acompanhassem. Nessa noite, quando todo o tempo disponível para orar era o de “uma hora” apenas, Jesus insistia com eles para que se mantivessem acordados.

Como já vimos eles precisavam se manter despertos e em oração para não caírem na armadilha que a tentação representava. Enquanto eles dormiam estavam perdendo a grande oportunidade de estarem unidos com Cristo em oração. Para nós fica a lição de que quando tentados devemos recorrer sempre à oração e duplicar nossa vigilância.

Os discípulos não tinham palavras para se expressar, mas o Senhor já os havia confortado com as palavras do verso 38, como era Sua função como nosso Advogado. Nisso Jesus nos dá o exemplo de como “o amor cobre multidão de pecados —

1 Pedro 4:8

Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.

Jesus certamente se lembrava das palavras do —

Salmo 78:38—39

38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.

39 Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.

Os discípulos, como nós, enquanto viviam na terra manifestavam tanto o princípio de corrupção do pecado quanto da graça manifesta de Deus como Esaú e Jacó no mesmo ventre e como cananitas e israelitas na mesma terra.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013ª — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.