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domingo, 23 de abril de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 028 – A DEFESA DE ESTEVÃO – PARTE 002 - DEUS ESTÁ EM TODO LUGAR


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Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.


Texto: Atos 7:9—16
Introdução

A. Na mensagem anterior começamos a falar do sermão pregado por Estevão diante do Sinédrio.

B. A história de Estevão funciona no livro dos Atos como um momento de transição, porque depois de seu apedrejamento e morte, os cristãos, com exceção dos apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria — ver Atos 8:1b.

C. A morte de Estevão também marca uma mudança definitiva na história da salvação por causa do advento de Jesus que trouxe à plena luz o que Deus estava fazendo —

2 Coríntios 5:18—19

18 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,

19 a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.

D. Naqueles dias, o custo foi a morte de Estevão, que foi o primeiro mártir da fé cristã. Mas a morte de Estevão não foi em vão porque seu longo sermão foi ouvido — ver Isaías 55:11 — por um homem chamado Saulo que, em seguida, seria o responsável pelo apedrejamento de Estevão. Mas a Palavra de Deus é poderosa para destruir fortalezas de pensamentos —

2 Coríntios 10:4—5

4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas

5 e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.

Estevão plantou as sementes daquilo que viria a se tornar mais adiante, através de revelações divinas, uma teologia onde a Igreja aparece como o topo da história da redenção —

Efésios 3:10

Para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais.

E. Estevão foi verdadeiramente um homem muito adiante do seu próprio tempo. Ele foi o primeiro a compreender as grandes implicações da morte e ressurreição de Cristo e o estabelecimento da Nova Aliança.

F. O sermão pregado por Estevão é o mais longo de todos os discursos registrados no livro de Atos.

G. Usando seu conhecimento das histórias do Antigo Testamento, Estevão narra dessas mesmas histórias vários fatos visando estabelecer de forma bastante sólida os seguintes pontos:

1. Que o Deus da Glória se manifesta onde quer, a quem quer e com quer.

2. Que o Deus da Glória é um Deus Móvel que não pode ser restrito a uma localidade, seja cidade, seja estado, seja país, apenas. Ele está em todos os lugares.

3. Que a circuncisão foi dada como um sinal da Antiga Aliança e que a expectativa de Deus sempre foi a transformação do coração do Seu povo e nunca o estabelecimento de uma religião formal, mas de uma vida verdadeira baseada em um relacionamento sincero entre o povo e Deus —

Deuteronômio 10.16

Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz.

Jeremias 4:4

Circuncidai-vos para o SENHOR, circuncidai o vosso coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém, para que o meu furor não saia como fogo e arda, e não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras.
·     
     H. Vamos continuar a analisar o sermão de Estevão e ver o que mais ele tem para nos ensinar, acerca das
 BASES SOBRE AS QUAIS ESTÁ FUNDAMENTADA A IGREJA DO NOVO TESTAMENTO — PARTE 2
I. A Historia de José
A. Os patriarcas — filhos de Jacó — tinham inveja de um de seus irmãos, José, e acabaram vendendo-o para o Egito. Mas Deus — que está em todos os lugares — estava com José no Egito. Ver Atos 7:9.

B. No Egito, Deus estava com José e o ajudou a se livrar de suas aflições bem como a se tornar governador de toda aquela terra. Ver Atos 7:10.

C. Enquanto isso em Canaã havia uma grande fome e Jacó enviou os patriarcas — os mesmos que tinham vendido José para o Egito – para irem até o Egito buscar mantimentos, não apenas uma vez, mas duas vezes onde tiveram que negociar diretamente com José — ver Atos 7:11—13.

D. José manda buscar seu pai Jacó o qual peregrina até o Egito e lá, Jacó, José e todos os outros patriarcas morreram — sem herdar a terra de Canaã, é claro. Com exceção de José, Jacó e seus outros filhos foram transportados de volta e sepultados na terra de Canaã — ver Atos 7:14—16.

II. A Ênfase sobre a Mobilidade do Deus da Glória

A. Da mesma forma como havia sido surpreendente a manifestação do Deus da Glória na região da Mesopotâmia, que nos dias do pai de Abrão contava com uma coleção não inferior a 500.000 — quinhentas mil — divindades de todos os tipos.

B. Assim também é surpreendente que, de todos os lugares, onde o Deus da glória poderia se manifestar, ele também tenha escolhido fazê-lo em outro pais — o Egito — que era politeísta ao extremo e que possuía uma teologia e práticas mágicas bem estabelecidas.

C. Como Deus esteve com Abrão na Mesopotâmia, agora ele estava acompanhando José no Egito.

D. Esse fato nos conduz a outra verdade muito importante: o povo de Deus é um povo peregrino;

III. O Povo de Deus como um Povo Peregrino

A. O Povo de Deus foi sempre um povo peregrino.

B. Abraão foi peregrino. O mesmo é verdade com relação à Isaque e Jacó.

C. O povo de Israel foi peregrino e por este motivo Deus ordenou:

Levítico 19:33— 34

Se o estrangeiro peregrinar na vossa terra, não o oprimireis. Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

D. O Exemplo que nos foi deixado e que devemos imitar encontra-se descrito em —

Hebreus 11:13—16

13 Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.

14 Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria.

15 E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar.

16 Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.

Hebreus 13:14

Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.

1 Pedro 2:11

Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma.

Contra estas paixões o único remédio efetivo é a palavra de Deus —

Salmo 119:11

Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.


Conclusão

A.. Não é difícil identificarmos José como um tipo do Senhor Jesus

1. A inveja dos irmãos de José é semelhante à inveja que a liderança judaica sentia com relação a Jesus!

2. José é novamente comparado a Jesus, pois as palavras de Pedro ainda ecoavam nos seus ouvidos quando disse:

Atos 2:36

Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.

3. A comparação entre José e Jesus prossegue. Apesar de ser maltratado e até crucificado Jesus está pronto para perdoar e estender a reconciliação a seus algozes como José fez com os seus irmãos que o haviam vendido como escravo para o Egito.

B. O Deus da Glória é um Deus móvel. Aqui existem duas implicações:

1. Ele não pode ser encaixotado nem feito refém ou prisioneiro de nenhum tipo de construção, mesmo a mais gloriosa.

2. Todas as construções, especialmente as megalomaníacas, que pretendem acomodar Deus são, em realidade, ofensivas ao Senhor.

C. Nos dias do Novo Testamento, para que a verdadeira fé no Deus que está em todo lugar pudesse se firmar, o Templo em Jerusalém precisava ser destruído. Jesus nos ensinou duas verdades a esse respeito.

1. Ele era, em sua própria pessoa, maior que o Templo em Jerusalém — ver Mateus 12:16.

2. Jesus considerava seu próprio corpo o verdadeiro templo de Deus, onde todo o povo do Senhor seria congregado — ver João 2:13—22.

D. Que o Deus da glória, se digne a caminhar junto conosco enquanto atravessamos esse mundo sombrio e que nunca venhamos a ofendê-lo sob a pretensão de construir uma casa para honrá-lo. 

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12

SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8


SERMÃO 028 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E A MOBILIDADE DE DEUS — Atos 7:9—16
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/atos-dos-apostolos-sermao-028-defesa-de.html

SERMÃO 029 – A DEFESA DE ESTEVÃO – Parte 3 — Atos 7:17—43

SERMÃO 030 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Três Acusações Devastadoras — Parte 4 — Atos 7:44—53

Que Deus abençoe e nos ajude a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

domingo, 18 de dezembro de 2016

NATAL: CELEBRAR OU NÃO CELEBRAR


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INTRODUÇÃO

A. Já faz muito tempo que a celebração do Natal de Cristo tornou-se motivo de não pequena desavença entre os cristãos.

B. Por motivos não bíblicos, muitos que se chamam cristãos têm não apenas desistido de celebrar o Natal, mas têm também se envolvido numa campanha contra a celebração do Natal de Jesus. Muitos desses, todavia, não se sentem constrangidos de celebrarem festas judaicas como a Páscoa e a festa dos Tabernáculos, apesar do Novo Testamento ensinar claramente contra tais práticas, conforme —

Romanos 10:4

Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

C. As pessoas que são contra a celebração do Natal, geralmente, assumem um ar de pessoas superiores quando se comparam com aqueles que eles julgam como pessoas infelizes que celebram o mesmo. Então, muitas vezes, os que celebram o Natal reagem pensando que também são superiores a esses seres infelizes que não celebram o Natal. As duas atitudes estão erradas e devem ser reprovadas. A Bíblia não incentiva a arrogância, pelo contrário —

Filipenses 2:3—4

3  Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.

4  Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

D. Essa condição de disputa entre cristão pede que a celebração do Natal seja esclarecida para o benefício de todos. É isso que vamos tentar fazer em nossa mensagem de hoje.

DEVEMOS OU NÃO CELEBRAR O NATAL DE CRISTO?

I. O Problema das Tradições

A. A Celebração do Natal — Nascimento de Jesus — é uma tradição da Igreja Cristã.

B. Tradições não são nem boas nem más em si mesmas, mas é fato que tradições podem degenerar. E certamente foi isso que aconteceu com a celebração do Natal.

C. Em 1647 o Parlamento Inglês controlado pelos puritanos, aboliu as celebrações natalinas em toda Inglaterra e tal proibição durou durante todo o período — 14 anos — que o puritano Oliver Cromwell governou o país.

D. Como celebrado nos dias de hoje a festa chamada “NATAL” — mesmo nome, mas motivações bem diferentes — está muito degenerada. Entre os elementos da degeneração, podemos citar dois, entre os mais importantes:

1. Materialismo: eis algumas máximas materialistas —

a. Você é o que você tem ou possui. Todavia, a Bíblia nos diz que:
Lucas 12:15
Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
b. Mas, infelizmente, os bens materiais se tornam a fonte mais importante de satisfação nesta vida. Os bens materiais tendem a assumir personalidade de pessoas e as pessoas vão sendo cada vez mais coisificadas. É o que podemos chamar de personificação das coisas e a coisificação das pessoas.
2. Além disso, podemos notar excessivos sinais de: avareza, glutonaria, bebedeira, cobiça e inveja. Esses todos são pecados condenado há milênios —

Gálatas 5:19—21

19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,

20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,

21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.

II. A Celebração do Natal no Brasil no Século XXI.

A. Vivemos em Mundo Globalizado e Sofremos Muitas Influências.

1. Como os Estados Unidos da América são o país mais rico do mundo é apenas natural que o mundo todo seja influenciado por eles. Nos Estados Unidos a celebração do natal não guarda nenhuma relação com o nascimento de Jesus. É uma festa pagã luxuosa marcada por glutonaria, bebedeiras, libidinagens, e gastanças despropositadas. Essa influência pode ser percebida no Brasil.
2. Por exemplo, tal influência pode ser vista, na multiplicação das lojas de enfeites natalinos em nossa cidade, a iluminação natalina de casas e a decoração natalina espalhada pela cidade sob os auspícios da Prefeitura Municipal, a chamada Parada de Natal e etc. Cerca de R$ 250.000,00 do dinheiro público foi investido pela nossa Prefeitura para bancar essas festividades. É bom sempre enfatizar que nada disso guarda qualquer relação com o verdadeiro Natal do Senhor Jesus.
B. Outra grande influência, essa bem mais antiga, é a mercantilização do natal — Primeiros sinais surgiram nos Estados Unidos da América no século XIX. A moda se espalhou rapidamente pelo Hemisfério Norte até tornar-se uma tradição na maioria dos países.

III. Entra em Cena o Papai Noel.

A. Existem tradições cristãs muito antigas que fazem referência a este personagem moderno que chamamos de “Papai Noel”.

1. A mais antiga tradição cristã está atrelada a Nicolau que foi Bispo da cidade de Mira na região onde fica a Turquia Moderna.
2. Tendo herdado considerável fortuna de seus pais, esse bispo costumava no final de cada ano presentear as crianças mais desfavorecidas de sua diocese com presentes.
B. Surge o Papai Noel do século XX.

1. Na década de 1930 a “The Coca-Cola Company” encomendou ao pintor estadunidense Haddon Sundblom a criação de uma série de pinturas que pudessem ser utilizadas pela empresa para promover seus produtos durante os festejos de final de ano. Esse trabalho foi desenvolvido durante as décadas de 30, 40 e 50.

2. O artista produziu 26 pinturas à óleo. A vasta maioria mostrava uma versão piegas ou sentimental de “Papai Noel” saboreando uma Coca-Cola. Seguem exemplos —

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3. Esta é a imagem do “Papai Noel” que temos hoje em dia. Sua origem é bem conhecida. Não surge da tradição cristã e sim de uma campanha promocional da “Coca-Cola”.

IV. A Transmutação do “Papai Noel”.

A. A Imagem de Papai Noel cresce, ano a ano, na mesma proporção que o Senhor Jesus é diminuído ano a ano.

B. Tudo contribui para que este movimento seja bem sucedido: Filmes de Hollywood, seriados enlatados, novelas brasileiras e etc.

C. Jesus é visto cada vez menos e menos como aquele que reina sobre o mundo espiritual enquanto que Papai Noel é visto cada vez mais e mais como aquele que reina sobre o mundo material — que é o mundo que realmente importa para a maioria das pessoas.

D. De acordo com as condições que temos hoje, o Papai Noel:

1. Está presente em todos os lugares todo o tempo – é, portanto, onipresente.
2. Consegue ouvir todas as orações que lhe são dirigidas bem como ler todas as cartas que lhe são encaminhadas. É, portanto, onisciente.
3. Tem um saco de presentes que não tem fundo e consegue satisfazer a todos os desejos que as pessoas têm. É, portanto, onipotente.
4. Nas palavras de uma professora da Escola Pingo de Gente aqui em São João: Papai Noel é Deus!
E. Quanta blasfêmia, que vergonha, que horror.

V. Devemos ou Não Celebrar o Natal?

A. Muitos crentes não celebram o Natal, porque não conseguem fazê-lo de forma independente do que rola mundo afora. É mesmo uma pena.

B. Alguns adotam posturas realmente ridículas celebrando a Páscoa Judaica e a Festa dos Tabernáculos, mas não celebram o Natal de Jesus!

C. Somos livres em Cristo para adotar ou não adotar a celebração de qualquer tradição cristã.

D. Pecamos gravemente quando nos consideramos melhores que outros crentes quando não celebramos algo que eles estão celebrando.

E. Pecamos gravemente quando nos consideramos melhores que outros crentes quando celebramos algo que eles não estão celebrando. Ou vice versa.

VI. A Verdadeira Celebração do Natal.

A. Não tem nada a ver com uma data específica. Celebramos o evento do nascimento do Salvador e não guardamos uma data específica.

B. Não tem nada a ver com aspectos culturais como árvores, enfeites, toalhas de mesa e etc. Uma leitura da narrativa do Natal, especialmente a que encontramos em Lucas 2, deixa isso bem claro e evidente.

C. Definitivamente não tem nada a ver com esta imagem mítica que chamamos de “Papai Noel”. Imagens de “Papai Noel” são verdadeiras afrontas a Deus e devem ser removidas pelo que simbolizam: um ser todo-poderoso. Isto Deus realmente não tolera.

D. Mas o Natal, tem a ver sim com a atitude do nosso coração. De nos aproximarmos com reverente adoração deste menino chamado Jesus de quem conhecemos a graça, que, sendo rico, se fez pobre por amor de nós, para que, pela sua pobreza, nos tornássemos ricos —

2 Coríntios 8:9

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.

Que Deus abençoe e todos. 

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

REFORMA PROTESTANTE: 499 ANOS. APRENDEMOS ALGUMA COISA?


Lutero diante da Dieta de Worms - Concepção artística

O artigo abaixo é de autoria do irmão presbiteriano Lucas Freitas e tem a intenção de nos ajudar a refletir o quanto aprendemos com a Reforma Protestante que completa 499 anos em 31 de outubro de 2016. Por meio de comparações precisas, Lucas nos mostra o quão distante dos princípios e ideais da Reforma Protestante se encontram os chamados evangélicos nessa segunda década do século XXI.

Reforma Protestante e o movimento evangélico brasileiro
Lucas Freitas 

O movimento evangélico brasileiro, ao menos no discurso, afirma seu vínculo histórico com a Reforma Protestante do século XVI, contudo, seus desdobramentos práticos em nosso país, infelizmente, têm estado bem distantes de tal realidade e promovido inúmeros ensinos distorcidos que desembocam em atitudes equivocadas, que corrompem a verdade da Escritura, a saúde da igreja e a vida dos que estão e se aproximam desta de um modo geral.

Foi o saudoso Bispo Robinson Cavalcanti quem disse:

“Qual o jovem cristão hoje que pode minimamente discorrer sobre Lutero, Calvino, Melanchton ou Beza? Qual é o fiel de hoje que conhece os catecismos ou as confissões de fé como as de Westminster, de Augsburgo ou XXXIV Artigos da Religião? Em relação à Reforma o nosso protestantismo é como um computador primitivo, não possui memória, apenas uma vaga lembrança.”

Infelizmente nos dias atuais promovemos muito mais a experiência, os resultados e os relacionamentos, enquanto que a fé, a confessionalidade, o ensino robusto e o amor à Escritura como palavra pela qual Cristo governa Sua igreja são deixados de lado, rotulados como “chatos e dispensáveis” ou enquadrados dentre as atividades que “não empolgam ninguém”. Não é difícil presenciar, eu mesmo já o fiz, pessoas dentro das igrejas evangélicas brasileiras que não têm a menor ideia das suas origens como cristãos, que ao ouvirem o termo “Reforma” confundem o movimento do século XVI com uma possível reforma aqui ou ali na construção do templo. Claro que não estou falando de irmãos novos na fé que ainda carecem de conhecimento básico, estou falando de moços, moças, homens, mulheres, gente adulta inteligente, que frequenta igreja por 2, 3, 5, até 10 anos. É claro também, que não estou generalizando, existe um sem número de igrejas sérias em nosso país e o movimento de retorno às Escrituras e à ortodoxia tem crescido consideravelmente, porém, a quantidade de cristãos protestantes brasileiros que tem pouca ou nenhuma informação a respeito de quem são, de onde vêm suas raízes e porque recebem o nome de ‘cristãos protestantes’ ainda assim é alarmante.

E você, sabe do que se trata a Reforma Protestante?

A Reforma Protestante foi o movimento que lutou contra o clericalismo e o hierarquismo que dominavam a Igreja Católica Romana no final do século XV, início do século XVI, e, por conseguinte, grande parte da estrutura social da época, hasteando com toda força a bandeira da doutrina bíblica do sacerdócio universal dos crentes e da suprema autoridade das Escrituras Sagradas sobre a vida do cristão. Numa época onde apenas clérigos, nobre e reis podiam ler e escrever, os reformadores espalharam escolas e universidades pela Europa balizados na ideia de que todo ser humano fora criado a imagem e semelhança de Deus e tem o direito a alfabetização e ao aprendizado, e que toda atividade é santa perante Deus e pode ser feita de forma excelente para Sua glória. No anseio de formar gente para servir a Deus e aos homens em todas as áreas da vida, contrapondo em absoluto a prática católica romana da época, algumas das instituições fundadas pelos reformadores na área da educação foram as Universidades de Genebra, Zurique, Utrech, Amsterdã, Harvard, Yale, Princeton, Brown, Dartmouth e Rutgers. Os Puritanos restauraram Oxford e Cambridge. A Reforma foi muito mais que um movimento religioso, os reformadores lançaram as bases para uma nova sociedade, empoderando cristãos a se especializarem nos dons que tinham para servir a quem quer seja, onde quer que fosse para a glória de Deus. Estavam abertos os portões para uma grande revolução na história da humanidade.

Michael Horton em seu livro “O cristão e a cultura” mostra com veemência o quanto nossos pais criam que Deus é Senhor de toda a nossa vida! Horton descreve esta imensa mudança que o mundo experimentou com a Reforma Protestante nas figuras de Lutero e Calvino:

Martinho Lutero persuadiu o governo a proclamar a educação universal compulsória tanto para meninas como para meninos, pela primeira vez na história ocidental. Com seus associados ele criou um sistema de educação pública na Alemanha. O cristianismo era religião da Palavra, e aqueles que dependiam de imagens religiosas e só “ouviram falar” eram, a princípio espiritualmente empobrecidos. Mas eram também culturalmente empobrecidos e esse era um ponto igualmente importante. Com esse propósito o colega de Lutero, Melanchthon, declarou: “A finalidade última que confrontamos não é apenas a virtude particular, mas o interesse do bem público.”

Calvino argumentava na seguinte linha: Visto que é necessário preparar as gerações futuras a fim de não deixar a igreja num deserto para os nossos filhos, é imperativo que se estabeleça um colégio para se instruir os filhos e prepará-los tanto para o ministério quanto para o governo civil.” (Ordenanças de 1541)

Os reformadores acreditavam que todo homem tem direito de ser respeitado, valorizado e ensinado. Não é o fato se ser Rei, governante, nobre, professor, enfermeiro, gari ou um pastor que confere maior santidade e um lugar mais importante a alguém junto de Deus, afinal, é muito possível encontrar um pastor relapso, preguiçoso e desonesto para com os estudos da Escritura Sagrada e suas atividades pastorais, que traz desonra e vergonha para Deus, e, uma dona de casa caprichosa e amorosa que faz seu trabalho com afinco e orgulho, que traz glória para Deus. Não é o que fazemos que traz mais ou menos glória para Deus, e sim como fazemos. Somos cristãos em todos os momentos, em todos os lugares, fazendo todas as coisas, não apenas quando estamos de batina ou de terno e gravata encaixotados dentro de um “templo” religioso. Ideias como essas revolucionaram nações inteiras na Europa e serviram como grandes fogueiras que deixaram o velho continente em chamas e o corpo de inúmeros mártires cristãos em cinzas neste período da história.

Foram os reformadores que tiveram a coragem de tomar a autoridade da igreja das mãos da tradição e do clero e entregá-la de volta às Sagradas Escrituras, foram eles que nos lembraram novamente que somos salvos apenas pela graça, mediante a fé, e que a obra da salvação e qualquer movimento de avivamento nunca foi e nunca será protagonizado e provocado por algum homem, e que todo aquele que crê, só crê porque o Espírito Santo o convenceu do pecado da justiça e do juízo. Os reformadores nos lembraram que glorificamos a Deus não apenas nos monastérios e nos templos, e que não precisamos demonizar o mundo, a criação e tudo que neles há. Foi a cidade de Genebra, pelas mãos de um reformador, a primeira cidade na Europa a ter saneamento básico, polícia, água encanada, hospitais e o parto de infantes regulamentado e assistido por profissionais da área. Boa parte da noção ocidental de democracia, república, arte, justiça, liberdade de imprensa, direitos humanos, defesa de minorias e educação vem do movimento reformista. Foram os reformadores que traduziram a Escritura para diversas línguas. Se a Bíblia Sagrada hoje pode ser lida em português e tantos outros idiomas, é porque homens e mulheres sofreram muito, a ponto de derramarem o próprio sangue por esta causa. A fundamentação e o aperfeiçoamento de línguas como o alemão e o francês estão ligados profundamente a obras do período da reforma como a tradução da Bíblia Sagrada para o alemão e As Institutas da Religião Cristã, respectivamente.

O escritor Alister McGrath em seu livro “Origens Intelectuais da Reforma” faz um questionamento interessante, ele pergunta: a Reforma Protestante alcançou seu objetivo? O motivo principal que era reformar o que já estava criado foi alcançado? Creio que uma resposta sensata diante desta questão seria não. Não era intenção de Martinho Lutero dividir a igreja, antes, sua proposta era reformá-la! No entanto isso não aconteceu, a Igreja Católica Romana se fechou, excomungou-o como herege, veio a contrarreforma e o protestantismo começou a se expandir, tomar forma e ganhar contornos cada vez mais robustos. É importante não atribuir status canônico aos reformadores e suas obras, são homens como todos nós, que tiveram suas falhas como quaisquer outros, contudo, foram escolhidos por Deus para uma missão grandiosa que marcaria o planeta para todo sempre. A reforma da igreja como pensavam os primeiros reformadores, em certo sentido, foi um fracasso, mas nos apontou caminhos, trouxe luz a muitas mazelas escondidas do seio de uma instituição religiosa gigantesca e fundamentou filosófica e teologicamente a prática da Igreja de Cristo daquele momento em diante.

A reforma protestante charge

O que Lutero e Cia nunca imaginaram que aconteceria

Numa breve leitura do cenário do protestantismo atual no Brasil é possível perceber um retrocesso preocupante em relação a grande parte do que foi a luta do movimento reformado. Vejamos alguns pontos:

— Grandes denominações centradas na figura de uma única pessoa, prática que faz alusão a uma espécie de papismo e atenta contra o princípio protestante do sacerdócio universal dos crentes.

— Tradicionalismo ou denominacionalismo exacerbado que em diversos momentos toma o lugar das Escrituras Sagradas no governo da igreja.

— Redemonização do mundo, que fere o princípio que a criação é boa e bela e Deus, em sua missão (MissioDei) a está reconciliando consigo mesmo por meio de Seu Filho Jesus, utilizando-se muitas vezes de Seus santos espalhados pelo mundo.

— Isolacionismo, ou seja, a ideia de que para ser santo deve-se evitar o contato com o mundo, que fere o ensino reformado de santidade ativa no mundo.

— Teologia da prosperidade que fere contundentemente a memória e os ensinos dos mártires e com toda certeza seria escorraçada pelos reformadores.

— Teologia dos que são cabeça e não cauda, que dominam ao invés de serem dominados, chamada teologia do domínio, nega o chamado do cristão ao serviço sacrificial.

— Alienação política ou a política feita em causa própria, fere a ideia do exercício político a serviço de toda nação para glória de Deus e não a serviço de uma minoria para glória de um grupo.

— Insensibilidade e afastamento social contrasta com as obras de misericórdia e amor que eram pontos centrais do ensino e da vida dos reformadores.

— Preconceito com o conhecimento científico, principalmente em relação às ciências humanas e com os estudos em geral, completamente antagônico aos títulos de mestres e doutores de inúmeros mestres reformadores que, diga-se de passagem, tinham como meta a educação e a construção de universidades.

Olhar no retrovisor da história nesse momento de comemoração dos 499 anos de Reforma Protestante é extremamente necessário. Para onde estamos indo como povo de Deus espalhados por esse mundo? O que temos acrescentado, qual a nossa contribuição aos de fora da igreja? Que tipo de evangelho tem sido pregado do alto de nossos púlpitos? Temos honrado o sangue de tantos e tantos mártires da causa do evangelho? Os reformadores se sentiriam parte das igrejas evangélicas atuais? É a glória de Deus que estamos buscando acima de todos os outros interesses como igreja de Cristo em solo brasileiro?

É necessário que nesse 31 de Outubro de 2016, deixemos o Halloween Gospel de lado e dediquemos mais tempo para o estudo de onde viemos, do que diziam, escreviam e de como viviam os fundadores do movimento ao qual, pelo menos no discurso, dizemos fazer parte. Conforme disse acima, a reforma protestante nos apontou caminhos, caminhos preciosos desbravados a duras penas, à custa de muito sangue e trabalho. Cabe a nós, em nossa geração, contextualizar todas estas realidades e fundamentados no temor do Senhor, na Bíblia Sagrada e no exemplo destes piedosos e fiéis homens de Deus, glorificarmos o nome de Cristo Jesus em todas as esferas da vida, o tempo todo e em todos os lugares. Sejamos corajosos! Que Deus abençoe a igreja brasileira e que nos lembremos hoje, mais do que nunca, de um dos principais lemas da Reforma que diz: igreja reformada sempre se reformando.

Que Deus nos alcance!

Lucas Freitas é:

Aprendiz da vida e dos caminhos que ela faz, estudante presbiteriano agraciado e um proclamador falho daquele que deve ser proclamado. Alcançado pelo cuidado do Pai.

O artigo original poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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