quarta-feira, 13 de abril de 2016

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus – ESTUDO 015 — A ESCOLHA OU ELEIÇÃO DIVINA — EFÉSIO 1:4 - PARTE 005



NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.

— CONTINUAÇÃO

6. João 6:65 –   E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido.

Jesus insiste em afirmar aos seus ouvintes que a fé salvadora é um dom — ou presente — concedido pelo próprio Deus através do Espírito Santo. Não devemos, portanto, ficar impressionados quando percebemos pessoas que resistem ou que não querem receber este dom. A pergunta que precisamos fazer é: Como é possível que a grande maioria das pessoas, de forma deliberada — resolver depois de exame ou discussão; decidir após considerar — rejeita a salvação? A resposta de Jesus a esta pergunta é bastante clara. Nenhum ser humano, nem ao menos um, é capaz por si mesmo, de sequer desejar a salvação. Assim sendo, não possuindo nenhum desejo, não se anima na direção do conhecimento de Deus e da salvação. Muito pelo contrário. A maneira como a Bíblia descreve os seres humanos sem Deus, nada elogiosa, diga-se de passagem, é o indicativo cristalino do porque não nos interessamos por Deus e sua salvação. Eis como a Bíblia descreve os seres humanos sem Deus:

“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Injustos, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Desviados, perdidos, fracos, ímpios, extraviados, inúteis e pecadores; incapazes de fazer o bem, mortos em delitos e pecados, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus. Iníquos, vivendo em trevas, filhos do Maligno, incrédulos. Escravos da prostituição, da impureza, da lascívia, da idolatria, das feitiçarias. Ativamente envolvidos em inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas. Cheios de amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmias, desejo maligno e a avareza, que é idolatria. Cheios também de obras infrutíferas e bem assim de toda malícia, de ira, de indignação, de maldade, de maledicência, de linguagem obscena do falar. Egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Infiéis, mentirosos, néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros. Incrédulos, abomináveis, impuros, e feiticeiros.”
Bem, a lista é longa, mas não é exaustiva[1]!

Cremos que essas passagens são suficientes para nos ensinar o verdadeiro estado das pessoas sem Deus neste mundo. São versos como esses que contradizem os ensinos da moda dos nossos dias advindos especialmente do estadunidense Rick Warren — Uma Igreja com Propósitos — e do colombiano Cezar Castellanos Dominguez — Sonha, e ganharás o Mundo. Ao contrário do que a Bíblia ensina, esses senhores defendem, em seus livros, que existem milhões e milhões de pessoas espalhadas pelo mundo que estão honesta e sinceramente à procura ou busca do Deus verdadeiro. Ora a Bíblia é bem clara: o tipo de pessoa referida por Warren e Castellanos simplesmente não existe.

Conforme o ensino de Jesus somente quando o Espírito de Deus nos alcança é que podemos começar a nos interessar honesta e sinceramente por Deus e Sua salvação. O Ensino de Jesus é claro: não são todos que creem, porque a fé em Jesus procede como um dom do Espírito Santo através de Deus, o Pai. Assim, o ciclo se fecha: aquilo que não podemos alcançar por nós mesmos, já que sequer temos interesse em buscar, que é a salvação de nossas almas, Deus, por causa do grande amor com que nos ama, nos oferece gratuitamente através da obra salvadora do Senhor Jesus e pelo dom do Seu Espírito Santo.

7. João 15:16  Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

Em João capítulo 15 nós encontramos Jesus e os discípulos ainda no salão chamado de Cenáculo, onde eles haviam se reunido para celebrar a páscoa judaica. Os acontecimentos narrados pelo apóstolo João nos capítulo 13 a 17 do seu evangelho descrevem uma cena contínua, e constituem o mais longo relato, relacionado a um único evento, que encontramos nas páginas do Novo Testamento.

Em João capítulo 15 Jesus continua a falar aos onze discípulos que permaneciam com Ele, uma vez que Judas havia deixado o cenáculo momentos antes — ver João 13:21—30.

O contexto imediato de João 15 fala da relação dos discípulos verdadeiros com Jesus que é a videira verdadeira. No Antigo Testamento Deus se referiu várias vezes ao povo de Israel como sendo uma vinha plantada pelo Senhor. Mas infelizmente os frutos produzidos não foram de acordo com o esperado —

Isaías 5:1—4

1 Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu amado a respeito da sua vinha. O meu amado teve uma vinha num outeiro fertilíssimo.

2 Sachou-a, limpou-a das pedras e a plantou de vides escolhidas; edificou no meio dela uma torre e também abriu um lagar. Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.

3 Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.

4 Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?

Além disso, muitos daqueles encarregados de administrar a vinha do Senhor, cuidando dela, na realidade se aproveitaram da oportunidade para explorá-la até destruí-la —

Jeremias 12:10

Muitos pastores destruíram a minha vinha e pisaram o meu quinhão; a porção que era o meu prazer, tornaram-na em deserto.

Todavia, nos dias do Senhor Jesus existia um conceito, inventado pelos rabinos do período intertestamental, de que a nação de Israel ainda era a vinha do Senhor e os judeus acreditavam que Israel era ainda a verdadeira vinha ou videira de Deus. Historiadores nos informam que o rei Herodes, que era da etnia dos idumeus, para agradar aos judeus, havia fornecido um mural para enfeitar o templo. Neste mural existia em alto-relevo de uma videira que representava a nação de Israel. Este mural, ainda segundo relatos históricos, era feito de ouro maciço e servia para embelezar o templo em Jerusalém. Mas Jesus, neste contexto, nos diz que Ele era a videira verdadeira da qual Seu Pai era o agricultor —

João 15:1

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.

A relação dos discípulos com o Senhor Jesus descrita pela expressão “eu vos escolhi a vós”, como lemos no verso 16 de João capítulo 15 precisa ser compreendida no contexto da relação que existe entre o γεωργός georgós — agricultor — transliterado como o nome George — que é o Pai, e a ἄμπελος ámpelos  — a videira, que é o Senhor Jesus e os κλῆμα klêma — ramos, que são os crentes. Uma vez feito esse destaque podemos então passar à discussão de João 15:16.

Não fostes vós que me escolhestes a mim — Naqueles dias era comum os discípulos escolherem o mestre a quem desejavam seguir. Jesus deixa claro que não foram os discípulos que escolheram o Senhor, e sim o contrário, como pode ser visto em —

Mateus 4:18—22

18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.

19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.

21 Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os.

22 Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram.

A passagem acima descreve o chamamento dos irmãos Pedro e André e Tiago e João, ou a descrição mais completa de como Jesus “chamou os que Ele mesmo quis”, como encontramos descrito em —

Marcos 3:13

Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele.

Jesus escolheu esses homens para serem Seus discípulos — alunos — e posteriormente Seus apóstolos — enviados —

João 6:70

Replicou-lhes Jesus: Não vos escolhi eu em número de doze? Contudo, um de vós é diabo.

Ao afirmar que fora Ele, Jesus, quem os escolhera fica evidente o amor puro e desinteressado que Jesus tinha pelos discípulos. Todos os discípulos, até onde sabemos, eram pessoas simples e das classes mais baixas que existiam na Palestina naqueles dias. A única possível exceção era Mateus, que era coletor de taxas e, como tal, pertencia a um grupo que era verdadeiramente rico, o grupo de coletores de taxas, também chamados de publicanos nos dias do Novo Testamento. Mas como todos os coletores de taxas de então e de hoje, Mateus era odiado e desprezado por toda a população. Mateus tinha dinheiro, mas era considerado traidor da pátria e inimigo público número um, pois arrecadava taxas para sustentar o exército de dominação romana, que explorava e matava os judeus. Estamos dizendo tudo isto para mostrar que Jesus escolheu seus discípulos baseado exclusivamente no amor e não devido a alguma vantagem que pudesse alcançar através da escolha.

Outro aspecto que temos que destacar, neste contexto, é que quando Jesus escolheu os 12 os mesmos não tinham nenhum tipo de afeição pelo Senhor como se Jesus estivesse obrigado a escolhê-los devido à afeição demonstrada. O mesmo é verdadeiro acerca de cada crente. Não é verdade que nós possuíssemos nenhum tipo de inclinação maior ou melhor que outras pessoas para buscarmos o Senhor. Nem havia em nós nenhum tipo de bondade nativa que poderia nos recomendar ao Senhor. Pelo contrário, não fosse a graça de Deus nos alcançar e nos fazer inclinar na direção do Salvador Jesus nós estaríamos tão perdidos quanto todos os demais seres humanos. Este é o motivo porque TUDO que o crente possui lhe foi primeiramente concedido por Deus —

1 Coríntios 4:7
Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?

CONTINUA... 

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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 003 — Como a Unidade Funciona na Prática

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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 007 — A Igreja Como o “Mistério” de Deus e Uma Introdução a Efésios 1:3—14

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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3

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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005

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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimardis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

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Desde já agradecemos a todos.  



[1] Listas contendo as coisas terríveis que os seres humanos são capazes de fazer podem ser encontradas, por exemplo, em: Marcos 7:21—23; Romanos 1:28—32; Romanos 3:10—18; 1 Coríntios 2:14; 1 Coríntios 6:9—10; 2 Coríntios 6:14—18; Gálatas 5:19—21; Efésios 4:31; Efésios 5:5—16; Colossenses 3:5—9; e 2 Timóteo 3:1—6; Tito 3:3; Apocalipse 21:8. E isto para ficarmos no Novo Testamento somente.

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