terça-feira, 19 de abril de 2016

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 006 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13



Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados.


Introdução:

A. Nas mensagens anteriores — ver lista completa mais abaixo —, nós tivemos a oportunidade de destacar diversas verdades entre as quais estão essas duas:

1. Na abertura da oração, Jesus invoca um Deus de Amor a quem chama de אַבָּא `abba — Pai, que está próximo de nós.

2. Mas Jesus também nos diz que o Pai está “nos céus”. Que é transcendente.


B. O אַבָּא `abba — Pai, é também o Deus παντοκράτωρ — Pantokrátor — Todo Poderoso ou aquele que tem o controle de todas as coisas. Não importa o que você está enfrentando, lembre-se: DEUS ESTÁ NO CONTROLE.

C. Mas o Deus Todo Poderoso não está lá longe, porque ele se aproximou de nós, de fato, ele veio viver entre nós na pessoa de Jesus —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Jesus se autodenomina παντοκράτωρ — Pantokrátor — Todo Poderoso em —

Apocalipse 1:8

Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.   

D. Com essa frase “Pai nosso que estás nos céus” Jesus afirma a existência de Deus independente de estarmos ou não conscientes dessa realidade.

E. A Bíblia “ASSUME” a existência de Deus e não faz nenhum esforço para provar essa verdade.

F. Conforme vimos quando da exposição do Salmo 130 — série ainda inédita —, a motivação para a oração repousa no fato que o Deus Criador nos ouve quando o buscamos em oração!

G. Uma vez que Jesus identificou muito bem aquele a quem dirigimos nossas orações, vamos então procurar entender a estrutura da oração do PAI NOSSO:  

A ESTRUTURA DO PAI NOSSO

I. A Oração Apresenta Seis Pedidos.

1. Santificado seja o Teu Nome

2. Venha o Teu Reino.

3. Faça-se a Tua Vontade, assim na terra como no céu.

4. O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje.

5. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.

6. E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.

A. As três primeiras petições têm a ver com o próprio Deus e servem para nos lembrar que estamos envolvidos com o Deus παντοκράτωρ — Pantokrátor — Todo Poderoso, e que somos parte da história da redenção desenvolvida pelo próprio Deus. Os gloriosos temas tratados por essas três primeiras petições são:

1. Santificar o Nome de Deus.

2. A Vinda do Reino de Deus.

3. O cumprimento pleno da vontade de Deus

B. A seguir a oração se concentra no mundo contemporâneo dos adoradores com suas necessidades específicas. O foco dessas petições está centrado em:

1. Nosso pão diário.

2. Perdão no meio da comunidade dos santos.

3. Liberdade do mal.

II. Cada uma Dessas Petições Envolve:

1. Um ato de Deus.

2. E implica, de forma específica, na participação do crente nas mesmas.

A. Cada petição envolve a Soberania de Deus e a liberdade e a responsabilidade do crente. Diante disso temos o seguinte:

1. Deus Santifica Seu próprio Nome — E espera-se que eu viva uma vida de santidade.

2. Deus introduz Seu Reino — E espera-se que eu viva de acordo com os princípios desse Reino — amor, justiça, paz, etc.

3. Deus faz cumprir Sua vontade — E eu preciso descobrir, entender e praticar a vontade de Deus no meu dia à dia.

4. Deus nos concede a bênção do alimento diário — e eu preciso trabalhar para ganhar o mesmo.

5. Deus perdoa — e eu preciso perdoar também.

6. Deus nos conduz para longe do mal — e eu preciso viver uma vida pautada em justiça e santidade.

III. Os Contrastes do Pai Nosso Com as 18 Orações dos Judeus.

A. Nas 18 orações proferidas pelos judeus nós podemos notar as seguintes ênfases:

1. Uma forte ênfase na Cidade de Jerusalém e no Templo — orações 10, 11, 14 e 17.

2. Um livro sagrado é identificado e lealdade ao mesmo é afirmada juntamente com um pedido para ter conhecimento e compreensão do mesmo — orações 4 e 5.

3. Uma ênfase no sofrimento da comunidade judaica e na necessidade de alívio e restauração — orações 7, 8, 11, 13, 15 e 17.

4. Pede-se perdão, mas não existe nenhuma preocupação com perdoar os outros — orações 5 e 6.

5. Uma oração pela bênção de Deus para a produção dos campos — oração 9.

6. Um pedido para que os inimigos sejam atacados — Birkat HaMinim — oração 12.

7. Pedido por misericórdia, por resposta às orações junto com paz e felicidade — orações 16, 19.

B. Com todos esses admiráveis e honrados pedidos essa coleção não passa de um grupo de orações étnicas centradas em Jerusalém, no Templo e no povo judeu.

C. Jesus, com sua oração fez o seguinte: ele “DE-SIONIZOU” a tradição judaica.

D. Na oração do Pai Nosso não existe nenhuma menção de Jerusalém nem do Templo e os discípulos são instruídos a pedir pela vinda do Reino de Deus, algo que demonstra uma preocupação por todos os povos e não apenas para um povo: os judeus.

E. O perdão de Deus está firmemente atado ao perdão que oferecemos aos outros.

F. Nenhum pedido é feito visando à destruição dos inimigos.

G. Também não existe nenhum pedido para Deus olhar para o sofrimento do Seu povo, nem para que Deus lute a favor do Seu povo. De fato nós lemos o seguinte  em —

1 Pedro 4:19

Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.

H. Tudo isso deve nos levar a considerar com maior cuidado a oração que temos diante de nós. Mas começaremos a fazer isso a partir da próxima mensagem. Agora vamos concluir a mensagem de hoje.

Conclusão

A. Jesus nos exorta a fazer o seguinte em

Lucas 18:1

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer.

B. Não devemos nos enganar: Deus exige que vivamos em santidade —

Hebreus 12:14

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

C. Em que consiste o Reino de Deus?

Romanos 14:17

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

D. Qual é a vontade de Deus para nós?

Marcos 3:35

Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

Romanos 12:2

E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Efésios 6:6

Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus.

1 Tessalonicenses 4:3

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição.

1 Tessalonicenses 5:18

Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

1 Pedro 2:15

Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos.

1 João 2:17

Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

E. Quanto ao alimento diário temos que nos lembrar que como descendentes de Adão sobre nós pesa o seguinte:

Gênesis 3:19

No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

F. Na continuidade da “Oração do Pai Nosso” Jesus diz as seguintes palavras:

Mateus 6: 14—15

14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará;

15 se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

G. O que Deus faz por nós quando enfrentamos uma tentação?

1 Coríntios 10:13

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.   

H. Quando consideramos a oração do Pai Nosso à luz de tais versículos temos que entender que o propósito de Jesus é criar um senso de comunidade entre nós e também nos ajudar a nos identificarmos, enquanto indivíduos, com o Deus παντοκράτωρ — Pantokrátor — Todo Poderoso.

Que Deus abençoe a todos. 

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
Que Deus abençoe a todos 

Alexandros Meimaridis 

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