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sábado, 9 de abril de 2016

VOCÊ SABE QUEM FOI DIETRICH BONHOEFFER? PARTE 001


Dietrich Bonhoeffer e adolescentes alemães

Nascido na riqueza Dietrich Bonhoeffer caminhava para uma carreira brilhante como teólogo, até passar a ver a vida sob a perspectiva daqueles que sofrem, na Alemanha nazista. Isso lhe custou a vida.

O artigo abaixo é de autoria de Geffrey B. Kelly e foi publicado no Brasil pelo site da revista Cristianismo Hoje.

A vida e a morte de um mártir moderno

Por Geffrey B. Kelly

Em 1942, o pastor luterano Dietrich Bonhoeffer enviou um presente de Natal à sua família e amigos que estiveram envolvidos em um fracassado plano para matar Hitler. Era um ensaio intitulado After Ten Years (Depois de dez anos). Nele, Bonhoeffer lembrou a seus companheiros de conspiração dos ideais pelos quais eles estavam dispostos a dar suas vidas. Em suas palavras: “Nós aprendemos, de uma vez por todas, a ver os grandes eventos da história do mundo de baixo para cima, das perspectivas dos proscritos, suspeitos, maltratados, impotentes, oprimidos e injuriados – em resumo, da perspectiva daqueles que sofrem”.

Conforme ele analisava as várias razões pelas quais eles tinham que matar Hitler e derrubar o governo nazista, Bonhoeffer lhes falava do exemplo de Cristo. Jesus, de boa vontade, arriscou sua vida defendendo os pobres e proscritos de sua sociedade – mesmo ao custo de uma violenta morte.

Na época de sua prisão, a vida de Bonhoeffer tinha se tornado uma jornada de entrelaçamento, na qual ele tinha entrado por causa desta “visão de baixo para cima”. Sua opção de vida lhe tirou de uma confortável posição de professor universitário à liderança isolada de uma oposição minoritária dentro de sua igreja contra seu governo. Ele saiu da segurança de um refúgio fora do país para a vida perigosa de um conspirador. Ele desceu dos privilégios do ministério eclesiástico e o respeito dado a uma família nobre, para sua árdua prisão e mais tarde sua morte como traidor de seu país.

Determinação de aço — Poucas pessoas teriam predito que o jovem Bonhoeffer terminaria como um conspirador político. Nascido em Breslau, em 1906, Dietrich era o quarto filho homem e sexto filho dentre todos (sua irmã gêmea, Sabine, nasceu momentos depois). Sua mãe, Paula von Hase, era filha de um pregador da corte do Kaiser Wilhelm II. O pai de Dietrich, Karl Bonhoeffer, era um famoso médico psiquiatra e professor universitário.

Quando era um rapazinho de 14 anos, Dietrich surpreendeu sua família declarando que não queria nada mais do que ser um ministro da igreja. Este anúncio provocou uma pequena consternação entre seus irmãos homens. Um estava destinado a ser físico, o outro, advogado; ambos eram pessoas de sucesso, para quem o serviço na igreja parecia um trabalho que não simbolizava uma alta responsabilidade para a burguesia, era algo inferior a eles e sua capacidade. Seu pai sentiu-se da mesma forma, mas ficou em silêncio, preferindo conceder a seu filho a liberdade de cometer seus próprios erros. Quando sua família criticou a igreja como egoísta e covarde, um lampejo da determinação de aço de Dietrich surgiu dele a frase: “Neste caso, eu a reformarei!”.

Um “milagre teológico” — Seguindo um costume de família, o jovem Dietrich estudou na Universidade de Tübingen por um ano antes de mudar para a Universidade de Berlim, onde morava a família. Na universidade, ele veio a estar sob a influência do conhecido historiador da igreja Adolf von Harnack e Karl Holl, um estudioso sobre Lutero. Von Harnack considerou Bonhoeffer como um grande historiador da igreja em potencial, capaz de um dia subir no seu próprio pódio.

Para tristeza de von Harnack, Bonhoeffer dirigiu suas energias do mundo acadêmico para o campo dogmático. Seu maior interesse ficava nos assuntos da Cristologia e da Eclesiologia. Sua dissertação, The Communion of Saints (A comunhão dos santos), foi completada em 1927, quando ele tinha apenas 21 anos. Karl Barth a celebrou com um “milagre teológico”.


Nesta dissertação, Bonhoeffer declara numa sonora frase que a igreja é “Cristo existindo em comunidade”. A igreja para ele não é nem uma sociedade ideal, sem necessidade de reforma, nem o ajuntamento de uma elite cheia de dons. Pelo contrário, ela é tanto uma comunhão de pecadores capazes de seres infiéis ao evangelho, quando é uma comunhão de santos para quem servir um ao outro deve ser uma alegria.

Triste encontro com a pobreza — Como ainda não estava na idade mínima para ordenação e precisava de experiência prática, Bonhoeffer interrompeu sua carreira acadêmica. Ele aceitou uma indicação como pastor-assistente numa igreja em Barcelona que tendia para as necessidades espirituais da comunidade de negócios alemã.

Seus meses na Espanha (1928–29) coincidiram com as primeiras repercussões da Grande Depressão, dessa forma a vida de pastor em Barcelona deu a Bonhoeffer seu primeiro triste encontro com a pobreza. Ele ajudou a organizar um programa que sua igreja estendeu aos desempregados. Em desespero, ele mesmo implorou por dinheiro à sua família para este propósito. Num sermão memorável, ele lembrou ao seu povo que “Deus caminha entre nós em forma humana, falando a nós naqueles que cruzam nosso caminho, sejam eles estranhos, mendigos, doentes, ou mesmo naqueles mais perto de nós em nosso dia a dia, tornando-se a ordem de Cristo em nossa fé nele”.

De volta à Alemanha, Bonhoeffer voltou sua atenção para sua “segunda dissertação” – exigida para conseguir uma designação na universidade. Publicada como um livro em 1931, Act and Being (Ser e agir) externamente parece ser um rápido tour de filosofias e teologias de revelação. Se a revelação é “agir”, então a Palavra eterna de Deus interrompe a vida da pessoa de um modo direto, intervindo muitas vezes quando menos se espera. Se a revelação é “ser”, então é a presença contínua de Cristo na igreja. Através de todas as análises cruzadas deste livro, nós também detectamos a luta profunda de Bonhoeffer entre o conforto do status acadêmico e o perturbador chamado de Cristo para ser um cristão genuíno.

Primeira visita à América - Tendo assegurada sua indicação para a universidade, Bonhoeffer decidiu então aceitar uma bolsa de pesquisa Sloane. Esta lhe ofereceu um ano de estudos adicionais no Union Theological Seminary, em Nova York. Mais tarde ele descreveu este ano acadêmico de 1930–31 como “uma grande libertação”.

A princípio, Bonhoeffer olhou preocupadamente para o Seminário de Teologia União, julgando que ele fosse tão permeado de humanismo liberal que tivesse perdido suas amarras teológicas. Mas cursos com Reinhold Niebuhr e longas conversas com seu amigo mais próximo, o americano Paul Lehmann, trouxeram sensibilidade aos problemas sociais.

As amizades de Bonhoeffer no Union Seminary influenciaram-no profundamente. Elas alimentaram sua crescente paixão pelas preocupações do Sermão do Monte. Através de um aluno negro do Alabama, o reverendo Frank Fisher, Bonhoeffer experimentou em primeira mão o racismo opressivo sofrido pela comunidade negra do Harlem.

Admirando os serviços desta igreja, que valorizavam a vida, ele levou gravações dos negro spirituals para a Alemanha para tocar para seus alunos e seminaristas. Ele falou aos alunos frequentemente sobre a injustiça racial na América, prevendo que o racismo se tornaria “um dos problemas futuros mais críticos para chamada igreja branca”.

Outro amigo, o pacifista francês Jean Lasserre, levou Bonhoeffer a transcender sua ligação natural à Alemanha para assumir um compromisso maior com a causa da paz mundial. Bonhoeffer tornou-se devoto da resistência pacífica ao mal, e mais tarde ele defendeu com veemência a paz em encontros ecumênicos. Para Bonhoeffer, a guerra claramente negava o evangelho; nela os cristãos matavam uns aos outros para ideais alardeados que só mascaravam objetivos políticos mais sinistros.

As pessoas perceberam as mudanças na perspectiva de Bonhoeffer em sua volta à Universidade de Berlim. Seus alunos o descreveram como diferente de seus colegas, estes mais enfadonhos e desinteressados. Tentando explicar o que houve com ele, Bonhoeffer disse simplesmente que tinha se tornado cristão. Como ele mesmo disse, ele esteve pela primeira vez na sua vida “no trilho certo”, dizendo ainda: “Eu sei que por dentro serei realmente claro e honesto somente quando eu tiver começado a levar a sério o Sermão do Monte”.
Palestrante universitário eletrizante — Retornando da América, Bonhoeffer fez uma pausa na Universidade de Bonn, onde ele finalmente conheceu o teólogo Karl Barth. Os escritos de Barth tinham impressionado o mundo teológico e cativado Bonhoeffer durante seus anos de estudante em Berlim. Os dois ficaram amigos, então. Barth apreciava os alertas incisivos de Bonhoeffer sobre a acomodação das ideologias políticas na religião organizada. Bonhoeffer começou a usar Barth como um meio de divulgação de suas opiniões, confiando nas avaliações maduras de Barth sobre como contra-atacar as concessões da igreja ao nazismo.

Sendo o professor mais jovem da faculdade, Bonhoeffer ficou conhecido pelo seu jeito de ir até o fundo de uma questão e abordar os assuntos na sua relevância atual. Um aluno escreveu que sob a direção de Bonhoeffer “cada frase encontrava seu lugar; havia uma preocupação pelo que me perturbava, e de fato, todos nós jovens, o que perguntávamos e o que queríamos saber”. Mas a carreira de ensino de Bonhoeffer foi ofuscada pela ascensão de Hitler ao poder. Os alunos atraídos pelo nazismo o evitavam.

Alguns dos cursos de Bonhoeffer na universidade durante este período foram publicados como livros desde então. Em The Nature of the Church, (A natureza da igreja), Bonhoeffer observou que a igreja ficou à deriva; ela, com muita frequência, buscou o conforto dos privilegiados. A igreja, ele disse aos seus alunos, tinha que confessar a fé em Jesus com coragem incomum e rejeitar sem hesitação toda idolatria secular.

Em suas palestras sobre Cristologia, publicada como Christ the Center (Cristo o centro), Bonhoeffer insistiu com seus alunos a responder perguntas perturbadoras: Quem é Jesus, no mundo de 1933? Onde Ele pode ser achado? Para ele, o Cristo de 1933 era o judeu perseguido e o dissidente na luta da igreja.

Durante os anos na universidade, Bonhoeffer também achou tempo para ensinar em uma favela de Berlin. Para ser mais envolvido na vida destes alunos, ele se mudou para a sua vizinhança, visitou suas famílias e os convidou a passar finais de semana num chalé alugado na montanha. Depois da guerra, um destes alunos lembrou que “a turma dificilmente ficava agitada”.

Crescente luta da igreja — Durante este período, muitos cristãos dentro da Alemanha adotaram o Socialismo Nacional de Hitler como parte de seu credo. Conhecidos como “cristãos alemães”, seu porta-voz Hermann Grüner, deixou claro o que eles defendiam:

“O tempo se completou em Hitler para as pessoas na Alemanha. É por causa de Hitler que Cristo, Deus, o ajudador e remidor, tornou-se eficaz entre nós. Portanto, o Socialismo Nacional é cristianismo positivo em ação... Hitler é o modo do Espírito e da vontade de Deus para o povo alemão entrar na igreja de Cristo”.

Ordenado em 15 de novembro de 1931, Bonhoeffer, com seu grupo de “Jovens Reformadores”, tentou persuadir delegados nos sínodos da igreja a não votar em candidatos pró-Hitler. Num sermão memorável, logo antes das eleições na igreja em julho de 1933, Bonhoeffer apelou: “Igreja, permaneça uma igreja! Confesse, confesse, confesse!” Apesar dos seus esforços, os cristãos alemães elegeram como Bispo Nacional um simpatizante do nazismo, Ludwig Müller. Numa carta à sua avó, em agosto daquele ano, Bonhoeffer afirmou com franqueza: “O conflito é realmente ser Alemão ou ser Cristão e o quanto antes este conflito ficar às claras, melhor”.

Em setembro de 1933, o conflito ficou às claras. No “Sínodo Marrom” naquele mês (chamado assim porque muitos dos religiosos usavam uniformes nazistas marrons e faziam a saudação nazista), a igreja adotou a “Fase Ariana”, que negava o púlpito a ministros ordenados que tivessem sangue judeu. O amigo mais próximo de Bonhoeffer, Franz Hildebrandt, foi afetado pela legislação (junto com muitos outros). A Fase Ariana dividiu a Igreja Protestante alemã.

Defesa aberta dos judeus — A primeira reação pública de Bonhoeffer à legislação antissemita chegou logo. Em abril de 1933, ele falou a um grupo de pastores sobre “A Igreja e a questão judaica”. Neste sermão, ele pediu as igrejas para, em primeiro lugar, desafiar com ousadia o governo que justifica tais leis, obviamente imorais. Segundo, ele exigiu que a igreja viesse em socorro das vítimas — batizadas ou não. Finalmente, ele declarou que a igreja devia “travar as rodas” do governo se a perseguição aos judeus continuasse. Muitos dos que ali estavam saíram correndo, convencidos de que tinham ouvido a incitação para um motim.

Logo após o Sínodo Marrom, Bonhoeffer e um herói da Primeira Guerra Mundial, o pastor Martin Niemöller, formaram a “Liga de Emergência dos Pastores”. Eles defendiam a luta para repelir a Fase Ariana, e no fim de setembro, tinham obtido 2.000 assinaturas. Mas, para decepção de Bonhoeffer, mais uma vez os bispos da igreja continuaram em silêncio.

No Sínodo de Barmen, de 29 a 31 de maio de 1934, entretanto, a nova “Igreja Confessante” (aqueles pastores que se opuseram à Fase Ariana e outras políticas nazistas) afirmaram a agora famosa Confissão de Fé de Barmen. Concebida em grande parte por Karl Barth, sua associação do Hitlerismo com idolatria fez simpatizantes entre os homens marcados pela Gestapo, e dentre outras coisa dizia: “Nós repudiamos o falso ensino de que há áreas em nossa vida que não pertencem a Jesus Cristo, mas a outros senhores…”

Abandonando uma carreira promissora — Uma vez que os cristãos alemães estavam agora entrincheirados em posições de liderança na igreja, Bonhoeffer foi rejeitado para um pastorado em uma igreja local. Os comentários contra ele apontaram sua posição radical e intempestiva às políticas governamentais. E ele foi considerado muito ligado ao seu amigo cristão-judeu, Franz Hildebrandt. A assustadora “nazificação” das igrejas deixou Bonhoeffer sentindo-se isolado e incapaz de esboçar uma oposição destemida a Hitler dentre os pastores.

Em sua posição de ensino, ele sentiu que a universidade tinha se ligado indesculpavelmente ao sentimento popular que exaltava Hitler como salvador político. Ele ficou perturbado também pela falta de protesto diante do afastamento de professores judeus. Estas frustrações facilitaram a decisão de deixar a Alemanha. No outono de 1933, ele assumiu o pastorado de duas igrejas de língua alemã em Londres.

Por causa desta atitude Bonhoeffer foi severamente repreendido por Karl Barth, que achou que ele estivesse fugindo de cena quando ele era mais necessário. Barth acusou Bonhoeffer de privar a luta da igreja de seu “esplêndido arsenal teológico” e de sua “correta figura alemã”.

Mas Bonhoeffer ainda não estava abandonando a luta contra o nazismo. De Londres, ele pretendia trazer pressão externa sobre a igreja do Reich Alemão. Numa carta ao líder do Ministério Eclesiástico Estrangeiro, Bonhoeffer recusou a se abster de criticar o governo alemão.

Dietrich Bonhoeffer e outros delegados foram a uma conferência ecumênica em Fano, na Dinamarca, em 1934. Na conferência, Bonhoeffer pregou um sermão aos líderes cristãos de mais de 15 nações. “O mundo está sufocando com armas”, ele disse, “e a desconfiança que salta dos olhos de cada ser humano é assustadora. As trombetas da guerra podem tocar amanhã”. Nesta ocasião, ele insistiu para que os cristãos falassem contra a guerra e ousassem pelo “grande empreendimento” da paz.

Buscando para o mundo o apoio da igreja — Era no nível ecumênico que Bonhoeffer esperava continuar mais efetivamente na luta da igreja. Ele tinha sido indicado secretário da juventude para a Aliança Mundial para Promover a Amizade Internacional através das Igrejas (um precursor do Conselho Mundial das Igrejas). Neste papel, ele ajuntou as igrejas internacionais para fazer um forte protesto antinazismo, para apoiar a Igreja Confessante e para expulsar a igreja do Reich do movimento ecumênico.

Suas atividades levaram a uma amizade duradoura com o bispo inglês George Bell. Bell era presidente do Conselho Universal Cristão para a Vida e Trabalho, que trabalhava de perto com a Aliança Mundial. Ele apoiava a luta de Bonhoeffer para que a Igreja Confessante fosse reconhecida como a única representante da igreja protestante na Alemanha.

Os esforços de Bonhoeffer alcançaram um clímax na conferência de 1934 em Fano, na Dinamarca. A Comissão Ecumênica de Jovens, da qual Bonhoeffer fazia parte, surpreendeu os delegados por sua recusa em expressar resoluções em uma polida linguagem diplomática. Além disso, Bonhoeffer queria que as igrejas declarassem não cristã qualquer igreja que tivesse se tornado meramente uma audiência neutra nas questões políticas. Todos os delegados sabiam que a Igreja do Reich era o alvo de tais resoluções.

A contribuição mais duradoura de Bonhoeffer para esta conferência, entretanto, foi um sermão matinal inesquecível sobre a paz, chamado “A Igreja e os povos do mundo”. Seu aluno, Otto Dudzus relatou que as palavras de Bonhoeffer deixaram os delegados “prendendo a respiração de tanta tensão”. Como poderiam as igrejas justificar sua existência, ele perguntou, se elas não tomavam medidas para impedir a marcha em direção à outra guerra? Ele exigiu que o conselho ecumênico se levantasse “para que o mundo, embora esteja rangendo os dentes, tenha que ouvir, para que as pessoas se alegrem por que a igreja de Cristo, no nome de Cristo, tomou as armas das mãos dos seus filhos, proibiu a guerra, proclamou a paz de Cristo contra o mundo irado”. Uma frase deste sermão ficou para sempre marcada nas memórias dos alunos de Bonhoeffer: “Temos que nos atrever pela paz. Este é o grande empreendimento!”. Até mesmo Dudzus lembrou que “Bonhoeffer tinha seguido tanto à frente que a conferência não podia segui-lo”.

CONTINUA...

Leia a parte 002 por meio do link abaixo:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/voce-sabe-quem-foi-dietrich-bonhoeffer_10.html

Dr. Geffrey B. Kellyé professor de teologia sistemática na La Salle University, na Filadélfia, e autor de “Liberating Faith: Bonhoeffer's Message for Today” (Augsburg, 1984 - Liberando a fé: a mensagem de Bonhoeffer para hoje)

Copyright © 2011 por Christianity Today International

O artigo original poder ser acessado por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 9 de maio de 2015

REPÓRTER CRISTÃO EXPÕE A COVARDIA E A HIPOCRISIA DE BETO RICHA


Luiz Carlos de Jesus no exato momento em que o cão da PM do Paraná tenta alcançar sua artéria femural e prestando depoimento numa comissão no Congresso 

Sua excelência Carlos Alberto Richa — mais conhecido como Beto Richa — é governador do estado do Paraná, em seu segundo mandato. Seu partido, curiosamente, é o PSDB, que nos últimos tempos tem se apresentado como o defensor do povo brasileiro contra o bicho papão representado pelo PT.



Beto Richa, governador do estado do Paraná

Mas não foi exatamente isso que tivemos a oportunidade de presenciar no último dia 29 de Abril conforme o vídeo e as fotos que vamos mostrar logo abaixo.

Jesus disse:

Mateus 5:6

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.

E nossa intenção em publicar esse material é clamar por justiça contra essa verdadeira afronta feita a todo povo brasileiro e também diante dos céus.

O vídeo abaixo mostra o depoimento do repórter cinematográfico da TV Bandeirante do Paraná, Luiz Carlos de Jesus, que foi ferozmente atacado por um cachorro — animal — da Polícia Militar do Paraná. Para sua excelência o governador do Paraná o cinegrafista mereceu ser atacado porque pisou na pata do cachorro. Quanta covardia e hipocrisia um ser humano pode manifestar é difícil de dizer.

Convidamos todos os leitores a assistirem ao breve e emocionado depoimento de Luiz Carlos por meio do link abaixo. Antes do seu depoimento, Luiz Carlos leu para todo o plenário da comissão em Brasília o seguinte texto Bíblico:

Romanos 8:28

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

O vídeo poderá ser visto por meio do link abaixo enquanto estiver no ar:


Mais do que isso, convidamos os leitores a verem, com seus próprios olhos, a brutalidade cometida contra cidadãos do mais alto nível — professores — por ordens diretas do Secretário de Segurança do Estado do Paraná, o senhor Fernando Francischini, subordinado direto do governador Beto Richa, que foi covardemente demitido no dia 8 de maio passado.

Seguem as fotos publicadas originalmente no site Pragmatismo Político. Advertimos a todos que as fotos a seguir não são apropriadas para todas as pessoas:

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Por fim, queremos deixar bem claro que não compactuamos nem com essa violência, nem com a corrupção, nem com mentiras, inclusive da Senhora Presidenta da República com relação ao aborto, nem com qualquer outro tipo de patifaria praticadas por quem quer que seja. 


Que Deus abençoe a todos e que faça chover a justiça sobre essa combalida nação brasileira.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.  

quarta-feira, 30 de julho de 2014

VEJA O MAPA E ENTENDA O QUE ISRAEL ESTÁ FAZENDO NA FAIXA DE GAZA




O número de mortos na Faixa de Gaza já passa dos 1136. Os feridos são mais de 6500. Do lado da nação agressora, Israel, os mortos são 57. É fácil perceber quem é a verdadeira vítima nessa guerra.

Você não verá o mapa abaixo em nenhum jornal diário do Brasil, as revistas semanais se mostrarem o mesmo, só o farão na semana que vem. E na televisão? Pode esquecer: dá muito trabalho explicar o mesmo.
Mas aqui no blog o Grande Diálogo, nós não usamos o Facebook das Forças de Ataque de Israel para sabermos o que está acontecendo na faixa de Gaza. Nós preferimos pesquisar e usar fontes independentes, de preferência israelenses.

O mapa abaixo mostra, em cor de rosa, a área que está agora mesmo, sendo ocupada pelas forças de ataque de Israel para criar uma espécie de “colchão” de 3 quilômetros entre os palestinos na Faixa de Gaza e o território de Israel. Mas veja, a área totalmente ocupada pelos israelenses e já evacuada pelos palestinos, corresponde a 44% de toda a área da Faixa de Gaza. Cerca de 560 mil palestinos foram deslocados de suas moradias. Ou seja, agora, os habitantes da Faixa de Gaza, que somam 1.8 milhão de pessoas, têm apenas 54% do seu próprio território para buscar abrigo e proteção. A situação colocada pelo exército de Israel para os palestinos foi bem simples: FOGE OU MORRE!

O desastre humanitário parece inevitável, e ficamos indignados com esses governos das nações, verdadeiramente poderosas, que apenas assistem ao genocídio sem fazer absolutamente nada. Já temos tido a oportunidade de ler em sites estrangeiros e também aqui no Brasil, sionistas judeus e pessoas que se dizem cristãos, clamando para que Israel faça suas forças avançarem e apaguem do mapa todos os habitantes da Faixa de Gaza, empurrando-os para o mar. Até entendemos sionistas judeus e israelenses, de modo geral, desejando esse genocídio, mas pessoas que se dizem cristãos desejando o mesmo soa, no mínimo, muito estranho. Já lemos diversas vezes a expressão “Israel deveria aproveita a ocupação da faixa de Gaza e LIQUIDAR essa fatura. Não fazemos nenhuma ideia onde esses falsos cristãos aprenderam esse tipo de amor pelo próximo. Certamente essas pessoas nunca entenderam as seguintes palavras de Jesus:

Mateus 5:9

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

Lucas 9:56

Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.

Não estamos lidando aqui com uma situação que surgiu durante os dias de guerra, mas com um plano executados pelas forças de ataque de Israel, cujo objetivo é tornar em verdadeira zona sem nenhum habitante, a faixa de 3 quilômetros como mostrada no mapa abaixo. As forças de ataque de Israel têm forçado dezenas de milhares de palestinos a abandonarem seus lares, para que os mesmos possam ser completamente destruídos restando apenas prédios pela metade, concreto quebrado e metal retorcido.

O mapa abaixo foi produzido e fornecido pelo Escritório das Nações Unidas Para Questões Humanitárias:

No mapa à direita é possível ver, em cor de rosa, toda a extensão de terra que está sendo ocupada pelas forças de ataque de Israel, que correspondem a 44% de toda a área da Faixa de Gaza.

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Deus não costuma ter piedade de quem não tem piedade. Israel precisa se preparar para o pior, quando o Senhor Soberano de toda a Terra se levantar para julgar essa nação ímpia. A matança precisa ter um fim antes que Israel tenha um fim, causado pelo próprio Deus, na opinião de muitos rabinos judeus.

Por outro lado, ainda há contas para serem ajustada com aqueles que um dia disseram as seguintes palavras:

Mateus 27:22—25

22 Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.

23 Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!

24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo ; fique o caso convosco!

25 E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!

O mapa original poderá ser visto por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL



























Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

MÉDICO NORUEGUÊS NARRA O QUE VIU EM GAZA NOS ÚLTIMOS DIAS


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Socorrista atende criança na faixa de Gaza 

O número de mortos em Gaza se aproxima dos 600 assassinatos cometidos pelo genocida Estado de Israel, Estado esse que alega que 27 dos seus cidadãos foram mortos no mesmo período. Ou seja, uma razão de 21,11 palestinos mortos para cada israelense — 570/27. A última contagem de mortos está em 780 palestinos contra 37 israelense. Fica, realmente, muito difícil qualquer pessoa honesta acreditar que Israel é a vítima nessa imoralidade toda.

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Dr. Mads Gilbert com uma jovem vítima das Forças de Ataque de Israel que os judeus consideram “o exército mais ético do mundo” durante a operação Protective Edge — Limite Protetor — de Julho de 2014.

A carta abaixo foi escrita de Gaza pelo médico voluntário norueguês Dr. Mads Gilbert, PhD e professor e chefe da Clínica de Emergência do Hospital Universitário no norte da Noruega. O Dr. Mads escreve:.

Queridos amigos

A noite passada foi terrível. A invasão por terra da faixa de Gaza pelas forças de Ataque de Israel resultou numa multidão de pessoas aleijadas, arrebentadas, sangrando, tremendo de frio e morrendo — isso inclui todo tipo de palestinos feridos, de todas as idades, todos civis, todos inocentes.

Os heróis que dirigem as ambulâncias e todos os hospitais na faixa de Gaza estão trabalhando em turnos de 12 a 24 horas, e mostram rostos cansados e estão fatigados pela carga desumana de trabalho. Os motorista de Shifa estão há quatro meses sem receber seus salários, mas mesmo assim cuidam, fazem triagens e tentam entender o caos incompreensível causado pelos corpos, tamanhos, partes de corpos humanos, pessoas capazes de andar ou que não são capazes de andar, pessoas que estão respirando ou que pararam de respirar, pessoas sagrando e pessoas que não estão sangrando. Em uma palavra: HUMANOS! SERES HUMANOS! Mas todos esses seres humanos estão NOVAMENTWE sendo tratados como ANIMAIS por um grupo fardado de assassinos que se considera “o exército mais ético do mundo”. Existe mesmo algo muito doentio na mentalidade israelense.

Meu respeito pelos feridos é infinito, por causa da determinação contida que demonstram em meio a dor, a agonia e o choque. Minha admiração pelos auxiliares e voluntários também é infinita. Minha proximidade com os “sumud” palestinos — pessoas que estão arraigadas na terra — me dá forças, apesar de que existem momentos em que eu quero gritar, seguram firme em alguém, chorar, cheirar a pele e os cabelos de uma criança “morna” coberta de sangue, e nos proteger a nós mesmos num abraço sem fim — mas nós não podemos nos dar a esse luxo e nem eles também.

Rostos cinzentos — Oh! Não! Não outro grupo de dezenas de aleijados e ensanguentados, que criam um verdadeiro lago de sangue no chão da sala de emergências. Pilhas de bandagens encharcadas de sangue pingando que precisam ser removidas e trocadas — Oh! — o pessoal da limpeza, por todos os lados, limpando o sangue e recolhendo bandagens, pele humana, cabelos, roupas e cânulas — as sobras da morte — tudo levado embora para que possam estar prontos novamente para repetir, outra vez, todo o processo.    

Mais de 100 casos chegaram em Shifa nas últimas 24 horas que é uma quantidade de vítimas que deveriam ser atendidas em um grande hospital bem equipado, mas aqui, — não temos quase nada: falata eletricidade, água, materiais descartáveis, remédios, mesas para cirurgias, instrumentos cirúrgicos, monitores — tudo está enferrujado e parecem objetos de algum museu hospitalar de dias passados. Mas as pessoas aqui não reclamam, esses heróis. Ele seguem adiante, como guerreiros, indo ao encontro do problema com uma resolução enorme.

E enquanto escrevo essas palavras para vocês, sozinho em uma cama, minhas lágrimas correm, lágrimas mornas, mas inúteis de dor e tristeza e medo. Digo a mim mesmo: isso não está acontecendo!
E então, agora mesmo, a orquestra da máquina de guerra de Israel dá início a sua nefasta sintonia, outra vez: tiros de artilharia pesada vindos do mar dos barcos de guerra israelenses, o barulho ensurdecedor dos caças F-16, o barulho doentio dos drones — são chamados pelo árabes de “Zenanis” os murmuradores — além do inúmeros helicópteros apaches. A vasta maioria desse material foi fabricado e servido pelos Estados Unidos da América para Israel.

Sr. Obama — você tem um coração?

Eu te convido — venha passar uma noite — apenas uma noite junto conosco aqui em shafir. O senhor poderia vir disfarçado com alguém da limpeza, talvez.

Eu tenho plena convicção que sua atitude poderia mudar a história.

Ninguém que tenha um coração U detenha poder conseguiria se afastar das imagens de uma noite em Shifa, sem assumir a determinação de dar um fim a essa matança do povo Palestino.

Mas os indivíduos sem coração e sem misericórdia já planejaram outra “dahyia” — a doutrina da Dahyia é uma estratégia militar estabelecida pelo general israelense Gadi Eizenkot e diz respeito a uma guerra assimétrica em áreas urbanas, na qual o exército, de forma deliberada, procura destruir a infraestrutura civil, como um meio de infligir enorme sofrimento na população civil para estabelecer a detenção de todos. 
Os rios de sangue continuarão correndo hoje a noite. Eu posso ouvir os assassinos afinando seus instrumentos de morte.

Por favor, façam o que for possível. Isso, ISSO não pode continuar.

Mads

Gaza, Palestina Ocupada.

Dr. Mads Gilbert, PhD.

Professor e chefe da Clínica de Emergência do Hospital Universitário no norte da Noruega.

O artigo original do Dr. Mads poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO

Infelizmente Dr. Mads, Obama e seus acólitos são covardes demais para irem até Gaza. Eles preferem a tranquilidade e a segurança do Cairo e de Tel Aviv e com isso PROVAM que quem está na Faixa de Gaza corre grande risco de ser morto!

Nosso desejo ao publicar essa carta é ajudar, de alguma forma as pessoas, especialmente o povo chamado evangélico em geral, a entender a verdadeira situação pela qual o povo palestino está passando em Gaza nesse momento.

É nossa intenção que os evangélicos em geral parem de escrever e mostrar vídeos da propaganda israelense de como os judeus têm sofrido. Isso é uma afronta ao Deus da Bíblia que nos ensina tanto no Antigo quanto no Novo Testamento o seguinte:

Deuteronômio 10:17

Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno.

Colossenses 3:25

Pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

Portanto Israel que se prepare para o dia do Grande Deus!

Para aqueles que ainda duvidam, quem é a verdadeira vítima nessa aberração basta lembrar o número de mortos até 22 de Julho de 2014:

Palestinos mortos = 570

Israelenses mortos = 27

Palestinos feridos = 3.350

Israelenses feridos = número desconhecido.

Fonte CBS News:


Que Deus abençoe a todos e continuemos orando por PAZ e JUSTIÇA na PALESTINA OCUPADA.

OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL


























Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

A VIDA DE DAVI — SERMÃO 009 - DERRUBANDO OS GIGANTES EM TUA VIDA — PARTE 5


Davi e Saul: Dois homens, dois objetivos distintos

Esse artigo é parte da série "Exposição da Vida de Davi" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.


A VIDA DE DAVI

SERMÃO 009 – DERRUBANDO OS GIGANTES EM TUA VIDA — PARTE 5
Texto: 1 Samuel 17
Introdução.

A. Nas quatro últimas mensagens nesse tema — ver links no final desse esboço — nós temos falando da luta de Davi contra Golias, e estamos usando os ensinamentos bíblicos acerca dessa narrativa para aprender como podemos derrubar os gigantes em nossas vidas, especialmente o gigante do pecado.

B. Até hoje nós falamos de 4 coisas que precisamos para derrubar os gigantes em nossas vidas. 
1. Em primeiro lugar nos precisamos ter uma perspectiva divina da situação. Ver as coisas como Deus vê e não como o homem vê.

2. Em Segundo lugar nos precisamos de uma fé prática no Deus ETERNO.

3. Em terceiro lugar nossa fé precisa estar arraigada numa experiência pessoal com Deus.

4. Em quarto lugar nós precisamos confiar 100% em Deus e não em métodos humanos.

C. Hoje vamos falar da quinta característica imprescindível se queremos, de fato, derrubar os gigantes em nossas vidas. Essa quinta característica é:

PRECISAMOS TER NOSSO FOCO, DELIBERADAMENTE, COLOCADO EM DEUS

I. O Foco de Davi e o Foco de Saul e Seus Exércitos

A. Quando Davi ouviu falar de Golias, ele nunca se imaginou vencendo aquele gigante e recolhendo para si os muitos louros da vitória: o reconhecimento público, as palmas de vitória e claro, o privilégio de se casar com uma das filhas do próprio rei Saul. 
B. Pelo contrário, ele estava unicamente preocupado com a glória do nome de Deus, e isso, porque, a glória do nome de Deus está, irremediavelmente, vinculada ao comportamento do povo de Deus . 
C. Enquanto Golias estivesse maltratando o povo de Deus ele estava maltratando o próprio nome de Deus. 
D. Nós temos exemplos bíblicos dessa realidade: 
 1. Saulo de Tarso foi confrontado por Jesus com essas palavras: 
Atos 26:14—15 
E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões.  Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. 
E. Num outro contexto, Paulo nos explica como o mau testemunho do povo de Deus faz com que o nome do Senhor seja blasfemado pelos incrédulos: 
Romanos 2:24 
Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa. 
F. Esse é o motivo porque Davi estava movido por uma justa indignação: o bom e santo nome de Deus estava sendo arrastado na lama pela ousadia de Golias e pela covardia do povo de Deus. 
G. Já Saul estava preocupado apenas com sua glória pessoal, com a admiração das pessoas, com as palmas de entusiasmo e etc. Uma vez, quando Saul obteve uma grande vitória sobre seus inimigos, em vez de dar a glória a Deus, sabe o que Saul fez? ELE MANDOU FAZER UM MONUMENTO SUA EM SUA PRÓPRIA HOMENAGEM — 
1 Samuel 15:12Madrugou Samuel para encontrar a Saul pela manhã; e anunciou-se àquele: Já chegou Saul ao Carmelo, e eis que levantou para si um monumento; e, dando volta, passou e desceu a Gilgal. 
H. Saul gostava das práticas religiosas, pois elas lhe davam a oportunidade de aparecer. Mas seus motivos estavam centrados em sua própria glória e na glória de Deus que é chamado de “Glória de Israel” — 
1 Samuel 15:29 
Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa. 
I. O crente cultural não entende muito o que significa dar a glória a Deus. Por isso ele sofre de um sério problema de inveja, quando ele vê outro crente avançando na vida de fé, crendo e confiando em Deus, mesmo no meio das situações mais difíceis. Depois de Davi ter vencido Golias, Saul em vez de se contentar com a grande libertação que Deus trouxe sobre o povo de Israel ele ficou mordido de ciúmes, conforme lemos em 
1 Samuel 18:6—9 
6  Sucedeu, porém, que, vindo Saul e seu exército, e voltando também Davi de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com tambores, com júbilo e com instrumentos de música. 
7  As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares. 
8  Então, Saul se indignou muito, pois estas palavras lhe desagradaram em extremo; e disse: Dez milhares deram elas a Davi, e a mim somente milhares; na verdade, que lhe falta, senão o reino? 
9  Daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos. 
II. Onde está o Foco da Tua Vida? Na Tua Própria Glória ou na Glória de Deus? 
A. Porque você deseja vencer o gigante do pecado na tua vida? Você deseja vencer os problemas da tua vida para poder ser bem sucedido e feliz? Esse é um motivo errado. Mas infelizmente é o motivo que move a maioria do povo chamado evangélico. 
B. Bem talvez você deseja vencer o gigante na sua vida para que as pessoas possam olhar para você e pensarem que você é uma espécie de super-crente. É essa tua motivação? Lamento, mas você está errado. 
C. Será que eu como pastor desejo vencer o gigante na minha vida para edificar um mega ministério com dezenas de igrejas e etc.? Se agir assim estarei muito, mas muito errado mesmo, e muito longe de Deus. 
III O Quer Podemos Aprender com Davi? 
A. Davi declarou, publicamente, que ele desejava derrotar Golias – 
1 Samuel 17:46—47 
46 Hoje mesmo, o SENHOR te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. 
47 Saberá toda esta multidão que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos. 
B. Mas note sua motivação para fazer isso: 
1. Em primeiro lugar ele queria fazer com que todos os pagãos soubessem que o Deus Único e Verdadeiro era o Deus de Israel, e que esse Deus era real, poderoso e capaz de salvar todos os que confiam nele. A pergunta é: Você, eu, confiamos em Deus dessa maneira? 
2. Depois Davi queria que todo crente que não estava mesmo confiando em Deus — como acontecia com os exércitos de Saul — que aprendessem que Deus não salva com instrumentos humanos — lanças e escudos — mas pela ação do Seu Espírito Santo conforme lemos em 
Zacarias 4:6 
Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos. 
Conclusão:

1. A verdadeira motivação das nossas existências deve ser fazer tudo para a Glória de Deus, como Paulo nos ensina em

1 Coríntios 10:31

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.

2. O Evangelho de João nos diz que o principal motivo porque os judeus rejeitaram a Jesus foi o seguinte:

João 12:42—43

Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.

3. Sim, nós devemos deixar que as pessoas incrédulas vejam as coisas que conquistamos porque confiamos em Deus. Que fique bem claro para todos, que foi Deus em Sua graça e em Seu amor que nos ajudou.

4. Devemos ajudar outros crentes a compreenderem o valor de viver para a glória de Deus de tal maneira que eles também desejem viver desse modo: PARA A GLÓRIA DE DEUS.

5. Jesus também, nos deu o perfeito exemplo de como agir. Ele disso o seguinte aos judeus dos seus dias:

João 8:50

Eu não procuro a minha própria glória; há quem a busque e julgue.

6. Lembre-se que, como crente, aquilo que você faz no dia a dia poderá trazer glória ao nome de Deus ou fazer com que o nome do Senhor seja blasfemado. Portanto devemos ser muito cuidadosos como nossas motivações porque os resultados poderão ser abençoadores ou tornarem-se verdadeira maldição sobre nossas vidas.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE DAVI
001— Um Homem Segundo o Coração de Deus — Parte 1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/10/a-vida-de-davi-um-homem-segundo-o.html
002— Um Homem Segundo o Coração de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/11/a-vida-de-davi-um-homem-segundo-o.html
 003— Um Homem Segundo o Coração de Deus — Parte 3
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/12/a-vida-de-davi-um-homem-segundo-o.html
 004— Um Homem Segundo o Coração de Deus — Parte 4
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/01/a-vida-de-davi-um-homem-segundo-o.html
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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