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domingo, 26 de março de 2017

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — A HISTÓRIA — A BUSCA PELO JESUS HISTÓRICO — PARTE 004


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Esse é um estudo especial que irá abordar temas de grande interesse, tais como: 1. Deus 2. Os seres humanos e o mundo criado 3. Jesus e Sua missão como o CRISTO. 4. O Espírito Santo. 5. A vida cristã. 6. A Igreja. 7. O futuro e etc. Esperamos que a mesma possa ajudar todos os nossos leitores a conhecerem melhor o que o Novo Testamento ensina acerca de tudo o que nos é importante.

INTRODUÇÃO GERAL

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO E A HISTÓRIA

A BUSCA PELO JESUS HISTÓRICO — O FIM DA VELHA ESCOLA — PARTE 004

c. DIVERSIDADE DENTRO DO MOVIMENTO DA VELHA ESCOLA DA BUSCA PELO JESUS HISTÓRICO

De acordo com o estudioso Karl Adams em sua obra The Christ of Faith[1] depois dos ensinamentos de Strauss — ver estudo anterior na lista abaixo — nós podemos observar o surgimento de três tipos diferentes de abordagens quanto à busca pelo Jesus Histórico pela velha escola:

1. A abordagem mitológica.

2. A abordagem representada pelas chamadas vidas liberais de Jesus.

3. A abordagem escatológica.

Apesar do próprio Strauss ter abandonando a abordagem mitológica na segunda edição de sua obra em 1864, a mesma ainda continuou como uma abordagem básica para a velha escola da busca pelo Jesus histórico. Isso foi possível devido à continuada influência da ideia representada pelo filósofo Hegel que defendia o conceito que a força criativa seminal da história não estava centrada em qualquer personagem histórico, e sim em ideias. Desse modo, o cristianismo não é o resultado da vida e da obra de Jesus de Nazaré, mas da ideia da união entre Deus e o homem. Todavia, a abordagem mitológica não teve muitos adeptos depois de Strauss. A mesma ficaria aguardando o surgimento do teólogo Rudolf Karl Bultmann — 1884 a 1976 — para ser, novamente, explorada sob a ótica do existencialismo.

A segunda imagem de Cristo que emergiu da escola velha da busca pelo Jesus histórico foi aquela representada pelas vidas liberais de Cristo. Ao contrário da visão mitológica de Strauss e da ênfase hegeliana, esse grupo enfatizava que a história não é feita de ideias, mas de personalidades. Desse modo, para esse pessoal, o fator mais importante para explicar a existência do cristianismo era a personalidade de Jesus. Mas, diziam eles, para que a verdadeira personalidade de Jesus possa vir à tona é necessário que a mesma seja redescoberta pela utilização das ferramentas da moderna ciência da história. Afinal, não podemos nos esquecer que eles ainda representavam a velha escola da busca pelo Jesus histórico. Qualquer elemento sobrenatural ou miraculoso precisava ser descartado. Era necessário que Jesus fosse entendido como um ser humano comum — independentemente de quão extraordinário ou único ele pareça ter sido. Daí, podemos entender o alvo principal da escola liberal de teologia, de provar como não histórico qualquer coisa que seja sobrenatural ou misteriosa na vida de Jesus. Como resultado disso, a imagem de Jesus que surge é típica do liberalismo teológico: Jesus se parece mais com o filósofo grego Sócrates do que consigo mesmo. Os autores de maior destaque dessa bordagem são facilmente identificáveis como sendo: Adolf Von Harnack, Wilhelm Herrmann e Ernst Troeltsch.

A terceira abordagem é representada pela chamada imagem escatológica de Jesus. Essa escola rejeitou tanto a abordagem mitológica quanto a da visão liberal, porque percebia nas mesmas pressuposições dogmáticas, que fazia com seus proponentes enxergassem naquilo que produziam suas próprias pressuposições. Por seu lado, eles defendiam que uma leitura objetiva e factual das fontes conduziria o leitor — mais é uma pressuposição! — a enxergar a Jesus de uma perspectiva escatológica. Apesar da evidente pressuposição, essa escola se considerava como a única verdadeiramente fiel à pesquisa histórica em busca de Jesus. Representantes importantes dessa escola são:Willhelm Bousset, Albert Schweitzer, Julius Wellhausen e outros. Como afirma Karl Adam na obra mencionada acima: “com a ajuda espinhosa de uma crítica textual, eles tentaram descobrir a pedra fundamental livrando-se, com isso, de todo e qualquer extrato secundário ou terciário”. Mas, de forma patética, muito pouco de qualquer pedra fundamental foi descoberta. Não demorou muito para que o valor da abordagem escatológica fosse reconhecido pelo fato de chamar a atenção para um elemento negligenciado, mas à mesma faltava autenticidade em sua exagerada ênfase que pendia rigorosamente para um lado. Alguns elementos da abordagem escatologia, estão reaparecendo nas teologias de Wolfhart Pannenberg e Jürgen Moltmann.

Até aqui vimos como a velha escola da busca pelo Jesus histórico desejava ser objetiva e desprovida de pressuposições com o objetivo de redescobrir o verdadeiro Jesus da história. Para realizar seus intentos, essas pessoa tiveram que romper com a ortodoxia e abandonarem os dogmas das igrejas patrísticas, medievais e da Reforma. Foi o iluminismo que trouxe a mudança radical da perspectiva dogmática para a perspectiva histórica. Mas o resultado obtido foi muito diversificado e bastante contraditório. Os diversos tipos de abordagem foram apresentadas acima, mas, por falta de tempo, não podemos analisar as subdivisões dentro de cada uma dessas abordagens. Como disse Joachim Jeremias: “A imagem racionalista de Jesus como um pregador da moralidade; a visão dos idealista acerca do homem ideal; os estetas exaltaram a Jesus como mestre das palavras e os socialistas como um amigo dos pobres e um reformador social; ao mesmo tempo em que pretensos estudioso o transformaram apenas num personagem de ficção”[2] Jeremias prossegue dizendo que:”Jesus foi modernizado. Essas vida de Jesus são fruto exclusivo da criatividade dos seus autores. ... O dogma foi substituído pela psicologia e pela fantasia”. Além disso, Carl Braaten em sua obra History e Hermeneutics[3], nos apresenta uma análise devastadora da velha escola da busca pelo Jesus histórico. Ele diz:

“Os biógrafos de Jesus do século XIX eram como cirurgiões plásticos reconstruindo a face de seus pacientes às suas imagens e semelhanças, ou como um artista que pinta a si mesmo no quadro que está criando. Existia, em muitos casos, uma semelhança inequívoca entre o que escreviam acerca da religião de Jesus com suas próprias condições religiosas. Também acontecia do autor geralmente conseguir encontrar o que estava procurando. Quer dizer, ele descobria muitas coisas acerca de Jesus, alegadamente em cima da sua pesquisa puramente histórica, na justa medida em que necessitava das informações para fazer avançar sua própria teologia. Não existe nada que possa promover mais o ceticismo de uma pessoa quando considera os estudos do Novo Testamento, do que a comparação, facilmente feita, entre aquilo que o pesquisador alega ter descoberto historicamente, com sua necessidade teológica daquele mesmo momento”.

Nessa parte final da nossa análise acerca da busca pelo Jesus histórico realizada pela velha escola, nós ignoramos intencionalmente o filósofo dinamarquês Sören Kierkegaard, apesar dele ter vivido naquele período, entre 1813—1855. Assim procedemos porque Kierkegaard não teve sobre a velha escola nenhum impacto que possamos considerar como sendo notável. Sua influência só foi plenamente sentida durante o período chamado de neo-ortodoxia, no qual se sobressai a pessoa do teólogo Karl Barth. Outro importante autor que não foi mencionado é o russo Martin Kähler que escreveu O Jesus Histórico e o Cristo Bíblico Histórico. O título original na língua alemã as duas palavras — historie e geschichte — que se tornaram muito importantes nas fases subsequentes da busca pelo Jesus histórico. Os dois, todavia, serão citados na próxima fase da busca.

A busca pelo Jesus histórico da velha escola demonstrou o verdadeiro espírito do Iluminismo e do início da chamada ciência histórico-crítica aplicada à teologia. Hoje fica evidente — como demonstramos nos artigos dessa série —que a alegação de que eles desejavam ser objetivos e sem desposarem nenhuma pressuposição, era de fato, o único mito nessa história toda. Tudo o que a velha escola da busca pelo Jesus histórico conseguiu fazer foi criar um Cristo ebionita, o que é equivalente a dizer o seguinte: eles criaram um Cristo humano. A divindade de Jesus foi negada com base na PRESSUPOSIÇÃO com a qual o movimento se originou. Jesus foi considerado apenas como um ser humano natural típico, do qual todos os elementos divinos e sobrenaturais foram retirados logo de cara. Desse modo o termo histórico foi substituído na velha escola da busca pelo Jesus histórico por mero historicismo. Ou seja, uma história distorcida sem a presença da pregação.

A velha escola da busca pelo Jesus histórico criou o ambiente necessário para os desenvolvimentos posteriores da busca numa espécie de gangorra teológica. É praticamente impossível entendermos Karl Barth e Rudolf Bultman, se não levarmos em conta o background na velha escola e do liberalismo.Os dois tentaram fugir do impasse representado pelas posições da velha escola e do liberalismo, mas tudo o que conseguiram foi apenas desenvolver uma visão do evangelho que paira sobre a história como um disco voador que nunca aterrissa na História.

Rever a história da velha escola acerca da busca pelo Jesus histórico nos ensina uma importante lição. Existe um relacionamento inevitável entre a Palavra e Cristo, entre a Escritura e o Cristo revelado na Palavra. Não é difícil notarmos como a chamada alta crítica — do Iluminismo — minou a autoridade das Escrituras e influenciou a busca pelo Jesus histórico pela escolha velha. Sempre que alguém perde a fé na Palavra revelada de Deus, o passo seguinte é também a perda do reconhecimento do Cristo da Palavra.

É nossa convicção que nós podemos aprender a lição da história e pela graça de Deus alcançarmos uma convicção ainda maior da estratégica interrelação entre a história e a pregação. Jesus de Nazaré e os eventos acerca da sua pessoa como revelados nas Escrituras têm um significado eterno. O próprio Evangelho, a pregação, está arraigada na história: na própria pessoa de Jesus, o Filho encarnado de Deus que morreu na cruz por nós naquela sexta-feira e que ressuscitou para nossa justificação no domingo da ressurreição.
  
CONTINUA...

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TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013


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Alexandros Meimaridis

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[1] Adam, Katl. The Christ of Faith. Pantheon, New York, 1957.
[2] Jeremias, Joachim. The Problem of the Historical Jesus. Fortress Press, Philadelphia, 1972.
[3] Braaten, Carl. New Directions in Theology Today: Volume II History and Hermeneutics. Westminster Press, Philadelphia, 1974.

quinta-feira, 2 de março de 2017

O FIM DO MUNDO E A SEGUNDA VINDA DE JESUS


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O fim do mundo é um tema recorrente nas pregações de todas as religiões. A fé cristã também declara que o mundo, como o conhecemos, terá um fim surpreendente quando do segundo adventos do Senhor Jesus Cristo, o Deus da Glória. O apóstolo Pedro usou as seguintes palavras para se referir a esse evento cataclísmico:

2 Pedro 3:10

Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.

Dentro desse contexto, hoje queremos repercutir um artigo da autoria do Prof. Dr. Wilson Roberto Ferreira Costa com o propósito de enriquecer o debate sobre o tema.


Por que o mundo tem que acabar?
Por Wilson Roberto Vieira Ferreira

Diariamente o mundo acaba diante dos nossos olhos, seja no cinema na atual safra de filmes-catástrofe, em séries de TV sobre Nostradamus, previsões “científicas” de algum tipo de futura catástrofe ambiental ou em algum “hoax” descrevendo cometas, asteroides ou planetas errantes que cairão sobre a Terra. A última foi sobre um pedaço do Planeta X que supostamente cairia no último dia 16. Por que o mundo tem que ser destruído? No passado, todas religiões possuíam uma Escatologia: alguma narrativa sobre o fim dos tempos onde os maus seriam punidos e os bons salvos. Mas essas religiões se tornaram “líquidas”: sob os escombros das antigas religiões salvacionistas viraram pastiches que se rendem ao utilitarismo das necessidades do presente: “teologia da prosperidade”, “cabala do dinheiro” ou o islamismo dos homens-bomba. Esqueceram-se do futuro. Por isso, essa nova religião “líquida” e ecumênica precisa criar uma nova Escatologia, uma narrativa midiática sobre o “fim dos tempos” que junte convicções eco-ambientais, geofísica e astrofísica. A “Neoapocalíptica” como estratégia de marketing.

Se o leitor estiver lendo as mal traçadas linhas desse humilde blogueiro é porque, mais uma vez, o mundo não acabou. Segundo um autoproclamado astrônomo russo, Dr. Dyomin Zakharovich, um pedaço do Planeta X (ou “Nibiru”) atingiria a Terra o último dia 16/2. Repercutido pela mídia, com toques conspiratórios sobre um suposto acobertamento dos dados pela NASA, o dia chegou e nada aconteceu.

Mas agora um respeitado astrônomo britânico, Lord Martin Rees, fala em “asteroide do Juízo Final” e alerta para a necessidade da criação de um sistema de defesa global.

Sem falar no Planeta Nibiru (ou “Planeta X”, “Hercólubus”, “Nêmesis” etc.), planeta com a massa de Júpiter, que passaria pelo Sistema Solar perturbando todas ar órbitas planetárias e jogando a Terra numa catástrofe cósmica. Turbinado pela profecia Maia em 2012, previam que o planeta gigante passaria perto de nós naquele ano.

Agora, a sua passagem é prevista para outubro desse ano, como afirma David Mead no livro Planeta X: A Chegada de 2017. Como previsto, com mais acusações conspiratórias de que a NASA sabe de tudo, mas esconde do público para que apenas a elite mundial se salve em bunkers subterrâneos construídos nesse momento.

Previsões apocalípticas não estão apenas na Deep Web ou sites, revistas e tabloides sensacionalistas, aquelas publicações que faziam a alegria do agente Kevin (MIB: Homens de Preto) que acreditava que esses veículos eram a melhor fonte de informações da agência governamental.

São também repercutidas em portais de notícias da grande mídia, como “fatos diversos” ou “matérias frias”.


1999: o ano divisor de águas

E nos canais fechados como History Channel, National Geographic ou Discovery há uma profusão de séries com uma gama de variações sobre o tema: hipótese para a extinção dos dinossauros, o que aconteceria com as cidades vazias se a humanidade desaparecesse, asteroides, efeito estufa, tsunamis, derretimento das calotas polares, aquecimento global, pandemias e... as indefectíveis profecias de Nostradamus, sempre com novas interpretações.

O ano de 1999 foi uma espécie de divisor de águas nas profecias sobre o fim do mundo. Naquele ano a chegada do novo milênio foi marcada pela confluência das profecias de Nostradamus e do “bug do milênio” – a contagem anual em dois dígitos criaria um caos informático nas redes de computadores na virada para o ano 2000, gerando desordem econômica e social semelhante ao final da primeira temporada da série Mr. Robot – ver mais por meio desse link aqui:


Por que um divisor de águas? Se olharmos em perspectiva os diversos apocalipses previstos para a humanidade, antes de 1999 a grande maioria girava em torno de interpretações de textos bíblico como a chegada de Jesus para os adventistas em 1843 ou para os mórmons em 1891.

Ou ainda por pastores televisivos como Pat Robertson nos EUA que previu para 1982 um “julgamento no mundo” pelo próprio Deus.

Em outras palavras, o fim do mundo tinha uma natureza escatológica.

Pat Robertson: o modelo escatológico de apocalipse

O estudo sobre o fim

A Escatologia é uma parte da Teologia e da Filosofia. Significa “último” mais o sufixo “logia”, podendo ser definido como “estudo sobre o fim”. Pretende tratar sobre os últimos eventos da história do mundo ou do destino final do gênero humano.

Conceito criado no século XVII pelo teólogo A. Calov, o conceito “Escatologia” vai expressar os pontos centrais de muitos sistemas religiosos do passado (fim dos séculos, ressurreição, juízo final etc.) e tensões não resolvidas dentro da Filosofia como a tensão entre o destino individual e o coletivo ou o destino do humano e o do universo como um todo.

As religiões monoteístas são salvacionistas, isto é, colocam como condição para a salvação diante do fim dos tempos a vida ortodoxa em conformidade com os ensinamentos do salvador.

Se a Teogonia é o componente das religiões sobre as narrativas da Criação, a Escatologia será narrativa do destino final do gênero humano.

Para o judaísmo teremos o “fim dos dias” e posterior “era messiânica”. Os cristãos esperam o Apocalipse e o Juízo Final fundamentado nas profecias do Apóstolo João. E o Islamismo está à espera do chamado “décimo segundo Imam”. Para essas religiões salvacionistas é necessário um evento apocalíptico, o juízo final, que puna os maus e salve os bons que seguirem os preceitos para a salvação.



As religiões “líquidas”

É precisamente esse componente moral da escatologia que entra em crise com a perda da legitimidade simbólica dessas grandes religiões monoteístas, seja pelo materialismo da sociedade de consumo, seja por escândalos diários repercutidos na mídia: o cristianismo sempre associado aos escândalos da Igreja Católica repercutidos pela mídia (pedofilia, corrupção etc.); o islamismo associado ao radicalismo, terrorismo e intolerância; e o judaísmo associado aos crimes de guerra de Israel no confronto com a causa palestina que repercute diariamente na mídia internacional.

Desde o pós-guerra, sob os escombros das teogonias e escatologias das grandes religiões monoteístas, há o surgimento do misticismo de massas com a Astrologia e o que se convencionou chamar de New Age – movimento espiritual buscando a fusão Oriente e Ocidente ao mesclar autoajuda, psicologia motivacional, parapsicologia, esoterismo com física quântica.

Parafraseando Zygmunt Bauman, as religiões tornaram-se “líquidas”: mescla de fundamentalismo nostálgico com uma colcha de retalhos que vai além do sincretismo religioso – rende-se ao utilitarismo. Como, por exemplo, no católico que participa da missa dominical em busca de paz e no meio da semana frequenta uma “mesa branca” em busca de conselhos cotidianos.

Ou como as religiões evangélicas se converteram em teologias da prosperidade, mais preocupadas com o sucesso no presente do que com a vinda de Jesus no fim dos tempos.

Ou ainda como igrejas neopentecostais juntam sessões de “descarrego” com a própria figura de Jesus para a expiação do Mal ou dos “trabalhos feitos” que emperrariam a vida pessoal do crente.

Essa liquefação dos grandes sistemas religiosos do passado corresponde à própria liquidez da infraestrutura econômico-financeira da ordem global – a liquidez ou a financeirização das praças financeiras conectadas em tempo real.



A Neoapocalíptica

A Globalização necessita agora de uma nova religião ecumênica que dê legitimidade às novas bases materiais. Uma nova religião igualmente sem pátria, global, feita a partir do pastiche dos escombros dos grandes sistemas religiosos.

Porém, há um problema: é necessário construir uma nova Escatologia, a descrição de algum evento apocalíptico futuro que tenha a mesma função moral das escatologias do passado: redimir os bons e punir os maus. Para, no final, justificar a ordem existente (seja política, econômica ou social) como condição necessária para alcançarmos a salvação. A elaboração de uma “Neoapocalíptica”.

Uma nova Escatologia, agora elaborada pelas narrativas de apocalipses sem a presença de Deus, Jesus ou juízos finais: agora será um asteroide, um cometa, o aquecimento global, ou alguma espécie de catástrofe cósmica.  Por assim dizer, uma “neoapocalíptica secularizada”.

Um bom exemplo desse imaginário pode ser acompanhado no filme 50/50 (2011), uma comédia dramática no qual um jovem descobre que está com câncer. Ao receber o diagnóstico, ele não se conforma: “Por que? Não fumo, não bebo e reciclo o lixo todos os dias...”. Um bom exemplo de como boas condutas ambientais têm na atualidade um componente muito mais moral do que racional – no futuro, o aquecimento global (ou o câncer) poderá destruir o planeta, mas a culpa não será minha...Estarei salvo com a minha consciência.

Essa é a motivação por trás da safra atual de filmes-catástrofes e na profusão se séries pseudocientíficas na TV sobre futuras catástrofes ambientais, astronômicas ou releituras das profecias de Nostradamus – agora o “Rei do Terror” descrito nas Centúrias é o Planeta X...


Essa nova religião ecumênica da Globalização já possui uma Teogonia: o Big Bang da Cosmologia. Falta agora uma Escatologia plausível, uma neoapocalíptica que tente juntar convicções eco-ambientais com geofísica e astrofísica.

E a Nova Jerusalém depois do fim dos tempos, a “Era Messiânica” do judaísmo, não será mais a cidade celestial, mas a imortalidade no ciberespaço cujo hardware foi construído pelas mesmas corporações que vendem o discurso do fim do mundo.

A Neoapocalíptica seria, afinal, uma estratégia de marketing? A necessidade da destruição do mundo seria mais uma estratégia de obsolescência planejada? Estratégia de venda de uma “Terra 2.0” unificada em torno das grandes corporações sem pátria, religião ou ideologias?

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A ORAÇÃO DO “PAI NOSSO” - SERMÃO 010 — O REINO DE DEUS — PARTE 2 — Mateus 6:10


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Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados.



Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados.

A ORAÇÃO DO “PAI NOSSO”

Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13

SERMÃO 010 — O REINO DE DEUS — PARTE 2 — Mateus 6:10


Introdução

A. O Reino de Deus está intimamente ligado aos acontecimentos históricos que dizem respeito ao planeta Terra e seus habitantes.

B. Essa verdade nos levou às seguintes considerações acerca de como podemos ver a história da humanidade —

1. A primeira visão é aquela esposada pela maioria dos cientistas, ateus ou agnósticos e pessoas sem religião de um modo geral. Para eles: A HISTÓRIA NÃO TEM NENHUM SIGNIFICADO. Começando com os deístas do século XVIII, a idéia básica desse pessoal é que Deus criou o Universo e tudo o que está aí e depois virou as costas deixando as coisas seguirem seu curso, até a exaustão do Universo em um processo chamado de “Entropia do Universo”. É lógico que nesses últimos 400 anos muito perderam a fé na existência de um deus qualquer que seja ele.

2. A Segunda visão era promovida já nos dias de Jesus pela filosofia grega, que acreditava que a história é uma série de eventos se movendo em círculos. O que já aconteceu, tornará a acontecer. Assim, concluíam os gregos: Nossas vidas podem estar cheias de fúria e tumulto, mas TUDO ISSO NÃO TEM NENHUM SIGNIFICADO.

3. A terceira visão é aquela apresentada pela Bíblia. Nessa visão da História: 1) Deus é o Criador e Sustentador do Universo; 2) Ele é o Senhor Soberano da História e a mesma se dirige para o fim que Deus mesmo idealizou para a mesma:

Hebreus 1:1—3  

1  Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,
2  nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

3  Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.    

C. Mas como falamos no sermão anterior a questão envolvendo a vinda do Reino de Deus é bastante paradoxal, por causa dos três fatores a seguir:

D. O Novo Testamento faz as seguintes afirmações acerca do Reino de Deus:

1. O mesmo já está presente em nosso meio, mas não ainda.

2. O mesmo está próximo, mas ainda encontra-se distante.

3. Existem sinais da proximidade do mesmo, mas é impossível saber com exatidão quando o mesmo irá chegar.

D. Os motivos porque os ensinamentos acerca do reino de Deus são tão paradoxais, são dois:

1. Em primeiro lugar quando Jesus nos mandou orar: “VENHA O TEU REINO”, ele fez isso para nunca nos esquecermos dessa realidade: DEUS ESTÁ O TEMPO TODO NO CONTROLE, INDEPENDENTE DAS DIFICULDADES, DAS TRAGÉDIAS E SOFRIMENTOS QUE TENHAMOS QUE ENFRENTAR. Nossa oração é uma manifestação aberta e constante da nossa inabalável confiança no controle e na soberania de nosso Deus sobre a História. Portanto devemos sempre dizer: “VENHA O TEU REINO”.

2. O segundo motivo, eu creio, tem a ver com o ensinamento de Jesus em Marcos 13:33—37 que nos ordena manter uma atitude vigilante, enquanto oramos: VENHA O TEU REINO.

E. Hoje queremos voltar nossa atenção para as formas mais comuns como foi entendida a frase ensinada pelo Senhor que diz:

VENHA O TEU REINO

I. QUATRO ENTENDIMENTOS CLÁSSICOS ACERCA DO REINO DE DEUS

Durante a história da Igreja nós podemos notar quatro entendimentos básicos acerca do Reino de Deus.

A. Primeiro Entendimento: ESCATOLÓGICO

1. A Escatologia é a doutrina bíblica que trata dos ensinamentos relativos ao final dos tempos. 

2. Dentro dessa visão — Escatológica — o Reino de Deus é visto com um dom de Deus reservado para o final da história.

B. Segundo Entendimento: MÍSTICO

1. De acordo com esse entendimento o Reino de Deus é visto como presente dentro dos corações dos crentes.

2. Nessa visão, entrar no Reino de Deus é o mesmo que tornar-se cristão e se empenhar em conhecer e fazer a vontade de Deus dia a dia.

3. Ainda dentro dessa visão, o Reino de Deus está localizado no céu e a vida cristã é vista, primeiramente — ou exclusivamente — como uma preparação para entrar nesse Reino celestial.
   
C. Terceiro Entendimento: POLÍTICO
  
Esse entendimento enxerga o reino de Deus em algum reino humano em particular: Bizâncio no leste, o Sacro Império Romano Germânico no Oeste, os Estados Unidos da América, especialmente sob George Walker Bush — o idiota perfeito.

D. Quarto Entendimento: IDENTIFICA O REINO COM UMA DENOMINAÇÃO ESPECÍFICA.

Já tivemos a oportunidade, no passado, de falar que a verdadeira Igreja de Jesus Cristo não pode nunca ser confundida com nenhuma denominação. O mesmo é verdadeiro no que diz respeito ao Reino de Deus.

II. Qual Desses Entendimentos é o Melhor?

A. Aqueles que identificam o Reino de Deus com um Dom de Deus que será concedido, em toda sua plenitude no final dos tempos, estão refletindo aspectos do ensino do Novo Testamento no que diz respeito ao Reino de Deus.

B. Aqueles que defendem que o Reino de Deus está dentro dos nossos corações nos preparando para chegar ao céu, refletem outro conjunto de verdades também ensinadas pelo Novo Testamento.

C. Apesar de nenhuma Igreja poder ser identificada com o Reino de Deus, as igrejas que se empenham em pregar o verdadeiro evangelho da graça e proclamar a Jesus como único Senhor e Salvador têm um papel importante em preparar os seres humanos para receberem o Reino de Deus em seus corações.

D. O imperador Constantino imaginou que seu império romano correspondia ao reino dos céus, mas ele e tantos outros depois dele estavam completamente errados. Todavia é importante entendermos que o Reino de Deus tem tudo a ver com a promoção da paz, da justiça, da defesa do meio ambiente, e muitos outros aspectos que só podem ser desenvolvidos através de meios políticos e sociais.

Conclusão

A. Diante de tudo o que vimos e falamos até aqui, nós podemos afirmar com segurança que o Reino de Deus inclui tudo o que Jesus disse e ensinou.

B. As parábolas de Jesus — muitas delas foram iniciadas com essas palavras: O REINO DE DEUS É — foram, de modo prioritário, descritoras do Reino de Deus. Cada uma delas nos ensinou algum aspecto do Reino.

1. As parábolas de Jesus nos ensinam que o Reino de Deus estabelece normas éticas que os seres humanos precisam seguir.

2. Em outras passagens Jesus nos ensinou que o Reino de Deus precisa ser abordado por nós com a mesma atitude que uma criança aborda qualquer coisa: sem malícia e com plena confiança.

3. Não é impossível, mas é muito difícil para as pessoas ricas entrarem no Reino de Deus. Fica aqui a pergunta para os promotores e adoradores da Teologia da Prosperidade: Como vocês reconciliam ficar rico com as palavras de Jesus?

4. O Reino de Deus tem três mandamentos básicos:

a. Amar a Deus —

Mateus 22:37—38

37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

38 Este é o grande e primeiro mandamento.

b. Amar o próximo —

Mateus 22:39

O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

c. Amar os irmãos do mesmo modo como Jesus nos amou — Jesus chamou esse de “NOVO MANDAMENTO”:

João 13:34

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.

C. O Batismo Cristão e a Celebração da Santa Ceia são formas perenes de sermos lembrados que estamos em uma santa aliança com Deus e que somos membros do glorioso Reino de Deus. Devemos abrir nossos corações todos os dias para receber as bênçãos que Deus tem para nós e nossas sociedades, enquanto aguardamos VIGILANTES e CHEIOS DE ESPERANÇA o cumprimento das promessas de Jesus com Respeito ao Reino de Seu Pai. Continuemos, pois orando sempre: VENHA O TEU REINO.

D. Como o pedido anterior: SANTIFICADO SEJA O TEU NOME; esse pedido VENHA O TEU REINO transcende o tempo e o espaço e nos fazem lembrar que Deus está SEMPRE em pleno controle de todos os acontecimentos.

E. Portanto, quando oramos essas palavras, precisamos nos lembrar que não estamos orando apenas por nós mesmos, nem apenas por nossas comunidades, mas estamos orando pelo mundo inteiro através da história.

F. Resumindo: o Reino de Deus possui pelo menos quatro componentes: É um dom de Deus para o seu povo no final da história humana, ao mesmo tempo em que o mesmo é parte da vida diária enquanto estamos nessa vida. A Igreja é importante para o Reino de Deus e as grandes questões da humanidade como PAZ, JUSTIÇA, MEIO AMBIENTE E UMA TOTAL IGUALDADE RACIAL SÃO CENTRAIS AO MESMO. 

G. Na próxima mensagem iremos falar da petição que tem a ver com FAZER A VONTADE DE DEUS.

Até lá que Deus abençoe a todos.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 5 de março de 2016

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 - MATEUS - PARTE 004 - ESCATOLOGIA



INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. O EVANGELHO DE MATEUS

E. O Interesse Escatológico

A seção escatológica — que trata das últimas coisas — do Evangelho de Mateus é bem mais extensa do que aquelas que encontramos nos outros Evangelhos, especialmente no Evangelho de Marcos. Como Marcos foi o primeiro dos evangelhos a ser escrito, alguns estudiosos acham que esse fato — de Mateus conter um seção escatológica expandida — reflete certo interesse tardio em temas envolvendo a literatura apocalíptica e o apocalipse — revelação — do Senhor Jesus. Partindo desse pressuposto, o comentarista Burnett Hillman Streeter[1] sugeriu que certo renascimento envolvendo questões apocalípticas foram reavivadas como resultado direto do mito do Nero Redivivo, que proclamava o retorno de Nero como chefe do exército invasor dos Partos[2]. Mas não precisamos, de fato, imaginar que a seção escatológica mais extensa do Evangelho de Mateus foi determinada por influências externas n do período mais tardio da história da Igreja.

As palavras proferidas por Jesus não podem ser separadas do interesse escatológico, mesmo diante das grandes disputas teológicas protagonizadas por alguns estudiosos que levantam questões acerca do material escatológico que encontramos em Mateus — e especialmente em Marcos. Mas a maior parte dos argumentos apresentados por esses estudiosos são, na realidade, especulativos e carecem de evidências concretas que os justifiquem. Por esse motivo é apenas bastante razoável concluir que as palavras escatológicas de Jesus são verdadeiras e pertencem às tradições mais antigas[3].

Outro aspecto a ser notado é que Mateus não limita os ensinamentos escatológicos de Jesus apenas ao seu discurso escatológico — Mateus 24 — 25 —, pois tais ensinamentos aparecem em muitas das parábolas espalhadas pelo Evangelho que escreveu inspirado pelo Espírito Santo. Muitas dessa parábola, inclusive, aparecem somente em Mateus. Entre essas parábolas nós podemos citar: 1) A parábola do joio e do trigo; 2) A parábola das dez virgens e 3) A parábola dos talentos. Os finais dessas três parábolas nos falam do fim da presente era e do retorno do Senhor. Se o leitor assim desejar poderá ler nossos artigos acerca dessas três parábolas por meio dos links a seguir:

1) A parábola do joio e do trigo —


2) A parábola das dez virgens —


3) A parábola dos talentos —


OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002



INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Streeter, Burnett Hillman. The Four Gospels: A Study of Origins, Treating of the Manuscript Tradition, Sources, Authorship, & Dates.  Wipf & Stock Pub, Eugene, reprinted in 2008.

[2]  Charles, R. H. A Critical and Exegetical Commentary on the Revelation of St. John with introduction, notes and indices. T. & T. Clark, Edinburgh, 1979.

[3] Beasley-Murray, G. R. Jesus and The Kingdom Of God. William B. Eerdmans Publishing Company. Grand Rapids, 1986.