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quarta-feira, 29 de abril de 2015

OS PAÍSES MAIS E MENOS RELIGIOSOS DO MUNDO


Penitentes da irmandade do 'Cristo de la Buena Muerte' em uma procissão durante a Semana Santa na cidade espanhola de Zamora
Penitentes da irmandade do 'Cristo de la Buena Muerte' em uma procissão durante a Semana Santa na cidade espanhola de Zamora(Cesar Manso/AFP)

A o site da Revista VEJA publicou uma lista com os países mais religiosos e menos religiosos do mundo. Vale à pena conferir

Lista: Conheça os países mais e os menos religiosos do mundo

Pesquisa apontou que África e Oriente Médio são as regiões mais religiosas do planeta, enquanto a Oceania e o leste europeu apresentam os índices mais baixos

A Tailândia foi considerada o país mais religioso do mundo em uma pesquisa realizada pela empresa WIN/Gallup International e divulgada nesta semana pelo jornal britânico Daily Telegraph. O levantamento contou com entrevistas feitas pessoalmente, por telefone ou por e-mail com 64.000 pessoas em 65 países diferentes. Os tailandeses tiveram índice de 94% de pessoas que dizem seguir alguma crença - número muito superior ao da China, que, em último lugar, aparece com apenas 7% de religiosos entre sua população.

A África e o Oriente Médio, com índices de 86% e 82%, respectivamente, são as regiões com maior número de religiosos no mundo. A Oceania e o leste europeu, com 44% e 43%, respectivamente, são os locais com a menor presença de fiéis. A pesquisa mostrou que os jovens, especialmente aqueles com idades entre 25 e 34 anos, são as pessoas mais religiosas. Os fiéis também são maioria entre pessoas de todos os níveis de educação. Aproximadamente 80% dos entrevistados com pouca formação e 60% dos que cursaram uma universidade se disseram religiosos.

O Brasil conta com presença elevada de religiosos. Entre os entrevistados, 79% das pessoas disseram seguir alguma crença, enquanto 16% não se consideraram religiosos. Somente 2% da população são ateístas convictos e 3% não souberam ou não quiseram opinar.
O instituto de pesquisa também fez uma projeção com relação à presença de religiosos no mundo em 2050. A expectativa é de que o número de ateus caia no Oriente, mas não no Ocidente. No Brasil, especificamente, a estimativa é de que 86,4% da população seja composta por cristãos, 9,3% não terão religião e 4% seguirão crenças populares. Judeus, muçulmanos, budistas e hindus corresponderão, cada um, a 0,5% da população brasileira.

Segundo o Daily Telegraph, os resultados do levantamento foram divulgados um mês após o Centro de Pesquisa Pew, em Washington, dizer que o Islã será a religião dominante no mundo em 2100. Confira abaixo os cinco países mais religiosos. segundo a WIN/Gallup International.

Os cinco países mais religiosos do mundo

1 de 5(Foto: Damir Sagolj/Reuters)
Tailândia

Tailândia

Porcentagem de pessoas religiosas: 94%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 1%
Porcentagem de ateus convictos: 1%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 3%


Armênia
2 de 5(Foto: Karen Minasyan/AFP)

Armênia

Porcentagem de pessoas religiosas: 93%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 3%
Porcentagem de ateus convictos: 2%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 2%


Bangladesh
3 de 5(Foto: Munir Uz Zaman/AFP/VEJA)

Bangladesh

Porcentagem de pessoas religiosas: 93%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 5%
Porcentagem de ateus convictos: 0%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 1%


Geórgia
4 de 5(Foto: David Mdzinarishvili/Reuters/VEJA)

Geórgia

Porcentagem de pessoas religiosas: 93%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 6%
Porcentagem de ateus convictos: 1%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 0%


Marrocos
5 de 5(Foto: Fadel Senna/AFP/VEJA)

Marrocos

Porcentagem de pessoas religiosas: 93%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 4%
Porcentagem de ateus convictos: 1%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 2%

Os cinco países menos religiosos do mundo


Holanda
1 de 5(Foto: Cris Toala Olivares/Reuters)

Holanda

Porcentagem de pessoas religiosas: 26%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 51%
Porcentagem de ateus convictos: 15%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 8%


República Tcheca
2 de 5(Foto: Istock/Getty Images)

República Tcheca

Porcentagem de pessoas religiosas: 23%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 45%
Porcentagem de ateus convictos: 30%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 2%


Suécia
3 de 5(Foto: AFP/VEJA)

Suécia

Porcentagem de pessoas religiosas: 19%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 59%
Porcentagem de ateus convictos: 17%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 6%


Japão
4 de 5(Foto: The Asahi Shimbun/Getty Images)

Japão

Porcentagem de pessoas religiosas: 13%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 31%
Porcentagem de ateus convictos: 31%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 25%


China
5 de 5(Foto: Wong Campion/Reuters)

China

Porcentagem de pessoas religiosas: 7%
Porcentagem de pessoas que não se consideram religiosas: 29%
Porcentagem de ateus convictos: 61%
Não sabem ou não quiseram responder à pesquisa: 3%

O artigo original do site da Revista VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 23 de março de 2015

PERSEGUIÇÃO A CRISTÃOS NA ÍNDIA INCLUI ESTUPRO E DESTRUIÇÃO DE IGREJAS



O artigo abaixo foi publicado pelo site Gnotícias.

Extremistas religiosos hindus estupram freira de 75 anos e destroem igrejas na Índia

Tiago Chagas

Uma série de atentados contra cristãos vem sendo perpetrados por extremistas hindus na Índia, e os líderes religiosos do país têm prometido seguir perseguindo os fiéis a Jesus Cristo se o número de conversões ao cristianismo continuar subindo.

Há uma semana, na madrugada de sábado, 14 de março, uma freira de 75 anos de idade foi estuprada por oito homens, com idades entre 20 e 30 anos. A Polícia local prendeu os suspeitos, que aproveitaram para roubar dinheiro, um celular, um laptop e uma câmera digital.

A onda de ataques surgiu depois que o líder do Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), um grupo extremista hindu, disse que o grupo Missionárias da Caridade estavam fazendo “proselitismo” junto aos fiéis da religião. O grupo foi fundado na Índia pela madre Teresa de Calcutá.

O líder sênior do Conselho Mundial Hindu, Surendra Jain, foi questionado sobre a violenta perseguição aos cristãos e respondeu ao jornal Daily News que essa é uma resposta natural ao processo de conversão que os cristãos têm levado adiante. “Será que os cristãos nos permitiriam fazer um templo ao [deus hindu] Hanuman no Vaticano?”, questionou.

Um porta-voz da arquidiocese de Nova Délhi comentou as declarações com perplexidade: “Como vamos responder a esse tipo de linguagem? Como é que se pode ser tão baixo?”, questionou.

A freira atacada recebeu alta do hospital na última segunda-feira, 16 de março. No entanto, na terça-feira, uma igreja no estado de Haryana foi destruída por vândalos, que colocaram uma bandeira com o nome do deus hindu Rama, segundo informações da Associated Press.

“A violência física contra mulheres religiosas, o estupro de uma freira idosa e doente e a profanação de hóstias consagradas são atos cruéis e desumanas que deveriam envergonhar todos os cidadãos da Índia”, disse a conferência episcopal do país em comunicado enviado à agência Fides, que destacou a importância do “serviço desinteressado das freiras”, que contribuiu muito “para o desenvolvimento e o progresso da nossa querida nação”.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA PERSEGUIDA


















O artigo original do site Gnotícias poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO:

Gostaríamos de ouvir com urgência uma palavra das autoridades representativas do hinduísmo no Brasil acerca desses ataques injustificados, junto com uma palavra de desculpas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 6 de setembro de 2014

RENASCIMENTO DA FÉ CRISTÃ NA ÍNDIA



O artigo abaixo foi publicado pela revista Cristianismo Hoje e é da autoria de Tim Stafford.

Novo nascimento espiritual

Cristianismo cresce entre as classes menos favorecidas da Índia e já influencia outros setores da sociedade.

Escrito por  Tim Stafford

Shivamma está descalça; seu sári é simples e seu corpo, esquelético. Sua casa foi construída dentro de um tubo de captação de água pluvial, descartado pela fábrica onde ela e o marido trabalham. A vizinhança, escondida num enorme pátio arborizado, é composta por canos imensos, perfilados como se fossem traillers. A família da Shivamma, composta por quatro pessoas, vive na Índia. Apesar de ela ser oriunda da casta dalit, sua vida melhorou depois que ela abraçou a fé cristã. Ela veio morar na vila de tubos como uma jovem noiva, buscando escapar da miséria de sua vila natal. Shivamma e seu marido ganham o equivalente a US$ 5 dólares (uns 11 reais) por dia. Por três anos, ela permaneceu estéril – até que um jovem cristão, chamado Bangarraju, veio à sua casa orar por ela: “Eu não sabia porque ele tinha vindo ou para quem ele orava”, lembra a mulher. “Pensei que Jesus fosse um dos deuses”. Ela concebeu, dando à luz a um filho e, depois, a uma segunda criança, uma menina. Quando sua filha tinha três meses de idade, ficou muito doente. Bangarraju veio, orou novamente, e a garota foi curada. “Dei-me conta de que Jesus era o Deus verdadeiro”, diz Shivamma. A conversão mudou a rotina da pobre família. “Costumávamos beber e todos os dias tínhamos brigas terríveis. Jesus Cristo trouxe paz à nossa casa. Não tenho mais medo porque conheço o verdadeiro Deus e confio nele”, declara.

É provável que Shivamma não tenha noção disso, mas pessoas como ela são a cara da nova Índia cristã. Potência emergente e um dos principais pólos de atração de investimentos internacionais, o país, de mais de 1 bilhão de habitantes, tem visto surgirem comunidades cristãs vibrantes e crescentes. Elas são parte de uma Igreja totalmente nacional, contextualizada com a cultura local e fruto de evangelismo autóctone. A recém-criada Índia cristã é encontrada na camada mais baixa da sociedade, em meio a homens e mulheres como Shivamma, pobres e analfabetos. Eles pensam de uma forma inimaginável para seus ancestrais e muitos estão seguindo a Cristo, fato inédito na história do país. Ser um dalit é muito pior do que ser pobre, pois não importa quanta educação ou patrimônio acumule, o indivíduo permanece impuro. Eles são cerca de 150 milhões de pessoas, e, como os leprosos bíblicos, exceto pelo fato de que, conforme a cultura indiana dominante, não podem ser curados. Contudo, muito embora descenda de gerações de pessoas acostumadas a se curvar e a resignar-se com a invisibilidade social, Shivamma não se humilha mais.



Bangarraju também é um dalit. Missionário e fundador de igrejas, ele começou a alcançar a vila dos tubos em 1996. Ensinava crianças analfabetas numa escola informal, que se reunia debaixo de uma árvore. Além disso, o obreiro organizava visitas médicas, com o apoio da missão que o sustenta, a Operação Mobilização. Durante o seu primeiro ano de visitas à vila, Bangarraju nada disse sobre Jesus. Agora, uma grande parcela da vila de tubos segue a Cristo. Com o passar dos anos, o missionário fez mais do que pregar o Evangelho: ele ensinou Shivamma e seu marido a disciplina necessária para economizar dinheiro. Como resultado, o casal conseguiu comprar uma casa em sua vila natal. Considerando o futuro próximo, Shivamma está feliz morando em seu tubo, sem ter de pagar aluguel. Ainda assim, ela tem sonhos maiores para seus filhos: a educação que nem ela ou seu marido receberam. Por isso, está decidida a fazer com que as crianças aprendam inglês e saiam da vila de tubos. “Não queremos que eles sofram como nós sofremos”, resume.

OPORTUNIDADES


A igreja da Índia cresce de maneira vertiginosa. Hoje, cerca de 70 milhões de indianos declaram-se evangélicos, segundo dados da missão Operação Mundial. Tal número, se verdadeiro, a colocaria entre as oito maiores populações cristãs do mundo, logo atrás de Filipinas e Nigéria, e maior do que em nações de forte tradição protestante, como Alemanha ou Reino Unido. Só que, diferentemente dos irmãos de fé em outros países, os crentes da Índia vivem num contexto espiritual bem próprio e hostil – o panteão hindu tem quase 300 milhões de deuses e há grupos religiosos extremistas atuando no país. Quando fundamentalistas hindus venceram as eleições nacionais em 1998, trouxeram com eles um hinduísmo radical que fomentou perseguição aos cristãos e leis contrárias à conversão. O evangelismo público tornou-se praticamente impossível. Missionários indianos, então, deixaram as pregações e reuniões nas ruas, estabelecendo-se e em lugares específicos com o intuito de abrir escolas, oferecer desenvolvimento econômico e treinamento, bem como implantar igrejas domésticas. Dez anos depois, na região de Orissa, confrontos religiosos deixaram mais de mil cristãos mortos e aldeias inteiramente destruídas. Grupos radicais de orientação hinduísta, maoísta e muçulmana costumam perseguir as comunidades cristãs, muitas vezes com a complacência das autoridades.

Mesmo assim, oportunidades para espalhar as boas novas do Evangelho parecem estar em todo lugar. Outra organização missionária, a Operação Mundial contabiliza 2.223 grupos ainda não evangelizados na Índia, cinco vezes mais do que na China, a segunda nação menos alcançada do mundo. “Índia, Afeganistão e Paquistão formam a maior concentração da humanidade não alcançada do mundo”, afirma Jason Mandryk, ligado à entidade. Contudo, por toda a vasta nação, relatos sobre conversões a Cristo se sucedem. A Operação Mobilização, uma das maiores agências missionárias que atuam no país, cresceu a ponto de abranger 3 mil congregações, das quais trezentas surgiram na última década. Certo ministério, com base em um hospital no norte da Índia, testemunhou 8 mil batismos ao longo dos últimos cinco anos, após um longo período de poucos resultados na pregação. As detalhadas estatísticas da agência missionária mostram que a Igreja cristã está crescendo a uma taxa três vezes maior do que a população hindu da Índia.
“Isso é algo novo nos últimos dez anos, especialmente no norte da Índia”, avalia Todd Johnson, diretor do Centro para o Estudo do Cristianismo Global do Seminário Teológico Gordon-Conwell. Ele adota estatísticas mais modestas em relação à quantidade de cristãos no país. O Atlas do Cristianismo Global, editado pelo centro, estima que eles seriam perto de 60 milhões. A diferença, contudo, pode ser explicada pela metodologia de contagem. É que muita gente está frequentando comunidades religiosas independentes e outros, embora convertidos ao Evangelho, não revelam abertamente sua condição, devido ao temor de represálias e supressão de direitos familiares ou sociais.  O censo indiano de 2001 colocou os cristãos como representando um pouco mais do que 2% da população do país. Contudo, atualmente a Operação Mundial estima esse número próximo de 6%, e aponta que pesquisadores cristãos na Índia encontram resultados ainda maiores, alcançando nove por cento. “Inúmeros cristãos indianos dizem que portas fechadas por séculos estão se abrindo”, destaca Johnson.

Em uma nação com território de proporções continentais e habitada por centenas de grupos étnicos, é difícil ter certeza sobre essas tendências. As estatísticas sobre religião são poucas, e os relatórios de organizações missionárias podem refletir apenas condições locais. Mesmo assim, a mudança no panorama religioso na índia é perceptível. “Situações animadoras estão acontecendo. Isso é real”, comemora Johnson. “Nossa metodologia é esperar para ver e fazer nosso melhor para identificar esse movimento. Porém, o que está ocorrendo é notável. Todo mundo concorda com isso”. Mandryk lembra que os resultados mais notáveis são observados justamente na base da pirâmide social. “Todos sabem sobre o incrível reavivamento entre os dalits. Esse foi o maior crescimento nos últimos anos”, comenta. Contudo, a influência já se faz sentir em outros setores da sociedade.  “Agora, vemos sinais de crescimento entre as castas médias e entre aquelas pessoas com menos de 35 anos. Existe uma nova dinâmica em curso entre a geração urbana e educada, e também nas castas mais altas.”

Embora as taxas de crescimento da Igreja não tenham atingido o mesmo nível daquelas observadas na China, durante o pico das décadas de 1970 e 80, Mandryk acredita que ele pode ser acelerado.  “Está ocorrendo uma mudança de marcha e o movimento começa a ganhar velocidade. A diversidade de castas, regiões e contextos é um fator importante. O crescimento da igreja não está mais restrito aos miseráveis.”

“MENSAGEM DE LIBERTAÇÃO”



Inquestionavelmente, a Índia está no meio de rápidas mudanças econômicas e sociais. Essas mudanças contribuem para quebrar tradições religiosas, especialmente o sistema indiano de castas. “O hinduísmo é uma ferramenta para nos oprimir”, diz T.V. Joy, um plantador de igrejas no norte da Índia: “E o Evangelho é uma mensagem de libertação, não apenas para o céu. Ele tem palavras de liberdade. A verdade é que Deus fez o homem à sua imagem”. Essa verdade, afirma Joy, enfraquece as concepções tradicionais sobre as castas. Entre 70% e 90% dos cristãos na Índia são dalits. Quando se convertem, eles reforçam a imagem do cristianismo como uma religião digna de desprezo por parte dos demais grupos – como os brâmanes, a elite religiosa, e os militares, proprietários rurais e trabalhadores, que ocupam as outras castas. Embora o governo, oficialmente, tenha suprimido esse sistema social, a discriminação também existe entre os cristãos. “Na teoria, sermos todos um em Cristo está correto, porém na prática isso não é verdade”, atesta diz Y. Moses, uma ativista dalit.

A maioria dos cristãos indianos afirma que suas igrejas enfrentam grandes desafios.  Materialismo, discriminação, disputas entre as lideranças e uma fé desinteressada são males evidentes. Porém, quando instados sobre a razão de os indianos estarem indo a Cristo em números impressionantes, líderes apontam o trabalho do Espírito Santo. Então, eles mencionam fatores críticos que enfraquecem crenças hindus tradicionais, deixando os indianos mais abertos à mudanças. Um deles é o crescimento urbano. Na Índia, 43 cidades têm mais de um milhão de habitantes, e grandes aglomerados como Calcutá, Mumbai e Nova Déli, passam de dez milhões. As cidades apresentam grande fluidez social – pessoas de todas as classes se misturam e as castas se tornam menos importantes. O preconceito permanece, porém é mais sutil, e assim pessoas menos favorecidas podem ascender socialmente.

Outro aspecto favorável é a ênfase cristã na educação. Agências missionárias têm montado projetos de formação profissional, ensino médio e de inglês, inclusive nas vilas rurais. O setor de serviços também está crescendo rapidamente. Um pastor cristão no norte da Índia, por exemplo, forma técnicos em manutenção de aparelhos de ar-condicionado. E os formados, praticamente todos oriundos das castas mais baixas, conseguem empregos nas novas empresas, mais interessadas na eficiência do que na origem social dos funcionários. “Os missionários democratizaram a educação”, diz o advogado dalit A. Maria. De fato, muitas das melhores escolas da Índia são instituições cristãs privadas fundadas por missionários, algumas remanescentes do período colonial britânico. Como era de se esperar, estudantes abastados (e, consequentemente, de castas mais prestigiadas) procuram essas escolas, tendo contato com outro tipo de abordagem religiosa.

A consolidação da democracia, por outro lado, também mostra a crescente influência cristã. O pleito parlamentar de 2009 registrou um recorde de 60% de comparecimento às urnas entre os mais de 700 milhões de eleitores. Algumas regiões cristãs testemunharam uma enorme frequência. Por exemplo, Nagaland, no nordeste da Índia, que concentra uma alta taxa de cristãos, registrou um recorde de 90% de comparecimento. O ingresso de obreiros no país também está mais fácil. A Índia havia parado de conceder vistos a missionários vindos do exterior nos anos 1950. Isso aniquilou escolas e hospitais cristãos, que dependiam de capacitação estrangeira. Contudo, gradualmente, o número de agências missionárias indianas tem crescido. Em 1971, havia menos de 20 delas; hoje existem, no mínimo, duzentas. A Operação Mundial conta com mais de 80 mil missionários indianos, a maioria servindo em um ambiente transcultural.

“Deus nos chamou para plantar igrejas”, diz Alfy Franks, da Operação Mobilização. No entanto, a instalação de novas congregações cristãs, em geral, é combinada com outras atividades, como fornecimento de microcrédito, educação e assistência médica. Na Índia, a veneração a uma infinidade de deuses e o ambiente favorece o misticismo – portanto, uma abordagem puramente espiritual não passa necessariamente a mensagem certa. Por meio do desenvolvimento comunitário, os missionários indianos demonstram que Jesus é mais do que apenas mais um deus a ser adorado. Ele é o Senhor que transforma vidas. Para os indianos que sofrem com a opressão espiritual ou com a pobreza – sem dúvida, indianos de todas as castas –, essa mensagem de transformação fala poderosamente.

O artigo original da Cristianismo Hoje poderá ser visto por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA PERSEGUIDA















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Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

VILA NO NEPAL PROGRIDE DEPOIS DE BANIR O ÁLCOOL E O TABACO


Resultado de imagem para alcool e tabaco

O Nepal é um país incrustado nas cadeias de montanhas do Himalaia. Um vilarejo local, Larumba, tem experimentado um progresso muito distinto no paupérrimo país, depois que baniu o consumo de álcool e tabaco há vinte anos.

A história é a seguinte: os povos das tribus Limbu e Rai são notóriamente conhecidas pelo consumo exagerado de álcool, pela indolência, pela falta de harmonia entre eles mesmos e pela pobreza de caráter do povo. Eles são conhecidos, localmente, como “matwali”, que significa: “bebedores de álcool”.

Todavia os habitantes da vila de Larumba tomaram a decisão de se livrarem desse perverso e ruinoso hábito. Os habitantes do vilarejo seguiram a liderança de seu filho mais famoso, Mahaguru Falgunanda Lingden, que iniciou uma campanha contra o uso de álcool e de tabaco, isso há um século. O resultado é descrito dessa maneira por uma reportagem recente do “The Katmandu Post”: “O banimento do consumo de álcool e de cigarros mudou o estilo de vida do povo do pequeno vilarejo, que se encontrava em constante falta de alimentos e grandes discórdias entre os membros da comunidade. O primeiro grande benefício sentido logo no início foi uma drástica diminuição na violência doméstica. Kehar Singh Yonghang, presidente do Kirat Clotlung Maangena Service Commitee, disse que a vila nunca teria progredido se não tivesse abandonado tais maus hábitos. O banimento não se aplica somente aos residentes locais. A lei vale para todos os que visitam o local também”.

Como sabemos, apesar da Bíblia não proibir o consumo de álcool, o alcoolismo é uma da mais graves nódoas em todas as sociedades. Atos de violência, falta de harmonia no lar, divórcios, amizades arruinadas, acidentes automobilísticos, adultérios, fornicação e outros males e vícios são resultado direto do consumo de álcool e acontecem em números tão grandes que não existe sequer a possibilidade de serem tabulados em uma tábua de estatísticas.

Ao que parece os cidadãos Hindus de Larumba são bem mais inteligentes do que muitos pregadores modernos que em vez de ensinar o que a Bíblia diz, têm assumido o risco de promover o que está sendo chamado de “consumo moderado” de álcool seguindo a poderosa sugestão da propaganda que diz: “Beba com moderação”.

Mas não devemos nos deixar enganar. A Bíblia, como já dissemos, apesar de não proibir, de forma absoluta, o consumo de álcool tem palavras duras para aqueles que gostam de beber e, podem acreditar, existem muitos evangélicos que gostam mesmo é de beber. Desde pastores, verdadeiros pé de cana, até o mais simples dos irmãos.

PARA MEDITAR

Provérbios 20:1

O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio.

Provérbios 23:29—33

29 Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?

30 Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.

31 Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.

32 Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.

33 Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.

Isaías 5:21—22

21 Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!

22 Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte.       
Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

PESSOAS SEM RELIGIÃO SÃO TERCEIRO MAIOR GRUPO


 

Quando nos referimos a pessoas sem religião estamos incluindo nesse grupo todos aqueles que se declaram:

 

·       Ateus — não acreditam em nenhuma divindade.

 

·       Agnósticos — alegam não ter certeza se Deus existe ou não.

 

·       Sem religião — acreditam em alguma divindade, mas não seguem nenhuma tradição religiosa.

 

Esses três grupos somados representam um número que é apenas inferior ao de cristãos nominais e islamitas nominais. Depois desses dois grupos maiores os ateus + agnósticos + sem religião representam um grupo maior que qualquer outra religião instituída.

 

Mas devemos nos deixar enganar pela estatística. Hoje a população da terra é maior que 7 bilhões de pessoas e 8 de cada 10 se declaram religiosos de alguma forma.

 

Os dados dessa pesquisa foram coletados pela organização The Pew Forum on Religion and Public Life, que é um projeto do Pew Research Center que, por sua vez, é uma organização independente, localizada em Washington, D.C. Ver site aqui:

 

http://www.pewforum.org/

 

De acordo com a pesquisa a mesma revelou os seguintes números:


Símbolo cristão abtigo


·   31,5% da população mundial se considera cristã — incluindo católicos, ortodoxos, protestantes e evangélicos de modo geral.


Grupo de Mulçumanos 

 

·       23,2% se declarou como pertencendo à alguma das várias divisões da religião islâmica.


Richard Dawkins o ateu mais em evidênci em nossos dias já foi objeto de vários artigos do nossos blog. 

 

·       16,3% disseram que eram ateus, agnósticos ou não filiados a nenhuma religião. Esse terceiro grupo constitui o maior número de pessoas dentro do total dessa categoria.


 

 

·       Como podemos notar o grupo agregado acima é maior que:


Devotos do Hinfuísmo

 

Ø  Os 15% que se declaram Hindus.



Devotos do Budismo 

 

Ø  Os 7,1% que disseram que eram budistas.



 

 Adoradora danatureza


Ø  Os 5,9% de todos os que disseram que eram seguidores de religiões étnicas ou folclóricas.


Seguidores do Judaísmo 

 

Ø  Por fim, 0,2% declaram seguir o judaísmo.

 

Com relação ao Brasil o relatório aponta que 88,9% dos entrevistados disseram que eram cristãos, enquanto outros 7,9% alegaram não ter religião ou eram agnósticos ou ateus. Outros 2,8% disseram que seguem as religiões africanas, como o candomblé, por exemplo. No Brasil os judeus e os mulçumanos juntos representam menos de 0,1% da população.

 

E importante notar que nas conclusões da pesquisa não existe nenhum tipo de diferenciação entre as diversas divisões que sabemos existem tanto na cristandade quanto no seio do islamismo.

 

Distribuição por localização geográfica

 

A vasta maioria dos que se declararam ateus, agnósticos ou sem filiação religiosa pode ser encontrada em países comunistas como a China ou que abandonaram o comunismo, mas onde a religião continuou não sendo vista com bons olhos. Na China 52,2% se encontram nessa situação e o mesmo é verdadeiro para 23% dos cubanos.

 

Já na América latina o país menos religioso é o Uruguai, onde 40,75 da sua população declarou não pertencer a nenhum grupo religioso. O presidente do país se declarou como agnóstico.

 

A maioria dos cristãos está concentrada nas Américas, na Europa e na África subsaariana.

 

Já os mulçumanos estão, em sua maioria, concentrados na Ásia, no Oriente Médio e na África. Todavia, devemos salientar que existem enormes grupos de mulçumanos espalhados por toda a Europa os quais somam 43,5 milhões de pessoas, algo muito próximo da população atual da Espanha que gira ao redor de 47 milhões de pessoas.

 

No Brasil os mulçumanos somam cerca de 40 mil indivíduos.

 

Os hindus estão, praticamente confinados na própria índia.

 

Os judeus são majoritários apenas em Israel e nos territórios ocupados pelo regime nazista de Jerusalém. Nesses territórios os judeus somam 75,6% da população total que representa 5.510.000 pessoas, uma quantidade menor do que os judeus que moram apenas nos Estados Unidos da América e que somam 5.690.000. No Brasil os judeus estão próximo da marca de 110.000.

 

Que Deus nos ajude a entender as implicações desses números e que possamos nesses últimos dias investir mais na pregação do evangelho a todas as nações e povos que precisam, desesperadamente, ouvir as Boas Novas da salvação em Cristo Jesus.


 

Que Deus abençoe a todos.

 

Alexandros Meimaridis.

 

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