Mostrando postagens com marcador Marcos 14:38—42. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcos 14:38—42. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de junho de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013F — PECADO E CASTIGO — PARTE F



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13F. Pecado e Castigo — PARTE F

CONTINUAÇÃO...

MARCOS 14:38—42

Verso 41

E veio pela terceira vez e disse-lhes: Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora; o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.

Jesus, pela terceira vez fala aos discípulos, e lhes diz com surpresa “Ainda dormis e repousais”. Como podeis dormir nesta hora de grande perigo! A hora predita por Jesus e organizada por Judas Iscariotes e os líderes judeus havia chegado —

Mateus 26:2 e 14—15

2 Sabeis que, daqui a dois dias, celebrar-se-á a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

14 Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs:

15 Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.

O Mestre os notifica de que os inimigos se aproximavam e é possível que já pudessem ser vistos, pois carregavam tochas e deviam estar fazendo barulho. Note como Jesus caracteriza esta turba e aqueles que os haviam enviado: “pecadores”. Jesus estava se referindo às mais altas autoridades religiosas dos seus dias começando pelo sumo sacerdote e também aos Romanos que estavam sempre aquartelados em Jerusalém em números bem maiores durante os festivais religiosos e que seriam, em última instância, a mão que, conduzida pelas lideranças judaicas, mataria o Senhor Jesus Cristo. Os sofrimentos que Jesus tinha que enfrentar não eram surpresa para Ele; Ele sabia exatamente o que e o quando e o como tinha que sofrer. Mas neste momento, a situação mais angustiante que Jesus havia enfrentado é deixada para traz e Ele se prepara com uma coragem incomum para enfrentar seus algozes.

Verso 42 - Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.

Jesus manda os discípulos se levantarem, não para fugir, mas para ir ao encontro do traidor. Até há poucos momentos Jesus estava grandemente angustiado pelo que iria lhe acontecer, mas agora tudo isto havia ficado para traz. Seus medos e temores foram deixados para trás completamente. Os discípulos por sua vez, haviam desperdiçado aquela oportunidade para se preparar para o que estava por vir e agora eles serão tomados por grande pavor. Jesus teve sua oração respondida e por este motivo ele está possuído de uma coragem firme. Os discípulos, como não oraram, colhem o fruto do seu próprio sono. A chance de demonstrar simpatia pelo Mestre havia passado. Jesus havia conseguido a vitória sem o auxílio dos discípulos. Jesus está pronto para enfrentar qualquer situação.

Dessa maneira nós podemos ver as graves consequências que nossos pecados impuseram sobre nosso Senhor Jesus. Graças a Deus Jesus não fugiu da sua missão por pior que ela fosse. Como dissemos anteriormente a agonia e Jesus no Getsêmani — lugar onde se espreme — e sua crucificação no Gólgota — lugar da caveira — constituem a única vez em que a ira de Deus se manifestou sem limites e eternamente. Jesus sorveu a totalidade do cálice da ira de Deus a nosso favor. Foram nossos pecados que o colocaram nesta posição tão precária. Não que ele não tivesse se oferecido voluntariamente para esse serviço, mas conforme diz Isaías Ele “foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades”. Como falamos ainda, o pecado precisa ser punido — não pode ficar impune. Como uma afronta à infinita majestade de Deus, o pecado demanda um castigo também infinito e sem limites. E este castigo infinito foi o sofrimento que Jesus experimentou. Tudo por causa dos nossos pecados. Mas temos que no relembrar que todos os nossos pecados têm uma origem comum: o pecado original

O pecado original é a fonte de todos os outros pecados e estes são tantos e tão diversos que é impossível enumerá-los ou nomeá-los, no entanto, cada um deles nos diz algo acerca da complexa natureza do pecado. Em vista dessa complexidade não é surpreendente que a Bíblia utilize uma variedade grande de palavras para se referir ao pecado. O pecado é, portanto, no contexto bíblico entre outras coisas chamado de: incredulidade, desconfiança, ingratidão, falta de amor, ódio. O maior pecado que pode ser cometido por alguém é sua reação à cruz de Cristo. Isto acontece porque é na Cruz de Cristo que o pecado é revelado em todos os seus terríveis aspectos e o pecado original e todas as suas manifestações históricas posteriores é vencido e perdoado pela ação graciosa de Deus através de Jesus Cristo. O grande pecado é, portanto, rejeitar o Cristo crucificado porque é este mesmo Cristo que irá julgar todos os seres humanos de acordo com o Evangelho que, diga-se de passagem, está a serviço da graça de Deus. O Novo Testamento está cheio de advertências acerca da arrogância humana manifesta na rejeição de Cristo e Sua obra redentora:

João 3:18—19

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

João 3:36

Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.

João 5:39—43

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida. Eu não aceito glória que vem dos homens; sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis.

João 8:24

Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados.

João 8:46

Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes?

João 11:46—48

Outros, porém, foram ter com os fariseus e lhes contaram dos feitos que Jesus realizara. Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação.

João 12:37 e 48

E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele,... Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.

Atos 13:46

Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios.

1 Coríntios 1:18 e 23

Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. ...mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.

2 Pedro 2:1

Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.

Judas 4

Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013ª — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.     

sexta-feira, 5 de junho de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013E — PECADO E CASTIGO — PARTE E


Concepção artística de Jesus com Pedro, Tiago e João no Getsêmane.

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13F. Pecado e Castigo — PARTE E

CONTINUAÇÃO...

MARCOS 14:38—42

Verso 38

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o Espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

Vigiar e orar é uma combinação poderosa. Jesus repete a ordem dada no verso 34 acerca de vigiar, manter-se alerta, mas acrescenta que é necessário ocupar esse tempo com oração. Aqui existe uma indicação clara que não basta se manter acordado fisicamente. É necessário estarmos despertados espiritualmente para resistirmos às tentações. Jesus nos ensinou a orar dizendo:

Mateus 6:13

E não nos deixe cair em tentação.

O próprio Senhor estava sendo tentado e estava também usando os mesmos recursos que Ele estava recomendando aos discípulos.

Mas qual era a tentação que os discípulos estavam enfrentando? Era a de não serem leais a Jesus. Os discípulos juntamente com a grande maioria dos Judeus acreditavam e esperavam uma manifestação política do Reino de Deus, destruindo os Romanos e tornando os Judeus os senhores do mundo. Eles estavam até um pouco “preparados” para lutar por este Reino — ver Lucas 22:36—38 — mas neste mesmo contexto Jesus lhes reafirma que o propósito de Sua vinda não era reinar e sim cumprir as profecias acerca dos Seus sofrimentos — verso 37. Mas quando vissem seu Senhor, aprisionado, julgado, crucificado e morto; quando vissem Jesus submetido a todas estas coisas sem poder aparente para Se livrar, então “essa” seria a hora da grande tentação que os discípulos enfrentariam. É em vista dessa possibilidade que Jesus os exorta a vigiar e orar para que não caiam em tentação, mas tenham a força para vencê-la. Mas de fato nós sabemos que todos eles, sem exceção, sucumbiram a essa tentação. Na hora da prisão de Jesus todos os discípulos fugiram!

O Espírito — A parte não material dos seres humanos que é capaz de manter comunhão com Deus através da adoração e de receber a graça de Deus.

A Carne — Neste contexto, diz respeito à natureza humana com suas fragilidades físicas e psicológicas. Não deve ser confundida, neste contexto, com o conceito de carne como o assento da natureza pecaminosa contrária a Deus.

O Espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. A mente, o coração, o Espírito, nossa parte não material está preparada e disposta a suportar as tentações — os testes—, mas a “carne”, nossos sentimentos, influenciados pelo medo do perigo, é fraca e normalmente nos engana quando as tentações aparecem. É como se Jesus estivesse dizendo para eles: apesar de vocês possuírem uma fé forte o suficiente e acreditarem agora que não irão me negar — ver Mateus 25:35 — a natureza humana é muito fraca e tende a se encolher na hora da tentação, por este motivo, vocês devem buscar auxílio lá do alto.

Verso 39

Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras.

Isto não quer dizer que ele tivesse usado literalmente as mesmas palavras e sim que orou na mesma linha de pensamento. De fato Mateus indica outro conjunto de palavras, mas com a mesma intenção —

Mateus 26:42

Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

É muito provável que nosso Senhor gastou um tempo considerável em oração e que os evangelistas tenham preservado a “essência” de suas palavras. Jesus, como o texto inteiro nos mostra deve ter retornado várias vezes aos discípulos para adverti-los e demonstrar Seu profundo interesse pelo bem estar deles. Cada vez que Jesus retornava Sua tristeza aumentava. Novamente Ele procura o lugar de oração, pois à medida que Seus sofrimentos se aproximavam, Ele sentia-se avassalado pelos mesmos. A oração era o recurso mais poderoso a Seu dispor. Jesus, mesmo sendo Deus, ao tomar a forma humana esvaziou-se — ver Filipenses 2:5—8 — não somente para servir de propiciação pelos nossos pecados, mas também para se tornar o exemplo perfeito da santidade entre os seres humanos. Para que isso fosse alcançado Ele precisava se submeter às condições comuns a toda humanidade, ou seja, Ele deveria viver como qualquer pessoa, ser sustentado como qualquer outra pessoa, sofrer como qualquer outra pessoa e ser fortalecido como qualquer outra pessoa; Ele não poderia tirar vantagem da Sua Santidade, nem da Sua Divindade, mas precisava se submeter ao lote comum a todas as pessoas piedosas. Assim sendo, Jesus não supria suas necessidades mediante atos de Sua Divindade, mas da forma ordinária e comum a todos os seres humanos; Ele se preservava dos perigos não como Deus — ver Mateus 26:53 — mas seguindo as formas comuns da prudência humana e da precaução. Jesus enfrentou as tentações como homem; recebeu conforto e consolação como homem. O próprio anjo enviado para ajudá-lo prova Sua humanidade acima de tudo —

Hebreus 1:14

Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Lucas nos diz em Lucas 22:44, que Jesus se encontrava em ἀγωνίᾳ agonía. Essa palavra é emprestada dos certames esportivos, especialmente dos eventos de luta livre, onde os atletas se esforçam física e mentalmente, muitas vezes, além do que se esperava. Neste contexto a palavra é usada para indicar extrema angústia mental e o enorme conflito produzido na natureza humana pelas perspectivas de calamidades avassaladoras.

O que tudo isto nos ensina é que o nosso pecado é algo terrível e não deve, em nenhuma hipótese, ser visto como algo inofensivo, engraçado ou insignificante. Foram nossos pecados que fizeram Jesus sofrer dessa maneira como estamos vendo. Por outro lado, Jesus nos deixa um exemplo a seguir. Ele não lançou mão de nenhum recurso que não esteja disponível a qualquer um de nós na nossa luta contra o pecado. A Bíblia nos desafia a considerarmos o exemplo de Jesus e a segui-lo de forma completa —

Hebreus 12:1—4

1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,

2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.

3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.

4 Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue. 

Verso 40

Voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam pesados; e não sabiam o que lhe responder.

Sabedores da dor e angústia pela qual o Senhor estava passando, esses homens estavam obrigados a sustentá-lo de maneira mais vigilante. Por outro lado, Jesus demonstra Sua preocupação com eles voltando para ver como estavam, já que eles também precisavam estar vigilantes para atender suas próprias necessidades com a tentação por vir. Que privilégio nós temos de saber que aquele que nos oferece a salvação —

Salmos 121:4

Não dormita, nem dorme o guarda de Israel.

A história de Israel registra um caso em que Davi, quando teve o trono usurpado pelo próprio filho Absalão, seguiu chorando em direção à Jerusalém e todo o povo que estava com ele o acompanhava também chorando —

2 Samuel 15:30

Seguiu Davi pela encosta das Oliveiras, subindo e chorando; tinha a cabeça coberta e caminhava descalço; todo o povo que ia com ele, de cabeça coberta, subiu chorando.

Mas aqui temos “o filho de Davi” em prantos enquanto seus seguidores estão dormindo. Esses mesmos discípulos, quando em desespero, souberam acordar a Jesus para socorrê-los —

Mateus 8:26

Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança.

mas não conseguiam se manter acordados nessa Sua hora de maior angústia, quando Jesus estava agonizando sobre os pecados deles e de nós todos. O que Jesus requereu dos discípulos era algo proporcionalmente pequeno com relação ao que estava sendo requerido d’Ele. Outro contraste pode ser visto nos servos de Naamã que cuidaram do seu senhor insistindo com ele para que ouvisse as palavras de Elias —

2 Reis 5:13

Então, se chegaram a ele os seus oficiais e lhe disseram: Meu pai, se te houvesse dito o profeta alguma coisa difícil, acaso, não a farias? Quanto mais, já que apenas te disse: Lava-te e ficarás limpo.

E vamos nos lembrar que a quantidade de tempo nem era muito significativa: uma hora, era tudo o que Jesus estava requisitando. Isaías quando requisitado por Deus serviu de atalaia por dias inteiros e noites inteiras —

Isaías 21:8

Então, o atalaia gritou como um leão: Senhor, sobre a torre de vigia estou em pé continuamente durante o dia e de guarda me ponho noites inteiras.

Jesus havia passado muitas noites inteiras em oração — será que isto nos diz alguma coisa? — mas naquelas noites Jesus não esperava que seus discípulos o acompanhassem. Nessa noite, quando todo o tempo disponível para orar era o de “uma hora” apenas, Jesus insistia com eles para que se mantivessem acordados.

Como já vimos eles precisavam se manter despertos e em oração para não caírem na armadilha que a tentação representava. Enquanto eles dormiam estavam perdendo a grande oportunidade de estarem unidos com Cristo em oração. Para nós fica a lição de que quando tentados devemos recorrer sempre à oração e duplicar nossa vigilância.

Os discípulos não tinham palavras para se expressar, mas o Senhor já os havia confortado com as palavras do verso 38, como era Sua função como nosso Advogado. Nisso Jesus nos dá o exemplo de como “o amor cobre multidão de pecados —

1 Pedro 4:8

Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.

Jesus certamente se lembrava das palavras do —

Salmo 78:38—39

38 Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.

39 Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.

Os discípulos, como nós, enquanto viviam na terra manifestavam tanto o princípio de corrupção do pecado quanto da graça manifesta de Deus como Esaú e Jacó no mesmo ventre e como cananitas e israelitas na mesma terra.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013ª — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.