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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 B - IMORTALIDADE - PARTE 002


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Os artefatos humanos mais antigos demonstram de forma indisputável que os seres humanos acreditavam na vida depois da morte desde o princípio. O simples fato que os seres humanos sempre tiveram um cuidado extremo em sepultar os mortos em vez de apenas deixá-los apodrecendo e para serem devorados por animais, revelam um comprometimento com a vida depois da morte. Desde o princípio os seres humanos demonstraram uma profunda reverência com seus mortos porque entendiam que: enquanto o corpo estava inerte — morto — a mente ou a alma estavam em algum outro lugar.

Quando nos voltamos para a análise da literatura da Antiguidade notamos, imediatamente, a enorme quantidade de textos relacionados com a morte e com a vida depois da mesma. O Livro Egípcio dos Mortos nos revela o complexo entendimento que a pujante civilização que surgiu às margens do Nilo tinha acerca da vida depois da morte. A literatura chinesa mais antiga nos fala de forma eloquente acerca da vida depois da morte. O Livro Tibetano dos Mortos nos fala das crenças antigas acerca da vida depois da morte daqueles que habitavam no topo do mundo. As crenças babilônicas e assírias acerca da vida depois da morte são indisputáveis. Os Vedas do hinduísmo enfatizam que a morte não representa o fim da existência. Gregos, romanos, europeus em geral, habitantes da Groenlândia, esquimós, índios das três Américas e aborígenes australianos acreditavam numa vida consciente depois da morte.

Na história da humanidade, a crença na vida depois da morte é tão universal e natural que os poucos indivíduos que se opõem à mesma, como é o caso do filósofo grego Epiteto foi sempre visto como uma verdadeira aberração, completamente fora da norma.

É óbvio que não podemos afirmar que apenas porque algo é logicamente válido porque é crido pela vasta maioria das pessoas no mundo, ainda assim podemos sustentar como válido que o peso da prova ao contrário repousa sobre os ombros dos contrários. Compete à minoria refurtar a opinião da minoria e, em seguida, estabelecer sua própria opinião.
Quando nos voltamos para a Antiguidade buscando elementos que neguem a crença na imortalidade, nós acabamos com as mãos vazias. Os materialistas reagem a isso considerando tratar-se de algo impensável e viram as costas para os fatos. Eles se recusam a admitir que o peso da prova repousa sobre seus ombros. Mas a simples negativa não é suficiente nem aceitável. A negativa dos materialistas modernos acerca das evidências a favor da imortalidade não está em nenhuma evidência sólida e convincente.

É na área da psicologia moderna que nós podemos encontrar alguns motivos para a negação da imortalidade. Segundo alguns estudiosos tal negação suge, sem dúvida, de traumas psicológicos que conduzem à repressão que qualquer ideia que possa parecer ameaçadora para o indivíduo.

Quando um indivíduo adota um estilo de vida onde as ideias de Deus, da vida depois da morte e, especialmente, do inferno, parecem ameaçar as opções feitas pelo indivíduo, então tais ideias ou conceitos precisam ser descartados. E assim o indivíduo se livra dos conceitos que ameaçam seu estilo de vida.

O apóstolo Paulo deixa claro em uma passagem de sua Epístola aos Romanos que o motivo porque os seres humanos negam a verdade divina é porque a mesma produz neles uma desconfortável convicção de pecado:

Romanos 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE
Estudo 001 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas
Estudo 002 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 002
Estudo 003 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Introdução à Hermenêutica ou Interpretação das Escrituras Sagradas — Parte 003
Estudo 004 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 001
Estudo 005 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 002
Estudo 006 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — O Ser Humano Como Criatura de Deus — Parte 003
Estudo 007 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Unidade e Diversidade nos Seres Humanos — Parte 001
Estudo 008 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 001
Estudo 009 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 002
Estudo 010 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Antigo Testamento — Parte 003
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή — Psiché
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoíaφρόνημα — frónemaνοήμα — noémaνοῦς  nous — Mente.
Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html



Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 8 de outubro de 2016

IGREJA NOS LARES: UMA NOVA REFORMA EM ANDAMENTO - PARTE 001


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No mês em que a Reforma Protestante do século XVI completa 499 anos, queremos compartilhar com todos uma série de artigos que tratam da grande e necessária Nova Reforma, como temos defendido em vários dos nossos artigos. POR FAVOR, NÃO CONFUNDA O CONCEITO DE IGREJA NOS LARES, COM O MOVIMENTO DE GRUPOS FAMILIARES OU DA IGREJA EM CÉLULAS.

O artigo abaixo é de autoria de Wolfgang Simson e parte de seu livro Casas que Transformam o Mundo — Igreja nos Lares, publicado pela Editora Evangélica Esperança

15 Teses Acerca da Reforma Necessária à Igreja
Wolfgang Simson

Deus transforma a igreja e isso, por sua vez, transformará o mundo. Milhões de cristãos em todo mundo sentem que uma nova e surpreendente Reforma está se aproximando. Afirmam: “A igreja como a conhecemos impede uma igreja como Deus a quer”. É admirável o grande numero de cristãos que parece perceber que Deus está tentando dizer-lhes a mesma coisa. Desse modo forma-se uma nova consciência coletiva para uma revelação existente há milênios, um eco espiritual coletivo. Estou convicto de que as 15 teses a seguir reproduzem uma parcela daquilo que “o Espírito diz hoje as igrejas”. Para alguns, isso será apenas uma pequena nuvem no horizonte de Elias. Outros já se encontram no meio da chuva.

1. Cristianismo como estilo de vida, não como sucessão de eventos religiosos

Bem antes de serem chamados de cristãos dava-se aos seguidores de Jesus Cristo o nome de “o Caminho”.

Um dos motivos era que eles literalmente haviam encontrado o caminho de como se vive. O cerne da igreja cristã não é apropriadamente espelhado por uma série de eventos religiosos em recinto eclesiásticos reservados especialmente para encontros com Deus, oferecidos por clérigos profissionais. Pelo contrário, está em questão o estilo de vida profético dos seguidores de Jesus Cristo no dia-a-dia, que como famílias extensas espiritualmente ampliadas respondem a perguntas formuladas pela sociedade – justamente no local em que isso é mais decisivo: em casa.

2. Mudar o sistema das “categorias”

Depois da época de Constantino Magno, século IV, as igrejas Ortodoxa e Católica desenvolveram e sancionaram um sistema religioso que consistia de um templo “cristão” (a catedral) e de um padrão básico de culto que imitava a sinagoga judaica. Dessa maneira, um sistema religioso não expressamente revelado por Deus, a “categoga”, uma mescla de catedral e sinagoga, tornou-se a matriz dos cultos de todas as épocas subsequentes. Tingido com um acervo gentílico de pensamentos helenistas que, p. ex., faz separação entre o sagrado e o secular, o conceito das categogas recebeu uma função de “buraco negro”, que suga pela raiz praticamente todas as energias de transformação social da igreja e que por séculos deixou o cristianismo absorto em si próprio.

É verdade que Lutero reformou o conteúdo do evangelho, mas é notório que ele deixou as estruturas e formas exteriores da “igreja” intactas.

As comunidades livres libertaram do Estado esse sistema eclesiástico, os batistas o batizaram, os quacres[1] o drenaram, o Exército da Salvação o enfiou num uniforme, os pentecostais o ungiram e os carismáticos o renovaram, porém até hoje ninguém realmente o transformou. É precisamente essa hora que chegou agora.

3. A terceira reforma

Por ter redescoberto o evangelho da redenção “somente pela graça mediante a fé”, Lutero desencadeou uma Reforma – uma reforma da teologia. A partir do final do século XVII, movimentos de renovação como o Pietismo descobriram novamente o relacionamento pessoal do individuo com Deus. Isso levou a uma reforma da espiritualidade, a segunda Reforma. Agora Deus está avançando mais um passo, ao mexer com as formas básicas do ser igreja. Dessa forma ele desencadeia uma terceira Reforma, uma reforma das estruturas.

4. De casas que são igreja para igreja nas casas

Desde os tempos do Novo Testamento não existe mais algo como a “casa de Deus”. Deus não vive em templos, erguidos por mãos humanas. É o povo de Deus que constitui a igreja. Por essa razão a igreja está em casa no exato lugar em que as pessoas estão em casa: nos lares. É ali que os seguidores de Cristo partilham a vida no poder do Espírito de Deus, tomam refeições em conjunto e muitas vezes nem mesmo hesitam vender propriedade particular, repartindo as bênçãos materiais e espirituais com outras pessoas. Instruem-se sobre como se inserir melhor, enquanto ser humano, nas leis espirituais constitutivas de Deus em meio à vida prática – e justamente não por meio de palestras professorais, mas de modo dinâmico, no estilo de pergunta e resposta. É ali que oram, batizam e profetizam uns aos outros. É ali que podem deixar cair à máscara e até confessar pecados, porque conquistam uma nova identidade coletiva pelo fato de se amarem mutuamente, apesar de se conhecerem e constantemente tornarem a se perdoar e se aceitar.

5. Primeiro a igreja tem de encolher, antes que possa crescer

A maioria das igrejas cristãs simplesmente é grande demais para realmente proporcionar espaço para a comunhão. Foi assim que se tornaram “comunidade sem comunhão”. As comunidades eclesiais do Novo Testamento eram, invariavelmente, grupos pequenos, com cerca de 15 a 20 pessoas. O crescimento não acontecia pelo inchaço aditivo, formando comunidades eclesiásticas grandes, estacionárias e que lotavam catedrais com 20 a 300 pessoas, mas pelo crescimento multiplicativo da amplitude, apresentando características de um movimento. As igrejas nos lares se subdividiam quando tinham atingido o limite orgânico de cerca de 15 a 20 pessoas. Esse crescimento multiplicativo pela base possibilitou aos cristãos que também se congregassem para reuniões celebrativas que abrangiam a cidade toda, como, p.ex., nos salões do Templo de Jerusalém.

Em comparação com isso, a congregação cristã típica de hoje é um triste meio-termo: estatisticamente ela não é mais uma igreja no lar, mas tampouco é um evento celebrativo. Dessa maneira, ela perde duas dinâmicas imaginadas pelo seu Inventor: a atmosfera familiar dinâmica e relacional e o mega-evento eletrizante, com efeito de sucção.

6. Do sistema de um pastor único para a estrutura de equipe

Igrejas nos lares não são conduzidas por um “pastor”, mas acompanhas por um presbítero e por um dono de casa sábio e atento à realidade.

As igrejas nos lares são interligadas em rede, formando movimentos, pela conexão orgânica dos presbíteros com o assim chamado ministério quíntuplo (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestre), que circula “de casa em casa” pelas igrejas, como um saudável sistema de circulação sanguínea. Nessa atividade as pessoas com dons apostólicos e proféticos (Efésios 4:11—12; 2:20) desempenham um papel fundamental.

Sem dúvida os pastores são uma parte importante de toda a equipe, porém não podem ser mais que um fragmento dela, “para capacitar os santos para serviço”. Seu ministério precisa ser complementado pelos outros quatros ministérios, do contrário as igrejas não apenas sofrem de enfermidades de carência espiritual, devido à dieta unilateral, mas igualmente os próprios pastores não conseguem mover nada, ficando impedidos de se realizar em sua vocação.

7. As peças certas – montadas erroneamente

Num quebra-cabeça é essencial que as peças sejam montadas de acordo com o modelo certo, do contrário não apenas fica incorreto o quadro inteiro, mas também as diversas peças que não fazem sentido. No cristianismo temos todas as peças à disposição, mas por tradição, lógica de poder e zelo religioso quase sempre as montamos erroneamente. Assim como existe H²O nos três estados de agregação (gelo, água e vapor) também os dons de serviço (Efésios 4:11—12), como, p. ex., o do pastor, ocorrem de três formas, porém muitas vezes na forma errada no lugar errado. Eles congelaram como pedras por meio do clericalismo eclesiástico, correm como água límpida ou ainda evaporam na falta de compromisso.

Assim como a melhor coisa é regar flores com água, também os cinco ministérios que fomentam a igreja (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres) têm de reencontrar formas novas – e muito antigas – na igreja, para que o sistema todo comece a florescer e cada pessoa encontre um lugar apropriado no todo. Por isso a igreja não pode nem deve voltar atrás na história, porém precisa retornar à matriz original.

8. Das mãos dos burocratas eclesiásticos ao sacerdócio de todos os que creem

As igrejas do Novo Testamento nunca foram dirigidas por um “homem santo” ou “senhor pastor”, que se encontra numa ligação especial com Deus em substituição a outros e que regularmente alimenta consumidores relativamente passivos na fé, como se fosse um Moisés do Novo Testamento. O cristianismo assumiu das religiões gentílicas – ou, na melhor das hipóteses, do judaísmo – a categoria dos sacerdotes como um espaço amortecedor de mediação entre Deus e o ser humano.

Desde os dias de Constantino Magno a rigorosa profissionalização da igreja já pesou tempo suficiente como maldição sobre a igreja, subdividindo artificialmente o povo de Deus em leigos infantilizados e clero profissional. Conforme o Novo Testamento há “um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus” (1 Timóteo 2:5).

Deus retém sua bênção quando profissionais da religião se imiscuem entre ele e o povo. O véu do Templo foi rasgado e Deus possibilita a todas as pessoas a terem acesso a ele diretamente por meio de Jesus Cristo, o único Caminho e Advogado. Já não precisam manter contato com ele de forma mediada e indireta através do representante de uma casta religiosa. A fim de transportar para a prática o “sacerdócio de todos os que creem”, que entrementes já foi impetrado há 500 anos pela primeira Reforma, o atual sistema de uma igreja profissionalizada e burocratizada terá de ser transformado radicalmente – ou afundará na irrelevância religiosa.

A burocracia é a mais diabólica de todas as formas de administração, porque no fundo levanta apenas duas perguntas: sim ou não. Nela dificilmente há espaço para a espontaneidade, a humanidade e a vida genuína cheia de variações. Essa forma estrutural pode ser adequada a empreendimentos políticos ou econômicos, porém não ao cristianismo. Deus parece estar em vias de libertar seu povo do cativeiro babilônico de burocratas eclesiásticos e de pessoas no exercício do poder religioso, bem como tornar a igreja novamente um bem comum. Faz isso ao colocá-la nas mãos de pessoas simples, chamadas por Deus para algo extraordinário e que, como nos dias de outrora, talvez ainda estejam cheirando a peixe, perfume ou revolução.

Você também está convidado a aderir a esse mover aberto, e dar a sua própria contribuição. Dessa maneira provavelmente também a sua casa há de ser uma casa que transforma o mundo.

FIM DA PRIMEIRA PARTE. CONTINUA...

(Texto publicado em português no livro “Casas que transforma o mundo — Igreja nos lares”, de Wolfgang Simson — Editora Evangélica Esperança)

O artigo original em Inglês acesse:


Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Membro de seita religiosa protestante inglesa (a Sociedade dos Amigos), fundada no século XVII [Prega a existência da luz interior, rejeita os sacramentos e os representantes eclesiásticos, não presta nenhum juramento e opõe-se à guerra.]

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

JESUS E AS MULHERES - SERMÃO 008 – JESUS E A MULHER SAMARITANA — PARTE 5


Jesus e as mulheres é um tema importante dentro do contexto do Novo Testamento. As denominações históricas aos poucos vão se libertando de seus próprios preconceitos, ao passo que nas denominações evangélicas, em muitos casos, os homens abriram mão completamente de suas responsabilidades a favor das mulheres, o que tem proporcionado uma verdadeira inundação de bobagens sem fim. Nossa série de estudos procura entender o papel da mulher como visto e como foram tratadas pelo Senhor Jesus. Para isso convidamos todos os leitores a fazerem uma análise desapaixonada do material da mesma.

Texto: João 4:16—20
Introdução.

A. Na mensagem anterior nós falamos acerca da surpresa representada pela da “Bebida que Ultrapassa o Tempo 
B. Enquanto a mulher samaritana queria discutir prioridades e direitos acerca do poço — 
João 4:12 
És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 
C. Jesus foi logo direto na questão mais importante que era: 
João 4:13 
Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede. 
D. Além disso, Jesus fez uma oferta para a mulher. Uma oferta capaz de resolver o problema levantado por ela no verso 12: 
João 4:14
Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 
E. A mulher notou bem a primeira parte da frase de Jesus, mas não deu a mínima importância para a segunda parte: 
1. A primeira parte diz: 
Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. 
A mulher estava muito interessada nessa parte: 
João 14:15 
Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. 
2. Já a segunda diz: 
Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 
E Jesus estava bem mais interessado em que ela se tornasse numa ajudadora, do que apenas resolvesse seus problemas individuais, que é algo muito egoísta e que caracteriza não apenas essa mulher, mas a maioria de nós.   
F. Esse momento do diálogo nos prepara para as próximas duas grandes surpresas, que a mulher samaritana iria experimentar na conversa com o Senhor Jesus.  
G. Essas duas surpresas estão em João 4:16—20 e são:

A SURPRESA DE TORNAR-SE UMA FONTE PARA OUTRAS PESSOAS
E
A SURPRESA DE TENTAR FUGIR PARA DENTRO DUMA RELIGIÃO

I. A Surpresa de Tornar-se uma Fonte Para Outras Pessoas. 
A. Para ajudar a mulher a entender a importância de tornar-se uma bênção para as outras pessoas — uma fonte jorrando para matar a sede de outras pessoas — Jesus ordena três coisas para a mulher samaritana: 
João 14:16
Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá. VAI, CHAMA E VEM CÁ. 
B. Esses três mandamentos implicavam que ela, uma mulher, teria que tornar-se uma testemunha para um homem. Isso era possível no mundo daqueles dias onde as mulheres eram consideradas como uma verdadeira desgraça na vida dos homens? Não, e além do mais, o testemunho de mulheres não era aceito nas cortes. 
C. Mas Jesus não queria saber de nada da cultura da época. Ele acredita que a mulher pode ser isso — uma testemunha confiável — e por isso lhe dá esses três mandamentos. 
D. Em outra ocasião, Jesus disse para Maria Madalena: 
João 20:17—18 
Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus. Então, saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: Vi o Senhor! E contava que ele lhe dissera estas coisas. 
E. Se aquela mulher deveria se transformar numa fonte para outros, os primeiros a serem alcançados deveriam ser os de sua própria casa. Esse é o desafio de Jesus para ela. 
D. Naqueles dias o testemunho duma mulher não era aceito nas cortes, porque as mesmas eram consideradas muito mentirosas. Mas Jesus não quer ser saber das tradições. Ele está, literalmente, chutando o balde na beira do poço. 
E. Jesus está dando para essa mulher uma nova compreensão, um novo entendimento dela mesma e das circunstâncias ao redor. 
Mas a mulher ainda resiste. Ela nega ser casada: 
João 4:17a — Ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. 
Quando apanhada em pecado ela tenta sonegar informações. Ela não foi nem a primeira nem a última a tentar este tipo de estratagema com Deus. 
II. A Surpresa de Tentar Fugir Para Dentro duma Religião. 
A. A água da vida estava fluindo sobre aquela mulher e como resultado disso, suas raízes mais profundas estavam começando a ficar expostas. 
B. Tecnicamente ela estava falando a verdade, mas na realidade ela estava mentido. Jesus a confronta: 
João 417b—18 
Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. 
C. Diante dessa surpreendente e incomoda revelação ela tenta descarrilar o trem da conversa, e passa a chamar o homem judeu — verso 9 — de “profeta”: 
João 4:19 
Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta. 
D. Já que estava diante de um profeta, a samaritana, subitamente, se torna numa teóloga, iniciando uma discussão teológica, logo com quem(?), imaginando que tal discussão mudaria o rumo da conversa. Ela diz: 
João 4:20 
Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 
E. A mulher tenta mudar de assunto, mas sua própria pergunta revela seus sentimentos de culpa. Sua afirmação registrada no verso 20 é como se ela estivesse dizendo: “muito bem, eu sou uma pecadora, onde posso encontrar misericórdia e perdão para os meus pecados? Em Jerusalém, ou pode ser aqui mesmo, ali no monte Gerizim?

F. Jesus agora está pronto para levar a conversa para um nível bem mais elevado e bem mais profundo. Mas iremos ver isso na próxima mensagem.
Conclusão:

A. O profeta Isaías passou por uma situação semelhante a da mulher samaritana, no sentido de que teve que entender toda uma nova realidade. Isaías era um profeta, era membro da realeza e era um diplomata do reino de Judá. Mas quando ele entendeu o que Deus é, ele mudou por completo. Ele diz:

Isaías 6:5

Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!

B. E porque ele mudou de opinião? Porque ele entendeu que estava diante de um Deus que era SANTO, SANTO, SANTO! —

Isaías 6:3

E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.

C. A samaritana não reagiu como Isaías. Ela reagiu como Caim:

Gênesis 4:9

Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?  

D. Todas as pessoas que experimentam a verdadeira água que satisfaz nossas necessidades mais profundas são chamadas para compartilhar a mesma com outras pessoas. Se você experimentou, e sabe do que estou falando, então você também tem esse chamado.

5. Pode parecer incrível, mas a religião é o meio mais utilizado por todos que querem, realmente, fugir de Deus. Nossos estilos de vida são autodestruidores. Nada melhor do que nos refugiar por trás de uma capa de religiosidade.

6. Em Gálatas 5:19—21a nós temos uma lista de pecados autodestruidores e não existe lugar melhor, nem mais seguro para nos esconder do que frequentar uma religião, qualquer uma, pois elas servem de excelente cobertura para essas práticas:

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas.

7. Que possamos abrir nossos corações a Jesus e deixarmos que ele nos encha com a água viva.     

Que Deus abençoe a todos.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis


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quinta-feira, 25 de junho de 2015

QUAL É O OBJETIVO DO CASAMENTO GAY?



O material abaixo foi publicado pelo site da Editora FIEL e é de autoria de David P. Murray.

O Objetivo do Casamento Gay não é o Casamento Gay

O objetivo do casamento gay não é, primariamente, o casamento gay; é principalmente o silenciamento de consciências gays.

Dado o fato de que tão poucos homossexuais de fato se casam quando têm a oportunidade legal, sua vigorosa e, muitas vezes, violenta campanha pelo casamento gay sempre me deixou confuso. Após ler o artigo de Brendam O’Neill The Trouble With Gay Marriage (O Problema com o Casamento Gay), não estou mais confuso. Embora O’Neill não faça uma abordagem a partir de uma perspectiva cristã, seu artigo pós-referendo sobre a atitude da República da Irlanda de legalizar o casamento gay lança uma forte luz sobre o objetivo último da maioria daqueles que fazem campanha pelo casamento gay — e não é o casamento gay.

Validação e reconhecimento

O’Neill começa observando quão pouca conversa ou quão poucos comentários houve sobre o casamento gay após o resultado favorável. Como ele coloca: “Ao invés de dizer: ‘Finalmente podemos nos casar’, a resposta mais comum ao resultado do referendo de ambos os líderes da campanha pelo “sim” e seu considerável exército de apoiadores na mídia e nas classes políticas foi: ‘Gays finalmente foram validados’. Toda a conversa foi a respeito de ‘reconhecimento’, não casamento”.

Ele empilha citação acima de citação para provar seu ponto. Por exemplo:

• A Vice-Primeira-Ministra da Irlanda Joan Burton disse que a votação favorável se tratava de ‘aceitação em seu próprio país’.

• Escrevendo para o jornal Irish Examiner, um psicoterapeuta disse: ‘o referendo se tratou de mais do que igualdade no casamento… era uma questão de plena aceitação [dos gays]’.

• O Primeiro-Ministro Enda Kenny também disse que o referendo tratava de mais do que casamento — era uma questão das ‘frágeis e profundamente pessoais esperanças’ dos gays sendo percebidas.

• Nas palavras do romancista Joseph O’Connor, a votação favorável foi um ato de ‘empatia social’ com parte da população.

• A campanha oficial pelo “sim” até mesmo descreveu a vitória do “sim” como um aumento da saúde e do bem-estar de todos os cidadãos irlandeses, especialmente os gays.

• Um colunista do Irish Times descreveu a ‘sombra de preocupação’ sobre seus amigos gays antes do referendo como um ‘sentimento de que [são] inferiores de alguma maneira’, e afirmou que a vitória favorável finalmente confirmou que eles agora podem desfrutar do apoio, da bondade e do respeito da sociedade.

• Fintan O’Toole disse que a vitória favorável foi uma questão de fazer os gays se sentirem ‘plenamente reconhecidos’.

• ‘Meu país reconheceu que nós existimos’, disse um empresário gay irlandês.

Votar para se sentir bem

O’Neill diz que “resumindo, o resultado favorável fez as pessoas se sentirem bem”, e que o que se buscava “não era realmente o direito de se casar, mas validação sociocultural do estilo de vida de uma pessoa — ‘empatia social’ — especialmente do Estado”. Ele ressalta literatura mais antiga sobre o casamento gay que também demonstrou que “os primeiros levantadores da questão do casamento gay pareciam primariamente preocupados com ‘atenuar a ansiedade adulta’”.

Por que validação, empatia, aceitação, reconhecimento e aprovação sancionados pelo Estado são tão importantes para aqueles que fazem campanha pelo casamento gay? Por que isso é tão mais importante do que, de fato, ter a permissão para casar?

Medidas desesperadas

A resposta se encontra em Romanos 1.18-32, onde o apóstolo Paulo explica que medidas desesperadas homossexuais (e outros pecadores impenitentes) tomam para silenciar a voz da consciência. Eles ouvem a proibição de Deus e a condenação em suas consciências, a odeiam e fazem tudo o que podem para calá-la — incluindo, nos nossos próprios dias, tornar o casamento gay legalizado em todo lugar, mesmo se relativamente poucos fazem uso dele. Porque, na maioria dos casos, não se trata do direito de casar; é principalmente uma tentativa vã de abafar a voz interna da consciência ao multiplicar e amplificar as vozes externas de aprovação.

Se estou errado, então porque eles não deixam em paz a suposta minoria que ainda desaprova o casamento gay? Por que eles não toleram dissidentes? Ativistas gays têm a mídia do seu lado, têm a indústria do entretenimento do seu lado, têm o estabelecimento educacional do seu lado, têm as empresas do seu lado, têm a maioria dos políticos do seu lado, assim como a maioria dos juízes. Isso não é o suficiente? Se eles estão tão certos da justiça de sua causa, por que não podem tolerar algumas poucas vozes aqui e ali que ainda insistem: “Isso é errado”?

Proteção sem precedentes

Não há quase nenhum grupo no mundo que tem o nível de aceitação, validação, aprovação e empatia do público que os homossexuais hoje desfrutam. Eles certamente têm mais reconhecimento, proteção e promoção do que os cristãos evangélicos em qualquer lugar. Então por que não podem deixar os cristãos em paz? O que mais eles querem ou do que mais precisam?

Somente Romanos 1.18-32 pode explicar isso. Com efeito, diz que mesmo que o casamento gay seja legalizado em todos os lugares e mesmo se cada voz destoante seja extinguida, as consciências gay ainda gritarão “Errado!” e “Culpado!”. No seu íntimo, eles ainda conhecerão “a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam” (Rm 1.32). Essa é a “sombra de preocupação” que espreita para sempre a consciência gay.

Paz através da cruz

A mensagem cristã para a comunidade gay é que ela abandone sua tentativa fútil de garantir paz de consciência através dos tribunais, da mídia e dos milhares de votos. É muito melhor trazer tais consciências pesarosas à cruz de Cristo para plena cura e permanente silenciamento vindo do próprio Deus, através da fé e do arrependimento. Isso fará um trabalho muito melhor para remover a ansiedade, as sombras e os medos do que qualquer quantidade de referendos ou falência de padarias e floristas. Também abrirá caminho para experimentar a imensurável largura, altura e profundidade do amor de Deus.

E para cristãos que estão sofrendo ou ainda sofrerão as consequências da desaprovação da sociedade ou do Estado sobre essa questão, confie no poder de uma boa consciência. Somos zombados, desaprovados, menosprezados, marginalizados, caricaturados e rejeitados mais do que qualquer outro grupo na sociedade. Somos chamados de intolerantes, homofóbicos e cheios de ódio. Mas ter uma consciência através da qual Deus demonstra sua aprovação e aceitação a nós significa que podemos continuar nos levantando por aquilo que é certo e verdadeiro, não importa quantas vozes de intolerância e ódio gritem contra nós.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


O autor: David P. Murray serviu como pastor da Locharron Free Church of Scotland de 1995 até 2000 e, posteriormente, na Stornway Free Church of Scotland entre 2000 e 2007. David Murray é professor de Antigo Testamento e Teologia Prática no Puritan Reformed Theological Seminary, em Grand Rapids, Michigan. Murray escreve no blog "Head, Heart, Hand: Leadership for Servants."

O artigo original de Brendan O'Neill pode ser acessado por meio desse link aqui:

http://www.spiked-online.com/newsite/article/the-trouble-with-gay-marriage/17016#.VYxNLRtVhBc


ROMANOS 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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