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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006



Esse é um estudo especial que irá abordar temas de grande interesse, tais como: 1. Deus 2. Os seres humanos e o mundo criado 3. Jesus e Sua missão como o CRISTO. 4. O Espírito Santo. 5. A vida cristã. 6. A Igreja. 7. O futuro e etc. Esperamos que a mesma possa ajudar todos os nossos leitores a conhecerem melhor o que o Novo Testamento ensina acerca de tudo o que nos é importante.

INTRODUÇÃO GERAL

CONTINUAÇÃO:

Em seu Livro An Introduction to The Theology of The New Testament, livro esse que teve também uma edição em português — ver nota bibliográfica abaixo[1] — o autor Alan Richardson acreditava que as ideias que encontramos no Novo Testamento formam uma unidade e, isso o levou a adotar uma abordagem temática no estudo do mesmo. Mesmo levando em conta, em parte, o background do Novo testamento, ele dificilmente consegue escapar do fato que desprezou muito desse mesmo background em seu livro. Uma das acusações mais objetivas que recebeu foi que ele não levou em conta as diferentes teologias dos autores do Novo Testamento. Seu maior crítico nessa questão foi R. Morgan em sua obra The Nature of The New Testament Theology, publicada em 1973. Independentemente desse fato, cremos que Richardson estava mais plenamente consciente da base comum da teologia do Novo Testamento que todos os seus predecessores imediatos. Um exemplo disso é a obra de E. Stauffer, intitulada New Testament Theology, que está estruturada duma forma diferente daquela adotada por Richardson e que, também tem um objetivo distinto do primeiro. Stauffer está mais interessado em estabelecer a teologia, primariamente, como história, usando para isso o mundo do Novo Testamento. Essa mesma abordagem foi utilizada pelo professor da Harvard Univesity Helmut Koester em sua obra Introdução ao Novo Testamento – Parte 1 – História, Cultura e Religião no Período Helenístico.[2]

Por outro lado, a primeira parte da Theology of The New Testament escrita por Joachim Jeremias, que também está disponível em português — ver nota bibliográfica abaixo[3] — em sua primeira parte que trata dos ensinamentos de Jesus atribui um valor muito maior a esse tema do que o que foi feito por Rudolf Bultmann. Ao mesmo tempo Jeremias se deixa influenciar bem menos por considerações dogmáticas. È uma pena que em sua obra, Jeremias dedique tão pouca atenção à discussão acerca da metodologia da teologia do Novo Testamento. Outros autores alemães que produziram obras nessa área foram W. G. Kümmel[4] e L Gopelt[5], cuja massiva obra está contida em dois volumes. Autores católicos romanos também publicaram obras nessa área entre as quais podemos destacar as de M. Meinertz — em dois volumes — e K. H. Schelkle — em cinco volumes.

Kümmel se concentra em Cristo, Paulo e João e, agindo desse modo ele se expõe a ser criticado que deixou-se dominar pela teoria da “personalidades dominantes”. Já L. Goppelt divide sua teologia em duas partes: a primeira parte trata das atividades de Jesus, consideradas da perspectiva teológica. A segunda parte lida com a variedade e a unidade do testemunho apostólico. Já Meinertz procura apresentar suas evidências usando a divisão literária do Novo testamento e escolhe seus temas de acordo com a maneira como os mesmos se adaptam ao tipo de literatura que está sendo estudada. Enqianto isso, Schelkle optou por uma abordagem temática. Outro autor católicos romano, J. Bonsirven, divide sua obra em quatro partes, a saber: 1) Jesus Cristo; 2) Cristandade Primitiva; 3) São Paulo e 4) Cristandade Amadurecida. Esse esquema é muito parecido com o de Meinertz.

Antes de concluirmos essa parte não podemos deixar de mencionar a valiosa obra escrita pelo professo George Ladd intitulada Theology of The New Testament, também disponível em português — ver nota bibliográfica abaixo.[6] Ladd reivindica para si mesmo ter adotado uma perspectiva histórica em sua obra, uma vez que ele entende que a Teologia do Novo Testamento tem uma função descritiva. De acordo com Ladd a teologia do Novo Testamento, tem a função de trazer à luz a rica variedade do pensamento contido no Novo Testamento, apesar dele conseguir enxergar em todas as fontes um claro testemunho da obra redentora de Deus em cristo Jesus. Ladd também entende que a teologia do Novo Testamento, forma a base de sustentação necessária para o desenvolvimento da Teologia Sistemática.

Deve ficar claro para todos os leitores, como acontece com a maior parte das questões envolvendo as Escrituras Sagradas, que não existe um consenso, entre os estudiosos, acerca de qual deve ser alvo que a Teologia do Novo Testamento procura atingir. Isso não é algo mal em si mesmo. Mas prova que a Palavra de Deus e sempre mais rica e compreensiva do que a imaginação humana pode conter.

A maioria dos estudiosos prefere uma apresentação que se interesse por colecionar as diferentes teologias que encontramos no Novo Testamento. A abordagem temática encontra-se desfavorecida no presente momento, porque os estudiosos temem que a mesma acabe por conduzi-los para longe da coesão interna dos autores individuais, cujo conteúdo literário forma o Novo Testamento. Falaremos mais acerca da metodologia da Teologia do Novo Testamento na próxima divisão.

Diante desses fatos devemos concluir que é uma missão, praticamente impossível, alguém tentar produzir uma Teologia do Novo Testamento que consiga agradar todos a escolas de pensamento que já se manifestaram acerca desse assunto, durante a breve história que apresentamos da Reforma protestante do século XVI até o final do século XX. O que fica evidente é que cada autor está sempre limitado a produzir um material que satisfaça os alvos que ele mesmo estabeleceu e deseja atingir. Mesmo assim, pesa sobre todos eles a obrigação de esboçar, com clareza, seus objetivos e apresentar algumas razões, pelo menos, justificando porque estabeleceu os mesmos.  

CONTINUA...

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TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.



[1] Richardson, Alan.  Introdução à Teologia do Novo Testamento. ASTE, São Paulo, 1966.

[2] Koester, Helmut. Introdução ao Novo Testamento – Parte 1 – História, Cultura e Religião no Período Helenístico. Paulus, São Paulo, 2005

[3] Jeremias, J. Teologia do Novo Testamento – Nova Edição Revista e Atualizada. Teológica, São Paulo e Paulus, São Paulo, 2004,

[4] Kümmel, W. G. Introdução ao Novo Testamento. Edições Paulinas, 1982.

[5] Goppelt, L. Teologia do Novo testamento em 2 Volumes. Editora Sinodal, São Leopoldo, 1979.

[6] Ladd, Geoge E. Teologia do Novo Testamento. Exodus Editôra, São Paulo, terceira edição, 1997. 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 003 — CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002


A manifestação de Jesus não teria sentido sem a revelação do Senhor a Paulo

ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

ATENÇÃO: O material contido nesses estudos foi, em grande parte, adaptado da notas de aula e da apostila fornecida pelo professor Dr. Richard B. Gaffin em sua aula de teologia que explorou a importância da ressurreição de Jesus para a Teologia Paulina. Todas as vezes que o material mostrou-se insuficiente devido os anos que já se passaram, os lapsos foram preenchidos pelo editor do Grande Diálogo. O Dr. Gaffin, além de professor tornou-se um amigo a quem tivemos a oportunidade de receber em nossa casa, acompanhado de sua esposa, quando morávamos na cidade da Filadélfia nos EUA.

CONTINUAÇÃO...

De acordo com Abraham Kuyper temos então a seguinte sequência, que para ele era inexorável: Escrituras Sagradas, igreja, dogma, dogmática — como teologia — e por causa da forma como a ênfase na descontinuidade é distribuída, isso faz com que Kuyper não apenas rejeite a teologia bíblia por considerar o nome impróprio, mas rejeite até mesmo o conceito que ela representa. Essa é meso uma discussão muito interessante. Todavia, não podemos deixar de afirmar que apesar de sua posição tão rigorosa, Kuyper aprova o foco material da teologia bíblica no que diz respeito ao interesse que a mesma demonstra no caráter histórico da Bíblia. Mas ele lamenta a falta de visão da teologia dogmática no uso de provas no que diz respeito à busca de um progresso verdadeiro no entendimento bíblico que resulta do estudo da histeria da revelação das Escrituras.

Quando comparamos Vos e Kuyper não é difícil identificarmos que a ênfase de um é o exato oposto da ênfase do outro. Seguem alguns exemplos:

1. A forma como Kuyper constrói seu argumento teológico é caracterizado por uma espécie de nivelamento de todos os autores bíblicos. Não existe nenhum esforço no sentido de levar em conta suas respectivas distinções. De fato, temos a nítida impressão que Kuyper caminha na direção oposta a isso.  

Enquanto Vos pensa em termos de uma inclinação sistemática e na qualidade da mente de Paulo no que diz respeito à sua capacidade altamente sintética e voltada para o ensino, Kuyper pensa que o apóstolo, juntamente com todos os outros autores bíblicos lançam mão daquilo que ele chama de “linguagem estilizada e simbolicamente estética do Oriente Médio”.

2. Kuyper procura enfatizar, exclusivamente, a descontinuidade entre os autores bíblicos e a atividade teológica das gerações cristãs subsequentes. Por outro lado, Vos faz uma descrição de Paulo como um teólogo e pensador específico, e suas repetidas referências ao sistema teológico adotado pelo apóstolo são formas de expressão completamente proibidas para Kuyper.

Os dois pontos indicados acima são mutuamente exclusivos em vários aspectos principais. Qual do dois estará certo? A posição assumida por Kuyper pode representar, de forma característica, a atitude reformada, especialmente no que diz respeito a relação de Paulo e a formulação dogmática. Mas por outro lado temos que admitir que a interpretação de Vos é mais apropriada para lidarmos com o apóstolo Paulo como escritor bíblico e como um instrumento da revelação divina.

A revelação bíblica possui um interesse histórico. As Escrituras Sagradas são um registro da história da revelação. A análise dessa história — análise que é bem-vinda pelo próprio Kuyper — tem deixado claro que a revelação é um fenômeno diferenciado, composto por atos e palavras que explicam os atos. Deus se Revela a Si mesmo tanto em atos redentores como em palavras de revelação que explicam seus atos. A relação orgânica entre esses dois aspectos da revelação tem se tornado cada vez mais evidente. A revelação por meio de palavras explicativas não se sustenta sozinha. Por esse motivo ela está sempre direcionada seja de forma implícita ou explícita a explicar os atos redentores de Deus. As palavras de Deus estão, invariavelmente, relacionadas a Seus atos. Os atos de redenção são a razão de revelação existir. Uma noção não bíblica e praticamente gnóstica da revelação surge todas as vezes, de modo inevitável, quando a mesma é considerada independente como a fonte supridora de verdades autoevidentes. De acordo com Vos: “a revelação está tão entrelaçada com a redenção que, se deixarmos de lado as considerações referentes à essa última, a revelação fica como que algo meramente suspenso no ar. Dessa forma nós podemos afirmar que a revelação é a autenticação ou a interpretação das ações redentoras de Deus. Geralmente nós podemos encontrar tanto a descrição de um ato quanto a revelação referente ao mesmo numa mesma passagem produzida por qualquer escritor bíblico ou instrumento da revelação. O que deve ser notado é que de passagem em passagem um desses dois aspectos será mais proeminente.

A estrutura básica do Canon do Novo Testamento reflete bem essa distinção: os Evangelhos representam os atos redentores de Deus, enquanto as epístolas servem como meio de interpretação desses mesmos atos. Que esse padrão é intencional é confirmado inclusive pelo Canon do herege Maricão quando ele editou o evangelho de Lucas, entrelaçando-o com as epístolas paulinas, com exceção das epístolas pastorais — 1 e 2 Timóteo e Tito. Esse fato prova que o Canon de Marcião está baseado no Canon da Igreja e não vice-versa.[1]

CONTINUA...  

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002



A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Para uma discussão mais ampla acerca da posição de Marcião ver a obra de Theodor Zahn. Geschichte des neutestamentlichen Kanons — Pesquisa na História do Canon do Novo Testamento em 2 Volumes. A. Deichert, Leipzig, 1904.

sábado, 4 de abril de 2015

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS



ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

ATENÇÃO: O material contido nesses estudos foi, em grande parte, adaptado da notas de aula e da apostila fornecida pelo professor Dr. Richard B. Gaffin em sua aula de teologia que explorou a importância da ressurreição de Jesus para a Teologia Paulina. Todas as vezes que o material mostrou-se insuficiente devido os anos que já se passaram, os lapsos foram preenchidos pelo editor do Grande Diálogo. O Dr. Gaffin, além de professor tornou-se um amigo a quem tivemos a oportunidade de receber em nossa casa, acompanhado de sua esposa, quando morávamos na cidade da Filadélfia nos EUA.

Uma das questões mais importantes quando queremos discutir a ressurreição de Jesus nos escritos do apóstolo Paulo, tem a ver com a importância metodológica no sentido de hermenêutica, como apresentada na obra de Geerhardus Vos — Pauline Eschatology – a qual tem sido quase que esquecida por completo.

Geerhardus Vos tinha a convicção de que o apóstolo Paulo poderia ser chamado de “o pai da Escatologia Cristã”. Vos acreditava que nunca houve na história da fé cristã nenhum outro personagem como o apóstolo Paulo, quando o assunto era desenvolver as ideias relacionadas com a pessoa e a obra de Cristo. Com isso, Vos acreditava que as críticas levantadas contra Paulo deviam-se, sempre, primeiramente a uma capacidade inferior de seus críticos em entender, com precisão o significado dos ensinamentos bíblicos.

Tudo isso chama nossa atenção para dois fatores da maior importância:

1. Em primeiro lugar temos nossa atenção chamada para a forma como Paulo demonstra uma profunda apreciação pela obra de Cristo, e isso lhe garante uma distinção especial como pensador.

2. Em segundo lugar nós temos um sentido definitivo de verdadeira continuidade entre Paulo e seu intérprete — nesse caso: Vos. Os dois têm o mesmo interesse principal: as informações acerca da fé cristã. Assim, Paulo é de fato, o iniciador e o Pai do que estamos chamando de Escatologia Cristã. Vos aborda os ensinamentos paulinos como alguém que sente que está envolvido em um empreendimento teológico comum.

Ao contrário de Abraham Kuyper — outro bem conhecido autor reformado — Vos se opõe com todo vigor ao fato de Kuyper rejeitar a expressão “teologia bíblica”. Essa distinção entre Vos e Kuyper é fundamental, já que Abraham Kyuper tornou-se o modelo da maioria dos autores reformados, desde que publicou suas obras nos séculos XIX e XX. Mas vamos examinar a posição de Abraham Kyuper para não sermos acusado de ter cometido qualquer precipitação.

Quando analisamos a negativa de Abraham Kuyper em adotar a expressão “teologia bíblica”, logo notamos que a mesma era histórica em seu caráter, como uma reação apropriada, à teologia racional que escondia, por trás de seus enunciados, sérias acusações contra a autoridade das Escrituras usando exatamente a expressão “teologia bíblica”. Isso é certamente importante, mas o fato é que a rejeição da expressão “teologia bíblica” da parte de Abraham Kuyper tinhas raízes bem mais profundas.

As raízes de Abraham Kuyper se encontravam no fato dele entender as Escrituras Sagradas como o principium theologiae. E era esse entendimento que terminantemente, o fazia sentir-se impedido de usar a expressão teologia bíblica. Para os que não estão familiarizados com o termo principium theologiae devemos esclarecer que o mesmo significa que a Escrituras não são teologia em si mesmas, mas apenas sublinham os conceitos teológicos. Desse modo, os autores bíblicos não devem ser chamados de “teólogos”, porque a teologia é algo impensável separada de dogmas previamente formulados, e os dogmas, como sabemos, são o produto da vida da igreja enquanto instituição. Desse modo, Kuyper mantinha uma estrita separação e descontinuidade entre as Escrituras Sagradas e os autores bíblicos, por um lado, e os dogmas e os teólogos da igreja pelo outro. A Bíblia não contém nenhum dogma em si mesma, mas apenas o “material” a partir do qual a igreja “constrói” seus dogmas. Para Kuyper a revelação bíblica chegou até nós na linguagem estilizada e simbolicamente estética do Oriente. Foi somente quando a mente ocidental, com sua inclinação para o que foi chamado de “clareza dialética”, começou a funcionar que o material bíblico fez surgir a teologia.

CONTINUA...

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

REZA ALAN: UM HISTORIADOR QUE NÃO SE BASEIA NA HISTÓRIA


 
POLÊMICO: Para ele, Jesus era um revolucionário.

A cada período de meses nós vemos surgir no horizonte um livro sobre Jesus. Normalmente esses livros dizem basicamente as mesmas coisas desde os primeiros que foram publicados nos séculos XVIII e XIX. A premissa básica é negar que Jesus é Deus, mas infelizmente para todos eles, não existe nem mesmo um fiapo em que possam se segurar para ter suas opiniões confirmadas. Todavia, os livros vendem bem. Isso é verdade.

Nosso personagem dessa vez é o historiador, que não aceita certos materiais históricos, mas adora matérias espúrios, desde que os mesmos confirmem sua tola teoria. Reza Aslam é teólogo e historiador e seus comentários são muito semelhantes aos do mestre Gamaliel. Bata ler a entrevista que Reza Aslan concedeu à revista ÉPOCA abaixo e depois ler nosso artigo acerca do tal “sábio” conselho de Gamaliel por meio desse link aqui:


Segue o texto da ÉPOCA

Reza Aslan: "Jesus era como os outros messias"

Autor de um polêmico livro sobre a vida de Jesus Cristo, o americano Reza Aslan afirma que o filho de Maria foi o maior revolucionário de todos os tempos

Por RODRIGO TURRER

O historiador iraniano-americano Reza Aslan ficou mundialmente famoso após bater boca com Lauren Green, âncora da emissora americana Fox News, em julho deste ano. Ele fora convidado a falar sobre seu livro Zelota – A vida e a época de Jesus de Nazaré (308 páginas, Zahar editora, R$ 36), um polêmico ensaio em que afirma que Jesus foi um revolucionário. Aslan teve de explicar por que um muçulmano como ele escrevera sobre Cristo. Há mais de 20 anos, ele se dedica à pesquisa de religiões, com foco na vida de Jesus. “Entendo de onde a Fox News e Lauren Green vieram”, afirmou Aslan a ÉPOCA. “Há um sentimento antimuçulmano em níveis sem precedentes nos Estados Unidos.”

ÉPOCA – O senhor defende em seu livro uma tese polêmica: o Jesus histórico foi um revolucionário. O senhor acredita que Jesus estava mais para Che Guevara que para Ghandi?

Reza Aslan – Jesus foi o maior revolucionário de todos os tempos. As pessoas têm dificuldade de compreender isso porque veem o Cristo da religião com o olhar do nosso tempo. No tempo de Jesus, não havia separação entre política e religião. Ambas eram a mesma coisa. É incorreto dizer que Jesus era só um líder espiritual ou só um líder político. Ele era os dois. Toda e qualquer palavra proferida por Jesus tinha implicações políticas, por mais espirituais que fossem. Nesse livro, tento tirar as camadas de teologia, misologia, lenda e doutrina que se sobrepuseram ao Jesus histórico. Quis compreender o mundo em que Jesus viveu. Meu livro é sobre as implicações das palavras de Jesus em seu mundo, em seu tempo. É também sobre as diferenças entre Jesus de Nazaré e o Cristo da fé, criado pelos Evangelhos e pela Igreja.

ÉPOCA – Qual a diferença entre o Cristo histórico e o da fé?

Aslan – O Jesus da história era um judeu pregando o judaísmo para outros judeus. O Cristo da fé, aquele que lemos nos Evangelhos e na teologia cristã, é alguém divorciado do judaísmo, alguém pregando uma nova fé, uma nova religião. Jesus proclamava-se o messias, mas, quando dizia isso, se referia ao messias do judaísmo. Se Jesus de fato pensasse ser o Deus encarnado, teria sido o primeiro judeu da história a pensar assim. Porque o conceito de um homem divino viola 5 mil anos de história, tradição e religião judaicas. Isso quer dizer que é impossível que Jesus se considerasse um Deus encarnado? Não. Só não é plausível. Sobram duas opções: Jesus nunca disse isso e era como todas as outras centenas de messias de seu tempo. Ou então Jesus acreditava nisso e era absolutamente único, diferente de todos os judeus que vieram antes ou depois dele. Como historiador, acredito que Jesus era como todos os outros messias de seu tempo e nunca disse ser o Deus encarnado do Novo Testamento.

ÉPOCA – E por que Jesus inspirou tantos a segui-lo?

Aslan – Isso tem menos a ver com espiritualidade e mais com os ensinamentos de Jesus. São ensinamentos únicos e extraordinários. Jesus teve uma visão de uma nova ordem mundial, em que ricos e pobres trocariam de lugar. Os primeiros se tornariam os últimos, e os últimos se tornariam os primeiros. O apelo dessa mensagem depois da morte de Jesus se perpetuou menos pelo que Jesus disse ou fez e mais pelo que seus discípulos escreveram e disseram sobre ele.

ÉPOCA – Então a mensagem de Cristo foi reinventada?

Aslan – Os seguidores de Jesus, os homens que escreveram os Evangelhos anos ou décadas depois de sua morte, tentaram esconder ou amenizar o aspecto político da vida de Jesus. Primeiro, porque Jesus falhou em sua missão. O que sabemos de fato sobre Jesus? Que ele era judeu, que começou um movimento judaico no século I e, como resultado desse movimento, foi condenado à morte na cruz por crimes contra o Estado (Roma). As ambições políticas de Jesus falharam. A definição de messias, no tempo de Jesus, era um descendente do rei Davi, que restabeleceria o Reino de Davi na Terra. Se você diz ser um messias e morre sem restabelecer o Reino de Davi, você não é um messias. Todos os outros messias, e foram centenas, prometeram restabelecer o reino de Davi. Foram tão bem-sucedidos quanto Jesus. Nenhum cumpriu a promessa, e todos foram chamados de falsos messias. A diferença é que os seguidores de Jesus tentaram dar sentido a sua falha, mudaram o significado de messias, o deixaram menos judeu, mais espiritual. Quando fizeram isso, o tornaram mais atraente para os não judeus.

ÉPOCA – De que forma?

Aslan – Jesus foi condenado à crucificação por crimes contra o Estado. Roma reservava a crucificação a crimes contra o Estado. Como convencer Roma a aceitar um movimento de um homem que pretendia tirar Roma do poder? Basta dizer que o reino prometido por Jesus não era o terreno, mas sim o divino, que Jesus não tinha ambições políticas, não ameaçava o Império Romano. Assim, você diz que é possível ser cristão sem ser uma ameaça ao Estado. Todas essas mensagens foram incorporadas ao cristianismo e ajudaram em sua expansão. Décadas depois da morte de Jesus, os seguidores não judeus de Cristo superaram os seguidores judeus. Cem anos depois, não havia quase ligação alguma entre cristianismo e judaísmo. E, pelos últimos 2 mil anos, o cristianismo tem sido uma religião que confortavelmente se casa com o Estado. Como faz isso? Proclamando que não tem interesse em governar este mundo, não se apega às coisas terrenas.
"Os Evangelhos não são história, não são fato. São argumentos teológicos"

ÉPOCA – As críticas mais contundentes a seu livro dizem que o senhor usou as fontes de pesquisa 
que melhor se adaptavam a suas teses e descartou as demais. Qual foi seu critério?

Aslan – Essa é uma crítica feita por não especialistas. Os leigos olham para os Evangelhos e acham que tudo o que está escrito em Mateus, Marcos, Lucas e João é igualmente válido. Isso é absurdo. Há 200 anos definiu-se uma metodologia de estudo para saber o que é confiável do ponto de vista histórico nos Evangelhos. Para o leigo, parece que escolho apenas o que me interessa. Mas fui metódico. Não usei os Evangelhos de João como fonte de pesquisa, porque ele são tardios, escritos quase um século depois da morte de Jesus. Usei apenas o Evangelho de Marcos, visto universalmente como o mais preciso historicamente. Os Evangelhos não são história, não são fato. São argumentos teológicos. Minhas fontes foram os documentos históricos sobre o tempo em que Jesus viveu e partes comprováveis dos Evangelhos. Rejeito as histórias da natividade, a fuga da família de Jesus para o Egito e outros acontecimentos imprecisos. Tais histórias são lendas e mitos.

ÉPOCA – Sua entrevista na Fox News se espalhou pela internet. O que o senhor pensou quando Lauren Green perguntou sobre um muçulmano escrever sobre Jesus?

Aslan – Fiquei surpreso, mas depois entendi. Você pode falar o que quiser sobre democracia e liberdade nos Estados Unidos, mas, neste momento, há um sentimento antimuçulmano em níveis sem precedentes na história do país. Em nenhum lugar isso é mais óbvio que na Fox News. É uma emissora que alimenta o medo como receita de sucesso. Mas é apenas reflexo do que milhões de americanos pensam. Entendo de onde a Fox News e Lauren Green vieram. Existem milhões de pessoas que não conseguem compreender que a religião é um estudo acadêmico. São pessoas que confundem o estudo da religião com a fé individual. Religião também é uma disciplina acadêmica. Uma disciplina em que muçulmanos escrevem sobre hindus, hindus escrevem sobre cristãos e cristãos escrevem sobre judeus. Isso é totalmente normal. Somos historiadores.

ÉPOCA – Como muçulmano e iraniano criado nos EUA, como o senhor encara as tentativas de negociação entre Estados Unidos e Irã?

Aslan – Sou otimista. Acredito que estamos próximos de um acordo. Isso pavimentará uma solução diplomática sobre o programa nuclear iraniano. O problema não é o Irã. Lá, a decisão caberá ao aiatolá Ali Khamenei, e ele autorizou o presidente Hassan Rouhani a negociar. Meu temor é em relação ao Congresso dos Estados Unidos, que terá de aprovar um acordo. Se você conhece um pouco do Congresso americano, sabe que ele é disfuncional, um enorme desperdício de espaço. Os congressistas só se interessam em ser reeleitos, não ligam para o bem-estar do país. Querem apenas voltar ao Colorado e ao Tennessee e poder dizer: fui duro com o Irã, combati o terrorismo.
(Esta entrevista foi feita antes do anúncio do acordo entre Irã, Estados Unidos e cinco potências e publicada na edição de ÉPOCA que foi às bancas no dia 23 de novembro.)

ÉPOCA – A Síria é um dos poucos aliados do Irã no Oriente Médio. Uma vitória de Bashar al-Assad será positiva para o Irã?

Aslan – Assad já ganhou a guerra. Está claro como o dia que Assad não apenas continuará no poder, como sairá dessa guerra civil sem sequer negociar com os rebeldes. Cada dia a oposição está mais fraturada, e não existe uma solução política para isso. O mais deprimente é que isso tenha acontecido logo depois do uso de armas químicas contra os sírios. Assad queria assustar os rebeldes e testar a paciência da comunidade internacional, mas conseguiu um acordo vantajoso, que praticamente assegura sua vitória na guerra civil. A comunidade internacional meteu os pés pelas mãos, demorou a agir, negociou com o ditador, armou os rebeldes radicais. É triste, mas nada positivo pode surgir dessa guerra.

O artigo original da revista ÉPOCA poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO FINAL

Falamos não como os leigos acusados de nada entender por Reza Aslan, e sim como profissionais, especialmente no que diz respeito a Estudos do Novo Testamento. Diante disso podemos afirmar com toda certeza que:

1. Reza Aslan não faz nada novo em seu livro.

2. Suas teorias furadas estão pautadas no que seres humanos decidiram nos séculos XVIII e XIX o que seria aceitável como histórico nas páginas da Bíblia.

3. Já naqueles dias dezenas de pastores de diversas origens sentaram e escreveram diversos artigos combatendo as mentiras dos, então chamados, liberais, que desejavam transformar a firmeza da fé cristã apenas numa religião cor de rosa.

4. Reza Aslan fala muitas bobagens. Por exemplo: Ele fala de um tal Jesus Político ou num Jesus como Líder Religioso. Depois afirma, de forma idiótica, que Jesus falhou em sua missão. Por fim, repetindo o que milhares já falaram antes dele, Reza Aslan nega que Jesus tenha reivindicado ser Deus. Mas infelizmente para ele e todos os patéticos que tentam negar o óbvio — JESUS É DEUS — nós gostaríamos de convidar que lessem nosso artigo publicado recentemente tratando do natal de Jesus, algo que Reza Aslan qualifica como algo lendário. Nosso artigo poderá ser acessado por meio do link abaixo:


Portanto, caro leitor, não se deixe enganar por alguém que esconde suas verdadeiras intenções — negar a divindade de Jesus – por trás de um falso conhecimento chancelado por graus de historiador, teólogo e etc. A VERDADE ESTÁ NA BÍBLIA E EM NENHUM OUTRO ESCRITO HUMANO.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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