sábado, 5 de outubro de 2013

2 Coríntios 4:7—15 — Batalhas e Bênçãos — Sermão # 6


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Concepção Artística de Paulo

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios.

Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios

Batalhas e Bênçãos
Introdução.

1. Esta seção de 2 Coríntios, apesar de breve revela muitas facetas que são sempre verdadeiras a respeito a todos que querem servir ao Senhor. 
2.Qualquer um que, como Paulo, queira abrir a sua boca para dar testemunho acerca de Jesus estará sujeito a todo o conflito mencionado por Paulo nesses versículos. 
3. Existem três aspectos deste conflito que queremos destacar hoje. 
a. O instrumento que Paulo era. 
b. A perplexidade que Paulo estava experimentando. 
c. As Bênçãos que Paulo percebia.

Batalhas e Bênçãos

I. O Instrumento que Paulo era — 2 Coríntios 4:7 
A. A Pobreza refletida em sua vida. 
1. Paulo se refere a si mesmo como um vaso de barro. Algo simples e extremamente frágil. No grego στρακίνοις ostrakínois — de ostraca — cerâmica ou terracota.
2. Paulo considerava toda a sua formação e cultura como “fezes” de cachorro quando comparados com a sublimidade do conhecimento de Cristo —
Filipenses 3:8 
Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como σκύβαλα skúbala[1] — refugo, para ganhar a Cristo. 
1. Seguindo o ensinamento de Jesus, Paulo buscava ser apenas um servo de todo o povo de Deus. 
2. Paulo não cessava de se admirar da graça de Deus que havia concedido, a ele, um perseguidor do povo de Deus, perdão, reconciliação e a oportunidade de falar acerca de Jesus, o Senhor – ver Efésios 3:8 acima. 
B. O Propósito de Paulo. 
1. Paulo se via como um vaso de barro porque desejava que: 
a. O mesmo Deus em que ele aprendera a confiar — 
2 Coríntios 1:9 
Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos. 
b. O mesmo Deus de onde provinha toda a suficiência — 
2 Coríntios 3:5 
Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus. 
2. Fosse o Deus reconhecido como o doador do poder transformador mediante o Espírito Santo! 
3. Nisto reside o poder e a sabedoria de Deus: pegar pessoas simples e transformá-las em poderosos instrumentos de Sua graça.
 II. A perplexidade que Paulo estava experimentando — 2 Coríntios 4:8—9.
 Estar do lado de Deus provou-se algo extremamente difícil e severo. 
A. O Massacre. 
1. Paulo diz que seguir a Jesus e falar dele implicava em: 
a. Tribulações permanentes — no grego θλιβόμενοι thlibómenoi — prensado como uvas são esmagadas.
b. Perplexidades constantes — no grego πορούμενοι aporoúmenoi — estar em dificuldades por falta de recursos de todos os tipos.
c. Perseguições sem fim — no grego διωκόμενοι diokómenoi — perseguir de modo hostil.
d. Abatimentos — no grego καταβαλλόμενοι kataballómenoi — lançar para baixo, lançar por terra ou prostrar.
 B. A Libertação.
1. A palavra grega ἀλλὰ allà — porém demonstra que para cada ataque sofrido havia uma defesa apropriada.
2. Assim Paulo fala de que...
a. Somos atribulados, porém não angustiados. Literalmente, nunca frustrados, pois aprendemos a não confiar em nós mesmos e sim no Deus que ressuscita os mortos.
b. Estamos perplexos, porém não desanimados. Literalmente, sem esperança alguma porque nossa esperança está no Deus que não muda, que é fiel e que é Todo-Suficiente.
c. Somos perseguidos, porém não desamparados. Literalmente, alguém completamente abandonado porque o Senhor nos prometeu dizendo: E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século — Mateus 28:20.
d. Estamos abatidos, porém não destruídos. Literalmente, terminados ou mortos porque em Cristo temos a vida eterna. E o que é a vida eterna? Jesus mesmo respondeu dizendo: E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste - João 17:3.
III. As Bênçãos que Paulo Percebia – 2 Coríntios 4:10—15.
A. A vida Entregue para Ser Usada por Deus.
1. Paulo seguia o exemplo dado pelo próprio Senhor Jesus que disse: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas — João 10:11. Aqui a referência não diz respeito somente à morte e sim ao todo da vida vivida em completa devoção e dedicação ao rebanho.
2. Jesus experimentou perseguições diariamente fosse de oponentes políticos, fosse de oponentes religiosos. Ele experimentou noites sem dormir e longos e cansativos dias sem ter, sequer, uma pedra para recostar sua cabeça. Sua morte foi apenas uma espécie de coroação duma vida inteira dedicada a nosso favor. 
B. Os Benefícios Advindos da vida entregue a Deus. 
1. Para Paulo. 
a. Paulo percebia que esta mesma atitude, entregar-se para servir a Deus servindo o povo de Deus era um sacrifício que valia realmente à pena – verso 11. 
b. Quanto mais Paulo servia os irmãos mais ele se parecia com o próprio Senhor Jesus. E é exatamente esse o propósito do Espírito Santo que habita em nós: nos mudar, dia a dia, em uma imagem cada vez mais parecida com o próprio Senhor Jesus. 
2. Para os Coríntios. 
a. O serviço de Paulo redundava na pregação do Evangelho e, através dele, da conversão e salvação das pessoas.
b. Quanto mais pessoas salvas mais louvor e glória são dadas a Deus — verso 15. 
c. A esperança e bênção final aguardada por Paulo e por todos os crentes é a da ressurreição que irá nos conceder um corpo igual àquele que o Senhor Jesus tinha após a Sua própria ressurreição — verso 14. 
Conclusão. 
1. Como Paulo, nós devemos também, meus irmãos e irmãs,  nos considerar como meros vasos de barro: simples e frágeis. Precisamos entender o exato significado das palavras de Paulo em 1 Coríntios 1:26—29 que diz: Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. 
2. Meus irmão e irmãs, temos que nos conscientizar que, se vamos mesmo viver seguindo a Jesus temos que dar ouvidos às palavras do apóstolo Paulo quando disse: Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos — 2 Timóteo 3:12. Mas, como vimos não estamos nem sozinhos, nem desamparados, nem abandonados. Foi o Senhor mesmo que disse: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei — Hebreus 13:5b. 
3. Precisamos, como Paulo, dedicar e rededicar nossas vidas a Deus. Assumir uma atitude de verdadeiros servos dos irmãos e nos empenhar em proclamar a mensagem de salvação em Cristo. Quanto mais pessoas convertidas e nascidas do Espírito Santo, mais ações de graças para Deus e maior exaltação da glória de Deus. 
OUTRAS MENSAGENS EM 2 CORÍNTIOS PODEM SER ACESSSADAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO 
001 — A Escola do Sofrimento – 2 Coríntios 2:1—11

002 — Os Críticos do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 1:12 — 2:11

003 — Como Paulo Entendia o Ministério Cristão — 2 Coríntios 2:12 — 3:3

004 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 3:4—18 — Parte 1

005 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 4:1—6 — parte 2

006 — Batalhas e Bênçãos — 2 Coríntios 4:7—15

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.
Alexandros Meimaridis
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Desde já agradecemos a todos.




[1] Qualquer resto, como o excremento de animais, escória, lixo, sujeira.

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