Pastor associa Dilma a
terroristas em vídeo publicado no Youtube - / Reprodução da internet
È lamentável que o sr. Silas
Malafaia, que se diz pastor, esteja tantas vezes envolvido com a quebra da lei
e enfrentando processos na justiça. Dessa vez, a questão envolve a publicação dum vídeo contra a presidenta Dilma. Todos os que tiverem interesse
em conhecer melhor o episódio, poderão ler nosso artigo por meio desse link
aqui:
Já o material abaixo foi
publicado pelo site do O Globo e é de autoria de Isabel Braga, e traz o primeiro
desdobramento do processo contra o pastor Silas Malafaia.
Ministro
determina imediata suspensão de vídeo de Silas Malafaia contra Dilma
Pastor faz montagem com imagens
do discurso da presidente na ONU e de ações de grupos terroristas
POR ISABEL BRAGA
BRASÍLIA - O ministro Herman
Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu liminar determinando a
retirada imediata da internet de vídeo do pastor Silas Malafaia. O ministro
atendeu pedido da coligação que apóia a presidente Dilma Rousseff contra
Malafaia e o a Google Brasil Internet Ltda. Na representação, a defesa de Dilma
acusa o vídeo de fazer propaganda supostamente ilegal, de abuso do direito de
liberdade e ofensa a diretos fundamentais. O ministro ainda analisará a representação
para emitir uma decisão final.
Segundo a representação “o Sr.
Silas Malafaia, no vídeo, sugere que a Presidente da República, Sra. Dilma Vana
Rousseff, estaria a apoiar ações de grupos armados terroristas voltados ao
assassinato de cristãos.” Os advogados de Dilma afirmam ainda que, “fazendo
alusão à candidata Representante, o vídeo exibe uma montagem que contém cenas
cruéis e degradantes, o que teria sido reconhecido pelo próprio Sr. Silas
Malafaia” e sustentam também a finalidade eleitoral do conteúdo veiculado. O
vídeo se refere a fala por Dilma, na véspera da assembleia geral da ONU, no
último dia 24, em que condenou o ataque dos EUA ao Estado Islâmico, na Síria.
Ao conceder a liminar, o ministro
concorda que há conotação eleitoral no caso, uma vez que o vídeo veicula
discurso da candidata Dilma e explora sua imagem. “O País está a praticamente
48 horas das eleições, e esse tipo de veiculação na rede mundial de
computadores tem nítido viés de propaganda eleitoral”, justificou o ministro na
decisão. Segundo Herman, houve “excesso por parte do Sr. Silas Malafaia, uma
vez que não se tem conhecimento algum de que a candidata Dilma Rousseff apóie
qualquer grupo terrorista”.
O ministro afirmou ainda em seu
voto: “O discurso da Presidenta na sede da ONU em 2012, ao contrário de
referendar atos de terror, orientou-se no sentido de repudiar a ‘escalada de
preconceito islamofóbico em países ocidentais’. Ou seja, de uma maneira ou de
outra, Sua Excelência se manifestava de forma contrária a qualquer forma de
violência. Por isso, não pode agora ter contra si a utilização de seu
pronunciamento em sentido nitidamente inverso”.
Para o ministro do TSE, “ao
utilizar de tal fala para a vincular, no ‘período eleitoral crítico’, a suposto
apoio a grupos islâmicos terroristas, que infelizmente praticam verdadeiros
crimes de guerra ‘em nome da fé’, o Sr. Silas Malafaia degrada a imagem da Sra.
Dilma Vana Rousseff, bem como incita, direta ou indiretamente, animosidade
entre grupos que professam religiões ou crenças diversas (na hipótese,
cristianismo x islamismo).”
O ministro Herman Benjamim
sustentou ainda que há grande distância entre o uso informativo, para fins
eleitorais, de falas e discursos de pessoas – o que é legítimo, e a distorção
ou a infidelidade proposital às palavras e ao pensamento de que se ataca, o que
considera ilegítimo e ilegal.
“As palavras do Sr. Silas
Malafaia – especialmente quando relata a tragédia por que passam milhares de
cristãos mundo afora, retirados à força de suas casas, impedidos de professar a
sua fé ou condenados à morte por apostasia, confrontados com a destruição de
igrejas e assassinato de sacerdotes e pastores – isoladamente se inserem no
âmbito da liberdade de expressão e, paralelamente, de culto”, acrescentou o
ministro do TSE.
Segundo o ministro, a lei
eleitoral veda propaganda que termine por degradar, caluniar, difamar ou
injuriar qualquer candidato e também proíbe propaganda de guerra. “E no vídeo
há veiculação de imagens violentíssimas de verdadeiros atos de guerra
praticados por supostos grupos extremistas”, ressaltou.
O artigo original do site do O
GLOBO poderá ser visto por meio desse link aqui:
Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
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Desde já agradecemos
a todos.
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