quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 008— CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 - FINAL



ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

Continuação...

Em terceiro lugar temos que a consequência de abordarmos o apóstolo Paulo como verdadeiro teólogo, nos ajuda a destacar a tarefa mais importante relacionada com a teologia paulina. Nesse momento, nem é necessário produzirmos algo novo, mas apenas seguir o que afirma Geehardus Vos, ao dizer:

“Nossa tarefa consiste em averiguar a perspectiva do pensamento que encontramos revelado no Evangelho pelo apóstolo Paulo. É essa obra sutil, como de um tecelão, que junta a trama com a urdidura que nos oferece o produto doutrinário do pensamento do apóstolo com o qual devemos nos ocupar”[1] A interpretação daquilo que Paulo escreveu exige, acima de tudo, uma cuidadosa atenção ao material que encontra-se na base da estrutura. Em seus escritos e mensagens nos deparamos com uma mente de energia incomparável e com uma capacidade, única, de sintetizar ideias, ou como diária Vos: estamos diante de uma “mente brilhante”[2]. Todos os intérpretes e interpretações que não conseguem lidar com essa realidade e com esses fatos, acabam obscurecendo a realidade da largura e da profundidade dos ensinamentos de Paulo. Tendo por base o entendimento da história da redenção e, com o entendimento de alguém junto com o apóstolo Paulo, “sobre quem os fins dos séculos têm chegado” — 1 Coríntios 10:11 —, o intérprete precisa ter a intenção de trabalhar com a estrutura de pensamentos refletida nas afirmações do apóstolo, como uma refração, cada vez mais cristalina, daquilo que Vos descreve, como sendo: “a luminosidade radiante do centro de ideias condensadas”[3].

4. Finalmente, falarmos do apóstolo Paulo como um teólogo significa, da forma mais clara, reconhecer que seu maior interesse encontra-se na explicação da História da Redenção. Chegamos a essa conclusão com base na observação geral da posição ocupada por suas epístolas dentro da revelação bíblica, o que no remete para o estudo 001 dessa introdução. De que maneira essa preocupação fundamental de Paulo com a chamada historia salutis — história da salvação — também supre uma pergunta distinta acerca da ordo salutis — ordem da salvação — é algo que poderá ser respondido, apenas pelo cuidadoso estudo dos textos produzidos pelo mesmo. Entretanto, eu creio que podemos manter aqui um princípio de trabalho para ser analisando mais adiante, que qualquer tratamento que Paulo dá para a aplicação da salvação, para o crente individual é algo que está, diretamente controlado por sua perspectiva da História da Redenção.

Reflexões quanto ao método estão, de forma inevitável, relacionadas com a área sob investigação. O propósito e exigência das mesmas anseiam por um elevado grau de estudo do material a ser analisado. De modo semelhante, apenas o ato de aplicação irá revelar a validade e a adequação do mesmo. Isso é algo que ocorre apenas com a interpretação das Escrituras, porque o texto, pela virtude de sua origem divina, se autointerpreta. E assim essa última parte da nossa discussão, serve para nos ensinar que fechamos o círculo, no que diz respeito, ao estágio presente do nosso estudo. Desse modo nós iremos agora, nos voltar, para as considerações acerca do lugar ocupado pela ressurreição de Cristo no escopo da soteriologia paulina. Um embasamento contínuo e um interesse permanente representarão tanto a legitimação quanto a frutificação da abordagem desse capítulo.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002


Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Vos, Geehardus.  The Pauline Eschatology. Eerdmans Publishing House, Grand Rapidas, 1961.
[2] Scheweitzer, Albert. O Misticismo do Apóstolo Paulo. Novo Século, São Paulo, 2003.
[3] Vos, Geehardus.  The Pauline Eschatology. Eerdmans Publishing House, Grand Rapidas, 1961.

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